03/10/2026

VERGONHA: SÓ NO BRASIL MINISTROS DE UMA SUPREMA CORTE TRABALHAM DE CABOS ELEITORAIS

Ciro acusa Toffoli de criar ‘massa violenta de propaganda’ para favorecer candidato petista

A decisão do ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a veiculação de inserções extras da campanha de Elmano de Freitas (PT) no rádio e na televisão nesta sexta-feira (2) e sábado (3), provocou reação do candidato ao governo do Ceará Ciro Gomes (PSDB). A medida ocorre às vésperas do primeiro turno, marcado para este domingo (4), após o encerramento oficial do horário eleitoral gratuito.

Em coletiva de imprensa, Ciro classificou a situação como inédita e criticou a determinação de Toffoli.

“Você tem hoje um jogo de baralho completamente esquisito, porque, de forma absolutamente inacreditável, tenho 40 anos de estrada, nunca ouvi falar em coisa parecida”, afirmou.

Pela decisão, Elmano terá direito à compensação de 30 segundos adicionais a cada veiculação que deveria ter recebido entre 24 de setembro e 1º de outubro. Segundo Toffoli, o tempo não foi cumprido pelas emissoras e, por isso, deverá ser compensado nas 48 horas anteriores à votação. As emissoras que descumprirem a determinação estão sujeitas a multa de R$ 100 mil.

Ciro questionou justamente a veiculação da propaganda no período que antecede a votação. “O ministro Toffoli deu um horário eleitoral extra para o Elmano falar sozinho na televisão hoje e sábado”, disse.

O candidato também citou a legislação eleitoral para contestar a decisão.

“A lei brasileira, e é muito clara, ela diz que a campanha acaba na antevéspera e dá ao eleitor 48 horas de silêncio, em que ele vai orar, vai pedir a Deus luz, vai conversar com os amigos, vai conversar com a família, sem a zubinação da campanha na televisão e no rádio, que estão dentro da casa das pessoas.”

Na avaliação de Ciro, a decisão ainda cria uma situação excepcional para as emissoras de rádio e televisão, que passaram a ser obrigadas a transmitir as inserções mesmo após o encerramento regular do horário eleitoral.

“Pois bem, o ministro Toffoli, atendendo aos caprichos dos ditadores corruptos do Ceará, deu uma decisão sem pé nem cabeça, dando ao Elmano o direito de fazer uma massa violenta de propaganda, quebrando inclusive a grade das televisões, impondo multas de 100 mil reais a empresas privadas”, declarou.

Veja o vídeo abaixo:

ELEIÇÕES 2026: SENADO PODERÁ TER 22 MULHERES EM SUA BANCADA

Bancada feminina pode chegar a 22 integrantes no Senado

No xadrez das eleições de 2026, a bancada feminina pode passar de 15 para 22 integrantes no Senado Federal, ou seja, sete vagas a mais, mostra levantamento do Estadão com base em pesquisas eleitorais mais recentes. Esse salto de 46,6% nos números não altera o cenário de menor representatividade das mulheres na Casa.

Se as projeções se confirmarem, as 22 senadoras representarão 27,1% - pouco mais de um quarto - dos 81 titulares da Casa.

O Brasil elegeu a primeira senadora, Eunice Michiles (do extinto partido Arena, pelo Amazonas), em 1979. O País levou 153 anos para ter a primeira mulher no posto desde a criação da Câmara dos Senadores (posteriormente, Senado Imperial), em 1826, durante o Império de D. Pedro I.

Das 54 cadeiras em disputa neste ano, 16 (29,6%) devem se destinar a mulheres, segundo as pesquisas. Nove senadoras terminam mandatos em 1.º de fevereiro de 2027, ao passo em que 16 candidatas podem se eleger ou se reeleger em 14 Estados e no Distrito Federal. Outras seis têm mandato até 2031.

As eleições de 2026 renovam dois terços das 81 vagas do Senado e cada unidade federativa escolhe dois representantes para mandatos de oito anos nas urnas. Conforme as projeções eleitorais, outros 12 Estados devem eleger apenas homens.

Candidatas lideram pesquisas de intenção de voto em dez Estados e no Distrito Federal, que vive um caso atípico: deverá ser o único a eleger duas mulheres. Estreante nas urnas, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL-DF) é dada como quase certa na primeira cadeira, com 26% das intenções de voto na pesquisa Quaest divulgada em 23 de setembro, puxada por eleitores conservadores e bolsonaristas.

Com 19%, a senadora Leila do Vôlei (PDT-DF) busca a reeleição na segunda vaga, mas o cargo não está assegurado. As principais concorrentes dela são as deputadas federais Erika Kokay (PT-DF), com quem forma chapa, e Bia Kicis (PL-DF), dupla de Michelle. Ambas estão empatadas, com 15% das intenções de voto.

O levantamento do Estadão considerou as duas primeiras colocações das últimas pesquisas eleitorais da Quaest por Estado e pelo Distrito Federal, divulgadas de 22 a 25 de setembro. Como o instituto não divulgou dados relativos ao Piauí, a reportagem usou os números do Atlas publicados na terça-feira, 29.

Os números de votos em branco e nulos e de eleitores que ainda não definiram candidatos é considerável na maioria dos Estados, o que pode mudar as peças do xadrez até as eleições. Os levantamentos, portanto, são indicativos das votações, não previsões de resultados.

