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21/06/2026

TRISTE: A ECONOMIA BRASILEIRA 'DESCENDO A LADEIRA' - MINISTRO QUE PASSOU DE ANO COLANDO NA PROVA...

Brasil fica atrás de vizinhos na América Latina e dono da Havan alerta para “perda de competitividade”


O empresário Luciano Hang, dono da rede de lojas Havan, afirmou que o Brasil está crescendo abaixo da média da América Latina ao comentar um ranking de projeções econômicas divulgado pelo Banco Mundial em abril.

Em publicação nas redes sociais, ele compartilhou um gráfico que coloca o Brasil na 14ª posição entre países da região, com crescimento estimado em 1,6%, atrás de Paraguai (4,4%), Panamá (3,9%), Guatemala (3,7%) e Argentina (3,6%).

“Olha só a posição do Brasil. Somos um dos maiores países do mundo em território, população, recursos naturais e potencial econômico. Mesmo assim, continuamos atrás de nações muito menores”, lamentou.

Em outro trecho, Hang criticou o ambiente econômico e a condução das políticas públicas:

“Eu viajo pelo mundo todo e percebo o quanto ainda temos para fazer. O Brasil tem tudo para liderar essa lista, mas precisamos controlar os gastos públicos, fortalecer a economia e incentivar quem produz. Infelizmente, no nosso país, muitas vezes quem trabalha, empreende e gera empregos acaba sendo punido por uma carga excessiva de impostos e burocracia”, disse.

O empresário também citou exemplos internacionais de reformas econômicas e segurança pública como El Salvador e Argentina, que, segundo ele ,enfrentavam enormes dificuldades e que decidiram mudar de rumo.

“El Salvador saiu de uma das maiores taxas de homicídio do mundo, e hoje os índices estão de 1 homicídio por 100 mil habitantes. Já a Argentina vem implementando reformas econômicas profundas para combater a inflação e recuperar a confiança dos investidores. Isso mostra que, quando existe coragem para enfrentar os problemas e fazer as mudanças necessárias, os resultados aparecem”, destacou Hang.

Segundo relatório do Banco Mundial sobre a América Latina e o Caribe, a Argentina aparece como destaque na região, enquanto Brasil e México enfrentam perda de dinamismo em meio a “condições financeiras internas restritivas, espaço fiscal limitado e incerteza em relação à política comercial”.

O organismo projeta crescimento de 3,6% para a Argentina em 2026, enquanto estima expansão de 2,2% para a economia brasileira.

O estudo também aponta que a região segue com crescimento “limitado”, com renda per capita praticamente estagnada em diversos países.

Sobre a Argentina, o relatório destaca o impacto de ajustes fiscais e reformas econômicas conduzidas pelo governo de Javier Milei.

Já em relação ao Brasil, o Banco Mundial cita entraves ligados a juros elevados, incertezas econômicas e restrição fiscal, que afetam crédito, investimentos e consumo.

07/06/2026

COM QUEDA NA ARRECADAÇÃO DO PETRÓLEO RN PERDE R$ 40 MILHÕES - MUNICÍPIOS SENTEM IMPACTO

RN perde R$ 40 milhões com queda na arrecadação do petróleo; municípios sentem impacto

O RN deixou de arrecadar cerca de R$ 40 milhões em royalties do petróleo nos cinco primeiros meses de 2026. Segundo dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP), compilados pela Tribuna do Norte, os repasses para o Estado e os municípios caíram de R$ 277,8 milhões no mesmo período de 2025 para R$ 237,4 milhões neste ano, uma redução de 14,5%.

O recuo coloca o RN com a segunda maior queda de arrecadação de royalties do Nordeste, conforme informações da Tribuna do Norte. Considerando apenas os valores destinados ao Governo do Estado, a redução foi ainda maior: 25%, passando de R$ 109,6 milhões para R$ 82,2 milhões.

De acordo com a Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec), a queda acompanha a redução gradual da produção de petróleo observada nos últimos meses. Em nota técnica, a pasta informou que a atividade petrolífera no Estado registrou retração de 15,85% no primeiro trimestre de 2026 na comparação com o mesmo período do ano passado.

Entre os municípios, Alto do Rodrigues registrou a maior perda proporcional. Os repasses caíram de R$ 20,6 milhões para R$ 13 milhões, uma redução de 36,9%. Também tiveram quedas expressivas Areia Branca (-34%), Macaíba (-28,9%), Upanema (-23,9%), Mossoró (-22,6%), Governador Dix-Sept Rosado (-14,5%) e Carnaubais (-11,6%).

Prefeituras afirmam que a redução dos royalties afeta diretamente a capacidade de investimento. Em Areia Branca, o prefeito Souza disse que a perda compromete o planejamento de obras e serviços públicos. Já a Prefeitura de Macaíba informou que a arrecadação com royalties acumula queda superior a 60% nos últimos quatro anos.

O presidente do Sindipetro-RN, Marcos Brasil, afirmou que o RN encerrou 2025 com a menor produção das últimas quatro décadas.

Enquanto o RN perdeu arrecadação, o cenário nacional foi diferente. Segundo dados da ANP, os royalties do petróleo cresceram 3,5% no Brasil nos cinco primeiros meses de 2026, passando de R$ 16,1 bilhões para R$ 16,7 bilhões no período.

CHEGA A 9 MILHÕES EMPRESAS INADIMPLENTES NO BRASIL E ATINGE NOVO RECORDE

Total de empresas inadimplentes no Brasil chega a 9 milhões e atinge novo recorde, diz Serasa; dívidas somam R$ 220,9 bilhões

A inadimplência das empresas brasileiras voltou a crescer em abril e atingiu o maior nível da série histórica da Serasa Experian. Pela primeira vez, o país chegou a 9 milhões de CNPJs negativados, alta de 1,5 milhão em relação aos 7,5 milhões registrados um ano antes.

