Mostrando postagens com marcador XANDÃO. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador XANDÃO. Mostrar todas as postagens

11/04/2026

LULA JOGOU MORAES AOS LEÕES(!?) - 3 RAZÕES PARA ISTO

3 razões para Lula ter jogado Moraes aos leões

Thaís Oyama em O Globo explica o que aconteceu com precisão cirúrgica. Lula chamou Moraes de "companheiro Alexandre" — e na sequência o jogou aos leões. Dois dias após a CPI revelar patrimônio triplicado do ministro e 17 imóveis avaliados em R$ 31,5 milhões — Lula afirmou que quem quer “ficar milionário não pode ser ministro da Suprema Corte”.

Aquele a quem chamou de “salvador da democracia” por mais de uma ocasião virou passivo eleitoral explosivo.

1. Primeira razão — contenção impossível:

49% dos brasileiros não confiam no STF. 66% querem senadores pró-impeachment. O dado mais letal para Lula: 59% veem a Corte como aliada do governo. Com o escândalo Master incontível — defender Moraes é se colocar contra a maioria.

2. Segunda razão — Caiado obrigou todos a se mover:

Flávio Bolsonaro mantinha distância calculada — pai preso à mercê do STF, cinco pré-candidatos do PL com ações na Corte, risco de o TSE impedir sua própria candidatura. Lula também preferia silêncio. Caiado acabou com o conforto dos dois — exigindo que o STF "corte na própria carne" antes de qualquer impeachment. Arrastou o tema para a arena presidencial. Obrigou Flávio a segui-lo. Obrigou Lula a se mover. Com Lula empatado com Flávio nas pesquisas — qualquer cheiro de corrupção judicial contamina diretamente o incumbente.

3. Terceira razão — e é a mais reveladora: Um informante altamente qualificado sobre as investigações do Master avisou Lula que "mais coisa pesada vem por aí — e não há salvação para a biografia do companheiro Alexandre."

Lula não abandonou Moraes por princípio. Abandonou porque soube que o pior ainda está por vir — e não quer estar no mesmo barco quando afundar. A delação de Vorcaro chega na semana que vem. Em 2026 — o eleitor pune quem protege castas intocáveis enquanto taxa o povo até o osso. Lição dura para um lulismo que apostou tudo em narrativas de salvação democrática e agora está em frangalhos.

JANTAR DE LUXO QUE VORCARO OFERECEU A MORAES EM LONDRES - VEJA QUEM COMPARECEU

Veja quem estava no jantar de luxo que Vorcaro deu em Londres

Ministros de tribunais superiores e autoridades da República participaram, em 25 de abril de 2024, de um jantar em Londres durante uma homenagem ao ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes. Entre os presentes estavam integrantes do Judiciário, do Executivo e do Legislativo.

As informações foram divulgadas pela imprensa com base em documentos enviados à CPMI do INSS, que apura o caso envolvendo o banco Master. Os registros mencionam a presença de autoridades no encontro realizado na capital britânica.

Entre os convidados estavam os ministros do STF Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, o então ministro da Justiça do governo Luiz Inácio Lula da Silva, Ricardo Lewandowski, o diretor-geral da Polícia Federal do Brasil, Andrei Rodrigues, e o procurador-geral da República, Paulo Gonet.

Também participaram o deputado Hugo Motta (Republicanos-PB) e o ministro do Superior Tribunal de Justiça, Benedito Gonçalves.

Segundo as informações divulgadas, nenhuma das autoridades citadas é investigada. Não há registro de irregularidades ou de crimes relacionados à participação delas no evento.

O jantar ocorreu no clube privado Annabel’s e teria custado cerca de 400 mil libras (aproximadamente R$ 2,7 milhões). Durante a noite, os convidados participaram de uma degustação do whisky Macallan.

Após o jantar, foi organizado um after party para um grupo restrito de convidados. Conforme relatos citados em reportagens, alguns participantes receberam broches que davam acessos a encontros íntimos.

ARTIGO: MORAES PRECISA SAIR OU SER AFASATADO DO STF, IMEDIATAMENTE

Moraes precisa sair ou ser afastado do STF, imediatamente

Quando um homem investido de poder deixa de reunir as condições morais indispensáveis ao exercício de seu cargo, não é apenas sua posição que se enfraquece — é a confiança do povo nas instituições que começa a ruir.

Hoje, brasileiros observam incrédulos a postura de Alexandre de Moraes. O que mais inquieta não é apenas o escândalo em si, mas a aparente indiferença diante dele — a tentativa de agir como se nada estivesse acontecendo, como se questionamentos legítimos pudessem ser ignorados sem custo para o STF e para a República.

Em uma democracia, autoridade não se sustenta apenas pelo poder formal, mas pela confiança moral que inspira. Quando essa confiança é abalada, insistir na normalidade não restaura a estabilidade — aprofunda a desconfiança e leva o país à ruína moral.

O Brasil é maior do que qualquer indivíduo.

