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27/07/2026

JORNAL DIZ QUE MILEI NÃO PRETENDE SE DESCULPAR COM LULA

Governo Milei não pretende se desculpar com Lula, diz jornal

O governo da Argentina não pedirá desculpas ao presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), pelas declarações do presidente argentino, Javier Milei, que chamou Lula de “ladrão” e “condenado”, segundo o jornal La Nacion.

A declaração de Milei foi feita no último sábado (25), durante a convenção nacional do Partido Liberal (PL), que oficializou a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (RJ) à Presidência. No mesmo evento, ele também chamou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes de “lixo careca”, disse que Jair Bolsonaro (PL) foi preso injustamente e criticou a decisão de Moraes de negar-lhe uma visita ao ex-presidente. Segundo Milei, isso demonstra o “caráter vingativo” do ministro.

O La Nacion informou que, apesar da tentativa de administrar, no curto prazo, a indignação do Brasil, não haverá nenhum pedido oficial de desculpas.

– Não haverá pedido de desculpas – disse ao jornal uma fonte familiarizada com o assunto, sob condição de anonimato.

– Talvez não dizer mais nada seja uma forma de desescalar a situação – afirmou outra fonte ouvida pelo La Nacion, também sem se identificar.

Neste domingo (26), porém, Milei acusou os governos do Brasil e do México e o Partido Democrata dos Estados Unidos de financiar uma “campanha antiArgentina”. As declarações foram uma aparente alusão às críticas dirigidas ao país e à sua seleção durante a Copa do Mundo de 2026.

– Quem pôs mais dinheiro nesta campanha antiArgentina… o governo do Brasil. 25% dos recursos saíram do governo do Brasil – afirmou Milei em entrevista à rádio Mitre.

– E depois vêm me falar de interferência – completou.

Segundo o La Nacion, a presença da secretária-geral da Presidência da Argentina e irmã de Milei, Karina Milei, e do Ministro das Relações Exteriores da Argentina, Pablo Quirno, ao lado do presidente durante o discurso de sábado (25) também não ajudou a acalmar os ânimos.

Ainda assim, fontes oficiais e diplomáticas argentinas ouvidas pelo jornal afirmaram que a crise entre os dois países não deve se agravar, devido à proximidade das eleições presidenciais do Brasil. Segundo essas fontes, “não interessa ao PT ampliar a polarização para além do discurso”.

Após o episódio, o Ministério das Relações Exteriores convocou o embaixador do Brasil em Buenos Aires, Julio Bitelli, para consultas. No meio diplomático, esse procedimento representa um forte protesto contra ações de outro Estado. Bitelli chega a Brasília nesta segunda-feira (27).

– Não há precedentes de um presidente estrangeiro que, em território nacional, enfeixe agressões e ofensas ao chefe de Estado, às instituições democráticas, inclusive ao Poder Judiciário, e ao povo brasileiro. É especialmente lamentável que esse episódio infamante envolva o presidente de um país com que o Brasil mantém 203 anos de amizade e cooperação e que tem, no Brasil, o seu principal sócio comercial – afirmou o Itamaraty, em nota.

As declarações de Milei também foram criticadas pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, que as classificou como “ríspidas, grosseiras e inaceitáveis”.

– Nós precisamos de explicações do governo argentino sobre o motivo de o presidente da Argentina ter vindo ao território brasileiro fazer esse tipo de manifestação e declarações ríspidas, grosseiras e inaceitáveis. Todo o episódio é extremamente grave e inaceitável. Mas, nós temos de trabalhar pelo entendimento entre as nações. A diplomacia é feita de conversas – disse Vieira em entrevista ao Fantástico, da TV Globo, neste domingo (26).

Logo após o discurso de Milei, Lula, que participava de um evento do PT em Campinas, no interior paulista, criticou a atuação de pessoas de fora que vêm “meter o dedo” nas eleições brasileiras.

– Não venham. Eu não sou de fazer bravata, de dizer o que não posso fazer, mas vou dizer a vocês uma coisa que trago do berço, aprendida com uma mãe analfabeta. Andar de cabeça erguida, ter vergonha e caráter não encontra no shopping, não compra no Mercado Livre. Aprende com o pai e a mãe – disse o petista.

AE

25/07/2026

TU VAI FICAR CALADO LULA JUNTO COM A ESQUERDA DIANTE DAS ATROCIDADES DOS TEUS AMIGOS IRANIANOS?

As irmãs gêmeas prestes a serem enforcadas no Irã e o silêncio sepulcral da esquerda

As irmãs gêmeas Romina e Taraneh Rahimi estão na iminência de serem executadas pelo regime da República Islâmica do Irã.

As duas jovens haviam sido presas após as manifestações de 8 de janeiro, em Isfahan. Elas foram acusadas de “moharebeh” (“inimigas de deus”) e de crimes relacionados aos distúrbios e à segurança nacional — acusações que, perante os tribunais revolucionários iranianos, podem resultar em pena de morte.

Relatos enviados a organizações internacionais apontam que as autoridades iranianas utilizaram tortura para extrair confissões forçadas dos réus desse caso.

O juiz responsável pelo caso sinalizou a intenção de aplicar penas severas, mantendo o risco de pena de morte por enforcamento bastante elevado.

Segundo a mãe das jovens, uma de suas filhas foi estuprada. As gêmeas tem 20 anos de idade.

Não espere absolutamente nada dos “justiceiros sociais” ou das “defensoras de mulheres”.