O total de dívidas em atraso também bateu recorde, chegando a 63,7 milhões de débitos, que somam R$ 220,9 bilhões. Em média, cada empresa inadimplente possui 7,1 contas negativadas e dívida de R$ 24,6 mil.

Juros altos mantêm pressão

Segundo a economista-chefe da Serasa Experian, Camila Abdelmalack, o ambiente de crédito continua restritivo para as empresas.

“O dado de inadimplência vem sinalizando uma tendência de manutenção em um patamar bastante elevado e com potencial de quebrar novos recordes ao longo de 2026.”

Ela afirma que, apesar do início da redução dos juros, o custo do crédito ainda segue elevado e insuficiente para aliviar a situação financeira das empresas.

Setor de serviços lidera inadimplência

Entre as empresas negativadas, a maior concentração está no setor de serviços, que responde por 55,6% do total. Na sequência aparecem:
  • Comércio: 32,4%;
  • Indústria: 8,1%;
  • Setor primário: 0,9%.Na origem das dívidas, os principais credores são:Serviços: 31,7%;
  • Bancos e cartões: 19,4%;
  • Cooperativas: 8,6%;
  • Utilities (água, energia e gás): 7%;
  • Telefonia: 5,7%.
Sudeste concentra mais empresas negativadas

A região Sudeste reúne o maior número de empresas inadimplentes do país.
  • Estados com mais CNPJs negativados:São Paulo: 3,07 milhões;
  • Minas Gerais: 881,6 mil;
  • Rio de Janeiro: 864,7 mil;
  • Paraná: 588,9 mil;
  • Rio Grande do Sul: 518,1 mil.
Micro e pequenas empresas são as mais afetadas

As micro e pequenas empresas representam a maior parte dos negócios inadimplentes, com 8,5 milhões de CNPJs negativados, também um recorde da série histórica.
  • O grupo acumula:57,6 milhões de dívidas;
  • R$ 191,8 bilhões em débitos;
  • Dívida média de R$ 22,5 mil por empresa.
“As micro e pequenas empresas continuam sendo as mais vulneráveis a um ambiente de crédito restritivo”, afirma Camila Abdelmalack.

Segundo a economista, a dependência de crédito de curto prazo e a dificuldade para recompor o capital de giro ajudam a manter a inadimplência em níveis elevados.

O Globo

06/06/2026

NINGUÉM QUER MAIS A CARNE BRASILEIRA?



Após UE, carnes brasileiras podem ser vetadas no Reino Unido

Após o veto da União Europeia às carnes brasileiras, confirmada em um documento divulgado pela Comissão Europeia na última quinta-feira (4), o Reino Unido avalia também aplicar restrições contra as carnes brasileiras. E o motivo é o mesmo: a falta de comprovação em relação ao uso de antimicrobianos, por parte do governo brasileiro, pela pecuária brasileira.

O Reino Unido não faz mais parte da União Europeia desde 2020, mas o governo britânico mantém suas diretrizes alinhadas ao bloco e as regras sanitárias são praticamente as mesmas, e já solicitou aos frigoríficos habilitados e ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), explicações técnicas sobre a cadeia produtiva.

Caso o Ministério da Agricultura não apresente sistemas rígidos de rastreabilidade (mecanismo que monitora o histórico do animal desde o nascimento), as certificações para venda serão suspensas pelos britânicos. Na semana passada, o Mapa aprovou um protocolo de adesão voluntária para a exportação de bovinos e búfalos criados sem o uso de antimicrobianos.
Produtos afetados e exigências internacionais

A restrição do mercado europeu removeu o Brasil da lista de países autorizados a fornecer uma ampla gama de alimentos de origem animal. O veto inclui os embarques de carne bovina, aves, equinos, envoltórios (tripas e membranas para embutidos), além de pescados, ovos e mel.

A medida decorre da falta de comprovação de conformidade (atendimento aos padrões exigidos pelas leis internacionais) contra a resistência antimicrobiana. A União Europeia exige auditorias rigorosas para garantir que bactérias perigosas não desenvolvam imunidade aos remédios usados no rebanho.

Relatórios do setor apontam que o Brasil foi o único grande exportador do Mercosul (bloco econômico formado por nações sul-americanas) a sofrer a sanção. Vizinhos e concorrentes diretos no mercado de proteínas, como Argentina, Uruguai e Paraguai, mantiveram as autorizações de venda sem restrições.

A exclusão brasileira ocorreu por causa de falhas documentais e na fiscalização do ciclo de vida dos animais de corte. Inspetores internacionais identificaram deficiências no monitoramento de substâncias proibidas administradas da porteira para dentro.

Silêncio diplomático

Até o momento, o Ministério da Agricultura e Pecuária e o Ministério das Relações Exteriores não se manifestaram oficialmente em relação às restrições da União Europeia. Os órgãos do governo federal não apresentaram uma contraproposta técnica direcionada especificamente para conter a ameaça que agora vem de Londres.

As atenções do governo e das entidades representativas, como a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes, seguem de forma exclusiva centralizadas no mercado continental. A prioridade máxima do setor privado é tentar reverter o painel técnico da União Europeia antes do prazo final de setembro.

Band

27/05/2026

O MERCADO DE GRÃOS NO BRASIL É TRANSFORMADO PELA INDÚSTRIA DO ETANOL DE MILHO

Indústria do etanol de milho ganha força e transforma o mercado de grãos no Brasil

A produção de etanol a partir do milho deixou de ser uma alternativa secundária para se consolidar como um dos motores econômicos do Centro-Oeste brasileiro. O setor vem registrando crescimentos consecutivos e já responde por quase 20% de todo o biocombustível gerado no país.

