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26/05/2026

COMEÇA A VALER NO RN A CARTEIRA DO AUTISTA

Carteira do autista começa a valer no RN

Deputado Kleber Fernandes
A Carteira de Identificação da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (Ciptea) começou a sair do papel no Rio Grande do Norte como instrumento oficial para garantir prioridade no atendimento e ampliar o acesso de pessoas com autismo a serviços públicos e privados. A medida atende a famílias que, mesmo amparadas por lei, ainda enfrentavam dificuldade prática para comprovar direitos em áreas como saúde, educação e assistência social.

A carteira foi instituída no Estado pela Lei nº 12.459/2025, sancionada em 8 de outubro de 2025. A norma prevê a identificação da pessoa com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e estabelece que a expedição do documento, assim como a segunda via, seja gratuita. A finalidade é permitir atenção integral, pronto atendimento e prioridade nos serviços, especialmente em situações nas quais o autismo não é identificado visualmente.

A lei estadual segue a diretriz nacional da Lei Federal nº 13.977/2020, conhecida como Lei Romeo Mion, que criou a Ciptea no Brasil e alterou a Lei Berenice Piana. Na prática, o documento busca reduzir constrangimentos e barreiras enfrentadas por pessoas com TEA e seus familiares, sobretudo quando há necessidade de atendimento preferencial, acesso a políticas públicas ou comprovação da condição em órgãos e estabelecimentos.

Na Assembleia Legislativa, o deputado estadual Kleber Rodrigues (PP), autor da lei, comemorou o início da emissão da carteira e afirmou que a implementação representa uma conquista concreta para famílias atípicas. O parlamentar disse que a inclusão social é uma de suas principais bandeiras e destacou que muitas leis aprovadas pelo Legislativo acabam ficando apenas no papel, sem produzir efeito direto na vida da população.

Durante pronunciamento na sessão ordinária da Assembleia Legislativa, Kleber afirmou ter acompanhado, na segunda-feira 25, uma atividade voltada à inclusão nas escolas e à orientação de famílias atípicas. Segundo ele, a notícia de que a Ciptea passaria a ser emitida trouxe a sensação de que a lei finalmente havia se transformado em benefício real.

O deputado relatou situações de mães que deixam de trabalhar para cuidar de filhos com autismo e acabam dependendo de familiares ou vizinhos para se alimentar. Para ele, a carteira é uma medida simples, mas capaz de facilitar o cotidiano dessas famílias ao garantir reconhecimento formal da condição da pessoa com TEA.

Kleber informou que ouviu da secretária responsável pela área que as carteiras já estão disponíveis, que poderão ser enviadas por e-mail e que também será possível buscar a emissão na Central do Cidadão da Rodoviária, em Natal. Ele ressaltou que a lei foi aprovada por unanimidade pelos deputados estaduais.

O parlamentar afirmou que o papel da Assembleia não deve se encerrar na aprovação das leis. Segundo ele, os projetos precisam ser implementados para que deixem de ser apenas documentos formais e passem a assegurar dignidade, oportunidade e acesso efetivo a direitos.

Com a emissão da Ciptea, o Rio Grande do Norte passa a oferecer um mecanismo oficial de identificação para pessoas com autismo. Para as famílias, o avanço significa mais segurança no acesso a serviços. Para o poder público, representa o desafio de fazer a política funcionar na prática, com atendimento regular, informação clara e estrutura suficiente para que o documento cumpra o papel previsto em lei.

Agora RN

CANETA EMAGRECEDORA BRASILEIRA É APROVADA PELA ANVISA

Anvisa aprova caneta emagrecedora brasileira após fim da patente do Ozempic

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou, nesta terça-feira (26), a primeira caneta de semaglutida sintética análoga ao Ozempic brasileira. O medicamento se chama Ozivy e é uma versão sintética do mesmo princípio ativo do Ozempic, que teve a patente derrubada em 20 de março.

O medicamento é fabricado pela EMS, que deu entrada no pedido em 2023 e passou pelo processo técnico de comprovação de eficácia, segurança e qualidade da Anvisa.

O Ozivy faz parte dos chamados medicamentos do tipo GLP-1 e é feito à base de semaglutida, princípio ativo dos medicamentos Ozempic. Essa categoria é indicada para o tratamento da diabetes tipo 2 e é popularmente conhecida como "canetas emagrecedoras".

A Anvisa ressalta que o Ozivy não é considerado um medicamento genérico, uma vez que a regulação brasileira não prevê a categoria de "genéricos" para produtos de origem biológica.

Em vez disso, o fármaco foi classificado pela agência como um "medicamento novo", sendo definido tecnicamente como um análogo sintético de um produto biológico.

Embora já tenha recebido o aval da Anvisa, o Ozivy ainda precisa passar pela aprovação de preço máximo da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos antes de chegar às farmácias.

Após essa etapa, caberá exclusivamente à EMS decidir a data oficial de lançamento no mercado. Já a chegada da caneta ao SUS vai depender de uma avaliação e recomendação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS, além da aprovação do Ministério da Saúde.

A Anvisa ressalta que o Ozivy não é considerado um medicamento genérico, uma vez que a regulação brasileira não prevê a categoria de "genéricos" para produtos de origem biológica.

