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22/05/2026

EX-MINISTRO ONYX LORENZONI MOSTRA QUEM ESTÁ COM MEDO DA CPI DO MASTER - VÍDEO

Em poucas palavras, ex-ministro Onyx Lorenzoni dá "aula" e mostra quem está com medo da CPMI do Master

Conhecido por seu vasto e importante conhecimento político, Onyx Lorenzoni - ex-ministro do Governo Bolsonaro - soltou o verbo em suas redes sociais:

"Flávio Bolsonaro é o senador que mais tem lutado para que a CPI do Banco Master seja instaurada.

Sabe quem é contra? O PT e todos aqueles que o acusam. Curioso, não é mesmo?

Estou esperando a base do PT no Congresso assinar a CPI!", disse.

Uma verdadeira aula!

Veja:

21/05/2026

PARA DESESPERO DA ESQUERDA OPOSIÇÃO JÁ TEM ASSINATURAS PARA CPI DO MASTER

Oposição pressiona Alcolumbre por CPMI do Banco Master

A oposição cobrou nesta quinta-feira (21/5), em sessão conjunta do Congresso Nacional, a instalação imediata da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) destinada a investigar o Banco Master. Em discursos na tribuna, deputados e senadores afirmaram que o requerimento já reúne o número mínimo de assinaturas exigido pela Constituição e acusaram a presidência do Congresso de atrasar deliberadamente a leitura do pedido.

O líder da oposição no Congresso, Izalci Lucas (PL-DF), afirmou que a comissão poderia ser criada imediatamente caso o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), faça a leitura do requerimento em sessão conjunta. “Há muito tempo existe quantidade de assinaturas necessárias. O que pode realmente acontecer é a CPMI, que depende apenas da leitura aqui na reunião e da instalação imediata”, declarou ao Correio.

Izalci disse ainda que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) também deve intensificar a pressão pela abertura da investigação. Segundo ele, a expectativa da oposição é que a comissão seja instalada para esclarecer quem estaria ou não envolvido nas denúncias ligadas ao banco.

“Vamos cobrar. Compete ao presidente fazer a leitura. A expectativa é que ele realmente faça a leitura e instale, até para colocar essa situação bem clara para todo mundo”, afirmou.

Na mesma linha, o vice-líder do Novo na Câmara, Luiz Lima (RJ), fez um discurso duro em defesa da abertura automática da CPMI. O parlamentar citou dispositivos da Constituição e do Regimento Comum do Congresso para sustentar que a criação da comissão não depende de autorização política da presidência da Casa.

“O Supremo Tribunal Federal reafirmou que, preenchidos os requisitos constitucionais, não é lícito à presidência atrasar ou impedir a instalação de uma CPI”, afirmou.

Luiz Lima argumentou que o requerimento atende às exigências de fato determinado, prazo certo e apoio mínimo de parlamentares. Para ele, o adiamento da leitura enfraquece o papel fiscalizador do Congresso.

“Se há fato determinado, prazo certo e assinaturas suficientes, por que a CPMI não foi instalada? Quem estão tentando proteger?”, questionou.

O deputado Kim Kataguiri (Missão-SP) também defendeu a instalação imediata da comissão e afirmou que a Mesa Diretora do Congresso estaria descumprindo entendimento consolidado do Supremo Tribunal Federal ao não realizar a leitura do requerimento.

Segundo Kim, uma vez cumpridos os requisitos formais, a criação da comissão ocorre automaticamente. “O Supremo Tribunal Federal tem jurisprudência pacífica no sentido de que, atingido um terço das assinaturas necessárias, a presidência deve ler e instalar a CPI”, declarou.

Durante o discurso, o parlamentar afirmou que as investigações precisam alcançar tanto possíveis ligações do Banco Master com integrantes do governo quanto suspeitas envolvendo aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro e membros da família Bolsonaro.

Dark Horse

Apesar da pressão por parte da oposição, instalação da CPMI, se intensificou após a divulgação de áudios, mensagens e suspeitas envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro e o senador Flávio Bolsonaro. As denúncias apontam supostos pedidos de recursos para financiar o filme Dark Horse, produção biográfica sobre Jair Bolsonaro, em negociações que poderiam chegar a US$ 24 milhões — cerca de R$ 134 milhões.

O caso acabou aproximando grupos rivais dentro do Congresso. Enquanto parlamentares governistas defendem uma investigação focada em relações do banco com o bolsonarismo, setores da oposição querem ampliar o escopo da apuração para incluir supostas conexões do Banco Master com integrantes do governo e do Centrão.

Hoje, o principal impasse gira em torno da leitura do requerimento pelo presidente do Congresso. Sem esse ato formal, a CPMI não pode ser instalada oficialmente.

correiobraziliense

15/05/2026

CPI 'POLÍTICA' DO 'CRIME ORGANIZADO' É RESPONSABILIZADA PELO VAZAMENTO DO ÁUDIO DE FLÁVIO

Revelada "origem" política da denúncia que vazou áudio de Flávio Bolsonaro

O jornalista Claudio Dantas trouxe informações relevadoras durante entrevista à TV JCO. A informação de que o senador e pré-candidato à presidência da República, Flavio Bolsonaro, teria pedido dinheiro ao banqueiro Daniel Vorcaro foi divulgada pelo site Intercept.