A renovação prevista para 2027 deve contar 11 novas senadoras. Na lista, figuram quatro ex-primeiras-damas: Gracinha Caiado (União-GO), do Estado de Goiás; Marina JHC (PSDB-AL), de Maceió; e Rayssa Furlan (Podemos-AP), de Macapá, além de Michelle.

O quarteto está perto de se eleger pela primeira vez. Das três, só Rayssa se candidatou anteriormente, também ao Senado, pelo MDB em 2022.

Conforme as pesquisas eleitorais, duas senadoras despontam para a reeleição: Leila e Zenaide Maia (PSD-RN). Eliziane Gama (PT-MA) e Soraya Thronicke (PSB-MS), por sua vez, podem ficar de fora.

Três deputadas federais estão cotadas para voltar a ocupar assentos no Senado. São elas: a ex-ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima Marina Silva (Rede-SP) e as ex-governadoras do Rio de Janeiro Benedita da Silva (PT-RJ) e do Maranhão Roseana Sarney (MDB-MA), hoje licenciada para se dedicar à campanha.

No entanto, o número ainda pode aumentar porque 12 candidatas estão fora das duas vagas nas pesquisas da Quaest, mas dentro da margem de erro de 3 pontos porcentuais. É assim com Simone Tebet (PSB-SP), Gleisi Hoffmann (PT-PR), Mara Rocha (Republicanos-AC), Luizianne (Rede-CE), Maguinha Malta (PL-ES), Rose de Freitas (MDB-ES), Cristina Graeml (PSD-PR), Samanda de Lula (PT-RN), Mariana Carvalho (Republicanos-RO) e Helena da Asatur (PSD-RR), além de Eliziane e de Soraya.

Parte do eleitorado costuma definir os votos na reta final da campanha. É improvável, porém, que todas passem à frente e vençam nas urnas.

Entre as atuais senadoras que poderiam tentar se reeleger, quatro mudaram a rota. Daniella Ribeiro (PP-PB) deixou de ser cabeça de chapa para ocupar a suplência do candidato ao Senado e ex-prefeito de Patos, Nabor Wanderley (Republicanos-PB) - pai do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). A decisão selou a aliança em prol da reeleição do filho dela, Lucas Ribeiro (PP), a governador da Paraíba.

Dra. Eudócia (PSDB-AL) assumiu o mandato após Rodrigo Cunha (Podemos-AL) renunciar para concorrer a vice-prefeito de Maceió em 2024. A senadora, portanto, disputará as eleições novamente como suplente, dessa vez de Marina JHC.

As alianças não param por aí. Marina é esposa do candidato a governador de Alagoas e ex-prefeito de Maceió, JHC (PSDB), de quem incorporou a alcunha ao nome na urna em busca de identificação do eleitorado. A renúncia dele para disputar as eleições de 2026 abriu espaço para Cunha assumir como prefeito.

A vice-presidente da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) do Senado, Mara Gabrilli (PSD-SP), se lançou à deputada estadual na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp).

Já Roberta Acioly (Republicanos-RR) tenta a Câmara dos Deputados Só Ivete da Silveira (MDB-SC) decidiu não concorrer. Ambas assumiram os cargos como suplentes, respectivamente, do conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de Roraima (TRE-RR) Mecias de Jesus e do governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL-SC), na atual legislatura.

As deputadas federais Caroline de Toni (PL-SC) e Sílvia Cristina (PP-RO), as ex-deputadas federais Marília Arraes (PDT-PE) e Manuela D’Ávila (PSOL-RS), a ex-prefeita de Contagem e ex-deputada estadual Marília Campos (PT-MG), a ex-prefeita de Boa Vista e ex-deputada federal Teresa Surita (MDB-RR) e a deputada estadual Janaína Riva (MDB-MT), filha do ex-deputado estadual José Riva (sem partido), também estão cotadas para alçar à Casa pela primeira vez.


Estadão Conteúdo

EM MOSSORÓ ALLYSON ABRE 58,5 PONTOS DE VANTAGEM SOBRE O SEGUNDO COLOCADO

Em Mossoró, Allyson chega a 70,2% das intenções de voto e abre 58,5 pontos de vantagem sobre o segundo colocado

A candidatura de Allyson Bezerra (União Brasil) alcançou um patamar histórico de favoritismo em seu principal berço eleitoral. Dados do levantamento oficial do instituto Qualittá Pesquisas mostram Allyson com impressionantes 70,2% das intenções de voto no cenário estimulado em Mossoró.

A vantagem construída por Allyson sobre a concorrência estabelece uma distância recorde nesta disputa eleitoral. Em relação ao segundo colocado, que pontua 11,7%, a diferença a favor do candidato do 44 é de 58,5 pontos percentuais. Já em comparação ao terceiro colocado, que registra 6,9%, a margem positiva salta para 63,3 pontos percentuais.

Somados, todos os adversários de Allyson chegam a apenas 18,6% das intenções de voto na cidade, o que significa que o ex-prefeito de Mossoró possui quase quatro vezes mais votos do que a soma de todos os seus concorrentes juntos.

Na modalidade espontânea, o reconhecimento popular também é expressivo, com Allyson cravando 48,7% da preferência e superando largamente o somatório de todos os outros nomes lembrados.

A pesquisa do Instituto Qualittá foi a campo entre os dias 26 e 30 de setembro de 2026, com 1.000 entrevistas presenciais no município de Mossoró/RN. O estudo apresenta margem de erro de 3,1% para mais ou para menos, nível de confiança de 95% e está devidamente registrado na Justiça Eleitoral sob o número RN-06395/2026 (RN-05395/2026).

