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07/02/2026

NO BRASIL INADIMPLÊNCIA RECUA MAS ENDIVIDAMENTO DAS FAMÍLIAS BATE RECORDE

Endividamento das famílias bate recorde no Brasil; inadimplência recua

O percentual de famílias brasileiras com dívidas alcançou 79,5% em janeiro, o nível mais alto já registrado pela série histórica, igualando o recorde observado em outubro do ano passado. Apesar disso, a inadimplência caiu pelo terceiro mês consecutivo, segundo dados divulgados nesta semana.

As informações fazem parte da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), elaborada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), que acompanha mensalmente a situação financeira das famílias no país.

Em dezembro, o nível de endividamento estava em 78,9%. Em janeiro de 2025, o indicador atingia 76,1% das famílias.

Famílias de baixa renda concentram maior endividamento

A pesquisa mostra que o endividamento é mais frequente entre famílias com renda de até três salários mínimos, grupo em que 82,5% relataram ter algum tipo de dívida em janeiro de 2026.

Entre os domicílios com renda superior a dez salários mínimos, o percentual recua para 68,3%. Desde janeiro, o salário mínimo está fixado em R$ 1.621.

Cartão de crédito lidera formas de dívida

O levantamento indica que o cartão de crédito segue como a principal modalidade de endividamento das famílias brasileiras, presente em 85,4% dos casos. Em seguida aparecem:
  • Carnês: 15,9%
  • Crédito pessoal: 12,2%
  • Financiamento de imóvel: 9,6%
  • Financiamento de veículo: 8,7%
  • Crédito consignado: 6%
  • Cheque especial: 3,4%
  • Outras dívidas: 2,5%
  • Cheque pré-datado: 0,3%
Segundo a Peic, o comprometimento médio das dívidas é de 7,2 meses, o que representa o tempo restante para quitação dos débitos.

Já a parcela da renda comprometida com dívidas corresponde, em média, a 29,7% do orçamento familiar. Uma em cada cinco famílias (19,5%) informou ter mais da metade da renda comprometida com pagamentos.

O levantamento é realizado com 18 mil famílias em todas as regiões do país e considera dívidas com cartão de crédito, cheque especial, carnês, crédito consignado, empréstimos pessoais, cheque pré-datado e financiamentos de veículos e imóveis.

A CNC ressalta que o endividamento, por si só, não é necessariamente negativo, pois pode estimular o consumo e aquecer a economia. O alerta surge quando há perda da capacidade de pagamento, caracterizando a inadimplência.

Inadimplência segue em queda

Em janeiro, a inadimplência ficou em 29,3%, recuando pelo terceiro mês seguido. Em outubro, o indicador era de 30,5%.

O percentual de famílias com contas em atraso cresce conforme diminui a renda. Entre aquelas que ganham até três salários mínimos, a taxa chega a 38,9%. Já nos domicílios com renda superior a dez salários mínimos, o índice é de 14,9%.

O tempo médio de atraso nos pagamentos foi de 64,8 dias em janeiro. Além disso, 12,7% das famílias afirmaram que não terão condições de quitar dívidas em atraso.

Juros altos pressionam orçamento

De acordo com a CNC, os juros elevados dificultam a amortização das dívidas e tornam o orçamento familiar mais apertado.

A taxa básica de juros, a Selic, está em 15% ao ano, o maior patamar desde julho de 2006, quando chegou a 15,25%. O índice é definido pelo Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, e influencia as demais taxas cobradas no mercado.

A Selic permanece elevada como instrumento de combate à inflação. O IPCA ficou 13 meses acima do teto da meta do governo, de 4,5% ao ano, retornando ao intervalo de tolerância apenas em novembro de 2025.

Juros altos encarecem o crédito, desestimulam consumo e investimentos e tendem a desacelerar a economia, com impacto negativo sobre a geração de empregos.

Projeções para o primeiro semestre

A CNC projeta que o endividamento das famílias deve continuar avançando no primeiro semestre, alcançando 80,4% em junho.

Para a inadimplência, a estimativa é de queda gradual, chegando a 28,9% no mesmo período. Segundo o economista-chefe da entidade, a redução está ligada à expectativa de queda da Selic, já sinalizada pelo Banco Central a partir de março.

“A gente vem em um patamar [de juros] muito elevado, então vai levar um certo tempo para que esse desaperto monetário seja sentido também no mercado de crédito”, avalia. “Começando em março, provavelmente no início do terceiro trimestre, final do segundo trimestre, as famílias já devem se deparar com uma taxa de juros significativamente menor”, completa.

Com informações da Agência Brasil.

05/02/2026

CIDADES DO RN COM MELHOR E PIOR DESEMPENHO EM EMPREGOS EM 2025

Empregos no RN: veja as cidades com melhor e pior desempenho em 2025

Os municípios de Natal, Parnamirim, São Gonçalo do Amarante, Macaíba e Extremoz foram os que registraram o melhor desempenho na geração de empregos formais no Rio Grande do Norte em 2025, puxados por setores como serviços, comércio e indústria. Por outro lado, as cidades potiguares que mais perderam vagas de emprego, ou seja, onde o número de demissões superou o de contratações, foram Mossoró, Assú, Currais Novos, São José do Seridó e Espírito Santo. Nesses municípios, os setores que apresentaram maior retração no número de vagas foram construção, indústria e serviços. Os dados estão disponíveis no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged).

A capital potiguar encerrou 2025 na liderança estadual da geração de empregos, com saldo positivo de 7.108 novas vagas, resultado de 106.671 admissões e 99.563 demissões. O grande destaque foi a indústria, que registrou saldo de 3.724 novas vagas na cidade.