JCO

'CONFIO EM FLÁVIO BOLSONARO' - DIZ MILEI APÓS CRITICAR A ESQUERDA

Milei critica esquerda e diz que confia em Flávio Bolsonaro para “frear Lula”



O presidente da Argentina, Javier Milei, participou neste sábado (25) da convenção nacional do PL, em São Paulo, e declarou apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República.

Durante o discurso, Milei afirmou: “Eu creio que somente Flávio pode parar Lula e trazer uma verdadeira mudança para todos os brasileiros. Creio firmemente que não há outro capaz de parar o efeito de Lula sobre o país. E não há outro para fazer frente às organizações criminosas e narcotraficantes, e nisso eu confio plenamente em Flávio Bolsonaro”.

O presidente argentino também disse esperar que, após as eleições de outubro, “o Brasil também seja liberal”.

Ao longo da fala, Milei fez críticas à esquerda, associando o socialismo ao autoritarismo, afirmou que a direita costuma assumir o governo para corrigir problemas deixados pelos antecessores e pediu que os eleitores se preparem para uma eleição “suja”.

Milei ainda criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmou que o Brasil está “a caminho da crise da dívida” e interrompeu o discurso para incentivar apoiadores a entoarem gritos de “Lula ladrão”.

O presidente argentino também lamentou não ter conseguido visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar, enviou um abraço ao aliado e se referiu a Flávio Bolsonaro como “filho de um grande amigo”.

O QUE PODERÁ SIGNIFICAR ESSE ATO...!!!

Brasil nega visto a oficiais dos EUA que viriam discutir eleições

O Brasil negou o visto de dois oficiais dos Estados Unidos que pretendiam vir ao país para investigar o sistema eleitoral brasileiro, após identificar tentativas do governo do presidente norte-americano, Donald Trump.

O jornal americano The Washington Post publicar nesta sexta-feira (24), que o governo de Donald Trump pretendia enviar dois oficiais norte-americanos ao Brasil para “lançar dúvidas sobre a lisura e a integridade do sistema eleitoral brasileiro”.

Antes da publicação, o governo Lula já havia identificado a tentativa norte-americana. No dia 20 de julho, o governo brasileiro teve conhecimento da intenção após o Departamento de Estado norte-americano solicitar os vistos ao Consulado do Brasil em Washington.

Um sinal de alerta teria sido a reunião do senador Flávio Bolsonaro (RJ), candidato do PL à Presidência, com embaixadores, no dia seguinte.

Formalmente, o pedido dos Estados Unidos era para debater “liberdade de expressão relacionada às eleições”.

O Itamaraty confirmou que os vistos de Riley Barnes, secretário assistente, e Samuel Samson, secretário assistente adjunto do Departamento de Estado, foram negados nesta sexta (24).

As medidas ocorrem em meio a atritos diplomáticos entre os governos do Brasil e dos Estados Unidos, diante do tarifaço do presidente Donald Trump imposto aos produtos brasileiros e às ameaças do Brasil de retaliar com tarifas aos norte-americanos. No campo político, as iniciativas ocorrem na largada da campanha eleitoral, em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enfrenta Flávio Bolsonaro.

– Ninguém, muito menos Trump vai se meter no processo eleitoral brasileiro – disse o ministro da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência, José Guimarães, neste sábado (26).

Durante a convenção do PT que oficializou a candidatura de Fernando Haddad ao governo de São Paulo, Lula falou sobre tentativas de inferências nas eleições do Brasil, sem citar diretamente os Estados Unidos.

– Quem quiser de fora vir se meter nas eleições brasileiras, já vou avisando logo: vão apanhar muito aqui nas eleições – disse o petista.

– Esse país é nosso e ninguém aqui mete o bedelho – completou.

AE

MILEI VEM AO BRASIL E PLANALTO MANDA RECADO PARA O PRESIDENTE ARGENTINO

Planalto prepara resposta se Milei falar sobre Lula em evento do PL

Nesta sexta-feira (24), o Palácio do Planalto informou que acompanha a visita do presidente da Argentina, Javier Milei, ao Brasil e prepara uma reação caso ele faça ataques ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ou ao sistema eleitoral brasileiro. A expectativa é de que Milei participe de eventos políticos em São Paulo neste fim de semana.

Segundo apuração da CNN, o governo brasileiro responderá caso o presidente argentino faça críticas durante sua passagem pelo país. Milei desembarca nesta sexta e, no sábado (25), terá encontros com o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), o prefeito Ricardo Nunes (MDB-SP) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Após a reunião, Milei seguirá para a Convenção Nacional do Partido Liberal (PL), que confirmará Flávio Bolsonaro como candidato do partido à Presidência da República. A expectativa é de que o presidente argentino faça um discurso em apoio ao senador.

Também é esperado que Milei destaque o avanço de governos conservadores na América do Sul, em um movimento chamado por aliados de “onda azul”. O tema já havia sido tratado durante a visita de Flávio Bolsonaro à Argentina.

24/07/2026

'NOSSA DEMOCRACIA, NOSSAS ELEIÇÕES' - DIZ ORTEGA RESPONDENDO AO GOVERNO BRASILEIRO

Nicarágua responde ao governo Lula: "nossa democracia, nossas eleições"

O regime de Daniel Ortega, da Nicarágua, respondeu, na quinta-feira (23), ao governo brasileiro, afirmando que “garante processos eleitorais democráticos, livres e transparentes”.

No comunicado, intitulado "nossa democracia, nossas eleições", o regime de Ortega afirma: “reiteramos que, na lógica da nossa soberania nacional, a Nicarágua realiza processos eleitorais democráticos, livres e transparentes, de acordo com as normas das instituições nacionais correspondentes”.

