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10/06/2026

GUERRA: EUA X IRÃ - 'PUXA ENCOLHE' DA MOLÉSTIA

Chanceler do Irã diz que nenhum ataque dos EUA ficará sem resposta

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou nesta terça-feira (9) que nenhum ataque dos Estados Unidos ficará sem resposta.

A declaração foi feita após os EUA lançarem uma nova onda de ataques retaliatórios contra o Irã, na sequência da derrubada de um helicóptero militar.

"Apesar de suas derrotas no campo de batalha, os EUA optaram por testar nossa determinação. Nossas poderosas Forças Armadas não deixarão nenhum ataque ou ameaça sem resposta", disse Araghchi em uma publicação nas redes sociais.

"Deixem nossa região se quiserem estar seguros", advertiu o ministro.


Os EUA realizaram ataques contra radares iranianos ao redor do Estreito de Ormuz, segundo duas fontes da CNN.

A mídia iraniana relatou diversas explosões, mas não informou sobre feridos ou a extensão dos danos.

08/06/2026

DANOU-SE: SEGUNDO TRUMP NETANYAHU NÃO DECIDE NADA E TERÁ QUE ACEITAR ACORDO COM IRÃ

Trump diz que Netanyahu "não dá as cartas" e terá de aceitar acordo com Irã

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo (7) que o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, terá de aceitar qualquer acordo que os EUA venham a fechar com o Irã. Ele destacou que Netanyahu “não é quem dá as cartas”.

“Quem dá as cartas sou eu. Eu dou todas as cartas. Ele (Netanyahu) não dá as cartas”, disse Trump ao Financial Times. “Ele não terá escolha”, acrescentou o presidente.

Trump insistiu que o ataque com mísseis lançado pelo Irã contra Israel na noite de domingo “não terá nenhum impacto no acordo”.

“Vamos ver como isso termina. Mas foram ataques que não tiveram efeito algum. É uma daquelas coisas que vêm acontecendo há 3 mil anos, ou há 47 anos, dependendo de como você conta”, afirmou.

As declarações de Trump sobre o líder israelense vêm depois de o presidente americano ter dito, na semana passada, que estava “incomodado” com Netanyahu por causa dos planos de Israel para operações militares no Líbano, enquanto os Estados Unidos trabalhavam para alcançar um acordo de paz com o Irã.

Netanyahu foi um crítico contundente do acordo nuclear com o Irã firmado durante o governo do ex-presidente Barack Obama. Em 2015, ele declarou na ONU que o acordo apenas recompensava o “mau comportamento” do Irã.
Ataques contra o Líbano

Mais cedo neste domingo, os militares israelenses disseram que atingiram alvos ligados ao Hezbollah nos subúrbios do sul de Beirute depois que o grupo armado libanês disparou contra o norte de Israel, provocando temores de uma nova escalada na guerra.

O ataque foi o primeiro a atingir a capital libanesa desde o novo cessar-fogo anunciado pelos Estados Unidos na semana passada.

Em resposta, o Irã disparou salvas de mísseis contra Israel. Os projéteis foram interceptados pelas forças israelenses e não há informações sobre vítimas.

Após o ataque, Donald Trump conversou com Netanyahu. Ele disse que pressionaria Israel a não retaliar e afirmou que não estava feliz com os ataques ao Líbano.

CNN Brasil

04/06/2026

FIM DA GUERRA: ZELENSKY PROPÕE FIM DA GUERRA A PUTIN EM CARTA ABERTA

Em carta aberta, Zelensky propõe encontro com Putin e fim da guerra

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, publicou uma carta aberta ao presidente Vladimir Putin na quinta-feira (4), na qual propôs que os dois líderes se encontrassem para negociar o fim de mais de quatro anos de guerra, alertando que Kiev estaria pronta para continuar lutando caso não houvesse acordo.

Na carta, que o escritório do presidente disse ter sido enviada a outros países, incluindo os Estados Unidos, Zelensky afirmou que a maioria dos russos já está cansada dos ataques ucranianos com mísseis e drones, da inflação e da escassez de combustíveis, e que estavam prontos para a paz.

Zelensky disse que, com os Estados Unidos focados no conflito no Irã, “seria errado simplesmente esperar até que a guerra na Europa volte a estar no centro de sua atenção.”

E o caminho para a paz, afirmou, precisa começar na linha de frente, “a linha de onde a diplomacia deve começar.” A Ucrânia defende “um cessar-fogo total durante as negociações. Isso é prática comum.”

Zelensky propôs definir uma data clara para um encontro e afirmou que diversos países “tradicionalmente receberam líderes para resolver questões de guerra e paz”, citando Suíça, Turquia e países do mundo árabe.

“Não tenha medo de trilhar o caminho para fora desta guerra. Isso é o principal que se exige de você agora”, escreveu Zelensky.

“A Ucrânia propõe encerrar esta guerra por meio de um diálogo direto entre nós — e você. Estou propondo um encontro... Se você não chegar pessoalmente à conclusão de que é hora de acabar com esta guerra, a Ucrânia continuará lutando por sua existência.”

E a continuação da guerra, sugeriu Zelensky, poderia ameaçar a posição pessoal de Putin.

“É um fato da história russa que você conhece bem: quando a Rússia se cansa, mudanças acontecem.”

Em Moscou, o Kremlin disse ter visto a carta de Zelensky e que Putin seria informado sobre seu conteúdo.

