14/04/2026

BRAVO: 'MIREI MINISTROS DO STF PORQUE DECISÕES LIMITARAM A ATUAÇÃO DA CPI' - DIZ RELATOR DA CPI DO CRIME ORGANIZADO

Relator diz que mirou ministros do STF porque decisões limitaram atuação da CPI do Crime Organizado

O relator da CPI do Crime Organizado, Alessandro Vieira (MDB-SE), afirmou que decidiu concentrar os indiciamentos em ministros do STF e no procurador-geral da República, Paulo Gonet, após decisões judiciais que, segundo ele, dificultaram o avanço das investigações.

Segundo o senador, a comissão enfrentou “decisões sucessivas negativas do STF”. Em entrevista no Senado, ele disse que essas limitações impediram a CPI de aprofundar apurações sobre crime organizado e influenciaram a escolha de focar nos crimes de responsabilidade.

“A CPI esgota seu prazo hoje. Vocês acompanharam as dificuldades que nós enfrentamos, as restrições, decisões sucessivas negativas do STF e a falta de pessoal”, diz o relator.

“Na introdução do tópico que fala de indiciamento, a gente deixa clara a escolha que fazemos. O indiciamento por crime comum exige um conjunto probatório mais robusto. Vou dar um exemplo didático: eu precisaria ter quebras de sigilo mais robustas para identificar o crime de corrupção”, afirmou Alessandro Vieira (MDB-SE), relator da CPI.

Segundo o relator, a escolha por crimes de responsabilidade foi uma estratégia jurídica

Vieira pediu o indiciamento de Toffoli, Moraes e Gilmar Mendes, além do procurador-geral da República. O relatório sugere que eles cometeram crimes de responsabilidade.

Ele explicou que esse tipo de infração pode ser investigado e julgado diretamente pelo Senado, ao contrário dos crimes comuns, que dependeriam de apuração pelo próprio STF ou pela Procuradoria-Geral da República.

Essa justificativa aparece em um capítulo específico do relatório dedicado aos indiciamentos. No documento, Vieira afirma que a CPI enfrentou “barreiras políticas e institucionais” e decidiu concentrar os pedidos em autoridades que estariam fora do alcance dos meios tradicionais de investigação criminal.

Nenhum comentário: