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05/06/2026

'EUA IGNORARAM ARGUMENTOS DO BRASIL' - DIZ MAURO VIEIRA, MINISTRO DE RELAÇÕS EXTERIORES

Mauro Vieira diz que EUA 'ignoraram' argumentos do Brasil

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, afirmou que o governo dos Estados Unidos “ignorou” os argumentos apresentados pelo Brasil nas investigações comerciais que resultaram na recomendação de novas tarifas contra produtos brasileiros.

Segundo o chanceler, a decisão foi tomada antes do fim do prazo de negociação acordado entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump.

A declaração foi dada ao Estadão depois de um encontro entre Vieira e o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, durante reunião da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), em Paris.

Segundo Vieira, o anúncio das recomendações ocorreu dentro do período de 30 dias estabelecido pelos dois presidentes para buscar uma solução negociada para as disputas comerciais.

O chanceler disse ter lembrado esse compromisso ao representante americano e afirmou que a medida exige a intensificação das negociações para evitar novos atritos comerciais. Apesar das recomendações, Greer teria sinalizado que ainda existe espaço para diálogo.

EUA citam Pix, desmatamento e etanol

As recomendações foram feitas com base em duas investigações conduzidas sob a Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos.

Os americanos acusam o Brasil de práticas desleais em áreas como comércio digital, Pix, combate à corrupção, propriedade intelectual, desmatamento ilegal e acesso ao mercado de etanol.

Outra investigação aponta falhas no combate ao trabalho análogo à escravidão na cadeia pecuária brasileira, que, segundo Washington, gerariam vantagens competitivas ao país.

Com base nas conclusões, o USTR recomendou tarifas de 25% por práticas comerciais consideradas desleais e de 12,5% relacionadas às questões trabalhistas.

Itamaraty rebate críticas

Vieira argumentou que as recomendações desconsideram avanços recentes do Brasil, especialmente na redução do desmatamento.

Segundo o ministro, a área desmatada na Amazônia Legal caiu pela metade em comparação com 2022 e o país segue rumo à meta de zerar o desmatamento ilegal até 2030.

O chanceler também criticou as referências ao Pix, que classificou como um patrimônio dos brasileiros. Os Estados Unidos indagam a tarifa de 18% aplicada pelo Brasil ao etanol americano, enquanto cobram 2,5% sobre o produto brasileiro.

O governo Lula, porém, vincula a discussão às barreiras impostas pelos EUA ao açúcar brasileiro. Segundo Vieira, Washington aplica uma tarifa quatro vezes maior para importar o produto nacional.

revistaoeste

29/05/2026

LASCOU: AÇÃO DE TRUMP CONTRA FACÇÕES BRASILEIRAS INCOMODA A CHINA

China se manifesta sobre ação de Trump contra facções brasileiras

A China voltou a defender o princípio da “não interferência em assuntos internos” depois da decisão dos Estados Unidos de enquadrar facções criminosas brasileiras como organizações terroristas. A declaração foi feita pela porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Mao Ning, durante entrevista coletiva concedida nesta semana.

Segundo a representante do governo chinês, Pequim mantém uma postura histórica de respeito à soberania nacional dos países.

“A China defende o princípio de não interferência em assuntos internos”, afirmou Mao Ning ao comentar a medida anunciada pelos norte-americanos.

Na quinta-feira, 28, o Departamento de Estado dos EUA informou que pretende incluir o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) na lista de organizações terroristas estrangeiras. A decisão amplia o alcance jurídico e financeiro das ações americanas contra grupos ligados ao crime organizado internacional.

A medida foi anunciada poucos dias depois da visita do senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Pelas redes sociais, o parlamentar brasileiro comemorou a iniciativa e agradeceu às autoridades norte-americanas.

“Muito obrigado, Sr. secretário de Estado!”, escreveu Flávio Bolsonaro.

“O combate aos narco-terroristas precisa ser feito com a união entre os países afetados pela atuação criminosa deles! O povo brasileiro agradece!”

De acordo com a porta-voz chinesa, o relacionamento entre Brasil e China possui relevância estratégica entre as parcerias mantidas por Pequim com países em desenvolvimento. Ela afirmou ainda que a visita deve fortalecer o diálogo político e ampliar a cooperação bilateral em diferentes áreas.

“Esperamos que, por meio desta visita, ambas as partes consolidem ainda mais a confiança mútua política e estratégica, continuem a progredir na construção de uma comunidade com um futuro compartilhado, demonstrem um senso de responsabilidade na promoção da solidariedade e da cooperação entre os países do Sul Global e contribuam para a paz e a estabilidade mundial”, declarou Mao Ning.

JCO

24/05/2026

RISCO: STF E BLOQUEIO NO BRASIL SÃO CITADOS EM DOCUMENTO PELA SPACEX

SpaceX cita STF e bloqueio no Brasil como risco em documento

A SpaceX citou o Supremo Tribunal Federal como um possível risco aos seus negócios em documentos apresentados à Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC) para abertura de capital na Bolsa norte-americana.

No documento de requisição de oferta pública inicial, a empresa de Elon Musk afirmou que operações globais podem ficar sujeitas a decisões de governos e autoridades jurídicas consideradas “instáveis, maliciosas ou arbitrárias”. O Brasil aparece como exemplo no documento.

