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04/08/2026

TERCEIRO INQUÉRITO CONTRA LULINHA TERÁ FLÁVIO DINO COMO RELATOR

PF pede ao Supremo abertura do terceiro inquérito contra Lulinha

A Polícia Federal pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a abertura de um novo inquérito para investigar o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Caso o pedido seja aceito, será a terceira investigação contra ele na Corte por suspeitas de tráfico de influência.

O requerimento foi encaminhado ao STF poucos dias após o ministro André Mendonça autorizar outra investigação para apurar se Lulinha teria cometido os crimes de tráfico de influência e corrupção passiva em supostas articulações envolvendo o Ministério da Saúde. Na ocasião, a apuração foi aberta a partir de elementos reunidos pela Polícia Federal sobre a atuação do lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”.

Segundo as investigações, o novo pedido de abertura de inquérito está relacionado a suspeitas de que Lulinha teria usado sua proximidade com integrantes do governo federal para beneficiar empresas parceiras. A Polícia Federal busca aprofundar a apuração sobre a eventual prática de tráfico de influência e outras condutas ligadas à obtenção de vantagens indevidas.

Dino será o relator

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, foi sorteado para ser o relator do terceiro inquérito solicitado pela Polícia Federal (PF) contra Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula.

31/07/2026

JAQUES WAGNER - UM DOS SANTINHOS DE LULA

PF aponta 74 ligações de Wagner com ex-sócio de Vorcaro

Nesta quinta-feira (30), o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), tornou públicos documentos da investigação da Polícia Federal que apontam 74 ligações entre o senador Jaques Wagner (PT-BA) e Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro no Banco Master. As chamadas ocorreram entre novembro de 2023 e maio de 2025 e somaram mais de cinco horas e meia.
Segundo a PF, os contatos indicam uma relação de proximidade entre Wagner e Lima, conhecido pelo senador como “Guga”. O banqueiro também é investigado por suspeitas de fraudes financeiras e aparece nas apurações como elo entre Wagner e o caso envolvendo o Master.

A investigação aponta que Wagner teria atuado politicamente em temas de interesse do banco no Senado, incluindo uma proposta para ampliar a margem de empréstimos consignados. Em troca, segundo os investigadores, o senador teria recebido um apartamento de R$ 2,45 milhões em Salvador e R$ 3,5 milhões destinados a empresas de familiares.

As informações fazem parte da nona fase da Operação Compliance Zero, quando Wagner foi alvo de busca e apreensão em 18 de junho. A PF também analisou mensagens trocadas entre os investigados e identificou convites para Wagner e familiares visitarem a Ilha da Paixão, no litoral da Bahia, com transporte em aeronave particular.

A esposa do senador chegou a enviar uma mensagem a Lima dizendo:

– A gente ama vocês.

O banqueiro respondeu:

– Amamos vocês!! Bj [beijo] no coração.

Em mensagens extraídas do celular de Daniel Vorcaro, de julho de 2024, o ex-banqueiro afirmou que, na avaliação de terceiros, o Master seria “próximo do governo”. Segundo Vorcaro, essa proximidade poderia ser usada como estratégia de marketing para o banco.

– Vou mandar então pra tio Guiga e Jaques – respondeu um interlocutor, citando Wagner e Guilherme Sodré, outro investigado e amigo do senador.

Para a PF, Augusto Lima teria exercido papel central nessa relação.

– Ao que tudo indica, essa proximidade com figuras do governo, conforme tratada no diálogo, seria operacionalizada por intermédio de Augusto Ferreira Lima, tendo em vista que este mantém vínculo de proximidade significativamente mais estreito tanto com o senador quanto com Guilherme Sodré (‘Guiga’) do que Daniel Bueno Vorcaro – diz o relatório.

Os investigadores também apontaram que Wagner e Lima preferiam conversar por chamadas de áudio no WhatsApp.

– No que se refere aos meios de comunicação, a análise do dispositivo [celular de Lima] evidencia clara e reiterada preferência dos interlocutores pelo uso de ligações telefônicas por meio do aplicativo WhatsApp, em detrimento de trocas de mensagens escritas – afirma um relatório policial.

Nesta sexta-feira (31), Wagner afirmou estar “tranquilo” diante das investigações. O senador, que pretende disputar a reeleição em outubro, declarou que vai “provar a inocência”.

23/07/2026

DESVIO DE RECURSOS FEDERAIS NO INTERIOR DO RN TEM INVESTIGAÇÃO DA PF

PF investiga desvio de recursos públicos federais no interior do RN

A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (23), a Operação Vista Encoberta, com o objetivo de combater crimes de desvio de recursos públicos federais, corrupção, fraude à licitação e lavagem de dinheiro no município de Patu, na região Oeste do Rio Grande do Norte.

Segundo o PF, foram cumpridos mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Tribunal Regional Federal da 5ª Região, em três endereços na cidade de Patu.

As investigações apontam indícios de irregularidades na execução de contrato de repasse no valor de R$ 980 mil, destinado à construção de um mirante no município. Embora o prazo inicial previsse a conclusão da obra em poucos meses, o empreendimento permanece inacabado.

Indícios colhidos durante a investigação revelam que empresa contratada não possuía estrutura operacional compatível com o porte do ajuste.

A análise financeira feita no curso do inquérito identificou movimentação atípica, com indícios de fracionamento de saques e de operações destinadas a ocultar a origem e a destinação dos valores públicos desviados.

Os investigados poderão responder pelos crimes de peculato, corrupção, fraude à licitação e lavagem de dinheiro.

21/07/2026

PODE SER SÓ O PREPARO DE MAIS UMA PIZZA

PF intima Jaques Wagner a depor por suspeita de propina do Banco Master

A Polícia Federal intimou o senador Jaques Wagner (PT-BA), ex-líder do governo Lula no Senado, para prestar depoimento no início de agosto sobre suspeitas de recebimento de propina do Banco Master.

