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28/10/2026

'MORDE E ASSOPRA'

Fachin arquiva inquérito contra Eduardo Bolsonaro no STF

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, determinou nesta terça-feira (27) o arquivamento do inquérito que investigava o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) por sua atuação nos Estados Unidos.

A decisão foi tomada após o entendimento de que a investigação já havia cumprido sua finalidade, com o oferecimento de denúncia pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e a abertura de uma ação penal.

Na decisão, Fachin destacou que a instauração da Ação Penal 2.782 encerrou a necessidade de manter o inquérito em tramitação.

O procedimento investigativo havia sido conduzido para apurar a atuação de Eduardo no exterior, que, segundo a acusação, teria buscado pressionar autoridades brasileiras em meio a processos em andamento no Judiciário.

O caso também envolvia o jornalista Paulo Figueiredo.

A PGR denunciou os dois por suposta prática de coação no curso do processo, crime previsto no artigo 344 do Código Penal.

A acusação está relacionada a iniciativas atribuídas a ambos nos Estados Unidos, em um contexto de disputas judiciais envolvendo integrantes da família Bolsonaro.

A denúncia contra Eduardo foi recebida pela Primeira Turma do STF durante sessão virtual realizada entre 14 e 25 de novembro de 2025.

Posteriormente, em 16 de junho de 2026, o colegiado condenou o ex-parlamentar.

Os ministros também rejeitaram os embargos de declaração apresentados pela defesa.

Ao formalizar o encerramento do inquérito, Fachin registrou que a abertura da ação penal havia esgotado a finalidade investigativa do procedimento.

Com isso, determinou o arquivamento dos autos referentes ao ex-deputado e o envio de comunicação ao Ministério da Justiça e Segurança Pública sobre a decisão.

O encerramento, porém, não se estende à investigação envolvendo Paulo Figueiredo.

Em setembro de 2025, o STF havia separado os procedimentos diante de tentativas frustradas de notificação do jornalista.

A partir dessa divisão, a apuração referente a Eduardo passou a tramitar no Inquérito 4.995, enquanto o caso de Figueiredo foi transferido para o Inquérito 5.017.

Dessa forma, a decisão de Fachin encerra especificamente o inquérito contra Eduardo Bolsonaro, sem representar uma absolvição ou a anulação da condenação já proferida.

A ação penal que resultou na condenação do ex-deputado é um procedimento distinto, e o arquivamento foi fundamentado no encerramento da etapa investigativa.

DP

21/10/2026

'ADVOGADO' DE LULA QUER MELAR ELEIÇÃO DO RJ

Estranhamente, ministro do STF aciona o TSE sobre o fim do 2º turno no RJ

O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), cobrou explicações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) numa ação do PSD que tenta ressuscitar o 2º turno no Rio. O pedido foi divulgado nesta segunda-feira (19).

O partido de Eduardo Paes quer uma nova votação entre ele e Douglas Ruas (PL), declarado eleito no primeiro turno depois que o TSE anulou os votos de Anthony Garotinho (Republicanos).

Em 8 de outubro, por 5 votos a 2, o TSE anulou os votos do ex-governador, que disputou com a candidatura sub judice. Com isso, Ruas passou de 49,27% para 50,88% dos votos válidos.

O PSD pede que a votação seja em 25 de outubro, data do segundo turno presidencial, ou em outro dia antes da diplomação de Ruas. Para o partido, os votos de Garotinho deveriam entrar no cálculo da maioria absoluta.

Zanin deu cinco dias para o TSE responder e mandou ouvir, depois, a Advocacia-Geral da União (AGU) e a Procuradoria-Geral da República (PGR). Ele ainda não decidiu o pedido de liminar.

Antes, segundo informações publicadas na imprensa, o ministro tinha negado um pedido de Paes para suspender a decisão do TSE.

Zanin atuou na defesa de Lula (PT) e chegou ao STF em 2023, indicado pelo petista.

13/10/2026

NÃO TINHA MOTIVOS OU POR MEDO?