Em segundo lugar no RN, Parnamirim ficou com saldo geral de 2.167 postos criados. O setor que se sobressaiu foi o de serviços, com 1.339 novas vagas. Em São Gonçalo do Amarante, a construção foi o grande destaque, com a abertura de 1.132 novos postos – o saldo total do município foi de 1.800 empregos.

Já Macaíba, que ficou em 4º lugar, totalizou saldo positivo de 1.070 vagas, sendo os serviços o setor de maior destaque, com 459 postos novos. Fechando o top cinco dos maiores geradores de empregos do RN no ano passado, a cidade de Extremoz registrou um saldo total de 535 postos, puxados pela construção, com 259 empregos formais.

A reportagem procurou os municípios de Natal, Parnamirim e São Gonçalo do Amarante para entender o cenário de cada região. Apenas São Gonçalo do Amarante respondeu, afirmando que a construção ganhou destaque impulsionada por obras públicas, investimentos em infraestrutura urbana e empreendimentos imobiliários privados.

“A geração de empregos formais é um indicador importante da retomada do crescimento econômico. Os números mostram que estamos novamente nos consolidando como um polo de oportunidades, fruto do trabalho de planejamento, dos investimentos públicos e da confiança do setor privado”, avalia o prefeito Jaime Calado.

Por outro lado, Mossoró, que registrou o pior saldo entre os municípios potiguares, teve o desempenho puxado pelos serviços, setor que fechou 2.592 vagas. No entanto, o desempenho final do município (-1.393) foi compensado por outras atividades, especialmente a agropecuária, que teve saldo positivo de 361 postos. Em nota, a Prefeitura de Mossoró disse acompanhar de perto os dados e afirmou que “continua trabalhando para incentivar o crescimento econômico, apoiando os empreendedores, visando ampliar as oportunidades de emprego na cidade”.

Além dos números do Caged, o secretário-adjunto de Desenvolvimento Econômico do RN, Hugo Fonseca, explicou que o resultado de Mossoró pode estar ligado à perda relativa de competitividade da circunscrição municipal frente a outros polos da região, especialmente em setores estratégicos.

“Atividades ligadas à cadeia de petróleo e gás, historicamente relevantes para a economia mossoroense, passaram a se instalar em municípios vizinhos, reduzindo a capacidade local de geração de emprego e renda”, disse.

Outros municípios com saldo negativo

Em Assú, que registrou o segundo maior saldo negativo de empregos do RN em 2025, a construção, com -1.435 vagas, puxou o resultado para baixo. Do mesmo modo que em Mossoró, setores como serviços e agropecuária ajudaram a compensar as perdas totais, resultando em um saldo final de -1.284 postos. Em nota, a Prefeitura esclareceu que o impacto liderado pela construção deveu-se ao encerramento da fase de obras da usina de energia solar do Consórcio Assú.

“Durante o período de implantação, o empreendimento chegou a empregar cerca de 2 mil trabalhadores. Com a conclusão das obras, a usina passou para a etapa de operação e manutenção, que demanda um número bem menor de profissionais, o que naturalmente gerou um volume significativo de desligamentos e refletiu nos dados do Caged. Para 2026, há a expectativa da chegada de um novo empreendimento do setor energético que poderá voltar a impulsionar a geração de empregos na fase de construção. No entanto, o cronograma de início das obras ainda depende de confirmações por parte da empresa”, disse a prefeitura.

Em Currais Novos, novamente a construção, com -996 postos de trabalho em 2025, refletiu o saldo total, que ficou negativo, em -705 vagas. Setores como serviços, com saldo positivo de 179 novos postos, e comércio, com 123, compensaram os efeitos no resultado final. O município não respondeu aos contatos da reportagem para comentar os dados.

Em São José do Seridó, com saldo total de -209 empregos, o resultado foi puxado pela indústria (-214), mas com impactos positivos da agropecuária, serviços e comércio, que ajudaram a amenizar os impactos no saldo final.

Hugo Fonseca, da Sedec, afirmou que São José do Seridó teve como um dos maiores fatores para os números apresentados a finalização de contratos temporários, principalmente ligados ao setor industrial e também à mão de obra na agricultura.

Por fim, em Espírito Santo, com -168 vagas, os serviços puxaram a queda, com -168 postos. A reportagem não conseguiu contato com o município.

Comportamento da Região Metropolitana

Para Marcelo Queiroz, presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do RN (Fecomércio-RN), a Região Metropolitana de Natal (RMN) “se comportou bem em 2025 em termos de geração de empregos”, puxado, na avaliação dele, pelo desempenho da capital. “Natal liderou a geração de empregos e, quando a capital vai bem, os municípios da RMN costumam também ir bem, principalmente no setor de comércio e serviços”, pontuou Queiroz.

“Ressaltamos ainda que nos municípios da Grande Natal há uma parcela significativa da população que reside e faz suas compras e consumo de serviços nas cidades. Além do que, são nesses municípios que estão localizados grande parte dos fornecedores de produtos e serviços, por ter menor custo de locação ou aquisição de terreno”, acrescentou Marcelo Queiroz ao comentar, ainda, sobre o fato de os serviços terem liderado os resultados negativo em Mossoró e em Espírito Santo.

“Em Mossoró, o resultado foi determinado pelo saldo de demissões em facilities (-2.216) e call center (-991). Já em Espírito Santo, o resultado negativo decorreu pelo fechamento de vagas na atividade de fornecimento e gestão de Recursos Humanos para terceiros (-167)”, detalhou.

