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29/07/2026

É DITADURA QUE SE CHAMA?

Moraes não analisa há quase 1 ano pedido de progressão de ‘Débora do batom’

Nesta terça-feira, 28, a defesa de Débora Rodrigues denunciou a demora do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para analisar o pedido de progressão ao regime semiaberto para a cabeleireira.

Ela ficou conhecida em virtude de ter escrito, com batom, a frase “perdeu, mané” na estátua A Justiça, em frente ao STF, durante o 8 de janeiro.

De acordo com os advogados Hélio Júnior e Taniéli Telles, Débora já cumpriu o tempo mínimo necessário para obter o benefício.

Conforme Júnior e Taniéli, o primeiro requerimento foi apresentado em 8 de agosto de 2025, há quase um ano.

A defesa voltou a pleitear o benefício em 15 de outubro de 2025 e reiterou a solicitação em manifestações apresentadas em fevereiro, maio e junho deste ano.

“Apesar do transcurso de quase 12 meses desde o primeiro pedido, ainda não houve apreciação definitiva acerca da progressão de regime”, afirmou a defesa, em petição obtida pela coluna com exclusividade.

“Não é juridicamente admissível que uma pessoa permaneça submetida aos efeitos de regime mais gravoso simplesmente porque o Poder Judiciário ainda não apreciou pedidos regularmente formulados ou porque diligências administrativas permaneceram pendentes durante meses, sobretudo quando tais diligências resultaram na completa inexistência de qualquer irregularidade”, disseram.

Débora Rodrigues não violou a tornozeleira

Mais cedo, a Secretaria da Administração Penitenciária de São Paulo informou que Débora não violou a tornozeleira eletrônica.

A informação consta de um ofício enviado a Moraes, ao qual Oeste teve acesso.

O documento responde a uma determinação do juiz do STF, que, ontem, deu cinco dias para o órgão paulista esclarecer ocorrências registradas nos relatórios de monitoramento eletrônico de Débora.

Conforme o órgão, as ocorrências decorreram exclusivamente de oscilações no sinal do sistema de geolocalização por satélite, conhecido pela sigla GNSS.
Nota da defesa

A Oeste, os advogados enviaram a seguinte nota em primeira mão:

“A defesa de Débora Rodrigues dos Santos informa que protocolou o primeiro pedido de progressão de regime em 8 de agosto de 2025.

Passados quase 12 meses, o pedido continua sem análise definitiva, apesar das sucessivas manifestações dos advogados, da apresentação de novos documentos e do cumprimento das diligências determinadas ao longo da execução penal.

Durante esse período, a defesa apresentou diversos requerimentos para a homologação das remições, a atualização do cálculo da pena, a retificação do atestado de pena e o reconhecimento dos benefícios previstos na Lei de Execução Penal.

Os documentos oficiais juntados mais recentemente aos autos afastaram os principais pontos que ainda dependiam de esclarecimento.

A própria Polícia Penal do Estado de São Paulo informou não ter constatado nenhuma violação no monitoramento eletrônico. Segundo o órgão, os registros decorreram de oscilações técnicas do sistema.

Da mesma forma, a Procuradoria-Geral da República consignou que a sindicância instaurada não resultou no reconhecimento de falta grave”.

28/07/2026

DITADURA BRABA: É INADMISSÍVEL O QUE ESTÃO FAZENDO COM ESSA CIDADÃ

Novamente, Moraes vai pra cima de Débora do Batom

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que órgãos responsáveis pelo sistema penitenciário de São Paulo apresentem informações detalhadas sobre o cumprimento da pena de Débora Rodrigues dos Santos, conhecida como Débora do Batom. A decisão busca esclarecer registros de falhas no monitoramento da tornozeleira eletrônica utilizada pela condenada.

Na determinação assinada nesta segunda-feira (27), Moraes concedeu prazo de cinco dias para que o Núcleo de Monitoramento de Pessoas da Secretaria da Administração Penitenciária paulista informe se as ocorrências de ausência de sinal de GPS verificadas em relatórios recentes decorreram de problemas técnicos no equipamento ou de eventual descumprimento das medidas cautelares impostas.

A apuração pretende definir se houve alguma violação das condições estabelecidas para o cumprimento da prisão domiciliar ou se os registros são consequência de limitações operacionais do sistema eletrônico de monitoramento.

A defesa de Débora sustenta que as notificações de perda de sinal não representam tentativa de evasão ou descumprimento das determinações judiciais. Segundo os advogados, essas ocorrências decorrem de instabilidades próprias da tecnologia empregada no monitoramento eletrônico e, por isso, não configurariam falta grave, que exigiria uma conduta voluntária e intencional por parte da condenada.

Além das questões relacionadas à tornozeleira eletrônica, a decisão do ministro também trata do pedido de remição de pena por estudo. Moraes determinou que a Penitenciária Feminina de Tremembé informe se os cursos intitulados "Reescrevendo minha história", realizados por Débora, possuem convênio com o Poder Público e se fazem parte do projeto pedagógico oficial da unidade prisional.