Os investigadores querem ouvir o parlamentar sobre o pedido que ele fez ao ex-sócio do Banco Master Augusto Lima para a compra de um apartamento de 2,5 milhões de reais em Salvador, destinado à filha do senador. A PF também pretende questioná-lo sobre a tentativa de venda de um terreno em Camaçari, na região metropolitana da capital baiana, por 15,8 milhões de reais, um dia após o cumprimento de mandados de busca e apreensão.

A data inicialmente prevista para o depoimento é 7 de agosto, mas a defesa de Wagner ainda pode solicitar sua dispensa. Procurados, os advogados não informaram se o senador vai comparecer. Na mesma semana, a PF deve interrogar outros investigados no inquérito.

Em entrevista após a operação, Jaques Wagner admitiu ter pedido a Augusto Lima a compra do apartamento, mas afirmou que pretendia pagar o imóvel posteriormente e negou ter favorecido o Banco Master em sua atuação no Senado.

Venda de terreno barrada após bloqueio de bens

Reportagem do jornal Estadão revelou que o senador registrou em cartório, em 19 de junho, uma operação de venda de um terreno em Camaçari por 15,8 milhões de reais, um dia depois da busca e apreensão autorizada pelo Supremo Tribunal Federal.

O 1º Ofício de Registro de Imóveis de Camaçari barrou o negócio após o ministro André Mendonça, relator do caso no STF, determinar o bloqueio de bens do senador. Segundo o cartório, o registro apontou a indisponibilidade do imóvel de Jaques Wagner em cumprimento a protocolo expedido pelo ministro.

A operação faz parte do mesmo inquérito que apura se o senador recebeu vantagens indevidas do Banco Master, suspeita que ele nega por meio de sua defesa.

Defesa de Wagner fala em negociação antiga

A defesa do senador negou irregularidades e afirmou que a venda do terreno é resultado de uma negociação iniciada em 2024 e formalizada em 2025 pelo City Football Group, grupo que comanda a SAF do Esporte Clube Bahia, conforme os documentos apresentados.

De acordo com os advogados, o acordo previa a permuta do imóvel por lotes do empreendimento e o pagamento antecipado de 2 milhões de reais, valor declarado à Receita Federal. Eles dizem que o imposto sobre o ganho de capital foi recolhido em 30 de junho de 2025.

A defesa acrescenta que a escritura pública foi lavrada em maio de 2026, preservando a natureza da operação como uma permuta, e sustenta que todas as etapas seguiram a legislação.

A Polícia Federal intimou o senador Jaques Wagner (PT-BA), ex-líder do governo Lula no Senado, para prestar depoimento no início de agosto sobre suspeitas de recebimento de propina do Banco Master.

Os investigadores querem ouvir o parlamentar sobre o pedido que ele fez ao ex-sócio do Banco Master Augusto Lima para a compra de um apartamento de 2,5 milhões de reais em Salvador, destinado à filha do senador. A PF também pretende questioná-lo sobre a tentativa de venda de um terreno em Camaçari, na região metropolitana da capital baiana, por 15,8 milhões de reais, um dia após o cumprimento de mandados de busca e apreensão.

A data inicialmente prevista para o depoimento é 7 de agosto, mas a defesa de Wagner ainda pode solicitar sua dispensa. Procurados, os advogados não informaram se o senador vai comparecer. Na mesma semana, a PF deve interrogar outros investigados no inquérito.

Em entrevista após a operação, Jaques Wagner admitiu ter pedido a Augusto Lima a compra do apartamento, mas afirmou que pretendia pagar o imóvel posteriormente e negou ter favorecido o Banco Master em sua atuação no Senado.

Venda de terreno barrada após bloqueio de bens

Reportagem do jornal Estadão revelou que o senador registrou em cartório, em 19 de junho, uma operação de venda de um terreno em Camaçari por 15,8 milhões de reais, um dia depois da busca e apreensão autorizada pelo Supremo Tribunal Federal.

O 1º Ofício de Registro de Imóveis de Camaçari barrou o negócio após o ministro André Mendonça, relator do caso no STF, determinar o bloqueio de bens do senador. Segundo o cartório, o registro apontou a indisponibilidade do imóvel de Jaques Wagner em cumprimento a protocolo expedido pelo ministro.

A operação faz parte do mesmo inquérito que apura se o senador recebeu vantagens indevidas do Banco Master, suspeita que ele nega por meio de sua defesa.

Defesa de Wagner fala em negociação antiga

A defesa do senador negou irregularidades e afirmou que a venda do terreno é resultado de uma negociação iniciada em 2024 e formalizada em 2025 pelo City Football Group, grupo que comanda a SAF do Esporte Clube Bahia, conforme os documentos apresentados.

De acordo com os advogados, o acordo previa a permuta do imóvel por lotes do empreendimento e o pagamento antecipado de 2 milhões de reais, valor declarado à Receita Federal. Eles dizem que o imposto sobre o ganho de capital foi recolhido em 30 de junho de 2025.

A defesa acrescenta que a escritura pública foi lavrada em maio de 2026, preservando a natureza da operação como uma permuta, e sustenta que todas as etapas seguiram a legislação.

Terreno em projeto ligado ao Bahia

A área pertencente ao senador fica na Região Metropolitana de Salvador e foi vendida a uma empresa que tem como sócio o Grupo City, dono da SAF que comanda o Esporte Clube Bahia, em parceria com companhias do setor imobiliário.

A previsão é que o terreno integre um empreendimento imobiliário anexo a um novo centro de treinamento do clube. A diretoria de comunicação do Bahia informou que adquiriu terrenos de quatro proprietários diferentes na região, com critérios de mercado.

