16/02/2026

VAZAMENTO DE DADOS NA RECEITA FEDERAL - MORAES DÁ ORDEM PARA PROTEGER COLEGAS E FAMILIARES

Moraes dá ordem à Receita Federal para proteger colegas e familiares

Informações que acabam de surgir dão conta de que a Receita Federal faz um rastreamento nos seus sistemas para verificar se houve quebra de sigilo de dados de cerca de 100 pessoas, incluindo ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) e seus familiares.

A lista conta com pais, filhos, irmãos e cônjuges dos dez ministros da corte. O pedido de análise das informações foi feito pelo ministro Alexandre de Moraes.

Para finalizar o processo, os auditores da Receita farão cerca de 8.000 procedimentos de checagem de quebra de sigilo, o que leva tempo, segundo pessoas a par do tema ouvidas pela Folha na condição de anonimato.

Procurada, a Receita afirmou que não se manifesta sobre demandas judiciais para preservar o sigilo das informações.

"Esse processo está sob sigilo de Justiça, só cabe ao STF qualquer autorização de divulgação. A Receita recebe diversas demandas judiciais de informação, não se manifestando sobre elas por conta de sigilo tributário e, muitas vezes, também judicial, como é o caso".

O gabinete de Moraes também foi procurado, por meio da assessoria do Supremo, mas não se manifestou.

O trabalho do Fisco federal envolve dados de 80 sistemas. Os relatórios que ficam prontos já estão sendo remetidos diretamente a Moraes.

O rastreamento de possíveis quebras de sigilo se encaixa no contexto da crise institucional entre os Poderes e órgãos públicos provocada pela quebra e liquidação do Banco Master.

Revelações da investigação sobre o escândalo financeiro do banco de Daniel Vorcaro geraram desconfiança e suspeitas de vazamentos de informações protegidas por sigilo bancário e fiscal.

Integrantes do Supremo suspeitam que a PF investigou ministros da corte sem amparo da lei. Por outro lado, investigadores da Polícia Federal consideram que decisões tomadas por Toffoli na relatoria do caso atrapalharam as apurações.

A Polícia Federal não participa dessa busca de possível vazamento, ao menos no momento.

A solicitação de Moraes foi feita, segundo pessoas que acompanham as investigações, há cerca de três semanas no âmbito do inquérito das Fake News, aberto em 2019, e que investigou ataques de bolsonaristas aos integrantes do Supremo.

Na solicitação, o ministro não deu nomes, mas incluiu na lista todos os magistrados do STF e as pessoas com os graus de parentesco a serem pesquisadas pela Receita Federal e o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras).

Como mostrou a Folha, ministros do tribunal avaliam uma investigação na corte sobre as condutas da PF e da Receita, segundo três pessoas com conhecimento das discussões.

Como a PF e a Receita estão sob o comando de nomes de confiança do governo, os magistrados estenderam a responsabilidade ao Planalto.

Moraes pediu as informações em janeiro, após a divulgação de informações mostrando ligações entre familiares dele e do colega Dias Toffoli com o Master.

O banco é suspeito de estar envolvido numa série de fraudes investigadas pela PF em Brasília, São Paulo e outros estados.

A crise aumentou, na semana passada, depois que o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, entregou um relatório de cerca de 200 páginas ao presidente do STF, Edson Fachin, com trocas de mensagens entre Daniel Vorcaro, dono do Master, e seu cunhado, Fabiano Zettel, em que ambos discutem pagamentos para a empresa Maridt, que tem Toffoli entre seus sócios.

O ministro Dias Toffoli confirmou, em nota, que "faz parte do quadro societário" da empresa Maridt, que foi uma das donas do resort Tayayá, no Paraná, mas negou que tenha recebido dinheiro de Vorcaro.

Toffoli era o relator do processo no STF, mas se afastou na semana passada após reunião fechada com todos os membros da corte. As conversas dos ministros no encontro também estão sob suspeita de terem sido vazadas por Toffoli para o site Poder 360, agravando o alcance do escândalo.

O ministro vinha sendo pressionado a se afastar do caso Master, principalmente depois que a Folha revelou conexões entre o Toffoli, o resort Tayayá e o banco de Daniel Vorcaro.

JCO

SKATE: NOSSA GRANDE CAMPEÃ CONQUISTA MAIS UM TÍTULO

Rayssa Leal conquista o título da etapa de Sydney da Street League

Rayssa Leal conquistou neste sábado (14) o título da Street League Skateboarding (SLS) de Sydney, primeira de sete etapas da temporada. A brasileira terminou a disputa com 30,1, à frente da japonesa Liz Akama (29,2) e da australiana Chloe Covell (24,7).