E a origem dessa informação, de acordo com o jornalista, é a CPI do Crime Organizado.

“Essa CPI tem como presidente o senador Fabiano Contarato e como relator o senador Alessandro Vieira. Alessandro Vieira é o isentão, e o Contarato é um cara do PT, da esquerda.

Eu avisei que essa CPI estava com toda cara de ser orientada para ser instrumentalizada para campanha política.

Não é possível que uma CPI seja usada para fazer fishing expedition [pescaria probatória, prática ilegal no Direito], algo que Alessandro Vieira sempre criticou. Essa CPI vem sendo utilizada de forma criminosa.

Estamos diante da eleição mais importante da história, Lula está usando a máquina, abuso de poder político e econômico, esfolando o cidadão, Lula está fazendo o diabo para ir para o quarto mandato”, ressaltou.

Veja o vídeo:

ESTRANHO: BOLSONARO É O PAI DA SERPENTE 'MASTER', PORÉM OS ALIADOS DE LULA NÃO ASSINAM A CPI

Ex-CPMI do INSS, Viana desafia aliados de Lula a assinar CPMI do Master

O senador Carlos Viana (PSD-MG) desafiou nesta quinta-feira (14), aliados do governo federal a assinarem o requerimento que pede a abertura de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investigará os crimes financeiros do Banco Master.

Segundo o parlamentar, em dois dias de abertura das assinaturas, nenhum dos aliados de Lula (PT) assinou o pedido.

“Bom dia, Brasil. Hoje é o segundo dia de abertura para assinaturas da CPMI do Banco Master. E até agora, nenhum parlamentar do governo Lula assinou o pedido. Nenhum”, disse Viana no X (antigo Twitter).

O pedido de Viana, que foi presidente da CPMI do INSS, vem após forte repercussão de governistas cobrando explicações dos áudios vazados entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL).

“Por isso, estou desafiando publicamente os parlamentares do governo federal a assinarem a CPMI do Banco Master. “Defendem transparência… defendem investigação… defendem a verdade… qual o motivo de não quererem assinar?”, disse Viana.

Após forte repercussão, o senador primogênito de Bolsonaro (PL) afirmou que a busca pelo patrocínio do filme do pai com Vorcaro foi intermediada de forma independente e sem uso de dinheiro público.

“O Brasil merece respostas. Quem não deve, não teme CPMI”, finalizou Viana na publicação.

DP

19/04/2026

NOVO ROUND EM TORNO DA CPI DO CRIME ORGANIZADO SENADORES MIRAM INDICIAMENTO DE MINISTROS DO STF

Senadores miram indiciamento de ministros do STF e iniciam um novo “round” em torno da CPI do Crime Organizado

Os senadores Magno Malta (PL), Eduardo Girão (Novo) e Marcos do Val (Avante) recorreram para tentar anular a rejeição do relatório final da CPI do Crime Organizado.

O relatório, elaborado por Alessandro Vieira (MDB), foi rejeitado por 6 votos a 4. O documento pedia o indiciamento dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes. Além deles, o procurador-geral, Paulo Gonet, também foi alvo do pedido.

Para os autores do recurso, mudanças feitas na composição da comissão às vésperas da deliberação alteraram o equilíbrio interno e influenciaram o resultado.

Segundo os parlamentares, integrantes que acompanharam toda a investigação foram substituídos no dia da votação por outros que não participaram da fase de apuração.

Eles afirmam que isso comprometeu a legitimidade da decisão.

No documento, os senadores classificam a sequência de mudanças como uma reconfiguração do colegiado no momento decisório.

O texto fala em uma “manipulação na configuração da CPI do Crime Organizado, minutos antes da votação”.

O recurso argumenta que a alteração na composição rompeu a continuidade dos trabalhos da comissão. Para os autores, o grupo que votou o relatório não era, na prática, o mesmo que conduziu a investigação.

Eles também apontam possível violação ao princípio da proporcionalidade na formação das comissões parlamentares. A avaliação é de que a redistribuição de vagas entre partidos e blocos teria distorcido a representação política no colegiado.

Outro ponto levantado é o uso das prerrogativas regimentais para substituir membros. Segundo o recurso, essas mudanças não teriam ocorrido de forma ordinária, mas com o objetivo de interferir no desfecho da votação.

Os senadores argumentam ainda que houve desvio de finalidade no uso dessas substituições.

14/04/2026

PRA CIMA, CPI: APÓS PEDIDO DE INDICIAMENTO DE GILMAR, MORAES, TOFFOLI E GONET, GILMAR SURTA

Gilmar "surta" em manifestação após pedido de indiciamento contra ele, Moraes, Toffoli e Gonet

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes acaba de "surtar".

Ele afirmou que o pedido de indiciamento feito pelo relator da CPI do Crime Organizado, Alessandro Vieira (MDB-SE), por crimes de responsabilidade contra ele, Dias Toffoli, Alexandre de Moraes, também ministros da Corte, e contra o Procurador-geral da República, Paulo Gonet, não tem base legal.

No X, Gilmar publicou:

O pedido do relator da CPI do Crime Organizado, voltado ao indiciamento de Ministros do STF sem base legal, nos leva a uma reflexão sobre o papel e os poderes das CPIs. Tanto pior quando o pedido flerta com arbitrariedades, como a criminalização de decisões que concedem habeas corpus diante de abuso de poder.