PESQUISA QUAEST/SÃO PAULO/1º TURNO: TARCÍSIO TEM 60% DOS VOTOS VÁLIDOS CONTRA 36% DE HADDAD

São Paulo poderá não ter segundo turno

Pesquisa Quaest divulgada neste sábado (3) mostra que Tarcísio de Freitas (Republicanos) deve se reeleger para o governo de São Paulo, em primeiro turno, neste domingo.

O governador de São Paulo e candidato à reeleição tem 60% dos votos válidos, contra 36% do petista.

1º turno – votos válidos

Tarcísio de Freitas (Republicanos): 60%
Fernando Haddad (PT): 36%
Vera Lúcia (PSTU): 2%
Vivian Mendes (UP): 2%
Carlos Machado (PCB): 0%

Para calcular votos válidos, a Quaest leva em consideração as intenções de voto da pesquisa e o perfil de comparecimento. É o modelo likely voter, que considera eleitores com maior propensão a votar.

A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O levantamento entrevistou, presencialmente, 3.702 eleitores de 16 anos ou mais entre os dias 2 e 3 de outubro, e foi encomendado pela TV Globo. O nível de confiança é de 95%. O número de identificação no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) é SP-04726/2026.

UOL

MISERICÓRDIA: EM MOSSORÓ TEM DISSO? INTERESSANTE QUE ELA CHAMA ÁLVARO E DEYVISON DE SATANÁS...

Filha da secretária de Saúde de Mossoró diz que se votarem nos “satanás” de Álvaro e Deyvison, depois não vão pedir favor a ela, não



Um vídeo que circula nas redes sociais mostra Joana Dantas, filha da secretária de Saúde de Mossoró, Morgana Dantas, falando sobre a prestação de serviços públicos como modo de chantagem eleitoral e ameaça no eleitores do candidato ao Governo do Estado Álvaro Dias (PL) e do candidato a deputado federal Cabo Deyvison (PL).

Na gravação, Joana se refere aos candidatos Álvaro Dias e Cabo Deyvison como “satanás” e manda um “aviso”, em tom ameaçador, aos eleitores deles, dizendo que não fossem procurá-la depois em busca de favores. “Ó, vou logo dando um aviso aqui, não tem esses negócio com política não, tá entendendo? Mas quem tá apoiando o satanás lá pra governador, o outro satanás pra deputado federal, depois vocês num venham até mim falar ‘ei, a sua mãe tá podendo?’, não tá podendo não, viu?”, afirmou Joana.

“Minha mãe é aquela que cê pisa em cima, ela ainda lhe ajuda. […] Mas eu vou pedir ajuda da doutora Morgana pra arrumar uma cirurgia pra mim, não vai. Vocês passam por mim antes”, declarou. “E não é ela que é ruim não, viu? Sou eu”, completou.

Após a repercussão negativa do vídeo, Joana excluiu a publicação e postou nas redes sociais que tudo não passava de uma “brincadeira”, pedindo desculpas e disse que a mãe estava “abalada” com a situação e que não imaginava que tomaria essa proporção.

BG

CEARÁ-MIRIM: DEPÓSITOS DE OVOS SÃO PEDRO - NO VAREJO OU O ATACADO O PREÇO É BOM

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CEARÁ-MIRIM: LEI MUNICIPAL Nº 2.485 CRIA O CARGO EM COMISSÃO DE DIRETOR DE LICITAÇÃO NA CÂMARA MUNICIPAL


GABINETE DO PREFEITO

LEI MUNICIPAL Nº 2.485 DE 30 DE SETEMBRO DE 2026

Altera dispositivos da Lei Municipal nº 2.409, de 09 de março de 2026, e dá outras providências.

O PREFEITO MUNICIPAL DE CEARÁ-MIRIM/RN, no uso de suas atribuições que lhe são conferidas pela Lei Orgânica do Município, faz saber que a Câmara Municipal aprovou e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1º A Lei Municipal nº 2.409, de 09 de março de 2026, passa a vigorar com as alterações estabelecidas nesta Lei.

Art. 2º Ficam revogados o art. 2º e seus incisos e parágrafos, o art. 3º e seus incisos e parágrafos, e o art. 4º e seus incisos e parágrafos, da Lei Municipal nº 2.409, de 09 de março de 2026.

Art. 3º Fica criado, no âmbito da estrutura administrativa da Câmara Municipal de Ceará-Mirim/RN, o cargo em comissão de Diretor de Licitação, de livre nomeação e exoneração, destinado à direção, coordenação e supervisão das atividades relacionadas às contratações públicas e aos procedimentos licitatórios da Câmara Municipal.

§ 1º O cargo de Diretor de Licitação será de provimento em comissão.

§ 2º O vencimento mensal do cargo de Diretor de Licitação será de R$ 3.000,00 (três mil reais).

§ 3º O ocupante do cargo deverá possuir formação ou experiência compatíveis com as atribuições do cargo, observadas as exigências estabelecidas na legislação aplicável.

Art. 4º Compete ao Diretor de Licitação:

I – dirigir as atividades administrativas relacionadas aos processos de contratação pública da Câmara Municipal;

II – dirigir a organização e o fluxo dos procedimentos de licitação, dispensa e inexigibilidade de licitação;

III – dirigir administrativamente os servidores envolvidos na instrução dos processos de contratação;

IV – dirigir a elaboração e tramitação dos documentos necessários à fase preparatória das contratações;

V – dirigir outras atribuições correlatas à direção e coordenação do Setor de Licitação que lhe sejam determinadas pela Presidência, respeitadas as competências dos demais agentes públicos.