A skatista do Maranhão, dona de duas medalhas olímpicas, começou com notas baixas (5,8 e 3,8) bem atrás de suas adversárias (6,9 e 6,2 de Akama e 7,3 e 8,0 de Covell), mas conseguiu se recuperar e, em sua melhor tentativa, obteve 8,4.

Aos 18 anos, Rayssa enfrenta rivais ainda mais jovens. A japonesa nasceu em 2009, e a australiana, em 2010. Todas já com participação olímpica. Akama foi vice-campeã em Paris-2024, edição em que a brasileira conquistou o bronze.

O Brasil também garantiu presença no pódio masculino em Sydney. Giovanni Vianna terminou com a medalha de bronze, com 34,7. O título ficou com o japonês Ginwoo Onodera, que obteve sete notas acima de 9,0, e somou 37,3. O norte-americano Julian Agliardi foi o vice-campeão, com 35,5.

A próxima etapa da SLS acontece em Los Angeles, no dia 4 de abril. O Brasil abrigará duas disputas, em agosto e dezembro.

AE

VASCO CONTESTA COBRANÇA DA ARENA DAS DUNAS E COBRA MAIS R$ 300 MIL NA JUSTIÇA

Vasco reage à ação da Arena das Dunas, nega devolução de R$ 700 mil e cobra mais R$ 300 mil na Justiça

O Vasco da Gama apresentou resposta à ação movida pela Arena das Dunas na Justiça do Rio de Janeiro e adotou postura de enfrentamento no processo. Além de rejeitar a devolução dos R$ 700 mil recebidos para a realização de um amistoso que acabou cancelado, o clube carioca formalizou pedido para receber os R$ 300 mil restantes previstos em contrato.

O Vasco solicita que seja reconhecida a inexistência de inadimplemento contratual de sua parte e que a ação movida pela administradora do estádio seja julgada improcedente. O clube também pediu a inclusão da Liga Universitária, apontada como uma das organizadoras do amistoso contra o Montevideo Wanderers, como parte no processo. Segundo a defesa, não houve antecipação integral do valor acordado de R$ 1 milhão — apenas R$ 700 mil teriam sido pagos, por terceiros que não figurariam formalmente no contrato.

Na argumentação apresentada ao Judiciário, o Vasco sustenta que o cancelamento da partida não decorreu de fatores externos alheios aos organizadores, mas de descumprimentos contratuais e falta de garantias para a equipe uruguaia. O clube cita nota oficial do Montevideo Wanderers para reforçar essa versão.

A Arena das Dunas, por sua vez, acusa o Vasco de enriquecimento ilícito e afirma que arcou com prejuízos decorrentes da organização do evento, que estava marcado para julho de 2025. O estádio sustenta que pagou 70% do valor acordado e que o jogo não ocorreu após o clube uruguaio cancelar a viagem na véspera.

No processo, a administradora do estádio pede a restituição dos R$ 700 mil e quer se ver desobrigada de pagar os R$ 300 mil restantes. Já o Vasco rebate a tese de enriquecimento sem causa e questiona se a Arena foi, de fato, a responsável pelo desembolso dos valores, afirmando que não há comprovação documental de que o pagamento tenha sido feito diretamente pelo estádio.

Em decisão inicial, a Justiça negou pedido de arresto cautelar de bens do clube e determinou a apresentação de defesa. Também orientou as partes a avaliarem a possibilidade de acordo. O caso segue em tramitação.

COM SÁTIRA AO GOVERNO LULA, PL LANÇA 'O SAMBA DA ESBANJA'

PL lança “O Samba da Esbanja” com sátira ao governo Lula



O PL (Partido Liberal) publicou, nesta sexta-feira (13), um vídeo gerado por inteligência artificial em que critica o governo do presidente Lula (PT) e faz piada com desfiles que vão homenagear o petista no Carnaval deste ano.

A peça foi batizada de O Samba da Esbanja, em referência à primeira-dama Janja da Silva, e usa um samba-enredo para ironizar integrantes do governo, com caricaturas de nomes do primeiro escalão.

A paródia mira a presença de políticos no carnaval do Rio, onde a escola Acadêmicos de Niterói vai homenagear Lula, e Janja deve aparecer no último carro alegórico, com o mote “amigos de Lula”.

Logo no início do vídeo, o personagem vestido de “diabinho”, que representa o presidente, diz que “o traficante é a vítima do usuário” e ainda sugere que o cidadão não saia às ruas se não quiser ser assaltado. A fala é atribuída a uma declaração de Lula feita em outubro de 2025.

Outro foco da sátira é a política tributária do governo. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), aparece em um carro alegórico dourado ao lado de um leão, em referência ao Imposto de Renda.

