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10/05/2026

PREJUÍZO DE R$ 34 MILHÕES FOI QUANTO AMARGOU A MAGAZINE LUIZA NO TRIMESTRE

Magazine Luiza fecha trimestre com prejuízo de R$ 34 milhões

O Magazine Luiza informou nesta quinta-feira (7) que encerrou o primeiro trimestre de 2026 com prejuízo líquido ajustado de R$ 34 milhões. No mesmo período do ano passado, a companhia havia registrado lucro de R$ 11,2 milhões.
A varejista também divulgou queda no Ebitda ajustado, que ficou em R$ 718 milhões. O valor representa recuo de 5,4% em comparação com o primeiro trimestre de 2025.

Segundo a empresa, o desempenho das lojas físicas, a melhora na margem bruta de mercadorias e os resultados da Luizacred ajudaram a sustentar parte do balanço financeiro.

A receita líquida da companhia somou R$ 9,2 bilhões nos três primeiros meses do ano. O resultado foi 2% menor do que o registrado no mesmo período de 2025.

Já as vendas totais, que incluem lojas físicas, e-commerce com estoque próprio e marketplace, chegaram a R$ 15,2 bilhões. O número representa queda de 5,6% na comparação anual.

Em relação ao desempenho por segmento, as lojas físicas cresceram 7%. Por outro lado, as vendas no comércio eletrônico caíram 11%, enquanto o marketplace teve retração de 14,3%.

MUNICÍPIOS DO RN PODEM TER IMPACTO NEGATIVO DE R$ 811 MILHÕES COM FIM DA ESCALA 6X1

Fim da escala 6x1 pode custar até R$ 811 milhões aos municípios do RN

Estudo da Confederação Nacional dos Municípios (CNM) sobre o impacto da redução da jornada de trabalho no país aponta que, no Rio Grande do Norte, o mais alto custo financeiro para os municípios pode chegar R$ 811 milhões, caso ocorra a aprovação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) nº 8/2025 no Congresso Nacional.

Na hipótese dessa proposta ser aprovada, também exigirá uma reposição de 15.222 vagas no mercado de trabalho do Rio Grande do Norte.

Dentre as quatro principais propostas que reduzem a carga de trabalho em tramitação legislativa, a PEC 8/2025 de autoria da deputada federal Erika Hilton (PSOL/SP) é a terceira apresentada na Câmara dos Deputados.

Segundo o estudo da CNM, a referida proposta altera a jornada de trabalho de 44 para 36 horas, postulando que a jornada diária não será superior a 8 horas por dia (ou uma jornada de 4 dias por semana), com efeito imediato 360 dias após a promulgação. Essa PEC explicita a alteração da jornada atual, limitada a 6x1 (seis dias de trabalho e um dia de descanso remunerado) para 4x3.

Outras duas propostas que aguardam deliberação no Congresso Nacional, geram impactos semelhantes no mercado de trabalho e no custo financeiro para os municípios, indica o relatório da CNM.

No caso da PEC 148/2015, o impacto financeiro é de R$ 779,28 milhões, com possibilidade de uma reposição de 14.624 contratações. Já a PEC 221/2019 gera um impacto financeiro de R$ 779,22 milhões e reposição de 14.623 contratos trabalhistas.

A PEC nº 148, de 2015, de autoria do Senador Paulo Paim (PT/RS), reduz a jornada de trabalho de 44 para 36 horas de forma gradual. Na primeira fase, há uma redução para 40 horas, seguida por reduções de uma hora por ano até que se chegue às 36 horas.

Já a a PEC nº 221 de 2019, do deputado Reginaldo Lopes (PT/MG), estipula jornada máxima em 8 horas diárias ou 36 horas por semana. Essa proposta se difere da anterior ao determinar que a mudança passará a valer 10 anos após a publicação da lei, e não estabelece como será a transição neste período de tempo, deixando o ajustamento no referido período de tempo para a iniciativa privada e o setor público.

Baixo impacto

Com impacto pouco significante para os municípios potiguares, o Projeto de Lei 1.838 enviado em abril pelo governo Lula à votação no Congresso Nacional, pode gerar um impacto financeiro de apenas R$ 75.171 e uma reposição de somente dois contratos, conforme o estudo elaborado pela CNM.

O PL 1.838/2026 estipula a duração do trabalho em, no máximo, 8 horas diárias e 40 horas semanais. Essa proposta se difere das demais por reduzir a jornada para um limite de 40 horas, e não 36 horas, definindo a mudança da formatação da jornada de 6x1 para 5x2.

O relatório da CNM destaca como importante a diferença entre o Projeto de Lei e as Propostas de Emenda a Constituição (PECs). O referido PL acarretará mudanças sobre a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), ao passo que a PEC, seja qual for, altera a Constituição Federal, em seu art. 7º, XIII, que estabelece o limite máximo da jornada de trabalho. Uma vez que o art. 7º, XIII se aplica aos servidores públicos, é certo que a PEC abarcará também a redução de carga horária no poder público.

Já para o PL, a redução é menos acentuada, por considerar dentro da administração municipal só os vínculos diretamente ligados com a CLT.

Dentro da administração pública, segundo a CNM, a alteração da jornada de trabalho terá os maiores reflexos nos Entes locais, uma vez que atualmente 60% do funcionalismo público do país se encontra nos Municípios. Diferentemente do setor privado, a gestão pública local lida com uma estrutura rígida: 63% dos servidores municipais são estatutários, ou seja, regidos por Regime Jurídico Único. Essa predominância estatutária limita a flexibilidade da gestão em ajustes contratuais e impõe maiores desafios.

