Mostrando postagens com marcador Polícia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Polícia. Mostrar todas as postagens

31/05/2026

PRF PRENDE DUAS MULHERES POR ROUBO EM COMÉRCIO DE NATAL

Duas mulheres são presas com 100 kg de alimentos furtados de supermercados de Natal

Uma abordagem de rotina da Polícia Rodoviária Federal (PRF) resultou na prisão de duas mulheres suspeitas de furtar cerca de 100 quilos de alimentos de supermercados em Natal. A ocorrência foi registrada na noite desta sexta-feira 29, na BR-304, em Mossoró.

De acordo com a PRF, as suspeitas, de 61 e 42 anos, foram detidas por volta das 21h30 durante fiscalização realizada no km 57 da rodovia federal.

Os policiais abordaram um veículo Chevrolet Classic e, durante a vistoria, localizaram aproximadamente 100 quilos de alimentos no interior do automóvel. Segundo a corporação, a mercadoria havia sido subtraída de estabelecimentos comerciais da capital potiguar.

Diante da constatação, as duas ocupantes do veículo receberam voz de prisão pelo crime de furto.

As suspeitas e todo o material apreendido foram encaminhados à Delegacia de Polícia Civil de Mossoró, onde foram adotados os procedimentos legais cabíveis.

A Polícia Rodoviária Federal não informou quais supermercados foram alvo da ação nem detalhou os produtos encontrados no veículo.

Agora RN

30/05/2026

LIGAÇÃO DE CEMITÉRIO CLANDESTINO COM AS 'ORGANIZAÇÕES TERRORISTAS' BRASILEIRAS É INVESTIGADA PELA POLÍCIA

Polícia investiga ligação de cemitério clandestino com as “organizações terroristas” brasileiras

O corpo de Jonas Barros de Oliveira, conhecido como "Gigante" ou MC GG, foi encontrado na segunda-feira (25) em um cemitério clandestino na região de Heliópolis, na zona norte de São Paulo. O jovem, de 25 anos, era cantor de funk há aproximadamente três anos e havia gravado recentemente dois videoclipes na produtora Damassaclan. O funkeiro já teria recebido supostas ameaças pela recusa em fechar contrato com outra produtora — o que, segundo a hipótese das autoridades, seria o motivo do desfecho violento pelo chamado "tribunal do crime".

Após o ocorrido, a família de Gigante deletou suas redes sociais. A Guarda Civil encontrou ao todo quatro corpos enterrados em terreno pertencente à Sabesp na mesma região — todos teriam relação com a produtora Damassaclan. Dois dos corpos pertenceriam a Francisco Rubens Souza Cruz, motorista, e Werlen Moitinho Vieira, gerente — ambos desaparecidos desde a semana passada.

O caso ocorre justamente na mesma semana em que o governo Trump anunciou a classificação oficial do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras — medida que entra em vigor em 5 de junho. O Departamento de Estado americano afirmou que as facções estão entre "as organizações criminosas mais violentas do Brasil", responsáveis por "ataques brutais" contra civis. Enquanto o governo Lula resistia há mais de um ano à classificação, episódios como o de Heliópolis expõem na prática o que Trump e Flávio Bolsonaro vinham denunciando: estruturas criminosas que operam "tribunais" paralelos, controlam territórios inteiros e fazem com a vida e a profissão do cidadão o que bem entendem.

JCO

24/05/2026

BRIGA DE TORCIDA? - POLÍCIA INVESTIGA MORTE DE TORCEDOR DO ABC COM TIRO NA CABEÇA EM NATAL

Torcedor do ABC é morto a tiros na Cidade da Esperança

Um homem identificado inicialmente como João Pedro, de 27 anos, foi morto a tiros no sábado (23), no bairro Cidade da Esperança, na zona Oeste de Natal. A Polícia Civil investiga se o crime pode ter relação com briga de torcidas organizadas.

João Pedro, que seria torcedor do ABC, foi atingido na cabeça e caiu ferido logo após os tiros. Ele ainda chegou a ser socorrido para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Cidade da Esperança, mas não resistiu aos ferimentos.

O homicídio aconteceu na Rua Solidar. De acordo com testemunhas, a vítima estava reunida com amigos na calçada quando homens em uma motocicleta passaram pelo local e efetuaram diversos disparos.

Moradores relataram momentos de desespero durante a ação criminosa. Após os disparos, os suspeitos fugiram rapidamente e, até o momento, ninguém foi preso.

A Polícia Militar realizou diligências na região logo após o crime. O caso deverá ser investigado pela Divisão de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), que vai apurar a motivação do assassinato e identificar os autores.

A polícia informou que nenhuma hipótese foi descartada. Imagens de câmeras de segurança da área poderão auxiliar nas investigações.

Moradores da Cidade da Esperança afirmam que a violência envolvendo criminosos em motocicletas tem preocupado quem vive no bairro nos últimos meses.

ABSURDO: KASSIA KISS VAI DEPOR NA DELEGACIA POR BARRAR UM HOMEM EM BANHEIRO FEMININO

Cássia Kiss vai à delegacia e depõe após ser acusada de transfobia

A atriz Cássia Kiss prestou depoimento nesta sexta-feira (22) na Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi), no Rio de Janeiro, após ser acusada de transfobia por ter reclamado da presença de uma mulher trans em um banheiro feminino de um shopping da Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste da capital fluminense.

Cássia compareceu à unidade policial acompanhada do advogado criminalista Deryk Renato e do deputado estadual Márcio Gualberto (PL). Em vídeo divulgado nas redes sociais, Gualberto afirmou que a atriz “falou apenas a verdade” durante o depoimento.

– A Cássia falou apenas a verdade, apenas os fatos, e fomos muito bem recebidos e tratados por todos os policiais civis – declarou o parlamentar.

Na sequência, o advogado Deryk Renato disse que o depoimento ocorreu de forma tranquila e que a defesa acredita que o caso será esclarecido.

