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23/10/2026

GONET, TCHUTCHUCA DE MORAES, NÃO QUER QUE NINGUÉM SAIBA SOBRE VISITAS DE VORCARO E VIVIANE

Ninguém pode saber: PGR quer sigilo sobre visitas de Vorcaro e Viviane ao Senado

A Procuradora-Geral da República (PGR) se manifestou em favor de manter em sigilo os dados sobre visitas de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro Alexandre de Moraes (STF), ao Senado Federal.

O pedido foi deferido pelo ministro da Corte, Luiz Fux. Segundo Paulo Gonet, procurador-geral da República, a ação de análise não deve ser de competência do STF.

“Nos termos da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, afasta sua legitimidade ativa e, por conseguinte, o cabimento do mandado de segurança. O parecer é por que a ordem seja denegada”, defendeu Gonet em sua manifestação ao Supremo.

O caso chegou ao STF após um pedido do vereador de Curitiba, Guilherme Kilter (Novo-PR), solicitando o acesso às informações de entradas e saídas de pessoas a gabinetes no Senado Federal. Os nomes presentes para obter os dados estavam o de Viviane Barci e o do banqueiro mineiro.

Junto deles estvam também o de Fábio Luis Lula da Silva, o Lulinha, e Antonio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”.

A ação foi inicialmente movida por Kilter na Justiça Federal do Paraná, após o Senado negar o acesso aos dados via LAI (Lei de Acesso à Informação). No entanto, como o vereador apontou o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), como o responsável no processo judicial, o caso foi enviado ao STF.

No parecer da PGR, Gonet defendeu que o vereador não conseguiu justificar seu direito e necessidade de acessar os dados. Além disso, segundo o procurador-geral, o impetrado na ação – no caso, o senador Davi Alcolumbre – não teve “conduta atribuída” em relação ao pedido.

DP

20/10/2026

COMPRA DE VOTOS PARA LULA EM UNIVERSIDADE FEDERAL VIRA DENÚNCIA E CHEGA A PGR

Procuradoria Eleitoral envia a Paulo Gonet denúncia sobre compra de votos para Lula em universidade federal

A Procuradoria Regional Eleitoral em Pernambuco encaminhou à Procuradoria-Geral Eleitoral, chefiada por Paulo Gonet, uma denúncia que pede a apuração de eventual compra de votos em uma mobilização pró-Lula na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). A representação relata ofertas de custeio de viagens de estudantes para votar no segundo turno, conforme revelou notícia da Revista Oeste.

Obtido pela coluna, o ofício enviado a Gonet cita 16 elementos “para as providências que entender pertinentes”. A denúncia original partiu da deputada federal Clarissa Tércio (PP-PE), por meio de sua advogada.

Denúncia sobre Lula e UFPE pede apuração de compra de votos

Como mostrou Oeste, a representação cita os professores Sergio Machado Rezende, Anderson Stevens Leonidas Gomes e Cid Bartolomeu de Araújo.

Segundo a denúncia, Rezende enviou, em 12 de outubro, uma mensagem a grupos institucionais da UFPE na qual se manifestava contrário à candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e defendia a mobilização de eleitores para o segundo turno.

Na mesma comunicação, disse que ele e outros professores estavam dispostos a custear despesas de viagem de estudantes para votar.

Ainda conforme a representação, Rezende solicitou um levantamento dos interessados e sugeriu uma reunião no Departamento de Física para organizar a iniciativa. Gomes e Araújo teriam manifestado adesão à proposta.

A representação também interpela a possível utilização de e-mails, instalações e outros recursos da universidade para favorecimento eleitoral.

Entre as providências solicitadas estão a identificação da origem do dinheiro, de estudantes e de eventuais pagamentos ou contratações de transporte, além da preservação das mensagens eletrônicas.

Universidade não se manifestou

Na ocasião da denúncia, Oeste procurou a instituição, que não se manifestou. O espaço segue aberto.

revistaoeste

19/10/2026

QUEM ANDA COM A VERDADE NÃO É VISTO PELO INIMIGO

PGR contraria Moraes e se manifesta contra pedido de investigação de Mendonça por abuso de autoridade

A Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou contra a abertura de uma investigação por abuso de autoridade contra o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), a partir de uma representação apresentada pelo ministro Alexandre de Moraes. Em documento sigiloso enviado ao presidente da Corte, Edson Fachin, no sábado, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou que não há elementos suficientes para dar prosseguimento à apuração.

Ao analisar a representação de Moraes contra Mendonça, a PGR afirmou que os relatórios internos da Polícia Federal que motivaram o conflito entre os ministros não constituem provas e tampouco demonstram a prática de crime de abuso de autoridade.

"Os próprios relatórios contêm advertência de que não possuem valor probatório, não sendo peça de instrução; não podem ser considerados provas ilícitas, até porque provas não são", afirma a manifestação.

Segundo a PGR, os documentos produzidos pela Polícia Federal apresentam hipóteses e avaliações sobre cenários relacionados às investigações, mas não resultaram na realização de diligências contra integrantes do Supremo.

O órgão reconheceu, no entanto, que os relatórios apresentam avaliações que podem ser consideradas incompatíveis com a posição de neutralidade esperada de um magistrado responsável pela supervisão de investigações.

"Os relatórios sugerem direção das investigações com vieses desafeiçoados da posição de neutralidade do magistrado incumbido de supervisionar os procedimentos policiais. A representação, contudo, não parece demonstrar que a conduta possa ser reconduzida a ato punido por algum tipo da Lei de Abuso de Autoridade, que é o tema que cabe examinar neste momento", diz a Procuradoria.