E a força de uma nação livre reside justamente na coragem de exigir que seus líderes estejam à altura da responsabilidade que lhes foi confiada.

10/04/2026

SANTINHOS: DURANTE HOMENAGEM A MORAES VORCARO DISTRIBUIU BROCHES DE R$ 2,7 MILHÕES

PF cita broches em evento de R$ 2,7 milhões de Vorcaro em Londres durante homenagem a Moraes

Um relatório da Polícia Federal cita a realização de um evento em Londres, em abril de 2024, envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro e autoridades brasileiras durante uma homenagem ao ministro do STF Alexandre de Moraes. O encontro teria reunido integrantes dos Três Poderes.

Segundo o documento, o evento incluiu um jantar realizado em um clube privado na capital britânica, com custo estimado de 400 mil libras, cerca de R$ 2,7 milhões. Ainda de acordo com o relatório, o encontro ocorreu paralelamente ao Fórum Jurídico Brasil de Ideias.

O relatório menciona que, após o jantar, convidados teriam participado de uma programação adicional organizada pelo banqueiro, incluindo hospedagem e deslocamentos custeados no contexto do evento. O documento também cita que o grupo ficou hospedado em hotel de alto padrão em Londres.

Ainda conforme a Polícia Federal, o evento foi acompanhado por diferentes autoridades brasileiras, e integra o conjunto de informações reunidas no relatório de investigação. O documento não aponta que o ministro Alexandre de Moraes tenha participado de atividades posteriores ao jantar, nem registra sua presença no chamado after mencionado.

O relatório também cita o ministro Dias Toffoli no contexto da investigação, no conjunto de apurações que motivaram análise de sua atuação no caso.

VERGONHA: AOS POUCOS MORAES ESTÁ DEGUSTANDO 'AS MELANCIAS'

Moraes manda prender 3 militares

Por determinação do ministro Alexandre de Moraes, o Exército Brasileiro cumpre nesta sexta-feira (10), três mandados de prisão.

As prisões foram determinadas em razão do início da execução das penas, após a rejeição dos recursos apresentados pela defesa. 

Os 3 militares fazem parte do núcleo 4 da chamada trama golpista, o da desinformação.

- Ângelo Denicoli — major da reserva do Exército.
- Giancarlo Rodrigues — subtenente.
- Guilherme Almeida — tenente-coronel.

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, destacou que o núcleo monitorou e realizou “ataques virtuais” para um “plano maior de ruptura com a ordem democrática”.

Nesse núcleo, dois estão foragidos:

- Reginaldo Abreu — coronel do Exército.
- Carlos César Moretzsohn Rocha — presidente do Instituto Voto Legal.

O LINDINHO DA ODEBRECHT E AFANADOR DO COFRE DA PREFEITURA DE NOVA IGUAÇU NÃO SE CANSA DE PASSAR VERGONHA

Moraes rejeita pedido de Lindbergh para investigar Moro

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou na última quarta-feira (8) o pedido apresentado pelo deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) para que o senador Sergio Moro (PL-PR) fosse incluído no chamado Inquérito das Milícias Digitais, que tramita na Corte desde 2021.
Na decisão, Moraes determinou a retirada da petição dos autos e seguiu integralmente o parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR), que foi contrária à inclusão de Moro na investigação.

Lindbergh havia protocolado no STF, em 25 de março, uma notícia de fato contra Moro. O parlamentar sustentava que o senador teria colocado em dúvida a legitimidade da eleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2022. Como justificativa, o deputado citou uma declaração pública de Moro.

– A visão que o cidadão tem é que o nosso presidente da República hoje, que não é nosso, mas foi eleito, entre aspas, aqui no Brasil está do lado dos criminosos e minimiza o crime a todo momento – disse o senador.

No pedido enviado ao Supremo, Lindbergh solicitava que a PGR fosse ouvida para avaliar a fala de Moro e inclusão dele no inquérito. Ele também defendia o envio de cópias do caso ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e à Advocacia-Geral da União (AGU).

A Procuradoria-Geral da República, porém, se manifestou contra a solicitação. O órgão afirmou que apenas o Ministério Público tem competência para dar início a uma ação penal.

Segundo a PGR, o regimento interno do STF impede que comunicações de supostos crimes sejam processadas diretamente pelo tribunal quando apresentadas por terceiros, devendo elas ser encaminhadas ao Ministério Público.

Ao analisar o caso, Moraes concordou com esse entendimento. Na decisão, o ministro afirmou que não havia legitimidade de Lindbergh para pedir a inclusão de Moro no inquérito.

Moraes reproduziu o parecer da PGR, segundo o qual o peticionamento ao STF “não é amplo e irrestrito” e existe “ausência de legitimidade ativa do noticiante”, requisito considerado indispensável para a abertura de um processo no Supremo.

08/04/2026

'GRANDE CONSELHEIRO': PERSEGUIR INOCENTES É UMA BELA BIOGRAFIA

Lula diz ter aconselhado Moraes a não jogar biografia fora e a se declarar impedido de votar sobre Master

O presidente Lula (PT) disse nesta quarta-feira (8) que as fraudes do Master e o envolvimento da esposa do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), na defesa do banco prejudicam a imagem da corte.