Tramitação

O projeto do governo, que acaba com a escala de trabalho 6x1 (seis dias de trabalho para um de descanso) foi enviado em abril com urgência constitucional -o que obriga Câmara e Senado a apreciarem o texto em até 45 dias cada.

A proposta prevê a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, com escala 5x2 e sem redução salarial. O texto traz regras específicas para categorias como domésticos, comerciários e atletas profissionais.

Outros três textos propõem redução da jornada até 36 horas por semana. Segundo os cálculos da confederação, as PECs têm um impacto muito mais expressivo para os cofres municipais, por afetarem todas as ocupações, independentemente do vínculo.

Atualmente, tramita na Câmara a PEC de Reginaldo Lopes, à qual o texto de Erika Hilton foi apensado. A proposta está sendo discutida em comissão especial, e o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), quer votar o texto até 27 de maio.

Já a PEC de Paim foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado em dezembro, mas ainda não foi pautada em plenário.

Cálculos

Dentre as três, a de maior impacto, de R$ 48,4 bilhões, com necessidade de contratação de 770.279 servidores, é da deputada Erika Hilton (PSOL-SP).

A PEC do senador Paulo Paim tem um impacto estimado em R$ 46,4 bilhões, com reposição de 738.346 servidores, enquanto a do deputado Reginaldo Lopes teria impacto de R$ 46,38 bilhões, com necessidade de contratação de 737.413 servidores.

O presidente a CNM, Paulo Ziulkoski, estima que os impactos das PECs podem ser maior que a calculada pela entidade por causa dos terceirizados: ““Porque hoje tem, por exemplo, se pegar só o recolhimento de lixo, quantos garis tem nessas empresas cooperativas que estão prestando serviço pras prefeituras pra recolher o lixo? Isso tudo é empregado que vai ser beneficiado caso mude a lei”, diz. “E aí, a empresa tem de se reformular toda pra atender o mesmo serviço que está atendendo.”

RIO GRANDE DO NORTE

Impacto da redução da jornada de trabalho para os municípios

PEC 148/2015
Financeiro – R$ 779.279.374
Reposição contratual – 14.624

PEC 221/2019
Financeiro – R$ 779.221.738
Reposição contratual – 14.623

PEC 8/2025
Financeiro – R$ 811.141.813
Reposição contratual – 15.222

PL 1838/2026
Financeiro – R$ 75.171
Reposição contratual – 2

Fonte – CNM

04/05/2026

INADIMPLÊNCIA PRECOCE: ACESSO A CRÉDITO DOBRA ENTRE JOVENS E ACENDE ALERTA

Acesso a crédito dobra entre jovens e acende alerta sobre inadimplência precoce

No extrato bancário, o roteiro se repete: o salário cai, a fatura é paga, o limite é liberado e, em poucas horas, o dinheiro some de novo. Para uma geração que estreia no sistema financeiro com um cartão de crédito antes mesmo de ter renda estável, a promessa de independência virou uma espécie de armadilha silenciosa. O que começou como autonomia, sem precisar pedir autorização aos pais, tem se transformado em um ciclo silencioso de dependência: paga-se a dívida para poder voltar a gastar.

Danielly de Fátima, Everyn Rodrigues e Nathalia Ruhana conhecem, cada um à sua maneira, esse roteiro. Com poucos cliques, tiveram acesso a limites, parcelamentos e até empréstimos antes de conquistar estabilidade financeira. O que apareceu primeiro como autonomia virou, para muitos, uma espécie de teto de vidro: trava planos como financiar uma casa, comprar um carro ou simplesmente reorganizar a vida.

— Hoje estou no looping do cartão: você paga e fica sem dinheiro; paga e fica sem dinheiro de novo — resume Danielly, de 28 anos, estudante de Ciências Sociais.

Dados do Banco Central (BC) mostram que o número de jovens com acesso ao crédito dobrou em oito anos, passando de 13,7 milhões em 2016 para 27,6 milhões em 2024 — números mais recentes disponíveis. Pelo critério do BC, jovens são pessoas de 15 a 29 anos de idade. O avanço foi puxado sobretudo pela população de menor renda: cerca de 70% desses jovens ganham até dois salários mínimos.

CUSTO DE VIDA NO NORDESTE É O MAIOR DO PAÍS

Nordeste tem alta maior no custo de vida do que o restante do país

Preços de itens essenciais como alimentação, aluguel, gasolina e gás de cozinha subiram mais nas principais cidades da região Nordeste que no restante do Brasil.

Das dez capitais do país com as maiores altas na cesta básica, seis são nordestinas. Como o Nordeste tem a menor renda domiciliar per capita do país, o impacto é ainda maior e se soma ao alto endividamento das famílias que o presidente Lula promete atacar com o novo programa de renegociação de dívidas que lança amanhã.

O petista, que disputa a reeleição em outubro, tem perdido aprovação no Nordeste, um importante reduto eleitoral do PT, segundo as pesquisas.

Resumo PB / O Globo

24/04/2026

SEGUNDO O BANCO CENTRAL CHEGA A US$ 394,1 BILHÕES A DÍVIDA EXTERNA DO BRASIL

Dívida externa do Brasil chega a US$ 394,1 bilhões em março, diz BC

O Banco Central (BC) estimou a dívida externa bruta do Brasil em US$ 394,1 bilhões em março de 2026, conforme dados das estatísticas do setor externo divulgadas pela instituição nesta sexta-feira, 24.

O valor corresponde ao total de obrigações do país com credores no exterior, incluindo compromissos do setor público e privado.