Essas informações serão utilizadas para verificar se as atividades educacionais atendem aos requisitos legais necessários para o abatimento da pena.

Anteriormente, a Procuradoria-Geral da República (PGR) manifestou-se favoravelmente ao reconhecimento de 212 dias de remição de pena em razão de atividades de leitura, trabalho interno e da aprovação da condenada no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Entretanto, a homologação definitiva do benefício foi condicionada aos esclarecimentos solicitados pelo Supremo, com o objetivo de evitar eventuais duplicidades ou inconsistências no cálculo.

Débora Rodrigues dos Santos foi condenada por crimes como dano qualificado e associação criminosa armada, além de ter sido responsabilizada solidariamente pelo pagamento de R$ 30 milhões por danos morais coletivos. Desde março de 2025, ela cumpre a pena em regime domiciliar, após a substituição da prisão preventiva pelo monitoramento eletrônico mediante tornozeleira.

JCO

18/07/2026

THE OWNER OF THE WORLD CONTINUA APRONTANDO E NINGUÉM FAZ NADA

Moraes impede encontro entre Milei e Bolsonaro durante visita do argentino ao Brasil

O presidente da Argentina, Javier Milei, não poderá se encontrar com Jair Bolsonaro durante sua passagem pelo Brasil. A reunião foi inviabilizada por uma decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF, conforme a CNN.

O encontro havia sido solicitado para 25 de julho, mesma data em que o argentino participará da convenção nacional do PL, evento previsto para oficializar a candidatura do senador Flávio Bolsonaro à Presidência.

A defesa de Bolsonaro chegou a pedir autorização ao STF para a reunião, mas horas depois Moraes manteve a prisão domiciliar do ex-presidente e suspendeu por 30 dias todas as visitas, inclusive de familiares.

Foram autorizadas apenas as entradas de médicos, fisioterapeutas e advogados. A decisão ocorreu após o ministro apontar suposto descumprimento de medidas cautelares relacionadas a manifestações públicas.

Segundo Moraes, não seria “plausível” a alegação da defesa de que Bolsonaro não tinha conhecimento da divulgação, pelo senador Flávio Bolsonaro, de uma carta publicada nas redes sociais.

16/07/2026

O BRASIL ESTÁ L@SCADO COM ESSAS REFERÊNCIAS JURÍDICAS - VORCARO FOI PRESO, MAS DEPOIS DOS R$ 129 MI

Moraes foi visto com Vorcaro, mas só depois que ele assinou contrato de R$ 129 milhões com Viviane

No dia 17 de novembro, quando era iminente sua prisão, depois de conversar com o seu chefe de segurança "Vicário", o banqueiro Daniel Vorcaro mandou esta mensagem para o ministro Alexandre de Moraes, principal associado do consórcio STF+Governo do PT, que trabalha contra Flávio Bolsonaro e a favor da candidatura de Lula:

- Estou numa correria, aqui, para salvar algum. Alguma novidade ? Conseguiu bloquear minha prisão ?"

Eram 7h19min

Em seguida, o banqueiro foi preso.

Meses antes, ele assinou contrato de R$R 129 milhões com Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro Moraes, que é advogada. O contrato visava defender o banqueiro. O banqueiro era chegado a Moraes e sua mulher, que frequentaram sua mansão para beber uísque, fumar charuto e ver jogo de futebol, mas também organizaram, juntos, banquetes no exterior.

Isto tudo estava no WhatsApp de um dos celulares recolhidos pela Polícia Federal, segundo a jornalista Malu Gaspar, O Globo.

MAIS UM PEDIDO DE IMPEACHMENT CONTRA MORAES É PROTOCOLADO

Oposição protocola mais um pedido de impeachment de Moraes

A oposição na Câmara dos Deputados protocolou um novo pedido de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

O documento foi apresentado pelo líder da oposição, deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB), em conjunto com o deputado Carlos Jordy (PL-RJ), e encaminhado ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).

O requerimento tem como objetivo solicitar a abertura de um processo de afastamento do ministro e reúne argumentos relacionados à atuação de Moraes em decisões tomadas no Supremo, principalmente em processos envolvendo integrantes da oposição e investigações relacionadas aos atos de 8 de janeiro.

Segundo os parlamentares responsáveis pelo pedido, as decisões do ministro teriam ultrapassado os limites de atuação previstos para um integrante da Corte.

A oposição sustenta que houve supostas irregularidades em medidas determinadas pelo magistrado e defende que o Senado avalie a abertura de um processo para analisar a conduta do ministro.

O pedido protocolado se soma a uma série de outras solicitações de impeachment apresentadas contra Moraes desde que ele passou a relatar processos de grande repercussão no STF.

Apesar do número de requerimentos, nenhum processo de impeachment contra ministros da Suprema Corte chegou a ser aberto pelo Senado até o momento.