Segundo o clube, a área que era de Jaques Wagner corresponde a 9,6% do total adquirido. A diretoria afirmou ainda que o bloqueio judicial do imóvel não deve prejudicar a construção do empreendimento.
Empresa compradora detalha negócio

A Lagoons Empreendimentos, empresa compradora do terreno, declarou que o processo de aquisição de imóveis começou em 2024, com a compra de áreas de diferentes proprietários selecionadas com base em critérios técnicos ligados à implantação do projeto.

De acordo com a companhia, o terreno que pertenceu a Jaques Wagner foi adquirido em maio de 2025 e representa 9,6% da área onde será construído o empreendimento anexo ao centro de treinamento do Esporte Clube Bahia SAF.

A empresa informou que todas as aquisições seguiram critérios de mercado, foram validadas por consultorias independentes e passaram por uma due diligence, incluindo a análise de certidões do cartório de registro de imóveis que, segundo a Lagoons, não apontaram restrições que impedissem a escritura pública.

Na nota, a Lagoons afirma que apenas deu continuidade aos trâmites registrais necessários para formalizar a transferência do imóvel, processo iniciado em maio de 2025.

Com informações do Estadão Conteúdo.

16/07/2026

SÓ QUEM GANHA DINHEIRO COM OS CORREIOS HOJE SÃO OS POLÍTICOS E OS TRAFICANTES

Polícia Federal encontra haxixe dentro de air fryer nos Correios em Natal

A Polícia Federal, com apoio dos Correios e da Secretaria Estadual de Fazenda, apreendeu drogas que estavam escondidas em duas encomendas durante fiscalização de rotina no Centro de Tratamento de Cartas e Encomendas, no bairro Lagoa Nova, na zona Sul de Natal.

Na ação, o cão detector de drogas indicou a presença de substâncias nas encomendas. Durante a inspeção, os policiais encontraram 292 gramas de haxixe. O que chama a atenção é que a droga estava escondida dentro de uma air fryer.

Em outro pacote, os policiais localizaram dois tabletes de maconha, totalizando aproximadamente 979 gramas. As drogas foram apreendidas e encaminhadas para os procedimentos de polícia judiciária. As investigações prosseguem com o objetivo de identificar os responsáveis pelo envio e pelo recebimento das encomendas ilícitas.

Portal da Tropical

13/07/2026

DANOU-SE: FALSOS ÍNDIOS SÃO ALVOS DA POLÍCIA FEDERAL POR DECLARAÇÕES FALSAS

PF faz operação contra suspeita de fraudes no INSS com declarações falsas de indígenas

A Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagraram, nesta quinta-feira (9), a 2ª fase da Operação Monã, que investiga um esquema suspeito de fraudes contra o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) envolvendo o uso de falsas declarações de pertencimento a comunidades indígenas.

Os investigadores apuram se o grupo utilizava documentos e declarações falsas para obter irregularmente benefícios previdenciários, como aposentadorias rurais, salários-maternidade e outros pagamentos do INSS.

Os benefícios solicitados pelo grupo investigado junto ao INSS podem ter causado prejuízo superior a R$ 100 milhões aos cofres públicos.

Foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão nos municípios de Eunápolis (BA) e Porto Seguro (BA). A Justiça Federal também determinou o afastamento de dois servidores públicos envolvidos nas falsificações.

Segundo a apuração, os suspeitos também teriam atuado na contratação de empréstimos consignados vinculados aos benefícios obtidos de forma fraudulenta.

A operação cumpre mandados de busca e apreensão e conta com medidas determinadas pela Justiça, incluindo o bloqueio de cerca de R$ 1,5 milhão em valores relacionados ao esquema e o afastamento de servidores públicos suspeitos de envolvimento nos fatos.

As investigações buscam identificar todos os participantes do grupo, o funcionamento do esquema e o prejuízo causado aos cofres públicos.

TE SEGURA HUGO 'MAR' MOTTA QUE LÁ VAI CHUMBO

PF suspeita que Presidência da Câmara deu aval para desvios de emendas

A investigação da Polícia Federal que resultou no bloqueio de R$ 6,1 milhões atribuídos ao ex-deputado Eduardo Cunha (Republicanos-MG) diz que a servidora da Câmara dos Deputados Mariângela Fialek, conhecida como "Tuca", teria "pleno aval" da Presidência da Câmara dos Deputados para "promover desvios de emendas" em favor do ex-presidente da Casa.

“A sintonia entre a investigação ora propugnada e as investigações da Operação Transparência revelam intensa interlocução entre alguns dados e informações mais generalistas daquela investigação com o desvio específico. Tudo indica que Tuca contava com pleno aval da presidência da Casa para promover os desvios de emendas em favor de Eduardo Cunha, intensificando um altíssimo grau de promiscuidade na deliberação do chamado orçamento secreto”, diz trecho da decisão.

O ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou o bloqueio de R$ 6,1 milhões do ex-deputado federal Eduardo Cunha (Republicanos-MG), por suspeita de desvio de emendas parlamentares.

A decisão foi tornada pública neste domingo (12), mas é datada no dia 6 julho, mesmo dia em que o magistrado bloqueou R$ 119 milhões de Valdemar Costa Neto, presidente do PL.

Além do bloqueio, a decisão de Dino determina que o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republica

nos-PB) apresente - em dez dias - todos os documentos de tramitação interna das emendas identificadas pela Polícia Federal, “de modo individualizado e organizado por emenda”.

Em nota, Eduardo Cunha disse que “não exerce mandato parlamentar e, portanto, não apresentou, subscreveu ou formalizou nenhuma das emendas mencionadas nas reportagens. Ao contrário. Conforme pode-se observar, elas foram oficialmente apresentadas e indicadas por parlamentares, bancadas ou órgãos legitimados, únicos que possuem competência sobre o processo orçamentário”.