Apesar dessa avaliação, Gonet concluiu que os elementos apresentados não permitem enquadrar a conduta de Mendonça em nenhum dos crimes previstos na Lei de Abuso de Autoridade.

A PGR destacou ainda que cabe ao plenário do STF decidir sobre a autorização para investigar criminalmente um integrante da própria Corte.

"Ao ver da Procuradoria-Geral da República, portanto, a representação não apresenta condições de ter seguimento, ressalvado entendimento em contrário do Plenário, titular da decisão de admitir ou recusar autorização para investigar integrante da Corte", afirma o documento.

A Procuradoria ressalvou, no entanto, que a exigência de autorização do plenário se refere à investigação criminal de integrantes do tribunal e não impede outras formas de responsabilização, que seguem procedimentos próprios.

"Vale observar que crimes de responsabilidade, no caso, são da competência do Senado Federal e que ações por improbidade administrativa escapam da abrangência da prévia autorização do Plenário da Corte", afirma a PGR.

Além de Gonet, a manifestação é assinada pelo vice-procurador-geral da República, Hindenburgo Chateaubriand Filho, e pelos subprocuradores-gerais Antônio Edílio Magalhães Teixeira e André de Carvalho Ramos.

O Globo

17/10/2026

GONET PRETENDE PEGAR O BONÉ E SAIR PELA ESQUERDA

Gonet toma juízo e cogita deixar a PGR antes do fim de seu mandato

O Procurador-Geral da República, Paulo Gonet, estaria avaliando entregar o posto antes do fim de seu mandato, caso Flávio Bolsonaro vença a eleição. A informação é do jornalista Claudio Humberto.

Com mandato até dezembro de 2027 Gonet cogita abrir espaço para nomeação ao posto por Flávio e evitar pressão e desgaste passado por Augusto Aras, que comandou a PGR por nove meses durante a gestão petista, submetido a grosserias e acusações de Lula.

O assunto parece ocupar mais as conversas da PGR do que da campanha de Flávio, mais interessada no Supremo Tribunal Federal.

Aliás, como se sabe, Gonet já não anda muito firme no posto. Houve esvaziamento no apoio por causa do escândalo do Banco Master, com respingos no PGR.

Por outro lado, eventual indicação de Flávio não deve ter dificuldades de aprovação no Senado, de maioria conservadora eleita nas últimas eleições.

14/10/2026

O CORPORATIVISMO REINA NA TERRA DE CABRAL

PGR se posiciona contra afastamento de Andrei Rodrigues da PF

A Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou contra o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência Policial da corporação, Leandro Almada da Costa. Em parecer enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), o órgão argumentou que faltam elementos concretos para justificar a retirada dos dirigentes dos cargos.

A manifestação contesta a decisão do ministro André Mendonça, do STF, que determinou o afastamento dos dois em 8 de setembro. A medida ocorreu no âmbito de uma investigação sobre relatórios de inteligência que, segundo o magistrado, continham monitoramento de autoridades, incluindo integrantes do Judiciário.

Para a PGR, o afastamento da dupla da PGR exigiria evidências de participação dos dirigentes em irregularidades.

“A qualificação negativa do comportamento das autoridades policiais, para acarretar a drástica medida de afastamento, precisaria estar acompanhada de evidências da participação imprópria em atos ilícitos, o que, com a vênia devida, não se logrou estampar na decisão impugnada”, afirma o parecer.

Segundo a Procuradoria, a decisão se apoiou principalmente nos cargos ocupados pelos diretores, no encaminhamento institucional de documentos requisitados pela Justiça e em informações divulgadas pela imprensa.

O órgão afirmou que a posição hierárquica dos dirigentes não permite responsabilizá-los automaticamente por todos os atos praticados na PF. “A responsabilidade pela condução geral da instituição não é suficiente para ensejar uma responsabilidade objetiva por todo ato praticado na corporação.”
Afastamento provocou decisões divergentes no STF

Ao determinar a saída dos dirigentes da PF, Mendonça afirmou que os relatórios haviam sido encaminhados ao ministro Alexandre de Moraes e apontou risco às investigações em andamento. O magistrado também ordenou a abertura de procedimentos para apurar a produção dos documentos.

No dia seguinte, 9 de setembro, o ministro Flávio Dino determinou o retorno dos diretores aos cargos. Mais tarde, o presidente do STF, Edson Fachin, suspendeu as decisões de Mendonça e Dino e manteve Andrei no comando da corporação até deliberação do plenário.

No parecer, a PGR também argumentou que o compartilhamento dos relatórios ocorreu em cumprimento a uma determinação judicial. Segundo o órgão, o envio decorreu, portanto, de uma ordem que não estava sob o controle dos dirigentes.

revistaoeste

07/10/2026

A LEGIÃO DO MAL ESTÁ 'AFROUXANDO(!?)' - FLÁVIO PODERÁ VISITAR BOLSONARO

PGR apoia pedido para Flávio visitar Bolsonaro

Nesta terça-feira (6), a PGR se manifestou favoravelmente ao pedido da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) volte a visitá-lo antes do término da suspensão de 90 dias imposta pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF. A decisão final, porém, ainda será tomada pelo magistrado.

O parecer foi enviado pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, após solicitação de Moraes. Segundo ele, não há registros de novos fatos que indiquem descumprimento das medidas cautelares aplicadas ao ex-presidente, nem motivo para manter ou ampliar a restrição de visitas.