Fachin arquiva pedido para investigar e afastar Moraes

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, determinou na sexta-feira (9) o arquivamento de um pedido que solicitava a investigação e o afastamento do ministro Alexandre de Moraes do cargo. A iniciativa havia sido apresentada sete meses antes pelos advogados Paulo Faria e Filipe de Oliveira, que atuam em casos de repercussão nacional, incluindo os do ex-deputado Daniel Silveira e do perito Eduardo Tagliaferro.

Os advogados fundamentaram a solicitação em reportagens sobre mensagens trocadas pelo WhatsApp entre Moraes e o empresário Daniel Vorcaro, ex-proprietário do Banco Master. O documento também mencionou um contrato firmado com o banco, cujo valor seria de aproximadamente R$ 130 milhões.

Na avaliação dos autores, os fatos deveriam ser apurados para esclarecer possíveis tentativas de interferência nas investigações, eventual utilização do cargo público para beneficiar interesses privados ou possíveis violações dos deveres inerentes à função de ministro do Supremo. Eles também defenderam o afastamento temporário de Moraes durante a apuração, sob o argumento de que a medida evitaria interferências e ajudaria a preservar a confiança na Corte.

A decisão de Fachin, entretanto, não examinou o mérito das acusações apresentadas contra Moraes. O arquivamento ocorreu por uma questão processual: segundo o presidente do STF, os advogados não tinham legitimidade para exigir diretamente do tribunal as providências solicitadas por meio daquele requerimento.

12/10/2026

DIANTE DA IMINENTE DERROTA DE LULA VAZA 'MANOBRA' DE ALA DE MORAES NO STF

Vaza "manobra" de ala de Moraes no STF diante da iminente derrota de Lula

A jornalista Andréia Sadi, da GloboNews, afirmou que Setores do Judiciário estão sugerindo ao presidente Lula que ele indique o ex-senador Rodrigo Pacheco para o Supremo Tribunal Federal ainda neste ano.

Segundo Sadi, a indicação teria em mente a possível relação de Flávio Bolsonaro com o STF em caso de vitória do senador nas eleições presidenciais diante de Lula.

Atualmente, Pacheco preside o Tribunal de Contas da União. Ele é próximo a Davi Alcolumbre, atual presidente do Congresso, que tinha preferência pela indicação do ex-senador mineiro ao STF quando Lula indicou Jorge Messias - indicação essa que foi barrada pelo Senado meses atrás.

Na prática, trata-se de uma escancarada manobra da ala de Alexandre de Moraes para tirar a vaga das mãos de Flávio Bolsonaro.

ARQUIVOS QUE CITAM MINISTROS DO STF COM MASTER SERÃO ENTREGUES A FACHIN PELA PF

PF vai entregar a Fachin arquivos que citam ministros do STF

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, recebe nesta terça-feira (13) o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, para tratar de informações do caso Banco Master que mencionam ministros da Corte e seus familiares.

O material que será entregue a Fachin foi extraído dos celulares do banqueiro Daniel Vorcaro e de seu cunhado, Fabiano Zettel. Segundo informações do blog do jornalista Elijonas Maia da CNN, a PF pretende colocar os dados à disposição do Supremo para esclarecer a situação e encerrar controvérsias. A elaboração de relatórios específicos sobre os magistrados dependerá de uma decisão do tribunal.

De acordo com informações do g1, pelo menos seis dos dez ministros do STF ou pessoas de suas famílias são mencionados em diferentes contextos. Os documentos também incluem referências a integrantes do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e do Tribunal Superior do Trabalho (TST).

Entre os registros já encaminhados a Fachin estavam informações sobre encontros entre Vorcaro e o ministro Dias Toffoli, além de mensagens relacionadas a pagamentos, à empresa familiar do magistrado e ao resort Tayayá, no Paraná. O documento, entregue em fevereiro, reunia dados preliminares e não representava um relatório final de indiciamento.

Após a entrega, Toffoli deixou a relatoria dos processos relacionados ao Master, e André Mendonça assumiu o caso. Posteriormente, Fachin arquivou trechos do relatório referentes à suspeição.

CNN Brasil e g1

MARAVILHA: GILMAR E MORAES PROCURANDO APOIO CONTRA ISOLAMENTO

Contra isolamento, Gilmar e Moraes procuram apoio

Os ministros Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), articulam-se em duas frentes: preservar apoio entre os colegas e ampliar o diálogo no Parlamento, apurou a coluna.