Esse avanço acelerado redesenhou a dinâmica do mercado de grãos. Antes refém das oscilações de preços da exportação e dos altos custos de frete até os portos, o produtor de milho agora encontra uma forte demanda interna na porta de casa. Além do combustível, as usinas geram o DDG (grãos de destilaria secos), um subproduto de alto valor proteico que revolucionou a alimentação do gado confinado na região.

PRESIDENTE DA CNI DIZ QUE FIM DA ESCALA 6X1 É 'RUIM E PREJUDICIAL À ECONOMIA' - VÍDEO

Fim da escala 6×1 é “ruim e prejudicial à economia”, diz presidente da CNI


Imagens: Reprodução/Jovem Pan News


Em entrevista à Jovem Pan, o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, comentou o avanço das discussões sobre o fim da escala 6×1 no país.

Segundo ele, a proposta surpreendeu representantes do setor industrial e foi avaliada como potencialmente negativa para a economia brasileira.

O dirigente afirmou que mudanças na jornada de trabalho precisam ser analisadas com cautela, considerando possíveis impactos na produtividade, nos custos das empresas e na competitividade do setor produtivo.

25/05/2026

DESENROLA 2.0: A PARTIR DESTA SEGUNDA (25) SALDO DO FGTS DISPONÍVEL PODE SER CONSULTADO

Desenrola 2.0: saldo do FGTS disponível pode ser consultado pelo app a partir desta segunda

A partir desta segunda-feira (25), trabalhadores já podem consultar o saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para utilizá-lo no Novo Desenrola, programa de renegociação de dívidas lançado pelo governo federal.

Esse é o primeiro passo para a utilização dos recursos para o abatimento de dívidas bancárias.

Quem aderir à iniciativa poderá usar até 20% do saldo disponível no FGTS ou R$ 1 mil, prevalecendo o maior valor, para quitar ou amortizar dívidas em atraso.

O valor será transferido diretamente às instituições financeiras responsáveis pelos contratos renegociados.

Como vai funcionar?
  • O trabalhador consultará seu saldo e poderá autorizar o banco ao qual está devendo a buscar o valor do saldo disponível para negociação.
  • Depois, negocia com o banco devedor o valor com desconto da dívida na própria instituição financeira.
  • Após a consulta do saldo, os bancos e demais instituições financeiras terão prazo estimado de até 30 dias para formalizar os contratos e registrar as informações nos sistemas da Caixa Econômica Federal.
  • Concluída a validação, a Caixa fará o repasse dos recursos do FGTS diretamente à instituição credora.
Cálculos do governo federal estimam que até R$ 8,2 bilhões do FGTS poderão ser movimentados no âmbito do programa.

Novo Desenrola

O programa, anunciado no início de maio, foi dividido em quatro categorias voltadas para:
  • famílias
  • Fies
  • empresas
  • agricultores rurais
Será possível negociar dívidas do cartão de crédito, cheque especial, rotativo, crédito pessoal e do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), adiantou, na última semana, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

➡️ Os juros serão de, no máximo, 1,99% ao mês, com descontos de 30% a 90% no valor principal da dívida. Os descontos variarão de acordo com a linha de crédito e com o prazo. Será disponibilizada uma calculadora para os trabalhadores saberem o desconto.

O governo pretende usar um fundo com recursos públicos para oferecer garantias às instituições financeiras, ou seja, o dinheiro da União vai cobrir eventual calote dos tomadores de crédito.

Para formar esse fundo, o governo buscará de R$ 5 bilhões a R$ 8 bilhões em recursos esquecidos pelos trabalhadores nos bancos. O governo também fará um novo aporte de até R$ 5 bilhões.

Quem pode participar?

Para usar o FGTS no Desenrola, é preciso:
  • Ter saldo disponível na conta do Fundo de Garantia;
  • Ter renda mensal de até cinco salários mínimos;
  • Possuir dívidas vencidas elegíveis no cartão de crédito, cheque especial e/ou empréstimos.
➡️Trabalhadores que optaram pelo saque-aniversário que foram demitidos sem justa causa entre 2020 e 2025, tenham dívidas bancárias, e queiram usar o FGTS para pagar dívidas, poderão fazer duas retiradas.

Limitações para apostadores

Quem aderir ao programa ficará bloqueado por um ano em todas as plataformas de apostas online.

"Agora, o que não pode é renegociar a dívida e continuar perdendo dinheiro apostando em bet", declarou o presidente.

Programa também prevê que os bancos perdoem dívidas de até R$ 100.

No fim de 2024, segundo o Banco Central (BC), 117 milhões de pessoas tinham alguma dívida com instituições financeiras.

g1

19/05/2026

COM NOVO REAJUSTE GÁS DE COZINHA PODE CHEGAR A R$ 125 NO RN

Gás de cozinha deve subir até R$ 9 no RN, podendo chegar a R$ 125

O novo reajuste no gás de cozinha já começou a chegar às distribuidoras, com aumento médio de R$ 7,11. Impulsionado também pela alta no diesel, o repasse ao consumidor final deve deixar o botijão entre R$ 8 e R$ 9 mais caro para o consumidor final, segundo o Sindicato dos Revendedores Autorizados de Gás Liquefeito de Petróleo (Singás/RN). A estimativa é que o impacto para a população passe a ser sentido a partir desta quinta-feira (9). Quanto ao preço final do produto, o sindicato não quis estimar um valor aproximado, afirmando que o preço do gás pode variar muito conforme a distribuidora. No entanto, a TRIBUNA DO NORTE apurou que os valores devem ser praticados entre R$ 120 e R$ 125 após o aumento.