A letra também cita a chamada “taxa das blusinhas”, sobre a tributação em compras internacionais feitas em plataformas online. Em um trecho, a música diz: “Encheu o carrinho da Shein ou da Shopee? Calma aí que a gente vai ter que repartir”; e reforça o apelido “Taxad”, que viralizou nas redes sociais.

Além de Haddad, o vídeo ironiza a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), o ministro da Secretaria Geral da Presidência, Guilherme Boulos (Psol), e o presidente do PDT, Carlos Lupi.

Em outra cena, a produção exibe um carro com estátuas de líderes como Stalin, Mao Tsé-Tung, Fidel Castro e Kim Jong-un, com a mensagem de que uma “ditadura está sendo instalada” e encerra com um “aplauso ao bandido”.

Essa não é a primeira produção do tipo nas redes. Na semana passada, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), publicou um vídeo no qual ironiza a homenagem que Lula vai receber da Acadêmicos de Niterói, também com imagens feitas por inteligência artificial.

A letra usada por Zema diz: “Foi mensalão na avenida, compra de voto no ar! Promessa virando moeda pra poder governar, enquanto o povo trabalha, suando no busão, teve acordo fechado por baixo do balcão. Propinas correndo solta, petrolão estourou, Petrobras sangrando forte. O Brasil que pagou”.

Assista:

FOLIÕES CRITICAM MORAES QUE NÃO ESCAPOU DO CARNAVAL

Moraes não escapou do Carnaval! Foliões criticam ministro

O chamado Bloco da Anistia levou manifestantes às ruas de Belo Horizonte neste domingo (15.fev.2026). O ato reuniu participantes que defenderam a liberdade do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e dos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023.

Vestindo roupas nas cores verde e amarelo e abadás com a inscrição “Bolsonaro Livre”, os participantes se concentraram na praça Marília de Dirceu, no bairro Inconfidentes. O cortejo teve início às 11h e seguiu até por volta das 16h, segundo a organização.

Entre os destaques do evento esteve o líder do movimento “Direita BH”, Cristiano Reis, que se fantasiou de Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). O magistrado foi relator dos processos relacionados aos atos de 8 de janeiro. Cristiano utilizou uma camisa com a frase “Eu sou a Lei” e fez críticas ao ministro.

Durante o trajeto, foliões entoaram a música “Vai devagar, Xandão”, em alusão a Moraes. Um dos trechos diz:

“Vai devagar, Xandão! Quem sobe igual foguete derruba igual o balão. Você anda muito abusado passando por cima da Constituição querendo prender todo mundo que discorda da sua aberração”.

Além das manifestações políticas, os participantes rezaram o Pai-Nosso e, na sequência, cantaram o Hino Nacional em ritmo de marchinha de carnaval. Também foi entoado o coro “Acorda, Brasil, acorda!”, movimento associado ao deputado Nikolas Ferreira (PL-MG).

O evento contou ainda com a presença do deputado federal Eros Biondini (PL-MG), que também atua como cantor de louvores. A programação incluiu apresentações da banda “Músicos Opressores” e do cantor “Boca Nervosa”, conhecido pelas músicas “Faz o L Jumento” e “Banco Master”.

15/02/2026

CEARÁ-MIRIM: FOLIA REDEMAIS OPÇÃO - OFERTAS DE 07 A 18/02/2026

 

'BLOCO DO LULADRÃO' - FLÁVIO BOLSONARO USA IA PARA IRONIZAR DESFILE DE LULA

Flávio Bolsonaro usa IA para ironizar desfile de Lula: “Bloco do Luladrão”

O senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), publicou nas redes sociais um vídeo produzido com uso de inteligência artificial para ironizar o desfile da Acadêmicos de Niterói em homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na postagem, o parlamentar faz referência ao evento como “Bloco do Luladrão”.

A peça traz um “samba-enredo” com críticas ao que o senador classifica como uso de recursos públicos para financiar “luxos”, além de menções à situação financeira dos Correios e às filas no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Em um dos trechos, a música afirma: “Discurso fala em solução, mas o gasto sobe de montão”.

A apresentação da escola carioca ocorre neste domingo 15, às 22h, na Marquês de Sapucaí, abrindo os desfiles do Grupo Especial do Carnaval do Rio de Janeiro. O presidente deve acompanhar o evento no camarote da Prefeitura do Rio. A primeira-dama, Janja Lula da Silva, e artistas alinhados ao governo também são esperados na homenagem.

O desfile foi alvo de questionamentos judiciais devido ao repasse de recursos da Embratur, órgão vinculado ao Ministério da Cultura. Ao todo, foram destinados R$ 12 milhões às escolas do Grupo Especial, sendo R$ 1 milhão para cada agremiação — incluindo a Acadêmicos de Niterói.