Dentro da Corte, o desconforto — que vem aumentando — com o escândalo do Master se estende a ministros de perfil mais independente, fora do grupo próximo a André Mendonça, relator do processo que trata do banco.

No Congresso, o resultado da eleição de 4 de outubro reforçou o grupo favorável ao impeachment de magistrados da Corte. Ao menos 49 parlamentares apoiam a destituição de integrantes do STF, ainda que com ressalvas.

Esse quadro amplia a pressão política sobre o tribunal e dá maior relevância à busca de Gilmar e Moraes por interlocutores no Parlamento.

Na frente interna, o desafio é preservar respaldo em meio a um descontentamento que ultrapassa a ala próxima a Mendonça.

Um dos ministros ouvidos pela coluna resumiu a posição de Moraes e Gilmar como a de pessoas que estão “buscando salvaguardas”.

Ala de Moraes reconhece força da oposição

Em virtude da expansão da direita no Congresso Nacional, a ala de Gilmar reconheceu a força da oposição e decidiu dialogar.

Inicialmente, o grupo pensava que o presidente Lula terminaria na primeira posição, mas com diferença mínima em relação ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Além disso, acreditava que haveria ao menos um senador de esquerda nos três maiores colégios eleitorais do Brasil: São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Enganaram-se.

Por isso, a estratégia inicial que Moraes e Gilmar decidiram adotar é a do diálogo. Ambos, contudo, não descartam subir o tom se necessário.

revistaoeste

10/10/2026

DANOU-SE: IMPEACHMENT DE ALEXANDRE DE MORAES - STF ESPERA QUE TEMER NEGOCIE

STF espera que Temer negocie saída contra impeachment de Alexandre de Moraes

Entre ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), a expectativa é que o ex-presidente Michel Temer (MDB) consiga negociar uma saída que impeça um provável processo de impeachment do ministro Alexandre de Moraes a partir de 2027. O político foi às redes sociais nos últimos dias e anunciou apoio do candidato do PL ao Palácio do Planalto Flávio Bolsonaro, ainda que uma das plataformas de campanha do Zero Um seja a degola do único nome indicado pelo emedebista à Corte.

Na segunda-feira, 5, Temer fez uma avaliação do resultado do primeiro turno, quando Flávio obteve 47,03% dos votos válidos e o presidente Lula teve 45,15%, e disse ter detectado no eleitor um sentimento de “renovação”, “renovação que apareceu fortemente na composição do Congresso e na força da candidatura à Presidência que chegou ao segundo turno em primeiro lugar”. “A sociedade não quer fórmulas repetidas e discursos grosseiros. Quer novas ideias, novas atitudes, novos projetos e um caminho diferente”, afirmou.

Afeita a costuras políticas, uma ala do Supremo que se considera ameaçada por eventuais processos de impeachment afirma que, além da entrada de Temer em campo, é possível conversar com senadores de direita menos radicais em busca de alguma dose de acomodação. Temer, como se sabe, indicou Alexandre de Moraes, relator do inquérito da trama golpista, para o STF.

“Se a Suprema Corte prendeu o Bolsonaro com medo de ele influenciar na eleição, percebeu que não adiantou prendê-lo. Ele influenciou”, disse a VEJA a senadora Damares Alves (Republicanos-DF), pró-impeachment e aliada da ex-primeira-dama e senadora eleita Michelle Bolsonaro.

Empoderados pelas urnas, os novos senadores querem não só mudar as regras para o andamento de processos de impeachment, tornando-os obrigatórios quando houver o apoio de 49 dos congressistas, como até mesmo reduzir os poderes, em especial os criminais, dos ministros da Suprema Corte.

Conforme mostrou VEJA, a tendência é que o STF só retome depois do Carnaval de 2027 a análise do caso que mais atormenta Moraes – a eventual abertura de investigação contra ele por ter atuado como um interlocutor privilegiado do banqueiro Daniel Vorcaro. Se confirmado, o movimento coincidiria com a ascensão do novo Senado eleito no dia 4 de outubro, tornando o destino do magistrado cada vez mais nebuloso.