O presidente do Singás/RN, Ivo Lopes explica que o ajuste preocupa o setor, uma vez que o consumo do gás de cozinha pelas famílias deve diminuir após esse reajuste. “Na hora que você tem aumento, reduz o consumo. O poder de compra reduz”, aponta.

Segundo Ivo Lopes, ainda pode haver variação pontual até a sexta-feira (10), já que alguns estabelecimentos seguem vendendo estoques antigos. A tendência, no entanto, é de repasse generalizado. “Quem tem algum estoque ainda vai vender com o preço antigo, mas 90% da revenda, no dia 9, o cliente já está comprando entre R$ 8 e R$ 9 mais caro”, afirmou.

Os reajustes do gás liquefeito de petróleo (GLP) são influenciados por uma combinação de fatores globais e internos. No cenário internacional, conflitos geopolíticos — como tensões no Oriente Médio — impactam diretamente a oferta de energia e pressionam os preços. Já no âmbito nacional, pesam a política de preços da Petrobras, os custos logísticos e de distribuição, além da carga tributária estadual, como o ICMS. No Rio Grande do Norte, o valor do botijão tende a ser mais elevado devido aos custos de transporte e à menor escala de distribuição.

Algumas distribuidoras já enfrentam redução no ritmo de vendas, com estoques parados em função da queda no consumo. Segundo o gerente comercial da Mega Gás, Bruno Souto, a alta no diesel tem pressionado os custos de transporte, já que toda a cadeia depende de veículos movidos a esse combustível, o que já indicava um encarecimento do produto.

Clique no link abaixo e veja a matéria completa:

18/05/2026

EM NOME DE JESUS?

Banco de Edir Macedo passa carteira podre a fundos e esconde prejuízo multimilionário

O banco Digimais, do bispo Edir Macedo, que está em crise e à venda há mais de um ano, lançou mão de uma manobra com uso de fundos de investimentos para limpar seu balanço de perdas multimilionárias. Documentos obtidos pelo Estadão e analisados por especialistas mostram que o banco fez com que carteiras de financiamentos com inadimplência de centenas de milhões de reais saíssem de suas demonstrações financeiras. Também vendeu precatórios que estão longe de serem pagos à própria holding de Macedo, em uma transação que pôs auditores em estado de alerta.

O Digimais não é um banco conhecido do grande público. Não tem agências, sequer tem, hoje, a possibilidade de transações em Pix. Até 2020, chamava-se Banco Renner, em referência à família gaúcha que fundou as Lojas Renner. Macedo era acionista desde 2009 e, naquele ano, comprou o banco, que foi rebatizado. Sua maior carteira é a de financiamento de veículos. Também tem crescido no ramo dos créditos consignados.

Nas últimas três semanas, a reportagem obteve auditorias sobre balanços do banco nos últimos anos, processos judiciais, contratos e outros documentos que reconstituem a criação e o uso desses fundos de investimentos que têm o próprio Digimais como seu cotista. Também conversou com fontes ligadas à própria Igreja Universal, que relatam, sob condição de reserva, que o banco tem usado esses fundos para maquiar graves problemas financeiros.

Peritos e agentes do mercado financeiro ouvidos pelo Estadão descreveram alguns negócios como de “alto risco regulatório” e de “sinal vermelho forte”. O Estadão apurou que a PF investiga o banco por supostas fraudes. Procurado pela reportagem, o Digimais não quis se manifestar. A Igreja Universal também não se manifestou.

Com as operações envolvendo esses fundos, o banco declarou ter lucros de R$ 31 milhões no fim de 2025. A manobra fez com que o banco deixasse de declarar pelo menos R$ 480 milhões em créditos vencidos, que deveriam diminuir o resultado declarado do banco.

A conta pode ser maior. Há, no total, um saldo de investimentos de R$ 3 bilhões em fundos que sequer puderam ser auditados pela falta de acesso de auditores oficiais a documentos que comprovam suas demonstrações financeiras. O valor é equivalente a cerca de 75% do valor investido pelo banco em fundos.

Os fundos absorveram carteiras de crédito com altos números de calote do Digimais. Esses valores, se estivessem lançados integralmente no balanço do banco, impactariam diretamente nos resultados da instituição financeira e diminuiriam os lucros.

O que chama mais a atenção é que os fundos têm o próprio Digimais como cotista. Parte desses negócios têm, portanto, o banco dos dois lados do balcão – operação conhecida como “Zé com Zé” no mercado financeiro. Pela legislação, não é preciso tornar público quem é o dono do fundo. Assim, o Digimais consegue abrir um fundo e comprar seus próprios créditos a receber. Mas, aos olhos do mercado, fica parecendo que o banco apenas vendeu a carteira a terceiros interessados em investir nela.

Do ponto de vista das contas do banco, essa operação tem uma grande vantagem. Ela não muda a situação financeira real do Digimais. Mas seu balanço financeiro, em que mostra para o mercado sua saúde financeira, melhora bastante. Ou seja, é uma operação que ajuda a melhorar a imagem, mas deixa oculta a verdadeira situação do banco. Também dificulta o trabalho de auditores independentes que escrutinam semestralmente o caixa do banco.

Estadão

10/05/2026

PREJUÍZO DE R$ 34 MILHÕES FOI QUANTO AMARGOU A MAGAZINE LUIZA NO TRIMESTRE

Magazine Luiza fecha trimestre com prejuízo de R$ 34 milhões

O Magazine Luiza informou nesta quinta-feira (7) que encerrou o primeiro trimestre de 2026 com prejuízo líquido ajustado de R$ 34 milhões. No mesmo período do ano passado, a companhia havia registrado lucro de R$ 11,2 milhões.
A varejista também divulgou queda no Ebitda ajustado, que ficou em R$ 718 milhões. O valor representa recuo de 5,4% em comparação com o primeiro trimestre de 2025.