O texto, publicado pelo ministério nicaraguense das Relações Exteriores, também manifesta “carinho fraternal ao povo do Brasil, assim como o respeito que merecem suas instituições nacionais”.

A resposta da pasta nicaraguense foi publicada apenas horas após o Itamaraty manifestar em nota que o governo brasileiro “recebeu com preocupação” a declaração de Ortega de que em seu país “não voltará a haver eleições”.

Na nota, o Brasil afirmou que “a realização de eleições livres, periódicas, plurais e transparentes é um dos esteios da democracia” e pediu às autoridades que “garantam ao povo nicaraguense o livre exercício do direito soberano de escolha dos seus governantes”.

No último domingo (19), Ortega disse que a oposição a ele gostaria de vencer as eleições para lucrar no poder.

“Que esqueçam isso: aqui não haverá mais eleições, para que não tentem, por esse caminho, tomar o governo e o poder”, disse ele, durante o ato de comemoração do aniversário da Revolução Sandinista.

"Eleições próprias"

Na quarta-feira (23), no entanto, a esposa de Ortega, Rosario Murillo, nomeada como “co-presidente” do país, afirmou que o regime trabalha para realizar “eleições próprias”.

“Eleições, sim, mas eleições próprias e, quando dizemos próprias, são do nosso povo bendito, desenhadas e organizadas a partir da nossa soberania nacional, da nossa dignidade nacional para eleger os melhores nicaraguenses que sabemos de lutas e de honra”, disse ela a um canal governamental.

Segundo Murillo, os processos eleitorais da Nicarágua foram “desenhados, dirigidos, orientados” pelos Estados Unidos. “Esse é o tipo de eleições que não voltarão jamais à Nicarágua”, declarou ela.

Acusações do regime

O regime de Ortega acusa a oposição de ser financiada pelos Estados Unidos. Nas últimas eleições, em 2021, sete pré-candidatos à presidência foram presos. Além da oposição, religiosos e jornalistas também são perseguidos no país.

No ano passado, após uma reforma constitucional, o mandato presidencial foi ampliado de cinco para seis anos. As próximas eleições estavam previstas para o ano que vem.

De acordo com fontes do Itamaraty, as relações entre o governo Lula e a Nicarágua estão “no freezer” desde 2024, quando o embaixador brasileiro Breno de Souza da Costa foi expulso do país, após não participar do ato de aniversário da Revolução Sandinista, que deu fim à ditadura de Anastasio Somoza, em 1979.

CNN

TESE DE PERSEGUIÇÃO POLÍTICA A ZAMBELLI É REJEITADA PELA JUSTIÇA ITALIANA

Justiça italiana rejeita tese de perseguição política a Zambelli

A Corte de Cassação da Itália divulgou nesta quinta-feira (23) a íntegra da decisão que determinou um novo julgamento do pedido de extradição da ex-deputada Carla Zambelli. Os juízes concluíram que não há elementos que comprovem perseguição política por parte do Supremo Tribunal Federal (STF).

– O “crime político” deve ser entendido em sentido restritivo: ele é relevante apenas quando a ofensa diz respeito diretamente à organização política do Estado ou a um direito político do cidadão, sem lesão prevalente de bens comuns. […] Mas mesmo querendo analisar o caso concreto sob a ótica do perigo de atos persecutórios e discriminatórios […] deve-se notar que não foram concretamente indicados e comprovados elementos específicos idôneos para sustentar tal afirmação – diz parte do documento.

O principal motivo para anular a decisão anterior e determinar um novo julgamento foi a falta de garantias sobre o atendimento médico que Zambelli receberia na Penitenciária Feminina do Distrito Federal, conhecida como Colmeia. Segundo a Corte, as garantias apresentadas pelo Brasil não foram suficientes diante do estado de saúde da ex-deputada.

A sentença cita uma perícia médica que aponta doenças cardiológicas, gastrointestinais e psiquiátricas, além das síndromes de Ehlers-Danlos e da Taquicardia Postural Ortostática. O laudo afirma que ela pode cumprir pena em regime fechado, mas precisa de acompanhamento médico contínuo e uso frequente de medicamentos.

Os magistrados entenderam que a Corte de Apelação de Roma não verificou se a unidade prisional teria condições de oferecer o tratamento necessário. Também consideraram insuficiente a proposta brasileira de prestar informações periódicas sobre a saúde de Zambelli e realizar transferência hospitalar apenas em casos de urgência.

Carla Zambelli deixou o Brasil em setembro de 2025, após ser condenada a 10 anos de prisão por invadir o sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e a 5 anos e 3 meses por perseguir um homem armada na véspera das eleições de 2022. A expectativa é que o processo de extradição volte a ser analisado pela Justiça italiana em outubro.

22/07/2026

ENTRA EM VIGOR NESTA QUARTA-FEIRA (22) TARIFAÇO DOS EUA SOBRE O BRASIL

Tarifaço de 25% dos EUA sobre o Brasil entra em vigor nesta quarta-feira

A medida foi anunciada após investigações feitas pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR), que concluiu que certas práticas brasileiras são descabidas e oneram ou restringem o comércio de agricultores, trabalhadores, inovadores e exportadores estadunidenses.

Entre as medidas citadas pelo USTR estão “práticas de comércio digital e serviços de pagamento eletrônico; tarifas preferenciais injustas; interferência anticorrupção; proteção da propriedade intelectual; acesso ao mercado de etanol; e desmatamento ilegal”.