– Considerando a ausência de fatos supervenientes indicativos de descumprimento das condições fixadas ou da necessidade de prorrogação da medida restritiva anteriormente determinada, a Procuradoria-Geral da República não opõe óbice ao deferimento do pleito formulado – diz Gonet.

O pedido foi apresentado um dia após Flávio avançar para o segundo turno da eleição presidencial, na qual disputará a Presidência contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Com o parecer da PGR, cabe agora a Moraes decidir sobre o assunto

.A proibição das visitas de Flávio foi determinada em 13 de julho. A medida ocorreu após o senador divulgar uma carta escrita por Bolsonaro sobre a disputa presidencial. Na ocasião, Moraes entendeu que houve descumprimento da regra que impede o ex-presidente de utilizar redes sociais, inclusive por intermédio de terceiros.

Os advogados de Bolsonaro pedem o retorno antecipado do regime normal de visitas. A defesa argumenta que já transcorreu um período considerável sem novos episódios que justifiquem restrições ao contato com familiares e pessoas próximas.

Caso o pedido principal seja rejeitado, os defensores solicitaram uma autorização excepcional para que Flávio faça ao menos uma visita ao pai antes do fim da suspensão. Segundo a defesa, o prazo da medida se encerra em 11 de outubro.

pleno.news

26/09/2026

A QUADRILHA É ORGANIZADA

Engavetador-geral Alcolumbre segura oito representações para destituir Paulo Gonet da PGR

Fotografado em íntimo convescote com Daniel Vorcaro, dono do enrolado Banco Master, regado a bebida e charutos, Paulo Gonet já acumula oito representações no Senado pedindo sua destituição. O procurador-geral da República conseguiu se manter à frente do caso Master com anuência dos colegas do Conselho Superior do Ministério Público Federal, mas ainda tem a oposição no Congresso cobrando providência. Quem segura as pontas é Davi Alcolumbre (União-AP).

Teias de aranha

As primeiras representações contra Gonet chegaram em 2025, três delas. Outras cinco brotaram ao longo deste ano.

Cidadãos pelas tampas

Dois dos pedidos contra o indicado de Lula à PGR foram protocolados na nesta semana, ambas por “cidadão comum”, sem mandato parlamentar.

Mora o problema

Assim como acontece com ministros do Supremo Tribunal Federal, pedidos desta natureza só andam com aval do presidente do Senado.

Nunca andou

O primeiro pedido, de julho de 2025, é do senador Eduardo Girão (Novo-CE), que alegou omissão do PGR em abusos de poder do STF.

25/09/2026

URGENTE: POR ESSA PAULO GONET NÃO ESPERAVA - SUBPROCURADORA-GERAL SOLTA O VERBO

Subprocuradora-geral da República solta o verbo e fala a verdade sobre Gonet

A subprocuradora-geral da República Samantha Dobrowolski afirmou nesta sexta-feira, 25, que o procurador-geral da República, Paulo Gonet, deveria ter se declarado impedido de atuar na Petição 16.662, relacionada ao caso do Banco Master. A manifestação ocorreu depois que mensagens atribuídas a Daniel Vorcaro passaram a envolver o próprio chefe do Ministério Público Federal.

Ao apresentar divergência em relação ao relator no Conselho Superior do Ministério Público Federal (CSMPF), Dobrowolski sustentou que Gonet não deveria ter exercido funções no procedimento, no qual havia pedido a nulidade da ordem de investigação. A conselheira também votou pela indicação de outro subprocurador para analisar fatos que, segundo sua avaliação, podem se enquadrar, em tese, em “tipo penal”.

A posição de Dobrowolski acompanha o entendimento apresentado pela subprocuradora-geral da República Janice Ascari, que também defendeu a continuidade da apuração envolvendo Gonet.

Com isso, o placar no CSMPF chegou a 2 a 2. O relator e o conselheiro Celso Albuquerque votaram pelo arquivamento da notícia-crime apresentada contra o procurador-geral da República.

Apesar da divisão entre os conselheiros quanto à continuidade da apuração, os cinco integrantes rejeitaram o pedido de afastamento genérico de Gonet de todos os procedimentos relacionados ao caso Master. Formando maioria na decisão.

O CSMPF ainda analisa nesta sexta-feira se existem elementos suficientes para justificar a abertura de uma investigação sobre a atuação de Paulo Gonet na condução das apurações envolvendo o Banco Master.

“No caso concreto, parece-me que o PGR não tinha o direito de ser promotor natural de si próprio nem juiz da própria conduta”, afirmou Dobrowolski.

Segundo a subprocuradora, depois que surgiram elementos relacionados ao próprio Gonet e a pessoas de seu círculo, ainda que fossem apenas indícios e pudessem eventualmente não caracterizar qualquer irregularidade, o procurador-geral não deveria ter feito a análise desses elementos.

“Ao revés, o que jurídico e legalmente cabia ao PGR, como a qualquer outro membro do Ministério Público, era abster-se funcionalmente”, pontuou.

Dobrowolski argumentou ainda que Gonet deveria ter deixado de atuar especificamente naquele procedimento, permitindo que outro integrante do Ministério Público analisasse os fatos. Conforme a conselheira, somente depois de uma avaliação independente e da tramitação adequada o procurador poderia eventualmente voltar a participar do caso.

