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17/05/2026

O POVO SÓ VER O BANCO MASTER

Mesmo afastada, magistrada recebe R$ 1,3 milhão em salários

A desembargadora Maria do Socorro Barreto Santiago, do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), ganhou R$ 1,3 milhão em salários desde seu afastamento da Corte por suspeita de venda de decisões judiciais, em abril de 2024.

Alvo da Operação Faroeste e hoje no banco dos réus após denúncia recebida pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), a magistrada é acusada de receber propinas do esquema por meio de cheques, depósitos em dinheiro vivo, um relógio Rolex e até jantares em um restaurante japonês de Salvador, segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR).

O tribunal baiano foi questionado pelo jornal O Estado de São Paulo sobre os pagamentos, que registram média mensal de R$ 54,3 mil nos 24 meses de afastamento, mas não se pronunciou.

Quando Maria do Socorro se tornou ré por corrupção passiva, a defesa, representada pelos advogados Bruno Espiñeira e Victor Quintiere, afirmou que não houve comprovação de prática criminosa e sustentou que a PGR apresentou fatos novos nas alegações finais que não constavam originalmente da denúncia.

– A defesa confia plenamente no julgamento a ser realizado pelo Poder Judiciário, acreditando na condução técnica, imparcial e fundamentada do feito, em estrita observância às garantias constitucionais do devido processo legal. A defesa reafirma sua convicção na absoluta inocência da desembargadora – disseram os advogados.

No mês em que passou à condição de ré, em abril deste ano, Maria do Socorro teve o maior contracheque desde seu afastamento cautelar. A desembargadora recebeu R$ 104 mil líquidos. No acumulado de 2026, os pagamentos já somam R$ 267 mil. Em 2025, ela recebeu R$ 664 mil.

A Operação Faroeste é uma investigação da Polícia Federal sob a tutela do STJ, que detém atribuição para processar desembargadores. A PF aponta que o operador Adailton Maturino, identificado como falso cônsul da Guiné-Bissau, e sua mulher, a advogada Geciane Maturino, seriam responsáveis por corromper Maria do Socorro.

Segundo a PGR, ela simulou empréstimos com familiares no valor total de R$ 480 mil para ocultar pagamentos de propina de Adailton Maturino por meio de cheques de uma de suas empresas. A acusação afirma ainda que a magistrada utilizou o genro para pagar, em dinheiro vivo, uma parcela de R$ 275 mil na compra de uma casa, recurso que também teria origem ilícita.

A investigação mostra ainda que Adailton Maturino comprou um relógio Rolex de R$ 120 mil para presentear a desembargadora.

– O Rolex foi efetivamente encontrado em poder de Maria do Socorro. Além de fazer uso do Rolex em eventos do Tribunal de Justiça, o relógio foi apreendido na casa dela no cumprimento do mandado de busca e apreensão – afirmou a PGR.

Em alegações finais, a Procuradoria relatou também que Adailton mantinha um acordo com um restaurante japonês de Salvador para que desembargadores e juízes de suas relações frequentassem o local e lançassem as despesas em sua conta. Segundo a investigação, a empresa do operador chegou a gastar R$ 1,5 milhão com essas despesas. Maria do Socorro aparece entre os frequentadores citados.

A Operação Faroeste é uma das maiores investigações no país sobre corrupção no Judiciário. Deflagrada em 2019, ela identificou um esquema de venda de sentenças ligado à grilagem de terras no oeste baiano e que envolve magistrados, advogados, empresários e lobistas. Na fase inicial da operação, seis magistrados, entre desembargadores e juízes, foram afastados de seus cargos.

AE

14/05/2026

VIXE: MAGISTRADO CHAMA CNJ DE 'CNBOSTA'

Alvo de investigação, magistrado chama CNJ de “CNBosta”

Instituído em meados de 2005 para realizar o controle da atuação administrativa e financeira do Poder Judiciário brasileiro, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) tem ferrenhos adversários no Judiciário.

Prova disso é que em fevereiro de 2022, após denúncia de um colega de magistratura e diante da possiblidade de ser alvo de um Processo Administrativo Disciplinar, o então juiz e atual desembargador Fernando Paes Campos, de Mato Grosso do Sul, chegou a classificar o instituição como "CNBosta".

O apelido foi dado durante uma conversa pelo watsapp com o desembargador Marcos Brito, um dos alvos da operação Última Ratio e que desde 24 de outubro de 2024 está afastado de suas funções por envolvimento em um suposto esquema de venda de sentenças judiciais no Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul.