– Foi muito tranquilo. Estamos muito tranquilos com essa circunstância inteira. Dissemos a verdade, apresentamos os fatos como eles de fato são. Estamos muito confiantes de que tudo será resolvido da melhor forma, que a justiça será feita, que a verdade prevalecerá como sempre e permanecerá sendo defendida. É o nosso apoio total à Cássia e que a gente continue assim nessa luta – afirmou Deryk Renato.

 

Ver essa foto no Instagram

 

Um post compartilhado por Pleno.News (@plenonews)


O caso envolve uma acusação feita por uma mulher trans identificada como Roberta Santana, que afirma ter sido alvo de comentários transfóbicos por parte da atriz dentro de um banheiro feminino de um shopping na Barra da Tijuca. O episódio aconteceu no dia 24 de abril. A denúncia passou a ser investigada pela Decradi, especializada em crimes de intolerância e discriminação no Rio de Janeiro.


23/05/2026

DEU RUIM: DELEGADA DIZ QUE DEOLANE PODE ESTÁ ENVOLVIDA COM MORTE DE DELEGADO

Delegada cita possível elo de Deolane com morte de Ruy Ferraz

Nesta sexta-feira (22), a delegada Maria Corsato afirmou, durante entrevista à Leo Dias TV, que a influenciadora Deolane Bezerra pode ter ligação com ameaças feitas por integrantes do PCC contra o senador Sergio Moro e com a morte do delegado Ruy Ferraz. Até o momento, não há confirmação oficial sobre o envolvimento dela nos casos.

Ao comentar a investigação, a delegada disse que o crime organizado estaria usando influenciadores para lavar dinheiro e afirmou que um dos inquéritos teria identificado ameaças contra Moro e Ruy Ferraz.

– Um desses inquéritos começa em 2019 e, salvo engano, é nessa investigação que eles identificam as ameaças para o juiz Sérgio Moro. E, se a memória do nome falha, nessa mesma investigação, tem as ameaças para o [ex] juiz Sérgio Moro e para o delegado-geral, doutor Rui [Ferraz Pontes], que foi assassinado agora na Praia Grande – afirmou.

Depois, a jornalista Mônica Apor afirmou que delegados citaram cartas interceptadas durante a investigação. Segundo ela, os investigadores disseram que Deolane teria buscado endereços e telefones de possíveis alvos da facção.

– Eles falaram sobre isso mesmo na coletiva. Um dos delegados falou exatamente isso que a doutora acabou de falar. (…) Ela [Deolane] que foi a responsável, segundo os delegados, a ir atrás de endereços, telefones, desses alvos que eles queriam ir atrás – completou a jornalista.

Ao ouvir o relato, a delegada reagiu dizendo que a situação seria grave caso as suspeitas sejam confirmadas.

– Nossa, isso é muito grave. A gente viu uma participação, na ocasião ele [Moro] era ministro da Justiça do Brasil. (…) Olha que grave.

O Secretário de Administração de Praia Grande e ex-delegado geral de polícia no estado de São Paulo, Ruy Ferraz Fontes, foi morto no dia 15 de setembro de 2025 em bairro próximo da prefeitura e do fórum do município, no litoral sul paulista.

Não há informações oficiais sobre a motivação do crime, mas Fontes foi responsável pela prisão de lideranças do PCC nos anos 2000, quando atuava na repressão a roubo de bancos, e enquanto delegado geral, função que exerceu até 2022.

Assista:

22/05/2026

DRONES GIGANTES PARA TRANSPORTAR FUZIS ENTRE FAVELAS NO RJ SÃO USADOS POR CRIMINOSOS - VÍDEO

Criminosos usam drones gigantes para transportar fuzis entre favelas no RJ


A polícia do Rio de Janeiro diz que criminosos estão sendo treinados para pilotar drones que transportam fuzis. As investigações apontam que a organização criminosa tem buscado a expertise de mercenários brasileiros que lutaram na guerra da Ucrânia.

Ao menos dois desses indivíduos já foram identificados em território nacional, atuando não apenas como parte do grupo criminoso, mas também transmitindo o conhecimento tático de combate e a operação avançada de aeronaves remotamente pilotadas.

Os drones utilizados pela facção são de grande porte, semelhantes aos modelos empregados em atividades agrícolas. Esses aparelhos possuem capacidade de carga de até 80 quilos, o que permite o transporte de cerca de 20 fuzis de uma só vez. Com um raio de autonomia de 12 quilômetros, a facção consegue interligar diferentes complexos de favelas, como Jacarezinho, Morro dos Macacos e o Complexo do Chapadão, sem a necessidade de deslocamento terrestre e evitando barreiras policiais.

Além do transporte de material bélico, autoridades fluminenses já registraram casos de drones utilizados pelo crime organizado para o lançamento de artefatos explosivos. A polícia segue trabalhando na identificação dos criminosos que aparecem nos vídeos de treinamento, buscando desmantelar essa nova frente de atuação do tráfico carioca. Os modelos de drones apreendidos ou monitorados podem custar até R$ 200 mil no mercado.

21/05/2026

NATAL: TIROTEIO, PÂNICO E PRISÃO EM ENTERRO DE MEMBRO DE FACÇÃO

Enterro de membro de facção termina em tiroteio, pânico e prisão de foragido na Zona Oeste de Natal

Um sepultamento no Cemitério Bom Pastor I, na Zona Oeste de Natal, virou cenário de pânico, troca de tiros e prisão nesta quinta-feira (21). A confusão começou no final da manhã, quando equipes da Polícia Civil foram ao local para prender um foragido da Justiça que acompanhava o cortejo. Houve correria e os portões do cemitério precisaram ser fechados temporariamente.

De acordo com informações da Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (Semsur), o velório era de um homem suspeito de integrar uma facção criminosa, morto na quarta-feira (20) após um confronto com a polícia no bairro de Felipe Camarão.