Ele afirmou ter aconselhado o magistrado a não jogar a biografia dele fora por conta dos escândalos que envolvem Daniel Vorcaro e sugeriu que Moraes transmita alguma mensagem de firmeza à sociedade, como a promessa de que se declarará impedido de votar sobre esse caso no STF.

“O companheiro Alexandre de Moraes sabe que prejudica a imagem. Você pode ter uma coisa que é legal, mas, nas circunstâncias que acontecem, o povo trata como uma coisa imoral. E num ano politico, em que as pessoas vão dar muito destaque para isso”, afirmou em entrevista ao ICL Notícias.

“Vou dizer a vocês o que eu disse para ele: ‘você construiu uma biografia histórica com o julgamento do 8 de Janeiro; não permita que esse caso do Vorcaro jogue fora sua biografia'”, completou Lula.

Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro, é uma das sócias do escritório Barci de Moraes, que admitiu ter mantido contrato com o Master entre fevereiro de 2024 e novembro de 2025, mês em que houve a liquidação do banco.

“Eu disse: ‘diga que sua mulher está advogando, eu só prometo que aqui na Suprema Corte ficarei impedido de votar, qualquer coisa, alguma coisa que passe para a sociedade uma firmeza’. Que ele tem”, declarou Lula.

Documentos da Receita Federal indicam que os pagamentos declarados pelo Master ao escritório da mulher de Moraes se estenderam por 2025 e chegaram a R$ 80,2 milhões em dois anos.

Como revelou a Folha na terça-feira (7), dados enviados à CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Senado que investiga o crime organizado mostram que o banco declarou 11 pagamentos de R$ 3.646.529,72 ao escritório ao longo de 2024, totalizando R$ 40.111.826,92.

Em 2025, os registros não aparecem segregados por meses, e há a declaração de pagamento de R$ 40.111.826,92 naquele ano.

Na entrevista, Lula disse ainda que o tema deverá ser usado pela direita na campanha pela disputa à Presidência da República neste ano.

Quando o contrato entre o Banco Master e o Barci de Moraes veio a público, a banca, que tem entre seus sócios também dois filhos do casal, ficou em silêncio. A primeira manifestação ocorreu no começo de março.

LIMITAR DELAÇÃO? QUEM DISSO CUIDA, DISSO USA!

No centro do caso Master, Alexandre de Moraes tira da gaveta ação do PT para limitar delação

Em meio ao avanço das tratativas para uma delação premiada de Daniel Vorcaro, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes resolveu tirar da gaveta uma ação apresentada em 2021 por advogados do PT que questiona a validade e os limites constitucionais das colaborações premiadas. Nesta quarta-feira, ele registrou no sistema do STF o pedido para o envio à pauta da ação movida pelos advogados do PT Lenio Streck, André Trindade e Fabiano Santos, que foi presidente dos Correios neste terceiro mandato de Lula.

A movimentação indica que o ministro, potencial alvo das revelações do dono do Master, pretende tentar restringir a validade da delação, como já fez há duas semanas, quando deu uma liminar restringindo o uso dos relatórios de inteligência financeira do Coaf.

A ação em questão é a ADPF 919. Nela, o PT pede que o STF fixe critérios para impedir o uso arbitrário de delações premiadas e “coibir interpretações que violem garantias fundamentais”.

Em dezembro de 2021, Moraes já havia solicitado informações ao então presidente Jair Bolsonaro e ao Congresso sobre o tema, para instruir essa mesma ação, mas não tomou decisão a respeito.

Dois anos depois, em setembro de 2023, ele homologou a delação do ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, Mauro Cid, no processo em que o ex-presidente terminou condenado a 27 anos de prisão por planejar um golpe de estado junto com ex-ministros e generais que compunham seu governo. A Procuradoria-Geral da República chegou a ser contra a delação de Mauro Cid, mas ele foi fechado diretamente com a Polícia Federal e com o aval de Moraes.

Hoje, Moraes é um potencial alvo da delação premiada de Vorcaro, junto com o ministro Dias Toffoli, que está em negociação tanto com a PGR como com a PF, e já enviou um recado aos investigadores de que pretende fazer uma “delação séria” e não poupar ninguém. O relator do caso Master no Supremo é o ministro André Mendonça.

Um dos pontos a ser esclarecido na delação é o contrato que o banco fechou em 2024 com o escritório da mulher de Moraes, Viviane Barci de Moraes, prevendo o pagamento de R$ 130 milhões de reais em três anos para a prestação de serviços junto ao Executivo e ao Legislativo em Brasília. A Receita Federal informou nesta semana à CPI do Crime Organizado que o banco pagou R$ 80 milhões em 22 meses ao escritório antes de ser liquidado pelo BC. Meses depois de questionado, o escritório afirmou ter feito reuniões e elaborado uma política de compliance para o banco, mas os valores são muito acima do mercado.