"Lá no CNBosta, se deixar correr solto, ninguém se dá ao trabalho de discordar da ministra corregedora. Dá trabalho e ela não gosta. Mas acho que estamos no caminho certo. Conversa e memoriais para todos, além de trabalho de bastidor. Acredito que ela não consiga maioria. Talvez até, justamente por causa disso, ela corra da briga. Seria o melhor", escreveu o então juiz Ferando Paes em uma mensagem enviada a Marcos Brito.

A transcrição aparece no relatório do inquérito que a Polícia Federal entregou ao Ministério Público Federal oferecendo denúncia tanto contra Marcos Brito como contra outros seis desembargadores, sendo três deles já aposentados.

Em outro trecho, enviado logo na sequência, o juiz fez questão de demonstrar sua irritação por conta da denúncia. "Quanto ao fdp de TL, ele não perde por esperar". Ele se referia ao autor de uma série de denúncias no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) contra supostos crimes cometidos por colegas magistrados de Mato Grosso do Sul, o juiz Rodrigo Pedrini Marcos, de Três Lagoas,

Nesta mesma série de diálogos, o juiz é visto como um “câncer” pelo desembargador Marcos Brito, um dos cinco afastados por determinação do Superior Tribunal de Justiça (STJ) em outubro de 2024.

Na época das conversas transcritas pela Polícia Federal, o CNJ estava prestes a votar uma denúncia contra o juiz Fernando Paes Campos, que em novembro de 2023 foi promovido, por merecimento, a desembargador do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul.

Fonte: Correio do Estado / JCO

BRASÍLIA SENDO BRASÍLIA

60% dos presos em flagrante são soltos após audiência de custódia

A frase "a polícia prende e a Justiça solta", frequentemente repetida em debates sobre segurança pública, resume de forma simplificada um processo jurídico mais complexo. Dados do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) mostram que, embora uma parcela dos presos em flagrante obtenha liberdade provisória nas audiências de custódia, milhares de pessoas continuam presas por decisão judicial, quando há entendimento de que representam risco à investigação, à ordem pública ou à aplicação da lei penal.

Um levantamento do Núcleo Permanente de Audiência de Custódia (NAC) do TJDFT destaca que, entre janeiro e março de 2026, ocorreram 3.691 prisões em flagrante no DF. Desse total, quase 60%, ou seja, 2.211 pessoas, receberam liberdade provisória e outras 48 tiveram a prisão relaxada (quando o juiz identifica ilegalidades no flagrante, como ausência de requisitos formais ou violação de direitos). No mesmo período, 1.432 casos (38%) resultaram na conversão do flagrante em prisão preventiva, medida que mantém o investigado detido antes do julgamento.

Na prática, significa que aproximadamente seis em cada 10 presos em flagrante foram liberados para responder ao processo em liberdade no primeiro trimestre deste ano. A liberdade provisória, no entanto, não representa absolvição nem arquivamento do caso. Em muitos episódios, ela é acompanhada de medidas cautelares, como uso de tornozeleira eletrônica, comparecimento periódico ao juízo, proibição de contato com vítimas e restrição para deixar a comarca.

A questão, porém, não termina nos dados sobre soltura e manutenção da reclusão. Os números indicam uma mudança no perfil das decisões judiciais em relação ao ano anterior. No primeiro trimestre de 2025, o TJDFT registrou 3.808 prisões em flagrante, das quais 2.623 (68%) resultaram em liberdade provisória e 35 em relaxamento de prisão. No mesmo período, 1.126 flagrantes (29%) foram convertidos em prisão preventiva.

Na comparação entre os dois anos, o volume de prisões em flagrante caiu 3,07%, mas as concessões de liberdade provisória recuaram em ritmo mais intenso, com redução de 15,71%. Em sentido oposto, as conversões em prisão preventiva cresceram 25,72%, passando de 1.126 para 1.432 casos. O aumento sugere uma postura mais rigorosa do Judiciário em 2026, com maior proporção de investigados permanecendo presos após a audiência de custódia.