Em vez disso, o fármaco foi classificado pela agência como um "medicamento novo", sendo definido tecnicamente como um análogo sintético de um produto biológico.

Embora já tenha recebido o aval da Anvisa, o Ozivy ainda precisa passar pela aprovação de preço máximo da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos antes de chegar às farmácias.

21/05/2026

COMPORTAMENTO: ESQUERDA TEM MAIS PROBLEMA DE SAÚDE MENTAL - APONTA ESTUDO

Estudo aponta que esquerda tem mais problemas de saúde mental

Um estudo publicado recentemente por dois pesquisadores independentes no periódico Journal of Open Inquiry in the Behavioral Sciences (leia aqui, em inglês) apontou que pessoas com pensamentos políticos mais à esquerda teriam indicadores de maior incidência de diagnósticos relacionados à saúde mental.

A análise foi conduzida por Emil Kirkegaard, da Dinamarca; e Meng Hu, de Hong Kong; com 978 participantes nos Estados Unidos. Em vez de perguntar inicialmente sobre alinhamento partidário, os autores optaram por aplicar uma série de questões voltadas a valores morais, sociais e culturais para posicionar os entrevistados em um espectro político entre direita e esquerda.

Entre as afirmações apresentadas aos participantes estavam frases relacionadas à superpopulação mundial, comportamento homossexual e outros temas ligados a debates culturais e sociais. A partir das respostas, os pesquisadores cruzaram os dados ideológicos com informações sobre saúde mental e comportamento.

Segundo o estudo, por exemplo, diagnósticos de Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) e Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG) aparecem como marcadores mais fortes entre pessoas de esquerda.

Outro ponto analisado pela pesquisa foi a relação entre ideologia e modificações corporais. De acordo com os autores, cabelos tingidos em cores como azul, rosa, verde ou roxo apareceram com frequência maior entre indivíduos de esquerda. O mesmo ocorreu com piercings.

Em relação a essa questão e a saúde mental, os pesquisadores reforçaram que estudos anteriores já haviam encontrado “uma correlação substancial entre modificações corporais, como tatuagens/piercings, e várias medidas psicopatológicas, como comportamentos autolesivos, uso de substâncias, baixa qualidade de vida, interação social reduzida e sofrimento emocional”.

Na interpretação apresentada pelos pesquisadores, essas características poderiam refletir maior abertura a comportamentos considerados não convencionais e uma tendência à valorização da autoexpressão em detrimento de padrões sociais tradicionais. O artigo sugere ainda que valores conservadores, por outro lado, estariam mais associados a estruturas morais objetivas, autocontrole e coesão social.

A pesquisa de Kirkegaard e Hu não é a primeira sobre o vínculo entre pensamento político e a saúde mental. Um estudo do Pew Research Center, divulgado em 2020, apontou que pessoas ligadas à esquerda relataram mais diagnósticos de problemas mentais do que aqueles ligados à direita. A pesquisa também indicou menor incidência desses problemas entre aqueles que estavam mais em ambientes religiosos.

Outro levantamento, realizado por pesquisadores das universidades Yale e Tuft e publicado em 2025, concluiu que conservadores norte-americanos tendem a avaliar sua saúde mental de forma mais positiva, relacionando esse resultado a fatores como religiosidade e patriotismo.

Já uma pesquisa baseada em dados familiares coletados em 2024, mulheres jovens de esquerda relataram maiores níveis de tristeza e solidão em comparação com mulheres conservadoras. Segundo o estudo, apenas 12% das entrevistadas progressistas disseram estar completamente satisfeitas com a vida, contra 37% entre as conservadoras.

pleno.news

18/05/2026

REMÉDIOS PARA COLESTEROL E CORTICOIDE ESTÃO SENDO RECOLHIDOS - VEJA QUAIS

Lotes de remédio para colesterol (atorvastatina cálcica) e de corticoide (fosfato de dexametasona) são recolhidos

Os medicamentos atorvastatina cálcica e rosuvastatina cálcica, produzidos pela empresa Cimed Industria S.A., passam por processo de recolhimento voluntário iniciado pela empresa.

A medida é referente ao lote 2424299 de atorvastatina cálcica 40 mg e ao mesmo lote (2424299) de rosuvastatina cálcica 20 mg.

Além disso, o medicamento fosfato dissodico de dexametasona 4 mg/ml solução injetável (caixa com 50) passa por processo de recolhimento voluntário iniciado pela empresa Hypofarma - Instituto de Hypodermia e Farmácia LTDA. A medida é referente ao lote 25091566.

O g1 busca contato com as empresas para posicionamento sobre as medidas. De acordo com o Diário Oficial da União desta segunda-feira (18), os motivos dos recolhimentos são:
  • Atorvastatina cálcica e rosuvastatina cálcica: suspeita de mistura de embalagem de cartucho de Rosuvastatina 20 mg no lote 2424299 de Atorvastatina cálcica 40mg.
  • Fosfato Dissodico De Dexametasona: turvação da solução quando o fármaco é diluído em associação com determinados medicamentos.
Para que servem os medicamentos?

A atorvastatina cálcica é um medicamento da classe das estatinas, indicado para reduzir o colesterol ruim (LDL) e os triglicerídeos no sangue. Ela é receitada para prevenir doenças cardiovasculares, como infartos e AVCs.