Além disso, o conteúdo do celular do banqueiro apreendido pela PF mostra que, no dia da prisão, Vorcaro trocou diversas mensagens com Moraes dizendo que estava tentando “salvar” o banco e perguntando: “Alguma novidade? Conseguiu bloquear?”.

A equipe da coluna apurou ainda que o ministro pressionou o presidente do BC, Gabriel Gaipolo, para autorizasse o fechamento do negócio entre o Banco Master e o BRB — operação que acabou no centro da fraude bilionária investigada pela Polícia Federal.

O resgate da ação sobre as delações premiadas vem duas semanas depois que o próprio Moraes dar uma liminar restringindo o acesso a RIFs do Coaf — os Relatórios de Inteligência Financeira que reúnem comunicações sobre movimentações atípicas ou suspeitas e costumam servir de ponto de partida para apurações de lavagem de dinheiro, corrupção e outros crimes financeiros.

Foi por meio desses relatórios que já se descobriu os pagamentos do Master à consultorias ligadas a políticos como o ex-prefeito de Salvador Antonio Carlos Magalhães Neto (União-BA) e o escritório do filho do então governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB-DF)

Pela decisão, o compartilhamento desses relatórios passou a exigir investigação criminal formalmente instaurada, ou processo administrativo ou judicial sancionador, numa tentativa de barrar o que o ministro classificou como “pesca probatória”. A medida vale, inclusive, para CPIs e CPMIs, e prevê nulidade das provas obtidas fora desses parâmetros até que o plenário julgue o mérito.

Além de driblar um entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) válido desde 2019, o ministro Alexandre de Moraes deu uma guinada radical em relação a seu próprio histórico de decisões.

Em agosto de 2025, nessa mesma ação, ele tinha dado uma liminar buscando o contrário, preservar o uso dos RIFs em investigações, permitindo o “compartilhamento de RIFs sem autorização judicial, desde que em procedimento formalmente instaurados e com garantia de sigilo”.

E esclareceu que os tribunais brasileiros, incluindo o Superior Tribunal de Justiça (STJ), não podiam anular investigações que utilizassem RIFs produzidos antes da instrução penal porque, conforme apontou o Ministério Público Federal (MPF), isso teria “graves consequências à persecução penal, como a anulação de provas, o trancamento de inquéritos, a revogação de prisões, a liberação de bens apreendidos e a invalidação de operações policiais essenciais ao combate ao crime organizado, à lavagem de dinheiro e à sonegação fiscal”.

Com a perspectiva de se tornar ele próprio objeto de investigações, Moraes já mudou de ideia sobre o uso das informações de inteligência do Coaf. Aparentemente, a próxima guinada deve se dar quanto ao uso das delações.

O Globo

ESCRITÓRIO DA ESPOSA DE MORAES SEMPRE BEM TRATADO PELO MASTER NO QUESITO DINHEIRO

Master pagou R$ 80 milhões a escritório de esposa de Moraes

O Banco Master declarou à Receita Federal ter pago mais de R$ 80,2 milhões ao escritório Barci de Moraes Sociedade de Advogados, da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Os valores foram informados pelo banco ao Fisco em 2024 e 2025 por meio das declarações de impostos retidos na fonte.

Os registros foram enviados à CPI do Crime Organizado após a comissão afirmar que os dados não haviam sido incluídos na primeira remessa feita pela Receita. Segundo os documentos, o Banco Master informou pagamentos de R$ 80.223.653,84 ao escritório entre fevereiro de 2024 e novembro de 2025. O valor corresponde a 22 parcelas mensais de R$ 3.646.529,72.

Ainda de acordo com os registros fiscais, o banco declarou ter recolhido R$ 4,9 milhões em impostos retidos na fonte sobre esses repasses. Os pagamentos coincidem com o contrato revelado pelo jornal O Globo em dezembro de 2025. Segundo a publicação, o Master acertou com o escritório de Viviane Barci repasses de R$ 3,6 milhões por mês durante 36 meses.

Em março, o escritório confirmou ter sido contratado pelo banco entre fevereiro de 2024 e novembro de 2025 para prestar consultoria e atuação jurídica. Na ocasião, a banca afirmou que o trabalho foi realizado por uma equipe de 15 advogados, envolveu 79 reuniões na sede do Banco Master e contou ainda com a contratação de outros três escritórios especializados.

Procurado, o escritório Barci de Moraes afirmou que “não confirma as informações incorretas e vazadas ilicitamente”, argumentando que os dados fiscais são sigilosos.

Instalada no Senado em novembro do ano passado, a CPI do Crime Organizado deve ser encerrada na próxima terça-feira (14), sem prorrogação.

07/04/2026

É NO BRASIL QUE ESTÁ A 'PONTA DO ICEBERG'

A ponta do iceberg

O jornal O Estado de S. Paulo identificou o patrimônio imobiliário de um mero servidor público. A apuração foi divulgada nesta segunda-feira (6) e o levantamento se restringiu a consulta de matrículas registradas em cartórios do país.

A metodologia rastreou apenas propriedades formalmente registradas no Brasil. Não abrangeu bens localizados fora do território nacional ou investimentos realizados em outros países.

Esse tipo de levantamento identifica apenas propriedades formalmente escrituradas em nome do investigado dentro das fronteiras nacionais.

Ou seja, o escopo da investigação não incluiu ativos financeiros mantidos em instituições estrangeiras. Propriedades adquiridas no exterior também não foram verificadas. Mesmo assim uma imensa fortuna foi localizada. E isso pode ser apenas a ponta do iceberg.

NÃO É A TOA QUE ELE É O HERÓI DA ESQUERDA

Jornalista americano solta o verbo sobre a "imensa fortuna" acumulada pela família Moraes

Um levantamento baseado em registros de cartório indica que o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, e sua esposa, a advogada Viviane Barci de Moraes, ampliaram significativamente seu patrimônio imobiliário nos últimos anos.

De acordo com os dados, o casal passou de R$ 8,6 milhões em bens imóveis, distribuídos em 12 propriedades em 2017, para um total de R$ 31,5 milhões atualmente, o que representa um crescimento de 266%. Hoje, eles possuem 17 imóveis entre casas, apartamentos, terrenos e salas comerciais.

Nos últimos cinco anos, os investimentos somaram R$ 23,4 milhões, todos pagos à vista, conforme apontam escrituras e matrículas analisadas. As aquisições ocorreram principalmente em Brasília e São Paulo.

No X, o jornalista americano Glenn Greenwald soltou o verbo:

"Parabéns à família Moraes pela imensa fortuna que acumularam em um período de tempo tão curto!

Quando se tem o maior advogado do mundo (cuja grandeza as pessoas só descobriram depois que o Xandão chegou ao STF), isso é muito merecido e nem um pouco corrupto."

06/04/2026

E SE FOSSE A FAMÍLIA DE BOLSONARO, JÁ ESTAVA ENJAULADA OU TINHA AGUMAS HORAS PARA EXPLICAR-SE?

Família de Moraes comprou R$ 23,4 milhões em imóveis nos últimos cinco anos e triplicou patrimônio

Levantamento com base em registros de cartório aponta que o ministro do STF Alexandre de Moraes e sua esposa, a advogada Viviane Barci de Moraes, ampliaram de forma significativa o patrimônio imobiliário nos últimos anos.

Atualmente, o casal possui 17 imóveis avaliados em cerca de R$ 31,5 milhões. Desde 2017, quando Moraes assumiu uma cadeira no Supremo Tribunal Federal, o crescimento patrimonial chega a 266%, considerando que, à época, os bens somavam R$ 8,6 milhões distribuídos em 12 propriedades.

A maior parte da expansão ocorreu nos últimos cinco anos, período em que foram investidos R$ 23,4 milhões na aquisição de imóveis em cidades como Brasília e São Paulo, com pagamentos realizados à vista, segundo os documentos.

Os dados também indicam que, ao longo de quase três décadas, o casal realizou compras que totalizam R$ 34,8 milhões em 27 imóveis, embora parte deles tenha sido vendida posteriormente. Isso explica a diferença em relação ao patrimônio atual.

Boa parte das aquisições recentes foi feita por meio do Lex Instituto de Estudos Jurídicos, empresa utilizada para administração dos bens da família. A sociedade é formada por Viviane e os filhos do casal, enquanto Moraes não aparece formalmente como sócio, embora o regime de comunhão parcial de bens inclua o patrimônio no conjunto familiar.

Entre os negócios mais relevantes estão a compra de uma mansão no Lago Sul, em Brasília, por R$ 12 milhões, e imóveis de alto padrão em São Paulo e Campos do Jordão. As transações incluem pagamentos elevados feitos por transferência bancária e PIX.

Além da evolução patrimonial, também houve crescimento na atuação profissional do escritório Barci de Moraes Advogados, comandado por Viviane. O volume de processos em tribunais superiores aumentou nos últimos anos, assim como contratos firmados com instituições financeiras.

Procurados, Moraes e Viviane não se manifestaram sobre os dados até o momento.

Estadão

05/04/2026

'POR QUE MORAES NÃO É INVESTIGADO?' - QUESTIONA JORNALISTA REVOLTADA DA GLOBO

Mais uma jornalista da Globo se revolta e questiona: "Por que Moraes não é investigado?"

A jornalista Thaís Oyama é mais uma a romper o silêncio sobre os absurdos envolvendo o nome de Alexandre de Moraes.

Em sua coluna no jornal O Globo, ela questionou: "Por que Moraes não é investigado?"

Leia o artigo na íntegra:

"As ilações da fantasiosa matéria são absolutamente falsas. O ministro Alexandre de Moraes jamais viajou em nenhum avião de Daniel Vorcaro ou em sua companhia e de Fabiano Zettel, a quem nem conhece." Foi com seu estilo costumeiro — muitos adjetivos, nenhum argumento e tom de quem não gostou de ser incomodado — que o ministro Moraes negou, por meio de sua assessoria, ter viajado com a mulher, Viviane Barci, ao menos oito vezes em jatinhos de empresas do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. A revelação, feita pelo jornal Folha de S.Paulo e confirmada pelo Estadão, baseou-se no cruzamento de informações de três bancos de dados de aviação.