Clique no link abaixo e veja a matéria completa:

11/05/2026

PARNAMIRIM: MOTORISTA FREIA DE FORMA BRUSCA, IDOSA 'PERDE' DENTES E EMPRESA É CONDENADA A INDENIZÁ-LA

Justiça condena empresa de ônibus após idosa perder dentes em freada brusca na Grande Natal

O 1º Juizado Especial Cível, Criminal e da Fazenda Pública de Parnamirim condenou uma empresa de transporte rodoviário coletivo que opera linhas na Grande Natal a indenizar uma idosa que sofreu lesões odontológicas após uma freada brusca dentro de um ônibus.

A decisão é do juiz Flávio Ricardo Pires, que julgou parcialmente procedente a ação movida pela passageira.

Segundo os autos, o acidente aconteceu no dia 18 de junho do ano passado. A idosa estava em um dos ônibus da empresa quando o motorista freou bruscamente, fazendo com que ela batesse a boca em um dos bancos do coletivo.

Com o impacto, a mulher sofreu traumas odontológicos e precisou extrair três dentes após o acidente. Ainda conforme o processo, a passageira procurou o motorista para pedir ajuda, mas recebeu apenas a orientação de buscar atendimento médico.

Na contestação apresentada à Justiça, a empresa confirmou o acidente, porém alegou que a freada ocorreu porque um motociclista teria invadido a faixa de circulação do ônibus. Com isso, a defesa pediu exclusão da responsabilidade da empresa pelo ocorrido.

O magistrado, no entanto, rejeitou a alegação.

Segundo a sentença, a empresa não apresentou provas suficientes de que o acidente aconteceu por culpa exclusiva de terceiros.

“Isso porque verifico que o acervo probatório coligido ao feito corrobora os fatos iniciais, notadamente no que tange à ocorrência do alegado acidente dentro do veículo pertencente à concessionária de serviço público ora demandada. Tal fato, inclusive, foi confessado pela própria ré em contestação”, escreveu o juiz.

Ainda de acordo com a decisão, mesmo com o depoimento do motorista negando a versão da autora, os documentos apresentados pela idosa comprovaram o atendimento odontológico em datas e horários compatíveis com o acidente relatado.

Na sentença, o magistrado também citou o Código de Defesa do Consumidor (CDC), que estabelece responsabilidade objetiva do fornecedor de serviços em casos de falha na prestação do serviço.

“Em suma, comprovada a falha na prestação do serviço contratado, aplica-se o disposto no art. 14 do CDC, que prevê que ‘O fornecedor de serviços responde, independentemente de culpa, pela reparação dos danos causados aos consumidores por defeitos relativos à prestação dos serviços’”, registrou.

Com a decisão, a empresa foi condenada a pagar R$ 12 mil por danos extrapatrimoniais à idosa. O valor deverá ser corrigido monetariamente pelo IPCA.

Além disso, a companhia também terá que ressarcir R$ 5.540,13 referentes ao tratamento odontológico da autora, além de despesas com medicamentos e transporte.

Empresa alegou culpa de motociclista

Na defesa apresentada ao Judiciário, a empresa afirmou que a freada brusca teria ocorrido após um motociclista invadir a faixa onde o ônibus trafegava.

O argumento, porém, não foi aceito pelo magistrado, que apontou ausência de provas para comprovar a versão apresentada pela companhia.

Idosa precisou extrair três dentes

Segundo os autos do processo, a passageira sofreu traumas odontológicos após bater a boca em um dos bancos do ônibus durante a freada.

A mulher precisou passar por tratamento odontológico e realizar a extração de três dentes após o acidente.

04/05/2026

APÓS AÇÃO DE NIKOLAS FERREIRA JUSTIÇA TORNA RÉU SOBRINHO DE DILMA

Justiça torna sobrinho de Dilma réu após ação de Nikolas Ferreira

Nesta segunda-feira (4), a Justiça Federal aceitou a denúncia apresentada pelo deputado federal Nikolas Ferreira contra o vereador Pedro Rousseff (PT), de Belo Horizonte (MG), por difamação. Com a decisão, Rousseff passa à condição de réu no processo.

A ação foi motivada por declarações atribuídas ao denunciado, nas quais ele teria acusado o parlamentar, sem provas, de destinar emendas de forma irregular ao município de Nova Serrana.

Segundo o processo, também houve insinuações de que familiares de Nikolas teriam ligação com atividades ilícitas, o que reforçou o pedido judicial apresentado pelo deputado.

– A Justiça Federal recebeu a denúncia que apresentei contra Pedro Rousseff por difamação, após ele afirmar, de forma mentirosa, que destinei emendas parlamentares de maneira indevida a Nova Serrana, associando essa destinação ao fato de meu tio ser secretário e pré-candidato no município, além de insinuar ligação da minha família com tráfico de drogas e esquemas ilícitos – disse o deputado.