Clique no link abaixo e veja a carta aberta de Zelensky:

26/05/2026

ALVOS IRANIANOS NO ESTREITO DE ORMUZ SÃO ATACADOS PELOS EUA

Estados Unidos atacam alvos iranianos no Estreito de Ormuz

As Forças Armadas dos Estados Unidos realizaram, na noite desta segunda-feira (25), uma ofensiva contra bases de lançamento de mísseis e embarcações iranianas localizadas na região estratégica do Estreito de Ormuz.

O Comando Central dos Estados Unidos emitiu um comunicado oficial classificando a investida como uma ação de autodefesa, justificada pela necessidade de proteger suas tropas contra ameaças iminentes oriundas do Irã.

Até o momento, não foram divulgadas informações detalhadas sobre a extensão dos danos causados aos alvos atingidos, tampouco sobre possíveis baixas humanas ou materiais decorrentes do ataque. O governo do Irã ainda não se manifestou oficialmente sobre a incursão militar norte-americana.
Estreito de Ormuz

O Estreito de Ormuz é uma das rotas marítimas mais importantes do planeta. Localizado no Oriente Médio, ele liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã, servindo como única saída marítima para o Mar Arábico e, consequentemente, para o Oceano Índico. Por essa posição estratégica, o estreito é considerado um dos principais “pontos de estrangulamento” do comércio global de energia.

A relevância do Estreito de Ormuz está diretamente ligada ao petróleo e ao gás natural. Estimativas de agências internacionais indicam que entre 20% e 30% de todo o petróleo consumido no mundo passa diariamente por essa rota. Além disso, o estreito é fundamental para o transporte de gás natural liquefeito (GNL), especialmente exportado por países do Golfo.

Band

25/05/2026

DEFESA AÉREA DO IRÃ É ATIVADA APÓS EXPLOSÕES SEREM OUVIDAS NA REGIÃO DO GOLFO

Explosões são ouvidas no Irã e região do Golfo; defesa aérea é ativada

Três explosões foram ouvidas na cidade portuária iraniana de Bandar Abbas, informou a IRGC (Guarda Revolucionária Islâmica do Irã) em um breve comunicado nesta segunda-feira (25), citando "fontes".

Não houve confirmação oficial imediata sobre a causa das explosões.

Em um comunicado posterior, a IRGC afirmou que o som de uma explosão foi ouvido próximo ao aeroporto de Bandar Abbas.

O sistema de defesa aérea do Irã em Bandar Abbas "foi ativado para neutralizar alvos hostis", acrescentou a IRGC.

A agência de notícias estatal iraniana IRNA também informou que "o som de várias explosões consecutivas foi ouvido por volta da meia-noite [de terça-feira (26), horário local]... na cidade de Bandar Abbas, cuja causa ainda não foi divulgada por fontes oficiais".

A agência de notícias semioficial Fars, citando testemunhas, disse que sons semelhantes também foram relatados no Golfo Pérsico, perto de Sirik e Jask.

Anteriormente, militares do Irã disseram ter destruído um drone hostil na região do Golfo Pérsico, segundo relatos.

Bandar Abbas, no sul do Irã, onde se encontra uma importante base naval e aérea iraniana, está estrategicamente localizada ao longo do Estreito de Ormuz.

CNN Brasil

24/05/2026

ATAQUE DEVASTADOR COM MÍSSEL SUPERSÔNICO É EXECUTADO PELA RÚSSIA CONTRA KIEV

Rússia usa míssil hipersônico em ataque devastador contra Kiev

Kiev viveu uma madrugada de terror neste domingo (24), após a Rússia desencadear um ataque em larga escala contra a capital ucraniana. Explosões tomaram conta da cidade durante horas enquanto mísseis e drones atingiam áreas centrais, incluindo regiões próximas a prédios do governo, escolas e edifícios residenciais.

Segundo a Força Aérea da Ucrânia, Moscou lançou cerca de 600 drones de ataque e 90 mísseis disparados por terra, mar e ar. As defesas ucranianas afirmam ter neutralizado 549 drones e 55 mísseis, mas o bombardeio ainda deixou um rastro de destruição.

Pelo menos quatro pessoas morreram e outras 56 ficaram feridas em Kiev e na região metropolitana, de acordo com autoridades locais. Sirenes de ataque aéreo ecoaram durante toda a noite, enquanto colunas de fumaça se espalhavam pelo céu da capital.

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou em mensagem no Telegram que a Rússia utilizou o míssil balístico hipersônico Oreshnik, uma das armas mais poderosas do arsenal russo.

De acordo com o Ministério da Defesa da Rússia, os bombardeios tiveram como alvo instalações de comando militar, bases aéreas e empresas ligadas ao complexo militar-industrial da Ucrânia.

A reação internacional veio rapidamente. A chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, condenou duramente o uso de armamentos com capacidade nuclear.


“A Rússia chegou a um impasse no campo de batalha e agora aterroriza centros urbanos deliberadamente. São atos abomináveis destinados a matar o maior número possível de civis”, escreveu Kallas na rede social X.

Ela também alertou para o uso do míssil Oreshnik, sistema capaz de transportar ogivas nucleares, classificando a ação como uma estratégia de intimidação política e demonstração de imprudência nuclear.

Segundo o chefe da administração militar de Kiev, Tymur Tkachenko, danos foram registrados em pelo menos 40 pontos diferentes da capital, incluindo prédios residenciais e estruturas civis.