É elementar, até mesmo para um estudante de Direito, que o indiciamento constitui ato privativo de delegado de polícia e não se aplica a crimes de responsabilidade, que seguem procedimento próprio previsto na Lei 1.079/1950. Essa lei, ao definir as competências e o rito do impeachment, atribui o processamento e o julgamento do pedido a órgãos específicos — como a Mesa do Senado, a Comissão Especial e o Plenário da Casa — sem sequer prever a atuação de CPIs nesse procedimento. Igualmente grave é a tentativa de criminalizar a concessão de habeas corpus — expediente conhecido como “crime de hermenêutica”, que já em 1896 Rui Barbosa denunciava como tentativa tacanha de substituir a consciência de juízes independentes pelo arbítrio de governos prepotentes.

Também chama atenção o fato de que, conforme apontado por jornalistas independentes, uma CPI instaurada após o massacre de 120 pessoas nos Complexos do Alemão e da Penha no ano passado, não tenha promovido sequer a quebra de sigilos de milicianos ou integrantes das facções que controlam territórios no Rio de Janeiro. Por isso, é no mínimo perturbador que o relator, enquanto integrante de carreira policial, tenha fechado olhos para seus colegas que, traindo a boa imagem da instituição, cruzaram para o lado sombrio das milícias. O relatório revela verdadeira cortina de fumaça, ao deixar de enfrentar o grave problema a que se propôs e ao dedicar-se a engrossar a espuma midiática contra o STF, na expectativa de produzir dividendos eleitorais para certos atores políticos.

As CPIs são instrumentos legítimos e essenciais ao controle do exercício do poder. Seu emprego para fins panfletários ou de constrangimento institucional, contudo, compromete sua credibilidade e reforça a necessidade de modernização da legislação sobre crimes de responsabilidade — tema que já se encontra em debate no Congresso. Excessos desse quilate podem caracterizar abuso de autoridade e devem ser rigorosamente apurados pela Procuradoria-Geral da República.

JCO

CULPABILIDADE: COM A INTENÇÃO DE BARRAR RELATÓRIO DA CPI GOVERNO TROCA MEMBROS DA COMISSÃO

Governo troca membros da CPI para tentar barrar relatório que pede impeachment de ministros do STF e do PGR

Aliados do governo se articularam nesta terça-feira, 14, para barrar o relatório final da CPI do Crime Organizado que pede o indiciamento e a abertura de processo de impeachment contra três ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e contra o procurador-geral da República, Paulo Gonet.

Os governistas conseguiram mudar parte dos integrantes do colegiado. Saíram três senadores que votariam a favor do documento e entraram no lugar deles outros três parlamentares orientados a dar voto contrário.

A mobilização atendeu a uma pressão de integrantes do STF que acabaram como os principais alvos do relatório do senador Alessandro Vieira (MDB-SE). Prevista para a manhã desta terça, a reunião convocada para apresentação e votação do relatório chegou a ser adiada para esta tarde.

A CPI tem 11 senadores titulares, dos quais dez votam, e sete suplentes. Com as mudanças, o placar previsto é de quatro votos favoráveis ao texto de Alessandro Vieira e seis contrários.

Saíram: Sérgio Moro (PL-PR), Wellington Fagundes (PL-MT), Jorge Kajuru (PSB-GO) e Marcos do Val (Avante-ES). Moro, Kajuru e Do Val eram titulares e votariam a favor do relatório.

Entraram: Beto Faro (PT-PA), Marcos Rogério (PL-RO), Soraya Thronicke (PSB-MS) e Teresa Leitão (PT-PE). Os dois petistas e Soraya se tornaram titulares e vão votar contra o texto de Alessandro Vieira.

As substituições se deram a partir de pressão do governo sobre os líderes dos blocos partidários que indicam os membros da CPI.

No caso de Sérgio Moro, por exemplo, ele fazia parte do bloco Parlamentar Democracia quando era filiado ao União Brasil. Como migrou ao PL para disputar a eleição a governador do Paraná, a liderança do bloco, composto por MDB, PSDB, Podemos e União, aproveitou para retirá-lo hoje, e com isso Moro perdeu o assento na CPI.

O líder do bloco era Efraim Filho (União-PB), que também migrou para o PL. A determinação da troca se deu por meio de Eduardo Braga (MDB-AM), aliado do governo e líder do MDB no Senado, o maior partido do bloco.

O PSB e o PSD formam o bloco Resistência Democrática, liderado pela senadora Eliziane Gama (PSD-MA), aliada do governo. Soraya é governista e a entrada dela no lugar de Kajuru garante um voto a mais conforme os interesses do Palácio do Planalto.

O pedido de indiciamento contra ministros do STF é inédito na história das CPIs do Congresso.

Estadão Conteúdo

BRAVO: 'MIREI MINISTROS DO STF PORQUE DECISÕES LIMITARAM A ATUAÇÃO DA CPI' - DIZ RELATOR DA CPI DO CRIME ORGANIZADO

Relator diz que mirou ministros do STF porque decisões limitaram atuação da CPI do Crime Organizado

O relator da CPI do Crime Organizado, Alessandro Vieira (MDB-SE), afirmou que decidiu concentrar os indiciamentos em ministros do STF e no procurador-geral da República, Paulo Gonet, após decisões judiciais que, segundo ele, dificultaram o avanço das investigações.