A rosuvastatina cálcica também é um medicamento da classe das estatinas, usado para baixar o colesterol ruim (LDL) e os triglicérides, além de elevar o colesterol bom (HDL). Ela também é indicada para prevenir doenças cardiovasculares, como infarto e AVC.

Já o fosfato dissodico de dexametasona é um corticoide sintético utilizado para tratar condições inflamatórias severas, distúrbios alérgicos, doenças autoimunes, problemas dermatológicos e inchaços.

g1

17/05/2026

DICA DO EDITOR: ALIMENTOS QUE FORTALECEM SEUS OSSOS - VEJA 5

Saiba quais são os 5 alimentos que fortalecem seus ossos

O jornal The Washington Post deste sábado (16) publica ampla reportagem a respeito dos alimentos que fortalecem os ossos. Ensina a reportagem que para manter os ossos fortes, aposte em uma dieta rica em cálcio, magnésio e vitaminas D e K.

Os 5 melhores alimentos incluem: 

l) Leite e derivados: São as fontes mais conhecidas e absorvíveis de cálcio, mineral essencial para a estrutura óssea.

2) Vegetais verde-escuros: Espinafre, couve e brócolis oferecem altas doses de cálcio e vitamina K, que ajudam a aumentar a densidade óssea. 

3) Peixes gordurosos: Salmão e sardinha são excelentes fontes naturais de vitamina D, que facilita a absorção do cálcio pelo organismo.

4) Ovo: Considerado um alimento muito completo, possui cálcio, proteínas, fósforo e vitaminas, ajudando a manter a densidade dos ossos no envelhecimento.

5) Oleaginosas e sementes: Castanha-do-pará, nozes, chia e gergelim são fontes ricas em magnésio e ômega-3, cruciais para a formação e proteção do esqueleto.

Para garantir a absorção ideal desses nutrientes é preciso manter hábitos de vida saudáveis.

16/05/2026

DANOU-SE: MEL GIBSON DIZ QUE CUROU CÂNCER COM IVERMECTINA

Venda de ivermectina cresce após Mel Gibson citar cura do câncer

Um estudo publicado na última terça-feira (12) na revista JAMA Network Open apontou um aumento expressivo nas prescrições de ivermectina nos Estados Unidos após declarações do ator Mel Gibson que, em janeiro do ano passado, afirmou que três amigos teriam se recuperado de cânceres em estágio avançado usando o fármaco.

O levantamento foi conduzido por pesquisadores da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA) e analisou dados de mais de 68 milhões de pacientes entre 18 e 90 anos atendidos em serviços ambulatoriais e emergenciais no país. Os pesquisadores compararam prescrições da combinação ivermectina-benzimidazol entre janeiro e julho de 2025 com o mesmo período do ano anterior.

Os resultados mostraram que, de forma geral, as prescrições desses medicamentos dobraram após a repercussão das declarações. Entre pacientes com câncer, o aumento foi ainda mais acentuado, ultrapassando 2,5 vezes os índices registrados anteriormente.

Apesar do crescimento, os autores alegam que não há evidências clínicas que comprovem segurança ou eficácia da ivermectina ou de medicamentos benzimidazólicos no tratamento do câncer em humanos. No entanto, é ressaltado que essas substâncias chegaram a apresentar atividade anticancerígena em estudos laboratoriais e em testes com animais.

No Brasil, a ivermectina é aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) apenas para tratamento de infecções parasitárias. Já o fenbendazol é destinado ao uso veterinário.

A oncologista clínica Clarissa Baldotto, presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), ressaltou que resultados promissores em laboratório representam apenas fase inicial da pesquisa científica.

– Muitas substâncias que parecem promissoras em laboratório não se confirmam em estudos clínicos. Apenas uma pequena parte das moléculas que entram em pesquisa pré-clínica chega a ser testada em humanos – afirmou.

Por se tratar de pesquisa observacional, o estudo não estabeleceu relação direta de causa e efeito e avaliou apenas prescrições médicas, sem confirmar se os medicamentos foram efetivamente utilizados pelos pacientes.

IVERMECTINA NA PANDEMIA DE COVID

A repercussão em torno da ivermectina também remete à forte polarização registrada na pandemia de Covid-19. À época, o fármaco foi defendido por setores da sociedade e por parte da classe médica como uma alternativa terapêutica acessível, além de símbolo da autonomia profissional diante do que classificavam como resistência de autoridades e organismos internacionais ao chamado tratamento precoce.

Na ocasião, a controvérsia representava uma disputa sobre liberdade médica e direito de escolha do paciente. Defensores do protocolo, como o ex-presidente Jair Bolsonaro, argumentavam que, em meio ao cenário de incerteza vivido na pandemia, os médicos deveriam ter a liberdade para prescreverem remédios como a hidroxicloroquina e a ivermectina caso entendessem ser uma forma viável de combate à Covid.

pleno.news

15/05/2026

EM SÃO PAULO ZÉ DIRCEU É DIAGNOSTICADO COM CÂNCER

José Dirceu é diagnosticado com câncer em hospital de São Paulo

O ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu (PT), foi diagnosticado com linfoma, que é um tipo de câncer no sistema linfático, de acordo com um boletim médico divulgado pelo Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, nesta sexta-feira (15). Dirceu está internado desde o último dia 10 de maio. Segundo a unidade, ele está bem, mas permanecerá internado para iniciar o tratamento.