DP

16/05/2026

SINISTRO: NO IRÃ APRESENTADORES DE TV ESTATAL ENSINAM A USAR FUZIS

Apresentadores de TV estatal do Irã ensinam a usar fuzis

Vários apresentadores da televisão estatal iraniana aparecem portando fuzis Kalashnikov, demonstrando seu uso e até mesmo disparando tiros, em imagens compartilhadas nas redes sociais em meio ao estabelecimento de negociações de paz com os Estados Unidos e diante de uma possível retomada da guerra.

Os vídeos divulgados mostram pelo menos três apresentadores de diversos programas exibidos nesta sexta feira (15) da televisão da República Islâmica com armas , fazendo demonstrações com seus manuais, incluindo instruções sobre como montar e desmontar um fuzil Kalashnikov.

Numa das transmissões mais partilhadas, a apresentadora Mobina Nasiri aparece no Canal 3 com um fuzil Kalashnikov, enquanto Hosein Hoseini aparece no canal Ofogh ao lado de um soldado que lhe dá instruções sobre como usar o fuzil, o que leva a disparos dentro do estúdio.

No Canal 1, também foi exibido um segmento dedicado a explicar como desmontar e remontar a arma. Durante esses programas, alguns apresentadores afirmaram que, se necessário, se uniriam para a guerra.

Alguns internautas interpretam as transmissões como um sinal de mobilização de forças em um contexto de guerra e uma demonstração de preparação para uma possível escalada do conflito.

EFE

14/05/2026

RÚSSIA ATINGE UCRÂNIA COM 800 DRONES E MATA SEIS PESSOAS EM PLENA LUZ DO DIA

Em plena luz do dia, Rússia atinge Ucrânia com 800 drones e mata seis pessoas

A Rússia atingiu a Ucrânia com mais de 800 drones em em plena luz do dia nesta quarta-feira, 13, matando pelo menos seis pessoas. O ataque amplo veio após uma primeira saraivada na madrugada, e ocorre em um contexto em que Kiev e Moscou trocam disparos de longo alcance após um breve cessar-fogo, contrariando a sugestão do presidente americano, Donald Trump, de que a guerra estaria próxima do fim.

Monitores ucranianos detectaram pelo menos oito salvas de drones russos, incluindo alguns vindos de Belarus, cujo alvo principal eram infraestruturas civis da capital, Kiev.

“Desde a meia-noite, pelo menos 800 drones russos já foram lançados, e o ataque continua, com drones adicionais entrando no espaço aéreo do nosso país”, escreveu no X o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, que estava em visita à Romênia nesta quarta. Segundo ele, mirava a região oeste do país, mais próximas das fronteiras de nações da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

Zelensky acrescentou que os disparos anteriores, feitos na madrugada, visaram áreas residenciais e infraestruturas ferroviárias nas regiões centrais de Dnipro e nordeste de Kharkiv, bem como portos em Odessa, no sul, e instalações energéticas na região central de Poltava. Quatorze áreas foram atacadas no total, afirmou ele.

A ministra das Relações Exteriores da Hungria, Anita Orbán, condenou os ataques contra regiões de etnia húngara no oeste da Ucrânia. Em um vídeo no Facebook, ela afirmou que o tema seria discutido na primeira reunião de gabinete do primeiro-ministro Péter Magyar, ainda nesta quarta. A Eslováquia, por sua vez, anunciou o fechamento de suas passagens de fronteira com a Ucrânia por motivos de segurança, até segunda ordem.
“Fim da guerra”

As últimas falas de Trump sobre o progresso nas negociações entre Kiev e Moscou vieram com poucos detalhes, como de costume. “O fim da guerra na Ucrânia, eu realmente acho que está muito próximo”, disse o presidente americano a repórteres ao sair da Casa Branca rumo a uma cúpula em Pequim. “Acreditem ou não, está cada vez mais perto.”

Vladimir Putin, em um discurso no último fim de semana, afirmou de forma semelhante que a invasão russa possivelmente estaria chegando ao fim.

A correlação de forças na guerra mudou nos últimos meses. A Ucrânia, cujo foco até então era implorar por assistência internacional para fortalecer suas defesas, passou a oferecer a outros países seu conhecimento especializado sobre como contra-atacar, graças à sua tecnologia de drones desenvolvida internamente.

Ataques de drones e mísseis de longo alcance ucranianos fizeram instalações de energia e manufatura no interior da Rússia pararem suas operações em três regiões nesta quarta-feira. O Ministério da Defesa russo afirmou ter interceptado e destruído 286 drones sobre o país, bem como a península da Crimeia, o Mar de Azov e o Mar Negro.

Na linha de frente de 1.250 km, o avanço do Exército russo, maior e melhor equipado, tem diminuído a cada mês desde outubro passado, segundo o think tank Instituto para o Estudo da Guerra (ISW, na sigla em inglês), com sede nos Estados Unidos. A ofensiva de Moscou na primavera do Hemisfério Norte fracassou e suas forças registraram uma perda líquida de território no mês passado pela primeira vez desde 2024.

“As linhas defensivas ucranianas não apenas resistem, como as forças ucranianas conseguiram contestar a iniciativa tática em diversas áreas da linha de frente, mesmo com a Rússia continuando a perder quantidades desproporcionais de efetivos para obter ganhos mínimos”, declarou o ISW na terça-feira.