Em sua defesa, no entanto, o governo brasileiro diz que as alegações contra o Pix e a regulação de plataformas digitais são descabidas.

Itens de aviação civil, petróleo, carne bovina e café, que juntos responderam por um terço da pauta de exportações do Brasil para os Estados Unidos, no primeiro semestre deste ano, não estão sujeitos ao tarifaço imposto por aquele país aos produtos brasileiros.

Por outro lado, alguns setores não conseguiram se livrar da taxação, como ferro e aço, vestuário, calçados, açúcar, etanol, produtos farmacêuticos, maquinário agrícola, máquinas elétricas não voltadas ao setor de aviação, além de outros produtos manufaturados.

As isenções foram estabelecidas pelos Estados Unidos para aqueles produtos brasileiros que não são produzidos internamente por lá em quantidade suficiente ou a preços razoáveis, evitando assim escassez de determinados produtos no mercado consumidor e perturbações na economia daquele país.

'Reciprocidade não é retaliação'

Segundo o vice-presidente Geraldo Alckmin, a lei da Reciprocidade não deve ser interpretada como uma medida de retaliação aos Estados Unidos, mas como um instrumento para corrigir uma situação considerada injusta pelo governo brasileiro.

"A ideia não é retaliação. Diz que olho por olho pode acontecer de os dois ficarem cegos. A reciprocidade é: nós estamos sendo injustiçados e queremos corrigir isso", afirmou Alckmin nesta terça-feira (21).

Ele e o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, concederam uma entrevista após reunião com empresários dos setores afetados pelo novo tarifaço imposto pelo governo Trump.

O vice-presidente ressaltou que a Lei de Reciprocidade foi aprovada por unanimidade no Congresso no ano passado. Segundo Alckmin, a legislação oferece instrumentos para uma resposta institucional, caso seja necessário, respeitando os trâmites legais, como consultas e audiências públicas.

O governo estruturou a resposta à sobretaxa americana em três eixos: apoio financeiro às empresas, diversificação de mercados e diálogo permanente com os setores produtivos para dimensionar os impactos.

A medida dos Estados Unidos prevê tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, com possibilidade de acréscimo de mais 12,5%, atingindo cerca de 18% das exportações destinadas ao mercado americano, o equivalente a aproximadamente US$ 7,4 bilhões.

O que é a Lei da Reciprocidade

A Lei da Reciprocidade Comercial foi aprovada pelo Congresso Nacional em abril do ano passado e regulamentada pelo presidente Lula em julho do mesmo ano.

O projeto foi originalmente apresentado em 2023 pelo senador Zequinha Marinho (Podemos-PA), mas foi retomado como resposta à escalada da guerra comercial global desencadeada por Donald Trump.

O Artigo 1º da Lei da Reciprocidade Comercial estabelece critérios para que o Brasil responda a ações, políticas ou práticas unilaterais de países ou blocos econômicos que "impactem negativamente sua competitividade internacional".

A legislação também abrange situações em que haja interferência nas "escolhas legítimas e soberanas do Brasil", ou quando ocorrerem violações de acordos comerciais ou imposição de medidas unilaterais com base em requisitos ambientais.

O Artigo 3º autoriza o Conselho Estratégico da Câmara de Comércio Exterior (Camex), órgão vinculado ao Executivo, a "adotar contramedidas na forma de restrição às importações de bens e serviços".

Entre as sanções previstas estão a suspensão de concessões comerciais e de investimentos, a suspensão de direitos de propriedade intelectual e a aplicação de alíquotas ampliadas de importação.

A autorização, porém, não leva à aplicação imediata das tarifas recíprocas. A norma exige que o Planalto realize consultas diplomáticas com o objetivo de mitigar ou anular os efeitos das medidas.

Agência Brasil e DW.

19/07/2026

CASO NETANYAHU PARTICIPE DA ASSEMBLEIA DA ONU PREFEITO DE NOVA YORK AMEAÇA PRENDÊ-LO

Prefeito de Nova York ameaça prender Netanyahu caso líder israelense participe da Assembleia da ONU

Se depender do prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, a próxima Assembleia Geral das Nações Unidas pode se transformar em palco para uma tentativa de prisão do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. Em entrevista publicada neste sábado, 18, pelo jornal The New York Times, Mamdani afirmou que está analisando se tem autoridade para ordenar a detenção do líder israelense durante o encontro anual da ONU, realizado em setembro, em Nova York.

O prefeito, que já havia defendido que a polícia de Nova York cumprisse ordens de prisão do Tribunal Penal Internacional (TPI), citou diretamente o caso de Netanyahu. “Acho que o primeiro-ministro Netanyahu pertence a Haia”, disse Mamdani ao jornal, em referência à cidade holandesa onde fica a sede do TPI. “É um criminoso de guerra que foi acusado pelo Tribunal Penal Internacional.”

Mamdani admitiu, porém, que ainda não sabe se a legislação permite que ele determine ao Departamento de Polícia de Nova York a detenção de um líder estrangeiro. Segundo o prefeito, a questão está sendo discutida com a equipe jurídica da prefeitura. “Seja lá o que for que a lei me permita fazer na cidade de Nova York, é isso que faremos”, afirmou.

A Assembleia Geral da ONU reúne líderes mundiais todos os anos na sede da organização, em Nova York. O evento deste ano ocorre em meio às tensões provocadas pela guerra em Gaza e às disputas envolvendo decisões do TPI.

Em 2024, o tribunal, com sede em Haia, afirmou que havia motivos razoáveis para acreditar que Netanyahu era responsável por crimes de guerra e crimes contra a humanidade relacionados à ofensiva israelense no território palestino após o ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023.