“Eduardo Cunha sempre pautou sua vida pública pelo compromisso ético e probidade, respeitando as normas legais, inclusive, enquanto exerceu seu mandato parlamentar“, acrescentou o ex-deputado.

A CNN procurou a Presidência da Câmara sobre a decisão do STF e aguarda retorno.

No sábado (11), Hugo Mota (Republicanos-PB) publicou uma nota sobre a decisão contra Valdemar Costa Neto e que a decisão de Dino era uma “indevida interferência judicial”.

"A decisão em questão não identifica desvio, abuso ou aplicação irregular de verbas públicas. Limita-se a inferições e a tentar criminalizar a atividade política", informou em nota.

Motta também afirmou que “a alocação das emendas está em plena conformidade com a moldura normativa vigente e com os compromissos institucionais firmados entre o Executivo e o Legislativo perante a própria Corte Constitucional".

CNN

09/07/2026

NA BAHIA BANDIDOS USAM OS ÍNDIOS PARA ROUBAR O INSS

Operação mira desvios de R$ 100 milhões do INSS em benefícios a indígenas

A PF (Polícia Federal) deflagrou, nesta quinta-feira (9), uma operação para combater um esquema de fraudes na concessão de benefícios do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) a segurados especiais indígenas no sul da Bahia. A ação policial faz parte da segunda fase da Operação Monã, em conjunto com a CGU (Controladoria-geral da União).

De acordo com a PF, o grupo utilizava declarações falsas de pertencimento a comunidades indígenas para conseguir a obtenção irregular de aposentadorias rurais, de salários-maternidade e outros benefícios reservados a comunidade indígena do local. Existe a suspeita, ainda, de que o esquema contava com a contratação de empréstimos consignados vinculados aos benefícios fraudados.

Segundo a investigação, os benefícios solicitados pelo grupo investigado ao INSS podem ter causado prejuízo superior a R$ 100 milhões aos cofres públicos.

Nesta manhã, foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão nos municípios baianos de Eunápolis e de Porto Seguro. Além disso, dois servidores públicos investigados por envolvimento nas falsificações foram afastados de seus cargos.

A PF afirma que por decisão judicial foi autorizado bloqueio de R$ 1,5 milhão em contas bancárias dos principais investigados, além do sequestro de um veículo.

08/07/2026

ARMAS E MUNIÇÕES NA CASA DE BOLSONARO SÃO MOTIVO DE BUSCAS PELA PF - NADA FOI ENCONTRADO

PF faz buscas por armas e munição na casa de Bolsonaro

A Polícia Federal (PF) fez buscas por armas na casa do ex-presidente Jair Bolsonaro, segundo informou a defesa dele.

O mandado previa a busca e apreensão de armamentos, munição, acessórios e documentos de registro, mas, ainda segundo os advogados, nada foi encontrado.

A ação foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, que apontou divergências entre as armas entregues e as registradas em nome do ex-presidente (entenda mais abaixo).

A informação foi confirmada pela Polícia Federal minutos depois, mas os investigadores não deram detalhes.

Segundo interlocutores da PF, as buscas na casa do ex-presidente, que fica no Jardim Botânico, em Brasília, foram rápidas e levaram menos de uma hora.

🔎 Bolsonaro cumpre atualmente uma pena de 27 anos e 3 meses de prisão. Desde o dia 24 de março deste ano, ele está sob prisão domiciliar humanitária, autorizada por Moraes inicialmente por 90 dias, e, posteriormente, prorrogada. A prisão domiciliar foi autorizada para que o ex-presidente se recupere de uma broncopneumonia.

Decisão de Moraes

Segundo o ministro Alexandre de Moraes, as informações desencontradas do número de armas em nome do ex-presidente motivou as buscas.

"Contudo, sobrevieram aos autos informações indicando divergência entre o quantitativo de armas de fogo regularmente registradas em nome do apenado e aquelas efetivamente entregues aos órgãos competentes, circunstância que evidencia, em tese, o descumprimento da determinação judicial e recomenda a adoção de providências destinadas à localização e apreensão dos armamentos eventualmente mantidos sob o poder do condenado", afirmou Moraes.

Moraes destaca ainda que a permanência de armas na posse de Bolsonaro é uma situação incompatível com a medida de prisão domiciliar.

"A permanência de armas de fogo em poder do executado, quando já determinada sua entrega integral, revela situação incompatível com a ordem judicial anteriormente proferida e justifica a adoção de medida constritiva destinada exclusivamente à localização e apreensão de armamentos remanescentes", prossegue.

Manutenção da prisão domiciliar e entrega de armas

Em 3 de julho, Moraes decidiu manter Bolsonaro em prisão domiciliar, após o fim do prazo inicial de 90 dias e em meio à análise de episódios recentes envolvendo o cumprimento das medidas impostas — uma pistola registrada em nome de Bolsonaro foi apreendida em uma blitz no Distrito Federal.

Além da manutenção do regime, Moraes determinou ainda a revogação do Registro de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC) do ex-presidente "bem como a imediata apreensão de todas as armas de fogo a ele vinculadas".

Na decisão, Moraes afirmou que a atual condição do ex-presidente é incompatível com a posse de armas de fogo e detalhou o armamento que deverá ser entregue.

Na ocasião, em resposta ao STF, a defesa informou que, das 10 armas mencionadas na primeira decisão de Moraes: duas já haviam sido entregues à Polícia Federal em 2023 por determinação do TCU; oito estariam guardadas no Batalhão de Polícia do Exército, em Brasília.