O ex-ministro anunciou recentemente a pré-candidatura a deputado federal por São Paulo, aos 80 anos, com o objetivo de fortalecer a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à Presidência. O último pleito de que Dirceu participou foi em 2002, quando foi eleito para o mesmo cargo em SP.

— Nosso papel é fazer uma campanha em São Paulo, porque aqui o Lula ganhou a eleição de 2022, quando ele tirou 4 milhões de votos do Bolsonaro. Então nós queremos tirar 5, 6 do Flávio — afirmou o petista.

Leia a íntegra do boletim médico:

Boletim Médico – José Dirceu de Oliveira e Silva
15/05/2026

O paciente José Dirceu de Oliveira e Silva foi internado no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, no dia 10 de maio para a realização de exames gerais, que revelaram o diagnóstico de linfoma. Ele se encontra em boas condições clínicas e permanecerá internado para iniciar o tratamento específico.

O paciente encontra-se aos cuidados do Prof. Dr. Raul Cutait, do Prof. Dr. Roberto Kalil e do Dr. Celso Arrais.

Dr. Luiz Francisco Cardoso
Diretor de Governança Clínica

08/05/2026

EM MINAS GERAIS PACIENTES RECEBEM ÁGUA DESTILADA EM VEZ DE VACINA PARA GRIPE

Pacientes recebem água destilada em vez de vacina da gripe em MG

Pacientes que buscaram a vacinas contra a gripe no município de Bambuí, no interior de Minas Gerais, receberam água destilada por engano, na última segunda-feira (4). A Secretaria de Saúde confirmou o erro e demitiu a técnica de enfermagem responsável.

Em nota, a prefeitura informou que a substância aplicada é estéril e não oferece riscos à saúde das pessoas. O posto de saúde onde o caso aconteceu já adotou as providências necessárias para corrigir a falha no atendimento.

A Secretaria Municipal de Saúde informa que foi identificado um erro operacional durante a campanha de vacinação contra a gripe. Alguns pacientes receberam aplicação de água destilada em vez da vacina contra a influenza. Todas as providências já foram adotadas — informou o documento.

As autoridades garantiram que todos os moradores que receberam a água destilada não precisarão voltar ao posto de saúde Aparecida nos Açudes, onde ocorreu o erro. As equipes farão a correta aplicação na casa dos pacientes.

07/05/2026

ALERTA: PRODUTOS YPÊ SÃO RETIRADOS DO COMÉRCIO PELA ANVISA - RISCO DE CONTAMINAÇÃO POR BACTÉRIA

Anvisa determina recolhimento de produtos Ypê com lotes final 1

A Anvisa determinou, nesta quinta-feira (7), o recolhimento imediato de detergentes, sabões líquidos e desinfetantes da marca Ypê que terminem com o número de lote "1". A medida, motivada por falhas graves na fabricação que indicam risco de contaminação por bactérias, suspende a comercialização, distribuição e o uso desses itens em todo o país.

A determinação é específica para produtos fabricados na unidade de Amparo (SP) pela Química Amparo. O consumidor deve checar o verso da embalagem: se o número do lote terminar em 1, o produto não deve ser utilizado.

A decisão veio após inspeção sanitária detectar o descumprimento de etapas críticas de controle de qualidade. Segundo a Anvisa, as falhas comprometem a segurança sanitária, permitindo a presença de microrganismos patogênicos nos produtos de limpeza.

Somente os lotes que terminam com o número 1, dos produtos abaixo estão afetados.

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A Anvisa determinou, nesta quinta-feira (7), o recolhimento imediato de detergentes, sabões líquidos e desinfetantes da marca Ypê que terminem com o número de lote "1". A medida, motivada por falhas graves na fabricação que indicam risco de contaminação por bactérias, suspende a comercialização, distribuição e o uso desses itens em todo o país.

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A decisão veio após inspeção sanitária detectar o descumprimento de etapas críticas de controle de qualidade. Segundo a Anvisa, as falhas comprometem a segurança sanitária, permitindo a presença de microrganismos patogênicos nos produtos de limpeza.

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A Anvisa determinou, nesta quinta-feira (7), o recolhimento imediato de detergentes, sabões líquidos e desinfetantes da marca Ypê que terminem com o número de lote "1". A medida, motivada por falhas graves na fabricação que indicam risco de contaminação por bactérias, suspende a comercialização, distribuição e o uso desses itens em todo o país.

A determinação é específica para produtos fabricados na unidade de Amparo (SP) pela Química Amparo. O consumidor deve checar o verso da embalagem: se o número do lote terminar em 1, o produto não deve ser utilizado.

A decisão veio após inspeção sanitária detectar o descumprimento de etapas críticas de controle de qualidade. Segundo a Anvisa, as falhas comprometem a segurança sanitária, permitindo a presença de microrganismos patogênicos nos produtos de limpeza.

Somente os lotes que terminam com o número 1, dos produtos abaixo estão afetados.

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04/05/2026

SAÚDE: DR. KALIL CONVERSA SOBRE TEMPO IDEAL DE SONO - DORMIR DEMAIS FAZ MAL?