Na semana passada, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) negou dois pedidos de liminar que buscavam suspender o desfile sob alegação de propaganda eleitoral antecipada. O entendimento inicial do plenário foi de que não houve pedido explícito de voto, afastando, por ora, a configuração de campanha antecipada. Ministros, contudo, destacaram que o caso pode voltar à análise após a realização da apresentação.

MAIS UMA NARRATIVA CONTRA BOLSONARO QUE VAI PARA A LATA DO LIXO

Investigação mais cruel e pesada contra Bolsonaro é arquivada

O Ministério Público Federal (MPF) decidiu arquivar recentemente um procedimento que tinha como alvo o ex-presidente Jair Bolsonaro. A apuração foi encerrada por ausência de elementos mínimos que justificassem a continuidade das investigações.

Bolsonaro e familiares haviam sido citados em uma denúncia anônima encaminhada ao órgão no ano passado. O documento atribuía ao ex-chefe do Executivo e à chamada “família Bolsonaro” a prática de diversos crimes.

“O ex-presidente Jair Bolsonaro e integrantes da ‘família Bolsonaro’ teriam praticado diversos crimes, como genocídio durante a pandemia, envolvimento com milícias, tráfico de drogas, corrupção, uso indevido da ABIN, ‘rachadinhas’, envenenamento de autoridades, perseguição política e atentados à ordem democrática”, diz a denúncia.

Após análise preliminar, o MPF concluiu que não havia base probatória suficiente para instaurar ou dar seguimento a uma persecução penal. No despacho, o órgão registrou que “não subsiste motivo para a instauração de persecução penal em razão dos fatos, tendo em vista que as informações apresentadas são inespecíficas e genéricas, carecendo de prova documental mínima que corrobore as complexas e abrangentes alegações”.

Com o arquivamento, o procedimento é formalmente encerrado, salvo eventual surgimento de novos elementos concretos que justifiquem reabertura.

JCO

DURANTE SHOW EM BALNEÁRIO CAMBORIÚ PÚBLICO XINGA LULA

Público xinga Lula durante show em Balneário Camboriú

Cerca de 350 mil pessoas estiveram na Praia Central de Balneário Camboriú (SC) neste sábado (14) para assistir ao show Agroplay Verão, que teve como atração principal a cantora Ana Castela. Zé Felipe também se apresentou.

Em determinado momento do evento, parte do público começou a xingar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

– Ei, Lula, vai tomar no xx – gritavam os presentes.

Balneário Camboriú é conhecida por ter um perfil conservador. Nas eleições de 2022, a cidade elegeu Jair Renan Bolsonaro (PL) com 3.033 votos.

A manifestação ocorreu no mesmo dia em que Lula participou do carnaval em Salvador (BA) e também passou pelo Recife (PE), onde acompanhou o desfile do Galo da Madrugada. Nas duas capitais, o presidente foi ovacionado por foliões durante os eventos.

Assista:

DESFILE DE ESCOLA DE SAMBA SOBRE LULA - SAIBA O QUE PODE CONFIGURAR PROPAGANDA IRREGULAR

Saiba o que pode configurar propaganda irregular em desfile de escola de samba sobre Lula

O desfile da Acadêmicos de Niterói neste domingo (15), na Marquês de Sapucaí, colocou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no centro de uma nova controvérsia política e jurídica durante o Carnaval do Rio.

A escola apresenta o enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, homenagem ao petista, que acompanhará o desfile de um camarote. Inicialmente, havia previsão de participação em carro alegórico, mas a presença foi revista após alertas da Advocacia-Geral da União sobre risco de propaganda eleitoral antecipada.

Reação da oposição

O Partido Novo acionou o Tribunal Superior Eleitoral, pedindo a suspensão do desfile, da presença de Lula e da divulgação do samba-enredo. A ação cita ainda o repasse de cerca de R$ 1 milhão em recursos públicos à escola.

Decisão do TSE

Na última quinta-feira (12), o TSE decidiu que barrar previamente o desfile configuraria censura prévia. O tribunal, porém, manteve o processo em tramitação e deixou aberta a possibilidade de punição caso identifique irregularidades após a apresentação.

O que pode ser considerado propaganda eleitoral irregular

Segundo a legislação eleitoral e precedentes do TSE, podem configurar irregularidade:

  • Pedido explícito ou implícito de voto

  • Uso de número de urna ou referência direta a partido (como o “13”)

  • Exaltação de qualidades de pré-candidato com finalidade eleitoral

  • Menção ao processo eleitoral ou às eleições futuras

  • Ataques a adversários políticos

  • Slogans, hashtags ou impulsionamento com conteúdo eleitoral

  • Associação de recursos públicos a promoção pessoal com viés eleitoral

A multa prevista varia de R$ 5 mil a R$ 25 mil, ou ao custo da propaganda, se maior, podendo atingir quem divulga e quem é beneficiado.