Se sobreviver à ofensiva, Alexandre de Moraes se tornará presidente do STF a partir de setembro do ano que vem.

Veja

09/10/2026

ALEXANDRE DE MORAES PODERÁ NÃO SUCEDER FACHIN - MINISTROS ARTICULAM ESSA POSSIBILIDADE

Ministros articulam barrar Alexandre de Moraes na sucessão de Fachin

São várias as queixas contra a presidência de Edson Fachin no Supremo Tribunal Federal (STF), sobretudo pela falta de pulso para enfrentar a crise que a Corte atravessa. Ministros já discutem atropelar o rodízio que elege o ministro mais antigo, e que ainda não tenha sido presidente, como o comandante do Supremo. Como isso é apenas uma tradição, sem previsão no Regimento Interno, gabinetes no STF já falam em votação para impedir a escolha de Alexandre de Moraes como presidente, de acordo com o jornalista Claudio Humberto, do site Diário do Poder.

Nenhum movimento brusco será feito ao menos até a eleição para o comando do Senado, com poder de abrir impeachment de ministros.

A divisão na Corte, no caso Master, se repete na questão da sucessão a Fachin. Parte dos ministros não quer Moraes, citado no caso, eleito.

A tensão tinha diminuído após o barraco no plenário, ainda em setembro. Mas voltou após decisões ativistas, como no caso da Padroeira do Brasil.

Caso os ministros optem por seguir a lista, pulando Moraes, o próximo eleito seria Nunes Marques, também citado no inquérito do Master.

08/10/2026

PAES DISPARA O ÚLTIMO CARTUXO E ERRA O TIRO

Paes queima último cartucho no STF e é surpreendido com decisão

O ex-prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, candidato derrotado ao governo do estado, buscou uma última cartada no Supremo Tribunal Federal (STF), na tentativa de obter uma decisão judicial que obrigasse a realização de um segundo turno contra Douglas Ruas.

O recurso para suspender os efeitos da decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que determinou a exclusão dos votos recebidos por Anthony Garotinho (Republicanos), caiu com o ministro Cristiano Zanin.

O magistrado rejeitou pedido por questões processuais, ao apontar que coligação de Paes ainda não havia apresentado recurso contra decisão do TSE.

Desde quando ministros do STF se preocupam com questões processuais?

Parece que as coisas estão mudando...

07/10/2026

STF: A LEGIÃO DO MAL ESTÁ MUDANDO DE LADO(!?)

Nunes Marques recebe sinalização de colegas do STF e reviravolta no caso Bolsonaro pode acontecer

Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) vêm transmitindo ao colega Kassio Nunes Marques o entendimento de que uma eventual análise da revisão criminal apresentada pela defesa de Jair Bolsonaro deve ser submetida ao Plenário da Corte, e não julgada por uma das Turmas.

A mesma avaliação é compartilhada pelo presidente do STF, Edson Fachin. Segundo informações obtidas nos bastidores, outros integrantes do Supremo também têm manifestado ao presidente preocupação sobre a forma como o caso deverá ser conduzido.

Nunes Marques é o relator da revisão criminal apresentada pela defesa do ex-presidente. O ministro foi indicado ao STF por Bolsonaro e passou a concentrar a condução do pedido que busca rever a condenação imposta ao ex-presidente.

Nos últimos dias, Nunes Marques sinalizou a pessoas próximas que pretende movimentar o processo logo após o segundo turno das eleições, previsto para o final de outubro. No meio político, essa possibilidade foi interpretada como um possível gesto favorável à candidatura de Flávio Bolsonaro.

Fachin, por sua vez, teria afirmado a interlocutores que não levaria muito tempo para colocar o assunto em julgamento no Plenário caso recebesse uma solicitação nesse sentido de Nunes Marques. A informação foi apurada com pessoas próximas a ministros da Corte.

Dentro do Supremo, integrantes que têm procurado permanecer afastados das recentes disputas internas defendem que uma eventual revisão da condenação de Jair Bolsonaro seja examinada pelo Plenário.