Veja

13/07/2026

UM SINAL PARA O BRASIL: A VIRADA À DIREITA NA AMÉRICA LATINA

A virada à direita na América Latina: Um sinal para o Brasil

A América Latina vive um momento político de transformação. Após anos de predomínio da chamada "onda rosa", uma nova maré, agora conservadora, varre o continente. Nos últimos meses, essa mudança se acelerou com vitórias expressivas da direita em países que, até pouco tempo, eram considerados bastiões da esquerda sul-americana.

AS VITÓRIAS RECENTES

O marco mais recente dessa virada ocorreu na Colômbia, onde Abelardo de la Espriella, um advogado e empresário sem carreira política anterior, venceu a eleição presidencial em 21 de junho de 2026. Com uma apertada margem de cerca de 250 mil votos, De la Espriella derrotou o candidato do presidente esquerdista Gustavo Petro, consolidando a guinada à direita no país.

No Peru, a vitória de Keiko Fujimori (Fuerza Popular), que deve se juntar ao rol de presidentes de direita na região. Filha do ex-presidente Alberto Fujimori, Keiko construiu sua campanha com base em um discurso de linha-dura contra o crime.

Antes desses pleitos, a direita já havia conquistado vitórias importantes:

• No Chile, José Antonio Kast foi eleito em dezembro de 2025.
• Na Bolívia, Rodrigo Paz venceu em outubro de 2025, pondo fim a um longo ciclo do partido MAS no poder.
• No Equador, o conservador Daniel Noboa foi reeleito.
• A Argentina já era governada por Javier Milei.
• Em Honduras, o conservador Nasry "Tito" Asfura venceu a eleição presidencial.

Com esses resultados, a direita já governa sete dos 12 países da América do Sul, um empate técnico com a esquerda que pode se transformar em vantagem com a confirmação de Fujimori no Peru.

O QUE ESTÁ POR TRÁS DESSA ONDA

Especialistas apontam que essa guinada não é necessariamente uma mudança ideológica estrutural, mas uma resposta prática às frustrações da população. Economias frágeis e o aumento da criminalidade vêm remodelando as prioridades dos eleitores. Candidatos de direita têm capitalizado três medos centrais: insegurança pública, colapso institucional e instabilidade econômica. O presidente de El Salvador, Nayib Bukele, com sua política de linha-dura contra o crime, serve como modelo para muitos desses novos líderes.

E O BRASIL?

O grande ponto de interrogação na região é o Brasil. Com eleições presidenciais marcadas para outubro de 2026, o país pode se tornar o próximo capítulo dessa história. A pauta da segurança pública, que já se mostrou decisiva em eleições passadas, e a insatisfação com a economia são combustíveis para uma possível vitória da direita. O presidente argentino Javier Milei, por exemplo, já confirmou viagem ao Brasil para apoiar a candidatura de Flávio Bolsonaro, evidenciando a articulação regional.

O FATOR DECISIVO: A CONSCIÊNCIA DO ELEITOR

No entanto, a vitória da direita no Brasil não é uma certeza, mas uma possibilidade que depende da consciência de cada eleitor. O voto não tem sido puramente ideológico; o eleitor está votando com base na frustração, punindo governos que não entregam resultados em áreas como emprego, inflação e segurança.

Cabe ao cidadão brasileiro avaliar o que está em jogo, analisar os projetos apresentados e decidir qual caminho quer para o país nos próximos anos. A América Latina já está mudando. O Brasil pode ou não seguir essa onda. A resposta estará nas urnas, na consciência de cada um de nós.

Ale Chianelli - Jornalista independente, escritora e correspondente internacional. Escreve sobre política, liberdade, antissemitismo e os conflitos que moldam o século XXI. Esteve em Israel durante a guerra contra o Hamas e acredita que o papel do jornalismo não é confirmar convicções, mas confrontá las com a realidade dos fatos. Em tempos em que ideologias frequentemente ocupam o lugar dos fatos, escolheu fazer do jornalismo um compromisso com a verdade.

JCO

12/07/2026

DE QUAL LADO LULA ESTÁ? DO LADO DA CHINA OU DA CARNE BRASILEIRA?

Com venda de carne para China ‘travada’, frigoríficos freiam produção ou dão férias coletivas

Férias coletivas, redução de abates e possibilidade de maior oferta de carne bovina no mercado interno. O preenchimento da cota de venda de carne para a China já começa a impactar a cadeia pecuária. Pequim adota um limite de 1,1 milhão de toneladas com tarifa de 12%. Depois que esse patamar é alcançado, é adotada sobretaxa de 55%, o que inviabiliza negócios.

Diante desse quadro, a JBS deu férias coletivas de 20 dias em duas unidades do Mato Grosso, a partir de 1º de julho. A FriGol deu 15 dias de férias em sua unidade de Água Azul do Norte, no Pará, já que cerca de 70% do volume produzido lá são destinados ao mercado chinês.

Não é o único desafio no horizonte. A exclusão do Brasil pela União Europeia (UE) da lista de países autorizados a exportar carnes e outros produtos de origem animal pode entrar em vigor a partir de 3 de setembro. Para este problema, entretanto, analistas avaliam que ainda existem chances de que a decisão seja revertida.

As empresas buscam alternativas como suspensão temporária de atividades em unidades específicas ou mercados substitutos para os produtos, mas a leitura dos analistas é que uma parte pode acabar fortalecendo a oferta no mercado doméstico. Depois do resultado da inflação em junho, com alta de 0,16%, abaixo das previsões do mercado, influenciado pela queda dos alimentos, inclusive das carnes (-0,64%), a expectativa é que isso possa ter algum impacto no preço.