Veja

05/05/2026

GUERRA: A JERIPOCA PODERÁ 'PIAR' LÁ PELAS BANDAS DO ESTREITO DE ORMUZ

Ataques no Estreito de Ormuz ameaçam reiniciar a guerra

As tensões no Estreito de Ormuz escalaram e colocam em xeque a trégua por tempo indeterminado anunciada por Donald Trump. Depois de anunciar que os Estados Unidos escoltarão embarcações para fora do canal marítimo bloqueado pelo regime iraniano, o presidente republicano ameaçou "varrer o Irã da face da Terra" caso ataque navios americanos. O Comando Central dos EUA afirmou ter destruído seis navios iranianos e interceptado mísseis e drones que teriam sido lançados por Teerã contra embarcações da Marinha e contra barcos comerciais. "A alegação dos EUA de que afundaram vários navios de guerra do Irã é falsa", assegurou um comandante militar iraniano citado pela emissora de televisão estatal.

A Marinha do Irã admitiu que fez "disparos de advertência" contra navios americanos que teriam entrado no Estreito de Ormuz — canal estratégico para o comércio mundial, por onde passa um quinto do petróleo mundial. Por sua vez, os Emirados Árabes Unidos acusaram o Irã de ter lançado quatro drones, 12 mísseis balísticos e três mísseis de cruzeiro contra seu território. Se confirmado, foi o primeiro ataque de Teerã desde o início da trégua, em 8 de abril.

Em sua plataforma Truth Social, Trump admitiu que o Irã fez "alguns disparos" contra nações não relacionadas à movimentação de navios (no Estreito de Ormuz), incluindo um cargueiro sul-coreano. O titular da Casa Branca disse que somente o navio asiático sofreu danos. "Talvez seja hora de a Coreia do Sul vir e se unir à missão! Abatemos sete pequenas embarcações ou, como eles gostam de chamá-las, lanchas 'rápidas'. Além do navio sul-coreano, até o momento não houve danos em nenhuma embarcação que tenha atravessado o Estreito", garantiu o presidente americano.

Capitão aposentado da Marinha dos EUA e pesquisador do instituto Rand Corporation (em Arlington, Virgínia), Brad Martin lembrou ao Correio que ambos os lados deixaram claro que usarão a força para controlar o estreito, tanto para facilitar quanto para impedir a circulação. "O cessar-fogo ainda não foi encerrado, mas é frágil. Um ponto importante é que os navios mercantes podem optar por não transitar pelo estreito, independentemente do que qualquer um dos lados diga sobre o controle", afirmou.

De acordo com Martin, os Estados Unidos têm "considerável capacidade de impedir que o Irã exporte petróleo para gerar receita". "Teerã mantém a capacidade de tornar o trânsito de qualquer navio mercante arriscado e caro. "Enquanto os expedidores não considerarem o risco aceitável, o impasse persistirá. Uma escalada do conflito pode ocorrer se o Irã atacar embarcações e os EUA responderem, mas, por enquanto, encontrar empresas de transporte marítimo comercial dispostas a correr o risco de um ataque é provavelmente o maior obstáculo", explicou.

Clique no link abaixo e veja a matéria completa:

18/04/2026

IRÃ ELEVA TENSÃO CONTRA OS EUA APÓS VOLTAR A FECHAR O ESTREITO DE ORMUZ

Irã volta a fechar o Estreito de Ormuz e eleva tensão contra os EUA

O Irã voltou a impor controle rígido sobre o Estreito de Ormuz neste sábado (18), elevando a tensão no Oriente Médio mesmo com a retomada parcial da circulação de navios na região.

A decisão ocorre após os Estados Unidos manterem o bloqueio naval aos portos iranianos. Segundo autoridades militares de Teerã, a passagem voltou a ser administrada sob “controle rigoroso” das Forças Armadas e pode ser novamente fechada caso a pressão americana continue.

Apesar do endurecimento, um comboio de ao menos oito embarcações — incluindo petroleiros e navios de gás — cruzava o estreito neste sábado, na primeira movimentação significativa desde o início do conflito, há cerca de sete semanas.

Pressão dos EUA e risco de novo fechamento

O governo iraniano afirma que havia permitido a passagem limitada de navios durante a trégua recente, mas acusa os EUA de violações e classifica o bloqueio como “pirataria”. Diante disso, voltou a restringir o tráfego na rota, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial.

Autoridades iranianas já indicaram que o estreito pode ser totalmente fechado caso o bloqueio americano seja mantido.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que o bloqueio continuará e condicionou qualquer mudança ao avanço das negociações com o Irã. Ele também afirmou que o cessar-fogo atual pode acabar na próxima quarta-feira (22), se não houver acordo.

Negociações seguem incertas

As conversas entre os dois países, mediadas pelo Paquistão, ainda não têm confirmação de avanço imediato. Reuniões previstas em Islamabad enfrentam incertezas logísticas.

O programa nuclear iraniano segue como principal impasse. Enquanto Washington defende restrições mais duras, Teerã insiste que suas atividades têm fins civis.

Impacto global

A instabilidade no Estreito de Ormuz continua afetando o mercado internacional. A interrupção da rota fez o preço do petróleo disparar nas últimas semanas, com recuo recente diante da possibilidade de retomada parcial do tráfego.

Mesmo com navios voltando a cruzar a região, o cenário segue indefinido, com risco de novo bloqueio total e escalada do conflito.