“Na atuação funcional, o dever demandava que se afastasse, que declinasse do exercício funcional naquele procedimento específico e se retirasse, mesmo que depois de superado o ponto, numa tramitação adequada, ele pudesse retornar, numa análise devida por outro membro e como uma decisão eventualmente até judicial, mas não necessariamente”, disse a conselheira.

Em outro trecho de sua manifestação, Dobrowolski afirmou que a existência das mensagens de Vorcaro mencionando Gonet seria suficiente, em sua avaliação, para impedir a atuação do procurador-geral naquele procedimento.

JCO

ISSO SÓ ACONTECE NUMA ZONA CHAMADA BRASIL

Relator vota para livrar Gonet de investigação no caso Vorcaro

Mesmo com foto fumando charuto ao lado do ex-banqueiro, Francisco Sanseverino diz não ter encontrado comunicação direta entre ambos

O subprocurador-geral da República Francisco de Assis Vieira Sanseverino se posicionou, nesta sexta-feira (25), contra o pedido para que outro integrante do Ministério Público Federal (MPF) seja designado para apurar a conduta do procurador-geral da República, Paulo Gonet, no caso Banco Master.

Relator do procedimento no Conselho Superior do MPF, Sanseverino defendeu o arquivamento do pedido e afirmou que não há, nos elementos analisados até o momento, base suficiente para a abertura de uma investigação criminal. O voto ainda será submetido aos demais integrantes do colegiado.

“Desde logo, eu voto pelo indeferimento do pedido de designação de subprocurador-geral da República”, declarou durante a sessão.

Na avaliação do relator, uma investigação criminal depende da existência de elementos mínimos que indiquem materialidade e autoria. Sanseverino afirmou que esse requisito não estaria presente no material levado ao Conselho.

Segundo Sanseverino, não foi encontrada comunicação direta entre Gonet e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. As menções ao procurador-geral da República identificadas no conteúdo analisado aparecem em conversas mantidas por Vorcaro com o advogado Ciro Soares.

O caso

O procedimento foi aberto a partir de uma representação apresentada por parlamentares do Partido Novo, que questionaram a imparcialidade de Gonet e pediram seu afastamento das investigações envolvendo o banco. O nome do procurador-geral aparece em conversas extraídas do celular de Vorcaro e divulgadas pela Polícia Federal.

A medida ganhou força após vir a público uma foto retirada do aparelho de Vorcaro que mostra Gonet fumando charuto ao lado do ex-banqueiro durante um evento em Londres, em abril de 2024. A PGR confirmou a autenticidade da imagem.

DP

16/09/2026

O SUFICIENTE: 'TCHUCHUCA' DIZ QUE FOI 'BREVE E BANAL' ENCONTRO COM VORCARO

Gonet diz que encontro com Vorcaro foi “breve” e “banal”

Nesta terça-feira (15), o procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou que encontrou o ex-banqueiro Daniel Vorcaro apenas uma vez e classificou o contato como breve e sem relevância. A declaração ocorreu durante o julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF), que analisou os processos envolvendo Gonet e os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça.

– Eu gostaria de deixar isso claro até para evitar qualquer mal-entendido. O único momento de proximidade que eu tive com o senhor Vorcaro se deu com várias autoridades, em abril de 2024. A única ligação foi intermediada por um advogado de forma breve e banal – disse Gonet.

O procurador-geral também afirmou que qualquer eventual investigação contra ele dependeria de autorização do Ministério Público Federal. Gonet ainda declarou ter ficado satisfeito com o reconhecimento de Mendonça de que não havia, nos documentos recolhidos, elementos que indicassem uma possível prática de crime de sua parte.

Antes da manifestação de Gonet, Mendonça havia citado mensagens encontradas no celular de Vorcaro que mencionariam o procurador-geral. Segundo relatório da Polícia Federal (PF), o banqueiro teria usado o advogado Ciro Soares para fazer contato com Gonet.

As mensagens analisadas pela PF indicam que os contatos começaram em março de 2025. Em uma delas, Soares enviou a Vorcaro uma foto ao lado de Gonet e escreveu – Liga aqui. Ele quer falar com você.

De acordo com o relatório, após quatro tentativas, Vorcaro e Gonet conversaram por cerca de quatro minutos e mantiveram contato posteriormente. A PF também apontou que Soares teria convidado Gonet, em nome de Vorcaro, para uma degustação de charutos e do uísque Macallan em Londres. O procurador-geral teria aceitado o convite.

A manifestação de Gonet foi seguida por apartes de Mendonça e Gilmar Mendes, sem autorização para interrupções. A discussão entre os ministros aumentou a tensão no plenário e levou Flávio Dino a pedir vista do processo.

pleno.news

13/09/2026

ESSE PGR TCHUCHUCA DE XANDÃO É UM MOLEQUE - O BRASIL ESTÁ PHUDIDO

Vorcaro pediu notebook na prisão e Gonet concordou, mas Mendonça vetou a brincadeira

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, concordou com o pedido do ex-banqueiro Daniel Vorcaro para ter notebook na prisão e visitas de seus advogados no fim de semana, conforme solicitação da defesa, mas tudo foi vetado pelo ministro André Mendonça, o relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF).

O episódio que consta do acervo de documentos cujo sigilo foi levantado nos últimos dias e ganha relevância agora que se conhecem detalhes das relações do ex-banqueiro, investigado ppr fraude e por roubar os investdores do seu banco, com o chefe da PGR.

A tentativa de Vorcaro de obter as regalias de noteook e visitação aconteceu em março deste ano, pouco depois de sua segunda prisão, mas o relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF).