A companhia mencionou diretamente o episódio de agosto de 2024, quando a Starlink teve ativos bloqueados por decisão do ministro Alexandre de Moraes em meio ao processo envolvendo a rede social X, também controlada por Musk.

Segundo a SpaceX, o caso demonstraria que ativos podem sofrer medidas judiciais mesmo em situações não ligadas diretamente às operações da empresa.

“Conforme evidenciado pela apreensão de bens no Brasil, podemos estar sujeitos a ações adversas por parte de agentes governamentais”, afirma o documento apresentado à SEC.

SpaceX quer estrear na Nasdaq

A SpaceX informou que pretende listar suas ações no índice de mercado Nasdaq sob o código SPCX. O pedido de oferta pública inicial foi divulgado pela SEC na quarta-feira, mas ainda sem estimativa oficial de preço para os papéis.

A companhia projeta aumento de US$ 581 milhões em receitas ligadas ao segmento de inteligência artificial em 2025. O crescimento seria impulsionado por publicidade, assinaturas do chatbot Grok, operações da rede social X e contratos de licenciamento de dados.

Segundo a imprensa norte-americana, a empresa espera levantar cerca de US$ 75 bilhões com a oferta pública.

revistaoeste

DEU RUIM: APÓS IRREGULARIDADES CHINA SUSPENDE TRÊS FRIGORÍFICOS BRASILEIROS

China suspende três frigoríficos brasileiros após irregularidades

A China suspendeu temporariamente as exportações de três frigoríficos brasileiros após identificar irregularidades sanitárias em cargas de carne bovina enviadas ao país.

A medida atinge unidades da JBS, da PrimaFoods e da Frialto e foi confirmada pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec).

Foram suspensas a unidade da JBS em Pontes e Lacerda (MT), a planta da PrimaFoods em Araguari (MG) e o frigorífico da Frialto em Matupá (MT). Segundo a Abiec, o embargo tem caráter preventivo e temporário, enquanto as empresas adotam medidas para rastrear a origem das cargas e corrigir os problemas apontados pelas autoridades chinesas.

Irregularidades sanitárias

A Frialto informou que a fiscalização chinesa identificou a presença do hormônio sintético acetato de medroxiprogesterona em uma das cargas exportadas pela empresa.

Após a suspensão, a companhia reduziu em 40% a produção da unidade de Matupá e passou a direcionar parte da carne para outros mercados, como Estados Unidos, México, União Europeia e países árabes e asiáticos.

A empresa também afirmou ter iniciado uma investigação técnica dos lotes envolvidos e disse esperar a retomada das operações antes do início do ciclo de exportações da cota chinesa de 2027. Segundo a Frialto, a suspensão ocorre em um momento em que o Brasil já se aproxima do limite da cota de exportação para 2026, o que naturalmente reduziria os embarques no segundo semestre.

A Abiec afirmou que o Brasil possui um dos sistemas de controle sanitário mais rigorosos do mundo, com monitoramento permanente da cadeia produtiva e fiscalização do Serviço de Inspeção Federal (SIF). As cargas questionadas pela China, segundo a entidade, estão sendo tratadas conforme os protocolos sanitários firmados entre os dois países.

O Ministério da Agricultura e Pecuária e a Embaixada da China no Brasil não se manifestaram.

Liberação

A suspensão acontece na mesma semana em que a China autorizou a retomada das exportações de outras três plantas brasileiras que estavam embargadas desde março de 2025. Na quarta-feira (20), a China reabilitou as unidades da JBS em Mozarlândia (GO), da Frisa em Nanuque (MG) e da Bon-Mart Frigorífico em Presidente Prudente (SP).

Na ocasião, a Abiec comemorou a decisão e afirmou que a retomada reforça a confiança das autoridades chinesas no sistema sanitário brasileiro e na qualidade da carne bovina produzida no país. A entidade também destacou a atuação do Ministério da Agricultura e Pecuária nas negociações conduzidas diretamente em Pequim para restabelecer as habilitações.

O Brasil possui mais de 100 frigoríficos habilitados para exportar carne bovina para a China, principal destino internacional do produto brasileiro.

22/05/2026

MORAES 'PIRA': JUSTIÇA ITALIANA NEGA EXTRADIÇÃO DE ZAMBELLI

Justiça da Itália acolhe recurso e nega extradição de Carla Zambelli

A Justiça italiana negou a extradição de Carla Zambelli (PL-SP) em um dos processos contra ela no país. A decisão atende a um pedido da defesa, julgado nesta sexta-feira (22). A ex-deputada está presa na Itália desde julho de 2025, após ter o nome incluído na Difusão Vermelha da Interpol como foragida internacional.

Segundo o advogado da ex-deputada, Alessandro Sammarco, a Suprema Corte também determinou a libertação de Zambelli, que atualmente está presa em presídio nos arredores de Roma. O defensor afirma que ela deve ser solta neste sábado (23).

A decisão desta sexta diz respeito ao processo em que Zambelli foi condenada por invadir o sistema do CNJ (Conselho Nacional de Justiça).

Há ainda um segundo processo de extradição correndo na Justiça italiana, relacionado à condenação da ex-deputada pelo crime de porte ilegal de armas e ameaça com arma de fogo.

A defesa de Zambelli também disse ainda não ter claros os motivos para a anulação, mas acredita que a Corte de Cassações encontrou erros na sentença anterior, da Corte de Apelações.