E continuou:

– Crítica política é legítima. Difamação não. Quem ultrapassa esse limite, responde por isso.

29/04/2026

POR DISCURSO RACISTA CONTRA JUDEUS 'LÍDER' DO PSTU É CONDENADO PELA JUSTIÇA

Justiça condena “líder” do PSTU por discurso racista contra judeus

A Justiça Federal em São Paulo condenou o presidente e fundador do PSTU, José Maria de Almeida, a dois anos de prisão, em regime aberto, pelo crime de racismo, ao entender que ele pregou violência e incitou discriminação contra judeus. O caso ocorreu em discurso feito na Avenida Paulista, durante um ato realizado em 22 de outubro de 2023, e divulgado nas redes sociais. A pena foi substituída por medidas restritivas de direitos, como pagamento de multa e prestação de serviços à comunidade.

Na sentença, assinada na segunda-feira (27), o juiz federal Massimo Palazzolo, da 4ª Vara Criminal Federal de São Paulo, afirmou que a fala do dirigente “ultrapassa a esfera do debate político legítimo e assume conotação discriminatória”, ao associar o povo judeu a características negativas e legitimar atos de violência.

Em nota, o partido afirmou que vai recorrer da decisão. Ao partido, José Maria de Almeida disse que a decisão “não tem qualquer sustentação seja histórica, política ou legal”.

O juiz aponta que, no ato, Almeida afirmou que “todo ato de violência do povo palestino […] é legítimo” e declarou que “terrorista é o sionismo”, além de defender o fim do Estado de Israel. Para o magistrado, esse conjunto de declarações extrapolou a crítica política e assumiu caráter discriminatório

Segundo o magistrado, embora a liberdade de expressão seja garantida pela Constituição, ela “não protege manifestações que configuram incitação ao ódio e à discriminação”. Para ele, o discurso analisado “se caracterizou como ódio, desprezo e intolerância”, motivado por preconceito contra a comunidade judaica.

Na decisão, Palazzolo destacou que críticas ao Estado de Israel são legítimas, mas afirmou que, no caso concreto, houve extrapolação.

– A crítica ao Estado de Israel, por si só, não configura prática antissemita – escreveu.

No entanto, acrescentou que as mensagens do réu apresentaram “teor degradante, generalista e de cunho preconceituoso”.

Ao fixar a pena, o juiz considerou que a conduta causou “sérios danos à população da comunidade judaica”, especialmente em um contexto de polarização política, ainda que o réu não tenha antecedentes criminais.

A pena de dois anos de reclusão foi substituída por medidas restritivas de direitos: pagamento de 10 salários mínimos a entidade social e prestação de serviços à comunidade.

Leia a nota na íntegra:

PSTU vai recorrer da condenação de Zé Maria por fala contra o Estado de Israel e reafirma sua luta em apoio ao povo palestino

Diante da condenação do presidente do Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU), José Maria de Almeida, pelo infundado crime de “racismo”, por uma fala denunciando o genocídio e o regime colonialista imposto pelo Estado de Israel sobre a Palestina ocupada, o partido afirma que irá recorrer da decisão. Mais do que isso, o PSTU reafirma sua luta em defesa do povo palestino e contra o genocídio em Gaza.

O processo foi movido por entidades sionistas, como a Conib (Confederação Israelita do Brasil) e a Fisesp (Federação Israelita do Estado de São Paulo). Mesmas entidades que, diante do desgaste político sofrido pelo Estado de Israel com o avanço do genocídio que já vitimou mais de 67 mil pessoas em Gaza, a maioria mulheres e crianças, desatou uma campanha de perseguição e assédio judicial contra jornalistas e figuras públicas que, aqui no Brasil, se colocaram contra esse morticínio.

Essa condenação não tem qualquer sustentação, seja histórica, política ou legal. A decisão parte de uma deturpação sustentada por organizações sionistas que comparam falsamente “sionismo” com “judaísmo”. O sionismo nada tem a ver com religião ou um grupo étnico, é uma ideologia de extrema direita que não representa o povo judeu.