Segundo o senador, a comissão enfrentou “decisões sucessivas negativas do STF”. Em entrevista no Senado, ele disse que essas limitações impediram a CPI de aprofundar apurações sobre crime organizado e influenciaram a escolha de focar nos crimes de responsabilidade.

“A CPI esgota seu prazo hoje. Vocês acompanharam as dificuldades que nós enfrentamos, as restrições, decisões sucessivas negativas do STF e a falta de pessoal”, diz o relator.

“Na introdução do tópico que fala de indiciamento, a gente deixa clara a escolha que fazemos. O indiciamento por crime comum exige um conjunto probatório mais robusto. Vou dar um exemplo didático: eu precisaria ter quebras de sigilo mais robustas para identificar o crime de corrupção”, afirmou Alessandro Vieira (MDB-SE), relator da CPI.

Segundo o relator, a escolha por crimes de responsabilidade foi uma estratégia jurídica

Vieira pediu o indiciamento de Toffoli, Moraes e Gilmar Mendes, além do procurador-geral da República. O relatório sugere que eles cometeram crimes de responsabilidade.

Ele explicou que esse tipo de infração pode ser investigado e julgado diretamente pelo Senado, ao contrário dos crimes comuns, que dependeriam de apuração pelo próprio STF ou pela Procuradoria-Geral da República.

Essa justificativa aparece em um capítulo específico do relatório dedicado aos indiciamentos. No documento, Vieira afirma que a CPI enfrentou “barreiras políticas e institucionais” e decidiu concentrar os pedidos em autoridades que estariam fora do alcance dos meios tradicionais de investigação criminal.

UTOPIA: INDICIAMENTO DE MORAES, TOFFOLI, GILMAR E GONET É PEDIDO NO RELATÓRIO FINAL DA CPI DO CRIME ORGANIZADO

Relatório final da CPI do Crime Organizado pede indiciamento de Moraes, Toffoli, Gilmar e Gonet

O relatório final da CPI do Crime Organizado pede o indiciamento, por crimes de responsabilidade, dos ministros do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, além do procurador-geral da República, Paulo Gonet. O parecer do senador Alessandro Vieira (MDB-SE) será apresentado e debatido no colegiado, que encerra seus trabalhos nesta terça-feira (14). O documento ultrapassa 200 páginas.

É a primeira vez que uma CPI do Congresso pede o indiciamento de ministros da Suprema Corte. Alessandro Vieira (MDB-SE) encerra o parecer, sugerindo que o documento seja encaminhado à Mesa do Senado Federal para as providências de abertura de processo de impeachment, previsto na Constituição e na lei, contra as autoridades.

No caso de Dias Toffoli, são citados julgamentos em situação de suspeição, em razão de vínculos empresariais indiretos com investigados, além de decisões e comportamentos que, segundo o parecer da CPI, indicariam conflito de interesses e interferência em investigações.

Já Alexandre de Moraes é apontado por atuar em processos nos quais haveria impedimento, diante de relações financeiras envolvendo o escritório de sua esposa com a empresa investigada, além de suposta atuação para restringir o alcance das apurações da CPI.

O relatório também atribui ao ministro Gilmar Mendes conduta incompatível com o decoro, ao anular medidas investigativas e determinar a inutilização de dados relevantes, o que, segundo a CPI, teria comprometido as apurações.

Em relação ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, o documento sustenta que houve omissão, diante de indícios considerados robustos contra autoridades, caracterizando uma falha no cumprimento das atribuições institucionais.

28,5 milhões de pessoas vivem em áreas com presença do crime organizado

O relatório aponta, também, a dimensão do problema estrutural do crime no país, com o mapeamento de 90 organizações criminosas, sendo duas de atuação nacional e transnacional, presentes em 24 estados e no Distrito Federal. Os dados indicam que pelo menos 28,5 milhões de brasileiros vivem em áreas com presença do crime organizado e que cerca de 26% do território nacional estaria sob algum tipo de governança do crime. O documento também registra mais de 44 mil mortes violentas intencionais em 2024.

Antes de encerrar, a comissão esperava contar com o depoimento do ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, mas ele enviou comunicado informando que não poderá comparecer em razão de um quadro de lombalgia aguda.

CNN

07/04/2026

POR QUE SERÁ QUE O HERÓI DA ESQUERDA QUER 'MELAR' A CPI DO MASTER?

Alessandro Vieira diz que Moraes ameaça Coaf para evitar investigação de CPI contra o Master

O relator da CPI do Crime Organizado, Alessandro Vieira (MDB-SE), criticou decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) que, segundo ele, têm inviabilizado os trabalhos da comissão e a investigação contra crimes de colarinho branco. Afirmou ainda que o ministro Alexandre de Moraes “ameaça” o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) para evitar a obtenção de informações pela comissão.

“O Coaf está constrangido, o Coaf está ameaçado pelo Ministro Alexandre de Moraes para que não entregue relatórios de inteligência financeira sob pena de cometer uma série de crimes e ilícitos. Por quê? O que tem de tão grave que tem que esconder? São os voos nos aviões de Vorcaro? Não dá mais para esconder. A CPI já mostrou.”