Segundo a empresa, o desempenho das lojas físicas, a melhora na margem bruta de mercadorias e os resultados da Luizacred ajudaram a sustentar parte do balanço financeiro.

A receita líquida da companhia somou R$ 9,2 bilhões nos três primeiros meses do ano. O resultado foi 2% menor do que o registrado no mesmo período de 2025.

Já as vendas totais, que incluem lojas físicas, e-commerce com estoque próprio e marketplace, chegaram a R$ 15,2 bilhões. O número representa queda de 5,6% na comparação anual.

Em relação ao desempenho por segmento, as lojas físicas cresceram 7%. Por outro lado, as vendas no comércio eletrônico caíram 11%, enquanto o marketplace teve retração de 14,3%.

MUNICÍPIOS DO RN PODEM TER IMPACTO NEGATIVO DE R$ 811 MILHÕES COM FIM DA ESCALA 6X1

Fim da escala 6x1 pode custar até R$ 811 milhões aos municípios do RN

Estudo da Confederação Nacional dos Municípios (CNM) sobre o impacto da redução da jornada de trabalho no país aponta que, no Rio Grande do Norte, o mais alto custo financeiro para os municípios pode chegar R$ 811 milhões, caso ocorra a aprovação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) nº 8/2025 no Congresso Nacional.

Na hipótese dessa proposta ser aprovada, também exigirá uma reposição de 15.222 vagas no mercado de trabalho do Rio Grande do Norte.

Dentre as quatro principais propostas que reduzem a carga de trabalho em tramitação legislativa, a PEC 8/2025 de autoria da deputada federal Erika Hilton (PSOL/SP) é a terceira apresentada na Câmara dos Deputados.

Segundo o estudo da CNM, a referida proposta altera a jornada de trabalho de 44 para 36 horas, postulando que a jornada diária não será superior a 8 horas por dia (ou uma jornada de 4 dias por semana), com efeito imediato 360 dias após a promulgação. Essa PEC explicita a alteração da jornada atual, limitada a 6x1 (seis dias de trabalho e um dia de descanso remunerado) para 4x3.

Outras duas propostas que aguardam deliberação no Congresso Nacional, geram impactos semelhantes no mercado de trabalho e no custo financeiro para os municípios, indica o relatório da CNM.

No caso da PEC 148/2015, o impacto financeiro é de R$ 779,28 milhões, com possibilidade de uma reposição de 14.624 contratações. Já a PEC 221/2019 gera um impacto financeiro de R$ 779,22 milhões e reposição de 14.623 contratos trabalhistas.

A PEC nº 148, de 2015, de autoria do Senador Paulo Paim (PT/RS), reduz a jornada de trabalho de 44 para 36 horas de forma gradual. Na primeira fase, há uma redução para 40 horas, seguida por reduções de uma hora por ano até que se chegue às 36 horas.

Já a a PEC nº 221 de 2019, do deputado Reginaldo Lopes (PT/MG), estipula jornada máxima em 8 horas diárias ou 36 horas por semana. Essa proposta se difere da anterior ao determinar que a mudança passará a valer 10 anos após a publicação da lei, e não estabelece como será a transição neste período de tempo, deixando o ajustamento no referido período de tempo para a iniciativa privada e o setor público.

Baixo impacto

Com impacto pouco significante para os municípios potiguares, o Projeto de Lei 1.838 enviado em abril pelo governo Lula à votação no Congresso Nacional, pode gerar um impacto financeiro de apenas R$ 75.171 e uma reposição de somente dois contratos, conforme o estudo elaborado pela CNM.

O PL 1.838/2026 estipula a duração do trabalho em, no máximo, 8 horas diárias e 40 horas semanais. Essa proposta se difere das demais por reduzir a jornada para um limite de 40 horas, e não 36 horas, definindo a mudança da formatação da jornada de 6x1 para 5x2.

O relatório da CNM destaca como importante a diferença entre o Projeto de Lei e as Propostas de Emenda a Constituição (PECs). O referido PL acarretará mudanças sobre a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), ao passo que a PEC, seja qual for, altera a Constituição Federal, em seu art. 7º, XIII, que estabelece o limite máximo da jornada de trabalho. Uma vez que o art. 7º, XIII se aplica aos servidores públicos, é certo que a PEC abarcará também a redução de carga horária no poder público.

Já para o PL, a redução é menos acentuada, por considerar dentro da administração municipal só os vínculos diretamente ligados com a CLT.

Dentro da administração pública, segundo a CNM, a alteração da jornada de trabalho terá os maiores reflexos nos Entes locais, uma vez que atualmente 60% do funcionalismo público do país se encontra nos Municípios. Diferentemente do setor privado, a gestão pública local lida com uma estrutura rígida: 63% dos servidores municipais são estatutários, ou seja, regidos por Regime Jurídico Único. Essa predominância estatutária limita a flexibilidade da gestão em ajustes contratuais e impõe maiores desafios.

Tramitação

O projeto do governo, que acaba com a escala de trabalho 6x1 (seis dias de trabalho para um de descanso) foi enviado em abril com urgência constitucional -o que obriga Câmara e Senado a apreciarem o texto em até 45 dias cada.

A proposta prevê a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, com escala 5x2 e sem redução salarial. O texto traz regras específicas para categorias como domésticos, comerciários e atletas profissionais.

Outros três textos propõem redução da jornada até 36 horas por semana. Segundo os cálculos da confederação, as PECs têm um impacto muito mais expressivo para os cofres municipais, por afetarem todas as ocupações, independentemente do vínculo.