Nessa ocasião, segundo o site GPS, que publicou a informação, Vorcaro estava preso na superintendência da Polícia Federal em Brasília, onde negociava um acordo de delação premiada, afinal recusado em junho. Seus advogados argumentavam que as regalias buscavam dar “celeridade” à colaboração.

Relações Gonet/Vorcaro

As relações entre Daniel Vorcaro e Paulo Gonet foram tornadas públicas no relatório da Polícia Federal, e ocorreram principalmente via o advogado Ciro Soares, que intermediava recados. As conversas, extraídas do celular de Vorcaro, cobrem de abril de 2024 a meados de 2025 e incluem declarações de amizade, saudades, convites para eventos em Londres e o custeio de viagem do filho do procurador-geral.

Em abril de 2024, Ciro Soares escreveu a Vorcaro: “Amizade é tudo viu irmão” e “Gonet é firme”. O relatório associa o trecho a um episódio em que Gonet teria auxiliado em uma disputa eleitoral no Ministério Público de Minas Gerais.

Em 15 de março de 2025, Soares enviou a Vorcaro uma foto ao lado de Gonet e pediu: “Liga aqui. Ele quer falar com você”. Seguiram-se quatro ligações consecutivas entre os telefones de Soares e Vorcaro; a PF interpreta que o banqueiro falou com o PGR pelo aparelho do advogado.

“Oba!!!! Tomara que tenha charuto e Macalan!”

Em 28 de março de 2025, Soares encaminhou mensagens que atribuiu a Gonet: “Que bom! Estou na torcida por vocês!”; “Já estou com saudade de você! Estou embarcando para Roma”; e “Manda essa mensagem para ele”. Soares acrescentou: “O Gonet mandou msg pra vc”. Vorcaro respondeu: “Agradece muito o carinho” e “Saudade dele, vamos marcar estar juntos”. Soares completou que Gonet “lhe adora” e “Ele vai para Londres com a gente”.

Em seguida encaminhou outra mensagem atribuída ao PGR: “Oba!!!! Tomara que tenha charuto e macalan!”. Vorcaro retrucou: “Agora vai ter que ter plantação de charuto e barril de Macalan”.

Vorcaro e a viagem do filho de Gonet

No dia seguinte, 29 de março, Soares perguntou: “Gonet perguntou se o filho dele pode ir com a gente para Londres”. Vorcaro respondeu “Obvio ne” (ou “Óbvio”). Dias depois, ao receber lista de custos da viagem, o banqueiro autorizou: “Pedro e Ciro ok”. O relatório registra que Vorcaro bancou as despesas de Pedro Gonet (Pedro Henrique de Moura Gonet Branco) e de Ciro Soares. Uma mensagem posterior atribuída a Gonet, encaminhada por Soares, dizia: “Você é uma máquina”.

A referência a charutos e Macallan remete à degustação de abril de 2024 no George Club, em Mayfair, Londres, realizada em paralelo ao fórum jurídico patrocinado pelo Master. O evento, orçado em cerca de US$ 641 mil (equivalente a mais de R$3,2 milhões na época), reuniu Vorcaro, Gonet, ministros do STF (Alexandre de Moraes e Dias Toffoli), o então diretor-geral da PF Andrei Rodrigues e outras autoridades. Anotações recuperadas citam “serviço de degustação Macallan no George Club”. Uma segunda edição planejada para 2025, com o mesmo formato, foi cancelada.

As mensagens são relatadas pela PF como encaminhadas; a PGR, questionada à época, afirmou que não comenta investigação sigilosa. O relatório descreve a relação como próxima, com o advogado Ciro Soares fazendo a ponte entre o ex-banqueiro e o chefe do Ministério Público Federal.

DP

03/09/2026

O PAI DO CINISMO PEDIU CHARUTO E UISQUE MACALLAN

Gonet é citado 33 vezes em investigação que quer anular

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, aparece ao menos 33 vezes no material produzido pela Polícia Federal no caso Banco Master, o mesmo que ele pediu a nulidade das investigações em parecer enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF).

No pedido, Gonet não menciona sua presença no conteúdo investigado, e argumenta que o ministro André Mendonça não poderia ter autorizado diligências da PF sem aval do plenário do STF, porque a apuração também alcançava o ministro Alexandre de Moraes.

A tese apresentada pelo PGR, portanto, questiona a forma como as informações foram obtidas, e não o conteúdo das mensagens. Gonet sustenta que a ausência de autorização do plenário comprometeria a validade dos atos realizados durante a investigação, tornando nulas as provas contra o ministro.

COMO GONET APARECE NAS MENSAGENS

Gonet aparece no relatório da PF em conversas envolvendo Ciro Soares, advogado que atendia Daniel Vorcaro e buscava aproximá-lo de autoridades. Em mensagens encaminhadas ao ex-banqueiro, o PGR teria escrito “Estou na torcida por vocês!” e “Já estou com saudades de você!”.

Em outra conversa, Gonet teria reagido à possibilidade de uma viagem a Londres com a frase “Oba!!! Tomara que tenha charuto e Macallan!”. A viagem não ocorreu, mas o filho do procurador-geral viajou para Londres em uma outra viagem custeada por Vorcaro.