Entre os pontos citados pela oposição estão decisões relacionadas aos processos envolvendo os atos de 8 de janeiro, além de medidas judiciais que atingiram políticos ligados ao campo conservador.

Parlamentares afirmam que o Senado precisa analisar se houve eventual crime de responsabilidade por parte do ministro.

O pedido agora depende da análise do presidente do Senado, responsável por decidir sobre o encaminhamento de denúncias contra ministros do Supremo.

A Constituição estabelece que cabe ao Senado processar e julgar ministros do STF em casos de crime de responsabilidade.

A apresentação do novo requerimento ocorre em meio ao aumento da pressão de parlamentares da oposição por uma análise no Congresso sobre a atuação de ministros do Supremo Tribunal Federal.

15/07/2026

'MORAES PODE SER JULGADO NOS EUA' - DIZ DEFESA DE DONALD TRUMP

Defesa de Trump diz que Moraes extrapolou atribuições e pode ser julgado nos EUA

A defesa da Trump Media e da plataforma Rumble apresentou nesta terça-feira, 14, sua resposta ao pedido do governo brasileiro para extinguir a ação movida nos Estados Unidos contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo petição que Oeste teve acesso, os advogados afirmam que Moraes extrapolou suas atribuições ao tentar impor decisões judiciais brasileiras diretamente a empresas norte-americanas e, por isso, não teria direito à imunidade soberana.

Na manifestação, a defesa afirma que Moraes agiu em caráter pessoal, e não em nome do Estado brasileiro. Segundo os advogados, o ministro do STF praticou atos ultra vires, expressão jurídica usada para indicar condutas além da autoridade legal, ao tentar fazer valer decisões judiciais brasileiras diretamente em território norte-americano.

A petição também rejeita a tese de que o Brasil seja parte indispensável da ação. Segundo os advogados, a Trump Media e a Rumble não apresentaram nenhum pedido contra a República Federativa do Brasil, não solicitaram a condenação do Tesouro Nacional e buscam apenas responsabilizar Moraes pelos atos que consideram ilegais.

Outro ponto levantado é a competência da Justiça da Flórida para julgar o caso. A defesa afirma que Moraes direcionou voluntariamente ordens judiciais para empresas sediadas naquele Estado, estabelecendo contato suficiente para justificar a jurisdição da Corte norte-americana.

Caso Moraes versus Trump Media e Rumble: defesa acusa Brasil de contradição

Os advogados também acusam o governo brasileiro de adotar posições contraditórias. A petição invoca a doutrina norte-americana do judicial estoppel, princípio jurídico segundo o qual uma parte não pode defender, em um processo, uma posição incompatível com a que sustentou anteriormente perante outra autoridade ou tribunal.

No documento, o governo brasileiro afirma que decisões judiciais “operam estritamente” dentro do território nacional e que elas “não exercem efeito extraterritorial”. E, por isso, devem ser comunicadas às empresas norte-americanas por meio dos mecanismos previstos em tratados internacionais, como o Acordo de Assistência Jurídica Mútua e a Convenção da Haia.

Segundo os responsáveis pela defesa da Trump Media e da Rumble, agora o Brasil comparece à Justiça norte-americana sustentando justamente o contrário, ao afirmar que essas decisões podem produzir efeitos diretos sobre empresas sediadas nos EUA.

Na manifestação, os advogados das duas empresas ainda pedem que a Justiça dos EUA rejeite o pedido da Advocacia-Geral da União para extinguir a ação e mantenha o processo contra Moraes em tramitação.

A Trump Media e a plataforma de vídeos Rumble abriram a ação para contestar decisões de Moraes relacionadas à remoção de conteúdos e ao bloqueio de perfis em redes sociais.

revistaoeste

14/07/2026

XANDÃO: UM PESO E QUINHENTAS MEDIDAS

Zanin leu carta de Lula em 2019 quando petista ainda estava preso

Um vídeo gravado em 2019 voltou a repercutir nas redes sociais ao mostrar o hoje ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin lendo publicamente uma carta escrita pelo então ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), quando ele cumpria pena na Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba (PR).

Na gravação, datada de 30 de setembro de 2019, Zanin aparece cercado por jornalistas enquanto faz a leitura da mensagem redigida por Lula. À época, ele era o principal advogado de defesa do petista e afirmou que o texto havia sido escrito naquele mesmo dia para orientar a equipe jurídica sobre a condução do processo.

Na carta, Lula comunicava que não aceitaria a progressão para o regime semiaberto proposta pelo Ministério Público Federal (MPF) e afirmava que não trocaria sua “dignidade” por sua “liberdade”. O conteúdo foi amplamente divulgado pela imprensa. Em 2023, Zanin foi indicado por Lula para ocupar uma vaga no Supremo Tribunal Federal.


O vídeo voltou a circular em meio ao debate sobre as restrições impostas por Moraes ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), nesta segunda-feira (13). Em decisão, o ministro determinou a suspensão, por 90 dias, das visitas do parlamentar ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) após o congressista divulgar e ler, durante uma transmissão ao vivo, uma carta escrita pelo ex-chefe do Executivo.