Durante a abordagem policial no cemitério para capturar o foragido, testemunhas relataram que pedras foram arremessadas contra os agentes. O clima de tensão aumentou rapidamente, o que exigiu o acionamento de reforço de viaturas da Polícia Militar.

Segundo relatos de pessoas que estavam no local, houve troca de tiros na parte externa do cemitério, na Avenida Bom Pastor, o que assustou familiares e moradores da região. Apesar do tiroteio e do tumulto, o suspeito que estava com o mandado de prisão em aberto foi localizado, preso e conduzido pelas equipes policiais.

Em nota oficial, a Semsur confirmou que a ocorrência foi registrada entre 10h30 e 11h. A secretaria garantiu que, apesar do susto na área externa, a situação foi controlada pelas forças de segurança e o sepultamento pôde ser concluído. Os familiares da pessoa enterrada preferiram não falar com a imprensa.

novonoticias

20/05/2026

SUPOSTA AGRESSÃO ENVOLVENDO MAGNO MALTA: POLÍCIA CONCLUI QUE NÃO TEM PROVAS SUFICIENTES PARA INDICIAR

Polícia Civil conclui caso de suposta agressão envolvendo Magno Malta

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) decidiu não indiciar o senador Magno Malta (PL-ES) no inquérito que investigava uma denúncia de suposta agressão envolvendo uma técnica em radiologia.

A informação foi confirmada nesta terça-feira (19/5) por fontes ouvidas pela coluna.

Segundo relatos obtidos pela reportagem, a principal testemunha do caso afirmou não ter presenciado a suposta agressão atribuída ao parlamentar.

Diante dos elementos reunidos durante a investigação, a PCDF entendeu que não havia provas suficientes para indiciar o senador.
Entenda

A técnica de enfermagem denunciou ter sido agredida no dia 30 de abril, enquanto acompanhava o senador em um exame de angiotomografia de tórax e coronárias no DF Star.

Entenda

A técnica de enfermagem denunciou ter sido agredida no dia 30 de abril, enquanto acompanhava o senador em um exame de angiotomografia de tórax e coronárias no DF Star.

Segundo o relato da profissional à polícia, o equipamento interrompeu automaticamente a aplicação de contraste após identificar uma oclusão no acesso venoso. Ao verificar a situação, ela percebeu extravasamento do líquido no braço do parlamentar e se aproximou para prestar assistência.

Nesse momento, conforme a ocorrência, o senador teria reagido de forma agressiva, levantando-se da maca e desferindo um tapa no rosto da profissional. Ela também afirma ter sido chamada de “imunda” e “incompetente”. O parlamentar nega as acusações.

Em vídeo publicado nas redes sociais, Magno Malta negou ter agredido a profissional. “Eu nunca encostei a mão em ninguém, nem nas minhas filhas, nem em nenhuma mulher. Isso é falsa comunicação de crime”, afirmou.

A defesa do senador também divulgou nota alegando que o parlamentar estava sob forte medicação e com a cognição comprometida no momento do exame. Segundo os advogados, ele teria reagido à dor causada pelo procedimento, e não à profissional de saúde.

A técnica de enfermagem que acusou o senador Magno Malta de agressão dentro do Hospital DF Star, em Brasília, permanece fora do trabalho desde o episódio.

metrópoles

19/05/2026

MORDOMIAS: EM MANAUS POLICIAIS PRESOS SAEEM PARA PASSEAR E FAZER COMPRAS NO SHOPING

Policiais presos são flagrados passeando e até fazendo compras em Manaus

Flagrantes obtidos durante uma investigação mostram policiais militares presos circulando normalmente pelas ruas de Manaus, mesmo estando oficialmente custodiados no núcleo prisional da corporação. Imagens de câmeras de segurança registraram detentos indo a mercados, lojas e quadras esportivas sem qualquer tipo de escolta policial.

Segundo o Ministério Público do Amazonas, os presos viviam uma rotina de liberdade quase total. Durante uma operação realizada no local, autoridades identificaram a ausência de cerca de 23 custodiados, que teriam uma espécie de “passe livre” para deixar a unidade prisional.

As imagens analisadas pela investigação mostram um dos policiais presos chegando de carro a um mercado ao lado do presídio e entrando normalmente no estabelecimento. Em outro flagrante, o mesmo detento aparece em uma loja acompanhado da esposa e de outro homem, enquanto observa produtos e circula livremente pelo local.

A investigação também encontrou registros de presos utilizando a quadra de uma escola municipal vizinha para jogar futebol. Em um dos vídeos, um PM condenado por comércio ilegal de armas aparece carregando bolas em direção ao local sem qualquer acompanhamento policial.

De acordo com a promotoria, a falta de fiscalização transformou o núcleo prisional em um ambiente sem controle efetivo. Há suspeitas de que alguns detentos saíam da unidade até para cometer crimes, enquanto mantinham o álibi de que estariam presos.

Após a repercussão das irregularidades, o governo do Amazonas desativou o núcleo prisional da PM e transferiu os detentos para uma nova unidade com maior estrutura de isolamento e segurança.

'Colônia de férias'

A investigação do Ministério Público revelou que policiais militares presos por crimes graves tinham liberdade para sair, praticar atividades de lazer e até circular pela cidade, em um cenário descrito por autoridades como semelhante a uma “colônia de férias”.

No local, 71 policiais respondiam por acusações como homicídio, tráfico de drogas e estupro. Apesar da gravidade dos crimes, havia relatos de ausência de fiscalização e falhas na custódia, permitindo que os presos deixassem a unidade com frequência.

Segundo as investigações, alguns detentos pagavam propina, valores entre R$ 50 e R$ 70, para sair da prisão sem qualquer controle. A prática era considerada recorrente.

Festas, futebol e circulação livre

Imagens e relatos mostram que a rotina dentro e fora da unidade fugia completamente do esperado para um sistema prisional. Presos organizavam churrascos, frequentavam espaços públicos e praticavam atividades de lazer.