Embora o regimento do STF permita que decisões tomadas por uma Turma sejam submetidas à revisão pela outra, esses ministros consideram que há uma circunstância excepcional no caso: esta seria a primeira revisão criminal analisada pelo Supremo.

Por esse motivo, na avaliação deles, o julgamento deveria ser feito pelo conjunto dos ministros da Corte.

JCO

OS 'XERIFES' ESTÃO PERDENDO AS 'ESTRELAS' - QUEM TEM .. TEM MEDO!

Moraes e Gilmar mandam quatro sinais em 48h ao bolsonarismo

A ala governista do STF (Supremo Tribunal Federal) encaminhou pelo menos quatro recados ao bolsonarismo nas 48 horas que se seguiram ao resultado do primeiro turno.

Primeiro, o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes determinou a progressão de pena para o regime semiaberto para Débora Rodrigues dos Santos, conhecida como “Débora do Batom”, um dos símbolos dos atos de 8 de janeiro de 2023.

O motivo da progressão da pena se deve a atividades laborais realizadas por ela, bem como ao tempo de leitura durante o cumprimento da pena de prisão.

Moraes atesta na decisão que a condenada cumpriu “todos os requisitos legais exigidos para a progressão ao regime semiaberto”.

Ela foi condenada a 14 anos por participação no episódio golpista e virou símbolo do 8 de janeiro tanto pela imagem que gerou, ao pintar com batom a escultura “A Justiça”, de Alfredo Ceschiatti, como pela pena considerada pelos bolsonaristas desproporcional à sua participação no episódio.

O segundo sinal feito também por Moraes foi a sinalização dada de que deverá acatar o pedido de Flávio Bolsonaro para que possa visitar o pai, Jair Bolsonaro, na prisão domiciliar.

Moraes havia rejeitado o pedido no início da campanha, mas, diante de um novo pedido nesta segunda-feira, encaminhou a solicitação para avaliação do procurador-geral da República, Paulo Gonet.

O terceiro sinal veio na noite desta terça-feira, quando foi tornado público o arquivamento da investigação contra o senador Marcos do Val (Avante-ES), os blogueiros Allan dos Santos e Oswaldo Eustáquio e o influenciador Ednardo Raposo.

A decisão acolheu parecer da PGR (Procuradoria-Geral da República), segundo o qual as provas não sustentam uma denúncia.

A Polícia Federal havia indiciado os quatro por suspeita de obstrução de investigação de organização criminosa e incitação ao crime. A apuração mirava uma campanha de ataques e exposição de agentes públicos envolvidos em investigações conduzidas no STF, sobretudo pelo delegado da PF Fábio Shor.

Por fim, o ministro decano do STF, Gilmar Mendes, que liderou, no STF e fora dele, as articulações para salvar Moraes da abertura de investigação contra ele por seu envolvimento com o banqueiro Daniel Vorcaro, arquivou nesta terça-feira a investigação que apurava denúncias de estupro contra o candidato a vice de Flávio, Alfredo Gaspar.

O quarto sinal veio do ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes, que arquivou a investigação por suspeita de estupro contra o candidato a vice de Flávio, Alfredo Gaspar. A acusação havia sido feita pelo deputado Lindbergh Farias (PT-BA).

No começo da campanha, a defesa de Gaspar pediu que a PGR e Gilmar avançassem na investigação, mas o sinal dado por Gilmar foi o de que não havia prazo para o arquivamento.

Como a CNN mostrou nesta terça-feira, o PL rejeita acordão e pretende avançar com o impeachment de Moraes e, a depender da postura de Flávio Dino caso Flávio vença, também seria apresentado um impeachment contra ele.

No entanto, a cúpula do partido entende que o melhor caminho seria o próprio STF “resolver” a questão envolvendo Moraes, abrindo uma investigação contra ele por sua relação com Daniel Vorcaro e o afastando enquanto a investigação durar.

CNN

06/10/2026

LIBERDADADE DE BOLSONARO PODE ACONTECER APÓS SEGUNDO TURNO

Nunes Marques cogita libertar Jair Bolsonaro após segundo turno das eleições

Antes das eleições, estava fora dos planos de Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), conceder liminar para libertar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Passado o primeiro turno, com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) arrancando na frente da disputa, pessoas próximas dizem que entrou no radar do ministro a possibilidade de tomar uma decisão favorável ao ex-presidente.