No fim do mês passado, Moraes tomou decisão em que impôs restrições ao compartilhamento de relatórios de atividade financeira produzidos pelo órgão com investigações. Dentre as determinações, está a exigência de abertura de investigação criminal ou procedimento administrativo formal já instaurado.

Também é obrigatório justificar “pertinência temática” e identificação do investigado.

Moraes voou pelo menos oito vezes a bordo de aviões ligados ao dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. Um deles, ocorreu um dia antes de o ministro se reunir com o banqueiro.

A informação parte do cruzamento de registros de entrada no terminal de voos executivos do Aeroporto de Brasília com a movimentação de aeronaves e conversas entre Vorcaro a ex-namorada Martha Graeff.

No diálogo por mensagens entregue à CPI do INSS, ele relata reunião com Moraes no dia seguinte ao embarque de Moraes em Brasília.

Às 18h39 de 8 de agosto de 2025, o banqueiro escreveu para Martha Graeff, em duas mensagens de texto: “Tô com Alexandre e tenho reunião depois com Ciro”. Essas seriam referências ao ministro do STF e ao senador Ciro Nogueira (PP-PI).

Conforme revelou o Estadão, o ministro e a mulher, a advogada Viviane Bareci de Moraes, triplicaram o patrimônio imobiliário desde que ele tomou posse na Corte, em março de 2017. O enriquecimento foi acelerado nos últimos cinco anos com o investimento de R$ 23,4 milhões em casas, apartamentos, terrenos e salas comerciais em São Paulo e no Distrito Federal. O casal mantém, atualmente, 17 imóveis avaliados em R$ 31,5 milhões.

Vieira também criticou o agora ex-governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), que renunciou ao cargo no fim de março deste ano, e não compareceu ao seu depoimento, nesta terça-feira, 4, após conseguir habeas corpus do ministro André Mendonça que tornou sua presença facultativa.

Vieira citou que, mesmo após a demonstração de que as carteiras do Master eram fraudulentas, o Banco de Brasília, o BRB, adquiriu R$ 20 bilhões em ativos ligados à instituição financeira de Daniel Vorcaro.

“No Brasil, a lei só vale para pobre. Essa é a realidade, infelizmente. Eu fico impressionado com como alguém pode pedir a confiança dos brasileiros ou dos moradores do DF e depois não tem coragem de prestar contas”, disse.

09/03/2026

ABERTURA DE CPI CONTRA MORAES E TOFFOLI TEM NÚMERO MÍNIMO DE ASSINATURAS - DIZ SENADOR ALESSANDRO VIEIRA (MDB-SE)

Senador obtém número mínimo de assinaturas para pedir abertura de CPI contra Moraes e Toffoli por caso Master

O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) afirmou nesta segunda-feira (9) que já reuniu o número mínimo de assinaturas para protocolar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) destinada a investigar a atuação dos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, no escândalo envolvendo o Banco Master.

São necessárias 27 assinaturas para apresentar o requerimento, e até a tarde desta segunda o pedido já contava com 29 apoios. Mesmo assim, o senador disse que pretende ampliar o número antes de protocolar formalmente a CPI.

A iniciativa ganhou força após a divulgação de mensagens encontradas no celular do banqueiro Daniel Vorcaro, que indicariam conversas com Moraes. Reportagem também apontou ligação de um empreendimento ligado a familiares de Toffoli com fundos relacionados ao banco.

A oposição no Senado lidera a articulação. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) assinou o pedido após o número mínimo já ter sido alcançado.

Paralelamente, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), anunciou que apresentará um pedido de impeachment contra Moraes no Senado. Outros pedidos semelhantes também foram protocolados contra ministros do STF neste ano.

Pela legislação brasileira, cabe ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), decidir se dá andamento ou não às solicitações.

Veja quem assinou a lista pedindo a CPI:

  1. Alessandro Vieira (MDB-SE)
  2. Astronauta Marcos Pontes (PL-SP)
  3. Eduardo Girão (Novo-CE)
  4. Magno Malta (PL-ES)
  5. Luis Carlos Heinze (PP-RS)
  6. Sergio Moro (União-PR)
  7. Esperidião Amin (PP-SC)
  8. Carlos portinho (PL-RJ)
  9. Styvenson Valentim (PSDB-RN)
  10. Marcio Bittar (PL-AC)
  11. Plínio Valério (PSDB-AM)
  12. Jaime Bagattoli (PL-RO)
  13. Oriovisto Guimarães (PSDB-PR)
  14. Damares Alves (Republicanos-DF)
  15. Cleitinho (Republicanos-MG)
  16. Hamilton Mourão (Republicanos-RS)
  17. Vanderlan Cardoso (PSD-GO)
  18. Jorge Kajuru (PSB-GO)
  19. Margareth BUzetti (PP-MT)
  20. Alan Rick (Republicanos-AC)
  21. Wilder Morais (PL-GO)
  22. Izalci Lucas (PL-DF)
  23. Mara Gabrilli (PSD-SP)
  24. Marcos do Val (Podemos-ES)
  25. Rogério Marinho (PL-RN)
  26. Flávio Arns (PSB-PR)
  27. Laércio Oliveira (PP-SE)
  28. Dr. Hian (PP-RR)
  29. Flávio Bolsonaro (PL-RJ)

Com informações de Estadão

25/02/2026

SE NÃO TEM NADA A TEMER, FAÇAM CARREIRA!