A negativa categórica diante de fatos gritantes, aliada à artimanha de negar o que ninguém disse — nesse caso, que ele voou na companhia de Vorcaro ou Zettel —, é um recurso que Moraes já usou quando confrontado com outras reportagens, publicadas pelo GLOBO: a que apontou que ele pressionara o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, a apoiar a compra do Master pelo BRB e a que mostrou ter sido para o seu telefone que Vorcaro enviou seguidas mensagens horas antes de ser preso (“Alguma novidade? Conseguiu ter notícia ou bloquear?”).

Moraes age como se a enunciação categórica de suas negativas, por virem de quem vêm, bastasse para encerrar qualquer controvérsia. Não basta. Pelo contrário. No Direito, a existência de indícios múltiplos e convergentes apontando numa direção — aqui, que o ministro ou sua família foram beneficiados com um contrato de R$ 130 milhões pelo ex-banqueiro, que por sua vez se beneficiou, ou tentou se beneficiar, da posição de Moraes no Supremo Tribunal Federal (STF)—, confrontados com a negação do envolvido, costuma reforçar, e não enfraquecer, a ideia de que é preciso investigar. Não é por meio da contraposição formal das versões que se chega à verdade? Então, por que Moraes não é investigado ainda?

Fora da frente penal, resta a via do crime de responsabilidade no Senado — com os componentes políticos que ela implica. A direita já trabalha para transformar ministros do STF em plataforma política. Mas, mesmo fora desse campo, uma coisa parece certa: neste ano, dificilmente um candidato ao Senado atravessará a campanha sem responder à pergunta: será Moraes finalmente investigado?

JCO

PQP: ESSE CARA NÃO TEM CONDIÇÕES DE SER UM HUMANO

Coronéis presos, perda da aposentadoria e famílias à míngua. É essa a decisão de Moraes

A Polícia Militar do Distrito Federal enviou ofício ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal onde quer esclarecimentos sobre como executar a perda de cargo público de cinco coronéis condenados pelos ataques de 8 de janeiro de 2023. O ofício foi encaminhado em 25 de março.

Os cinco oficiais estão presos desde 11 de março no 19º Batalhão da Polícia Militar, em Brasília. A instalação é conhecida como Papudinha. A decisão do STF que condenou o grupo determinou a prisão e a destituição dos cargos públicos.

A corporação manifestou preocupação com a aplicação da medida. Policiais militares temem que a decisão crie precedente para acelerar desligamentos na PM. Familiares dos condenados relatam angústia com a possível suspensão dos benefícios de aposentadoria.

No ofício a corporação apontou dúvidas sobre o regime constitucional específico para militares estaduais e do Distrito Federal quanto à perda de posto e patente.

O documento afirma:
"A questão assume relevo particular em razão da condição dos atingidos —oficiais já na inatividade (reserva remunerada)—, circunstância que recomenda a definição mais precisa acerca da forma de implementação do comando decisório, especialmente diante das especificidades do regime jurídico-constitucional aplicável à categoria".

A Polícia Militar ressaltou no texto:
"Ressalte-se que a presente manifestação não se dirige à rediscussão do mérito da decisão, tampouco implica qualquer condicionamento ao seu cumprimento —já em curso—, consubstanciando, tão somente, medida de cautela administrativa voltada à sua fiel execução, com a devida segurança jurídica e observância das balizas constitucionais pertinentes".

O coronel Palhares, comandante-geral da PMDF, reuniu-se com familiares dos cinco condenados em 1º de abril. Os militares são Fábio Augusto Vieira, Klepter Rosa Gonçalves, Jorge Eduardo Naime Barreto, Paulo José Ferreira e Marcelo Casimiro. Palhares informou sobre o envio do ofício ao gabinete do ministro.

Um participante da reunião, que não quis se identificar, relatou que o comandante-geral detalhou os procedimentos administrativos em andamento. Palhares demonstrou solidariedade aos familiares. Moraes ainda não respondeu ao documento da corporação.

Os cinco condenados ocupavam a patente de coronel, a mais alta da Polícia Militar. Dois deles comandaram a corporação. O grupo permanece detido no 19º Batalhão, ao lado do Complexo Penitenciário da Papuda.

04/04/2026

MORAES É ACUSADO DE 'CENSURA GLOBAL' POR COMITÊ DA CÂMARA DOS EUA

Comitê da Câmara dos EUA acusa Alexandre de Moraes de ‘censura global’

O Comitê Judiciário da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos divulgou nesta semana um relatório que acusa o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, de impor uma “censura global” por meio de decisões judiciais com efeitos extraterritoriais. O documento afirma que ordens brasileiras levaram à remoção de conteúdos e perfis em plataformas digitais fora do território nacional, inclusive publicações de usuários americanos. Empresas como X e Rumble são citadas como exemplos de plataformas punidas após resistirem a determinações de bloqueio de contas ligadas a influenciadores de direita.