Próximos passos

Quando forem esgotadas as vias judiciais, o processo ainda passará pelas mãos do ministro da Justiça da Itália, Carlo Nordio, que pode dar um parecer favorável ou contrário à extradição. O ministro tem um prazo de 45 dias para se manifestar a partir da publicação do acórdão da Justiça.

👉 Brasil e Itália têm um tratado recíproco de extradição, em vigor desde 1993 – e que já foi acionado dezenas de vezes desde então. O primeiro artigo do tratado determina, inclusive, que Brasil e Itália ficam obrigados a entregar, um ao outro, pessoas que sejam procuradas pelo outro país – seja para levar a julgamento ou para cumprir uma pena restritiva de liberdade.

EXTRADIÇÃO DE ZAMBELLI AO BRASIL: ITÁLIA JULGA RECURSO NESTA SEXTA-FEIRA (22)

Itália julga nesta sexta recurso contra extradição de Zambelli ao Brasil

A Corte de Cassação de Roma, na Itália, julga nesta sexta-feira (22) o recurso da ex-deputada federal Carla Zambelli (PL) contra a extradição dela ao Brasil. O tribunal é a última instância da Justiça italiana.

A defesa da ex-parlamentar alega perseguição política, falta de imparcialidade nos julgamentos do STF e riscos nas condições carcerárias brasileiras. Carla Zambelli está presa em Roma desde julho do ano passado, após fugir do Brasil.

Ainda que a Justiça italiana aprove a extradição, a palavra final cabe ao ministro da Justiça do país europeu, que tem a prerrogativa de chancelar ou não a decisão judicial. Atualmente, Zambelli está encarcerada no presídio de Rebibbia, em Roma.

Decisões de outras instâncias

A Corte de Apelação de Roma, na Itália, proferiu em 16 de abril mais uma decisão favorável à extradição de Carla Zambelli, solicitada pelo governo brasileiro após a condenação dela pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

O tribunal italiano já havia se manifestado favoravelmente à extradição na ação em que Zambelli foi condenada pela invasão aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ocorrido em 2023.

Nessa decisão, a mesma Corte acolheu o pedido também em relação a uma segunda condenação, por porte ilegal de arma de fogo, cuja sentença foi de cinco anos e três meses de prisão.

Essa segunda condenação está relacionada ao episódio em que Zambelli sacou uma arma à luz do dia numa rua de São Paulo, enquanto perseguia um homem que a havia criticado. O episódio ocorreu em outubro de 2022, pouco antes do segundo turno da eleição presidencial daquele ano.

Decisão de Moraes sobre extradição

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o governo brasileiro, por meio dos ministérios da Justiça e Relações Exteriores, adote as providências necessárias para a efetivação da extradição de Carla Zambelli.

A determinação do ministro acontece após a Coordenação-Geral de Extradição, órgão vinculado ao MInistério da Justiça, solicitar que o STF enviasse as garantias exigidas pelas autoridades italianas, traduzidas para o italiano, para que o processo pudesse continuar.

Ao analisar o caso, Moraes afirmou que essas garantias já haviam sido enviadas anteriormente aos órgãos competentes, em dezembro de 2025.

“As referidas garantias foram formalizadas e encaminhadas aos órgãos competentes para transmissão à Itália, conforme registrado nos autos, na data de 11 de dezembro de 2025”, escreveu Moraes no despacho.

“Tendo em vista o exposto, determino a expedição de ofício ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (Coordenação-Geral de Extradição e Transferência de Pessoas Condenadas) e ao Ministério das Relações Exteriores, para que adotem as providências necessárias à efetivação da extradição”, completou.

Band

12/05/2026

CARNE BRASILEIRA É VETADA PELA UNIÃO EUROPEIA - SAIBA PORQUE

União Europeia veta exportação de carnes do Brasil; saiba motivo

A União Europeia publicou, nesta terça-feira (12), uma lista dos países autorizados a exportarem carne para o bloco, e excluiu o Brasil. De acordo com o grupo, o país sul-americano não deu comprovações de que segue os critérios sanitários necessários, como, o uso de antimicrobianos nos animais. A Europa é o terceiro maior importador da proteína brasileira, ficando atrás somente da China e dos Estados Unidos.

O bloco quer garantias sólidas de que o Brasil não usa substâncias para promover crescimento dos animais, aumentar a produtividade ou fármacos que possam causar problemas na saúde humana. A União Europeia é contra o uso excessivo desse tipo de remédio, argumentando que isso pode causar resistência a antibióticos. No entanto, alguns países acusam o bloco de protecionismo econômico.

Na lista de 2024, o Brasil constava no ranking, tendo sido autorizado para enviar a proteína para os países que compõem o bloco. Por isso, a pecuária brasileira podia exportar carne de boi, de frango, peixe, mel, além de cavalos.

Para que o Brasil seja incluído na lista novamente será necessário o cumprimento dos requisitos sanitários e alinhamentos com as regras europeias que estão vigentes desde 2022. Em situações anteriores, o bloco suspendeu a exportação do Brasil devido a crises de gripe aviária, salmonela e outros.

11/05/2026

A NOVA ESTRATÉGIA DA CHINA QUE PODE AFETAR MUITO O BRASIL

O Brasil e a nova estratégia chinesa


O país asiático vem reduzindo sua dependência externa, especialmente de importações como soja e proteínas brasileiras, o que pode, no longo prazo, afetar exportadores.