Afirmar que o Estado de Israel tem que acabar não significa, como querem fazer parecer as entidades sionistas, qualquer pregação contra o povo judeu. É o mesmo que defender o fim do Estado de Apartheid da África do Sul, e isso não significava pregar a morte dos brancos sul-africanos, mas a defesa do fim de um Estado de segregação racial. Não há, aliás, nenhuma lei no país que dê base legal a uma decisão como essa, tendo Zé Maria apenas expressado sua opinião contra um massacre repudiado massivamente no mundo todo.

O argumento utilizado por essas entidades sionistas parte de um desespero de tentar defender o indefensável, já que o mundo inteiro está vendo o genocídio do povo palestino praticado por esse Estado racista, colonialista e genocida de Israel. Vale lembrar que, nesta mesma manhã de terça-feira, o próprio Itamaraty confirmou a morte de uma família brasileira, incluindo uma criança, no sul do Líbano, vítima dos bombardeios israelenses.

Diante de uma decisão sem qualquer base legal, o PSTU vai recorrer no Tribunal Federal de São Paulo (TRF3). Mais do que isso, o partido não vai retroceder um milímetro de sua denúncia do Estado de Israel e dos sucessivos crimes contra a humanidade que vem praticando sob os olhos do mundo. O PSTU reafirma sua defensa incondicional do povo palestino, contra o genocídio e pelo fim do Estado sionista, racista e colonialista de Israel, por uma Palestina laica, democrática e não-racista, onde todos os povos, judeus, árabes e de todas as etnias e religiões possavam conviver pacificamente.

AE

25/04/2026

FARRA DE HC: JUSTIÇA BRASILEIRA É MEIA 'COISADA'

Revelado número de Habeas Corpus concedidos pelo STJ e STF para “traficantes”: Salta aos olhos...

Um trabalho de pesquisa realizado pelo advogado e pesquisador David Metzker revela o número de pessoas envolvidas com o tráfico de drogas que conseguiram obter habeas corpus em nossas cortes superiores nos anos de 2024 e 2025.

Sim, salta aos olhos o número de HCs concedidos. 

Eis os números de 2025:

- STJ: 6.828 HCs e RHCs concedidos em casos relacionados a tráfico de drogas (média 18/dia; 39,9% do total de 17.103).

- STF: 675 HCs concedidos no total, sendo 228 envolvendo tráfico.

No ano de 2024, segundo os dados de David Metzker, o resultado foi o seguinte:

- STJ: 20.604 HCs e RHCs concedidos (média 56/dia), sendo 8.205 em tráfico de drogas + 910 associação (total 10.127 relacionados, 49,1%).

- STF: 577 HCs concedidos no total, com tráfico como o crime mais beneficiado.

Isso é assustador.

23/04/2026

INVESTIGADO EM ESQUEMA DE R$ 1,6 BILHÃO MC RYAN É SOLTO POR HABEAS CORPUS

STJ aceita habeas corpus de MC Ryan SP, investigado em esquema de R$ 1,6 bilhão

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou, nesta quinta-feira (23), a soltura do funkeiro MC Ryan SP, preso no último dia 15 durante operação da Polícia Federal que investiga um esquema de lavagem de dinheiro estimado em R$ 1,6 bilhão. A decisão atende a um pedido de habeas corpus apresentado pela defesa.

O relator do caso, ministro Messod Azulay Neto, considerou ilegal a manutenção da prisão temporária por 30 dias, uma vez que a própria Polícia Federal havia solicitado inicialmente um prazo de cinco dias, já expirado. O magistrado também estendeu os efeitos da decisão a outros investigados que se encontrem em situação semelhante.

Entre os possíveis beneficiados estão o cantor MC Poze do Rodo, o influenciador digital Chrys Dias, e Raphael Sousa Oliveira, criador da página Choquei, que também foram alvos da operação.

Segundo as investigações da Polícia Federal, o grupo é suspeito de operar um esquema complexo de lavagem de dinheiro envolvendo apostas ilegais, rifas clandestinas, tráfico internacional de drogas, uso de empresas de fachada, “laranjas”, criptomoedas e remessas para o exterior. A apuração teve origem na análise de dados armazenados em nuvem do contador Rodrigo de Paula Morgado, obtidos em operações anteriores, como a Narco Bet e a Narco Vela, deflagradas em 2025.

A partir desse material, a PF afirma ter identificado uma organização criminosa independente, com atuação estruturada e voltada à movimentação de grandes volumes financeiros. As investigações seguem em andamento.