Dormir demais faz mal? 

A quantidade ideal de sono varia de pessoa para pessoa, mas especialistas recomendam, em média, pelo menos sete horas por noite. Dormir seis horas ainda é considerado razoável, mas abaixo disso os riscos à saúde aumentam significativamente. O tema foi debatido pelo Dr. Roberto Kalil e especialistas em medicina do sono no CNN Sinais Vitais deste sábado (2).

Durante o programa, o pneumologista Geraldo Lorenzi-Filho, diretor do Laboratório do Sono do InCor, destacou que pessoas que dormem pouco têm maior risco de desenvolver doenças cardiovasculares, hipertensão e obesidade. Já o excesso de sono também representa um alerta.

"Dormir demais é mais ou menos quando você come demais, passa do ponto", explicou Geraldo. Segundo ele, o organismo possui de três a cinco ciclos de sono, e ultrapassá-los pode gerar uma espécie de inércia, deixando a pessoa mais lenta e cansada ao acordar.

Clique no link abaixo e veja a matéria completa:

02/05/2026

SAÚDE: PODE SOBRECARREGAR O PESCOÇO E LEVAR A DORES CRÔNICAS USO PROLONGADO DO CELULAR

Uso prolongado do celular pode sobrecarregar o pescoço e levar a dores crônicas

A população brasileira é marcada pelo uso constante do smartphone, seja para o trabalho, comunicação ou entretenimento. Os dados mais recentes da PNAD Contínua TIC 2024 do IBGE mostram um avanço recorde no uso de celulares no Brasil. Em 2024, 88,9% da população com 10 anos ou mais possuía celular para uso pessoal. No entanto, esse hábito cultural tem impactado a saúde da coluna. O tempo prolongado de tela, associado à má postura, está provocando uma escalada nos casos de cervicalgia, como são chamadas as dores no pescoço, em faixas etárias cada vez mais jovens.

De acordo com Marcos Ferreira Junior, ortopedista especialista em cirurgia de coluna do Hospital Orizonti, a flexão do pescoço ao usar o celular é a principal responsável. “Nosso pescoço está preparado para suportar o peso da cabeça, que é de cerca de cinco quilos, em média. Quando o indivíduo inclina a cabeça em 60 graus para olhar o celular, a carga suportada pelo pescoço pode chegar a 30 kg. Essa sobrecarga exige um esforço enorme de toda a musculatura para estabilizar a cabeça, gerando dores no pescoço, ombros e costas”, explica o médico.

A longo prazo, essa sobrecarga pode causar a retificação da lordose cervical, quando o pescoço fica mais reto e rígido, acelerar a degeneração dos discos e articulações e, em pessoas com predisposição, precipitar o surgimento de hérnias de disco. Em casos extremos, a má postura contínua pode levar ao aumento da cifose, causando inclusive alterações estéticas.

Os primeiros sinais de que há um excesso de uso e sobrecarga são a dor e a sensação de rigidez, a dificuldade de movimentar ou esticar o pescoço. No entanto, o médico alerta que alguns sintomas indicam a necessidade de buscar ajuda especializada de forma mais imediata, como a dor constante que dure mais de uma semana ininterrupta ou dores muito fortes que não apresentam melhora com analgésicos comuns. Dores que se espalham para os membros superiores, como ombros e braços, e a presença de dormência, formigamento ou perda de força nas mãos e nos braços também servem de alerta para ir ao pronto atendimento.

Para evitar o surgimento ou o agravamento das dores, o especialista lista mudanças de hábitos essenciais:

  1. Atenção à postura: Ao usar o smartphone, levante os braços e mantenha o aparelho na altura dos olhos, evitando dobrar o pescoço para baixo.
  2. Pausas regulares: Limite o tempo de uso contínuo. Faça pausas de 30 a 60 minutos. Durante o intervalo, faça movimentos de “sim e não” com a cabeça e estique a musculatura (flexão e extensão do pescoço).
  3. Ergonomia no Home Office: Utilize cadeiras que permitam apoiar bem as costas e a cabeça. O uso de apoio para os braços é fundamental para não sobrecarregar a musculatura e ajudar a manter o celular na altura correta.
  4. Atividade física: Pratique exercícios físicos regularmente, com foco no alongamento e fortalecimento da musculatura da coluna e região cervical.
O ortopedista do Hospital Orizonti ressalta que o tratamento cirúrgico é uma rara exceção, indicado apenas para casos de compressão neurológica grave. Na maioria dos pacientes, o problema é resolvido com reabilitação física, por meio de fortalecimento, alongamento e prevenção.

26/04/2026

HIPERTENSÃO: DOENÇA PEDE MUDANÇA DE HÁBITOS

Silenciosa e hereditária, doença pede mudança de hábitos

O Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial, lembrado neste domingo 26, alerta para uma doença silenciosa e que, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), afeta não apenas pessoas adultas ou idosas, já que cada vez mais adolescentes e mesmo crianças têm apresentado alterações na pressão arterial.

O Ministério da Saúde define a hipertensão arterial, popularmente conhecida como pressão alta, como uma doença crônica caracterizada pelos níveis elevados da pressão sanguínea nas artérias.