Band

07/04/2026

GUERRA: ESCUDO HUMANO É FORMADO POR CIVIS IRANIANOS AO REDOR DE USINA

Civis iranianos formam escudo humano ao redor de usina

Na iminência de um ataque dos Estados Unidos às usinas de energia iranianas, civis atenderam ao chamado do regime islâmico para formar uma corrente humana em torno desses locais. Imagens da agência de notícias Fars mostram centenas de pessoas ao redor da usina termoelétrica de Kazeroon, na província de Fars, na manhã desta terça-feira (7).

A convocação foi feita por meio de um pronunciamento na TV estatal. Secretário do Conselho Supremo da Juventude e dos Adolescentes, Alireza Rahimi instou todos os “jovens, atletas, artistas, estudantes e universitários e seus professores” a se mobilizarem, pois “as usinas de energia são nossos ativos e capital nacional”.

Os manifestantes que compareceram portam bandeiras e cartazes. Segundo o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, “mais de 14 milhões de iranianos valentes já declararam, até este momento, estar prontos para sacrificar suas vidas em defesa do Irã”.

Como mostrou o Pleno.News, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, intensificou ainda mais o tom das ameaças ao afirmar que “uma civilização inteira morrerá esta noite, para nunca mais ser trazida de volta”. A declaração foi feita em meio ao prazo final imposto por Washington para um acordo envolvendo a reabertura do Estreito de Ormuz.

AGORA LASCOU: 'CIVILIZAÇÃO INTEIRA MORRERÁ' DIZ TRUMP AO MANDAR RECADO PARA O IRÃ

Trump diz que “civilização inteira morrerá” na noite desta terça

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, intensificou ainda mais o tom das ameaças contra o Irã nesta terça-feira (7), ao afirmar que “uma civilização inteira morrerá esta noite, para nunca mais ser trazida de volta”. A declaração foi feita em meio ao prazo final imposto por Washington para um acordo envolvendo a reabertura do Estreito de Ormuz.

Em publicação na Truth Social, Trump disse não desejar esse desfecho, mas avaliou que ele “provavelmente” ocorrerá. Ao mesmo tempo, sugeriu que uma “mudança completa e total de regime” já estaria em curso no país, abrindo espaço para que “algo revolucionariamente maravilhoso possa acontecer”.

O presidente também classificou o momento como potencialmente decisivo.

– Vamos descobrir esta noite, um dos momentos mais importantes da longa e complexa história do mundo. 47 anos de extorsão, corrupção e morte finalmente chegarão ao fim – escreveu.

As declarações vêm horas antes do prazo limite estipulado por Trump – 21h (de Brasília) desta terça-feira – para que o Irã avance em um acordo ou reabra o Estreito de Ormuz. Nos últimos dias, o republicano vinha indicando que não concederá novas extensões, após sucessivos adiamentos desde março.

O endurecimento do discurso ocorre após Teerã rejeitar a mais recente proposta de cessar-fogo, segundo a agência estatal IRNA, e em meio a advertências da ONU sobre a ilegalidade de ataques à infraestrutura civil.

AE

31/03/2026

'PALESTINOS TERRORISTAS' SERÃO CONDENADOS A MORTE COM NOVA LEI APROVADA EM ISRAEL

Israel aprova lei que condena ‘palestinos terroristas’ à morte por enforcamento

O parlamento de Israel, o Knesset, aprovou nesta segunda-feira, 30, um projeto de lei que estabelece a pena de morte para palestinos condenados pelo assassinato de judeus em atos de terrorismo. Amplamente popular entre os legisladores, a medida é alvo de críticas por discriminatório ao impor execuções apenas à população palestina.

A aprovação do texto marcou o culminar de um longo processo avançado pela extrema direita israelense para aumentar punições a palestinos condenados por crimes nacionalistas contra israelenses. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu compareceu pessoalmente à câmara para votar “sim”.

Aprovado pelo Conselho de Segurança Nacional Parlamentar na última terça-feira 25, o projeto determina a execução de qualquer pessoa que assassinar um cidadão de Israel “deliberadamente ou por indiferença, por motivo de racismo ou hostilidade contra uma população, e com o objetivo de prejudicar o Estado de Israel e o renascimento nacional do povo judeu em sua pátria, será condenada à morte”.

Formulada pelo partido de extrema direita Otzma Yehudit (Poder Judaico), o projeto estabelece que palestinos condenados em tribunais israelenses por assassinato durante ataques terroristas serão condenados à morte por enforcamento. Tal medida atende a um anseio antigo de políticos israelenses linha-dura como o ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir, um dos seus mais fervorosos defensores.

Críticos apontam que o texto é problemático, uma vez que parece estabelecer, na prática, a pena capital somente a palestinos que matam judeus, e não o contrário. Em teoria, israelenses judeus até podem ser condenados, mas isso só aconteceria em casos de homicídio no qual a intenção fosse “negar a existência do Estado de Israel”, uma espécie de axioma. Juristas indicam que a possibilidade de condenação nesse cenário é quase nula.

“Aqui não há nada além de vingança, atrelada a uma narrativa de orgulho e violência judaica”, disse o rabino Benny Lau, um intelectual de Jerusalém, ao jornal americano The New York Times.