Diante dessa informação, Moraes determinou que o próprio Exército entregasse as oito armas à Polícia Federal no prazo de 48 horas. A PF também deveria confirmar a guarda das duas armas já entregues anteriormente.

g1

07/07/2026

PF AMANHECE O DIA 'FAZENDO VISITAS' NO RJ

PF investiga rede de postos suspeita de ‘lavar’ R$ 7,6 bilhões e mira políticos do RJ

A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (7) uma nova fase da Operação Unha e Carne para investigar um grupo suspeito de usar uma rede de postos de combustíveis no Rio de Janeiro para ocultar dinheiro de origem criminosa.

Segundo a PF, um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) apontou movimentações superiores a R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos envolvendo empresas investigadas.

Ao todo, foram cumpridos 19 mandados de busca e apreensão na capital fluminense e em cidades como Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e Resende.

Entre os alvos estão o ex-prefeito de Belford Roxo e pré-candidato ao Senado Márcio Canella e o ex-secretário de Estado de Polícia Civil do Rio Marcus Amim.

A Justiça também determinou o bloqueio de bens e valores, além da suspensão das atividades econômicas de empresas ligadas aos investigados.

De acordo com a Polícia Federal, a organização teria utilizado empresas do setor de combustíveis como estrutura para lavagem de dinheiro e contaria com a participação de agentes públicos.

Os investigados poderão responder por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro e outros delitos que forem identificados durante o avanço das apurações.

A Operação Unha e Carne faz parte da Força-Tarefa Missão Redentor II, criada pela PF para combater organizações criminosas com atuação no Rio de Janeiro. As investigações começaram em 2025 e foram ampliadas após novas suspeitas envolvendo lavagem de dinheiro e possível proteção ao crime organizado.

03/07/2026

SÓ QUE NÃO DEFENDE INVESTIGAÇÃO CONTRA LADRÃO É LULA

PF defende operação contra Jaques Wagner e diz que foto de dinheiro apreendido em endereço do senador cumpriu ‘padrão de transparência’

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, afirmou nesta sexta-feira (3) que a Operação Compliance Zero, contra o senador Jaques Wagner (PT-BA), demonstra a independência da corporação. Segundo ele, a PF atua sem proteger ou perseguir qualquer grupo político.

Jaques Wagner havia afirmado que a divulgação das imagens do dinheiro apreendido durante a operação de busca e apreensão contra ele era uma “patacoada” e “espetacularização”

Andrei também defendeu a divulgação das imagens do dinheiro apreendido durante a operação, afirmando que a medida segue o mesmo “padrão de transparência” adotado em outras investigações.

“Essa operação reafirma a autonomia e independência de uma polícia de Estado. Reafirma nosso papel de não proteger e nem perseguir”, declarou.

O diretor acrescentou que a PF também divulgou imagens de dinheiro apreendido em operações recentes envolvendo parlamentares da oposição, citando investigações contra os deputados Sóstenes Cavalcante e Carlos Jordy (PL-RJ).

“É curioso que quando há imagem de dinheiro de outro campo político eu só receba aplauso”, afirmou o diretor-geral da PF.

01/07/2026

QUANTAS HORAS O STF VAI DAR PARA O GOVERNO LULA SE EXPLICAR?

PF encontra anotação que indica manutenção do orçamento secreto no governo Lula mesmo após decisão do STF proibindo

A Polícia Federal encontrou uma anotação da ex-assessora de Arthur Lira (PP-AL), Mariângela Fialek, conhecida como Tuca, que pode indicar a continuidade de um mecanismo semelhante ao orçamento secreto após a decisão do STF que proibiu repasses sem rastreabilidade. A informação foi publicada pelo portal UOL.

Segundo a reportagem, a anotação faz referência à destinação de recursos de RP2 para órgãos como FNDE, Codevasf, Ministério da Cidadania e Ministério da Agricultura, o que, para a PF, pode indicar a reserva de verbas para indicação de parlamentares ou grupos políticos já durante o governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A investigação teve início em 2025, quando a PF cumpriu mandado de busca e apreensão contra a ex-assessora, apontada como uma das articuladoras da distribuição de verbas parlamentares desde o governo Jair Bolsonaro.

Em nota, a Secretaria de Relações Institucionais afirmou que a execução de recursos discricionários é responsabilidade dos ministérios e que atua apenas na gestão de emendas parlamentares conforme as regras definidas pelo STF. A defesa de Mariângela Fialek disse que sua atuação era exclusivamente técnica e que as decisões sobre a destinação dos recursos cabiam às autoridades políticas.

O FNDE informou que desconhece o valor citado na anotação, enquanto a Codevasf declarou que não comenta elementos de investigações em andamento.

QUE ARMAÇÃO É ESSA?

Recado da PF a Mendonça: investigação sobre Lulinha não avança antes das eleições

A Polícia Federal deu um banho de água fria na oposição e avisou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que a investigação sobre Fabio Luis Lula da Silva, o Lulinha — alvo da Operação Sem Desconto, que apura fraudes e descontos ilegais em aposentadorias do INSS —, não vai avançar antes das eleições de 2026. Não há chance, por exemplo, de o conteúdo da quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático dele ser analisado este ano.

Obviamente que isso não está escrito literalmente. O recado está nas entrelinhas de um documento no qual a PF pede mais prazo para apresentar o Relatório Parcial Global da Operação Sem Desconto. E foi assim compreendido nos bastidores. Procurada, a instituição não se manifestou.

Atendendo a uma determinação do ministro André Mendonça, relator do caso no STF, a Polícia Federal apresentou o documento para explicar a quantas anda a investigação da Sem Desconto. Segundo apurou a Coluna do Estadão, os delegados não responderam exatamente ao que Mendonça indagou sobre prazos e detalhamento de dados do material apreendido e analisado.

A Operação Sem Desconto (do INSS) começou em abril do ano passado, seis meses antes da Compliance Zero (do Banco Master). Mas anda a passos lentos em relação às conclusões periciais.