A decisão reacendeu comparações entre os períodos em que Lula e Bolsonaro estiveram presos ou cumpriram medidas restritivas. Aliados de Bolsonaro argumentam que Lula manteve comunicação política com apoiadores durante o período em que esteve preso, inclusive por meio de cartas tornadas públicas, enquanto o político conservador passou a enfrentar restrições mais rígidas após manifestações semelhantes.

pleno.news

XANDÃO JÁ INTERFERINDO NAS ELEIÇÕES - LULA PÔDE E BOLSONARO NÃO PODE

Carta de Lula na prisão foi lida na campanha de Haddad em 2018

Após a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que proibiu o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de visitar o pai, Jair Bolsonaro (PL), começaram a circular nas redes sociais registros de cartas escritas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante o período em que esteve preso, em 2018. A comparação foi destacada pela campanha de Flávio.

Segundo informações divulgadas pelo Partido dos Trabalhadores (PT) em junho de 2019, quando a prisão de Lula completou um ano, o então ex-presidente escreveu dezenas de bilhetes direcionados a aliados, dirigentes do partido, eleitores e pessoas próximas.

Entre os destinatários estavam a presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, a ex-presidente Dilma Rousseff, o escritor Fernando Morais, o então prefeito de Araraquara, Edinho Silva, e apoiadores que mantinham vigília em frente à sede da Polícia Federal, em Curitiba.

Uma das cartas teve conteúdo eleitoral e foi divulgada durante a campanha presidencial de 2018. No texto, Lula oficializou o apoio a Fernando Haddad (PT) e pediu votos ao então candidato após a Justiça impedir sua candidatura.

– Quero pedir, de coração, a todos os que votariam em mim, que votem no companheiro Fernando Haddad para presidente da República. De hoje em diante, Haddad será Lula para milhões de brasileiros – diz o bilhete lido durante a campanha.

A campanha de Flávio Bolsonaro sustenta que, na época, as manifestações de Lula foram divulgadas e utilizadas pelo PT sem que houvesse restrições judiciais.

– As mensagens de conteúdo político-eleitoral circularam livremente e foram utilizadas pelo PT para influenciar o debate eleitoral, sem que isso resultasse em restrições judiciais – diz nota.

pleno.news

13/07/2026

GOLPE: POR 90 DIAS FLÁVIO BOLSONARO NÃO PODERÁ VISITAR O PAI - ORDEM DE MORAES

Moraes suspende visita de Flávio a Bolsonaro por 90 dias

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, suspendeu por 90 dias as visitas de Flávio Bolsonaro (PL) ao pai, Jair Bolsonaro (PL). A decisão vem após o senador tornar pública uma carta redigida pelo ex-presidente na qual empodera o filho como porta-voz na disputa eleitoral deste ano.

Na decisão, Moraes ressalta que uma das medidas cautelares contra o dirigente de direita era a proibição “de utilização de redes sociais, diretamente ou por intermédio de terceiros”.

O magistrado ressalta que houve “desrespeito” do senador, que atuou com uma “conduta irregular”, à medida cautelar imposta ao pai.

“Não há dúvidas, portanto, de que a conduta irregular de Flávio Bolsonaro desrespeitou expressa vedação judicial e configurou ostensivo desvio de finalidade no exercício de seu direito de visita”, ressaltou.

A decisão ainda abre um prazo de 48 horas para que a defesa do dirigente de direita se manifeste “sobre a possível desobediência à ordem judicial”, esclarecendo se o ex-presidente “tinha ciência da divulgação da carta nas redes sociais do seu filho”.

CNN

AO QUESTIONAR CARTA DE BOLSONARO LIDA POR FLÁVIO MORAES COMETE ERRO - DIZ ALA DO STF

Ala do STF vê erro de Moraes ao questionar carta de Jair Bolsonaro lida por Flávio

Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) acreditam que Alexandre de Moraes erra ao questionar a carta escrita por Jair Bolsonaro e lida pelo filho, Flávio, no último sábado (11). A coluna da jornalista Bela Megale, do jornal O Globo, ouviu três magistrados que defenderam cautela quanto a uma decisão neste sentido.

A avaliação desses integrantes do STF é que seria discutível afirmar que Bolsonaro tenha infringido as medidas cautelares impostas por Moraes apenas pela carta. Para eles, seria controverso suspender o regime de prisão domiciliar ou aplicar outras punições só com base em um documento manuscrito, especialmente porque não há nenhuma proibição para que o capitão reformado escreva cartas.

Além disso, os ministros acreditam que a postura de Moraes pode acabar vitimando Bolsonaro, dando a ele protagonismo político justamente no ano eleitoral. Para eles, aplicar punições com base no texto apenas reforçaria a estratégia da campanha de Flávio, que usa as críticas ao ministro para mobilizar eleitores.