Uma escola municipal vizinha ao núcleo também era utilizada pelos detentos, que jogavam futebol na quadra semanalmente, sem escolta policial.

Em um dos casos, um sargento foi flagrado deixando a unidade com bolas para jogar futebol. Em mensagens encontradas em seu celular, ele próprio comparou a estadia no presídio a um período de descanso.

Outro caso apurado mostrou um PM que, mesmo detido, usava o celular para anunciar a venda de armas.

Estrutura inadequada e reação das autoridades

De acordo com investigadores, o espaço nunca foi projetado para funcionar como unidade prisional, o que contribuiu para a falta de controle e as irregularidades.

Diante das denúncias, o governo do estado decidiu desativar o núcleo. Os presos foram transferidos para uma unidade dentro de um complexo prisional, com estrutura considerada mais adequada para custódia.

A mudança gerou protestos de familiares e dos próprios detentos, mas foi realizada sem necessidade de uso de força.

Providências e investigações

A Secretaria Municipal de Educação informou que havia uma autorização formal para o uso da quadra pelos presos e que não havia contato entre eles e os alunos. O comandante da PM afirmou que a corporação não compactua com desvios e que providências já foram tomadas como a troca da direção da unidade, além da responsabilização de envolvidos.

Autoridades agora esperam que, na nova unidade, os policiais passem a cumprir efetivamente as regras do sistema prisional.

Para o Ministério Público, o local funcionava de forma “totalmente disfuncional”, sem cumprir o papel de prisão.

Fantástico

18/05/2026

ABUSO INFANTIL NO RN SÓ AUMENTA

RN registra 294 casos de abuso infantil

O Rio Grande do Norte registrou 294 casos de abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes em 2025, segundo dados apresentados pela Secretaria de Estado do Trabalho, da Habitação e da Assistência Social (Sethas). O número representa alta de 13,07% em relação a 2024, quando foram contabilizados 260 casos nos serviços do Sistema Único de Assistência Social.

Em entrevista à TV Tropical, a secretária Iris Oliveira afirmou que os dados correspondem aos casos que chegam à rede socioassistencial, o que indica que a realidade pode ser ainda mais grave. “Esse número, nós estamos falando do número dos casos que chegam nos serviços do Suas”, disse. Questionada se o total real pode ser maior, ela respondeu que “ele pode ser maior”.

A fala ocorreu nesta segunda-feira, 18 de maio, Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. A data foi instituída pela Lei Federal nº 9.970/2000 e integra a mobilização nacional de enfrentamento à violência sexual contra esse público.

Segundo Iris Oliveira, o aumento pode refletir, em parte, maior encorajamento das vítimas e das famílias para denunciar, resultado de campanhas públicas, maior visibilidade do tema e atuação mais atenta da rede de proteção. Ainda assim, a secretária alertou que a subnotificação continua sendo um dos principais desafios. “Por um lado, tem esse encorajamento, em decorrência das campanhas, das denúncias, da campanha para que as denúncias sejam feitas, da maior atenção da própria rede de proteção, mas ainda há muita subnotificação”, afirmou.

A secretária destacou que o Governo do Estado, na gestão da governadora Fátima Bezerra (PT), ampliou em mais de 20 os serviços de Creas, Centros de Referência Especializada em Assistência Social. O Creas é a unidade responsável pelo acompanhamento especializado de famílias e pessoas em situação de violação de direitos. Em municípios menores, equipes do Cras também acabam participando desse atendimento, de acordo com a estrutura local.

Iris Oliveira disse que a Sethas monitora os casos por meio do Relatório Mensal de Atendimento e tem mantido apoio técnico aos municípios. Segundo ela, neste ano houve formação com equipes municipais, com o enfrentamento ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes incluído de forma permanente nas discussões.

A secretária também reforçou a importância do Disque 100 como principal canal de denúncia. O serviço do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania funciona 24 horas por dia, todos os dias, inclusive fins de semana e feriados, com ligação gratuita de telefone fixo ou celular.

“Identificando qualquer situação que sinalize para uma situação de abuso, de exploração, de violência contra a criança, o adulto que percebe, ou a própria criança, o adolescente que se sinta violentado, possa realmente fazer a denúncia no Disque 100”, afirmou Iris Oliveira.

Ela ressaltou que muitos casos envolvem tabu, medo e silêncio dentro do ambiente familiar. Por isso, defendeu atenção dos adultos que convivem com crianças e adolescentes. A secretária também citou a atuação integrada da educação, Conselho Tutelar, Sistema Único de Assistência Social, promotorias, sistema de Justiça e segurança pública.

No plano nacional, o Disque 100 registrou mais de 32,7 mil violações sexuais contra crianças e adolescentes entre janeiro e abril de 2026, alta de 49,48% em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania.

Iris Oliveira destacou ainda que o governo estadual criou, na estrutura da Polícia Civil do Rio Grande do Norte, o Departamento de Proteção a Grupos em Situação de Vulnerabilidade, voltado ao atendimento de vítimas de violações de direitos. Segundo ela, o objetivo é garantir escuta qualificada, atendimento preparado e evitar a revitimização de crianças e adolescentes.

Agora RN

NOS EUA BRASILEIRA É INVESTIGADA POR DESVIAR JOIAS - PREJUÍZO PODE CHEGAR A R$ 100 MILHÕES

Brasileira é investigada pelo FBI por desviar joias nos EUA: ‘É um rosto bonitinho... e depois vem o grand finale’

Uma empresária brasileira de família tradicional do Paraná é alvo de investigações no Brasil e nos Estados Unidos suspeita de aplicar golpes milionários envolvendo joias de luxo. Segundo a polícia, o prejuízo pode chegar a R$ 100 milhões.