CPI do Crime aprova convites a Moraes e Dias Toffoli e convoca Vorcaro

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado do Senado aprovou, nesta quarta-feira (25/2), o convite de comparecimento aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e Dias Toffoli. O colegiado também convidou Viviane Barci, esposa de Moraes.

A CPI aprovou uma série de requerimentos que miram o caso do Banco Master, incluindo a convocação do banqueiro Daniel Vorcaro e do seu ex-sócio Augusto Lima. Familiares do ex-relator do caso no STF, Dias Toffoli, também foram convocados.

O convite é de comparecimento opcional. Somente pessoas convocadas são obrigadas a se apresentar ao colegiado. A votação foi simbólica.

A CPI também aprovou as quebras de sigilo da Maridt Participações S.A, empresa ligada ao ministro Dias Toffoli; do Banco Master e do fundo Reag. Integrantes da oposição tentaram aprovavar quebras de sigilo do escritorio chefiado por Viviane Barci, que prestou serviços ao Master em contratos milionários, mas foram tirados de pauta por “falta de nexo causal”.

O vazamento das ligações de familiares de ministos ao caso Master, repercutidos pela imprensa, levantaram suspeitas a respeito do possível vazamento de informações sigilosas sobre familiares de ministros.

Também foram convidados o ministro da Casa Civil, Rui Costa, e o ex-ministro de Lula, Guido Mantega, a respeito de reuniões com Vorcaro no Palácio do Planalto com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Também foi convidado o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo.

A CPI ainda analisa convocações do ex-ministro da Fazenda, Paulo Guedes, e do ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, destacados por integrantes da oposição aliada ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Metrópoles

10/02/2026

MEDIDAS CONTRA MINISTROS DO STF SÃO ESCLARECIDAS PELO RELATOR DA CPI DO CRIME ORGANIZADO

URGENTE: Relator da CPI do Crime Organizado esclarece medidas contra ministros do STF

O relator da CPI do Crime Organizado, senador Alessandro Vieira, acaba de esclarecer quais as medidas que estão prestes a ser tomadas envolvendo dois ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes e Dias Toffoli.

Ele salienta que a investigação é meramente técnica. Os dois ministros aparentemente tem proximidade com os controladores do Banco Master e tomaram posturas que são incomuns.

O senador elenca alguns fatos e deixa claro que a investigação será realizada, os sigilos serão quebrados e os depoimentos de envolvidos serão realizados, incluindo a advogada Viviane Barci, esposa de Moraes e parentes de Toffoli.

Que assim seja...

Veja o vídeo:

06/02/2026

CPI DO CRIME ORGANIZADO: MARCOLA, MARCINHO VP E BEIRA-MAR PODEM SER CONVOCADOS PARA DEPOR

Magno Malta quer convocar Marcola, Marcinho VP e Beira-Mar

Nesta quinta-feira (5), o senador Magno Malta (PL) protocolou três pedidos para que a CPI do Crime Organizado convoque Marcola, Marcinho VP e Fernandinho Beira-Mar. Malta argumenta que a comissão precisa buscar informações diretamente com as principais lideranças do crime organizado.

– A CPI tem o dever constitucional de esgotar todas as vias para compreender a real dimensão da ameaça que o crime organizado representa para a segurança nacional – disse o senador.

Marcola é apontado como líder do PCC. Já Marcinho VP e Fernandinho Beira-Mar têm ligação com o Comando Vermelho (CV). As informações são da coluna de Paulo Cappelli, do Metrópoles.

05/02/2026

CPI DO BANCO MASTER: SAIBA QUAIS PARLAMENTARES DO RN ASSINARAM

Seis parlamentares do RN assinam pedidos para abrir CPI sobre fraudes envolvendo banco Master

Seis parlamentares do Rio Grande do Norte assinaram pedidos para a abertura de Comissões Parlamentares de Inquérito (CPI) no Congresso Nacional para apurar fraudes envolvendo o banco Master, que foi liquidado pelo Banco Central em novembro de 2025 e é pivô de uma investigação da Polícia Federal sobre fraudes no sistema financeiro.

Até agora, dois pedidos foram apresentados no Congresso.

O maior deles foi apresentado nesta terça-feira 3. Um requerimento de autoria do deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ) pede a instalação de uma CPI mista — que, se criada, terá deputados federais e senadores como integrantes. Cinco parlamentares do RN assinam o pedido: os deputados Carla Dickson (União), General Girão (PL) e Sargento Gonçalves (PL) e os senadores Rogério Marinho (PL) e Styvenson Valentim (PSDB).

Esse requerimento tem, ao todo, a assinatura de 239 deputados e 42 senadores, majoritariamente da oposição. Apenas um petista, o senador Fabiano Contarato (ES), é subscritor do requerimento. Eram necessárias as assinaturas de 171 deputados e 27 senadores.

O outro pedido apresentado é para abertura de uma CPI na Câmara dos Deputados. Esse outro requerimento é de autoria do deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF). O pedido tem 201 assinaturas — eram necessários, no mínimo, 171 apoios. Da bancada potiguar, assinam o pedido os deputados Carla Dickson (União), Natália Bonavides (PT) e Sargento Gonçalves (PL).