Outros fatores, porém, tornam o cenário desafiador, como a perspectiva do maior El Niño dos últimos 75 anos. Na avaliação de Carlos Thadeu, economista de inflação e commodities da BGC Liquidez, o efeito deve chegar ao consumidor:

— Os preços já devem cair e impactar o mercado doméstico até agosto, com queda no IPCA de julho e agosto.

Diante desse cenário, Jackson Campos, especialista em comércio exterior, aponta que as empresas veem diferenças entre as “travas” da UE e da China:


— Na UE, o foco é a adequação regulatória, com reforço da rastreabilidade, segregação de lotes, documentação e comprovação de que os animais seguem as regras europeias sobre antimicrobianos. Na China, o problema é comercial, ligado ao uso da cota e ao impacto tarifário sobre os volumes excedentes. Nesse caso, as empresas tendem a reavaliar contratos, margens e destinos alternativos, sem que isso represente o fechamento do mercado chinês.

Não é o único desafio no horizonte. A exclusão do Brasil pela União Europeia (UE) da lista de países autorizados a exportar carnes e outros produtos de origem animal pode entrar em vigor a partir de 3 de setembro. Para este problema, entretanto, analistas avaliam que ainda existem chances de que a decisão seja revertida.

As empresas buscam alternativas como suspensão temporária de atividades em unidades específicas ou mercados substitutos para os produtos, mas a leitura dos analistas é que uma parte pode acabar fortalecendo a oferta no mercado doméstico. Depois do resultado da inflação em junho, com alta de 0,16%, abaixo das previsões do mercado, influenciado pela queda dos alimentos, inclusive das carnes (-0,64%), a expectativa é que isso possa ter algum impacto no preço.

O Globo

11/07/2026

NEW YORK TIMES DIZ QUE MARCO RUBIO ASSUME CONTROLE POLÍTICO E FINANCEIRO DE CARACAS

Rubio assume controle político e financeiro de Caracas, diz jornal

Seis meses após a captura do presidente Nicolás Maduro por forças especiais dos Estados Unidos, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, assumiu o controle das finanças, da distribuição de recursos naturais e da gestão governamental da Venezuela a partir de Washington, informa reportagem do jornal The New York Times.

De acordo com relatos de mais de uma dúzia de funcionários de ambos os países consultados pelo jornal, Rubio atua como administrador da Venezuela, mantendo coordenação com a presidente interina Delcy Rodríguez por meio de mensagens de texto. O arranjo político consolidou-se após Rodríguez aceitar colaborar com as diretrizes da Casa Branca em troca da preservação da infraestrutura nacional.

A reportagem detalha que o Departamento do Tesouro dos EUA arrecada diretamente as receitas provenientes das exportações de petróleo venezuelano – comercializadas por intermédio das empresas Trafigura e Vitol – e as libera de forma gradual por meio de bancos privados locais. Esse mecanismo permite à equipe de Rubio ditar as condições de aplicação das verbas públicas e conter desvios de fundos, oferecendo em contrapartida proteção legal contra credores internacionais da dívida externa da Venezuela.

Além do monitoramento orçamentário, o secretário de Estado gerencia a concessão de licenças de exceção a sanções econômicas, priorizando a entrada de companhias norte-americanas no setor de energia em detrimento de operadoras europeias.

Na área de segurança e relações externas, a administração interina submete nomeações de alto escalão, como a do ministro da Defesa, ao aval de Washington, e encerrou projetos conjuntos com aliados históricos, resultando na assunção das operações antes divididas com a estatal russa Rosneft.

A cooperação incluiu a detenção e o aval para a extradição do empresário Alex Saab para responder a processos por tráfico de drogas em Nova Iorque. No mês passado, informações de inteligência fornecidas por Caracas sinalizaram um ataque de míssil norte-americano que matou Niño Guerrero, uma das lideranças da organização criminosa Trem de Aragua, no sul do território venezuelano, destaca o New York Times.

O controle operacional, diz o jornal, estendeu-se às ações de reconstrução após a ocorrência de dois terremotos na Venezuela no mês passado. Os EUA mobilizaram 900 militares, destinaram cerca de US$ 400 milhões em assistência emergencial e enviaram remessas de dinheiro físico para estabilizar a moeda local.

A reportagem pontua que, embora Rubio aponte que o planejamento prevê uma posterior transição democrática, analistas políticos ponderam que a data para a realização de eleições livres permanece indefinida. O presidente Donald Trump, que manifestou apoio público a Rodríguez em redes sociais, sugeriu de forma informal a integração da Venezuela como o 51º estado norte-americano, alinhado à sua premissa de expansão territorial

AE

10/07/2026

CANDIDATURA DE FLÁVIO BOLSONARO GANHA APOIO PRESENCIAL DE MILEI

Milei anuncia viagem ao Brasil para apoiar candidatura de Flávio Bolsonaro

O presidente argentino Javier Milei anunciou nesta sexta-feira (10) que virá ao Brasil no final do mês para apoiar o pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL). A visita está prevista para o dia 25 de julho, data da Convenção Nacional do PL (Partido Liberal) e quando deverá ser feito o anúncio oficial da candidatura de Flávio.

Além da presença no evento do PL, Milei também disse que pretende fazer uma passagem por Brasília para visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro. O presidente argentino e o ex-chefe do Executivo brasileiro possuem visões ideológicas similares e se apoiaram em seus respectivos processos eleitorais.