Até agora, teve nove fases, com mais de quatrocentos mandados de busca e apreensão cumpridos. Foram confiscados dispositivos eletrônicos, documentos físicos e mídias digitais. Entretanto, os policiais examinaram menos de 38% do material.

O acervo inclui quase 1.700 itens, e faltam mais de mil para passar pela lupa da PF. A instituição estima que precisa de cerca de seis dias para analisar cada elemento. Ou seja, hoje, mesmo se todos os 11 policiais envolvidos na apuração estivessem mergulhados exclusivamente nesse escrutínio, seria necessário mais de um ano para concluir os trabalhos.

No documento, a Polícia Federal avisou que apresentará nos próximos dois meses um calendário de análise e entrega de relatórios. Primeiramente, vai focar na averiguação de tudo o que for referente aos investigados que estão presos.

Depois, a atenção será voltada ao que foi coletado dos 30 investigados que cumprem medidas cautelares — como prisão domiciliar, monitoramento eletrônico, retenção de passaporte e bloqueio de bens. Nesse caso, são mais de 300 itens. Os delegados dizem que já pediram reforço na equipe e estimam que podem terminar essa fase em seis meses — após a chegada de novos integrantes ao time.

Somente depois de tudo isso é que os policiais federais vão compilar, cruzar e analisar dados e evidências dos sigilos e materiais apreendidos para preparar os relatórios de IPJs (Informação de Polícia Judiciária) dos demais investigados que não estão presos nem sob medidas restritivas. É nesse grupo que está Lulinha.

Ou seja: ficou para o ano que vem.

Integrantes da PF e do STF que conversaram com a Coluna avaliaram que as alterações feitas na equipe da Operação Sem Desconto este ano também prejudicaram o andamento dos trabalhos. Em maio, a corporação trocou a coordenação do caso, retirando-o da divisão de crimes previdenciários e enviando a apuração para a Coordenação de Inquéritos dos Tribunais Superiores (Cinq).

A mudança tirou, por exemplo, o delegado que vinha comandando as investigações e que havia sido responsável por pedir a quebra do sigilo bancário de Lulinha ao STF. Na ocasião, a PF argumentou que a medida serviu para dar mais apoio à equipe, porque o Cinq possui uma estrutura voltada a conduzir operações sensíveis.

Ao cobrar respostas da PF, Mendonça também determinou a manutenção da equipe de investigação e das autoridades policiais que presidem o inquérito. O ministro deixou claro que qualquer alteração deve ser previamente comunicada para análise de justificativas.

RJ: PENSE NUM ESTADO PARA TER POLÍTICO LADRÃO!!!

PF apreende dinheiro escondido em empresa ligada a vice de Paes

A Polícia Federal (PF) encontrou dinheiro vivo escondido em uma empresa ligada ao ex-prefeito de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, Washington Reis (MDB), nesta terça-feira (30). Os valores estavam ocultos embaixo de um sofá no imóvel que fica em Xerém, distrito do município, e ainda estão sendo contabilizados pela corporação.

A irmã de Washington, Jane Reis, também é investigada como responsável por organizar a lavagem de dinheiro ligada ao irmão. Ela é pré-candidata a vice-governadora na chapa de Eduardo Paes (PSD) ao governo do estado do Rio de Janeiro.

A ação fez parte da segunda fase da Operação Anáfora, que investiga lavagem de dinheiro oriundo de desvios de verbas públicas, majoritariamente na área da saúde no Rio. Além da empresa onde o dinheiro foi encontrado, outros endereços em Niterói, na Região Metropolitana, e na capital fluminense também foram alvos dos agentes.

De acordo com as investigações, Jane Reis administra a WR Participações, empresa de Washington Reis que possui quase 300 imóveis registrados e fortes indícios de envolvimento em esquemas de lavagem de dinheiro.

A Operação Anáfora foi deflagrada em 2022 e identificou que os investigados possuem patrimônio em nome de terceiros, além de realizarem gastos incompatíveis com a renda declarada. Segundo a PF, a negociação de imóveis era a ferramenta utilizada para mascarar a origem dos valores ilícitos.

27/06/2026

MASTER: O MAR DE LAMA É IMENSURÁVEL

Namorada de chefe da PF recebeu milhões de empresa de Vorcaro

A jornalista Renata Varandas, apresentadora do Poder em Foco no SBT News, recebeu valores milionários da Ambipar. A multinacional possui contratos de quase R$ 500 milhões com o governo Lula e é ligada a investigações de corrupção envolvendo o empresário Daniel Vorcaro.

Renata Varandas também é sócia de um escritório de lobby em Brasília e namorada do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Ela já havia sido demitida anteriormente da TV Record por misturar jornalismo com interesses financeiros.

De acordo com fontes da PF, Andrei estaria adotando o mesmo procedimento que Alexandre de Moraes adotou com a esposa, Viviane Barci, por meio de um contrato no valor de R$ 129 milhões em serviços advocatícios para o Master. Valor considerado bem acima da média.

A jornalista exibia a Ambipar como vínculo em seu Instagram. O nome da empresa foi retirado da biografia pública da rede social após o início das apurações sobre o caso. A reportagem foi veiculada pela Gazeta do Paraná.

O SBT News não informou ao público nenhum dos vínculos profissionais ou pessoais mantidos pela apresentadora do programa político.

Em 2024, a Ambipar assinou cinco contratos com o governo que somam R$ 480,9 milhões para serviços em terras indígenas. Três desses contratos foram realizados sem licitação. A PF, chefiada pelo namorado de Renata, atua na segurança dessas mesmas regiões operadas pela empresa.