Atualmente, tramita na Câmara a PEC de Reginaldo Lopes, à qual o texto de Erika Hilton foi apensado. A proposta está sendo discutida em comissão especial, e o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), quer votar o texto até 27 de maio.

Já a PEC de Paim foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado em dezembro, mas ainda não foi pautada em plenário.

Cálculos

Dentre as três, a de maior impacto, de R$ 48,4 bilhões, com necessidade de contratação de 770.279 servidores, é da deputada Erika Hilton (PSOL-SP).

A PEC do senador Paulo Paim tem um impacto estimado em R$ 46,4 bilhões, com reposição de 738.346 servidores, enquanto a do deputado Reginaldo Lopes teria impacto de R$ 46,38 bilhões, com necessidade de contratação de 737.413 servidores.

O presidente a CNM, Paulo Ziulkoski, estima que os impactos das PECs podem ser maior que a calculada pela entidade por causa dos terceirizados: ““Porque hoje tem, por exemplo, se pegar só o recolhimento de lixo, quantos garis tem nessas empresas cooperativas que estão prestando serviço pras prefeituras pra recolher o lixo? Isso tudo é empregado que vai ser beneficiado caso mude a lei”, diz. “E aí, a empresa tem de se reformular toda pra atender o mesmo serviço que está atendendo.”

RIO GRANDE DO NORTE

Impacto da redução da jornada de trabalho para os municípios

PEC 148/2015
Financeiro – R$ 779.279.374
Reposição contratual – 14.624

PEC 221/2019
Financeiro – R$ 779.221.738
Reposição contratual – 14.623

PEC 8/2025
Financeiro – R$ 811.141.813
Reposição contratual – 15.222

PL 1838/2026
Financeiro – R$ 75.171
Reposição contratual – 2

Fonte – CNM

04/05/2026

INADIMPLÊNCIA PRECOCE: ACESSO A CRÉDITO DOBRA ENTRE JOVENS E ACENDE ALERTA

Acesso a crédito dobra entre jovens e acende alerta sobre inadimplência precoce

No extrato bancário, o roteiro se repete: o salário cai, a fatura é paga, o limite é liberado e, em poucas horas, o dinheiro some de novo. Para uma geração que estreia no sistema financeiro com um cartão de crédito antes mesmo de ter renda estável, a promessa de independência virou uma espécie de armadilha silenciosa. O que começou como autonomia, sem precisar pedir autorização aos pais, tem se transformado em um ciclo silencioso de dependência: paga-se a dívida para poder voltar a gastar.

Danielly de Fátima, Everyn Rodrigues e Nathalia Ruhana conhecem, cada um à sua maneira, esse roteiro. Com poucos cliques, tiveram acesso a limites, parcelamentos e até empréstimos antes de conquistar estabilidade financeira. O que apareceu primeiro como autonomia virou, para muitos, uma espécie de teto de vidro: trava planos como financiar uma casa, comprar um carro ou simplesmente reorganizar a vida.

— Hoje estou no looping do cartão: você paga e fica sem dinheiro; paga e fica sem dinheiro de novo — resume Danielly, de 28 anos, estudante de Ciências Sociais.

Dados do Banco Central (BC) mostram que o número de jovens com acesso ao crédito dobrou em oito anos, passando de 13,7 milhões em 2016 para 27,6 milhões em 2024 — números mais recentes disponíveis. Pelo critério do BC, jovens são pessoas de 15 a 29 anos de idade. O avanço foi puxado sobretudo pela população de menor renda: cerca de 70% desses jovens ganham até dois salários mínimos.

CUSTO DE VIDA NO NORDESTE É O MAIOR DO PAÍS

Nordeste tem alta maior no custo de vida do que o restante do país

Preços de itens essenciais como alimentação, aluguel, gasolina e gás de cozinha subiram mais nas principais cidades da região Nordeste que no restante do Brasil.

Das dez capitais do país com as maiores altas na cesta básica, seis são nordestinas. Como o Nordeste tem a menor renda domiciliar per capita do país, o impacto é ainda maior e se soma ao alto endividamento das famílias que o presidente Lula promete atacar com o novo programa de renegociação de dívidas que lança amanhã.

O petista, que disputa a reeleição em outubro, tem perdido aprovação no Nordeste, um importante reduto eleitoral do PT, segundo as pesquisas.

Resumo PB / O Globo

24/04/2026

SEGUNDO O BANCO CENTRAL CHEGA A US$ 394,1 BILHÕES A DÍVIDA EXTERNA DO BRASIL

Dívida externa do Brasil chega a US$ 394,1 bilhões em março, diz BC

O Banco Central (BC) estimou a dívida externa bruta do Brasil em US$ 394,1 bilhões em março de 2026, conforme dados das estatísticas do setor externo divulgadas pela instituição nesta sexta-feira, 24.

O valor corresponde ao total de obrigações do país com credores no exterior, incluindo compromissos do setor público e privado.

Dívida externa cresce com base em dados do BC

A estimativa integra o conjunto de informações sobre a posição externa brasileira, que reúne indicadores de fluxo e de estoque das relações financeiras com o exterior.

Diferentemente do balanço de pagamentos, que mensura entradas e saídas de recursos em determinado período, a dívida externa reflete o volume total acumulado de compromissos financeiros.

Indicador mostra exposição ao exterior

O indicador é utilizado para avaliar o grau de exposição da economia brasileira ao financiamento externo e a capacidade de pagamento do país.

A dívida externa bruta inclui empréstimos, títulos e outras obrigações financeiras mantidas por residentes no Brasil com credores estrangeiros.

Dados do setor externo do BC

No mesmo relatório, o BC informou que o déficit em transações correntes somou US$ 6 bilhões em março.