Para 2026, de acordo com o presidente da Fecomércio-RN, o Rio Grande do Norte, que em geral registrou saldo positivo de 15.870 empregos formais em 2025, deve seguir crescendo, puxado pelos setores de comércio, serviços e turismo. “A expectativa é que, com a queda da inflação e da taxa de juros, haverá um desenvolvimento desses setores e manutenção da geração de empregos”, finalizou Queiroz.

Desempenho da Indústria

De acordo com análise do Observatório da Indústria Mais RN, núcleo ligado à Fiern, no acumulado de 2025 a indústria representou 31,7% de todas as novas vagas geradas no RN. De um total de 15.870 postos formais no Estado, o setor respondeu por 5.036. Os destaques ficaram por conta de Natal (3.724 vagas), Macaíba (384), Mossoró (317), Parnamirim (219) e São Gonçalo do Amarante (48).

“Os dados confirmam a centralidade dos polos industriais do estado, quais sejam, Região Metropolitana de Natal e Mossoró, que sozinhos respondem por quase 93% das vagas geradas. Esta é uma tendência que se confirma quando analisamos os dados desde 2023, ainda que cada município apresente dinâmicas industriais e especificidades próprias”, destacou o observatório.

Ainda segundo o núcleo, “considerando fatores macroeconômicos e ponderando com o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI), há elevação de confiança para os próximos seis meses que, se se confirmar a queda prevista para taxa básica de juros, poderá surtir efeitos positivos para a indústria”.

Top 5 Saldo de empregos no RN em 2025

Cidades que mais criaram vagas

1º – Natal – 7.108
2º – Parnamirim – 2.167
3º – São Gonçalo do Amarante – 1.800
4º – Macaíba – 1.070
5º – Extremoz – 535

Cidades que mais perderam vagas

1º – Mossoró (-1.393)
2º – Assú (-1.284)
3º – Currais Novos (-705)
4º – São José do Seridó (-209)
5º – Espírito Santo (-169)

TN

04/02/2026

CONSUMO NO BRASIL E HÁBITOS DE POTIGUARES MUDAM COM CAFÉ MAIS CARO

Café mais caro pesa no bolso, derruba consumo no Brasil e muda hábitos de potiguares

O aumento no preço do café já impacta diretamente o consumo no país e também no Rio Grande do Norte. Dados da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic) apontam queda de 2,31% no consumo nacional entre novembro de 2024 e outubro de 2025, reflexo da alta acumulada nos preços. No Nordeste, a retração foi de 1,72%, enquanto supermercados potiguares relatam mudanças claras no comportamento dos clientes.

A reportagem é da Tribuna do Norte. Segundo o presidente da Assurn, Mikelyson Góis, o consumidor tem buscado alternativas mais baratas, como o café solúvel, após sucessivos reajustes nos últimos anos. Em Natal, comerciantes estimam redução de até 8% nas vendas do produto, enquanto consumidores admitem trocar marcas, reduzir a quantidade ou até substituir o tipo de café para manter o orçamento.

A tendência, porém, é de continuidade da pressão nos preços. Economistas avaliam que fatores como inflação elevada, problemas climáticos e oferta restrita devem manter o café valorizado nos próximos meses, o que pode prolongar a queda no consumo interno, mesmo com a demanda internacional em crescimento.

Apesar da redução no volume consumido, a indústria registrou faturamento recorde de R$ 46,24 bilhões em 2025, impulsionado justamente pelos preços mais altos nas prateleiras. Especialistas defendem diversificação de produtos e políticas de incentivo à produção para reduzir impactos ao consumidor.

TN

02/02/2026

A SAÚDE FINANCEIRA DO SEU BANCO ESTÁ BOA? VEJA COMO CHECAR DADOS OFICIAIS

Veja como checar dados oficiais sobre a saúde financeira do seu banco

Com a liquidação de instituições financeiras pelo Banco Central (BC) desde o fim de 2025, notícias e rumores sobre a saúde de bancos passaram a circular com mais frequência, nem sempre com informações corretas. Para o consumidor e o investidor, saber diferenciar alertas reais de fake news é essencial para proteger seu dinheiro e tomar decisões seguras.

Existem ferramentas oficiais, indicadores públicos e sinais objetivos que permitem avaliar a situação financeira de um banco em funcionamento no Brasil. Nem toda notícia alarmista sobre instituições financeiras é verdadeira.

Antes de agir por medo, o consumidor deve consultar fontes oficiais, analisar indicadores e desconfiar de promessas exageradas. A informação de qualidade continua sendo a melhor defesa contra boatos e prejuízos.

Confira o passo a passo para conferir se uma notícia negativa procede ou se é apenas desinformação.

1. Consulte se o banco é autorizado pelo Banco Central
  • O primeiro passo é verificar se a instituição é autorizada e supervisionada pelo Banco Central do Brasil.
  • Isso pode ser feito no site do BC, no caminho: Meu BC → Serviços → Encontre uma instituição.
  • Bancos não autorizados não podem operar no sistema financeiro nacional.