Na decisão desta segunda-feira (13), Moraes suspendeu por 90 dias o direito de visita do senador Flávio Bolsonaro ao pai e determinou que a defesa explique se o ex-presidente tinha ciência de que a carta, escrita durante a prisão domiciliar, seria divulgada nas redes sociais do filho. O caso foi encaminhado ao procurador-geral eleitoral para apuração de propaganda eleitoral antecipada.

Para Moraes, Flávio teria usado a visita para captar um material voltado exclusivamente para divulgação nas redes, em desrespeito à restrição imposta a Bolsonaro de usar plataformas digitais direta ou indiretamente. Essa condição integra as regras da prisão domiciliar humanitária concedida em março e mantida recentemente.

Na carta, Bolsonaro chama Flávio de seu “porta-voz” e pede apoio para a pré-campanha presidencial do filho, sem citar Michelle Bolsonaro, que mantém rompimento com o enteado.

Bolsonaro permanece em prisão domiciliar acusado da tentativa de golpe de Estado.

11/07/2026

PARCIAL(!?): MORAES MANDA PRENDER ARMAS DE BOLSONARO E SOLTA EX-PREFEITO PRESO COM FUZIL

Moraes manda soltar ex-prefeito que foi preso com fuzil no carro

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu liberdade ao ex-prefeito de Belford Roxo Márcio Canella (União Brasil), que havia sido preso em flagrante na última terça-feira (7) durante uma operação da Polícia Federal no Rio de Janeiro.

Canella foi detido após policiais encontrarem um fuzil calibre .556 no veículo em que ele estava. O político afirmou que a arma pertence ao policial militar responsável por sua segurança. Para Moraes, essa versão ainda precisa ser verificada ao longo das investigações, razão pela qual o ex-prefeito responderá ao processo em liberdade, mas sob restrições.

Na decisão de soltura da Canella, o magistrado determinou uma série de medidas cautelares, entre elas o uso de tornozeleira eletrônica, a entrega do passaporte e a suspensão do porte de arma.

A prisão ocorreu durante a sexta fase da Operação Unha e Carne, que apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro envolvendo uma rede de postos de combustíveis no estado do Rio de Janeiro. Segundo a Polícia Federal, a organização investigada movimentou aproximadamente R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos, com indícios de participação de agentes públicos.

As investigações tiveram início após um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que identificou movimentações financeiras consideradas atípicas. Além da suspeita de lavagem de dinheiro, a PF apura possíveis crimes de organização criminosa e irregularidades em contratações públicas.

Na etapa mais recente da operação, foram cumpridos 19 mandados de busca e apreensão em municípios do estado do Rio. Os agentes apreenderam cerca de R$ 919 mil e 13 mil dólares (R$ 66,4 mil) em espécie, um fuzil de uso restrito, nove armas curtas, além de veículos de luxo, joias, relógios, computadores, celulares e diversos documentos.

A investigação faz parte das medidas determinadas pelo STF no âmbito da ADPF 635, a chamada ADPF das Favelas, que atribuiu à Polícia Federal a apuração de possíveis vínculos entre agentes públicos e organizações criminosas.

Pré-candidato ao Senado, Márcio Canella iniciou a carreira política como vereador de Belford Roxo, foi deputado estadual por três mandatos e, em 2024, foi eleito prefeito do município. Neste ano, renunciou ao cargo para disputar as eleições de 2026, sendo substituído pela então vice-prefeita Mariana Malta (União Brasil).

pleno.news

09/07/2026

DITADOR: PARA QUE LEI SE ELE TEM A DELE?

Ministro autorizou busca na casa de Bolsonaro sem ouvir a PGR antes

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, autorizou uma operação de busca e apreensão na residência do ex-presidente Jair Bolsonaro sem que a Procuradoria-Geral da República (PGR) tivesse apresentado manifestação prévia.

A informação foi confirmada pela assessoria da PGR, que informou não ter apresentado parecer antes da decisão porque, segundo o órgão, não houve abertura de prazo para manifestação do Ministério Público Federal, conforme o Metrópoles.

A operação, realizada na quarta-feira (8), teve como objetivo localizar armas, munições, documentos de registro e outros materiais relacionados à investigação.

Segundo a defesa de Bolsonaro e informações divulgadas após a operação, nenhum armamento ou material relacionado à investigação foi localizado durante as diligências.

Na decisão, Moraes afirmou que a medida era necessária diante de informações divergentes sobre a quantidade de armas registradas em nome do ex-presidente.

Pessoas próximas ao ministro afirmaram que não seria necessária a consulta prévia à PGR, comparando a situação às regras aplicadas em prisões comuns, nas quais buscas podem ser determinadas de ofício em determinadas circunstâncias.

Após a operação, Moraes comunicou a PGR sobre a decisão tomada.

Esta não foi a primeira vez que uma decisão envolvendo Bolsonaro foi tomada sem manifestação prévia da Procuradoria. Em 2025, a decretação da prisão domiciliar do ex-presidente também ocorreu sem manifestação anterior do órgão, medida que gerou críticas de alguns especialistas em direito.