Para evitar sanções, o Partido dos Trabalhadores no Rio divulgou orientações à militância, proibindo pedidos de voto, uso de número de urna, slogans eleitorais, símbolos partidários e menções às eleições de 2026.

GAZA: CONSELHO DE PAZ VAI DESTINAR MAIS DE US$ 5 BILHÕES - DIZ TRUMP

Trump diz que Conselho de Paz vai destinar mais de US$ 5 bilhões para Gaza

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que os Estados-membros do Conselho de Paz anunciarão, em reunião marcada para quinta-feira, a promessa de mais de US$ 5 bilhões para ações humanitárias e de reconstrução na Faixa de Gaza.

De acordo com Trump, os países-membros também prometeram o envio de milhares de agentes para compor uma força de estabilização autorizada pela Organização das Nações Unidas e reforçar a polícia local no território palestino.

A primeira reunião oficial do conselho ocorrerá no Instituto Donald J. Trump para a Paz, recentemente renomeado pelo Departamento de Estado. O encontro deve reunir delegações de mais de 20 países, incluindo chefes de Estado.

O conselho foi criado após aprovação de resolução do Conselho de Segurança da ONU e integra o plano do governo norte-americano para encerrar o conflito entre Israel e o Hamas. Um cessar-fogo entrou em vigor em outubro, mas ambos os lados se acusam de violações.

Segundo autoridades de saúde locais, mais de 590 palestinos morreram desde o início da trégua. Israel informou a morte de quatro soldados no mesmo período. Países como Turquia, Egito, Arábia Saudita, Catar e Indonésia aderiram ao conselho, enquanto aliados ocidentais dos EUA adotaram postura mais cautelosa.

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SAIBA QUAL CIDADE SOBRAM EMPREGOS E FALTAM PROFISSIONAIS

Conheça o país europeu em que vagas de emprego sobram e profissionais faltam

Em uma sala de aula em Chennai, na Índia, cerca de 20 enfermeiras estão aprendendo alemão em ritmo acelerado. Elas têm seis meses para se tornarem fluentes o suficiente para trabalhar na Alemanha.

Ramalakshi, uma das enfermeiras, afirmou que sua família enfrentou dificuldades financeiras, mas conseguiu pagar o equivalente a vários milhares de euros para sua faculdade de enfermagem. “Meu objetivo é trabalhar no exterior. Quero dar estabilidade financeira à minha família e construir minha própria casa”, disse. O governo do estado de Tamil Nadu financia o curso de idiomas para combater o desemprego local e dar às famílias desfavorecidas uma chance de alcançar oportunidades globais. Agências privadas conectam enfermeiras indianas a empregadores.

A Alemanha enfrenta escassez de profissionais qualificados devido à aposentadoria da geração baby boomer e ao baixo número de nascimentos. Economistas do Instituto de Pesquisa de Emprego (IAB), em Nuremberg, estimam que o país precisa atrair 300 mil trabalhadores qualificados por ano. “Sem eles, os alemães teriam que trabalhar mais horas, se aposentar mais tarde. Ou simplesmente ser mais pobres”, afirmou o pesquisador Michael Oberfichter.

Após a Segunda Guerra Mundial, a Alemanha firmou acordos de recrutamento com países como Itália, Grécia e Turquia. Até 1973, 14 milhões de pessoas chegaram ao país como gastarbeiter, ou trabalhadores convidados. Muitos permaneceram e construíram suas vidas na Alemanha.

Atualmente, imigrantes relatam entraves para trabalhar no país. Zahra, do Irã, disse que levou quase um ano para conseguir uma entrevista para mudar o visto de estudante para trabalho. “Às vezes penso: ‘Será que quero morar aqui?’”, afirmou. Björn Maibaum, advogado de imigração, disse que o caso não é incomum. “Infelizmente, é a mesma situação em toda a Alemanha”, afirmou. Segundo ele, o principal problema é a falta de pessoal nas autoridades de imigração, o que faz solicitantes esperarem por “meses ou até mesmo um ano”. “Isso é simplesmente frustrante. E não é essa a mensagem que devemos passar para o mundo. Estamos em uma competição [por trabalhadores]”, disse.

Dados do Escritório Alemão para Migração e Refugiados indicam que cerca de 160 mil estrangeiros com autorização de residência são considerados trabalhadores qualificados. O órgão também processa pedidos de asilo de refugiados de conflitos como os da Síria e da Ucrânia. A burocracia lenta e a dificuldade de integração ao mercado de trabalho geraram descontentamento com a política de imigração e impulsionaram o apoio ao partido Alternativa para a Alemanha (AfD).