Em 12 meses, o saldo negativo chegou a US$ 64,3 bilhões, o equivalente a 2,71% do Produto Interno Bruto (PIB).


A balança comercial registrou superávit de US$ 5,6 bilhões no mês, com exportações de US$ 31,7 bilhões e importações de US$ 26,1 bilhões.

Serviços, renda e juros

O déficit na conta de serviços atingiu US$ 4,8 bilhões em março. Já o déficit em renda primária somou US$ 7,4 bilhões, com destaque para despesas líquidas com juros de US$ 2,6 bilhões.

As despesas com lucros e dividendos chegaram a US$ 4,8 bilhões no período.

Os investimentos diretos no país totalizaram US$ 6 bilhões em março. No acumulado de 12 meses, os ingressos somaram US$ 75,7 bilhões, equivalentes a 3,18% do PIB.

Já os investimentos em carteira registraram saída líquida de US$ 2,9 bilhões no mês.

Reservas internacionais

As reservas internacionais somaram US$ 362 bilhões em março, com queda de US$ 9,1 bilhões em relação ao mês anterior.

A redução ocorreu principalmente por variação cambial, preços de ativos e vendas no mercado à vista.

revistaoeste

12/04/2026

RANKING DO PIB DAS CIDADES DO RN TOP 10 - CEARÁ MIRIM ESTÁ FORA

Quatro cidades concentram metade do PIB do RN, aponta IBGE

Quatro cidades do Rio Grande do Norte concentraram mais de metade de toda a riqueza produzida no estado em 2023, segundo dados do Produto Interno Bruto (PIB) dos Municípios divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Juntas, Natal, Mossoró, Parnamirim e São Gonçalo do Amarante responderam por 50,8% do PIB potiguar no período. Ao todo, o PIB do Rio Grande do Norte bateu recorde e fechou 2023 em R$ 101,7 bilhões.

Natal foi o município potiguar que mais ampliou participação no Produto Interno Bruto (PIB) do Rio Grande do Norte entre 2022 e 2023. A capital passou a responder por 30,63% da riqueza produzida no estado, com um PIB calculado em R$ 31,162 bilhões.

O avanço representa um ganho de 1,32 ponto percentual em relação a 2022, quando a participação era de 29,31%, o maior crescimento proporcional registrado no período entre os municípios potiguares. Na sequência aparecem Lajes, Caiçara do Rio do Vento, Pedro Avelino e Macaíba, todos com ganhos menores.

Na outra ponta, Parnamirim teve a maior perda de participação no PIB estadual, com queda de 0,50 ponto percentual. Também registraram retração Guamaré, Serra do Mel, Macau, Areia Branca e Mossoró.

Com os novos dados, houve mudanças no ranking das maiores economias do estado. São Gonçalo do Amarante assumiu a quarta posição, ultrapassando Guamaré, enquanto Macaíba passou à sexta colocação, trocando de lugar com Açu. Macau deixou a lista dos dez maiores PIBs do RN. Juntos, os cinco municípios com maior participação concentraram 53,3% da economia estadual em 2023.

Top 10 - PIB dos municípios do RN

1º Natal

2º Mossoró

3º Parnamirim

4º São Gonçalo

5º Guamaré

6º Macaíba

7º Açu

8º Caicó

9º João Câmara

10º São José de Mipibu

No País, Natal ficou com 44º maior PIB em 2023. No ranking da Região Nordeste, a capital potiguar figurou no 6º lugar e Parnamirim no 30º. O RN também teve dois municípios na lista de menores PIB’s do Nordeste, com Viçosa na 5ª posição e João Dias na 12ª.

PIB per capita

Em 2023, cinco municípios potiguares ficaram com PIB per capita maiores que R$ 100 mil e encabeçaram o ranking dos maiores valores. Foram eles: Guamaré, com R$ 168.808,24; Caiçara do Rio do Vento, com R$ 145.099,23; São Bento do Norte, com R$ 119.507,48; Parazinho, com R$ 109.346,87; e Bodó, com R$ 104.148,52.

Já os menores montantes estavam nos municípios de Rafael Fernandes, com R$ 11.389,04, Espírito Santo, com R$ 11.928,61 e Januário Cicco, com R$ 11.980,50. Entre os municípios mais populosos, o PIB per capita ficou em R$ 41.477,50 em Natal, R$ 39.019,51 em Mossoró e R$ 30.107,02 em Parnamirim.

Para o cálculo do PIB per capita dos municípios, o IBGE utilizou dados populacionais da Relação da População dos Municípios enviada ao Tribunal de Contas da União (TCU) em 2023.

TN

31/03/2026

DANOU-SE: ATINGE QUASE 60% AO ANO JURO DO CONSIGNADO PRIVADO

Juro do consignado privado atinge quase 60% ao ano

Dados do Banco Central (BC) mostram que a taxa média de juros do consignado privado chegou a 60% ao ano em fevereiro.

O patamar representa o recorde da série. A taxa subiu 2 pontos porcentuais (p.p.) no mês e acumula alta de 18,5 pontos em 12 meses. O nível supera o observado antes da ampliação do consignado para trabalhadores com carteira assinada. Na época, a média girava em torno de 40% ao ano.

O chefe do departamento de Estatísticas do BC, Fernando Rocha, obsserva que, “nessa linha específica, se olhar abril de 2025 para fevereiro de 2026, temos mais um cenário de novo patamar da taxa de juros do que uma trajetória de crescimento”.
Crédito recua e rotativo amplia pressão sobre juros

As concessões de crédito consignado para trabalhadores CLT caíram em fevereiro. O volume liberado somou R$ 7,15 bilhões. Em janeiro, o montante alcançou R$ 9,22 bilhões. A retração mensal foi de 22%. O resultado considera que fevereiro teve menos dias úteis.