“A pressão alta faz com que o coração tenha que exercer um esforço maior do que o normal para fazer com que o sangue seja distribuído corretamente no corpo”, detalhou a pasta, ao citar a hipertensão arterial como um dos principais fatores de risco para acidente vascular cerebral, enfarte, aneurisma arterial e insuficiência renal e cardíaca.

Ainda segundo a pasta, a hipertensão arterial é herdada dos pais em 90% dos casos, mas há diversos fatores que influenciam nos níveis de pressão arterial de cada indivíduo, incluindo:

  •  tabagismo;
  • consumo de bebidas alcoólicas;
  •  obesidade;
  • estresse;
  •  elevado consumo de sal;
  • níveis altos de colesterol;
  • sedentarismo.
12 por 8

Em setembro do ano passado, uma nova diretriz brasileira de manejo da pressão arterial passou a considerar a aferição 12 por 8 não mais como pressão normal, mas como indicador de pré-hipertensão.

O documento foi elaborado pela Sociedade Brasileira de Cardiologia, pela Sociedade Brasileira de Nefrologia e pela Sociedade Brasileira de Hipertensão.

De acordo com a diretriz, a reclassificação tem como objetivo identificar precocemente indivíduos em risco e incentivar intervenções mais proativas e não medicamentosas no intuito de prevenir a progressão do quadro de hipertensão dos pacientes.

Para que a aferição seja considerada pressão normal, portanto, ela precisa ser inferior a 12 por 8. Valores iguais ou superiores a 14 por 9 permanecem sendo considerados quadros de hipertensão em estágios 1, 2 e 3, a depender da aferição feita pelo profissional de saúde em consultório.
Sintomas

Os sintomas da hipertensão arterial costumam aparecer somente quando a pressão sobe muito, quadro que pode gerar dores no peito, dor de cabeça, tonturas, zumbido no ouvido, fraqueza, visão embaçada e sangramento nasal.
Diagnóstico

Medir a pressão regularmente, segundo o ministério, é a única maneira de diagnosticar a hipertensão arterial. A orientação é que pessoas acima de 20 anos meçam a pressão ao menos uma vez por ano.

“Se houver casos de pessoas com pressão alta na família, deve-se medir no mínimo duas vezes por ano”.
Tratamento

A pressão alta, de acordo com a pasta, não tem cura, mas tem tratamento e pode ser controlada.

“Somente o médico poderá determinar o melhor método para cada paciente”.

O Sistema Único de Saúde (SUS) fornece medicamentos indicados para o tratamento da hipertensão arterial, por meio de unidades básicas de saúde (UBS) e do programa Farmácia Popular. Para retirar os remédios, basta apresentar:

  • documento de identidade com foto;
  • CPF;
  •  receita médica dentro do prazo de validade, de 120 dias. A receita pode ser emitida tanto por um profissional do SUS quanto por um médico que atende em hospitais ou clínicas privadas.
Prevenção

Além do uso de medicamentos, o ministério classifica como imprescindível a adoção de um estilo de vida saudável, incluindo:

  • manter o peso adequado, se necessário, mudando hábitos alimentares;
  • não abusar do sal, utilizando outros temperos que ressaltam o sabor dos alimentos;
  •  praticar atividade física regular;
  •  aproveitar momentos de lazer;
  •  abandonar o fumo;
  •  moderar o consumo de álcool;
  •  evitar alimentos gordurosos;
  •  controlar o diabetes.
Agora RN

23/04/2026

MAIS TRÊS CASOS DE MPOX É REGISTRADO NO RN - PACIENTES ESTÃO EM ISOLAMENTO DOMICILIAR

RN registra três novos casos de Mpox; pacientes estão em isolamento domiciliar

Casos foram registrados em Natal e São Gonçalo do Amarante. Os pacientes apresentam quadro leve e seguem em isolamento domiciliar, com acompanhamento da rede de saúde.

A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) confirmou, nesta quinta-feira (23), três novos casos de Mpox no Rio Grande do Norte, registrados dentro da semana epidemiológica iniciada no dia 17. Os casos são considerados leves e os pacientes seguem em isolamento domiciliar, sob monitoramento das equipes de saúde.

Do total, dois casos foram identificados em Natal e um em São Gonçalo do Amarante, Região Metropolitana. Segundo a Sesap, todos recebem acompanhamento seguindo os protocolos estabelecidos para a doença.

O diagnóstico laboratorial é feito pelo Laboratório Central Dr. Almino Fernandes (Lacen-RN), referência estadual para vigilância da doença desde 2022. Já o monitoramento dos casos segue orientação técnica que prevê notificação imediata de suspeitas ao Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS).

Em casos que necessitem de internação, as unidades de referência no estado são o Hospital Giselda Trigueiro, em Natal, e o Hospital Rafael Fernandes, em Mossoró. A orientação é que pacientes com suspeita sejam isolados e tenham lesões protegidas, reduzindo o risco de transmissão.

18/04/2026

ALERTA: CUIDADO COM USO EXCESSIVO DE PARACETAMOL

Paracetamol é perigoso? Entenda os usos do remédio

O paracetamol é um dos medicamentos mais presentes na rotina das famílias. Ele costuma ser lembrado diante de febre, dor de cabeça, dor no corpo, sintomas de gripe e uma série de desconfortos comuns. Justamente por ser tão familiar, muita gente assume que ele não causa nenhum dano, e é aí que mora o problema.