Está na mesa de Nunes Marques um pedido da defesa de Jair para suspender a condenação e a prisão dele por ter tramado um golpe de Estado. A solicitação foi feita em uma ação de revisão criminal. Hoje, existem duas ações desse tipo no gabinete do ministro. Se ele concordar com o argumento dos advogados, o ex-presidente pode ter direito a um novo julgamento, começando do zero.

Flávio anunciou que, se for eleito, vai conceder indulto ao próprio pai. Portanto, uma eventual decisão de Nunes Marques anteciparia esse cenário e daria ainda mais poderes para o ministro diante do futuro presidente, a depender do resultado das urnas no dia 25.

Nunes Marques, que também é presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), não deve julgar o pedido antes do fim do segundo turno para não tumultuar as campanhas. Ele concedeu prazo para a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestar antes de tomar qualquer decisão, "diante da complexidade do feito, que envolve o julgamento de ex-presidente da República".

Nunes Marques foi indicado por Jair Bolsonaro para ocupar uma das 11 cadeiras do STF. Por isso, o entorno do ex-presidente nutre esperanças de que o pedido seja atendido.

No pedido, a defesa cita a sessão do dia 15 de setembro, quando o plenário do STF começou a analisar indícios de que o ministro Alexandre de Moraes mantinha uma relação suspeita com o banqueiro Daniel Vorcaro. Segundo os advogados, na ocasião, ministros reconheceram que é vedado aos juízes investigar de ofício - ou seja, sem um pedido prévio do Ministério Público.

Ainda segundo os advogados, é preciso haver tempo hábil para a defesa analisar dados colhidos na investigação antes do julgamento do réu. De acordo com a ação de Jair Bolsonaro, o processo sobre ele infringiu essas duas premissas.
Condenação

O ex-presidente foi condenado pelo STF em 2025 a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado, organização criminosa armada, abolição do Estado democrático de Direito, dano qualificado ao patrimônio público e deterioração do patrimônio tombado. Bolsonaro cumpre a pena em prisão domiciliar, devido a problemas de saúde.

Estadão Conteúdo

03/10/2026

PARECE QUE 'FRAQUIM' COMEÇOU A TORAR AS PERNAS DO SAPO

Antes tarde do que nunca...

Se essa resolução estivesse valendo ontem, não haveria a intervenção de Gilmar Mendes no debate. 

'A resolução de Fachin prevê que, a partir de agora, pedidos protocolados por quem não é parte de um processo ficam sujeitos à validação da presidência do STF antes de serem direcionados a um ministro relator. 

Se Fachin, com apoio da equipe técnica da Secretaria Judiciária, entender que o pedido não tem relação com o objeto inicial da ação, será realizada a 'distribuição livre', ou seja, um sorteio entre os ministros do Supremo.

O presidente do STF também pode avaliar que o pedido está relacionado a algum caso semelhante que já tramite no gabinete de um determinado ministro. Nesse caso, ele determinará a chamada "distribuição por prevenção'.

02/10/2026

ATÉ QUANDO O 'SAPÃO' VAI INTIMIDAR A IMPRENSA? SENADO FEDERAL MAIS FRACO QUE ARROZ DE TERCEIRA

Gilmar telefona para donos de veículos de comunicação depois de críticas ao STF

Nas últimas semanas, o decano do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, telefonou para proprietários de veículos de comunicação.

Conforme apurou Oeste, Mendes procurou o dono de uma grande emissora de televisão e o publisher de um jornal de circulação nacional para expressar sua insatisfação com editoriais e reportagens negativas ao STF.

As conversas ocorreram em um momento em que veículos tradicionais subiram o tom contra ministros em virtude do escândalo do Banco Master e, mais recentemente, das intervenções do STF em temas ligados à Justiça Eleitoral.

Em 25 de agosto, a coluna revelou que Mendes e Flávio Dino falaram com empresários no entorno do relator do Master no tribunal, André Mendonça, para eles se afastarem do juiz do STF.