Resumo

  • A China passa por uma transformação que afeta diretamente o Brasil. A potência asiática busca reduzir sua dependência externa — especialmente de importações como soja e proteínas brasileiras.

  • Pequim acelera uma estratégia de autossuficiência alimentar porque a fome, historicamente presente no país, é tratada hoje como uma "vulnerabilidade".

  • Diante disso, analistas avaliam que a relação bilateral permanece sólida no curto prazo, mas impõe um desafio estratégico: como o Brasil deve se posicionar diante de uma China que continua investindo aqui, mas busca depender cada vez menos do mundo?.

01/05/2026

NESTA SEXTA-FEIRA (01) ENTRA EM VIGOR ACORDO ENTRE MERCOSUL E UNIÃO EUROPEIA

Acordo entre Mercosul e União Europeia entra em vigor nesta sexta após 26 anos

Após 26 anos de negociações, o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia entra em vigor nesta sexta-feira (1º), criando uma das maiores áreas de livre comércio do mundo e reduzindo significativamente tarifas sobre produtos brasileiros exportados ao continente europeu.

A nova etapa marca um avanço histórico na integração comercial entre os dois blocos, com impacto direto na competitividade das empresas brasileiras no exterior. Os termos do acordo foram assinados no fim de janeiro, em Assunção, no Paraguai, entre representantes dos dois blocos.

A aplicação do tratado, no entanto, ocorre de forma provisória por decisão da Comissão Europeia. Em janeiro, o Parlamento Europeu encaminhou o texto para análise do Tribunal de Justiça da União Europeia, que ainda avaliará sua compatibilidade jurídica com as normas do bloco. O processo pode demorar até dois anos.

Mais exportações com menos custos

Logo no início da implementação, mais de 80% das exportações brasileiras para a Europa passam a ter tarifa de importação zerada, segundo estimativas da Confederação Nacional da Indústria (CNI). A maior parte dos produtos vendidos pelo Brasil ao continente poderá entrar no mercado europeu sem pagar impostos de entrada.

Na prática, a redução de tarifas diminui o preço final dos produtos e aumenta a competitividade frente a concorrentes internacionais. Ao todo, mais de 5 mil produtos brasileiros já terão tarifa zero nesta fase inicial, incluindo bens industriais, alimentos e matérias-primas.

Indústria lidera ganhos imediatos

Entre os quase 3 mil produtos com tarifa zerada já no início, cerca de 93% são bens industriais. Isso indica que a indústria brasileira tende a ser a principal beneficiada no curto prazo.

Os setores com maior impacto imediato incluem:

  • Máquinas e equipamentos;
  • Alimentos;
  • Metalurgia;
  • Materiais elétricos;
  • Produtos químicos.
No caso de máquinas e equipamentos, quase todas as exportações brasileiras para a Europa passam a entrar sem tarifas, abrangendo itens como compressores, bombas industriais e peças mecânicas.

Mercado ampliado e mais competitivo

O acordo conecta mercados que somam mais de 700 milhões de consumidores e um Produto Interno Bruto (PIB) conjunto trilionário. Com isso, o Brasil amplia significativamente seu alcance comercial.

Atualmente, países com os quais o Brasil possui acordos representam cerca de 9% das importações globais. Com a entrada da União Europeia, esse percentual pode ultrapassar 37%.

Além da redução de tarifas, o tratado estabelece regras comuns para comércio, padrões técnicos e compras governamentais, trazendo mais previsibilidade para empresas.

Implementação gradual

Apesar dos efeitos imediatos, nem todos os produtos terão tarifas eliminadas de uma vez. Para setores considerados mais sensíveis, a redução será feita de forma progressiva:

  • Até 10 anos na União Europeia.
  • Até 15 anos no Mercosul;
  • Em alguns casos, até 30 anos.
Esse cronograma busca permitir adaptação das economias e proteger setores mais vulneráveis à concorrência internacional.

Próximos passos

A entrada em vigor marca o início da aplicação prática do acordo. Ainda serão definidos detalhes operacionais, como a distribuição de cotas de exportação entre os países do Mercosul.

Durante cerimônia de assinatura do decreto de promulgação do acordo, na última terça-feira (28), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou o caráter estratégico do tratado. Segundo ele, o acordo reforça o compromisso com o multilateralismo e a cooperação internacional.

Entidades empresariais dos dois blocos também devem acompanhar a implementação para orientar empresas e garantir o aproveitamento das novas oportunidades comerciais.

Agência Brasil

OS AMIGOS DELE, DITADORES E SANGUINÁRIOS, ELE NÃO COBRA. JÁ OS PEQUENOS EMPRESÁRIOS DO BRASIL ELE EXPLORA

Cuba e Venezuela somam dívidas bilionárias com o Brasil após inadimplência em obras

O Brasil enfrenta uma dualidade delicada: ao mesmo tempo em que o governo retoma o financiamento do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para obras no exterior, o país ainda tenta recuperar bilhões de reais em dívidas deixadas por Cuba e Venezuela, que deram calote em operações realizadas no passado.

O presidente Lula (PT) sancionou uma lei que viabiliza novos empréstimos do BNDES para a exportação de serviços de engenharia, permitindo a retomada da atuação de construtoras brasileiras em grandes projetos de infraestrutura no exterior. A medida reacende o debate sobre os riscos desse modelo de financiamento.