Diferentemente do caso de Jordy, o PT apoia a CPI de Rollemberg, que se antecipou a Jordy no protocolo. A sigla do presidente Luiz Inácio Lula da Silva deu 42 assinaturas; do lado do PL, 34 deputados apoiaram essa proposta.
Caso Master

O Master está no centro das investigações da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que investiga suspeitas de fraudes bilionárias em operações do banco de Daniel Vorcaro e o BRB, instituição financeira controlada pelo governo do Distrito Federal.

O banco foi liquidado extrajudicialmente em novembro, pelo Banco Central, e deixou para o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) o ressarcimento de clientes da ordem de R$ 40 bilhões. No entanto, dada a ampla rede de contatos de Vorcaro em Brasília, o caso tem vários desdobramentos políticos, com desdobramentos até mesmo na cúpula do Judiciário.

São investigadas pela PF fraudes financeiras estimadas em mais de R$ 12,2 bilhões, a constituição de fundos e ativos supostamente inexistentes, a falsificação de contratos e manipulação contábil, bem como a tentativa de transferência de passivos a instituição financeira estatal, caso do BRB, com potenciais danos ao patrimônio público.

27/01/2026

QUEBRA NÃO, XANDÃO DEIXA NÃO!

Relator da CPI do Crime Organizado vai pedir a quebra do sigilo da mulher de Moraes

Será que a advogada Viviane Barci de Moraes ‘sobreviveria’ caso o sigilo de seu escritório de advocacia fosse quebrado? Ora, o ministro já devassou a vida de tanta gente, assim diante do envolvimento da esposa com o Banco Master, parece algo natural a quebra do sigilo de quem fez um contrato em cifras gigantescas e que até o momento não foram esclarecidas.

Nesse sentido, o senador Alessandro Vieira (MDB-SE), relator da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Crime Organizado, pretende entrar com um requerimento para quebrar o sigilo do escritório da advogada Viviane Barci de Moraes. O pedido colocaria o caso Master nas investigações da comissão.

A advogada estaria envolvida com o processo de venda do Master para o BRB (Banco de Brasília). Seu escritório teria ganhado força com sua contratação pelo banco de Daniel Vorcaro. Honorários seriam de R$ 131.275.071,72 em 36 meses. Viviane e o Banco Master nunca negaram as informações.

26/01/2026

VIABILIDADE DE CPI DO CASO MASTER TEM DÚVIDA DOS LÍEDERES DO CENTRÃO

Líderes do Centrão duvidam de viabilidade de CPI do caso Master

Com a explosão do caso do Banco Master em pleno recesso, parlamentares de direita e esquerda começaram a protocolar pedidos de abertura de Comissão Parlamentares de Inquérito (CPIs) para explorar o tema. Com a aproximação da volta dos trabalhos parlamentares, que será em fevereiro, as articulações em torno disso vão ficando mais intensas.

Líderes do Centrão, no entanto, resistem à ideia. Ouvido pelo Metrópoles em condição de reserva, um cacique afirmou que a abertura de uma investigação até deveria acontecer, “mas há forças internas trabalhando contra”. Esse influente político firma que há “muita gente amiga” envolvida no caso.

As figuras centrais de partidos do centro avaliam que o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), deve consultar os líderes na reunião marcada para a próxima semana, na quarta-feira (28) para saber se há maioria ou não para abrir a comissão de inquérito e um integrante de um partido do Centrão admite que “não será fácil”.

Ainda que haja resistências importantes, o entendimento entre parlamentares também é de que, devido à gravidade do tema, “pegaria muito mal”, nas palavras de um deles, que o Congresso não investigue o escândalo bilionário.

O imbróglio do Banco Master no Congresso 

Parlamentares de direita e esquerda pedem CPI/CPMI sobre o caso Banco Master, mas líderes do Centrão resistem, alegando pressões internas e envolvimento de “gente amiga”.

Hugo Motta deve consultar líderes na próxima semana para medir apoio; apesar da gravidade, há receio de desgaste político, sobretudo em ano eleitoral.

No Senado, a tendência é concentrar as investigações na CAE, presidida por Renan Calheiros, com poderes para convocações, pedidos de informação e propostas legislativas.

O Banco Master foi liquidado em novembro; o dono, Daniel Vorcaro, é investigado pela PF no STF, e um liquidante conduz o ressarcimento de credores e apuração de irregularidades.

No Senado, os líderes pretendem que as investigações fiquem a encargo da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado (CAE), presidida por Renan Calheiros (MDB-AL).

O senador apresentou uma instrução normativa que permitirá aos integrantes do colegiado “realizar e sistematizar todos os atos legislativos voltados ao efetivo acompanhamento, tais como a apresentação de requerimentos de convocação de envolvidos e autoridades pertinentes, requerimentos de informação e a proposição de iniciativas legislativas relacionadas ao tema”.

Os integrantes do grupo de trabalho também poderão apresentar pedidos de informação a autoridades competentes e propor iniciativas legislativas sobre o tema.

Caso Master

A crise envolvendo o Banco Master ganhou força em novembro do ano passado, quando a instituição teve sua liquidação decretada pelo Banco Central.