Art. 5º. Fica acrescido, no Quadro de Pessoal da Câmara Municipal de Ceará-Mirim/RN, 01 (um) cargo de Assistente de Plenário.

Art. 6º. Ficam excluídos da Lei Municipal nº 2.409, de 09 de março de 2026, os cargos de:

I – Agente de Contratação; e

II – Pregoeiro.

Art. 7º. As despesas decorrentes da execução desta Lei correrão por conta das dotações orçamentárias próprias da Câmara Municipal, observadas a disponibilidade orçamentária e financeira e as disposições da Lei Complementar Federal nº 101, de 04 de maio de 2000.

Art. 8º. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.

 

Gabinete do Executivo Municipal em Ceará-Mirim/RN, em 30 de setembro de 2026.

 

ANTONIO HENRIQUE CÂMARA BEZERRA

Prefeito  

A HIPOCRISIA DA JUSTIÇA ELEITORAL

O sigilo do voto

O primeiro turno das eleições gerais de 2026 ocorre no domingo, 4, das 8h às 17h pelo horário de Brasília. A recomendação da Justiça Eleitoral é que os eleitores levem os números dos candidatos em uma colinha eleitoral de papel para ajudar a não esquecer os números na hora de votar.

A orientação é importante devido à proibição de entrar na cabina de votação com celulares, óculos inteligentes, câmeras fotográficas, filmadoras e outros equipamentos que possam comprometer o sigilo do voto.

Antes de se dirigir à urna, o eleitor deve deixar o celular e outros equipamentos com a mesa receptora, que devolverá os objetos após a votação. Quem se recusar a entregar o aparelho não será autorizado a votar naquele momento.

Se nada disso é permitido, qual a explicação lógica para pesquisas eleitorais, onde o entrevistado diz em quem vota e muitas vezes se pede até documento além do endereço da residência do cidadão(ã)?

Vá entender...!!!

IMPRESSIONANTE: TODO MUNDO CONHECE ELA SÓ QUEM NÃO CONHECE É LULA

Lobista doou R$ 50 mil ao PT via ingressos para evento da sigla

A lobista Roberta Luchsinger repassou, em março de 2024, R$ 50 mil ao Partido dos Trabalhadores (PT) por meio da compra de dez convites para um jantar em comemoração aos 44 anos da sigla. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou da celebração, realizada em Brasília, assim como a então presidente nacional da legenda, Gleisi Hoffmann, ministros, parlamentares e outros integrantes do partido.

Segundo mensagens obtidas pela coluna de Andreza Matais, do site Metrópoles, Luchsinger demonstrou preocupação em deixar registros da contribuição. Em 18 de março daquele ano, ela perguntou a Rogério Guedes, contato com quem tratava de assuntos do Ministério da Saúde, se poderia enviar o dinheiro para que outra pessoa fizesse a compra dos ingressos.

– Porque senão fica registrada doação, né? – indagou.

Os pagamentos foram, de fato, realizados por terceiros. Para chegar aos R$ 50 mil destinados ao Diretório Nacional do PT, foram feitos dois Pix de R$ 10 mil por Paulo Cesar Matheus da Silva e Marleide Santos Conceição; outro de R$ 20 mil pelo motorista de Luchsinger, Ulisses Barbosa Viana Junior; e duas de R$ 5 mil, uma realizada pela filha dela, Valentina, e outra por Francisco Edivan Moreira de Oliveira. A lobista encaminhou os comprovantes a Rogério Guedes.

A compra dos convites havia sido articulada dias antes. Em 14 de março, o então número 2 do Ministério da Saúde, Swedenberger Barbosa, conhecido como Berger, enviou a Luchsinger um vídeo em que Gleisi Hoffmann convidava os participantes para o evento. No dia seguinte, ela procurou Rogério Guedes para saber como fazer o pagamento e informou que pretendia comprar dez ingressos.

– Serão as dez unidades de 5.000 reais? – perguntou Guedes.

– Isso – respondeu Luchsinger.

Em um áudio enviado posteriormente, ela afirmou que estava adquirindo os ingressos para “apoiar a cota do Berger”.

O jantar ocorreu na noite de 20 de março de 2024, em um centro de convenções de Brasília. Luchsinger confirmou que estaria presente e informou a Guedes que somente ela e seu então namorado, Gustavo Gaspar, participariam do evento. Os demais ingressos poderiam, segundo a lobista, ser destinados a outras pessoas.

Gaspar era assessor do senador Weverton Rocha (PDT-MA) e também é investigado no caso das fraudes em benefícios do INSS. Desde fevereiro deste ano, ele cumpre prisão domiciliar em decorrência da Operação Sem Desconto.

Nas eleições municipais de 2024, Luchsinger não registrou doações oficiais ao PT nem a outras legendas. O nome da lobista aparece atualmente em três inquéritos em tramitação no Supremo Tribunal Federal (STF) que investigam fatos relacionados a Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula.

A apuração considerada mais avançada trata de suspeitas de tráfico de influência no Ministério da Saúde envolvendo Lulinha, Roberta Luchsinger e Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS. Segundo a investigação citada pela reportagem, o grupo teria atuado para vender fármacos derivados de maconha, como o CBD.