2. Use bases oficiais de dados

Três tipos de plataforma concentram informações confiáveis:
  • Central de Demonstrações Financeiras (CDSFN), do Banco Central: na mesma página do serviço Encontre uma Instituição, com o seguinte caminho: digitar o nome da instituição  → clicar no resultado → clicar em Central de Demonstrações Financeiras;
  • Site Banco Data:  organiza dados financeiros de forma acessível, com esquemas visuais e cores (verde, laranja e vermelho) para indicar o risco de cada indicador;
  • Site de Relações com Investidores (RI) de cada instituição: cada instituição autorizada pelo BC é obrigada a manter uma página de relação com investidores, com todas as informações financeiras e com resumos de fácil leitura. Caminho: digitar em qualquer site de busca o nome da instituição + RI.
Esses sistemas permitem analisar balanços, resultados e indicadores de risco.

3. Avalie os principais indicadores de solidez
  • Índice de Basileia: mede a relação entre capital próprio e riscos assumidos.

       >> Mínimo exigido no Brasil: 11% para instituições em geral, 13% para bancos cooperativos;

       >> Índice confortável: acima de 15%;

       >> Um índice de Basileia 11% significa que, para cada R$ 100 emprestados, a instituição tem 11% de recursos próprios (dos sócios e dos acionistas);

>> Quanto maior, mais capacidade o banco tem de absorver perdas.

  • Lucro líquido recorrente: lucros consistentes ao longo do tempo indicam boa gestão.
  • Inadimplência da carteira de crédito: percentual de empréstimos vencidos há mais de 90 dias. Índices elevados são sinal de risco.
  • Índice de imobilização: mostra quanto do capital está preso em ativos fixos (como imóveis que não podem ser vendidos em momentos de crise); valores altos reduzem a liquidez.
  • Rating de crédito: notas atribuídas por agências como Moody’s, S&P e Fitch. Rebaixamentos sucessivos acendem o alerta. No caso do Banco Master, no entanto, várias agências atribuíam nota alta e risco baixo à instituição.
4. Verifique a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos

Para quem investe, é fundamental confirmar se o banco é coberto pelo FGC, que garante até R$ 250 mil por Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) ou Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ), com teto global de R$ 1 milhão pago a cada quatro anos.

O FGC cobre os seguintes recursos e investimentos:
  • Contas correntes e poupança;
  • CDB e RDB;
  • Letras financeiras dos seguintes tipos: LCI, LCA, LC, LH, LCD;
  • Depósitos a prazo;
  • Operações compromissadas com títulos elegíveis.
  • Em caso de liquidação, o FGC é o caminho para recuperar os valores dentro do limite.

Recursos e investimentos não cobertos pelo FGC:

  • CRI e CRA;
  • Debêntures;
  • Letras financeiras dos seguintes tipos: LF, LI, LIG; 
  • Títulos públicos, porque esses papéis são cobertos pelo Tesouro Nacional;
  • Títulos de capitalização;
  • Fundos de renda fixa: em caso de quebra, têm CNPJ separado da instituição e podem ir para outro gestor;
  • Depósitos no exterior;
  • Depósitos judiciais.
O correntista deve estar ciente de que perderá esses valores em caso de quebra da instituição.

5. Desconfie de rentabilidade fora do padrão
  • Bancos pequenos oferecem taxas maiores que bancos grandes e de baixo risco;
  • Bancos em dificuldade podem oferecer taxas muito acima da média do mercado para captar recursos rapidamente;
  • Retornos extraordinários quase sempre vêm acompanhados de maior risco;
  • No caso de CDBs, a taxa máxima recomendada está em 115% do Certificado de Depósito Interbancário (CDI). O Banco Master oferecia taxas de 140% do CDI.
6. Fique atento aos sinais de alerta

Não é possível prever com exatidão se um banco será liquidado, mas alguns indícios ajudam:
  • Queda contínua do Índice de Basileia;
  • Prejuízos recorrentes nos balanços;
  • Rebaixamento de rating;
  • Notícias sobre investigações ou intervenção;
  • Ofertas agressivas de captação;
  • Entrada em regimes especiais do Banco Central, como o Regime de Administração Especial Temporária (RAET).
No caso do Will Bank, liquidado recentemente, o Índice de Basileia estava negativo em 5,3% em junho de 2024. O Índice de Imobilização estava negativo em 1,9% na mesma data, mesmo com lucro líquido de R$ 55,5 bilhões.

7. Compare com investimentos mais seguros

Para reduzir riscos, especialistas destacam:
  • Tesouro Direto: risco de crédito considerado o menor do país;
  • CDBs, LCIs e LCAs de grandes bancos, com alta solidez e proteção do FGC.

30/01/2026

HAJA ROMBO

Setor público tem déficit de R$ 55 bilhões em 2025, diz Banco Central

O setor público consolidado — formado por União, Estados, municípios e estatais — registrou déficit primário de R$ 55 bilhões em 2025. O resultado consta no relatório “Estatísticas Fiscais”, divulgado pelo BC (Banco Central) nesta sexta-feira (30).

O resultado representa o maior déficit desde 2023. 

Veja a série histórica do setor público consolidado no acumulado do ano:

2020: déficit de R$ 702,95 bilhões
2021: superávit de R$ 64,727 bilhões
2022: superávit de R$ 126 bilhões
2023: déficit de R$ 249,123 bilhões
2024: déficit de R$ 47,552 bilhões
2025: déficit de R$ 55 bilhões

CNN

29/01/2026

OLHA O IMPOSTO AÍ, GENTE.....

Tesouro calcula que governo Lula precisa de R$ 14 bilhões extras em 2026 para atingir meta fiscal

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) terá de buscar R$ 14 bilhões adicionais em 2026 para alcançar o centro da meta fiscal prevista para o ano, segundo projeções do Tesouro Nacional. A meta é de superávit de 0,25% do PIB, equivalente a R$ 34,3 bilhões.