O maior contrato da Ambipar, de R$ 269,7 milhões com a Funai, ocorreu em dezembro de 2024. A empresa assumiu o serviço após a primeira colocada na licitação ser desclassificada. Na mesma época, em 21 de dezembro, Renata estreou o programa semanal no SBT News.

Oito meses antes do contrato com a Funai, o diretor da PF, Andrei Rodrigues, participou de um evento em Londres com Daniel Vorcaro. O encontro custou 640 mil dólares (cerca de R$ 3,2 milhões à época) e foi pago por Vorcaro. O Banco Master é investigado por manipular ações da Ambipar.

Em outubro de 2025, a Ambipar pediu recuperação judicial com dívidas de R$ 10,5 bilhões. A empresa estava tecnicamente insolvente enquanto recebia recursos públicos e mantinha contratos ativos com o governo federal, três deles obtidos por meio de dispensa de licitação.

A Ambipar é investigada pela CVM por suposta manipulação de ações em conjunto com o Banco Master. Segundo relatório técnico, o grupo atuou de forma coordenada para inflar as cotações da empresa, que registraram uma alta de 863% entre junho e agosto de 2024.

O ministro do STF André Mendonça, novo relator do caso Master, restringiu o acesso do diretor-geral da PF às investigações do inquérito. A decisão proíbe que delegados compartilhem dados sigilosos com Andrei Rodrigues, em meio à desconfiança entre o tribunal e a PF.

A restrição ocorreu após o diretor da PF entregar um relatório com menções ao ministro Dias Toffoli, encontradas no celular de Vorcaro. Toffoli era o antigo relator, mas se afastou após revelações de que sua empresa vendeu parte de um resort para um fundo do Banco Master.

pleno.news

25/06/2026

BIS: PF CUMPRE MANDADOS POR FRAUDE NAS AMERICANAS - JUSTIÇA BLOQUEIA R$ 54 BILHÕES

Fraude nas Americanas: PF cumpre novos mandados, e Justiça manda bloquear R$ 54 bilhões

A Polícia Federal (PF) iniciou nesta quinta-feira (25), com apoio do Ministério Público Federal (MPF), a 2ª fase da Operação Disclosure, que investiga a fraude bilionária nas Americanas.

Agentes e procuradores saíram para cumprir 9 mandados de busca e apreensão nas cidades do Rio de Janeiro e São Paulo. A 10ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro também determinou o sequestro de bens e valores em nome dos envolvidos de R$ 54 bilhões — valor estimado das fraudes praticadas, de acordo com os laudos técnicos periciais.

Desta vez, a força-tarefa busca apurar se acionistas das Americanas e representantes dos principais bancos privados do país também participaram do esquema.

Segundo a Polícia Federal e o Ministério Público Federal, ex-executivos da companhia montaram um esquema para inflar artificialmente os lucros e o caixa da empresa, ocultando dívidas e manipulando balanços para valorizar as ações negociadas na Bolsa.

De acordo com a investigação, os envolvidos recebiam bônus milionários atrelados ao desempenho financeiro e lucravam com a venda de papéis valorizados artificialmente.

“Os suspeitos teriam conhecimento de supostas fraudes contábeis praticadas ao longo de anos, relacionadas a operações de risco sacado e a contratos de verba de propaganda cooperada (VPC) supostamente contabilizados sem lastro econômico”, afirmou a PF.

“As apurações apontam indícios, em tese, dos crimes de manipulação de mercado e associação criminosa”, emendou.

Entenda os mecanismos da fraude

▶️ Risco sacado é uma operação muito comum entre companhias, principalmente do setor de varejo. O analista de investimentos Vitor Miziara explicou ao g1 que essa prática consiste em repassar dívidas com fornecedores para bancos, fundos ou outras instituições financeiras.

“Quando você tem uma dívida com um fornecedor, no risco sacado você repassa essa dívida para uma instituição financeira, que vai pagar direto para o fornecedor, e então você fica devendo para a instituição para liberar créditos novos com o fornecedor. Aí a instituição alonga o prazo dessa dívida e você paga o valor em mais tempo”, detalhou o analista.

No entanto, no caso da Americanas, as dívidas que eram repassadas por meio do risco sacado eram retiradas do balanço corporativo da empresa. Ou seja, as acusações são de que os executivos retiravam o valor das dívidas com fornecedores, como se elas já tivessem sido pagas, mas não sinalizavam que a dívida agora era com uma instituição financeira.

“Em vez de somar uma dívida aos valores devidos aos bancos na contabilidade, a empresa apenas subtraía do que era devido aos fornecedores, como se a dívida já tivesse sido completamente resolvida”, comentou Miziara.

▶️As verbas de propaganda cooperada (VPCs) são incentivos comerciais comuns no varejo. Nele, a empresa varejista faz propagandas oferecendo os produtos de seus fornecedores, que resultam em um desconto do valor que é devido pela companhia quando são vendidos.

Porém, a investigação da PF aponta que eram contabilizadas nos balanços da empresa VPCs que nunca existiram ou que tiveram seus valores inflados.

Com informações do g1

24/06/2026

DANOU-SE: JAQUES WAGNER DEDICOU MANDATO A INTERESSES DO BANCO MASTER - ATESTA PF

Para PF, Wagner dedicou seu mandato no Senado a interesses do banco Master

A Polícia Federal atestou que líder do governo Lula no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), “exerceu o mandato parlamentar de forma alinhada aos interesses econômicos do Banco Master”, a partir de indícios obtidos a partir dos celulares apreendidos, segundo relatório ao ministro do STF André Mendonça. Pior é que a essa atuação não se caracteriza por ato único e isolado, “mas em padrão contínuo, sistemático e documentado de engajamento pessoal” nos negócios liderados por Daniel Vorcaro.

Juntos na ascensão

Para a PF, Jaques Wagner atuou em favor do conglomerado financeiro sobretudo de 2022 a 2025, na “ascensão da organização criminosa".

Projeto de Ciro na mesa

A PF aponta reuniões de Wagner para tratar de temas de interesse do Vorcaro, como aumentar cobertura do FGC para beneficiar o Master.

Batom na cueca

Wagner negou relação com Daniel Vorcaro, mas enviou mensagem ao ex-sócio Augusto Lima, indagando “como estão as coisas do banco".

Pernas curtíssimas

É acusado também de mentir sobre dólares e euros. As diárias pagas pelo Senado totalizam bem menos que os R$600 mil apreendidos.

23/06/2026

INVESTIGADO PELA OPERAÇÃO MIRAGEM DA PF SAIBA QUEM É EDIR MACEDO

Quem é Edir Macedo, líder da Igreja Universal investigado na Operação Miragem da PF

O líder da Igreja Universal do Reino de Deus, Edir Macedo, está sendo investigado no âmbito da Operação Miragem, deflagrada pela Polícia Federal nesta terça-feira, 23, que apura suspeitas de fraude contábil e financeira envolvendo o Banco Digimais. Embora não tenha sido alvo de mandados de busca e apreensão por residir fora do Brasil, Macedo é citado pelos investigadores como controlador da instituição.

A Justiça autorizou o bloqueio de até R$ 670 milhões em bens e valores de investigados. As defesas não foram localizadas, o espaço segue aberto.

Nascido em 1945, no Rio de Janeiro, Macedo fundou a Igreja Universal em 1977. A denominação se tornou uma das maiores igrejas neopentecostais do País e expandiu sua atuação para dezenas de países, reunindo milhões de fiéis.

Paralelamente à atividade religiosa, construiu um conglomerado empresarial que inclui o Grupo Record, responsável pela Record TV e outras empresas de comunicação, além de investimentos no setor financeiro, entre eles o Banco Digimais.

Ao longo de sua trajetória, esteve envolvido em disputas judiciais e investigações. Em 1992, foi preso sob acusações de estelionato, charlatanismo e curandeirismo, mas acabou libertado dias depois por decisão judicial. O caso foi posteriormente arquivado.

Em 2009, o Ministério Público de São Paulo apresentou denúncia por suspeitas de lavagem de dinheiro e formação de quadrilha envolvendo integrantes da Igreja Universal e empresas ligadas ao grupo em um processo que teve desdobramentos ao longo dos anos.

Mais recentemente, em 2024, Macedo foi condenado em primeira instância pela Justiça Federal do Rio Grande do Sul ao pagamento de indenização por danos morais coletivos em razão de declarações consideradas homofóbicas feitas durante um programa de televisão exibido em 2022. Na decisão, a Justiça entendeu que houve associação entre homossexualidade e comportamento criminoso, caracterizando discurso de ódio.

Entre os principais marcos de sua trajetória está a inauguração do Templo de Salomão, em São Paulo, em 2014, considerado uma das maiores construções religiosas do país.

Macedo é casado com Ester Bezerra e tem dois filhos, Cristiane Cardoso e Moisés Macedo, que também atuam em atividades ligadas ao grupo empresarial e à Igreja Universal.

Na Operação Miragem, a Polícia Federal apura suspeitas de que o Banco Digimais tenha recorrido a fundos de investimento para mascarar perdas bilionárias. Entre os alvos dos mandados de busca e apreensão estão dirigentes da instituição financeira, incluindo o bispo João Urbaneja e outros executivos ligados à administração do banco.

Estadão Conteúdo

EDIR MACEDO É ALVO DE OPERAÇÃO DA PF CONTRA FRAUDES NO SISTEMA FINANCEIRO

PF faz operação contra fraudes no sistema financeiro; Edir Macedo é alvo

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira (23), a operação Miragem com o objetivo de desarticular um esquema voltado à prática de crimes contra o Sistema Financeiro Nacional. Entre os alvos estão o Banco Digimais e o bispo Edir Macedo, fundador da Igreja Universal.

Mais de 50 agentes federais cumprem nove mandados de busca e apreensão, que foram expedidos pela Justiça Federal de São Paulo.

A decisão judicial também autorizou o afastamento dos sigilos bancário e fiscal dos investigados, além do sequestro e bloqueio de bens e valores de até R$ 670 milhões.

As investigações, subsidiadas por relatórios do Banco Central do Brasil, apontam que os investigados teriam manipulado demonstrativos contábeis e registros regulatórios para ocultar a real situação financeira da instituição, aparentar solvência perante os órgãos de controle e viabilizar operações supostamente irregulares.

Conforme a PF, os investigados poderão responder, na medida de suas responsabilidades, pelos crimes de gestão fraudulenta, inserção de dados falsos em demonstrativos contábeis e realização de operações de crédito vedadas, previstos na Lei nº 7.492/1986, que define os crimes contra o Sistema Financeiro Nacional.
Banco Digimais foi alvo da PF em maio

Em maio, a PF investigou duas denúncias de fraude contábil e maquiagem de dados financeiros no Banco Digimais. A instituição financeira passa por suspeitas de manipular os balanços contábeis corporativos para camuflar perdas de quase R$ 500 milhões.

Na ocasião, os investigadores apuraram se a diretoria do Banco Digimais utilizou manobras fiscais ilegais para inflar artificialmente o balanço corporativo.

A estratégia serviria para reverter os prejuízos reais e tirar a marca financeira do vermelho. A empresa é ligada a Edir Macedo, bispo e fundador da Igreja Universal do Reino de Deus.

A prática sob investigação da Polícia Federal envolve o lançamento de fundos de investimento e outras transações financeiras cruzadas. Conforme os dados apurados, os balanços listavam ativos sem liquidez imediata para simular a entrada de receitas operacionais.

Band