O dono do banco, Daniel Vorcaro, é investigado pela Polícia Federal (PF) em um inquérito que corre em sigilo no Supremo Tribunal Federal (STF).

Com a decretação da liquidação, todas as operações da instituição foram imediatamente paralisadas. A decisão também resultou no afastamento dos administradores responsáveis pela gestão do banco até então, encerrando oficialmente sua atuação no mercado.

Para conduzir o processo, foi nomeado um liquidante, encarregado de mapear ativos e passivos, identificar eventuais ilegalidades e organizar o pagamento dos credores. Esse ressarcimento segue uma ordem legal específica, definida para minimizar prejuízos e garantir o cumprimento das normas do sistema financeiro.

Metrópoles

23/12/2025

CPI SOBRE CONTRATO DO MASTER COM A MULHER DE MORAES É DEFENDIDA POR SENADOR ESQUERDISTA

Senador defende CPI sobre contrato do Master com escritório da esposa de Moraes

O Senado Federal deverá avaliar a criação de CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar denúncias envolvendo um contrato milionário entre o Banco Master e o escritório de advocacia da família do ministro do STF Alexandre de Moraes. A proposta de criação de CPI não é de bolsonarista e sim do senador Alessandro Vieira (MDB-SE), próximo do governo Lula (PT).

Atual relator da CPI do Crime Organizado, Vieira anunciou que irá coletar assinaturas para a nova investigação logo após o recesso parlamentar. Ele acha que o valor do contrato de R$129 milhões do banco de Daniel Vorcaro com o escritório de advocacia chefiado pela esposa de Moraes, Viviane Barci de Moraes, estaria “fora dos padrões da advocacia” e envolve suspeitas de “atuação direta do magistrado” em favor do Master.

Alessandro Vieira anunciou sua decisão de propor CPI sobre um caso em um post na rede social X:

“Após o recesso vou coletar as assinaturas para investigação de notícias sobre um contrato entre o banco Master e o escritório da família do ministro Moraes, de 129 milhões de reais, fora do padrão da advocacia, além desta notícia de atuação direta do ministro em favor do banco”.

A denúncia de que Moraes procurou ao menos quatro vezes o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, para fazer pressão em favor do Banco Master, foi publicada pela colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo. A colunista informou ter ouvido seis fontes sobre o fato.

Segundo a notícia, foram feitos três contatos por telefones e um encontro presencialmente com Galípolo. Em um deles, o ministro teria pedido que o Banco Central aprovasse o negócio a compra do Master pelo BRB. Na ocasião, a venda havia sido anunciada pelas instituições, mas estava pendente de autorização da autoridade monetária.

Coisas consideradas estranhas por parlamentares de oposição têm acontecido no caso do Banco Master, como as decis∫oes do ministro Dias Toffoli, seu relacionamento com advogados contratados por ex-diretores que chegaram a ser presos e também a proibição por ele determinada de acesso da CPMI do INSS a dados e documentos provenientes de quebra de sigilos do Master e de Vorcaro.

11/11/2025

HAJA CPI: CPI DA COP30 VEM POR AÍ...

Oposição coleta assinaturas para CPI da COP30

Diante das novas evidências de irregularidades e do colapso logístico e financeiro da COP30, o líder da Oposição na Câmara, deputado federal Zucco (PL-RS), retomou a coleta de assinaturas para a criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPMI) da COP30.

De acordo com Zucco, o requerimento já protocolado anteriormente, conta com cerca de 100 assinaturas e deve ganhar novo impulso após o agravamento das denúncias e o avanço das investigações no Tribunal de Contas da União (TCU).

“Não se pode normalizar um evento bilionário que virou um símbolo de desperdício e má gestão. O TCU precisa agir, e o Congresso deve investigar a fundo quem ganhou e quem lucrou com esse modelo de cooperação fajuto”, afirmou Zucco, ao anunciar a retomada da mobilização.

A iniciativa ganha força em meio às apurações que correm no TCU sobre repasses bilionários do governo Lula (PT) à Organização dos Estados Ibero-americanos (OEI) — uma ONG de origem espanhola contratada sem licitação para organizar a conferência climática.

Desde o início do ano, a Oposição vem denunciando o que chama de “esquema institucionalizado de desvio de recursos via cooperação técnica internacional”.

De acordo com documentos apresentados por Zucco, a OEI teria recebido quase R$ 1 bilhão em repasses públicos para executar contratos de eventos, shows e feiras, atuando como intermediária em serviços que deveriam seguir as normas da Lei de Licitações (Lei 14.133/2021).

Em março, o deputado protocolou representação formal no TCU pedindo a suspensão imediata dos repasses e a investigação de todo o modelo de cooperação. Segundo o pedido, a entidade estaria burlando a legislação brasileira ao subcontratar empresas sem licitação e reter taxas de até 10% sob o pretexto de “administração”.

A representação, relatada pelo ministro Bruno Dantas, segue tramitando no TCU, e já apontou fortes indícios de sobrepreço, irregularidades contratuais e falta de transparência.

“Estamos falando de uma ONG estrangeira que atua como atravessadora, sem qualquer vínculo com a ONU, e que se apropriou de quase um bilhão de reais para prestar serviços básicos de hotelaria, montagem de estrutura e logística de eventos. Isso é uma afronta à legalidade e ao interesse público”, reforçou Zucco.

DP