Os cálculos constam da edição mais recente do Relatório de Projeções Fiscais, documento em que o Tesouro traça cenários para a trajetória das contas públicas na próxima década. As simulações apontam que a necessidade de reforço na arrecadação cresce ao longo do tempo, mesmo com regras que permitem retirar da contabilidade da meta uma parcela relevante das despesas com sentenças judiciais. As informações são do jornal Folha da S.P.

A pressão tende a se intensificar já no início do próximo mandato presidencial. Para 2027, ano em que o presidente eleito em 2026 assume o Planalto, o Tesouro calcula um “buraco” de R$ 46 bilhões para cumprir a promessa de superávit de 0,5% do PIB, estimado em R$ 73 bilhões. Esse alvo ainda precisará ser confirmado em abril, quando o Executivo enviar ao Congresso o PLDO (projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias) do ano seguinte.

Precatórios fora da conta ampliam risco de pressão futura

Um dos fatores de peso é o tratamento dado aos precatórios. Em 2027, R$ 96,1 bilhões dessas despesas ficariam fora da conta da meta, permitindo que o governo gaste esse montante sem precisar apresentar receitas equivalentes para cumprir o resultado fiscal. A regra foi aprovada via emenda constitucional, com anuência do governo Lula, e estabelece uma transição gradual de incorporação desses valores ao cálculo da meta — processo que só se encerra em 2036.

Mesmo com esse “alívio” contábil, o Tesouro indica que as necessidades de receita continuam subindo, puxadas por metas mais ambiciosas e por novas obrigações estruturais que chegam ao fim da década.

Reforma Tributária e metas mais altas colocam mais pressão a partir de 2029

As projeções consideram que os alvos fiscais sobem até alcançar superávit de 1,25% do PIB em 2029, em tentativa de desacelerar o crescimento da dívida pública. Ao mesmo tempo, entram em cena os repasses a estados previstos na Reforma Tributária, que podem sobrecarregar as contas federais.

A emenda constitucional da reforma criou dois fundos:
  • FCBF (Fundo de Compensação de Benefícios Fiscais ou Financeiro-Fiscais), temporário, voltado a ressarcir empresas que hoje usufruem incentivos do ICMS estadual;
  • FNDR (Fundo Nacional de Desenvolvimento Regional), permanente, que funcionará como mecanismo substituto para incentivos locais.
O Tesouro estima que o desembolso conjunto para esses fundos começa em R$ 27 bilhões em 2029 e alcança o pico de R$ 145 bilhões em 2032. Pela regra aprovada, essas despesas ficam fora do limite de gastos do arcabouço fiscal, mas dentro da meta. Na prática, a equipe econômica não seria obrigada a cortar outras políticas para abrir espaço no teto, porém precisaria garantir receitas para manter o resultado fiscal.

Ainda assim, o próprio Tesouro indica que a conta não se explica apenas pelos fundos: a necessidade de arrecadação extra projetada é de R$ 165 bilhões em 2029 e chega a R$ 299 bilhões em 2032, acima dos desembolsos previstos para FCBF e FNDR. O diagnóstico implícito é que outros gastos também crescem mais do que as receitas ao longo do tempo.

Dívida segue em alta mesmo com esforço de arrecadação, diz Tesouro

O relatório afirma que, mesmo que o Executivo consiga superar resistências no Congresso e aprovar medidas para obter todas as receitas adicionais necessárias, os resultados ainda seriam insuficientes para estabilizar a dívida pública. A projeção é que o indicador encoste em 89% do PIB em 2032, cerca de dez pontos acima dos 79,3% do PIB registrados ao fim de 2025.

Por outro lado, metas menos ambiciosas — embora mais fáceis de cumprir — tenderiam a piorar a dinâmica das contas públicas, segundo o documento.

Em ano eleitoral, 2026 tem “folga”

No curto prazo, 2026 é visto como um desafio menor porque a regra da meta permite acomodar parte do risco dentro da margem de tolerância. O arcabouço autoriza a equipe do ministro Fernando Haddad (Fazenda) a entregar resultado zero no ano, sem contar despesas fora das regras, estimadas em R$ 57,8 bilhões.

Para chegar ao cenário de cumprimento, no entanto, o Tesouro contabilizou R$ 48 bilhões em receitas esperadas de medidas aprovadas ou previstas, mas com impacto considerado incerto. A lista inclui:
  • Leilões de petróleo, que podem render até R$ 31 bilhões;
  • ganhos com o balcão único para abertura de empresas (R$ 6,6 bilhões);
  • corte linear de benefícios tributários, cujo impacto foi considerado em R$ 19,8 bilhões — embora integrantes da equipe econômica esperem algo mais próximo de R$ 15 bilhões após o texto ter sido desidratado no Congresso.
O Tesouro também citou que mudanças aprovadas após as projeções, como aumento da tributação de bets e fintechs e maior taxação sobre JCP (Juro sobre Capital Próprio), podem reforçar a arrecadação. Além disso, o Orçamento inclui R$ 14 bilhões com elevação do Imposto de Importação, ainda sem definição do governo.

XP vê superávit menor e alerta para possível contingenciamento

Na avaliação do economista Tiago Sbardelotto, da XP Investimentos, o governo pode fechar 2026 com superávit de R$ 4 bilhões, próximo ao limite inferior da margem da meta, desde que garanta R$ 10 bilhões extras em dividendos de estatais além do previsto no Orçamento.