Dívida externa cresce com base em dados do BC

A estimativa integra o conjunto de informações sobre a posição externa brasileira, que reúne indicadores de fluxo e de estoque das relações financeiras com o exterior.

Diferentemente do balanço de pagamentos, que mensura entradas e saídas de recursos em determinado período, a dívida externa reflete o volume total acumulado de compromissos financeiros.

Indicador mostra exposição ao exterior

O indicador é utilizado para avaliar o grau de exposição da economia brasileira ao financiamento externo e a capacidade de pagamento do país.

A dívida externa bruta inclui empréstimos, títulos e outras obrigações financeiras mantidas por residentes no Brasil com credores estrangeiros.

Dados do setor externo do BC

No mesmo relatório, o BC informou que o déficit em transações correntes somou US$ 6 bilhões em março.

Em 12 meses, o saldo negativo chegou a US$ 64,3 bilhões, o equivalente a 2,71% do Produto Interno Bruto (PIB).


A balança comercial registrou superávit de US$ 5,6 bilhões no mês, com exportações de US$ 31,7 bilhões e importações de US$ 26,1 bilhões.

Serviços, renda e juros

O déficit na conta de serviços atingiu US$ 4,8 bilhões em março. Já o déficit em renda primária somou US$ 7,4 bilhões, com destaque para despesas líquidas com juros de US$ 2,6 bilhões.

As despesas com lucros e dividendos chegaram a US$ 4,8 bilhões no período.

Os investimentos diretos no país totalizaram US$ 6 bilhões em março. No acumulado de 12 meses, os ingressos somaram US$ 75,7 bilhões, equivalentes a 3,18% do PIB.

Já os investimentos em carteira registraram saída líquida de US$ 2,9 bilhões no mês.

Reservas internacionais

As reservas internacionais somaram US$ 362 bilhões em março, com queda de US$ 9,1 bilhões em relação ao mês anterior.

A redução ocorreu principalmente por variação cambial, preços de ativos e vendas no mercado à vista.

revistaoeste

12/04/2026

RANKING DO PIB DAS CIDADES DO RN TOP 10 - CEARÁ MIRIM ESTÁ FORA

Quatro cidades concentram metade do PIB do RN, aponta IBGE

Quatro cidades do Rio Grande do Norte concentraram mais de metade de toda a riqueza produzida no estado em 2023, segundo dados do Produto Interno Bruto (PIB) dos Municípios divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Juntas, Natal, Mossoró, Parnamirim e São Gonçalo do Amarante responderam por 50,8% do PIB potiguar no período. Ao todo, o PIB do Rio Grande do Norte bateu recorde e fechou 2023 em R$ 101,7 bilhões.

Natal foi o município potiguar que mais ampliou participação no Produto Interno Bruto (PIB) do Rio Grande do Norte entre 2022 e 2023. A capital passou a responder por 30,63% da riqueza produzida no estado, com um PIB calculado em R$ 31,162 bilhões.

O avanço representa um ganho de 1,32 ponto percentual em relação a 2022, quando a participação era de 29,31%, o maior crescimento proporcional registrado no período entre os municípios potiguares. Na sequência aparecem Lajes, Caiçara do Rio do Vento, Pedro Avelino e Macaíba, todos com ganhos menores.

Na outra ponta, Parnamirim teve a maior perda de participação no PIB estadual, com queda de 0,50 ponto percentual. Também registraram retração Guamaré, Serra do Mel, Macau, Areia Branca e Mossoró.

Com os novos dados, houve mudanças no ranking das maiores economias do estado. São Gonçalo do Amarante assumiu a quarta posição, ultrapassando Guamaré, enquanto Macaíba passou à sexta colocação, trocando de lugar com Açu. Macau deixou a lista dos dez maiores PIBs do RN. Juntos, os cinco municípios com maior participação concentraram 53,3% da economia estadual em 2023.

Top 10 - PIB dos municípios do RN

1º Natal

2º Mossoró

3º Parnamirim

4º São Gonçalo

5º Guamaré

6º Macaíba

7º Açu

8º Caicó

9º João Câmara

10º São José de Mipibu

No País, Natal ficou com 44º maior PIB em 2023. No ranking da Região Nordeste, a capital potiguar figurou no 6º lugar e Parnamirim no 30º. O RN também teve dois municípios na lista de menores PIB’s do Nordeste, com Viçosa na 5ª posição e João Dias na 12ª.

PIB per capita

Em 2023, cinco municípios potiguares ficaram com PIB per capita maiores que R$ 100 mil e encabeçaram o ranking dos maiores valores. Foram eles: Guamaré, com R$ 168.808,24; Caiçara do Rio do Vento, com R$ 145.099,23; São Bento do Norte, com R$ 119.507,48; Parazinho, com R$ 109.346,87; e Bodó, com R$ 104.148,52.

Já os menores montantes estavam nos municípios de Rafael Fernandes, com R$ 11.389,04, Espírito Santo, com R$ 11.928,61 e Januário Cicco, com R$ 11.980,50. Entre os municípios mais populosos, o PIB per capita ficou em R$ 41.477,50 em Natal, R$ 39.019,51 em Mossoró e R$ 30.107,02 em Parnamirim.

Para o cálculo do PIB per capita dos municípios, o IBGE utilizou dados populacionais da Relação da População dos Municípios enviada ao Tribunal de Contas da União (TCU) em 2023.

TN

31/03/2026

DANOU-SE: ATINGE QUASE 60% AO ANO JURO DO CONSIGNADO PRIVADO

Juro do consignado privado atinge quase 60% ao ano

Dados do Banco Central (BC) mostram que a taxa média de juros do consignado privado chegou a 60% ao ano em fevereiro.

O patamar representa o recorde da série. A taxa subiu 2 pontos porcentuais (p.p.) no mês e acumula alta de 18,5 pontos em 12 meses. O nível supera o observado antes da ampliação do consignado para trabalhadores com carteira assinada. Na época, a média girava em torno de 40% ao ano.

O chefe do departamento de Estatísticas do BC, Fernando Rocha, obsserva que, “nessa linha específica, se olhar abril de 2025 para fevereiro de 2026, temos mais um cenário de novo patamar da taxa de juros do que uma trajetória de crescimento”.
Crédito recua e rotativo amplia pressão sobre juros

As concessões de crédito consignado para trabalhadores CLT caíram em fevereiro. O volume liberado somou R$ 7,15 bilhões. Em janeiro, o montante alcançou R$ 9,22 bilhões. A retração mensal foi de 22%. O resultado considera que fevereiro teve menos dias úteis.





O aumento dos juros também acompanha o avanço do rotativo do cartão de crédito. A taxa média dessa modalidade chegou a 436% ao ano em fevereiro. O indicador subiu 11,4 pontos porcentuais no mês. O rotativo atinge cerca de 40 milhões de clientes no país.

O presidente do BC, Gabriel Galípolo, afirmou na semana passada que essas taxas são “punitivas”. Ele defendeu debate estrutural para criação de alternativas mais adequadas ao crédito.
Endividamento avança e renda fica mais comprometida

O comprometimento de renda das famílias atingiu 29% em janeiro. O indicador subiu 0,1 p.p. no mês. O nível representa o maior da série histórica iniciada em 2011.

O endividamento das famílias ficou em 50% em janeiro. O dado permaneceu estável no mês. Na comparação em 12 meses, houve avanço de 1,1 p.p.

O Banco Central também registrou atraso superior a 90 dias em parte dessas dívidas.

A alta dos juros ocorre em meio a preocupação no governo de Luiz Inácio Lula da Silva. O cenário envolve impacto do custo do crédito sobre o endividamento das famílias.

revistaoeste

24/03/2026

DISPARADA NO PREÇO DO DIESEL PODE AFETAR MESAS DOS BRASILEIROS

Diesel sobe forte e pode encarecer produtos em todo o Brasil

O preço do diesel disparou nas distribuidoras no início de março e já pressiona o custo do transporte no país. A alta foi registrada em todas as regiões, com aumentos mais intensos no Nordeste.

Com isso, há risco de encarecimento de produtos e serviços, já que o transporte rodoviário é a principal forma de distribuição no Brasil.

O problema vai além do combustível e atinge toda a cadeia produtiva. O aumento do petróleo elevou custos de frete, fertilizantes e seguros logísticos, além de gerar incertezas sobre exportações. A ureia, por exemplo, teve salto expressivo de preço, impactando o planejamento das próximas safras e pressionando ainda mais as margens dos produtores.

Apesar de medidas do governo, como subsídios e desoneração de tributos, o setor avalia que os efeitos são limitados diante da volatilidade internacional. O agronegócio já enfrenta juros altos e endividamento, e o conflito externo agrava um cenário considerado delicado por entidades representativas.

Em diversas regiões, há relatos de racionamento, aumento abusivo de preços e até decretação de emergência por municípios. Com máquinas no campo e prazos agrícolas rígidos, produtores temem perdas e veem o cenário como uma “tempestade perfeita”, que pode impactar desde a produção até o preço final dos alimentos.

19/03/2026

QUEIRA DEUS QUE NÃO SEJA 'EXITOSO' IGUAL O QUE SAIU

Lula confirma Dario Durigan como novo ministro da Fazenda na vaga de Haddad

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), confirmou nesta quinta-feira (19) que o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, assumirá o comando da pasta no lugar de Fernando Haddad, que deixa o cargo para disputar o governo de São Paulo nas eleições deste ano. O anúncio ocorreu durante a abertura da 17ª Caravana Federativa, em São Paulo.

Lula fez a declaração enquanto lia a chamada 'nominata', a lista de autoridades presentes ao evento. Ao mencionar Durigan, o presidente pediu que ele se levantasse para ser apresentado ao público e oficializou que ele será o sucessor de Haddad na equipe econômica.

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), confirmou nesta quinta-feira (19) que o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, assumirá o comando da pasta no lugar de Fernando Haddad, que deixa o cargo para disputar o governo de São Paulo nas eleições deste ano. O anúncio ocorreu durante a abertura da 17ª Caravana Federativa, em São Paulo.

Lula fez a declaração enquanto lia a chamada 'nominata', a lista de autoridades presentes ao evento. Ao mencionar Durigan, o presidente pediu que ele se levantasse para ser apresentado ao público e oficializou que ele será o sucessor de Haddad na equipe econômica.

Quero cumprimentar o companheiro Dario Durigan. Dario, levanta aí. Levanta para as pessoas conhecerem o Dario. Ele será o substituto do Haddad no Ministério da Fazenda, a partir do anúncio do Haddad (sobre a pré-candidatura ao Palácio dos Bandeirantes). Então, pode olhar para a cara dele, que é dele que vocês vão cobrar muitas coisas

Ao citar o futuro ministro, Lula indicou que a mudança deve ocorrer quando Haddad formalizar a pré-candidatura ao governo de São Paulo. O atual titular da Fazenda é tratado pelo presidente como pré-candidato ao Palácio dos Bandeirantes nas eleições deste ano.

Durigan é apresentado como sucessor na Fazenda

Dario Durigan ocupa o cargo de secretário-executivo do Ministério da Fazenda, atual número dois do ministério comandado por Fernando Haddad. Ele integra a equipe econômica desde o início da gestão e acompanha as principais iniciativas da pasta.

Lula lê 'nominata' e fala em fim de mandatos

Durante a abertura da cerimônia, Lula decidiu citar nominalmente os ministros e autoridades presentes. O primeiro a ser mencionado foi o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, seguido pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e por outros integrantes do primeiro escalão.

Ao todo, o presidente nominou 14 ministros, além de parlamentares e representantes de outros Poderes. Ele justificou o gesto como uma forma de agradecer o apoio recebido ao longo do mandato.

Eu vou ler a nominata toda hoje, que eu não costumo ler, pra agradecer, porque estamos chegando no final do mandato de muita gente. E é importante agradecer o trabalho que muitos deputados fizeram para que a gente pudesse chegar até onde nós chegamos aqui

Com informações do Estadão Conteúdo

15/03/2026

LASCOU: O MÉDIO E O PEQUENO, OU DEMITE, OU QUEBRA!

Ministro do Trabalho e Emprego diz que empresas não terão compensação financeira com fim da escala 6×1

O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, afirmou que o governo federal não pretende conceder compensação financeira às empresas caso haja redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6×1.

“Não vejo, no caso da jornada de trabalho, que caiba qualquer tipo de compensação financeira”, disse. A declaração foi feita nesta sexta-feira (13), durante reunião com representantes do setor de serviços na sede do Sescon (Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis). Empresários pediram algum tipo de desoneração para amenizar os custos da mudança.

O Congresso discute uma PEC da redução da jornada de trabalho no Brasil que prevê diminuir a carga semanal de 44 para 36 horas. O governo, porém, defende uma redução inicial para 40 horas semanais, deixando a possibilidade de 36 horas para o futuro.

Segundo Marinho, não há viabilidade para a mudança direta para 36 horas em 2026. A proposta do governo prevê duas folgas semanais, com definição dos dias por negociação coletiva.

Custos e impactos

Estudos apresentados por entidades empresariais apontam aumento de custos e possíveis impactos na economia. Levantamento do FGV Ibre indica que reduzir a jornada para 36 horas sem corte salarial poderia elevar o custo do trabalho e resultar na perda de cerca de 638 mil empregos formais, além de impacto negativo de 0,7% no PIB.

O ministro, porém, argumenta que a redução da jornada pode gerar ganhos de produtividade, melhorar o ambiente de trabalho e reduzir afastamentos por doença ou acidentes.

Marinho também disse não ver problema em votar a proposta em ano eleitoral. Segundo ele, a pauta está sendo conduzida pelo Congresso e atende a uma demanda de trabalhadores por jornadas menores.

11/03/2026

RANKING GLOBAL DE BILIONÁRIOS É DIVULGADA PELA FORBES E APONTA OS BRASILEIROS MAIS RICOS DE 2026

Forbes divulga ranking global de bilionários e aponta os brasileiros mais ricos de 2026

A revista Forbes divulgou nesta terça-feira (10) a atualização do ranking mundial de bilionários, que reúne as maiores fortunas do planeta. No levantamento mais recente, 70 brasileiros aparecem na lista global, com destaque para o empresário Eduardo Saverin, que mantém a liderança entre os mais ricos do país pelo terceiro ano consecutivo.

Aos 43 anos, o cofundador do Facebook ocupa a 59ª posição no ranking mundial, com patrimônio estimado em US$ 35,9 bilhões. Saverin criou a rede social em 2004 ao lado do colega de universidade Mark Zuckerberg. Atualmente, ele atua principalmente como investidor de capital de risco e concentra grande parte de sua riqueza em sua participação na Meta, empresa controladora do Facebook.

Além disso, ele é cofundador da B Capital, fundo de investimentos criado em 2015 em parceria com Raj Ganguly. A empresa administra mais de US$ 7 bilhões em ativos e tem direcionado recursos para startups de tecnologia em estágio inicial.

Logo atrás no ranking dos brasileiros aparece André Esteves, presidente do banco de investimentos BTG Pactual. O banqueiro ocupa a 131ª posição global, com uma fortuna estimada em US$ 20,2 bilhões.

Na sequência surge Jorge Paulo Lemann e família, na 137ª colocação, com patrimônio avaliado em US$ 19,8 bilhões. Lemann é um dos fundadores da 3G Capital, grupo conhecido por investimentos em empresas como a gigante de bebidas Anheuser-Busch InBev e a Restaurant Brands International, responsável por marcas como Burger King e Tim Hortons.

O ranking também inclui membros da tradicional família Moreira Salles. Fernando Roberto Moreira Salles aparece na 346ª posição, com fortuna estimada em US$ 9,9 bilhões. Seu irmão, Pedro Moreira Salles, surge logo depois, na 383ª colocação. Ambos são acionistas do Itaú Unibanco e participam do controle da Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM), líder mundial na produção de nióbio.

Completam a lista dos dez brasileiros mais ricos do mundo:
  • Jorge Moll Filho – US$ 7,5 bilhões (509º lugar), fundador da Rede D’Or
  • Max Van Hoegaerden Herrmann Telles – US$ 7,4 bilhões (520º), ligado ao grupo 3G Capital
  • Carlos Alberto Sicupira – US$ 6,9 bilhões (588º), sócio da 3G Capital
  • Miguel Krigsner – US$ 6,8 bilhões (595º), fundador do Grupo Boticário
  • Alex Behring – US$ 5,8 bilhões (720º), também associado à 3G Capital
O levantamento anual da Forbes considera participações empresariais, investimentos e outros ativos financeiros para estimar o patrimônio dos bilionários ao redor do mundo. A lista completa reúne milhares de nomes e serve como referência para acompanhar as mudanças no cenário global de riqueza e negócios.


06/03/2026

NA REGIÃO NORDESTE O RN TEM A MAIOR DÍVIDA MÉDIA DAS EMPRESAS

Dívida média das empresas do RN é a maior da região Nordeste

Em 2025, 96.133 empresas no Rio Grande do Norte encerraram dezembro inadimplentes, de acordo com dados divulgados pela Serasa Experian. O levantamento aponta que cada empresa potiguar inadimplente possuía, em média, 6,7 contas negativadas. A dívida média por CNPJ foi de R$ 22.575,93, valor mais alto entre todos os estados do Nordeste.

Na região, a unidade federativa campeã em quantidade de empresas inadimplentes é a Bahia (386.175), com dívida média por CNPJ de R$ 17.027,58. A Paraíba, que registrou 104.664 empresas em situação de inadimplência, possui o segundo maior valor médio de endividamento por CNPJ (R$ 21.097,93).

O economista Janduir Nóbrega explica que dentre as causas para o cenário estão fatores como ausência de planejamento adequado e incapacidade das empresas em quitar as dívidas. “As empresas melhor conduzidas tendem a sofrer menos com a inadimplência, porque a situação é semelhante ao consumidor que não se programou para honrar compromissos e tornou-se incapaz de cumpri-lo”, explica.

Camila Abdelmalack, economista-chefe da Serasa Experian, avalia que os números têm relação direta com um ambiente econômico ainda desafiador.

“O ano de 2025 foi marcado por condições de crédito mais restritivas e custos financeiros elevados, o que reduziu a capacidade de muitas empresas de alongar dívidas e recompor capital de giro. O resultado é um aumento consistente da inadimplência ao longo dos meses, culminando em novo recorde histórico no encerramento do ano em todo o País”, afirma.

Clique no link abaixo e veja a matéria completa:

https://tribunadonorte.com.br/economia/empresas-inadimplentes-no-rn-tem-maior-valor-de-divida-media-por-cnpj-do-nordeste/

26/02/2026

O DRAMA DOS CLIENTES DO WILL BANK

‘O dinheiro está todo sequestrado’: o drama de clientes do Will Bank após a liquidação pelo BC

O efeito cascata da liquidação extrajudicial do Banco Master parece não ter fim. Entre corretoras, gestoras de recursos e outros bancos ligados ao grupo de Daniel Vorcaro, sete instituições já foram encerradas desde novembro.

O caso mais dramático, porém, é o do Will Bank. A liquidação do banco digital deixou clientes mais vulneráveis, de renda média e baixa, com todo o dinheiro bloqueado e sem prazo definido para reembolso.

O banco afirmava ter cerca de 12 milhões de clientes, dos quais 60% estavam no Nordeste, em sua maioria em cidades pequenas.

Clientes ouvidos pelo g1 afirmam que o saldo depositado no Will seria usado para despesas básicas, como alimentação, aluguel, medicamentos e contas de luz. Sem esse dinheiro, dizem que ficarão inadimplentes.

O que se sabe é que o reembolso será dividido em duas partes.

Investidores em CDBs e letras de crédito (LCIs e LCAs) do Will Bank estão cobertos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC). O fundo funciona como um tipo de seguro e cobre perdas de até R$ 250 mil por instituição.

Já os clientes comuns utilizavam contas de pagamento, que não têm cobertura do FGC. Ainda assim, pela lei, os valores são mantidos no Banco Central — ou seja, o dinheiro fica separado do patrimônio do Will Bank e deverá ser devolvido integralmente, sem limite por pessoa.

A questão é que a devolução só deve começar após o liquidante do banco, nomeado pelo Banco Central, concluir a lista oficial de credores — o que ainda não ocorreu nem tem prazo para acontecer. (entenda mais abaixo)

No dia 13 de fevereiro, o FGC antecipou pagamentos para clientes com até R$ 1 mil a receber, numa tentativa de reduzir a espera de cerca de 6 milhões de pessoas. Mas quem tinha valores mais altos ou investiu por meio de corretoras ficou de fora.

🔎 Este é o primeiro texto da série especial do g1 sobre o caso Banco Master e seus desdobramentos. Nesta reportagem, a apuração analisa as consequências da liquidação do Will Bank, outra instituição do grupo financeiro de Daniel Vorcaro, e o impacto direto sobre correntistas comuns.

‘O dinheiro está todo sequestrado’

Felipe Candido, 50 anos,
tem R$ 6 mil no Will Bank;
dinheiro seria usado para despesas básicas
— Foto: Arquivo Pessoa
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O servidor público Felipe Cândido, de 50 anos, precisou se afastar do trabalho para acompanhar a esposa durante o tratamento contra um câncer de mama. Ela faleceu no início deste ano.

Ele viu a renda diminuir e passou a ser responsável por quatro filhos — entre eles, gêmeas de 9 anos — e por uma neta de 2 anos. “Eu sofri um combo bem azarado. Foi uma coisa muito triste”, afirmou.

A morte da esposa levou a um novo afastamento do trabalho por questões de saúde mental. Em janeiro, ele depositou todas as economias no Will Bank. Os cerca de R$ 6 mil seriam usados para pagar a mudança de casa e a matrícula de uma das filhas na escola.