O BNDES empresta recursos para levar serviços de empresas privadas brasileiras ao exterior. Após a execução das obras, quando o país contratante não honra o pagamento, o banco aciona um seguro e o prejuízo é coberto pelo Fundo de Garantia à Exportação, uma ferramenta da União criada para cobrir esse tipo de risco. Na prática, é o contribuinte brasileiro quem arca com o rombo.

Valores das dívidas de Venezuela e Cuba

No caso da Venezuela, a dívida já coberta pelo fundo soma mais de 1,2 bilhão de dólares. Entre as obras financiadas no país estão os metrôs de Caracas e Los Teques, além da Siderúrgica Nacional.

Cuba acumula 676 milhões de dólares em atraso com o Brasil, sendo o Porto de Mariel a principal obra de infraestrutura contratada. Para essa obra, o BNDES exigiu como garantia as receitas geradas pela indústria cubana de charutos — iniciativa que, posteriormente, o TCU (Tribunal de Contas da União) classificou como frágil.

Governo diz que negocia, mas sem previsão de pagamento

O Ministério da Fazenda informou que não há previsão de regularização dos pagamentos. A pasta afirmou que o governo segue cobrando os créditos por meio de tratativas bilaterais e articulação em fóruns internacionais, e que os valores em atraso estão sujeitos à incidência de juros.

Para especialistas, contudo, dificilmente os países cumprirão com a obrigação. “Não é bom fazer obra em países que não têm capacidade de pagar esses créditos de volta”, afirmou Tony Volpon, colunista do CNN Money, questionando se o uso da capacidade de financiamento do BNDES em outros países seria o mais adequado.

Nova lei traz mudanças para tentar evitar novos calotes

A nova lei sancionada pelo governo federal adota uma série de mudanças para reduzir os riscos de novas inadimplências. A norma aperfeiçoa a transparência e obriga o BNDES a manter públicas as informações sobre os empréstimos. Além disso, fica proibido realizar novas operações com países que já estejam inadimplentes.

No auge da atuação das empreiteiras brasileiras no exterior, elas chegaram a deter quase 2,5% do mercado global de serviços de engenharia, mas perderam espaço após a interrupção do financiamento pelo BNDES na esteira da Operação Lava Jato. Ainda assim, a dívida de Cuba e Venezuela segue pesando sobre o Brasil, somando dezenas de bilhões de reais em calotes.

CNN Brasil

24/04/2026

APÓS ITAMARATY ADOTAR RECIPROCIDADE REPRESENTANTE DOS EUA DEIXA O BRASIL

Representante dos EUA deixa o Brasil após Itamaraty adotar reciprocidade

Um representante do governo dos Estados Unidos que residia no Brasil saiu do país depois que o Itamaraty decidiu aplicar medidas de reciprocidade frente a determinações da gestão norte-americana em expulsar um delegado da Polícia Federal do país. Até o momento, governo americano ainda não designou quem será o substituto.

Nesta semana, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva falou em reciprocidade depois que o governo de Donald Trump pediu a saída de um delegado da Polícia Federal, envolvido na prisão do ex-deputado Alexandre Ramagem, do território estadunidense. A declaração foi dada a jornalistas durante viagem à Alemanha.

Não sei o que aconteceu. Fui informado hoje de manhã. Acho que, se houve um abuso americano com relação ao nosso policial, nós vamos fazer a reciprocidade com o deles no Brasil. Não tem conversa, disse Lula.

“Nós queremos que as coisas aconteçam da forma mais correta possível, mas não podemos aceitar essa ingerência, esse abuso de autoridade que alguns personagens americanos querem ter com relação ao Brasil.

EUA expulsam delegado

Os Estados Unidos ordenaram que o delegado brasileiro Marcelo Ivo de Carvalho, envolvido na prisão do ex-deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ), deixe o país. No comunicado da expulsão, as autoridades disseram que ele tentou “manipular o sistema de imigração”.

"Nenhum estrangeiro pode manipular o sistema de imigração para contornar pedidos formais de extradição e estender perseguições políticas ao território americano", afirmaram o setor responsável pelas negociações com o Brasil e a embaixada dos EUA, nas redes sociais.

Marcelo Ivo de Carvalho, que atuava há três anos como oficial de ligação da Polícia Federal brasileira com a polícia migratória dos EUA (ICE), teve que retornar a Brasília.

13/04/2026

LÍDER DA OPOSIÇÃO DA HUNGRIA QUE DERROTOU ORBÁN - QUEM É PETER MAGYAR

Quem é Peter Magyar, líder da oposição da Hungria que derrotou Orbán

Quando Peter Magyar era criança, pendurou uma foto de Viktor Orbán na parede do quarto, emocionado com as primeiras eleições democráticas da Hungria em 1990. Décadas mais tarde, ele colocou fim ao governo de 16 anos de Orbán como primeiro-ministro.

Com 45,7% dos votos contados, o Conselho Nacional Eleitoral projetou que partido Tisza, liderado por Magyar, deve conquistar 135 dos 199 assentos do parlamento, alcançando a maioria de dois terços necessária para alterar a constituição.