07/07/2026

ELE AINDA NÃO ESTIPULOU OS DIAS PARA A MULHER DELE EXPLICAR OS R$ 129 MILHÕES DE VORCARO

Moraes dá 10 dias para PF ouvir Flávio Bolsonaro por calúnia a

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou que a Polícia Federal (PF) realize a oitiva — colha o depoimento — do senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ), no prazo máximo de 10 dias.

A decisão atende a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) e ocorre no âmbito do Inquérito 5.045, que investiga a suposta prática do crime de calúnia contra o atual presidente e pré-candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A investigação se baseia em uma publicação feita pelo parlamentar na rede social X (antigo Twitter) em 3 de janeiro. Na ocasião, Flávio postou uma imagem do ex-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro — que havia sido capturado por forças dos Estados Unidos naquela data — ao lado de uma notícia sobre uma reunião de emergência do governo brasileiro.

Na postagem, o senador afirmou que “Lula será delatado. É o fim do Foro de São Paulo: tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras, eleições fraudadas…”.

Em relatório final enviado ao Supremo no dia 26 de junho, a PF concluiu que há provas de materialidade e autoria que apontam que o senador imputou falsamente ao presidente Lula crimes como tráfico internacional de drogas, tráfico de armas e lavagem de dinheiro.

Diante disso, a conduta foi tipificada no artigo nº 138, combinado com o artigo nº 141, inciso I e parágrafo 2º, do Código Penal, o que configura calúnia cometida contra o presidente da República e propalada em rede social.

Na análise técnica, a corporação destacou que o parlamentar utilizou o termo "delatado" para se referir à colaboração premiada, um artifício jurídico que pressupõe, necessariamente, a participação da pessoa citada em crimes específicos.

Histórico

O inquérito teve origem em uma representação da Polícia Federal, instruída com requisição do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e um ofício da deputada federal Dandara Castro (PT-MG). Antes desta fase atual, a defesa de Flávio Bolsonaro chegou a solicitar diversas diligências, que foram indeferidas por Moraes.

A regulamentação do depoimento deverá observar o artigo nº 221 do Código de Processo Penal, que assegura a autoridades a prerrogativa de agendar data e local para o ato.

correiobraziliense

06/07/2026

QUANDO ELE VAI DAR 48HS PRA EXPLICAR OS R$ 139 MILHÕE DE VORCARO?

Moraes dá 48 horas para sete tribunais de justiça explicarem pagamentos de 'penduricalhos'

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu nesta segunda-feira (6) prazo de 48 horas para os presidentes de sete tribunais de justiça explicarem o pagamento dos chamados "penduricalhos" – verbas indenizatórias que ultrapassam o teto constitucional de remunerações.

O ministro tomou a decisão após reportagem do jornal "Folha de S.Paulo" que apontou que diversos tribunais estaduais teriam desrespeitado o entendimento firmado pelo STF contra os penduricalhos em julgamento ocorrido no dia 25 de março de 2026.

Segundo a reportagem, teriam sido autorizados pagamentos remuneratórios e indenizatórios que, somados, ultrapassariam os parâmetros fixados pelo Supremo, atingindo valores de até R$ 495 mil em alguns casos.

O ministro determinou a intimação imediata dos presidentes dos Tribunais de Justiça das seguintes unidades da federação:

Distrito Federal;
Goiás;
Maranhão;
Paraná;
Rio de Janeiro;
Rio Grande do Norte;
Rondônia.

Os tribunais têm prazo de 48 horas para atender à determinação. Caso a ordem não seja cumprida, os responsáveis poderão sofrer o afastamento imediato do cargo de direção, além de responderem nas esferas penal, civil e disciplinar.

De acordo com o despacho, as instituições devem fornecer dados sobre valores e verbas pagas a cada magistrado da ativa, aposentado e pensionistas, referentes aos meses de abril, maio, junho e julho de 2026.

Devem também indicar, de forma individualizada, as verbas remuneratórias e indenizatórias. E anexar aos processos cópias das folhas de pagamento dos meses citados.

g1

05/07/2026

O QUE MUDOU, ALEXANDRE DE MORAES?

Deu ré(!?)
 
Alexandre de Moraes - Ministro do STF


“Quem não quer ser criticado, quem não quer ser satirizado, fique em casa, não seja candidato, não se ofereça ao público, não se ofereça para exercer cargos políticos. Essa é uma regra que existe desde que o mundo é mundo. Querer evitar isso por meio de uma ilegítima intervenção estatal na liberdade de expressão é absolutamente inconstitucional.” Alexandre de Moraes


*A declaração foi feita pelo ministro Alexandre de Moraes do Supremo Tribunal Federal (STF) em 2018, durante um evento público anterior à sua posse na Corte. 