Na Clínica BDH, em Vallendar, Kayalvly Rajavil, de Tamil Nadu, afirmou que o idioma foi difícil no início, mas recebeu apoio da equipe. “Mas meu chefe e meus colegas ajudaram bastante, e nos respeitam”, disse. A clínica contratou cerca de 40 enfermeiras da Índia e do Sri Lanka nos últimos anos, com custos entre 7 mil e 12 mil euros por contratação. Jörg Biebrach, chefe da equipe de enfermagem, afirmou que casos de racismo preocupam os trabalhadores estrangeiros. “Recebemos cada vez mais perguntas sobre os acontecimentos políticos no país”, disse. Ele afirmou que saudade, problemas familiares e adaptação cultural afetam a permanência dos profissionais.

A clínica oferece um programa de estágio para jovens indianos recém-formados no ensino médio, para agilizar contratações e evitar reconhecimento de qualificações estrangeiras. Biebrach afirmou que as autoridades precisam ser mais ágeis e as leis mais uniformes. “Todos dizem que precisamos de trabalhadores qualificados. Mas ainda estamos longe de uma cultura acolhedora onde tudo funcione sem problemas”, disse.

URGENTE: VEM A TONA DOCUMENTO AVASSALADOR SOBRE O CASO MASTER

Documento avassalador sobre o caso Master vem à tona

Um banco quebra.

Quarenta e um bilhões desaparecem.

E, estranhamente, ninguém pode investigar.

O livro "Banco Master - O Caso Blindando Pelo STF" mergulha no coração do caso — não como uma reportagem comum, mas como uma autópsia do poder brasileiro. Ao seguir o caminho do dinheiro, das decisões judiciais e das relações políticas, a narrativa revela um mecanismo que vai muito além de fraude financeira: um sistema de proteção institucional capaz de travar investigações, silenciar órgãos de controle e transformar escândalos bilionários em processos eternamente inconclusos.

Ministros, parlamentares, operadores políticos, banqueiros e órgãos públicos aparecem conectados em uma engrenagem onde cada peça depende da outra para sobreviver. O sigilo não surge como exceção — surge como método. E a pergunta central deixa de ser “quem roubou?” para se tornar “quem garante que ninguém seja punido?”.

Mais do que contar um caso, a obra expõe um padrão. O Banco Master não seria um acidente dentro do sistema, mas um produto dele.

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PARA PRENDER SUSPEITOS DE FURTOS POLICIAIS CIVIS USAM FANTASIAS

Policiais civis usam fantasias para prender suspeitos de furto

Policiais civis fantasiados prenderam dois suspeitos de furtar celulares em um bloco de Santa Teresa, no Rio de Janeiro, neste sábado (14). A ação, registrada em vídeo, foi divulgada nas redes sociais da corporação.

Entre as fantasias usadas pelos agentes estavam a do assassino Jason, do filme Sexta-Feira 13, a do super-herói Batman e a de personagens da série La Casa de Papel.

Segundo a Polícia Civil, os agentes, que estavam fantasiados para se misturar aos foliões, flagraram o momento do furto. Os suspeitos acumulam 30 anotações criminais.

A ação contou com o apoio de monitoramento por drone e atuação estratégica da Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Propriedade Imaterial (DRCPIM).

Com a dupla, os policiais recuperaram cinco celulares. Os aparelhos serão submetidos a perícia e posteriormente serão devolvidos aos donos, informou a Polícia Civil.

AE

O FIM DOS PAPANGUS - POR @VICENTE SEREJO

O triste fim dos papangus

Foi nos becos da Redinha, humildes e sem nome, que vi passar os últimos papangus. Eram personagens líricos, como os papangus da minha infância. Andavam só com os olhos do lado de fora, como se perscrutassem a vida simples dos moradores de lá. Feios, mas de uma feiura ingênua e doce que parecia guardar uma tristeza prisioneira do silêncio. Escondida neles mesmos, e que seguiam seus passos pelas ruas pobres da vila, eles sozinhos, sem palavras e sem gestos, numa alegoria de espantos.

Nas tardes de carnaval, e para que a vida não fosse monótona diante da canção triste do mar, desfilava sempre uma tribo de índios. Bastava um pequeno ajuntado para vê-los passar, e o cacique, chefe de todos, avisava que era hora de matar o caçador. Com macacão surrado, chapéu imitando aqueles dos filmes de Tarzan, com sua espingarda feita de madeira e que ele apontava para os índios numa resistência inútil para cair, sem vida, no chão da rua, sob o olhar de compaixão de todos nós.