Peter Magyar, cujo nome de família significa literalmente "húngaro", ganhou destaque há dois anos depois que sua ex-mulher, Judit Varga, ex-ministra da Justiça de Orbán, renunciou a todos os cargos políticos após o perdão de um caso de abuso sexual que causou alvoroço público.

Ele rapidamente se distanciou do partido governista e acusou o Fidesz de corrupção e de espalhar propaganda, dizendo que estava desiludido.

Apenas quatro meses depois de emergir do esquecimento quase total com uma entrevista no canal Partizan do YouTube, o novo partido de Magyar obteve 30% dos votos nas eleições europeias de junho de 2024, terminando em segundo lugar atrás do Fidesz e esmagando o resto da oposição.

Em contraste a Orbán, Magyar se comprometeu a reconstruir a inclinação da Hungria ao Ocidente e a acabar com a dependência da energia russa até 2035, ao mesmo tempo que se esforça por "relações pragmáticas" com Moscou. Ele também prometeu desbloquear os fundos congelados da União Europeia, o que ajudaria a impulsionar a economia estagnada da Hungria.

Mas Magyar está agindo com cuidado, tentando não assustar os eleitores mais conservadores. Ele se inspirou na estratégia de Orban nestas eleições, com comícios sempre cheios de bandeiras e apelando ao patriotismo dos eleitores húngaros.

Nascido em 1981 em uma família de advogados, Magyar também estudou Direito. Ele se casou com Judit Varga em 2006 e juntou-se ao corpo diplomático da Hungria em Bruxelas. Depois de voltar à Hungria, passou a trabalhar em um banco estatal e depois dirigiu uma agência de empréstimos estudantis.

Magyar e a esposa, que se divorciaram em 2023, têm três filhos. O político se descreve como religioso e diz que gosta de cozinhar e jogar futebol com amigos e filhos.

Após a vitória, ele cumprimentou milhares de apoiadores no exterior da sede do Tisza, na capital Budapeste, e balançou uma bandeira húngara ao som de "My Way”, de Frank Sinatra.

O líder do Tisza prometeu uma transição pacífica e suave e disse que os húngaros votaram "SIM!" pela Europa.

CNN Brasil

12/04/2026

PRIMEIRO-MINISTRO DA HUNGRIA RECONHECE DERROTA E PARABENIZA LÍDER OPOSICIONISTA

Viktor Orbán reconhece derrota para candidato pró-Europa na Hungria

O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, reconheceu a derrota nas eleições parlamentares deste domingo, 12, e telefonou para parabenizar o líder oposicionista Péter Magyar, chefe do Partido Tisza, que caminha para uma vitória expressiva.

Com parte significativa das urnas já apuradas, os números preliminares indicavam uma vantagem confortável do Tisza e a possibilidade de uma maioria qualificada no Parlamento de 199 cadeiras. Projeções com pouco mais da metade dos votos contados apontavam o partido de Magyar com cerca de 136 assentos, enquanto o governista Fidesz ficaria com pouco mais de cinquenta.


Em mensagem divulgada nas redes sociais, Magyar limitou-se a escrever: “Obrigado, Hungria”. Também nas redes, ele relatou o contato do primeiro-ministro. “O primeiro-ministro Viktor Orbán me telefonou para me parabenizar pela vitória.”

Orbán admitiu publicamente o revés ainda antes do resultado final. “Os resultados ainda não são definitivos, mas a situação é clara”, disse. “O resultado da eleição é doloroso para nós, porém claro.” Ele acrescentou que a responsabilidade de governar não foi atribuída ao seu grupo político. “Eu já parabenizei o vencedor.”

A eleição marca uma mudança significativa depois de anos de domínio político de Orbán, que construiu na Hungria um modelo nacionalista e eurocético frequentemente descrito por ele como uma “democracia iliberal”. Nos últimos anos, porém, parte do eleitorado passou a demonstrar insatisfação diante da estagnação econômica, do aumento do custo de vida e de críticas envolvendo a proximidade entre o governo e grandes empresários.

O premiê afirmou ainda que seu campo político seguirá atuando. “Serviremos a nossa nação a partir da oposição. Nossa tarefa agora é fortalecer nossas comunidades. Nunca desistiremos.” O partido de Orbán, o Fidesz – União Cívica Húngara, tem um perfil de partido nacional-conservador e eurocético, que governa a Hungria desde 2010 sob a liderança do primeiro-ministro que agora se despede. O Fidesz chegou ao poder em 1988, quando Orbán teve seu primeiro mandato como primeiro-ministro, como uma resposta aos anos de ditadura comunista.

Primeiro mandato de Viktor Orbán

A votação deste domingo começou pela manhã e terminou no início da noite. A vitória do Tisza repercutiu entre líderes europeus. O partido, fundado em 2020, tem um perfil centro-direita reformista, mas pró-europeu. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que o resultado representa um passo do país em direção à União Europeia. “O coração da Europa bate mais forte na Hungria esta noite,” escreveu ela. “O país escolheu a Europa.”

O presidente da França, Emmanuel Macron, disse ter conversado com Magyar para cumprimentá-lo pela vitória e afirmou que o resultado reflete a participação democrática e o apego dos húngaros aos valores europeus. O chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, também enviou felicitações e declarou esperar cooperação para “uma Europa forte, segura e unida”.