"No dia 25, viajo para o Brasil, a convite do candidato a presidente Flávio Bolsonaro, e vou. Então, vou estar em São Paulo e vou dar uma passada também por Brasília para cumprimentar o Jair Bolsonaro", disse o mandatário, em entrevista à rádio argentina Now 97.9.

Além das agendas em solo brasileiro, Milei deve se encontrar com outros líderes da direita da América do Sul, participando das posses de Keiko Fujimori, no Peru, e de Abelardo de la Espriella, na Colômbia. Durante essa segunda agenda, o presidente falou também de uma possível visita a Daniel Noboa, presidente do Equador.

Com as vitórias de Fujimori e Espriella, o número de países comandados por políticos de direita aumentou na região. Com uma corrente de apoio entre os políticos da região, Milei falou em "ter certeza de que a onda azul [referência ao avanço da direita] vai chegar ao Brasil neste ano", ao postar uma foto ao lado de Flávio durante visita do senador à Argentina.

Viagem de Flávio à Argentina

Milei e Flávio se encontraram em Buenos Aires há duas semanas. Durante agenda na Argentina, o parlamentar brasileiro participou de uma conferência promovida pela Fundação Aliados de Israel.

Ao longo da viagem, o senador disse que "o Brasil deixará de ser um vetor de instabilidade para tornar-se um vetor de paz e de aliança entre Israel e as nações amigas" da América do Sul. A declaração ocorreu durante discurso para a comunidade judaica de Buenos Aires.

CNN Brasil

DANOU-SE: ISRAEL DESCOBRIU PLANO DO IRÃ PARA MATAR TRUMP - ELE FOI AVISADO

Israel avisou EUA sobre plano do Irã para matar Donald Trump

Israel compartilhou com os Estados Unidos informações de inteligência que apontam que o Irã teria desenvolvido um novo plano para assassinar o presidente americano, Donald Trump, segundo informou o jornal The Wall Street Journal, que citou fontes familiarizadas com o assunto.

De acordo com a reportagem, as informações foram transmitidas por Israel às autoridades americanas, embora não tenham sido divulgados detalhes sobre o complô nem sobre os seus possíveis responsáveis.

A advertência ocorre em meio a uma nova escalada de tensões entre Washington e Teerã, marcada por recentes confrontos militares e ameaças mútuas entre os dois países.

Trump reconheceu na quarta-feira (8), durante a sua participação na cúpula da Otan em Ancara, que continua sendo alvo de possíveis ataques iranianos e garantiu que existem pessoas no Irã que buscam atentar contra a sua vida.

O republicano vinculou essas ameaças à morte do general iraniano Qasem Soleimani em 2020, em uma operação americana ordenada durante o seu primeiro mandato.

As autoridades americanas já tinham apontado anteriormente ameaças iranianas contra Trump relacionadas com a morte de Soleimani, uma figura-chave da Guarda Revolucionária iraniana morta em um ataque com drone americano em Bagdá.

Em 2024, o Departamento de Justiça dos EUA acusou um cidadão paquistanês de tentar recrutar pessoas para um plano de assassinato contra o então candidato republicano, embora o Irã tenha negado as acusações na época.

A nova advertência de inteligência chega em um momento no qual EUA e Irã atravessam um dos seus períodos de maior tensão recente, depois de Washington ter lançado novos ataques contra alvos iranianos após acusar Teerã de ameaçar a navegação comercial no Estreito de Ormuz, ao que o Irã respondeu com ataques contra instalações americanas na região.

Trump inclusive deu por encerrada a trégua que tinha sido alcançada por meio da assinatura de um marco de entendimento de paz três semanas atrás.

O relatório sobre o complô se soma às preocupações de segurança em torno do presidente americano, que já disse em várias ocasiões que o Irã representa uma ameaça direta.

Até o momento, nem a Casa Branca nem as autoridades iranianas confirmaram publicamente os detalhes do plano de assassinato revelado pela inteligência israelense ao jornal americano.

Com informações EFE

07/07/2026

PQP: PAÍS DESMORALIZADO, TANTA COISA BOA PRA DEBATER VAI DEBATER EXATAMENTE FACÇÕES CRIMINOSAS!

Múcio vai debater PCC e Comando Vermelho com auxiliar de Trump

O ministro da Defesa, José Múcio, tem um encontro importante no Peru nesta quarta-feira (7). Para além dos debates da Conferência de Ministros da Defesa das Américas (CMDA), Múcio tem uma agenda marcada com Elbridge Colby, subsecretário de Guerra dos Estados Unidos.

A reunião, segundo interlocutores, foi marcada a pedido do governo brasileiro e terá como tema central a decisão do governo norte-americano de tipificar grupos criminosos brasileiros, como o PCC e Comando Vermelho, como organizações terroristas.

Antes de embarcar para o Peru, Múcio vai se reunir com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na conversa, os dois vão alinhar o tom que deverá ser usado pelo ministro no encontro com Elbridge Colby.

Lula quer entender se, para além da tipificação de organizações terroristas, os Estados Unidos têm alguma intenção de atuar no Brasil.

O presidente também vai aconselhar Múcio a destacar a importância da soberania nacional, como também, o combate ao crime organizado realizado pelo governo brasileiro nos últimos anos.

03/07/2026

ENDIREITOU: KEIKO FUGIMORI É OFICIALIZADA PRESIDENTE DO PERU

JNE oficializa Keiko Fujimori como nova presidente do Peru

O Jurado Nacional Eleitoral (JNE) do Peru oficializou Keiko Fujimori como nova presidente do país nesta sexta-feira (3). A candidata de direita venceu o segundo turno com 50,13% dos votos válidos, superando o esquerdista Roberto Sánchez por uma diferença de menos de 50 mil votos.