Sempre achei que os meninos eram sinceros e sentiam pena do caçador. Uma tristeza parecida com a saudade do cronista. Mas, a minha era uma saudade velha que vinha da infância, quando o caçador, crivado de flechadas, caía manchado de sangue no peito, bem do lado do coração. Então era justo negar a tristeza diante da morte do caçador, naquela hora trágica? Bastaria um olhar para notar que tudo não passava de um faz-de-conta, mas, e a alegria, quando o feiticeiro ressuscitava o caçador?

Dizem que são falsas as tribos de índio do carnaval. Nem tanto. A própria vida é assim, entre o real e o irreal. A realidade cansa. O que tem de falso e errado um feiticeiro soprar aquela fumaça de suas ervas mágicas para fazer o caçador voltar a viver? Quem não morre e não ressuscita todos os dias, entre as tristezas e as alegrias da vida? Quem, nesse mundo de Deus e dos feiticeiros que andam por aí, não se deixa encantar com as magias que fogem do mundo real e assaltam nossas certezas?

E depois – notaram que nas crônicas tristes tem sempre um depois? – nunca esqueci da cena que vi naquela tarde que os parnasianos diriam fagueiras, numa ruazinha pobre da Redinha. Depois de ressuscitar, a tribo retomou sua caminhada, mas o caçador, cansado de morrer tantas vezes numa única tarde, largou o corpo no batente de uma casa. Acendeu um cigarro, puxou um trago comprido, e ficou ali. O olhar era vago, como se procurasse a vida, se ainda seria preciso morrer várias vezes.

Hoje, e tristemente, o populismo matou o carnaval de rua que era lírico e humano. A força do poder público substituiu a festa pagã e docemente pecadora pelo espetáculo. Nem tem consciência de que o lazer pressupõe presença ativa, a participação coletiva, anônima e popular. O show substituiu o lazer como algo contemplativo, um entretenimento. Nem notam que a multidão pertence ao artista e não a quem lhe paga para cantar. O carnaval, na sua beleza profana, hoje é uma coisa de safadões…

PALCO

SACADA – O advogado Ricardo Sobral, numa sacada de quem conhece o chão da política, sugere Henrique Alves para governar o Estado nos nove meses na renúncia da governadora Fátima Bezerra.

SAÍDA – Na sua visão, Henrique exerceu dez mandatos, presidiu a Câmara Federal e circula bem nos corredores de Brasília. Governaria equidistante da luta eleitoral e só comprometido com a sociedade.

DURO – O empresário Jean-Paul Prates foi duro nas críticas diretas ao ex-prefeito Álvaro dias quando qualifica de baixa qualidade a gestão na Prefeitura. Quem declara assim tem uma estratégia definida.

MESA – Será lançada, no Instituto Histórico, na Quinta Cultural do dia 19 de março, às 17h, a nova edição do livro de Adriana Lucena, ‘No Rastro dos Vaqueiros’. A primeira esgotou no lançamento.

GALO – Este ano, em Recife, o Galo da Madrugada é o Galo Fraterno. Homenagem a Dom Hélder Câmara, quatro vezes cotado para receber o Prêmio Nobel da Paz. E aqui, se faz o carnaval safadão.

FREVO – Para o amigo Rochinha que na certidão de nascimento é Joao Mendes da Rocha: espero que a tristeza do frevo erre de destino e se embriague nas cores da sobrinha lá nos becos de Olinda.

POESIA – De Manuel Bandeira, o grande triste, cantemos: “Eu faço versos como quem chora / De desalento… de desencanto…/ Fecha meu livro, / se por agora / Não tens motivo nenhum de pranto”.

FESTA – De Nino, o filósofo melancólico do Beco da Lama, olhando o brilho do reflexo do glitter caído no chão do beco: “O carnaval é uma festa da carne. Deixemos em casa as coisas do espírito”.

CAMARIM

DIÁLOGO – De François Silvestre, nas redes: “Tenho amigos e parentes de Direita. Parentesco e amizade continuam. Mas, se algum for candidato, votarei no inimigo de Esquerda”. De Ivan Maciel, certeiro, por cobertura, no canto do gol: “Também. Acima de qualquer dúvida”. O resto é carnaval…

LUTA – O cronista veste-se da banalidade e avisa: é imperdível a biografia de Ricardo Cota sobre a vida de Niomar Muniz Sodré Bittencourt. Aquela que enfrentou a ditadura, fechou o jornal ‘Correio da Manhã’ e lutou pela liberdade de expressão. Presa, resistiu sem rendição. O resto é carnaval…

CONSELHO – Do Abade L. Grimes, no seu velhíssimo ‘Instruções para esclarecer, dirigir, consolar e curar pessoas escrupulosas’, citando o Padre Quadrupani, nas instruções para a vida: “O escrupuloso só vê uma série de pecados em todas as suas ações, e, em Deus, a vingança”. O resto é carnaval…

Os artigos publicados com assinatura não traduzem, necessariamente, a opinião da TRIBUNA DO NORTE, sendo de responsabilidade total do autor.