Camila Briote, que também tem nacionalidade americana, saiu das colunas sociais — onde aparecia em registros de um casamento luxuoso na Espanha — para o centro de inquéritos policiais. Ela é investigada por estelionato após ser acusada de desviar centenas de peças com alto valor, como ouro, diamantes e esmeraldas.

De acordo com relatos, Camila atuava como intermediária na venda de joias consignadas, sobretudo entre Brasil e Estados Unidos. Ela conquistava a confiança de joalheiros, retirava as peças para revenda e, inicialmente, fazia pagamentos regulares. Com o tempo, no entanto, teria deixado de repassar valores e de devolver os produtos.

“Ela me deve cerca de 1,2 milhão de dólares em joias, mais 400 mil dólares de vendas não repassadas”, afirmou uma das vítimas. Outros empresários relatam perdas que chegam a milhões de dólares em peças não pagas ou não devolvidas.

"É o rosto bonitinho, uma pessoa falante, bem apresentável. Ela consegue a confiança das vítimas e depois vem a segunda parte, que é pegar as joias, que é o grand finale", diz Arthur Migliari, advogado de vítimas.

Estratégia baseada em confiança e falsas promessas

Segundo as investigações, o esquema seguia um padrão. Camila se apresentava como representante de grandes joalherias e prometia altos lucros na revenda internacional. Após ganhar credibilidade, passava a aplicar golpes maiores.

Mensagens e áudios reunidos no inquérito mostram promessas de pagamento que nunca eram cumpridas. As vítimas dizem que ela apresentava justificativas frequentes para atrasos, incluindo problemas pessoais e até histórias inventadas para sensibilizar os credores.

Em alguns casos, ela chegou a enviar comprovantes falsos, cheques sem fundo e até vídeos de dinheiro vivo para convencer os credores de que faria os pagamentos.

Golpes em série nos Estados Unidos

A maior parte dos crimes teria ocorrido nos Estados Unidos, especialmente na região sul da Flórida, em cidades como Miami, Boca Raton e Palm Beach, onde Camila possui residência. Com o aumento das denúncias, o caso passou a ser investigado pelo FBI.

As investigações revelaram que muitas joias não devolvidas foram, na verdade, penhoradas. Segundo relatório da polícia federal americana, as peças eram deixadas em casas de penhor por valores muito abaixo do mercado para obter dinheiro rápido.

Um dos exemplos citados é um colar avaliado em cerca de US$ 120 mil, que teria sido penhorado por apenas US$ 6 mil.

Vida de luxo e novas investigações

De acordo com depoimentos, o dinheiro obtido com as peças era usado para sustentar um estilo de vida luxuoso exibido em redes sociais.

Além do caso das joias, Camila Briote também responde no Brasil a um outro inquérito por estelionato envolvendo bolsas de luxo, com prejuízo estimado em mais de R$ 4 milhões.

Defesa e andamento do caso

A defesa da investigada afirma, em nota, que as acusações não têm respaldo jurídico. Ainda segundo os advogados, não há comprovação de irregularidades em território brasileiro.

Já autoridades brasileiras informaram que acompanham o caso, mas não comentam investigações em andamento. Nos Estados Unidos, o FBI também não divulga detalhes, embora documentos obtidos indiquem que diversas joias já foram localizadas em casas de penhor.

Busca por justiça

Enquanto as investigações avançam, vítimas pressionam por responsabilização. “O que a gente quer é justiça”, afirmou uma das pessoas lesadas.

As autoridades trabalham agora para identificar todas as peças desviadas e interromper possíveis novos golpes.

Fantástico

14/05/2026

POR SUSPEITA DE VAZAMENTO DE INFORMAÇÕES, POLICIAIS DO RN SÃO INVESTIGADOS

Dois policiais do RN são investigados por suspeita de vazamento de informações

Um policial militar e um policial civil do Rio Grande do Norte estão sendo investigados pela Polícia Civil do Estado por suspeita de acessar e compartilhar, de forma indevida, informações sigilosas relacionadas a uma operação que tramitava sob segredo de Justiça.

As investigações tiveram início após o vazamento de imagens e de detalhes da “Operação Pouso Forçado”, realizada em 24 de setembro de 2025. Na ocasião, a Polícia Civil apurava um esquema criminoso responsável pelo desvio de mais de 12,5 milhões de pontos de um programa de milhas vinculado a uma instituição financeira pública, envolvendo fraude e lavagem de dinheiro.

De acordo com a Polícia Civil, os dois agentes públicos são suspeitos de acessar e repassar informações sigilosas da investigação, mesmo com o processo tramitando sob segredo de Justiça.

Durante a operação desta quarta, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão, sendo dois em residências e dois em locais de trabalho, nos municípios de Natal e Macaíba. As ordens judiciais foram autorizadas pelo Poder Judiciário.

A apuração ocorre no âmbito da “Operação Acesso Restrito”, deflagrada nesta quarta-feira (13), com o objetivo de investigar o uso indevido de sistemas informatizados, a violação de sigilo funcional e o compartilhamento ilegal de dados protegidos por agentes públicos. A ação contou com apoio da Polícia Militar do Rio Grande do Norte.

Em nota, a Polícia Civil afirmou que não compactua com práticas de violação de sigilo funcional, uso indevido de sistemas institucionais ou acesso irregular a informações protegidas, reforçando o compromisso com a legalidade, a ética e o interesse público.

Durante a operação desta quarta, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão, sendo dois em residências e dois em locais de trabalho, nos municípios de Natal e Macaíba. As ordens judiciais foram autorizadas pelo Poder Judiciário.

A apuração ocorre no âmbito da “Operação Acesso Restrito”, deflagrada nesta quarta-feira (13), com o objetivo de investigar o uso indevido de sistemas informatizados, a violação de sigilo funcional e o compartilhamento ilegal de dados protegidos por agentes públicos. A ação contou com apoio da Polícia Militar do Rio Grande do Norte.