Quando usado na dose correta, o paracetamol tem um histórico consolidado de eficácia e segurança. Mas o uso indiscriminado, a repetição sem orientação e a soma de diferentes produtos que também contêm paracetamol podem aumentar o risco de intoxicação e lesão no fígado. Entenda mais a seguir!

O que é o paracetamol?

O paracetamol, também chamado de acetaminofeno em alguns países, é um medicamento analgésico e antitérmico. Isso significa que ele é usado principalmente para aliviar dor e reduzir febre. Ele não é, porém, um anti-inflamatório clássico como alguns outros remédios bastante conhecidos.

Isso quer dizer que ele pode ajudar bastante em sintomas comuns do dia a dia, mas não resolve tudo. O papel do paracetamol é aliviar sintomas, não tratar diretamente a causa da febre ou da dor.

Para que serve o paracetamol?

Segundo bula aprovada pela Anvisa, ele é indicado para redução da febre e alívio temporário de dores leves a moderadas. Isso inclui situações como dor de cabeça, dor muscular, dor de dente, dor nas costas e dores associadas a gripes e resfriados.

Em outras palavras, ele serve para ajudar a pessoa a se sentir melhor enquanto o organismo se recupera ou enquanto a causa do sintoma é investigada. Isso vale tanto para adultos quanto para crianças, desde que a dose seja apropriada para a faixa etária e o peso.

Como o paracetamol age no corpo?

O paracetamol atua principalmente no sistema nervoso central, reduzindo a percepção da dor e ajudando a regular a temperatura corporal. Ele é muito usado justamente porque costuma ter boa tolerabilidade em doses corretas.

Mas um ponto importante diferencia esse medicamento de outros de uso frequente: o risco de dano ao fígado em caso de excesso. Ou seja, o fato de ser comum não significa que possa ser tomado sem critério.

Quando o paracetamol pode ser uma boa escolha?

Ele pode ser útil em situações em que a pessoa está com febre, dor leve a moderada ou sintomas associados a infecções virais comuns. Muitas vezes, é escolhido quando se busca alívio sintomático sem recorrer a anti-inflamatórios.

Ainda assim, funcionar para dor e febre não significa que ele seja o remédio ideal em toda situação. Em quadros persistentes, fortes ou acompanhados de sinais de alarme, é importante investigar a causa em vez de apenas repetir o medicamento.

Quais cuidados são importantes?

O principal cuidado é a dose. A Anvisa alerta que o uso indiscriminado pode levar a eventos adversos graves, inclusive hepatite medicamentosa e morte. A agência regulatória norte-americana, FDA, também reforça que tomar acetaminofeno em excesso pode causar overdose e lesão hepática severa.

Isso pode acontecer de forma mais fácil do que muita gente imagina. Às vezes, a pessoa toma paracetamol puro e, sem perceber, usa também um antigripal, um remédio para resfriado ou outro produto combinado que já contém a mesma substância. A soma dessas doses aumenta o risco. O FDA destaca que existem centenas de produtos contendo acetaminofeno.

Por que ele pode fazer mal ao fígado?

Em dose terapêutica, o paracetamol costuma ser seguro. Em dose excessiva, porém, ele pode causar necrose hepática e, em casos graves, falência hepática. Essa toxicidade é dose-dependente e pode ser grave mesmo quando a pessoa inicialmente não sente nada muito alarmante.

Esse é um ponto traiçoeiro: os sintomas de superdose podem não aparecer de imediato. Náusea, vômito, dor abdominal, confusão e icterícia podem surgir depois, e em alguns casos o quadro evolui ao longo de dias.

Quem precisa de atenção especial?

Pessoas com doença hepática, uso excessivo de álcool, idosos e quem usa múltiplos medicamentos devem ter cuidado redobrado. Crianças também exigem atenção estrita à dose correta, o que motivou alertas específicos da Anvisa sobre administração em bebês e crianças.

Além disso, qualquer pessoa que já usa mais de um remédio para sintomas gripais ou dor precisa conferir a composição dos produtos para evitar duplicidade sem perceber.

Quando procurar ajuda?

Vale procurar orientação se a febre persiste, se a dor é forte, se há necessidade de tomar o medicamento repetidamente por vários dias ou se houver suspeita de dose maior do que a recomendada. Em caso de overdose, a busca por atendimento deve ser imediata, mesmo que ainda não existam sintomas importantes.

Veja mais:

Perguntas frequentes sobre paracetamol
1. Paracetamol serve para febre?

Sim. Ele é indicado para redução da febre.

2. Paracetamol serve para dor?

Sim, para dores leves a moderadas.

3. Pode tomar todo dia?

Sem orientação, não é o ideal. Repetir uso contínuo exige avaliação.

4. Ele faz mal ao fígado?

Pode fazer, especialmente em doses excessivas.

5. Posso misturar com outros antigripais?

Só com atenção à composição, porque muitos já contêm paracetamol.

6. Criança pode usar?

Pode, mas com dose correta para idade e peso.

7. O que fazer em caso de superdose?

Procurar atendimento imediatamente.