A proclamação ocorreu após o órgão rejeitar um pedido de Sánchez para anular urnas do exterior. Sem os votos dos peruanos imigrantes, o candidato de esquerda teria vencido a disputa. Advogados afirmaram à imprensa local que o pedido de anulação não tinha base jurídica.

Sánchez declarou que não aceitará o resultado oficial, alegando fraude no pleito realizado fora do país. O deputado convocou seus apoiadores para manifestações de rua e anunciou que acionará a Corte Internacional de Direitos Humanos para tentar contestar a apuração.

Ao atingir vantagem irreversível na contagem de votos, Fujimori discursou em Lima afirmando que o país está dividido e prometeu buscar a união nacional. A nova governante enfrentará um Congresso fragmentado e um cenário de aumento da criminalidade e desafios sociais.

A presidente eleita assumirá uma nação que teve oito presidentes nos últimos oito anos. Ela substitui o interino José María Zelada, que governava há quatro meses após a destituição de José Jeri por má conduta política.

A atual crise institucional peruana se agravou em 2022 com a prisão de Pedro Castillo, detido após tentar fechar o Congresso. Desde então, sucessivos governantes interinos assumiram o poder e caíram devido a denúncias de corrupção ou pressões do Legislativo.

A presidente eleita agradeceu o apoio e confiança dos eleitores por meio das redes sociais.

— Concluído o processo eleitoral e proclamados os resultados pelo JNE, recebo com profundo agradecimento a confiança que milhões de peruanos depositaram em mim. Começa uma nova etapa. Assumimos-na com responsabilidade, humildade e um profundo sentido do dever. Cada dia deste processo de transição é uma oportunidade para escutar, dialogar e chegar preparados ao início do novo governo — afirmou.

Veja publicação de Keiko Fujimori no X:

TROCAR TARIFAS DE 25% POR SANÇÕES INDIVIDUAIS É SUGERIDO POR FLÁVIO BOLSARO AOS EUA

Flávio Bolsonaro sugere aos EUA trocar tarifa de 25% por sanções individuais e cita Lei Magnitsky

O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) sugeriu ao governo dos Estados Unidos a aplicação da Lei Magnitsky contra pessoas “identificáveis”, em vez da imposição de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros.

A proposta foi feita em uma carta enviada ao escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos. No documento, o senador também pede que qualquer medida tarifária contra o Brasil seja adiada até as eleições, para evitar impactos políticos internos.

Flávio afirma que a Lei Magnitsky seria um “instrumento calibrado” para atingir alvos específicos. Ele cita declarações atribuídas ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre possíveis medidas relacionadas ao Brasil em 2025, incluindo críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) e alegações de restrições à liberdade de expressão.

Na carta, o senador argumenta que tarifas de 25% sobre importações brasileiras não atingiriam os responsáveis pelos problemas apontados, mas sim setores da economia e consumidores.

Segundo ele, esse tipo de medida afetaria exportadores brasileiros, importadores norte-americanos e a população dos dois países. Para Flávio, a opção por tarifas em vez de sanções individuais acabaria “recompensando o autor da conduta que se pretende punir”.

01/07/2026

ITÁLIA DERROTA MORAES MAIS UMA VEZ

MP da Itália pede que extradição de Carla Zambelli seja negada

A Corte de Cassação da Itália analisa, nesta quarta-feira (1°), o segundo pedido de extradição da ex-deputada brasileira Carla Zambelli, encaminhado pelo Brasil. Durante a sessão, a Procuradoria-Geral italiana manifestou-se pela rejeição do pedido, defendendo o encerramento do caso sem possibilidade de novo encaminhamento.

O posicionamento foi apresentado pelo procurador-geral substituto Fabio Picuti, que acolheu os argumentos da defesa de Zambelli sobre uma possível falta de imparcialidade no julgamento realizado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo a defesa, o ministro Alexandre de Moraes teria influenciado a decisão que resultou na condenação da ex-deputada por porte ilegal de arma.

Após a audiência, Picuti afirmou que concordou com a tese de que pode ter havido “contaminação” no processo. O julgamento ocorreu perante a Sexta Seção Penal da Corte de Cassação, composta por cinco magistrados, presidida por Massimo Ricciarelli, com relatoria da juíza Maria Silvia Giorgi. A sessão teve início por volta das 10h, no horário local, e durou cerca de uma hora e meia.

A defesa também questionou o fato de a Justiça italiana analisar separadamente dois pedidos de extradição que, segundo os advogados, haviam sido unificados. O advogado Angelo Sammarco sustentou que essa divisão pode resultar no cumprimento de penas acumuladas superiores ao regime semiaberto, caso a extradição seja autorizada.

Representando a Advocacia-Geral da União (AGU), Enrico Giarda contestou os argumentos da defesa. Ele destacou que o processo relacionado ao porte ilegal de arma teve como relator o ministro Gilmar Mendes e afirmou ter recebido com surpresa a manifestação da Procuradoria italiana, ressaltando, contudo, que a decisão cabe à Corte.

O novo julgamento ocorre após a Justiça italiana já ter anulado um pedido anterior de extradição relacionado ao caso da invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Na ocasião, os magistrados entenderam que Alexandre de Moraes exerceu funções incompatíveis ao atuar como relator do processo e, simultaneamente, ser considerado vítima de um dos crimes atribuídos à ex-deputada. A decisão resultou na libertação de Zambelli.