04/07/2026

ESMOLA GRANDE TODO CEGO DESCONFIA

Moraes, falsamente magnânimo, mantém Bolsonaro em prisão dentro de casa, mas incomunicável

Falsamente magnânimo e demonstrando hipócrita preocupação com a saúde de Bolsonaro, o ministro Alexandre de Moraes decidiu manter a prisão domiciliar do ex-presidente, mas exige que ele permaneça incomunicável:

- Não pode receber ninguém, não pode usar telefone, não pode usar a internet, tem que permanecer com tornozeleira eletrônica 24 horas por dia, não pode dar entrevistas e não pode sair de casa, não pode ser candidato a nada e nem apoiar candidato algum, além de manter o ministro informado sobre seu estado de saúde, mas ele pode respirar sem aparelhos.

Se melhorar muito, voltará para o xadrez da Papudinha.

Deve ficar assim durante 27 anos e 3 meses, ou seja, até completar 100 anos.

CLIQUE AQUI para ler o despacho de Moraes.

03/07/2026

MORAES ESTÁ COM FEBRE(!?)

Alexandre de Moraes mantém prisão domiciliar humanitária de Bolsonaro

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), prorrogou a prisão domiciliar humanitária do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

A decisão foi assinada nesta sexta-feira (3/7), após a defesa reiterar o pedido para que Bolsonaro permanecesse em prisão domiciliar.

Bolsonaro cumpre prisão domiciliar desde 27 de março, por decisão de Moraes, após permanecer internado no Hospital DF Star, em Brasília, para tratamento de uma broncopneumonia bacteriana.

O prazo inicial de 90 dias expirou na última quinta-feira (25/6). Durante esse período, Bolsonaro cumpriu as regras impostas por Moraes.

Nas últimas semanas, porém, a defesa informou que o ex-presidente voltou a apresentar crises de soluço e pediu a realização de novos exames.

No mesmo período, a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) apreendeu uma arma registrada em nome de Bolsonaro durante uma abordagem envolvendo um agente de segurança, o que levou à abertura de um inquérito.

Ao longo da prisão domiciliar, Bolsonaro recebeu a visita de quase todos os filhos, com exceção de Eduardo Bolsonaro, que permanece nos Estados Unidos.

Os encontros na residência ficaram restritos a um grupo autorizado por Moraes. Além dos filhos e netos autorizados, profissionais de saúde, prestadores de serviço, seguranças e funcionários puderam ingressar no imóvel.

Bolsonaro mora com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, a filha Laura e uma sobrinha. Como vivem na residência, eles não dependem de autorização judicial para permanecer no local. A exigência vale para outros familiares, como ocorreu com as netas do ex-presidente, cuja entrada precisou ser autorizada por Moraes.

Conforme determinação do ministro, Bolsonaro permaneceu proibido de utilizar celular, telefone ou qualquer outro meio de comunicação externa, direta ou indireta, inclusive por intermédio de terceiros. Relatórios da PMDF não apontam descumprimento dessas restrições.

O ex-presidente deixou a residência apenas uma vez, para realizar um procedimento no ombro. Ele permaneceu internado por quatro dias e, em seguida, retornou ao cumprimento da prisão domiciliar.

Diferentemente do período em que Bolsonaro cumpriu prisão domiciliar em 2025, desta vez ele não recebeu visitas de aliados políticos. A restrição foi imposta por Moraes ao conceder a prisão domiciliar humanitária, sob o argumento de evitar a exposição do ex-presidente a novas doenças, diante do quadro de saúde considerado vulnerável.

Metrópoles

02/07/2026

SAIBA QUANTO O CONTRIBUINTE VAI PAGAR PARA ESCRITÓRIO QUE VAI DEFENDER MORAES NOS EUA

Vaza o valor milionário que será pago pelo Brasil ao escritório contratado para atuar no caso Moraes nos EUA

O Brasil firmou um contrato milionário com um escritório norte-americano, o Foley Hoag LLP, para atuar nos Estados Unidos na ação movida pelas empresas Trump Media e Rumble contra o ministro Alexandre de Moraes. O valor foi estipulado em US$ 2,9 milhões (15 milhões de reais). O escritório contratado atuou para impedir que o magistrado fosse julgado à revelia, no processo.

A AGU informou que a ampliação mais recente do valor ocorreu em 29 de agosto de 2025, quando a quantia estimada passou de US$ 2,3 milhões para US$ 2,9 milhões, o equivalente a R$ 15,8 milhões pela cotação do Banco Central na data. Especialistas consultados dizem que, como o valor é fixado em dólares, seu equivalente em reais varia conforme o câmbio. O aumento foi formalizado seis meses depois de Trump Media e Rumble ajuizarem a ação contra Moraes, na qual acusam o ministro de expedir ordens sigilosas que violam a Constituição dos EUA.