Em nota, a Polícia Civil afirmou que não compactua com práticas de violação de sigilo funcional, uso indevido de sistemas institucionais ou acesso irregular a informações protegidas, reforçando o compromisso com a legalidade, a ética e o interesse público.

12/05/2026

TREINADOR 'TARADO' FILMAVA JOGADORAS NO CHUVEIRO

Jogadoras tchecas eram filmadas no banho secretamente por treinador

"Não vimos a câmera que ele estava usando", conta a jogadora de futebol Kristyna Janku. Durante anos, o treinador dela a filmou secretamente no chuveiro.

A atleta tcheca e as colegas de equipe só descobriram isso em uma delegacia de polícia.

"Tivemos que ver as gravações para nos identificarmos. Fiquei em choque. Você não acredita que isso está realmente acontecendo", diz Kristyna.

O treinador também compartilhou os vídeos com outro homem online. "O policial me avisou: 'Você é a pessoa mais comentada nessas conversas'. Foram coisas realmente repugnantes", lembra a jogadora.

Durante mais de uma década, Kristyna jogou pelo Slovacko, uma das principais equipes da República Tcheca. A jogadora não suspeitou que isso poderia acontecer. "Éramos como uma grande família. Durante todo o tempo, era como se ele fosse outra pessoa. Ele tinha uma segunda personalidade", conta ela.

O treinador Petr Vlachovsky teve a sentença de prisão suspensa, e foi proibido de treinar na República Tcheca por apenas cinco anos.

O sindicato dos jogadores, no entanto, está pressionando para que haja uma proibição vitalícia e em todo o mundo.

"Não deveria ser possível, como nesse caso, que o treinador simplesmente mude de um continente para outro e faça o que bem entender", diz Marketa Vochoska Haindlova, da Associação Tcheca de Jogadores de Futebol.

Agora, Kristyna quer ajudar a proteger outras atletas. "Paradoxalmente, isso está me ajudando, transformando o negativo em positivo, quando vejo que podemos tentar trazer alguma mudança", afirmou.

"Não quero que nenhuma outra menina ou mulher no futebol, ou em qualquer outro esporte, seja prejudicada dessa forma", disse Kristyna.

g1

FACÇÕES CRIMINOSAS TOMAM CONTA DA INTERNET NO RIO DE JANEIRO - TE CUIDA RN

Exploração do sinal de internet por traficantes e milicianos já alcança 37 municípios do Estado do Rio

A venda de sinal de internet ganha espaço entre as principais fontes de renda do crime organizado no Rio de Janeiro. Levantamento feito pelo GLOBO revela que facções criminosas e milícias exploram sua comercialização ou tentam impor o pagamento de taxas a quem opera legalmente no mercado. Quem se recusa a pagar sofre retaliações. Só nos quatro primeiros meses do ano, veículos e até instalações de empresas do ramo foram incendiados por criminosos em Cachoeiras de Macacu, Japeri, Paracambi e Maricá, na Região Metropolitana. Pontos dessa atuação ilícita foram identificados em pelo menos 37 dos 92 municípios do estado. A apuração se baseou em investigações policiais e dados recebidos pelo serviço Disque-Denúncia, além de informações passadas por moradores, operadoras e provedores.

A incapacidade do poder público de impedir o controle de território pelas facções propicia esse tipo de crime, e torna mais difícil combatê-lo. Pedro Brasil, titular da Delegacia de Defesa dos Serviços Delegados (DDSD), diz que áreas sob o domínio de criminosos são o desafio principal.

— Eles (bandidos) monopolizam os serviços e produtos e passam a atuar em todos os locais que dominam. Não é só internet, mas também venda de gás, carvão e gelo. O problema é o domínio de território. Todo território dominado é explorado dessa maneira — diz o delegado, antes de apontar um obstáculo à ação da polícia: — O crime organizado também usa empresas legais para explorar o negócio, o que pode dificultar as investigações.

Não por acaso, no âmbito da ADPF 635, a chamada ADPF das Favelas, julgada no STF, coube ao governo estadual apresentar um Plano de Reocupação Territorial, que deve começar por três comunidades da Zona Sudoeste carioca hoje dominadas por grupos criminosos. A ideia é que, nesses locais, após a retomada do território, seja implantado um projeto-piloto: os cabos de internet, hoje em postes, seriam substituídos pela transmissão por rádio. Essa mudança poderia reduzir danos e furtos ao equipamento usado — e as possibilidades de retaliação por parte de traficantes e milicianos interessados em reassumir o negócio.

A comercialização criminosa de sinal de internet surgiu em territórios controlados pela milícia, mas não demorou a ser copiada pelo tráfico — e, em maior escala, pelo Comando Vermelho (CV). Lucrativo, o negócio irregular avançou pelo asfalto e pelo interior do estado. Em áreas dominadas por bandidos, empresas oficiais são proibidas de realizar manutenções ou novas instalações. A partir daí, os grupos ilegais passam a explorar o serviço.

Só a DDSD registra, em média, 15 ocorrências por mês com algum tipo de reclamação feita por concessionárias. A lista inclui ataques violentos e proibições de acesso a determinadas regiões para atendimento e manutenção de serviços. Segundo o delegado Pedro Brasil, há casos registrados em variadas áreas do Rio: na Baixada Fluminense, em São Gonçalo e em Cachoeiras de Macacu, além de Saquarema e Cabo Frio, na Região dos Lagos.

Provedores e operadoras ouvidos pela reportagem confirmaram que pontos específicos de Angra dos Reis, na Costa Verde, do Fonseca, em Niterói, de São Gonçalo, de Macaé, no Norte Fluminense, de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, e de Brás de Pina, na Zona Norte do Rio, estão entre os alvos da ação de criminosos que exploram a oferta de internet. Vítimas de ameaças e restrições de acesso, as empresas enfrentam dificuldades para prestar seu atendimento comercial regular, o que, por vezes, chega a acarretar a suspensão do serviço.