À época, Oeste pediu um posicionamento do decano do tribunal. Assim como naquela ocasião, Mendes não se manifestou desta vez. O espaço segue aberto.

revistaoeste

01/10/2026

URGENTE: POLÍCIA MILITAR DO DF FAZ OPERAÇÃO POR SUSPEITA DE BOMBA NO STF

Suspeita de bomba no Supremo Tribunal Federal

Informações que acabam de surgir dão conta de que a PMDF (Polícia Militar do Distrito Federal) faz uma operação, neste momento, para apurar uma suspeita de bomba em um ponto próximo do STF (Supremo Tribunal Federal).

Segundo a CNN, um homem "fora das condições normais" jogou uma mochila perto do ponto de ônibus que fica próximo ao prédio do Supremo.

O esquadrão anti-bombas foi acionado para averiguar o conteúdo dentro da mochila. O perímetro foi restringido.

O homem, de 28 anos, foi detido pela Polícia Militar e permanece em uma viatura no local. A corporação aguarda a chegada do Corpo de Bombeiros para prestar atendimento e avaliar seu estado de saúde, incluindo a possibilidade de uso de entorpecentes ou medicamentos.

AÍ É PEDIR DEMAIS...

Fachin nega pedido de Flávio para afastar Dino de ações sobre Lula

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, decidiu negar o pedido do presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) para afastar o ministro Flávio Dino da relatoria de ações que tenham a ver com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), as eleições e o próprio Flávio.

A íntegra da decisão de Fachin, entretanto, está sob sigilo e, portanto, não foi divulgada.

Como mostrou o Pleno.News, a defesa de Flávio apresentou uma Arguição de Suspeição argumentando que Dino possui relação próxima a Lula, e que afastá-lo das ações teria como objetivo assegurar a regularidade do pleito e manter a imparcialidade dos julgamentos das ações.

Entre os processos citados pelos advogados, estão o uso de emendas parlamentares, o financiamento do filme Dark Horse e pedidos do Partido dos Trabalhadores ao STF.

28/09/2026

ISSO SÓ ACONTECE NUMA ZONA CHAMADA BRASIL

Intervenções do STF em decisões eleitorais aumentam racha com o TSE

As eleições de 2026 registram um cenário de atrito institucional sem precedentes entre o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Pelo menos quatro episódios recentes evidenciaram a atuação direta de ministros do Supremo, especificamente Flávio Dino, Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes, em processos com impacto direto na corrida presidencial, antecipando-se ou revertendo medidas adotadas pela Corte Eleitoral.

O movimento tem intensificado o clima de polarização interna e escancarado divergências entre as duas cortes. Atualmente, o TSE é presidido pelo ministro Nunes Marques, tendo André Mendonça como vice (ambos indicados pelo ex-presidento Jair Bolsonaro). Em contrapartida, Dino, Gilmar e Moraes foram nomeados por Luiz Inácio Lula da Silva, Fernando Henrique Cardoso e Michel Temer, respectivamente. O desgaste institucional ainda é agravado por ruídos paralelos, como denúncias envolvendo o caso do Banco Master.

O episódio mais recente ocorreu nesse domingo (27) quando o ministro Flávio Dino cassou uma decisão do TSE que determinava a remoção de 1.125 publicações nas redes sociais. Os posts associavam falsamente o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) a um suposto projeto de lei para retirar de Nossa Senhora de Aparecida o título de padroeira do Brasil.

A narrativa falsa, impulsionada por perfis de esquerda desde a noite alcançou quase 1 milhão de publicações em menos de três dias, tornando-se o terceiro maior tema político nas redes em 2026. Na sexta-feira (25), o ministro André Mendonça (TSE) havia ordenado a retirada do conteúdo por considerá-lo “notoriamente inverídico”. Contudo, Dino derrubou a ordem a pedido do humorista Antonio Tabet, cujo post havia sido censurado, estendendo o efeito a outras postagens com o mesmo fundamento.