IG

16/04/2026

SESAP/RN APONTA QUE QUASE 47 MIL PESSOAS AGUARDAM CIRURGIAS NO SUS

Quase 47 mil pessoas aguardam cirurgias no SUS no RN, aponta Sesap

Atualmente, 46.930 pessoas aguardam por uma cirurgia no Sistema Único de Saúde (SUS) no Rio Grande do Norte, segundo dados do portal Regula Cirurgia, da Secretaria de Estado da Saúde Pública do RN. O número foi verificado em consulta realizada às 12h desta quinta-feira 16.

O tratamento cirúrgico de varizes lidera a demanda por procedimentos no RN, com 3.296 pessoas aguardando na fila. Em seguida aparece a colecistectomia (cirurgia para retirada da vesícula biliar) com 2.808 pacientes à espera. Já a histeroscopia, exame utilizado para avaliar o interior do útero, ocupa a terceira posição, com 2.149 solicitações registradas.

Entre os municípios com maior demanda por cirurgias, Natal lidera com 8.861 pessoas na fila, seguida por Parnamirim, com 2.174, e Macaíba, que soma 1.880 pacientes aguardando. Na sequência aparecem Mossoró (1.549) e Ceará-Mirim (1.372). Também registram números elevados São José de Mipibu (967), Currais Novos (908) e Extremoz (805). Em seguida estão São Gonçalo do Amarante (790), Santa Cruz (750), Goianinha (741), Macau (733) e Nova Cruz (710). Com menores volumes na lista aparecem João Câmara (652) e Santo Antônio (642).

A Sesap informou ao O Correio de Hoje que não é possível precisar o tempo de espera na fila por cirurgias, já que cada tipo de procedimento possui características e demandas específicas.

Março foi o mês que o RN mais realizou cirurgias em 2026, com 7.893 regulados. Desde a criação do sistema Regula Cirurgia foram contabilizados 135.528 procedimentos. As unidades de saúde que mais recebem pacientes para a realização de cirurgias do estado são: Hospital Saúde de Todos (15 mil vagas), Hospital Lindolfo Gomes (15 mil vagas) e Hospital Regional de João Câmara (13 mil).

Sobre a fila de espera, o Governo do Estado destacou as ações que já foram realizadas para amenizar a situação. Disse ainda que, em sete anos, as unidades próprias de saúde foram reestruturadas por investimentos do Governo do Estado e realizaram 76.530 cirurgias.

O Estado afirmou ainda que a razão do aumento exponencial de procedimentos se deu pelo investimento na interiorização da saúde, através da expansão de serviços, com a realização de eletivas ortopédicas fora da Região Metropolitana. A administração disse que, no caso das eletivas ortopédicas — pela primeira vez na história — o interior passou a contar com os procedimentos com a instalação dos serviços nos hospitais regionais de Assú, Mossoró e Pau dos Ferros.

11/04/2026

ALERTA: RISCOS A SAÚDE AUMENTAM COM USO DE ANTI-INFLAMATÓRIOS SEM RECEITA

Uso de anti-inflamatórios sem receita aumenta riscos à saúde

Ao sentir dor nas costas, dor de cabeça ou muscular, a reação é automática: tomar um remédio. Muitas vezes, o fármaco em questão é um anti-inflamatório -que até alivia o incômodo, mas não sem risco. Esse hábito aparentemente banal pode ser prejudicial, especialmente para rins e coração.

A automedicação é muito comum no país. Segundo pesquisa de 2024 do ICTQ (Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade), cerca de 9 em cada 10 brasileiros tomam medicamentos por conta própria. Uma fatia significativa desses remédios pertence ao grupo dos AINEs (anti-inflamatórios não esteroides), como ibuprofeno, diclofenaco e naproxeno.

TRÍADE PERIGOSA E INTERAÇÕES 

O risco pode ser ainda maior quando anti-inflamatórios são usados com certos medicamentos, algo comum entre pacientes hipertensos ou cardíacos. A chamada “tríade perigosa” envolve anti-inflamatórios, diuréticos e remédios para pressão, como os inibidores da ECA (enzima conversora de angiotensina) ou bloqueadores do receptor de angiotensina.

Cada um desses fármacos interfere em uma parte do sistema que regula a filtração do sangue pelos rins. Quando usados juntos, podem reduzir drasticamente a pressão necessária para que os órgãos funcionem, de modo que eles simplesmente param de filtrar o sangue de forma adequada.

Outras combinações também podem afetar os rins, como AINEs com inibidores de SGLT2 (dapagliflozina, empagliflozina, canagliflozina), medicamentos utilizados para diabetes, insuficiência cardíaca e doença renal crônica; com lítio, usado para tratar e prevenir episódios de mania e depressão no transtorno bipolar; e com ciclosporina, indicado para tratar doenças autoimunes e inflamatórias graves, como psoríase, dermatite atópica, artrite reumatoide, síndrome nefrótica e uveíte.

A combinação também pode diminuir o efeito das medicações anti-hipertensivas, o que afeta o tratamento de quem tem pressão alta. Os AINEs podem ainda potencializar os efeitos de anticoagulantes e antiagregantes plaquetários, elevando o risco de sangramentos e hemorragia.

O QUE ACONTECE NOS RINS

Os rins atuam como um sistema contínuo de filtração do sangue, funcionando 24 horas por dia. Para realizar esse trabalho, eles necessitam de uma pressão interna adequada.

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