TN

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Ceará Mirim/RN    

A PALAVRA DE DEUS PARA ESTE DOMINGO (15) - POR PADRE BIANOR JR.

Padre Bianor Jr.


Natal/RN, 15 de fevereiro de 2026, domingo

6º Domingo do Tempo Comum

“Feliz é quem anda na lei do Senhor.”

(Sl 18[19B]/119,1)

Evangelho – Mt 5,17-37

Naquele tempo, Jesus disse aos seus discípulos: “Não penseis que vim abolir a Lei ou os Profetas. Não vim abolir, mas dar pleno cumprimento”. E ensinou que a verdadeira justiça não se limita ao exterior, mas nasce do coração: não basta evitar o mal; é preciso vencer o ódio, a violência, a infidelidade e a mentira, vivendo uma fidelidade maior, marcada pelo amor.

Irmãs e irmãos,

o Evangelho de hoje nos convida a dar um passo além na vivência da fé.

Jesus não elimina a Lei, mas a conduz à sua plenitude, revelando que o essencial não está apenas nas normas, mas no coração que ama.

O Senhor nos chama a uma justiça maior, que supera o simples cumprimento exterior.

Ele nos ensina que o pecado começa quando o coração se fecha ao amor, quando alimentamos a ira, a indiferença, a falsidade e a falta de reconciliação.

Seguir Jesus é permitir que o Evangelho transforme nossas atitudes, palavras e relações.

A fé cristã não se resume ao “não fazer o mal”, mas exige o compromisso concreto com o bem, com a verdade e com a misericórdia.

Somos convidados a olhar para dentro de nós e perguntar: minha fé tem transformado meu modo de viver? Minhas escolhas refletem o amor que Deus espera de mim?

Que a Palavra de hoje nos ajude a viver uma fé autêntica, coerente e profunda, que una oração, compromisso e testemunho.

Proposta do dia:

Reze pedindo a graça de um coração reconciliado e escolha hoje um gesto concreto de amor, perdão ou verdade.


Pe. Bianor Júnior
Paróquia de Nossa Senhora da Apresentação


Agenda de hoje:

– 07h – Santa Missa na Matriz

JUSTIÇA ABSOLVE POR UNANIMIDADE SOGRO DENUNCIADO POR CHICOTEAR GENRO

Sogro denunciado por chicotear genro após descobrir que filha sofria violência doméstica é absolvido pela Justiça, por unanimidade




A Justiça absolveu, por unanimidade, um lavrador acusado de tentar matar o próprio genro após descobrir que a filha era vítima de violência doméstica. A decisão encerrou um processo que se arrastava há dez anos e teve como base o entendimento de que o pai agiu para proteger a filha, que estava grávida na época dos fatos.

O vídeo mostra trecho do depoimento do Sr. Luiz, no qual ele narra com detalhes os questionamentos feitos ao genro e a confissão de que ele agredia a filha do lavrador. “Enquanto eu viver e souber que tu tá batendo na minha filha, nela você não bate mais”, contou Sr. Luiz ao explicar no Tribunal o que fez com o genro após descobrir as agressões praticadas pelo homem.

O caso ocorreu em 2015, no município de Irecê, no interior da Bahia, e envolveu agressões cometidas contra o genro após a revelação das violências sofridas pela mulher. O julgamento foi concluído no fim de 2025, com a absolvição do réu pelo Tribunal do Júri.

Em depoimento à Justiça, L.C.S. contou que, logo após o Natal de 2015, recebeu bem cedo uma ligação informando que o genro havia agredido sua filha durante a madrugada. Ao chegar à casa dela, soube da própria filha que o agressor também havia quebrado seu celular e que não era a primeira vez que praticava violência física.

Ele então levou a filha e as netas para sua residência e chamou o genro para “olhar uns tomates” em uma roça. No local, amarrou o homem e bateu com uma corda, na presença de outras pessoas, afirmando não ter tido intenção de matar, apenas “aplicar um corretivo”. O genro, que ficou com vários hematomas, registrou a denúncia na delegacia três dias depois. O caso foi denunciado como sequestro, cárcere privado e tentativa de homicídio.

“A absolvição de seu Luiz não é apenas a vitória de um homem; é a vitória da justiça, da dignidade e do direito de defesa”, concluiu a Defensoria Pública da Bahia, que atuou a favor do Sr. Luiz no julgamento. Segundo o defensor, a sessão foi marcada por forte emoção, pois o réu, visivelmente abalado, chorou diversas vezes diante da possibilidade de ser punido por ter agido para defender a própria família.