30/06/2026

QUEREM FAZER UMA ELEIÇÃO COM CHAPA ÚNICA

Moraes abre prazo para PGR analisar inquérito contra Flávio

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, deu prazo de 15 dias à Procuradoria-Geral da República (PGR) para se manifestar sobre o inquérito da Polícia Federal (PF) contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

A PF afirma que o senador, que também é pré-candidato à Presidência da República, cometeu o crime de calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A acusação baseia-se em uma publicação de Flávio sobre Nicolás Maduro, ex-ditador venezuelano.

Na publicação nas redes sociais, Flávio escreveu que Lula “será delatado”. A Polícia Federal afirmou que o senador atribuiu falsamente ao presidente crimes como tráfico internacional de drogas, lavagem de dinheiro e apoio a terroristas.
Defesa de Flávio contesta inquérito

A defesa do senador pediu novas diligências durante a investigação. Os advogados solicitaram o depoimento de Lula, mas Moraes indeferiu os pedidos.

Em nota, a defesa afirmou que a investigação não promoveu oitivas, perícias, produção de prova documental nem outras diligências investigativas consideradas relevantes.

A PGR avaliará o caso a partir de agora. O órgão poderá apresentar denúncia, solicitar novas diligências ou defender o arquivamento da investigação.

revistaoeste

18/06/2026

MORAES DEVE SER JULGADO A REVELIA POR PERDER PRAZO PARA SE DEFENDER

Moraes perde prazo para se defender e deve ser julgado à revelia nos EUA

A Trump Media e a plataforma de vídeos Rumble protocolaram, nesta quinta-feira (18), um pedido junto à Justiça Federal da Flórida para que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), seja considerado revel no processo movido contra ele nos Estados Unidos.

As empresas sustentam que o magistrado não apresentou defesa nem adotou qualquer medida formal dentro do prazo estabelecido pela legislação processual americana. Segundo os autores da ação, Moraes foi notificado por e-mail em maio e deveria ter se manifestado até a última segunda-feira (15).

De acordo com Martin de Luca, advogado que representa as duas plataformas, a ausência de resposta do ministro autorizaria o prosseguimento do processo sem sua participação direta. Na petição apresentada ao tribunal, o defensor argumentou que o réu não respondeu à ação nem solicitou prazo adicional para apresentar sua contestação.

“O réu não compareceu, respondeu, solicitou tempo adicional ou defendeu esta ação dentro do prazo prescrito pelas Regras Federais de Processo Civil. A inação do réu é injustificada”, afirmou o advogado no documento encaminhado à Justiça norte-americana.

Enquanto isso, a Advocacia-Geral da União (AGU) busca participar do processo em nome do Estado brasileiro. O órgão apresentou pedido para ser habilitado na ação, defendendo que a discussão envolve atos praticados por um integrante da Suprema Corte brasileira no exercício de suas funções institucionais.

Segundo a AGU, permitir que decisões do Judiciário brasileiro sejam analisadas ou invalidadas por tribunais estrangeiros representaria afronta ao princípio da imunidade de jurisdição, amplamente reconhecido pelo Direito Internacional e também pela legislação dos Estados Unidos.

Em manifestação oficial, o órgão argumentou que a apreciação de atos da Justiça brasileira por cortes estrangeiras poderia gerar impactos relevantes na soberania nacional e no equilíbrio das relações entre os países.

As empresas autoras da ação, contudo, contestam essa posição. Na avaliação da Trump Media e da Rumble, a AGU não possui legitimidade para substituir Alexandre de Moraes no processo, uma vez que a ação teria sido direcionada especificamente ao ministro, e não ao Estado brasileiro.

O caso gira em torno de decisões judiciais que determinaram bloqueios de perfis e remoções de conteúdos em plataformas digitais. As empresas alegam que tais medidas alcançaram usuários e serviços localizados nos Estados Unidos, levantando questionamentos sobre possíveis impactos na liberdade de expressão garantida pela Primeira Emenda da Constituição americana.

Em publicação nas redes sociais, Martin de Luca destacou que o processo poderá influenciar futuras discussões sobre a atuação de autoridades nacionais em ambientes digitais que ultrapassam fronteiras geográficas.

“Em todo o mundo, os governos estão cada vez mais tentando regular a expressão além de suas fronteiras. O que diferencia o caso de Moraes é que um oficial estrangeiro pode agora ser responsabilizado em um tribunal dos EUA por tentar regular a expressão de pessoas americanas dentro dos Estados Unidos.”

Nos próximos passos, caberá ao tribunal federal responsável pela ação decidir se aceita o pedido de revelia apresentado pelas empresas ou se autoriza a participação da Advocacia-Geral da União no processo. A disputa jurídica reúne temas sensíveis, como soberania estatal, imunidade jurisdicional, liberdade de expressão e os limites da atuação de autoridades nacionais em plataformas globais de comunicação.

Quer descobrir qual o maior medo de Alexandre de Moraes? Acredite... Trata-se de um conteúdo que em breve pode ser censurado: o polêmico livro "Supremo Silêncio".

O que Moraes sempre tentou esconder sobre o Inquérito das Fakes News está nessa incrível obra. Se apresse! Clique no link abaixo:


da Redação - JCO