DANOU-SE 35 CANDIDATOS DISPUTAM PRESIDÊNCIA DO PERU NESTE DOMINGO (12)

Peru vai às urnas em pleito que tem 35 candidatos à Presidência

O Peru vota, neste domingo (12), em eleições gerais para escolher as autoridades nacionais para o período 2026-2031, com uma oferta de 35 candidatos à Presidência – a mais ampla da história do país -, que acumula uma década de instabilidade política, com um total de oito mandatários nos últimos dez anos.

Desde às 7h da manhã (horário local, 9h de Brasília), começaram a abrir os 10.336 centros de votação instalados em território peruano, que receberão eleitores ao longo de dez horas, até às 17h (19h), momento em que as urnas serão fechadas e terá início uma apuração que deve ser lenta e pode demorar vários dias até apresentar resultados conclusivos.

Nestas eleições, mais de 27,3 milhões de peruanos estão convocados às urnas, entre eles cerca de 1,2 milhão no exterior, com grandes concentrações em Buenos Aires (115.097), Santiago do Chile (113.887), Madri (105.493) e Barcelona (79.606).

Ao chegar à cabine de votação, os peruanos se deparam com uma cédula enorme que inclui cinco eleições simultâneas: presidente, senadores nacionais, senadores regionais, deputados e representantes para o Parlamento Andino.

Devido à fragmentação dos votos entre os 35 candidatos na disputa, todas as pesquisas antecipam, quase com total segurança, um segundo turno entre os dois candidatos mais votados, cujos nomes são uma incerteza, dado que muitos peruanos decidirão seu voto no último minuto.

Entre os candidatos com maiores chances de passar ao segundo turno figuram a direitista Keiko Fujimori (Força Popular), filha e herdeira política do ex-presidente Alberto Fujimori (1990-2000), após ter perdido no segundo turno as três eleições presidenciais anteriores.

Também têm chances de avançar ao segundo turno o populista Ricardo Belmont (Obras), empresário de 80 anos e ex-prefeito de Lima (1990-1995); e o empresário ultraconservador Rafael López Aliaga (Renovação Popular), também ex-prefeito da capital peruana (2023-2025) e com um estilo semelhante ao do presidente americano Donald Trump.

Da mesma forma, tem probabilidades o comediante Carlos Álvarez (País Para Todos), uma figura da televisão peruana que se dedicou por mais de três décadas a imitar políticos e agora decidiu dar o salto para a arena política com um projeto de direita, em um caso que remete ao do presidente ucraniano Volodymyr Zelensky.

Após estas eleições, o Peru voltará a ter, depois de mais de 30 anos, um Parlamento bicameral com 60 senadores e 130 deputados, apesar de os peruanos terem votado contra isso em um referendo em 2018, onde o ‘Não’ à existência de duas câmaras venceu com 90,5% dos votos válidos.

O desenrolar do pleito será acompanhado por um total de 487 observadores credenciados para este processo, entre eles as missões de observação da União Europeia (UE), com mais de 150 especialistas destacados no país, e da Organização dos Estados Americanos (OEA), com 96 integrantes.

No Peru, o voto é obrigatório para pessoas entre 18 e 64 anos, sob pena de multa que varia de 27,50 a 110 soles (entre R$ 40 e R$ 160), conforme a condição econômica do eleitor.

Uma das principais novidades nestas eleições, motivada pelas denúncias de fraude sem provas realizadas na eleição anterior por Fujimori, é que os votos serão guardados até a proclamação dos resultados, para que possam ser recontados em caso de impugnações de atas, o que obrigará a custódia de 453 toneladas de cédulas, incluindo as do exterior.

Agência EFE

17/03/2026

'BRASIL EXPORTA VIOLÊNCIA' - DIZ PRESIDENTE DA BOLÍVIA APÓS ENCONTRO COM LULA

Rodrigo Paz após encontro com Lula: ‘Brasil exporta violência’

Em visita oficial a Brasília nesta segunda-feira (16), o presidente boliviano Rodrigo Paz afirmou que o Brasil “exporta violência” ao país vizinho. A declaração ocorreu após reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e fundamenta-se na crescente influência de facções criminosas brasileiras, como o PCC, em território boliviano.

O estopim para a crítica foi a recente prisão do narcotraficante uruguaio Sebastián Marset, capturado na última sexta (13) e prontamente extraditado para os Estados Unidos.

Marset é apontado como peça-chave do narcotráfico internacional, liderando o Primeiro Cartel Uruguaio com o apoio logístico e operacional de facções brasileiras.

Investigações indicam que a organização de Marset operava um complexo sistema de lavagem de dinheiro e era responsável pelo envio de toneladas de cocaína da América do Sul para a Europa. Para o governo boliviano, a presença desses criminosos estrangeiros submete a sociedade local a um estado de insegurança e instabilidade institucional.

Apesar do tom crítico, Paz classificou o diálogo com Lula como “franco e direto”. Segundo o líder boliviano, o governo brasileiro demonstrou prontidão para colaborar, com ministérios de ambos os países já articulando ações conjuntas para reforçar a segurança na fronteira. O objetivo é identificar e neutralizar pontos vulneráveis que facilitam o avanço do crime organizado na região.

Embora tenha evitado rotular grupos como o PCC e o Comando Vermelho como “organizações terroristas”, como analisa o governo de Donald Trump, Paz se limitou a enfatizar que as atividades desses grupos geram “terrorismo e submissão”.