O parecer destaca que as medidas de Moraes atingiram conteúdos produzidos nos Estados Unidos, incluindo manifestações de jornalistas brasileiros e comentaristas que vivem no país, além de postagens que elogiavam o presidente Donald Trump e criticavam o ex-presidente Joe Biden. Segundo o relatório, as plataformas foram pressionadas a cumprir as ordens sob risco de sanções, como a suspensão temporária da Rumble no Brasil em fevereiro do ano passado, revertida apenas após a empresa bloquear perfis, pagar multas e regularizar sua representação legal no país.

O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin, criticou o documento, afirmando que ele distorce o funcionamento do sistema jurídico brasileiro. Fachin ressaltou que a liberdade de expressão é um direito fundamental protegido pela Constituição, mas não é absoluto e pode ser limitado quando há prática de crimes. O STF informou que eventuais esclarecimentos serão feitos pelos canais diplomáticos adequados.

02/04/2026

QUANDO A 'FALCATRUA' ATINGE OS OUTROS É 24HS PARA EXPLICAÇÕES, QUANDO ATINGE ELE É ILAÇÃO OU FANTASIA

Jornal cita 8 voos de Moraes em jatos ligados a Vorcaro; ministro vê ‘ilações’

Reportagem expôs, nesta terça-feira (31), que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, fez ao menos oito voos em jatinhos de empresas ligadas ao banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, que está preso pela maior fraude financeira da história do Brasil. Segundo o jornal Folha de S.Paulo, os aviões teriam decolado entre 16 de maio e 16 de outubro de 2025, com o ministro e sua esposa Viviane Barci de Moraes, que teve seu escritório contratado por R$ 129 milhões para defender o banco.

Por meio de seu gabinete, Moraes alegou que seriam “ilações” e “absolutamente falsas” as informações do jornal sobre os voos em jatinhos de empresas ligadas a Vorcaro e ao cunhado do banqueiro, Fabiano Zettel (também preso pelo esquema bilionário). Além disso, o ministro afirma que “jamais viajou em nenhum avião de Daniel Vorcaro ou em sua companhia e de Fabiano Zettel, a quem nem conhece”.

Os registros dos voos com Moraes e Viviane foram obtidos pela Folha a partir de dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), vinculado ao Comando da Aeronáutica, e do Registro Aeronáutico Brasileiro, mantido pela Anac.


Tais informações indicaram que sete dos voos com o ministro foram em aviões da empresa Prime Aviation, da qual Vorcaro era sócio por meio do fundo Patrimonial Blue. E a casa do banqueiro seria de propriedade a mesma empresa autorizada a operar táxi aéreo com seus jatinhos.

E outra viagem com o ministro e sua esposa, registrada em 7 de agosto de 2025, foi operada pelo jato executivo Falcon 2000 da Dassault, que tem prefixo PS-FSW. A aeronave sem autorização para táxi aéreo tem Zettel como um dos sócios e está registrado em nome da empresa FSW SPE, ainda segundo a Folha.

Ao jornal, o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes alegou ter critérios operacionais sem ligação com qualquer vínculo pessoal com proprietários de aeronaves ou operadores específicos para contratar serviços de táxi aéreo. Admitiu contratar diversos serviços de táxi aéreo, entre os quais, “em algum momento” está o da empresa Prime Aviation. Mas refutou: “Em nenhum dos voos em aeronaves da Prime Aviation em que viajaram integrantes do escritório, no entanto, estiveram presentes Daniel Vorcaro ou Fabiano Zettel”.

01/04/2026

DOCUMENTOS APONTAM QUE O 'PALADINO DA MORALIDADE' VIAJOU EM AVIÃO DE VORCARO

Moraes viajou em avião de Daniel Vorcaro, apontam documentos

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, e a esposa, a advogada Viviane Barci de Moraes, teriam viajado pelo menos oito vezes em aeronaves ligadas ao banqueiro Daniel Vorcaro, preso na Operação Compliance Zero.

Registros cruzados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) e do Registro Aeronáutico Brasileiro identificaram a movimentação. A apuração é da Folha de S.Paulo.

Relatórios apontam que, de um total de oito voos realizados, sete ocorreram em aeronaves da Prime Aviation, empresa de compartilhamento de bens de luxo vinculada ao fundo Patrimonial Blue, do qual o empresário Vorcaro era sócio. As aeronaves em questão possuem autorização formal para operar o serviço de táxi- aéreo.

A única exceção registrada ocorreu em 7 de agosto de 2025, em um voo que transportou o ministro e sua esposa, a advogada Viviane Barci de Moraes. O deslocamento foi feito em um jato Dassault Falcon 2000, prefixo PS-FSW, de propriedade da empresa FSW SPE, que não detém permissão para realizar táxi- aéreo.