Com informações do Estadão

FACHIN IGNOROU CONSELHO ENVOLVENDO MORAES - O CONSELHO VAZOU

Vaza o conselho que Fachin ignorou envolvendo Alexandre de Moraes

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, teria consultado ministros da Corte nas últimas semanas para definir como conduzir a sessão plenária que analisaria se Alexandre de Moraes deveria ou não ser investigado em razão da troca de 52 mensagens com o banqueiro Daniel Vorcaro, apontado como personagem central do escândalo envolvendo o Banco Master.

Segundo o relato, parte dos ministros consultados considerava que a sessão deveria ser marcada somente após as eleições presidenciais. O julgamento, que acabou sendo adiado por até 90 dias após um pedido de vista apresentado por Flávio Dino, poderia, nessa avaliação, ocorrer em um momento posterior ao processo eleitoral.

Um dos integrantes do STF teria apresentado a Fachin uma alternativa considerada mais estratégica: em vez de deixar a análise para depois da eleição, a sugestão era marcar a sessão para uma data posterior a 4 de outubro, quando ocorrerá o primeiro turno. Dessa maneira, a Corte já teria conhecimento dos nomes eleitos para o Senado e poderia avaliar a disposição da nova composição do Congresso em relação a eventuais processos de impeachment de ministros a partir de 2027.

Os pedidos de impeachment de integrantes do STF são analisados pelo Senado, e o andamento dessas iniciativas também depende da atuação do presidente da Casa. A proximidade entre o atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e Daniel Vorcaro seria um dos fatores que ajudariam a explicar a falta de avanço de pedidos de impeachment contra ministros do Supremo.

Fachin, entretanto, não seguiu a recomendação sobre a escolha da data e marcou a sessão para o último dia 15. Após o pedido de vista apresentado por Dino, que dispõe de até 90 dias para devolver o processo à pauta, o presidente do STF teria dito a interlocutores que considera adotar alguma providência para acelerar a conclusão do caso. Segundo o relato, Fachin não teria especificado qual medida poderia tomar.

JCO

23/09/2026

COMO É BOM SER MINISTRO DO STF...

Zanin rejeita pedido de investigação sobre Banco Master e ministros do STF

O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), recusou a solicitação de liminar feita pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE). O pedido visava obrigar o Senado Federal a dar prosseguimento ao requerimento para criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre o Banco Master. A decisão foi tomada na terça-feira, 22 de setembro.

A CPI proposta buscava investigar possíveis ligações entre os ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, ambos do STF, e o empresário Daniel Vorcaro, que controla o Banco Master.

A decisão de Zanin ainda permite que o pedido seja reconsiderado após a obtenção de informações do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (UB-AP).

O senador Alessandro Vieira alegou ao STF que Davi Alcolumbre teria omitido o requerimento de CPI, protocolado em 9 de março de 2026. O documento contava com 41 assinaturas, superando o mínimo constitucional de 27, e definia um prazo de 120 dias para funcionamento, com limite de gastos de R$ 50 mil.

22/09/2026

AÇÃO SOBRE ACESSOS DA MULHER DE MORAES E VORCARO AO SENADO TERÁ RELATORIA DE FUX

Fux relatará ação sobre acessos de Viviane e Vorcaro ao Senado

O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi sorteado relator do mandado de segurança que busca obrigar o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), a liberar informações sobre as entradas e saídas da mulher de Alexandre de Moraes, Viviane Barci de Moraes, e do banqueiro Daniel Vorcaro das dependências do Senado.

Moraes havia sido sorteado relator no dia 18, mas, nesta segunda-feira (21) ele se declarou suspeito para julgar o caso. Na ação também são solicitados registros de acesso de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e do empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS.

O pedido foi feito pelo vereador de Curitiba Guilherme Kilter (Novo), candidato a deputado federal, após ter um pedido com base na Lei de Acesso à Informação (LAI) negado pelo Senado. O argumento da negativa foi que os dados de acesso de pessoas às dependências do Senado são informações de caráter pessoal.

Após a negativa do Senado, Kilter acionou a Justiça Federal do Paraná, que declarou sua incompetência para julgar o caso. A juíza Thais Sampaio da Silva Machado entendeu que apenas o Supremo pode julgar um mandado de segurança contra ação do presidente do Senado.