Ele destacou ainda que a região de Santa Cruz de la Sierra é a mais afetada pelo “abuso” das facções, reiterando que o combate a essas estruturas é essencial para garantir a soberania da Bolívia.

10/03/2026

DIREITA: LULA DESISTE DE POSSE DO PRESIDENTE DO CHILE APÓS FLÁVIO E EDUARDO SEREM CONVIDADOS

Lula desiste de ir a posse no Chile após Kast convidar Flavio e Eduardo

Lula (PT) cancelou sua viagem ao Chile para a posse do seu novo presidente, José Antonio Kast, a ser realizada nesta quarta-feira (11). O cancelamento coincide com a confirmação do convite de Kast ao senador Flavio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato a presidente, para a solenidade que reunirá chefes de Estado e de Governo e lideranças políticas da América do Sul na sede do Congresso chileno, em Valparaíso. O deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) também foi convidado.

A presença dos irmãos Bolsonaro é considerada natural em razão da proximidade de Kast com a família do ex-presidente Jair Bolsonaro. O novo presidente é chamado de “Bolsonaro chileno”.

O senador, filiado ao PL e apontado como pré-candidato à Presidência do Brasil, afirmou que sua agenda no país deve incluir a participação na solenidade oficial e encontros com outras autoridades presentes no evento.

Outro líder confirmado para o evento é o presidente da Argentina, Javier Milei, que mantém proximidade política com setores da direita latino-americana e já demonstrou apoio público a Flávio Bolsonaro e se referia a Lula como “ladrão” até mesmo após o cargo na Argentina.

Kast chega ao poder após vencer a eleição presidencial chilena de 2025, disputada em dois turnos. No segundo turno, derrotou a candidata da esquerda Jeannette Jara e conquistou a maioria dos votos, assumindo o mandato presidencial de quatro anos.

A cerimônia em Valparaíso marcará oficialmente o início do novo governo chileno e deve reunir autoridades de diversos países da região, consolidando o início de uma nova etapa política no país andino.

DP

20/02/2026

O PROBLEMA DA VENEZUELA ERA O NARCOTRAFICANTE DITADOR MADURO

Lei de anistia é aprovada por unanimidade na Venezuela

A Assembleia Nacional da Venezuela aprovou por unanimidade, nesta quinta-feira (19), a lei de anistia para presos políticos. A proposta foi apresentada pela líder interina Delcy Rodríguez após semanas de negociação. O texto recebeu apoio de todos os blocos parlamentares.

A medida beneficia acusados de “traição à pátria”, “terrorismo” e “incitação ao ódio”. A votação foi adiada duas vezes antes de ser concluída. Parlamentares discutiram o texto ponto a ponto desde o dia 12 de fevereiro.

– Um acontecimento muito importante ocorreu para a Venezuela – declarou Delcy na semana passada, após a primeira aprovação da proposta.

O artigo 7º gerou debate entre governo e oposição. O trecho tratava da anistia a quem “esteja ou possa ser processado ou condenado” por atos ocorridos nos 27 anos de chavismo. A oposição questionou a exigência de que o beneficiado estivesse à disposição da Justiça.

Após negociações a portas fechadas, o artigo foi modificado. Ficou permitido que exilados sejam representados por advogados. A votação começou por volta das 19h30, no horário de Brasília, e terminou sem votos contrários.

Os deputados incluíram dois novos artigos e alteraram outros pontos. Entre os fatos passíveis de anistia estão eventos desde a tentativa de golpe contra Hugo Chávez, em 2002, até manifestações após as eleições de 2025. A palavra “violentos” foi mantida no texto, apesar da resistência da oposição.

Ficam excluídos da anistia casos de “homicídio intencional e lesões graves”, “crimes de guerra” e ações armadas contra o povo ou a soberania. O artigo 9º também retira do benefício quem tenha participado de ações com apoio de Estados ou empresas estrangeiras.

– Também serão excluídas da anistia as pessoas que estão ou possam vir a ser processadas ou condenadas por terem promovido, instigado, solicitado, invocado, favorecido, facilitado, financiado ou participado de ações armadas ou de força contra o povo, a soberania e a integridade territorial da Venezuela por parte de Estados, empresas ou pessoas estrangeiras – diz o texto.

Outro artigo determina que beneficiados podem voltar a ser processados por atos cometidos após a entrada em vigor da lei. A norma passa a valer quando for publicada no Diário Oficial.

A aprovação ocorre após a captura de Nicolás Maduro, em 3 de janeiro, em operação militar dos Estados Unidos. Desde então, Delcy enfrenta pressão do governo americano e de familiares de detentos.

Após tomar posse, ela anunciou liberdade condicional para mais de 400 presos políticos. Segundo as autoridades, novas solturas devem ocorrer após a publicação da lei.

– A adoção unânime por todas as forças políticas presentes na Assembleia, em sua primeira leitura, da lei de anistia, que é uma lei para a paz e a reconciliação nacional – afirmou Delcy.

O presidente da Assembleia, Jorge Rodríguez, disse que a lei trata de fatos e não de pessoas. Já especialistas apontam que parte dos detidos pode continuar fora do benefício. A organização Foro Penal não registrou libertações de militares, estimados em 182.

Familiares seguem realizando vigílias e protestos em busca de novas solturas. A expectativa é que a comissão especial criada pela lei acompanhe os casos e analise situações não previstas no texto.