Especialistas das Nações Unidas apontam que o projeto de lei possui “definições vagas e excessivamente amplas de ‘terrorista'”, o que poderia levar à aplicação da pena a pessoas que “não tiveram condutas genuinamente terroristas”. Outra questão levantada por aqueles que se opõem à medida é uma possível eliminação de salvaguardas destinadas à preservação do devido processo legal em Israel.
Próximos passos

A partir de agora, a medida permite que tribunais israelenses imponham a pena de morte sem um pedido formal do Ministério Público. A norma também estabelece que uma maioria simples é necessária para sancionar a decisão, não exigindo unanimidade. O novo regramento vale tanto para o território de Israel quanto para a Cisjordânia ocupada, onde tribunais militares aplicam a lei.

Uma vez condenados, os suspeitos devem ser mantidos em uma instalação separada e sem direito a visitas, com exceção de funcionários autorizados. Eles permanecem isolados até a execução, prevista para no máximo 90 dias após a sentença. De acordo com a emissora pública KAN, a pena será aplicada por enforcamento.

Em clara referência ao método de execução, apoiadores do projeto passaram a utilizar um broche em formato de forca. De acordo com Ben-Gvir, o método é “uma das opções” para a aplicação da pena, que também tem como alternativas a cadeira elétrica ou injeção letal.

Apesar da euforia de políticos da extrema direita com a lei, autoridades militares e políticas têm repetidamente alertado que a medida pode violar o direito internacional. Segundo os ministérios da Justiça e das Relações Exteriores, comandantes israelenses podem ficar expostos a mandados de prisão no exterior com o sinal verde do Knesset ao controverso projeto.

Veja

29/03/2026

DANOU-SE: PRESIDENTE DO PARLAMENTO IRANIANO DIZ QUE ESTÁ A ESPERA DE INVASÃO TERRESTRE DOS EUA

Irã está ‘à espera’ de invasão terrestre dos EUA, diz presidente do parlamento

O presidente do parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou neste domingo, 29, em uma mensagem à população pelo 30º dia da guerra contra os Estados Unidos e Israel, que as forças do país persa estão “à espera” de de tropas americanas, acusando Washington de planejar uma invasão terrestre sob o “disfarce” de negociações por um cessar-fogo.

De acordo com reportagens na mídia dos EUA, Ghalibaf seria um dos favoritos do governo Donald Trump para assumir o comando político em Teerã ao fim do conflito. Apesar da postura voraz nas ameaças de retaliação e no deboche com o presidente americano, ele é visto por parte da Casa Branca como um interlocutor confiável, capaz de negociar uma saída pela diplomacia, disseram dois funcionários ao site POLITICO.

Neste domingo, o líder parlamentar manteve o tom belicoso. “O inimigo publicamente manda mensagens de negociação enquanto, secretamente, planeja uma invasão terrestre — sem saber que nossos homens estão esperando tropas americanas entrarem no território, prontos para desencadear devastação sobre eles e punir seus aliados regionais permanentemente”, disse o iraniano.

Segundo Ghalibaf, os EUA apresentam aquilo que não conseguiram pela guerra na forma de uma lista de 15 pontos para seguir pela diplomacia, mas, enquanto os americanos buscarem a rendição do Irã, “a resposta de seus filhos permanece clara: ‘longe de nós aceitar a humilhação’”. Ele também louvou as manifestações convocadas pelo próprio regime em cidades do país ao longo das últimas semanas, dizendo que “a rua nestas trinta noites foi a manifestação e o espelho do poder social de uma nação que desconhece a derrota”, deixando “o inimigo irritado e perturbado”.

“Com os gritos de ‘sem concessão, sem rendição, lute contra a América’, vocês deram força aos mísseis”, declarou o presidente do Parlamento iraniano, apontando que “os símbolos do poder americano, de jatos F-35 a porta-aviões e bases regionais, sofreram grandes baques”.

Veja

27/03/2026

ABSURDO: OS AMIGO DE LULA ESTÃO RECRUTANDO CRIANÇAS PARA TAREFAS DE GUERRA

Irã recruta adolescentes a partir de 12 anos para tarefas na guerra

O Irã deu início a um plano de recrutamento para trabalhos de segurança que permite a participação de adolescentes a partir dos 12 anos, em meio à guerra com os Estados Unidos e Israel, que já completa 28 dias.

– Temos um grande número de adolescentes e jovens que querem participar destas atividades e, dadas as idades daqueles que solicitavam o alistamento, fixamos a idade mínima em 12 anos – afirmou Rahim Nadali, subcomandante do Corpo Mohamad Rasulullah, uma unidade militar estratégica da Guarda Revolucionária focada na segurança de Teerã.

Em entrevista à emissora de televisão estatal de seu país, Nadali disse que as funções destes recrutas se concentrarão em patrulhas pela capital e em tarefas de inteligência.

Desde o começo do conflito, em 28 de fevereiro, o Irã estabeleceu postos de controle em diversos pontos de Teerã e de outras cidades do país para manter a segurança, e lançou também diversas operações nas quais deteve milhares de pessoas, acusadas de apoiar grupos da oposição no exílio ou de colaborar com Israel e os EUA.

Nesta quinta-feira (26), o Irã informou a captura de 14 indivíduos acusados de planejar ataques e espionar instalações estatais.

EFE

26/03/2026

GUERRA: RESPONSÁVEL POR FECHAR O ESTREITO DE ORMUZ FOI MORTO POR ISRAEL - DIZ JORNAL

Israel matou comandante da Marinha da Guarda Revolucionária do Irã, responsável por fechar o Estreito de Ormuz, diz jornal

O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, anunciou nesta quinta-feira (26) que o comandante da Marinha da Guarda Revolucionária do Irã, Alireza Tangsiri, foi morto em um bombardeio.