As mensagens, isoladamente, não comprovam irregularidade. O ponto central é que o chefe da PGR, que agora pede a anulação da apuração, aparece dezenas de vezes no próprio material investigado e não aborda essa circunstância ao defender a invalidação das diligências.

pleno.news

02/09/2026

URGENTE: AFASTAMENTO DE GONET É COGITADO PELA CÚPULA DA PGR

Cúpula da PGR fala em “desânimo” e afastamento de Gonet

O site Poder360 afirma que ouviu sob reserva integrantes da cúpula da Procuradoria-Geral da República (PGR). Segundo a reportagem, o ambiente no órgão é de “desânimo”. Para os integrantes da cúpula da instituição o pedido de Gonet pela nulidade das investigações é impróprio e o inquérito deveria ficar com o vice-PGR, Hindemburgo Chateaubriand. Entretanto, a decisão final é do próprio PGR, que decidiu continuar no caso.

A matéria do Poder360 ainda diz o seguinte:

“Segundo o relatório da Polícia Federal, Gonet e Daniel Vorcaro iniciaram uma relação a partir de um evento financiado pelo Banco Master, em Londres.

Mensagens do advogado Ciro Soares indicam que Gonet pediu que houvesse disponibilidade de ‘charutos’ e ‘whisky Macallan’. Conforme a PF, Gonet também pediu a Vorcaro para bancar ida de seu filho para Londres.”

Promiscuidade total.

INESCRUPULOSO: ESTÁ EXPLICADO O PORQUE DO TCHUTCHUCA DE MORAES QUERER ANULAR O RELATÓRIO

Gonet e família são citados 33 vezes em investigação que a PGR quer anular

O procurador-geral da República Paulo Gonet e integrantes de sua família aparecem ao menos 33 vezes no relatório da Polícia Federal que reúne mensagens e informações do caso Banco Master. Apesar disso, ele apresentou um pedido de nulidade da investigação ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Gonet argumenta que o ministro André Mendonça não poderia ter determinado à PF o aprofundamento das apurações envolvendo o ministro Alexandre de Moraes sem autorização do plenário do STF. Para o PGR, a ordem teria extrapolado os limites de atuação do relator na fase pré-processual.

O relatório, porém, também traz referências ao próprio Gonet. De acordo com a investigação, o procurador-geral aparece identificado pelo nome e também pelas iniciais “PG” em mensagens trocadas pelo advogado Ciro Soares com Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.

Em uma das conversas, Gonet aparece em uma fotografia ao lado de Ciro Soares. Em outra, o procurador-geral demonstra entusiasmo com uma possível viagem para participar de um evento em Londres. Depois, informa que não poderia participar e pergunta se seu filho poderia substituí-lo. O evento acabou não acontecendo.

As mensagens fazem parte do material apreendido pela PF no celular de Vorcaro e foram tornadas públicas após o ministro André Mendonça retirar o sigilo de documentos da investigação.

Metrópoles

PROCURADOR QUE DISSE ESTÁ COM 'SAUDADE DE VORCARO' QUER ANULAR RELATÓRIO SOBRE MASTER E MORAES

PGR pede nulidade de relatório da PF sobre Vorcaro, Moraes e Gonet

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a nulidade do relatório da Polícia Federal, divulgado nesta terça-feira (1º). O documento detalha conversas do banqueiro Daniel Vorcaro com o ministro Alexandre de Moraes e inclui o próprio PGR.

O parecer foi enviado ao ministro André Mendonça, relator do caso Master. Mendonça havia pedido que a PF identificasse interlocutores após achar mensagens no celular do banqueiro. Para o procurador-geral, a ordem inicial de Mendonça não tem validade legal. Gonet argumenta que o magistrado excedeu seus limites de competência ao determinar as investigações.

O PGR sustenta que o relator deveria ter acionado o presidente da Corte caso visse indícios de irregularidades, permitindo que o plenário avaliasse a necessidade de apuração.

— Mesmo que, casualmente, fosse encontrado algum indício do que o relator entendesse ser irregularidade de interesse penal, não caberia a ele aprofundar as pesquisas sobre o Colega. Vale dizer, não caberia a ele determinar que se investigassem com mais detimento referências ao Colega — declarou Gonet.

Como a determinação inicial seria nula, Gonet defende que o relatório produzido pela Polícia Federal também deve ser considerado inválido, pedindo assim a extinção do caso.

— Por outra causa mais, é nula. (…) Impunha-se, antes, que, acreditando haver o que merecesse ser investigado, se dirigisse ao Presidente do Tribunal, para que o Plenário pudesse avaliar o acerto da sua impressão, concordando ou não com a investigação — reforçou.

Em despacho recente, Mendonça decidiu que o plenário do STF vai deliberar sobre as informações encontradas. A inclusão do tema na pauta depende agora de decisão do presidente da Suprema Corte, Edson Fachin.

pleno.news

23/08/2026

OPOSIÇÃO CRITICA A IMPARCIALIDADE DO TCHUCHUCA DE LULA E MORAES

Oposição critica PGR ‘engajada’ à defesa de Lulinha, um investigado da Polícia Federal

Opositores estão indignados com o procurador geral da República (PGR), acusado de “engajamento” na defesa de Lulinha, filho de Lula (PT), investigado por tráfico de influência e corrupção. Paulo Gonet tentou retirar a relatoria de André Mendonça, ministro do STF que não se submete a Lula, e depois tentou levar o processo à 1ª instância. “Absurdo”, protesta o deputado Marcel van Hattem (Novo-RS), lembrando que, nomeado por Lula, Gonet se opôs à transferência para a 1ª instância de cidadãos comuns acusados nos atos de 8 de Janeiro.

Batom na cueca

Gonet se esforça para tirar do STF dois dos três inquéritos contra Lulinha relatados por Mendonça. O outro permaneceria nas mãos de Flavio Dino.