O aumento dos juros também acompanha o avanço do rotativo do cartão de crédito. A taxa média dessa modalidade chegou a 436% ao ano em fevereiro. O indicador subiu 11,4 pontos porcentuais no mês. O rotativo atinge cerca de 40 milhões de clientes no país.

O presidente do BC, Gabriel Galípolo, afirmou na semana passada que essas taxas são “punitivas”. Ele defendeu debate estrutural para criação de alternativas mais adequadas ao crédito.
Endividamento avança e renda fica mais comprometida

O comprometimento de renda das famílias atingiu 29% em janeiro. O indicador subiu 0,1 p.p. no mês. O nível representa o maior da série histórica iniciada em 2011.

O endividamento das famílias ficou em 50% em janeiro. O dado permaneceu estável no mês. Na comparação em 12 meses, houve avanço de 1,1 p.p.

O Banco Central também registrou atraso superior a 90 dias em parte dessas dívidas.

A alta dos juros ocorre em meio a preocupação no governo de Luiz Inácio Lula da Silva. O cenário envolve impacto do custo do crédito sobre o endividamento das famílias.

revistaoeste

24/03/2026

DISPARADA NO PREÇO DO DIESEL PODE AFETAR MESAS DOS BRASILEIROS

Diesel sobe forte e pode encarecer produtos em todo o Brasil

O preço do diesel disparou nas distribuidoras no início de março e já pressiona o custo do transporte no país. A alta foi registrada em todas as regiões, com aumentos mais intensos no Nordeste.

Com isso, há risco de encarecimento de produtos e serviços, já que o transporte rodoviário é a principal forma de distribuição no Brasil.

O problema vai além do combustível e atinge toda a cadeia produtiva. O aumento do petróleo elevou custos de frete, fertilizantes e seguros logísticos, além de gerar incertezas sobre exportações. A ureia, por exemplo, teve salto expressivo de preço, impactando o planejamento das próximas safras e pressionando ainda mais as margens dos produtores.

Apesar de medidas do governo, como subsídios e desoneração de tributos, o setor avalia que os efeitos são limitados diante da volatilidade internacional. O agronegócio já enfrenta juros altos e endividamento, e o conflito externo agrava um cenário considerado delicado por entidades representativas.

Em diversas regiões, há relatos de racionamento, aumento abusivo de preços e até decretação de emergência por municípios. Com máquinas no campo e prazos agrícolas rígidos, produtores temem perdas e veem o cenário como uma “tempestade perfeita”, que pode impactar desde a produção até o preço final dos alimentos.

19/03/2026

QUEIRA DEUS QUE NÃO SEJA 'EXITOSO' IGUAL O QUE SAIU

Lula confirma Dario Durigan como novo ministro da Fazenda na vaga de Haddad

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), confirmou nesta quinta-feira (19) que o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, assumirá o comando da pasta no lugar de Fernando Haddad, que deixa o cargo para disputar o governo de São Paulo nas eleições deste ano. O anúncio ocorreu durante a abertura da 17ª Caravana Federativa, em São Paulo.

Lula fez a declaração enquanto lia a chamada 'nominata', a lista de autoridades presentes ao evento. Ao mencionar Durigan, o presidente pediu que ele se levantasse para ser apresentado ao público e oficializou que ele será o sucessor de Haddad na equipe econômica.

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), confirmou nesta quinta-feira (19) que o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, assumirá o comando da pasta no lugar de Fernando Haddad, que deixa o cargo para disputar o governo de São Paulo nas eleições deste ano. O anúncio ocorreu durante a abertura da 17ª Caravana Federativa, em São Paulo.

Lula fez a declaração enquanto lia a chamada 'nominata', a lista de autoridades presentes ao evento. Ao mencionar Durigan, o presidente pediu que ele se levantasse para ser apresentado ao público e oficializou que ele será o sucessor de Haddad na equipe econômica.

Quero cumprimentar o companheiro Dario Durigan. Dario, levanta aí. Levanta para as pessoas conhecerem o Dario. Ele será o substituto do Haddad no Ministério da Fazenda, a partir do anúncio do Haddad (sobre a pré-candidatura ao Palácio dos Bandeirantes). Então, pode olhar para a cara dele, que é dele que vocês vão cobrar muitas coisas

Ao citar o futuro ministro, Lula indicou que a mudança deve ocorrer quando Haddad formalizar a pré-candidatura ao governo de São Paulo. O atual titular da Fazenda é tratado pelo presidente como pré-candidato ao Palácio dos Bandeirantes nas eleições deste ano.

Durigan é apresentado como sucessor na Fazenda

Dario Durigan ocupa o cargo de secretário-executivo do Ministério da Fazenda, atual número dois do ministério comandado por Fernando Haddad. Ele integra a equipe econômica desde o início da gestão e acompanha as principais iniciativas da pasta.

Lula lê 'nominata' e fala em fim de mandatos

Durante a abertura da cerimônia, Lula decidiu citar nominalmente os ministros e autoridades presentes. O primeiro a ser mencionado foi o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, seguido pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e por outros integrantes do primeiro escalão.

Ao todo, o presidente nominou 14 ministros, além de parlamentares e representantes de outros Poderes. Ele justificou o gesto como uma forma de agradecer o apoio recebido ao longo do mandato.

Eu vou ler a nominata toda hoje, que eu não costumo ler, pra agradecer, porque estamos chegando no final do mandato de muita gente. E é importante agradecer o trabalho que muitos deputados fizeram para que a gente pudesse chegar até onde nós chegamos aqui

Com informações do Estadão Conteúdo