Quatro dias depois, o BC decretou a liquidação do Will Bank e bloqueou o saldo, sem aviso prévio.

Como o valor ultrapassa R$ 1 mil, Felipe não foi incluído na antecipação do FGC e continua sem acesso ao dinheiro. Ele já teve o fornecimento de energia elétrica cortado em casa e passou a depender da ajuda de vizinhos para manter aparelhos básicos funcionando.

“Estou com uma extensão ligada na casa da vizinha. Daqui sai energia para a geladeira, a televisão e o ventilador das crianças. Não tem como ficar sem luz”, contou.

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24/02/2026

LULA AUMENTA TARIFA DE IMPORTAÇÃO DE MAIS MIL PRODUTOS E ESPERA ARRECADAR R$ 14 BILHÕES

Governo Lula espera arrecadar R$ 14 bilhões neste ano com alta na tarifa de importação de mais de mil produtos; celulares foram taxados

O Ministério da Fazenda estima arrecadar R$ 14 bilhões a mais em 2026 com o aumento do imposto de importação sobre mais de mil produtos. A medida, adotada em novembro, busca proteger a indústria nacional e atinge bens de capital, informática e telecomunicações.

Entre os itens afetados estão smartphones, freezers, televisores e painéis de LCD e LED. As alíquotas foram elevadas em até 7,2 pontos percentuais, impactando consumidores e empresas que dependem de equipamentos importados.

Segundo a Fazenda, as importações desses bens cresceram 33,4% desde 2022 e já representam mais de 45% do consumo nacional, nível que, segundo o governo, ameaça a cadeia produtiva brasileira. A pasta afirma que a medida é “moderada e focalizada” e segue tendência internacional de proteção setorial contra concorrência considerada desigual.

Importadores criticam a alta de impostos

Importadores criticam a decisão e alertam para impactos na inflação e na competitividade. Para Mauro Lourenço Dias, presidente do Fiorde Group, o aumento das tarifas pode elevar custos de investimentos, afetar a modernização industrial e gerar efeitos em cadeia, como alta no preço de eletrodomésticos, equipamentos hospitalares e obras de infraestrutura.

O governo, por sua vez, afirma que o impacto no IPCA deve ser baixo e indireto, já que os produtos atingidos são majoritariamente bens de produção. Também avalia que a medida pode estimular a substituição por produtos nacionais e reduzir o déficit externo.

Apesar do aumento, empresas poderão pedir redução temporária da alíquota para zero até 31 de março, com concessão provisória por até 120 dias.

O debate ocorre em meio ao cenário internacional, após a Suprema Corte dos Estados Unidos derrubar parte do tarifaço imposto pelo ex-presidente Donald Trump sobre importações.

21/02/2026

ECONOMIA POTIGUAR É PRESSIONADA PELA QUEDA NA PRODUÇÃO DE PETRÓLEO - A MENOR DOS ÚLTIMOS 40 ANOS

Produção de petróleo no RN cai ao menor nível em 40 anos e pressiona economia local

A produção de petróleo e gás natural no Rio Grande do Norte atingiu, em dezembro de 2025, o menor patamar das últimas quatro décadas, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A produção média diária no Estado foi de 33 mil barris, recuo frente aos 36 mil barris por dia registrados em outubro e volume inferior ao observado desde a década de 1980.

Há dez anos, a produção potiguar era praticamente o dobro da atual, de acordo com a agência reguladora. O movimento reforça uma trajetória de declínio estrutural associada ao esgotamento natural dos campos maduros e à mudança no perfil dos operadores locais.

Historicamente protagonista na exploração terrestre no país, o Rio Grande do Norte perdeu esse papel após a reconfiguração do portfólio da Petrobras, que, nos últimos anos, concentrou investimentos no pré-sal e se desfez de ativos em terra e em águas rasas. Com a saída da estatal, empresas independentes de menor porte assumiram parte relevante das operações.

Para o Sindicato dos Petroleiros do Rio Grande do Norte (Sindipetro-RN), a redução da produção está diretamente ligada ao ritmo de investimentos das novas operadoras.

“Essa produção foi tão baixa porque as três grandes produtoras de petróleo no Rio Grande do Norte não estão fazendo os investimentos necessários para aumentar a produção no nosso Estado”, afirma Marcos Brasil, presidente do sindicato.

Segundo ele, a exploração dos 33 blocos atualmente ofertados pela ANP poderia elevar a produção para algo entre 70 mil e 80 mil barris por dia, com potencial de geração de 15 mil a 20 mil empregos diretos e indiretos.

Uma das principais produtoras em atividade no Estado informou que, em janeiro, produziu cerca de 19 mil barris por dia e que tem direcionado recursos para tecnologias de recuperação avançada, com o objetivo de conter o declínio natural dos campos e ampliar a eficiência operacional.

O Rio Grande do Norte abriga majoritariamente campos maduros — áreas em produção há décadas e que apresentam elevada razão água/óleo. Em alguns casos, segundo especialistas do setor, determinados poços chegam a produzir 98% de água e apenas 2% de óleo, o que exige técnicas de recuperação secundária e terciária, como injeção de fluidos e métodos químicos, encarecendo a operação.

Relatórios públicos da Petrobras indicam que a estratégia da companhia nos últimos anos priorizou ativos de maior rentabilidade e escala, especialmente no pré-sal, onde a produtividade por poço é significativamente superior à média dos campos terrestres do Nordeste.