Ataques violentos

Em 2026, o primeiro ataque registrado contra uma empresa de internet aconteceu no dia 6 de janeiro, na cidade de Cachoeiras de Macacu. O carro da companhia foi incendiado no bairro de Papucaia. Houve mais episódios violentos nos dias 22 e 23 de março, em Japeri e Paracambi, respectivamente. Na primeira cidade, um escritório e um automóvel foram incendiados. Na segunda, um veículo usado na manutenção de redes de fibra ótica também foi queimado. Um bandido chegou a enviar mensagem pelas redes sociais ameaçando quem não se dispusesse a pagar as taxas de extorsão. O caso mais recente é de 28 de abril: o veículo usado por um técnico foi atacado em Maricá e acabou sendo incendiado.

As investigações mostram que traficantes e milicianos agem de duas maneiras. Em alguns casos, os bandidos usam empresas de internet, sob administração própria ou de prepostos, que têm exclusividade nos territórios dominados. Em outros, passam a cobrar taxas de operadoras e provedores locais. O valor da “permissão de trabalho” pode chegar à metade do pago pelos clientes. É o que acontece em Campos Elíseos e Saracuruna, em Duque de Caxias.

Nos dois bairros, uma investigação mostrou que os traficantes Joab da Conceição Silva, o Joab, e Carlos Henrique Santos de Araújo, o CH, adotavam tais práticas. Eles são considerados foragidos.

— O Joab explorava serviços de internet através de empresa legalizada gerida por pessoas interpostas. Esta empresa entrou depois que bandidos ameaçaram os prestadores de serviço que atuavam na região. O grupo do Joab tomou pontos físicos de internet e subtraiu objetos de quem foi expulso. No caso do CH, ele cobrava taxas de uma empresa já estabelecida — revela a delegada Patrícia Uana, da 23ª DP (Méier), que prendeu 15 pessoas e indiciou 31 suspeitos de integrar os grupos criminosos.

Pressionadas pelo crime organizado, empresas suspendem o atendimento. Um empresário que pede para não ser identificado diz ter deixado de lado demandas em regiões de 27 bairros em São Gonçalo porque seus funcionários não conseguem acessar locais dominados por criminosos. Segundo ele, a empresa, que atua em boa parte do estado, incluindo a capital, deixou de crescer 10%.

— O tráfico não está só na comunidade. Alcançou a área do Fonseca, na Alameda, em Niterói, e São Gonçalo. Neste município, perdemos quase 10 mil clientes. Sem a expansão de 10% que era prevista ao ano, cerca de 150 empregos diretos, de carteira assinada, deixaram de ser gerados — afirma o empresário. — O Rio de Janeiro é uma zona minada, é muito difícil trabalhar. A Região dos Lagos também tem cidades com locais que você não consegue mais atender. Cabo Frio tem, Rio das Ostras tem, Búzios também.

Em 2024, o Disque-Denúncia (21 2253-1177) recebeu 1.772 ligações envolvendo a comercialização clandestina de internet e TV a cabo. Em 2025, foram 2.047 registros, um aumento de mais de 15%. Já de janeiro até o dia 8 de maio de 2026, foram mais 593 telefonemas sobre o tema. No período, a capital lidera o ranking com 279 denúncias.

Projeto-piloto

Segundo o delegado Pablo Sartori, subsecretário de Inteligência da Secretaria Estadual de Segurança Pública (SSP), só nas localidades Muzema e Rio das Pedras, no Itanhangá, e Gardênia Azul, em Jacarepaguá, a pasta identificou 18 empresas explorando o serviço. A primeira e a terceira têm regiões controladas pelo tráfico, enquanto a segunda está sob o jugo da milícia. Estima-se que os grupos criminosos arrecadem mensalmente R$ 3 milhões com o negócio irregular. As três áreas constam no plano de reocupação territorial enviado pelo governo estadual ao Supremo Tribunal Federal.

Já sem o domínio de traficantes ou milicianos, essas regiões passariam a ter outra forma de conexão à internet.

— Conversamos com grandes operadoras, todas aceitaram fornecer para essas comunidades a internet via rádio. Funcionaria tal qual os telefones celulares, que recebem internet de boa qualidade via sinal de rádio, sem cabeamento. Toda casa teria um modem que receberia o sinal via antena de telefonia — diz o subsecretário. — A exploração de internet está na base da estrutura do crime organizado. Hoje o crime vive sem venda de drogas, mas não sem atividades econômicas como a internet.

Procurada, a Polícia Militar afirmou que a modalidade de extorsão e exploração de serviços de forma clandestina é conduta praticada de maneira velada e, por isso, a participação da população é determinante no seu combate. A Polícia Civil, por sua vez, diz em nota que delegacias especializadas e distritais vêm intensificando ações de inteligência, monitoramento e operações para desarticular toda a estrutura financeira das facções.

O Globo

08/05/2026

ABSURDO: TORCEDOR DO VASCO ESPANCADO APÓS JOGO NO MARACANÃ MORREU

Morre torcedor do Vasco espancado após jogo no Maracanã

Morreu nesta sexta-feira (8/5) um dos torcedores do Vasco espancados após a partida contra o Flamengo, no Maracanã. Fabiano Miranda Lopes, de 42 anos, estava internado em estado grave no Hospital Municipal Souza Aguiar, no Rio de Janeiro.

Em nota, a Polícia Civil do Rio de Janeiro informou que o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), onde passará por necropsia para esclarecer a causa da morte.

A corporação também afirmou que a investigação segue em andamento na 18ª Delegacia de Polícia, responsável pelo caso, que realiza diligências para esclarecer as circunstâncias das agressões.

O que aconteceu

Após o clássico entre Vasco e Flamengo, dois torcedores vascaínos foram espancados na Rua São Francisco Xavier, nas proximidades do Maracanã, na zona norte do Rio de Janeiro. Na ocasião, os times cariocas disputavam a 14ª rodada do Campeonato Brasileiro, que terminou empatada em 2 a 2.