Outro inquérito apura supostos pagamentos feitos por Luchsinger a pessoas próximas ao presidente Lula, entre elas o ex-chefe de gabinete Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola. Uma terceira investigação trata de possível tráfico de influência na Dataprev, empresa pública de processamento de dados.

pleno.news

ALLYSON PODE VENCER NO PRIMEIRO TURNO - APONTA PESQUISA DATA CAPITAL / MIX FM

DataCapital/MIX FM: Allyson cresce na reta final e se aproxima de vitória no 1º turno

Allyson Bezerra aparece com 43,9% das intenções de voto na nova pesquisa DataCapital/MIX FM para o Governo do Rio Grande do Norte divulgada nesta sexta-feira, 2. No cenário estimulado, Cadu de Lula registra 22,3% e Álvaro Dias tem 20%. A vantagem de Allyson sobre o segundo colocado é de 21,6 pontos percentuais.

Considerando apenas as intenções de votos válidos destinadas aos candidatos, Allyson alcança aproximadamente 49,5%, conforme cálculo feito a partir dos percentuais apresentados. O resultado o coloca próximo da maioria necessária para vencer no primeiro turno.

Os demais candidatos aparecem com índices menores: Rodrigo Bolsonaro tem 1%; Robério Paulino, 0,5%; Dário Barbosa, 0,4%; Henrique Lyra e Arinalda do MLB, 0,2% cada; e Carlos Jararaca, 0,1%. Brancos e nulos somam 4%, enquanto 7,4% não sabem ou não responderam.

O levantamento ouviu 2.300 entrevistados entre 22 e 26 de setembro de 2026 e está registrado na Justiça Eleitoral sob os números RN-02599/2026 e BR-06680/2026. A imagem divulgada não informa a margem de erro nem o nível de confiança.

Assecom 

BOMBA: A QUADRILHA DO SAPÃO SE ARTICULA PARA UM EVENTUAL GOLPE

Golpe em gestação: Ministros apontam articulação de ala de Gilmar Mendes para contestar a eleição se Flávio Bolsonaro ganhar

“Independência, equilíbrio e prudência.” Nunes Marques escolheu essas três palavras para anunciar como pretendia conduzir as eleições de 2026. Era 12 de maio, e o ministro assumia a presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com uma defesa da liberdade de expressão e uma advertência: combater ameaças à democracia não autorizava “excessos incompatíveis com o Estado democrático de Direito”. Quatro anos antes, sob Alexandre de Moraes, o tribunal havia suspendido a divulgação de um documentário da Brasil Paralelo até depois do segundo turno. Agora, o novo presidente prometia contenção. Restava saber quanto espaço teria para praticá-la.

No Supremo Tribunal Federal (STF), a promessa encontrou desconfiança. Segundo apurou Oeste, uma ala da Corte discutia rever decisões da Justiça Eleitoral caso considerasse insuficiente a atuação de Nunes Marques e de seu vice, André Mendonça. A convivência tinha os contornos de uma trégua sob vigilância. Em junho, no programa Roda Viva, Gilmar Mendes tornou pública a disposição do Supremo de atuar como instância revisora diante de eventual parcialidade do TSE.

Nos meses seguintes, aquilo que parecia uma divergência jurídica começou a ganhar forma concreta em processos, liminares e decisões contraditórias. Na reta final da campanha, porém, três ministros ouvidos pela reportagem passaram a enxergar algo maior. Para eles, uma ala do Supremo prepara as condições jurídicas e políticas para que a disputa sobre os limites da Justiça Eleitoral não termine com a apuração dos votos. Caso o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) vença Lula, a batalha seguinte poderá ser pela legitimidade do próprio resultado.

Construção da narrativa

Na avaliação dessas fontes, o núcleo político da eventual contestação já está à vista: a suspeita de “interferência estrangeira” na campanha brasileira. Uma iniciativa do PT ajuda a entender por quê. Em 23 de setembro, o partido pediu ao ministro Flávio Dino uma investigação sobre uma possível atuação do governo de Donald Trump em favor de Flávio Bolsonaro. O pedido não foi apresentado em uma ação eleitoral. Entrou em um processo sobre a barragem de Mariana, em Minas Gerais, que já estava sob a relatoria de Dino. A escolha do caminho não era irrelevante. Naquela mesma ação, Dino havia estabelecido meses antes que decisões judiciais estrangeiras referentes ao Brasil só poderiam produzir efeitos no país mediante autorização do Supremo — uma reação às sanções impostas com base na Lei Magnitsky. O PT pediu que essa proteção fosse transportada para a eleição presidencial e alcançasse votação, apuração, proclamação do resultado e até diplomação do vencedor pelo TSE. “São bons de narrativa”, disse a Oeste um ministro, sob reserva. “Querem uma justificativa para questionar a vitória do adversário de Lula e esvaziar o TSE.”

O partido também requereu a abertura de investigação pela Polícia Federal e acesso a relatórios da Agência Brasileira de Inteligência. Pediu ainda que fossem avaliadas buscas no comitê de Flávio Bolsonaro e na sede nacional do PL, além de quebras de sigilo, mediante representação policial ou requerimento do Ministério Público. A petição cita relações com a organização norte-americana Rockbridge Network, publicidade no exterior favorável ao candidato e conteúdos utilizados por estruturas ligadas ao PL. O próprio documento, contudo, reconhece que o eventual financiamento estrangeiro precisa ser comprovado. Contatos internacionais, manifestações políticas e publicações produzidas no exterior, isoladamente, não demonstram que uma candidatura recebeu recursos ilegais.

É precisamente nesse espaço entre suspeita e prova que está a preocupação dos ministros ouvidos por Oeste. Uma investigação pode comprovar uma irregularidade. Pode também demonstrar que ela nunca existiu. O temor das fontes é outro: que a acusação adquira força política antes de qualquer conclusão e sobreviva até depois da contagem dos votos. A hipótese dos ministros é que, diante de uma derrota de Lula, a discussão deixe de ser apenas sobre propaganda, abuso de poder ou financiamento de campanha e se transforme em uma questão de soberania nacional. Nesse cenário, a controvérsia sairia da Justiça Eleitoral e chegaria ao Supremo com uma pergunta muito mais grave: uma vitória obtida sob alegada influência estrangeira poderia ser reconhecida? É esse salto — da fiscalização da campanha para a contestação do resultado — que dá dimensão à disputa em curso.

Disputa de poder

Outros processos das últimas semanas ajudam a compreender por que os ministros levam essa hipótese a sério. Em 25 de setembro, o vice-presidente do TSE, André Mendonça, determinou a retirada de publicações ligadas à informação falsa de que Flávio pretendia retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil. A ordem atingiu uma publicação do humorista Antonio Tabet. Para contestá-la, Tabet não abriu uma nova ação no TSE nem esperou o julgamento do colegiado eleitoral. Procurou Flávio Dino no Supremo e pediu que o ministro estendesse à publicação os efeitos de uma decisão tomada meses antes em outro caso — um processo envolvendo um vídeo sobre a inelegibilidade do ex-deputado Deltan Dallagnol.

Uma ação originada de uma disputa eleitoral no Paraná recebia, assim, um conflito da campanha presidencial. Dino acolheu o pedido e suspendeu a ordem de Mendonça antes de o TSE concluir o julgamento. A defesa de Flávio reagiu pelo mesmo caminho: recorreu a Luiz Fux em outra ação já existente no Supremo. Fux suspendeu a decisão de Dino e restabeleceu a determinação da Justiça Eleitoral. Dentro do próprio STF, portanto, duas decisões individuais apontavam em sentidos opostos sobre uma controvérsia que estava sob análise do TSE.

O tribunal eleitoral resolveu a questão em 30 de setembro. Manteve a retirada das informações falsas, mas preservou o post de Tabet depois de Mendonça ajustar seu voto. No dia seguinte, Dino reconheceu que seu processo havia perdido o objeto. Fez, contudo, uma ressalva: em questões constitucionais, a última palavra continuaria pertencendo ao Supremo. O episódio terminou. A disputa institucional, não. Antes disso, o Bolsa Família já havia mostrado como uma questão com impacto direto na campanha poderia sair da órbita do TSE. Em 18 de setembro, a pedido da Advocacia-Geral da União, o decano do STF reconheceu a legalidade do reajuste de 15% anunciado por Lula na véspera. Faltavam pouco mais de duas semanas para o primeiro turno. Gilmar decidiu dentro de um processo sobre a implementação da renda básica. Considerou que o aumento cumpria determinação anterior do Supremo e recompunha a inflação. Segundo apurou Oeste, integrantes da cúpula do TSE se irritaram com a iniciativa por entender que uma discussão sobre os limites eleitorais do reajuste deveria ocorrer na Justiça Eleitoral. O padrão se repetia: uma controvérsia surgida no meio da campanha era levada ao Supremo por meio de um processo aberto originalmente para discutir outro assunto.

Movimentos semelhantes apareceram nos Estados. Em Roraima, uma decisão de Dino sobre prazos de desincompatibilização afetou o registro de Arthur Henrique, candidato do PL apoiado por Flávio Bolsonaro. No Rio de Janeiro, um impasse no Supremo interferiu na sucessão temporária do governo estadual. No Ceará, Floriano de Azevedo Marques impôs restrições a adversários do governador petista Elmano de Freitas, decisão posteriormente suspensa por Mendonça. Os casos têm objetos, personagens e fundamentos diferentes. Não demonstram, isoladamente, uma articulação nacional. Para os três ministros ouvidos por Oeste, porém, ajudam a revelar algo que consideram decisivo: o Supremo já encontrou caminhos processuais para interferir em controvérsias eleitorais enquanto elas ainda estavam submetidas ao TSE.

Depois das urnas

É aqui que a preocupação muda de escala. Até agora, as intervenções atingiram publicações, registro de candidatura, acesso a recursos partidários, propaganda eleitoral e decisões administrativas com consequência política. A hipótese discutida nos bastidores do Supremo é que o mesmo mecanismo seja utilizado, depois da votação, sobre um objeto incomparavelmente maior: o resultado da eleição presidencial.

Na avaliação das fontes, a narrativa de interferência estrangeira daria o fundamento político dessa mudança. A disposição do STF de rever atos do TSE forneceria o caminho jurídico. Os pedidos já apresentados ao Supremo proporcionariam os processos. Faltaria o fato capaz de reunir essas peças: uma derrota de Lula. Se Flávio vencer, dizem os ministros ouvidos pela reportagem, a alegação de ingerência norte-americana poderia deslocar a discussão da contagem dos votos para as condições em que eles foram conquistados. O argumento deixaria de ser apenas o de proteger uma campanha contra uma ameaça estrangeira. Poderia servir para questionar a legitimidade da vitória do adversário.