Guinada ridícula

Para van Hattem, é até ridículo a PGR mudar de posição sobre 1ª instância quando o investigado é o filho do presidente da República.

Críticas na academia

Professor de pós-graduação da USP e mestre e doutor em Direito Constitucional, Rubens Beçak também se associa aos críticos da PGR.

Escândalo paralelo

Já Evair de Melo (PP-ES) acha que não tem como retirar o caso Lulinha do STF pelas conexões do filho de Lula com o escândalo do INSS.

13/08/2026

QUAL A NOVIDADE? A PGR É TCHUTCHUCA DE MORAES

PGR defende que STF mantenha restrições de visitas a Bolsonaro

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, pediu ao STF (Supremo Tribunal Federal) que rejeite recursos apresentados pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e mantenha a suspensão das visitas do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao pai.

A manifestação foi encaminhada ao Supremo nesta quarta-feira (12). A defesa havia recorrido de decisões do ministro Alexandre de Moraes que restringiram visitas e atividades de caráter político-eleitoral durante o cumprimento da prisão domiciliar humanitária de Bolsonaro.

A suspensão das visitas de Flávio foi determinada por Moraes em julho, por um prazo de 90 dias, depois que o senador divulgou nas redes sociais uma carta na qual Bolsonaro endossava sua pré-candidatura à Presidência. O texto teria sido entregue ao senador durante uma visita ao pai.

Para o ministro, o encontro foi usado para dar circulação a conteúdo produzido por Bolsonaro, em violação às restrições impostas ao ex-presidente quanto ao uso direto ou indireto de redes sociais.

Em um dos recursos, a defesa pediu que Flávio voltasse a ter autorização para visitar Bolsonaro. Os advogados argumentaram que a restrição prejudica a preservação dos vínculos familiares e também a relação profissional entre os dois, já que o senador figura como advogado do ex-presidente.

Gonet, no entanto, defendeu a manutenção da medida. Segundo a PGR, o direito de visita pode ser restringido em caso de descumprimento das condições fixadas para o cumprimento da pena. A Procuradoria também afirmou que a condição de advogado de Flávio não afasta as regras impostas à prisão domiciliar, uma vez que Bolsonaro permanece assistido por outros defensores.

A PGR também se manifestou contra outro recurso da defesa, que questiona a proibição de Bolsonaro receber, até o fim das eleições de 2026, visitas com finalidade político-eleitoral e de produzir ou divulgar manifestações dessa natureza, inclusive por intermédio de terceiros.

Para a defesa, a suspensão dos direitos políticos decorrente da condenação não elimina a liberdade de expressão do ex-presidente. Os advogados também alegaram que a expressão “visitas com finalidade político-eleitoral” seria ampla e imprecisa.

Gonet sustentou, porém, que as restrições são compatíveis com a condição de Bolsonaro como condenado e com as regras do regime fechado. O ex-presidente cumpre pena de 27 anos e três meses e está em prisão domiciliar por razões humanitárias.

Ao final, a Procuradoria pediu que os recursos da defesa sejam rejeitados e que as restrições determinadas por Moraes sejam mantidas.

04/08/2026

DRONE DA PRF FISCALIZARÁ MOTOS NA PONTE DE IGAPÓ

PRF usa drones para fiscalizar e coibir motos em ciclofaixas da Ponte de Igapó

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) deu início ao uso estratégico de drones para fiscalizar o tráfego na Ponte do Igapó, em Natal. A medida, que foca prioritariamente na coibição do uso indevido da ciclofaixa por motociclistas, tem como objetivo garantir a segurança dos ciclistas e atender a um apelo dos próprios usuários da via na zona Norte e região metropolitana.

A intensificação do policiamento na região com o uso de drones responde a relatos de ciclistas sobre o aumento da sensação de insegurança e episódios de ameaça ao trafegarem ao lado de motocicletas que invadiam a faixa exclusiva para fugir dos pontos de lentidão.

Segundo a PRF, a opção pelo monitoramento aéreo traz um ganho logístico crucial para a fluidez do trânsito na capital. Devido à geometria da Ponte do Igapó e ao denso fluxo de veículos nos horários de pico, a presença física de uma viatura parada na via para abordagens operacionais geraria um efeito gargalo, agravando significativamente os engarrafamentos no local.

Com os drones operando em pontos estratégicos, os policiais conseguem identificar e registrar as infrações em tempo real e a uma distância segura. Isso permite manter a via desobstruída e garantir a efetividade da autuação, que pode ser feita de forma online ou por abordagem direta do condutor infrator. A ferramenta ainda amplia a visão do policial.

A modalidade de fiscalização remota utilizada pela PRF é respaldada pela legislação, especificamente pela Resolução nº 909, de 28 de março de 2022, do Conselho Nacional de Trânsito (Contran). O normativo valida a lavratura de autos de infração por meio de sistemas de videomonitoramento online, desde que a autoridade de trânsito observe diretamente a conduta no momento em que ela ocorre.

A PRF ressalta que a Ponte do Igapó conta com a devida sinalização regulamentar, informando que a via é fiscalizada por videomonitoramento, o que cumpre os princípios da legalidade e da transparência exigidos pela legislação vigente.

Além da fiscalização de trânsito, os drones também são empregados pela PRF em ocorrências criminais e na perícia de acidentes.

A instituição reforça o apelo aos condutores para que respeitem as faixas exclusivas e lembrem que a mudança de atitude é o principal fator para a redução de acidentes e para a segurança de todos.