“Sem esse adicional, veríamos a necessidade de um contingenciamento de R$ 6 bilhões no início do ano. É bem menos do que nos anos anteriores, mas ainda assim é relevante”, afirmou.

TN

DÍVIDA PÚBLICA FEDERAL PODE CRESCER 19% EM 2026 E PASSAR DE R$ 10 TRI

Dívida pública federal salta 18% em 2025, pode crescer 19% em 2026 e passar de R$ 10 tri

Todos pagam a conta pelos juros altos — incluindo o próprio governo. As altas taxas de juros, ao lado do déficit do orçamento, foram a principal razão para que a dívida pública federal aumentasse 18% em 2025, de acordo com os dados do Relatório Mensal da Dívida referentes a dezembro e divulgados nesta quarta-feira, 28, pelo Tesouro Nacional. E a projeção do Tesouro para 2026, divulgada com os dados do fechamento do ano, é que ela deve crescer quase 20% neste ano, passando da marca dos 10 trilhões de reais.

A Dívida Pública Federal (DPF) encerrou dezembro totalizando 8,635 trilhões de reais, um aumento de mais de 1 trilhão de reais na comparação com o fechamento de 2024, quando chegou em dezembro aos 7,316 trilhões. No planejamento do Tesouro para 2026, a estimativa é que ela continue crescendo e encerre o ano entre 9,7 trilhões e 10,3 trilhões de reais. Se confirmada a banda superior, o crescimento terá sido de 19,3%.

O salto no estoque da dívida em 2025 foi puxado principalmente pelo avanço da dívida interna, que representa quase a totalidade dos débitos do país. A Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi) chegou a 8,309 trilhões de reais em dezembro, um aumento de 19% na comparação com um ano antes, quando estava em 6,966 trilhões de reais. Ela representa 96% do total do endividamento federal.

A dívida externa, por sua vez, encolheu 6%. A Dívida Pública Federal externa (DPFe) saiu de 349 bilhões de reais ao fim de 2024 para 326,07 bilhões de reais no encerramento de 2025.

O custo da dívida, ou seja, a taxa de juros média que o governo paga por ela por meio dos títulos que emite no mercado, teve um aumento expressivo neste intervalo, passando de uma média de 12,9% em dezembro de 2024 para 14,4% na última leitura.

A dívida pública, como a dívida de qualquer pessoa, é o resultado de quanto o governo toma emprestado para pagar suas contas acrescido dos juros que paga, o que significa que, quanto maior a taxa de juros, mais rápido o valor devido crescerá, mesmo que nenhum crédito novo seja tomado.

Além disso, cada vez que o governo encerra o ano com um déficit primário, ou seja, tendo gastado mais do que arrecada, ele precisa ir ao mercado, emitindo mais dívida, para tomar emprestado o dinheiro que faltou, e a dívida também aumenta. E essas contas estão no vermelho há praticamente dez anos.

22/01/2026

SAIBA O QUE PODE FAZER SE VOCÊ ERA CLIENTE DO WILL BANK

Clientes do Will Bank não podem usar contas; saiba o que fazer

Nesta quarta-feira (21), o Banco Central (BC) decretou a liquidação extrajudicial da Will Financeira S.A. Crédito, Financiamento e Investimento, instituição controlada pelo Banco Master, deixando cerca de 12 milhões de clientes sem poder movimentar suas contas, acessar investimentos ou utilizar cartões de crédito.

Com a medida, entra em ação o Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que protege valores de até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ em cada instituição. A cobertura vale para conta corrente, poupança e aplicações como CDB, LCI, LCA, LCD e RDB.

O pagamento é feito pelo próprio FGC, sem necessidade de processo na Justiça. Em geral, o cliente precisa confirmar seus dados e informar uma conta em outro banco para receber o dinheiro.

Os prazos para o ressarcimento variam, mas costumam ir de algumas semanas a poucos meses após o início do processo de liquidação.

Quem tem mais de R$ 250 mil aplicados não conta com a cobertura total do fundo. Nesse caso, é necessário se habilitar junto ao liquidante, apresentando documentos que comprovem o valor a receber.

O pagamento para esses credores depende da venda dos ativos do banco e segue uma ordem legal de prioridade.

21/01/2026

WILL BANK TEM LIQUIDAÇÃO DECRETADA PELO BANCO CENTRAL

Banco Central decreta liquidação do Will Bank, ligado ao Master

O Banco Central (BC) decretou a liquidação extrajudicial do Will Bank, que estava em Regime de Administração Especial Temporária (Raet) desde novembro, quando foi decretada a liquidação do Banco Master.

A entidade havia sido preservada quando foi decretada a liquidação do Master para permitir a venda do Will a um novo investidor de origem árabe, que tinha interesse na compra. O negócio, porém, não foi fechado. O ato desta quarta-feira (21), assinado pelo presidente da autarquia, Gabriel Galípolo, cita que a liquidação ocorre “por extensão”, porque o controle da instituição era exercido pelo Banco Master.

O regulador nomeou como liquidante Eduardo Félix Bianchini, que exerce a mesma função no Master. Ex-servidor do BC, ele já trabalhou em outros oito casos do tipo antes de assumir o controle das instituições de Daniel Vorcaro.

O BC ainda determinou a indisponibilidade de bens de controladores e ex-controladores da Will Financeira: Will Holding Financeira, Master Holding Financeira, 133 Investimentos e Participações, Armando Miguel Gallo Neto, Daniel Vorcaro, Felipe Wallace Simonsen, Felipe Félix Soares e Ricardo Saad Neto.