Esse ponto é importante porque uma eleição presidencial não pode ser anulada apenas por suspeitas políticas. Seria necessário transformar a acusação em questão jurídica, apontar fatos, estabelecer nexo com a campanha e demonstrar consequência suficiente para comprometer a legitimidade do pleito. É justamente essa distância entre o discurso político e a consequência jurídica que torna decisivo o que ocorrerá depois do primeiro turno. Os três ministros consultados por Oeste não dizem que exista, hoje, uma decisão tomada para impedir a posse de Flávio Bolsonaro. O que afirmam é que estão sendo construídos argumentos, precedentes e vias processuais que poderiam ser acionados caso Lula seja derrotado.

Essa distinção precisa permanecer clara. A petição do PT não comprova uma operação para invalidar as eleições. As decisões de Dino, Gilmar ou outros ministros tampouco demonstram, isoladamente, uma ação coordenada. O alerta decorre da combinação desses movimentos e da leitura feita por integrantes da própria Corte sobre onde eles podem desembocar.

Na posse de maio, Nunes Marques prometeu independência, equilíbrio e prudência. Às vésperas da votação, porém, a disputa já ultrapassa os limites de sua presidência no TSE. O que está em jogo, na avaliação dos ministros ouvidos por Oeste, é saber se a autoridade da Justiça Eleitoral continuará valendo quando proclamar um vencedor que uma ala do Supremo não deseja. Se a hipótese dessas fontes se confirmar, a intervenção terá mudado de natureza. Deixará de servir apenas para rever decisões tomadas durante a campanha e alcançará a própria escolha feita nas urnas. A suspeita de interferência estrangeira poderá fornecer o argumento; os processos já abertos, o caminho; e o Supremo, a instância encarregada de decidir até onde vale o resultado proclamado pelo TSE. Nesse cenário, a eleição não terminaria com a contagem dos votos. O eleitor elegeria o presidente, mas a escolha permaneceria sujeita à aprovação de ministros que não receberam um único voto. A vontade popular deixaria de ser soberana. Entre a decisão das urnas e o exercício do poder, estaria a toga.

Revista Oeste

DEU NO X

Deu no X



- SUR-PRE-SA!! Adivinha quem realmente queria acabar com o feriado de N S Aparecida? Carol Sponza responde




- Desempregado, nordestino desabafa contra Lula: “A gente come o ovo e guarda as cascas pra de noite”




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- O que no passado foi disfarçado, hoje não é mais.

CEARÁ-MIRIM: MEU PRIMEIRO DINIZ COMPRE A ARMAÇÃO E GANHE 50% DE DESCONTO NAS LENTES

  Meu Primeiro Diniz






A PALAVRA DE DEUS PARA ESTE SÁBADO (03) - POR PADRE BIANOR JR.

Padre Bianor Jr.


🌹 UM MOMENTO DE GRAÇA EM NOSSA PARÓQUIA

Neste sábado, 3 de outubro, às 9 horas da manhã, a Igreja Matriz de Nossa Senhora de Lourdes terá a graça de receber e venerar as relíquias de Santa Teresinha do Menino Jesus.

Será um momento especial durante o Cenáculo de Nossa Senhora, do Movimento Sacerdotal Mariano.

🙏 Uma oportunidade para nos aproximarmos de Santa Teresinha, contemplar seu testemunho de fé e de amor a Jesus e agradecer a Deus pelo dom de sua vida e de sua espiritualidade.

🌹 Venha participar conosco!

Será uma manhã de oração, contemplação e ação de graças.

🔸 Sábado, 3 de outubro de 2026

⏰ 9 horas

📍 Igreja Matriz de Nossa Senhora de Lourdes

✨ Divulgue e participe deste momento de graça em nossa paróquia!

Que Santa Teresinha nos ensine a fazer as pequenas coisas de cada dia com grande amor.


Paróquia Nossa Senhora de Lourdes

Paz e Bem!

ELEIÇÕES 2026: ABSTENÇÃO PODE SER O FIEL DA BALANÇA ENTRE LULA E FLÁVIO

Em alta desde 2006, abstenção no 1º turno pode definir resultado entre Lula e Flávio Bolsonaro

A abstenção no primeiro turno das eleições presidenciais brasileiras tem apresentado trajetória de alta desde 2006. O índice acumulou um crescimento de quatro pontos percentuais até 2022, quando alcançou 20,79%, representando a ausência de 32,2 milhões de eleitores. Diante de um cenário atual marcado por grande acirramento e margens apertadas entre os principais concorrentes, analistas avaliam que o nível de comparecimento às urnas poderá ser o fiel da balança na disputa pelo Palácio do Planalto.

No pleito anterior, entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PL), a dinâmica foi distinta: com margens mais amplas e menor apatia na reta final, a abstenção caiu no segundo turno pela primeira vez desde 2002. Na corrida atual, contudo, especialistas apontam fatores inéditos, como a ausência de debates entre os principais candidatos e um engajamento geral considerado baixo desde a redemocratização.

O impacto nas bases e divergências entre especialistas

Para o cientista político Antônio Lavareda, presidente da Abrapel, o crescimento da abstenção tende a penalizar a candidatura de Lula. Baseando-se na correlação quase absoluta de -0,97 entre menor escolaridade e abstenção, público tradicionalmente de maior apoio petista, Lavareda argumenta que as dificuldades logísticas e a insatisfação econômica pesam mais sobre os eleitores de menor renda e menor instrução.