10/04/2026

JUSTIÇA DO RJ CONDENA ANITTA JUDICIALMENTE

Anitta é condenada judicialmente

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) condenou a cantora Anitta a indenizar por danos morais a cidadã Poliana da Silva. A decisão foi proferida na terça-feira (7). A condenação refere-se ao uso não autorizado da imagem de Poliana em publicações nas redes sociais para promover o álbum "Versions of me", lançado em 2022.

Em fevereiro de 2012, Poliana publicou em seu canal no YouTube uma gravação na qual aparece dançando uma coreografia ao lado de um grupo de amigas. O conteúdo ganhou popularidade anos depois. Passou a ser conhecido como "a coreô que combina com tudo".

No dia 13 de abril de 2022, Anitta utilizou o vídeo viral em uma publicação na rede social X. A artista inseriu como trilha sonora uma das faixas do disco sobre as imagens do grupo de jovens dançando. O mesmo material foi compartilhado em outras plataformas digitais. No Instagram, o post alcançou 700 mil curtidas.

A divulgação do conteúdo ocorreu sem autorização prévia de Poliana para o uso comercial de sua imagem. O desembargador Renato Lima Charnaux Sertã, relator do processo, fundamentou a decisão no uso da imagem de terceiros com finalidade comercial e lucrativa sem a devida autorização expressa.

Os advogados da cantora sustentaram que o vídeo seria de "domínio público" devido à sua circulação generalizada como meme na internet. A tese foi rejeitada pelo TJRJ.

O tribunal esclareceu que o domínio público ocorre apenas em situações específicas previstas em lei. Entre essas hipóteses estão o decurso do prazo de proteção dos direitos patrimoniais ou a morte do autor sem sucessores. Nenhuma dessas condições se aplica ao caso.

Poliana havia solicitado compensação por danos materiais. Esse pedido foi negado pela Justiça. O TJRJ entendeu que não houve comprovação do lucro específico gerado pela publicação do vídeo. A decisão considerou que a promoção do álbum e das músicas envolveu diversos outros elementos e estratégias de marketing.

A condenação ainda não está definitiva. Anitta possui o direito de recorrer da decisão em instâncias superiores da Justiça. E Poliana pode pedir o aumento da indenização, fixada em 25 mil.

08/04/2026

SINISTRO: QUEM DEVERIA COIBIR O CRIME NO BRAISL, É QUEM MAIS COMETE

PF identifica “tabela de preços” para venda de decisões judiciais. Qual o limite?

A Polícia Federal (PF) descobriu um esquema de venda de sentenças no Superior Tribunal de Justiça (STJ). A operação envolvia assessores da corte e tinha estrutura de organização internacional.

A PF identificou a existência de códigos de saques e tabela de propinas utilizados pelos envolvidos. O esquema funcionava com um padrão organizado de fluxo financeiro.

Os valores cobrados pelas sentenças variavam. A cobrança ia de R$ 50 mil a R$ 20 milhões, segundo a PF. O esquema incluía o uso de uma empresa para a distribuição do dinheiro em espécie aos participantes.

A empresa Florais Transportes era utilizada como canal para distribuir os recursos financeiros. A companhia é ligada ao lobista Andresson Gonçalves. O dinheiro era repassado para servidores, operadores financeiros e intermediários que atuavam no esquema.

A tabela de propinas estabelecia os valores a serem pagos conforme o tipo de sentença negociada. A estrutura do esquema permitia que as transações fossem realizadas com códigos específicos para saques.

A operação funcionava de forma aberta, sem a prudência típica de atividades criminosas. Um atentado contra o Estado Democrático de Direito e a integridade do Judiciário.

05/04/2026

JOICE HASSELMANN É PROCURADA PELA JUSTIÇA

Oficiais de Justiça tentam localizar a ex-deputada Joice Hasselmann, que está conseguindo se manter devidamente escondida, evitando sua citação

A ex-primeira dama, Michelle Bolsonaro, move uma ação indenizatória por danos morais contra Joice.

Segundo certidões constantes nos autos, oficiais de justiça e mandados enviados por correio não tiveram sucesso em endereços vinculados a Joice em São Paulo, Curitiba, Ponta Grossa e Brasília. 

Em grande parte dos locais, a informação obtida foi de que a Joice 'mudou-se' ou é 'desconhecida'.

Sem dinheiro, Joice já teve que pagar uma indenização para a Jovem Pan neste ano por chamar a emissora de 'lixo e aliada de Bolsonaro'. 

A indenização pedida era de 100 mil, mas acabou ficando por 10 mil.

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