“Na noite passada, em uma operação precisa e letal, as Forças de Defesa de Israel eliminaram o comandante da Marinha da Guarda Revolucionária, Tangsiri, juntamente com oficiais de alto escalão do comando naval”, disse Katz em uma declaração em vídeo.

Segundo a autoridade militar ouvida pelo jornal "Times of Israel", Tangsiri era responsável por executar o fechamento do Estreito de Ormuz, importante via marítima por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial. O canal está bloqueado há quase um mês por conta da guerra no Oriente Médio.

Tangsiri foi morto em um ataque em Bandar Abbas, no sul iraniano, ainda segundo o "Times of Israel". Katz não mencionou quais nem quantas outras autoridades iranianas foram mortas junto com Tangsiri no ataque aéreo.

O Irã não confirmou a morte de de Tangsiri até a última atualização desta reportagem.

Se confirmada oficialmente, a morte de Tangsiri seguirá uma tendência de assassinatos de autoridades de alto escalão do regime iraniano realizada por Israel e EUA desde o início da guerra. Entre as autoridades de Teerã mortas no conflito, as de maior destaque até o momento são o então líder supremo Ali Khamenei e o então chefe do Conselho Supremo de Segurança Ali Larijani.

g1

25/03/2026

'TRUMP NÃO VAI SER QUEM DITARÁ O FIM DA GUERRA' - DIZ IRÃ REJEITANDO PLANO DE PAZ DOS EUA

Irã rejeita plano de paz dos EUA, apresenta contraposta e diz que 'Trump não vai ser quem ditará o fim da guerra'

O Irã rejeitou nesta quarta-feira (25) uma proposta do governo dos Estados Unidos de paz no Oriente Médio, segundo a rede de TV estatal iraniana Press TV.

Teerã confirmou, assim, ter recebido o plano de paz, mas o chamou de "excessivo e desconectado da realidade" e disse que o presidente dos EUA, Donald Trump, não ditará o fim do conflito.

"O Irã encerrará a guerra quando decidir fazê-lo e quando suas próprias condições forem atendidas", disse o governo iraniano, segundo a Press TV.

➡️ Mais cedo, o Paquistão entregou ao Irã uma proposta de cessar-fogo dos Estados Unidos, segundo afirmaram membros do alto escalão dos governos iraniano e paquistanês às agências de notícias Reuters, Associated Press (AP) e AFP.

Teerã afirmou ainda que o plano é "desconectado da realidade do fracasso americano no campo de batalha" e que, portanto, seguirá com o que chamou de "ações defensivas".

À agência de notícias Reuters, um membro do governo iraniano afirmou que a resposta inicial do Irã ao plano dos EUA "não é positiva".

O conteúdo do plano ainda não havia sido divulgado por nenhuma das duas partes até a última atualizaçao desta reportagem. Na terça-feira (24), o jornal norte-americano "The New York Times" detalhou os 15 pontos que afirma que a proposta tem.

Leia mais sobre os pontos do plano abaixo.

A entrega do plano de cessar-fogo, reportada por Reuters e AP, ocorre em meio a falas contraditórias entre EUA e Irã sobre negociações para finalizar a guerra. Enquanto o presidente Donald Trump disse que os iranianos "querem fazer um acordo", Teerã afirma que o norte-americano "negocia com ele mesmo" e rejeitou que tratativas estejam em andamento.

Uma fonte do alto escalão do governo iraniano também afirmou à Reuters que o governo turco também está envolvido no processo de mediação e que “tanto a Turquia quanto o Paquistão estão sendo considerados como possíveis locais para essas negociações”.

👉 Vizinho do Irã e com laços com os EUA, o Paquistão tem se apresentado como um dos possíveis locais para negociações entre Teerã e Washington. O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, ofereceu na terça-feira seu país para sediar eventuais negociações de cessar-fogo entre os dois países. Trump compartilhou em suas redes sociais uma captura de tela da publicação de Sharif.

Fontes da Reuters afirmaram no início da semana que negociações presenciais poderiam ocorrer nos próximos dias em Islamabad, capital paquistanesa, porém nenhum dos lados confirmou oficialmente essa informação.

Plano de paz com 15 pontos

  • O documento elaborado pelos EUA tem 15 pontos e envolve os programas nuclear e de mísseis balísticos iranianos. Segundo as agências de notícias e o jornal norte-americano "The New York Times", entre os pontos do plano estão:
  • o comprometimento de nunca buscar desenvolvimento de armas nucleares;
  • a limitação no alcance e no número de mísseis iranianos;
  • a desativação das usinas de enriquecimento de urânio de Natanz, Isfahan e Fordow;
  • o fim do financiamento a grupos aliados na região, como Hamas e Hezbollah;
  • a criação de uma zona marítima livre no Estreito de Ormuz.
As autoridades paquistanesas descreveram à agência que o plano norte-americano, de forma geral, abrange alívio de sanções, cooperação nuclear civil, redução do programa nuclear do Irã, limites para mísseis e acesso para navegação pelo Estreito de Ormuz.

g1

24/03/2026

IRÃ NEGA ACORDO COM OS EUA E LANÇA MÍSSIL CONTRA ISRAEL

Irã lança míssil contra Tel Aviv após negar negociações com os Estados Unidos

Um míssil iraniano atingiu Tel Aviv, em Israel, nesta terça-feira 24, deixando ao menos quatro pessoas feridas. O ataque ocorreu um dia após o anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a suspensão temporária de ofensivas contra o Irã. As informações são do Uol.