Nota na íntegra

O corpo de Fabiano Miranda Lopes foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), onde passa por necropsia para esclarecer a causa da morte. A investigação esta em andamento na 18ª DP (Praça da Bandeira), que realiza todas as diligências necessárias para o completo esclarecimento dos fatos.

APÓS DOIS MESES FORAGIDO EX-GOLEIRO BRUNO É PRESO MAIS UMA VEZ

Goleiro Bruno é novamente preso, após 2 meses foragido

O ex-goleiro Bruno Fernandes foi preso na manhã desta sexta-feira (8/5), no Rio de Janeiro, após passar dois meses foragido.

De acordo com a Polícia Militar do Rio de Janeiro, a prisão ocorreu em São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos. A ocorrência foi encaminhada à 127ª DP. O atleta deve voltar para a prisão, no regime semiaberto.

Bruno Fernandes, condenado pelo homicídio da modelo e ex-namorada Eliza Samudio e considerado foragido da Justiça há 2 meses, foi preso no fim da noite de quinta-feira (7) em São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos do RJ.

Um mandado de prisão havia sido expedido em 5 de março, após a Vara de Execuções Penais entender que o ex-jogador do Flamengo descumpriu regras da liberdade condicional.

No dia 15 de fevereiro, Bruno viajou para o Acre sem autorização judicial, para jogar pelo Vasco-AC, e não retornou ao regime semiaberto quando determinado pela Justiça.

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) argumentou ainda que Bruno deixou de atualizar o endereço por 3 anos, não respeitou horários de recolhimento, frequentou locais proibidos, como um jogo no Maracanã em fevereiro, e fez outras viagens sem autorização judicial, com direito à presença em um estádio em Minas Gerais.

JCO

HOMEM DE 34 ANOS TENTA FORJAR SEQUESTRO APÓS MATAR SUA ESPOSA DE 64 ANOS QUE O SUSTENTAVA

Homem de 34 anos mata a esposa de 64 que o sustentava e tenta forjar sequestro

Jackson Pinto da Silva, de 34 anos, é o assassino confesso da esposa Nilza Moura de Sousa Antunes, de 64 anos, em Cuiabá (MT). Ele vivia às custas da vítima, que era empresária.

Sem renda própria, Jackson trabalhava com os imóveis dela e tinha acesso às contas, chegando a tentar movimentar valores horas após o crime.

Jackson enterrou o corpo da vítima no quintal de sua residência.

De acordo com a Polícia Civil de Mato Grosso (PCMT), o marido registrou um boletim de ocorrência reportando o desaparecimento de Nilza. Ele compareceu à delegacia com objetivo de produzir um cartaz de divulgação, e relatou aos policiais que a esposa poderia ter sido sequestrada.

Durante o depoimento, segundo a polícia, o homem se apresentou bastante emotivo com o paradeiro e, contou ainda que estaria realizando transferências bancárias a terceiros na tentativa de obter mais informações sobre o desaparecimento de Nilza.

Jackson foi encaminhado à Delegacia Especializada de Estelionato, visto que havia a possibilidade dele estar sendo vítima de extorsão. Na unidade, o delegado identificou contradições nos relatos dele e deu início às diligências.

Uma equipe policial deslocou-se inicialmente até a residência do suspeito e, em seguida, até um imóvel por ele locado. No local, os policiais notaram que a terra do terreno apresentava sinais de recente revolvimento.

Quando novamente questionado pelos agentes, o suspeito confessou a morte da esposa e indicou o local onde havia enterrado o corpo de Nilza.

Ele foi conduzido à Delegacia Especializada de Estelionato de Cuiabá, onde foi ouvido e autuado em flagrante por feminicídio. Em nota, a PCMT informou que equipes da DHPP e da unidade especializada realizaram diligências para o completo esclarecimento dos fatos.

JCO

07/05/2026

FALSO ADVOGADO: ESQUEMA DE ESTELIONATO POR APLICATIVOS TEM MANDADOS CUMPRIDOS PELA POLÍCIA DO RN

Polícia cumpre mandados contra esquema de estelionato por aplicativos no RN

A Polícia Civil do Rio Grande do Norte deflagrou, nesta quinta-feira 7, a operação “Falsus Causidicus”, com o objetivo de combater crimes de estelionato praticados por meio de fraudes eletrônicas com uso de perfis falsos em aplicativos de mensagens.

De acordo com as investigações, os suspeitos utilizavam informações processuais e dados sigilosos para se passar por advogados e induzir vítimas a erro.

No principal caso apurado, uma vítima realizou transferências via PIX após acreditar que pagava taxas cartorárias para liberar um crédito judicial inexistente.

A Polícia Civil identificou que os valores eram movimentados por meio de contas de terceiros e posteriormente repassados ao suspeito.

A prática tinha como objetivo dificultar o rastreamento e ocultar a origem dos recursos.

Foram cumpridos mandados de busca e apreensão domiciliar e pessoal, além de quebra de sigilos e outras medidas cautelares.

As ações buscam apreender dispositivos eletrônicos, coletar registros digitais e preservar provas para a continuidade das investigações.

Durante as diligências, os policiais constataram que o investigado adotava comportamento evasivo, sem manter endereço atualizado, o que motivou a representação pelas medidas judiciais.

A Polícia Civil segue com a apuração para identificar e responsabilizar outros envolvidos no esquema.

O nome “Falsus Causidicus”, em latim, significa “falso advogado” e faz referência ao modo de atuação dos investigados.

A Polícia Civil orienta que a população confirme, por canais oficiais, qualquer solicitação de pagamento recebida por aplicativos, especialmente quando relacionada a processos judiciais ou honorários.

Informações podem ser repassadas de forma anônima pelo Disque Denúncia 181.