AE

13/01/2026

ABSURDO: ANP APONTA QUE O RN LIDERA AUMENTO DE PREÇO DO ETANOL NO BRASIL

Etanol dispara no RN e estado lidera aumento de preços no Brasil, aponta ANP

O Rio Grande do Norte registrou a maior alta percentual do país no preço médio do etanol hidratado, segundo levantamento da Agência Nacional do Petróleo (ANP). Em apenas uma semana, o valor médio do litro saltou 11,76%, passando de R$ 4,59 para R$ 5,13, enquanto a média nacional teve aumento bem mais modesto, de 0,89%. No período, 20 estados apresentaram alta, cinco tiveram queda e apenas o Amazonas manteve estabilidade.

De acordo com o presidente do Sindipostos-RN, Maxwell Flor, o principal fator para o aumento é a proximidade do fim da safra da cana-de-açúcar no Nordeste. Com estoques mais baixos e produção concentrada em poucas usinas, o estado perde capacidade de abastecimento próprio e precisa buscar combustível fora, o que pressiona os preços. Segundo ele, esse movimento é cíclico e deve se manter durante o período de entressafra.

Nos postos, o impacto já pesa no bolso dos motoristas. Em Natal, o litro do etanol já ultrapassa os R$ 5,00, chegando a R$ 5,59 em alguns estabelecimentos. Motoristas de aplicativo relatam surpresa com a alta antecipada e reclamam da perda de competitividade do combustível. Além disso, o encarecimento do etanol também começa a influenciar o preço da gasolina, já que 30% da sua composição leva etanol anidro.

O reflexo é direto nas bombas: o RN também liderou o aumento da gasolina comum, que subiu 7,81% em duas semanas, chegando a R$ 6,35 por litro. Para o setor, enquanto a produção seguir limitada e os estoques reduzidos, a tendência é de preços elevados nos próximos meses, ampliando ainda mais a pressão sobre consumidores e trabalhadores que dependem do transporte diariamente.

TN

08/01/2026

APÓS VAZAMENTO NA MARGEM EQUATORIAL PETROBRAS CAI 2% NA BOLSA

Petrobras cai 2% na Bolsa após vazamento na Margem Equatorial

Nesta terça-feira (6), as ações preferenciais (PETR4) da Petrobras caíram 2% após a empresa reportar o vazamento de fluidos na perfuração a 175 quilômetros do Amapá, na Margem Equatorial brasileira.

Às 12h, as ações eram cotadas em R$ 30,26, de acordo com a plataforma Investing.com. Mas com a notícia do vazamento, que começou a circular às 13h, as ações começaram a cair e chegaram a R$ 29,63 no fechamento do mercado.

As ações PETR4 são preferenciais da Petrobras e costumam ser usadas como principal referência do mercado por terem maior liquidez e volume de negociação.

As informações são do Poder360.

30/12/2025

MULTINACIONAL COM 9 MIL FUNCIONÁRIOPS FECHA FÁBRICA NO BRASIL APÓS 70 ANOS

Depois de 70 anos, multinacional com 9 mil funcionários fecha fábrica no Brasil

Uma fábrica de materiais voltados ao isolamento térmico e acústico, pertencente à Isover — empresa integrante do Grupo Saint-Gobain — terá suas atividades industriais encerradas em Santo Amaro, na zona sul da cidade de São Paulo. O fechamento está previsto para ocorrer até 31 de julho de 2026 e foi oficializado por meio de um acordo firmado com o Ministério Público e a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo.

De acordo com informações divulgadas pelo jornal O Estado de S. Paulo, o Grupo Isover confirmou a assinatura do termo que estabelece o fim da produção no local dentro do cronograma definido pelas autoridades ambientais.

Presente em 39 países, a Isover emprega mais de 9 mil pessoas e opera cerca de 60 fábricas distribuídas em 28 nações. No Brasil, entretanto, a desativação da unidade paulista deverá impactar diretamente mais de 100 famílias de trabalhadores, além de gerar reflexos sobre um número expressivo de empregos indiretos ligados à operação.

A decisão de encerrar as atividades industriais ocorre após anos de queixas por parte de moradores da região, que relataram problemas recorrentes associados à poluição atmosférica. Entre as principais reclamações estão episódios frequentes de forte odor, emissão de fumaça densa e ruídos constantes vindos da planta industrial. Segundo relatos da comunidade, os efeitos à saúde incluíam dificuldade respiratória, irritações na pele, ardência nos olhos e incômodo sonoro, especialmente durante a noite.

Conforme estabelecido no TAC (Termo de Ajuste de Conduta), assinado em 22 de dezembro, a produção de lã de vidro deverá ser interrompida até 4 de julho de 2026. Já o forno de fusão de vidro, apontado como a principal fonte das emissões, terá seu funcionamento encerrado até 31 de julho do mesmo ano. Após esse período, o espaço deixará de ter caráter industrial e passará a operar exclusivamente como centro de distribuição dos produtos fabricados pela empresa em outras unidades.

Os materiais produzidos pela Isover são amplamente utilizados em segmentos estratégicos da economia, como construção civil, indústria automotiva, agronegócio e infraestrutura de data centers, o que evidencia a relevância da marca no mercado nacional e internacional.

Grupo Isover declarou que atua no local há mais de 70 anos “em conformidade com a legislação e atendendo aos critérios de sustentabilidade e segurança da saúde humana estabelecidos por entidades nacionais e internacionais”. A empresa também informou ter colocado em prática um Plano de Melhoria Ambiental, com investimentos em isolamento acústico, tecnologias para reduzir a emissão de vapor de água e programas de comunicação com a comunidade local.