A explosão aconteceu na região central da cidade e foi causada por uma ogiva com cerca de 100 quilos de explosivos, que conseguiu ultrapassar o sistema de defesa israelense.

Imagens registradas no local mostram carros destruídos e pelo menos três prédios residenciais atingidos. Não houve registro de mortes.

Segundo o serviço de emergência Magen David Adom, os quatro feridos em Tel Aviv apresentavam lesões leves. Eles foram atendidos no local e não precisaram ser levados ao hospital.

Na cidade de Haifa, um homem ficou ferido após pisar em um fragmento de míssil e também precisou de atendimento médico.
Anúncio dos EUA

Na segunda-feira 23, Trump anunciou a suspensão de ataques a instalações de energia do Irã por cinco dias, alegando avanços em conversas entre os países.

“Tenho o prazer de informar que os Estados Unidos da América e o Irã tiveram, nos últimos dois dias, conversas muito boas e produtivas sobre uma resolução completa e total de nossas hostilidades no Oriente Médio”, disse o presidente.

“Com base no teor e no tom dessas conversas detalhadas, construtivas e aprofundadas, que continuarão ao longo da semana, determinei que o Departamento de Guerra adie quaisquer ataques contra usinas e infraestrutura energética iraniana por um período de cinco dias, sujeito ao sucesso das reuniões e discussões em andamento”, disse Trump.
Irã nega negociações

Apesar do anúncio, autoridades iranianas negaram qualquer diálogo com os Estados Unidos.

Segundo o porta-voz do parlamento do Irã, Mohammad Bagher Qalibaf, não houve negociação com Trump. Veículos estatais iranianos também afirmaram que não existe qualquer ligação direta ou indireta com o presidente norte-americano.

O governo israelense criticou a declaração e classificou a trégua como “fake news para manipular o mercado do petróleo”.

22/03/2026

FIM DA GUERRA: PRESIDENTE DO IRÃ FAZ PEDIDO A ISRAEL E EUA

Presidente do Irã quer o fim da guerra e faz pedido a Israel e EUA

Masoud Pezeshkian, presidente do Irã, declarou que é necessária uma ‘cessação imediata’ do que ele descreveu como agressão israelense-americana para pôr fim à guerra e ao conflito regional mais amplo. A informação foi divulgada pela embaixada do Irã na Índia em um comunicado divulgado neste sábado, 21 de março!

O presidente conversou por telefone com o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, no início do dia. O iraniano disse a Modi que deveriam existir garantias para evitar a repetição de tal ‘agressão’ no futuro. Ele também pediu ao bloco Brics, formado pelas principais economias emergentes, que desempenhe um papel independente para deter a agressão contra o Irã.

Em uma publicação separada no X, (antigo Twitter), no início deste sábado, Modi disse que condenou os ataques à infraestrutura crítica no Oriente Médio na conversa com Pezeshkian. O primeiro-ministro indiano reiterou a importância de salvaguardar a liberdade de navegação e garantir que as rotas marítimas permaneçam abertas e seguras.

“Conversei com o Presidente Dr. Masoud Pezeshkian e transmiti-lhe as felicitações pelo Eid e Nowruz. Expressámos a esperança de que esta época festiva traga paz, estabilidade e prosperidade ao Médio Oriente. Condenou os ataques à infraestrutura crítica da região, que ameaçam a estabilidade regional e interrompem as cadeias de abastecimento globais“, disse.

msn

21/03/2026

PARA CONTER ALTA DOS COMBUSTÍVEIS EUA SUSPENDEM SANÇÕES AO PETRÓLEO DO IRÃ

EUA suspendem sanções ao petróleo do Irã para conter alta dos combustíveis

Em uma movimentação estratégica para tentar estabilizar o mercado energético global, o governo dos Estados Unidos anunciou, na noite desta sexta-feira (20), a suspensão temporária de parte das sanções que incidem sobre o petróleo do Irã. A decisão ocorre em um momento de pressão inflacionária internacional, com os preços dos combustíveis atingindo recordes históricos em diversos países devido aos conflitos recentes no Oriente Médio.

O principal objetivo da Casa Branca é aumentar a oferta imediata do produto no mercado internacional. Com a flexibilização das restrições, estima-se que cerca de 140 milhões de barris de petróleo — que já estão carregados em navios e aguardavam liberação nos oceanos — possam ser comercializados e distribuídos globalmente.

Impacto imediato e duração da medida

A suspensão das sanções tem caráter emergencial e validade inicial de 30 dias. A expectativa do governo americano é que a entrada desse volume de óleo no sistema de abastecimento reduza a volatilidade dos preços, que dispararam após o agravamento das tensões entre Israel, Estados Unidos e Irã.

A medida é vista como uma tentativa de alívio rápido para a economia global, especialmente para setores dependentes do diesel e da gasolina, que sofrem com o encarecimento do frete e da produção industrial. A liberação do estoque "flutuante" iraniano deve aumentar a liquidez no mercado de commodities já nas próximas semanas.

Nesta sexta, Donald Trump disse a jornalistas que os estados unidos não querem um cessar-fogo com o Irã. Mas, pouco depois, escreveu nas redes sociais que considera reduzir os esforços no Oriente Médio já que, segundo ele, os estados unidos estão próximos de atingir seus objetivos militares.