Impacto sobre PIB industrial e receitas públicas

O setor de petróleo e gás responde por mais de 40% do PIB industrial do Rio Grande do Norte, segundo a Federação das Indústrias do Estado (Fiern), sendo a principal base da atividade manufatureira local.

Para Jean-Paul Prates, chairman do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (Cerne), o impacto da queda na produção foi ampliado pela desvalorização do petróleo no mercado internacional no fim de 2025.

“Caiu a produção e também caiu o preço internacional do petróleo no final de 2025. Isso impacta diretamente o caixa do governo estadual e das prefeituras produtoras e adjacentes, como Mossoró, Macau e Guamaré”, afirma.

Segundo ele, o setor representa aproximadamente metade do PIB industrial potiguar, e as perdas acumuladas da indústria, da ordem de 11,5% em 2025, estão diretamente relacionadas ao desempenho da cadeia de óleo e gás.

Municípios como Mossoró e Guamaré, fortemente dependentes da atividade petrolífera para geração de empregos e dinamização do comércio local, estão entre os mais afetados pela retração.

Agora RN

07/02/2026

NO BRASIL INADIMPLÊNCIA RECUA MAS ENDIVIDAMENTO DAS FAMÍLIAS BATE RECORDE

Endividamento das famílias bate recorde no Brasil; inadimplência recua

O percentual de famílias brasileiras com dívidas alcançou 79,5% em janeiro, o nível mais alto já registrado pela série histórica, igualando o recorde observado em outubro do ano passado. Apesar disso, a inadimplência caiu pelo terceiro mês consecutivo, segundo dados divulgados nesta semana.

As informações fazem parte da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), elaborada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), que acompanha mensalmente a situação financeira das famílias no país.

Em dezembro, o nível de endividamento estava em 78,9%. Em janeiro de 2025, o indicador atingia 76,1% das famílias.

Famílias de baixa renda concentram maior endividamento

A pesquisa mostra que o endividamento é mais frequente entre famílias com renda de até três salários mínimos, grupo em que 82,5% relataram ter algum tipo de dívida em janeiro de 2026.

Entre os domicílios com renda superior a dez salários mínimos, o percentual recua para 68,3%. Desde janeiro, o salário mínimo está fixado em R$ 1.621.

Cartão de crédito lidera formas de dívida

O levantamento indica que o cartão de crédito segue como a principal modalidade de endividamento das famílias brasileiras, presente em 85,4% dos casos. Em seguida aparecem:
  • Carnês: 15,9%
  • Crédito pessoal: 12,2%
  • Financiamento de imóvel: 9,6%
  • Financiamento de veículo: 8,7%
  • Crédito consignado: 6%
  • Cheque especial: 3,4%
  • Outras dívidas: 2,5%
  • Cheque pré-datado: 0,3%
Segundo a Peic, o comprometimento médio das dívidas é de 7,2 meses, o que representa o tempo restante para quitação dos débitos.

Já a parcela da renda comprometida com dívidas corresponde, em média, a 29,7% do orçamento familiar. Uma em cada cinco famílias (19,5%) informou ter mais da metade da renda comprometida com pagamentos.

O levantamento é realizado com 18 mil famílias em todas as regiões do país e considera dívidas com cartão de crédito, cheque especial, carnês, crédito consignado, empréstimos pessoais, cheque pré-datado e financiamentos de veículos e imóveis.

A CNC ressalta que o endividamento, por si só, não é necessariamente negativo, pois pode estimular o consumo e aquecer a economia. O alerta surge quando há perda da capacidade de pagamento, caracterizando a inadimplência.

Inadimplência segue em queda

Em janeiro, a inadimplência ficou em 29,3%, recuando pelo terceiro mês seguido. Em outubro, o indicador era de 30,5%.

O percentual de famílias com contas em atraso cresce conforme diminui a renda. Entre aquelas que ganham até três salários mínimos, a taxa chega a 38,9%. Já nos domicílios com renda superior a dez salários mínimos, o índice é de 14,9%.

O tempo médio de atraso nos pagamentos foi de 64,8 dias em janeiro. Além disso, 12,7% das famílias afirmaram que não terão condições de quitar dívidas em atraso.

Juros altos pressionam orçamento

De acordo com a CNC, os juros elevados dificultam a amortização das dívidas e tornam o orçamento familiar mais apertado.

A taxa básica de juros, a Selic, está em 15% ao ano, o maior patamar desde julho de 2006, quando chegou a 15,25%. O índice é definido pelo Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, e influencia as demais taxas cobradas no mercado.

A Selic permanece elevada como instrumento de combate à inflação. O IPCA ficou 13 meses acima do teto da meta do governo, de 4,5% ao ano, retornando ao intervalo de tolerância apenas em novembro de 2025.

Juros altos encarecem o crédito, desestimulam consumo e investimentos e tendem a desacelerar a economia, com impacto negativo sobre a geração de empregos.

Projeções para o primeiro semestre

A CNC projeta que o endividamento das famílias deve continuar avançando no primeiro semestre, alcançando 80,4% em junho.

Para a inadimplência, a estimativa é de queda gradual, chegando a 28,9% no mesmo período. Segundo o economista-chefe da entidade, a redução está ligada à expectativa de queda da Selic, já sinalizada pelo Banco Central a partir de março.

“A gente vem em um patamar [de juros] muito elevado, então vai levar um certo tempo para que esse desaperto monetário seja sentido também no mercado de crédito”, avalia. “Começando em março, provavelmente no início do terceiro trimestre, final do segundo trimestre, as famílias já devem se deparar com uma taxa de juros significativamente menor”, completa.

Com informações da Agência Brasil.