Segundo a companhia, o período de seis meses previsto no acordo será utilizado para reduzir os impactos sociais decorrentes da desativação. Até o encerramento definitivo das atividades, o TAC determina ainda que a empresa realize a gestão adequada das áreas contaminadas, incluindo o tratamento e a destinação correta dos resíduos existentes. O destino futuro da área, por sua vez, seguirá em debate entre autoridades públicas e moradores da região.

jornaldacidadeonline

26/12/2025

BC APONTA QUE FAMÍLIAS BRASILEIRAS JÁ CONSOMEM QUASE METADE DA RENDA ANUAL COM DÍVIDAS

Endividamento já consome quase metade da renda anual das famílias brasileiras, aponta Banco Central

As famílias brasileiras estão mais endividadas e enfrentando crédito mais caro, o que tem reduzido a contratação de novos empréstimos. Dados do Banco Central mostram que o endividamento chegou a 49,3% da renda anual, enquanto o comprometimento mensal com dívidas subiu para 29,4%.

Ao mesmo tempo, os juros do crédito livre para pessoas físicas alcançaram 59,4% ao ano, um dos principais fatores por trás da perda de ritmo do crédito. O nível de endividamento está entre os mais altos desde novembro de 2022, quando chegou a 49,4%.

Apesar do aperto no orçamento, o crédito às famílias ainda cresce. Em novembro, o crédito ampliado somou R$ 4,7 trilhões, o equivalente a 37,2% do PIB. No entanto, o avanço vem desacelerando: o estoque total de crédito cresceu 9,5% em 12 meses, abaixo dos 10,2% registrados anteriormente.

A cautela também aparece nas concessões. Em novembro, os novos empréstimos caíram 6,6%, somando R$ 637,5 bilhões, com recuo tanto para famílias quanto para empresas.

Com informações de O Globo

22/12/2025

AÇÕES DE DONA DA HAVAIANAS SOFREM FORTE QUEDA APÓS POLÊMICA

Após polêmica, ações de dona da Havaianas sofrem forte queda

As ações da Alpargatas, empresa dona da marca Havaianas, operam em forte queda nesta segunda-feira (22) na B3, a bolsa de valores brasileira, em um movimento relacionado à polêmica campanha publicitária protagonizada pela atriz Fernanda Torres, cuja mensagem foi encarada com viés político contra a direita. Por volta das 16h, os papéis da companhia recuavam cerca de 3,4%, custando R$ 11,32.

Com o resultado desta segunda, a queda nas ações da Alpargatas nos últimos seis dias já passa dos 7%, já que os papéis da empresa valiam R$ 12,23 na última terça-feira (16). A principal acionista da empresa, a Itaúsa, holding que é dona do banco Itaú, também apresentava perdas nesta segunda, com 0,35% de decréscimo em suas ações, cotadas a R$ 11,43.

SOBRE A PROPAGANDA POLÊMICA

A Havaianas virou alvo de críticas nas redes sociais por causa de sua campanha com a atriz Fernanda Torres. Na peça publicitária, a atriz diz: “Desculpa, mas eu não quero que você comece o ano com o pé direito”. A frase foi entendida como um posicionamento político e a marca precisou bloquear os comentários no Instagram.

– Desculpa, mas eu não quero que você comece o ano com o pé direito. Não é nada contra a sorte, até porque, sorte? Não depende de você, depende de sorte. O que eu desejo é que você comece o ano novo com os dois pés – diz a atriz.

Nos comentários da publicação diversas pessoas criticaram a “indireta”, como o vereador Gilson Machado Filho (PL-PE), que disse que começaria 2026 com o pé direito “em outra marca”. O deputado federal Luiz Lima (NOVO-RJ) também se manifestou, dizendo que “publicidade é escolha e consumo também”.

O especialista em marketing Marcelo Rennó também criticou a campanha, relembrando que 2026 é ano de eleição e que campanhas publicitárias devem ser feitas pra todo mundo, não pra um lado só.

Nas redes sociais, internautas de direita prometeram boicotar a marca e incentivaram outras pessoas a fazerem o mesmo.

Confira:

21/12/2025

A PARTIR DE FEVEREIRO O PIX TERÁ MUDANÇAS - VEJA QUAIS SÃO

Pix terá novas regras a partir de fevereiro de 2026

O Banco Central anunciou novas regras para o Pix, que entram em vigor em fevereiro de 2026, junto com medidas de segurança obrigatórias para os bancos. As mudanças buscam reduzir fraudes e aumentar as chances de devolução de valores desviados.

Mecanismo Especial de Devolução (MED)

A principal novidade é o aprimoramento do Mecanismo Especial de Devolução (MED). Atualmente, o sistema rastreia apenas a conta do primeiro recebedor e só permite a devolução se ainda houver saldo. Como criminosos costumam transferir o dinheiro rapidamente para outras contas, mais de 90% das tentativas de recuperação fracassam.

Com as novas regras, os bancos terão de adotar o rastreamento em cascata, acompanhando o caminho do dinheiro mesmo após transferências para outras contas, o que amplia a possibilidade de reaver os valores.

Padronização das informações exibidas ao cliente

Outra mudança é a padronização das informações exibidas ao cliente. A partir de 2 de fevereiro, as instituições deverão identificar claramente o pagamento original, a data, o valor e o motivo da devolução em casos de fraude.

O Banco Central reforçou que o Pix segue gratuito para pessoas físicas. A cobrança de tarifas continua permitida apenas para pessoas jurídicas.