13/07/2026

PGR É CONTRÁRIA DECISÕES DE DINO - O JOGO DE DINO: TIRAR AS EMENDAS DO CONGRESSO E DEVOLVER A LULA

Decisões de Dino contrariam PGR sobre bloqueio de bens de Cunha e Valdemar

O ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), decidiu bloquear o patrimônio de políticos sem mandato investigados no esquema de desvio de emendas parlamentares mesmo diante de parecer contrário da PGR (Procuradoria-Geral da República).

Apesar disso, tanto no caso envolvendo o presidente nacional do PL (Partido Liberal), Valdemar Costa Neto, quanto na ação contra o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha, o órgão defendeu a continuidade das investigações conduzidas pela Polícia Federal e o rastreamento dos recursos públicos sob suspeita.


Nas duas decisões, Dino registrou expressamente que a Procuradoria se posicionou contra o deferimento das medidas cautelares, mas ressaltou que o próprio Ministério Público reconheceu a necessidade de prosseguimento das apurações e do rastreamento dos valores supostamente desviados.

As investigações são desdobramento da Operação Transparência, da Polícia Federal, que apura um suposto esquema de direcionamento de emendas parlamentares por pessoas sem mandato eletivo, utilizando a estrutura administrativa da Câmara dos Deputados e registros formais em nome de parlamentares.

No caso de Valdemar Costa Neto, Dino determinou a indisponibilidade de até R$ 119,2 milhões em bens, valor correspondente às 21 emendas que, segundo a investigação, teriam sido direcionadas de forma irregular pelo presidente do PL, embora ele não exerça mandato parlamentar.

A decisão também suspendeu a execução das emendas apontadas pela PF e determinou que a Câmara envie toda a documentação referente à tramitação desses recursos.

A investigação reúne planilhas, mensagens de celular e diálogos entre servidores da Câmara que, segundo a Polícia Federal, indicariam que Valdemar participava diretamente da definição dos recursos destinados a municípios.

Entre as conversas analisadas pelos investigadores aparece a pergunta: "Fechou o valor do Valdemar?", considerada pela PF um dos indícios da atuação do dirigente partidário na distribuição das verbas.

Outra frente da investigação busca esclarecer se os deputados que figuravam oficialmente como autores das emendas tinham conhecimento do suposto esquema, participaram dele ou tiveram seus nomes utilizados sem autorização.

A Polícia Federal também trabalha com a hipótese de que parte dos parlamentares desconhecesse que apareciam formalmente como responsáveis pelas indicações.

Em entrevista à CNN Brasil, Valdemar negou qualquer irregularidade e afirmou que não indicou emendas de forma ilegal. Segundo ele, é natural que o líder de um partido participe da articulação política da bancada. A defesa do presidente do PL também divulgou nota afirmando que a decisão de Dino criminaliza a atividade político-partidária, sustentando que não existem indícios concretos de fraude, desvio funcional ou apropriação indevida de recursos públicos.

Situação semelhante ocorreu no caso envolvendo o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha, que negou qualquer prática ilícita e afirmou que sua atuação política jamais extrapolou os limites legais.

A defesa de Eduardo Cunha afirmou em nota divulgada neste domingo (12) que o ex-parlamentar "desconhece qualquer irregularidade" na tramitação das emendas parlamentares e afirma que o ex-presidente da Câmara exerce "legítima interlocução política", recusando a equiparação da prática com "exercício clandestino de mandato parlamentar".

PF suspeita de participação da Presidência da Câmara

Os desdobramentos das investigações também alcançam o atual presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB). A Polícia Federal afirma existir a suspeita de que o esquema contava com aval da Presidência da Casa para operacionalizar a tramitação das emendas investigadas. A hipótese ainda é objeto de apuração e integra uma das linhas centrais do inquérito.

Após a divulgação das decisões judiciais, Hugo informou que a Câmara cumprirá integralmente as determinações do Supremo e colaborará com o envio das informações requisitadas, ressaltando o compromisso institucional com a transparência e a legalidade dos procedimentos administrativos. Mas classificou a decisão de Dino como "indevida intervenção judicial".

A posição da PGR, contudo, tornou-se um dos principais argumentos explorados pelas defesas de Valdemar e Cunha, que sustentam não haver elementos suficientes para justificar bloqueios patrimoniais antes da conclusão das investigações.

Já Dino entendeu que a indisponibilidade dos bens era necessária para garantir eventual ressarcimento ao erário, caso as suspeitas sejam confirmadas ao final da apuração.

CNN

03/07/2026

PGR É COBRADA PELA TRANSPARÊNCIA INTERNACIONAL SOBRE LIGAÇÃO ENTRE VIVIANE E VORCARO

Transparência Internacional se manifesta sobre mensagens trocadas entre Viviane e Vorcaro e cobra a PGR

A advogada Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro Alexandre de Moraes, enviou diretamente pelo WhatsApp ao banqueiro Daniel Vorcaro a minuta de um contrato de R$ 129 milhões em honorários para prestação de serviços jurídicos ao Banco Master. Os diálogos mostram que o envio ocorreu em janeiro de 2024.

A transparência Internacional - Brasil, fez a seguinte manifestação sobre o assunto:

“O grau de informalidade com que se tramitou um contrato de R$ 129 milhões de reais é estarrecedor e só aumenta as suspeitas - que já eram mais que suficientes para a abertura de uma investigação própria.

A inação da PGR se torna mais grave a cada nova revelação.”