“A abstenção vai prejudicar Lula porque ele tem menos votos entre os menos escolarizados do que tinha em 2022. Há uma insatisfação com a economia e a percepção de que ela não melhorará”, aponta o cientista político.

Em contrapartida, Luciana Chong, diretora do Datafolha, pondera que a projeção exata sobre quem será mais prejudicado é complexa. Dados de propensão de voto do instituto mostram perfis de menor engajamento concentrados entre jovens e menos escolarizados, mas com nuances geográficas importantes. Enquanto o Sudeste registra maiores taxas de propensão à ausência, o Nordeste demonstra índices mais elevados de fidelidade ao comparecimento.

O peso histórico e o voto obrigatório

Para Jairo Nicolau, pesquisador do CPDOC/FGV, o cenário atual gera curiosidade por evidenciar um clima de apatia e recusa à política cujos reflexos definitivos nas urnas ainda são imprevisíveis. Já Bruno Reis, professor de ciência política da UFMG, relativiza o impacto institucional do absenteísmo e destaca a resiliência do sistema brasileiro: para ele, mesmo com penalizações brandas pelo descumprimento do voto obrigatório, a taxa histórica de comparecimento em torno de 80% continua sendo um indicador positivo de engajamento cívico.

Folha de São Paulo

CURY PEDE AUDIÊNCIA A 'FRAQUIM' PARA RECLAMAR DO SAPO E DA ARANHA

Cury pede audiência com Fachin sobre decisões do STF e TSE

O candidato à Presidência Augusto Cury (Avante) retorna do Rio de Janeiro para Brasília nesta sexta-feira, 2, e pretende ir à sede do Supremo Tribunal Federal (STF) para solicitar uma audiência com o presidente da Corte, ministro Edson Fachin. Em carta aberta ao magistrado, Cury afirma que decisões recentes do STF e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) “interferem na liberdade de expressão em relação ao último debate”.

A manifestação foi divulgada depois de a TV Globo cancelar o debate presidencial que estava previsto para a noite desta quinta-feira, 1º. Decisões judiciais tomadas horas antes do programa, que censuravam a realização do evento nos termos pré-acordados, representaram “uma interferência indevida na liberdade que os veículos de imprensa têm” de organizar o encontro entre os candidatos, segundo Cury.

Cury afirma que o debate seria uma oportunidade para que os eleitores conhecessem suas propostas. Na carta, cita uma pesquisa do Instituto Eurasia segundo a qual somente 40% dos eleitores sabem que ele é candidato à Presidência. “O debate seria imprescindível para que mais pessoas conhecessem minhas ideias e meu projeto de Estado”, escreveu.


Cury menciona decisões de Gilmar e Estela Aranha

Horas antes do debate, a ministra Estela Aranha, do TSE, determinou que a Globo não exibisse o púlpito vazio de candidatos ausentes nem formulasse perguntas dirigidas a eles. A emissora havia previsto o recurso no formato do programa.

Outra decisão foi tomada pelo ministro Gilmar Mendes, do STF, que determinou a inclusão de Renan Santos, do Missão, no debate. O candidato não havia sido convidado pela Globo e recorreu à Justiça para tentar participar. Antes da decisão de Gilmar, a ministra Cármen Lúcia, do STF, e Kassio Nunes Marques, então presidente do TSE, haviam rejeitado pedidos semelhantes.

Na carta, Cury também menciona outros episódios ocorridos durante a campanha. Ele afirma ter demonstrado preocupação com mudanças no alcance das redes sociais e ressalva: “Não afirmo que houve sabotagem deliberada, mas reafirmo que suspeitas sérias em uma eleição não podem ser ignoradas”.


O candidato cita ainda o pedido de vista do ministro Flávio Dino em um processo relacionado a um relatório da Polícia Federal sobre informações que envolvem o celular de Daniel Vorcaro. Cury reconhece que o pedido de vista é “um instrumento legítimo”, mas defende “a máxima transparência” em decisões institucionais sensíveis tomadas perto de uma eleição.

Outro ponto abordado é o reajuste de 15,04% no Bolsa Família, anunciado em 17 de setembro, que elevou o benefício mínimo de R$ 600 para R$ 691. Cury registra que o governo apresentou a medida como reposição da inflação e afirma que críticos, entre eles ele próprio, questionaram o momento do anúncio.

“Não se trata de retirar direitos, mas de assegurar que a dor dos vulneráveis nunca seja usada como instrumento de poder”, escreveu. O candidato também afirma que medidas sociais na reta final da eleição devem ser transparentes para que os eleitores possam avaliar seus efeitos.


Ao tratar especificamente das decisões que envolvem o debate, Cury afirma que sua reivindicação não é por um tratamento diferenciado. “Não peço que o povo concorde comigo. Peço que tenha o direito de me ouvir, conhecer minhas propostas e decidir livremente”, escreveu.

No encerramento, Cury classifica a carta como “um protesto”, mas também como “uma súplica pacífica”. Ele pede que “os Poderes sejam harmônicos, que a liberdade de expressão seja preservada e que o povo brasileiro chegue às urnas com informação suficiente para decidir”.

O candidato também informou que avalia acionar a Corte Interamericana de Direitos Humanos para relatar suas “preocupações em relação à democracia brasileira”. A carta é datada desta sexta-feira, mesmo dia em que Cury completa aniversário. Ele, entretanto, afirma que “pouco há para comemorar se o processo democrático está morrendo”.

revistaoeste