Entre os sócios da aeronave está Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, também detido na Operação Compliance Zero. Assim como o dono do Master, Zettel também negocia um acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República (PGR) e a Polícia Federal.

Moraes não respondeu aos contatos. Já o escritório de Viviane de Moraes afirma que realiza a contratação de diversos serviços de táxi-aéreo, inclusive da Prime Aviation, mas que não fecha negócios por vínculos pessoais.

A defesa de Vorcaro disse que não irá se pronunciar. O advogado de Fabino Zettel não respondeu aos contatos. A Prime Aviation afirmou que, por questões de confidencialidade e da Lei Geral de Proteção de Dados, não divulga informações sobre os usuários das aeronaves.

Leia a íntegra da nota do escritório de Viviane Barci:

O escritório Barci de Moraes (de Viviane Barci, mulher do ministro Alexandre de Moraes, do STF) afirma que contrata diversos serviços de taxi aéreo, e que entre os que já foram em algum momento contratados está o da empresa Prime Aviation.

Em nenhum dos voos em aeronaves da Prime Aviation em que viajaram integrantes do escritório, no entanto, estiveram presentes Daniel Vorcaro ou Fabiano Zettel. Além disso, todos os valores eram pagos compensando os honorários advocatícios nos termos contratuais.A contratação desses serviços de táxi aéreo segue critérios operacionais e não envolve qualquer vínculo pessoal com proprietários de aeronaves ou operadores específicos.

O escritório afirma ainda que nenhum de seus advogados conhece Fabiano Zettel, com quem jamais tiveram qualquer espécie de contato. Além disso, nenhum integrante do escritório jamais viajou em aviões de Daniel Vorcaro ou Fabiano Zettel.

Os dados que apontariam viagens de integrantes do escritório não trazem qualquer informação específica sobre os voos, fazendo ilações com base em suposta presença na base aérea.

31/03/2026

FALA DE EDUARDO BOLSONARO NOS EUA - MORAES PEDE A PGR PARA OPINAR

Moraes manda PGR opinar sobre fala de Eduardo nos EUA

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes pediu o parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre a fala do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) na CPAC (Conferência de Ação Política Conservadora).

Na ocasião, o parlamentar sugeriu que estaria gravando um vídeo do evento para mostrar ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que possui medidas cautelares de acesso às redes sociais e outros dispositivos de comunicação externa.

– Vocês sabem por que eu estou fazendo esse vídeo? Porque eu estou mostrando para o meu pai e eu vou provar para todo mundo no Brasil que você não pode calar um movimento de forma injusta, tirando o seu líder, Jair Messias Bolsonaro – declarou Eduardo.

Moraes intimou a defesa do ex-chefe do Executivo a prestar explicações. Os advogados, por sua vez, disseram que o líder conservador tem cumprido de forma “integral” as medidas cautelares estabelecidas para a prisão domiciliar temporária.

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) também se pronunciou, negando ter recebido qualquer vídeo da CPAC.

– Não houve recebimento de qualquer vídeo gravado no CPAC por Eduardo Bolsonaro ou outro de qualquer natureza. Em consequência, não houve exibição desse ou de qualquer outro material ao ex-presidente Bolsonaro, uma vez que as prescrições judiciais estão sendo cumpridas integralmente – assinalou, em nota.

30/03/2026

A MULHER DELE JÁ EXPLICOU OS R$ 129 MILHÕES DO MASTER?

Moraes dá 24h para Bolsonaro explicar vídeo citado por Eduardo

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes estabeleceu, nesta segunda-feira (30), um prazo de 24 horas para que os advogados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) expliquem uma fala do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) sobre ter enviado para o pai um vídeo da Conferência da Ação Política Conservadora (CPAC).

Para o magistrado, houve possível violação da medida cautelar que proíbe o ex-chefe do Executivo a usar celulares ou qualquer meio de comunicação externa.

A declaração de Eduardo aconteceu no último sábado (28) durante o evento conservador realizado nos Estados Unidos:

– Vocês sabem por que eu estou fazendo esse vídeo? Porque eu estou mostrando para o meu pai e eu vou provar para todo mundo, no Brasil, que você não pode calar um movimento de forma injusta, tirando o seu líder, Jair Messias Bolsonaro – disse o ex-congressista.

Bolsonaro cumpre sua pena de 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado, crime que ele nega ter cometido. Atualmente o ex-líder do Planalto se encontra em prisão domiciliar temporária em razão de seu delicado estado de saúde, causado por complicações da facada que recebeu durante a campanha presidencial de 2018.

29/03/2026

E PENSAR QUE OS 'PALADINOS DA MORALIDADE' CONDENAM A MORTE INOCENTES QUE NÃO COMETEM CRIMES

Família de Moraes teria recebido até 645 vezes mais por serviços ao Banco Master

Um contrato firmado entre o Banco Master e o escritório ligado à advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, passou a ser alvo de questionamentos após vir à tona o valor pago pelos serviços de compliance. Segundo apuração, os ganhos podem ter sido até 645 vezes superiores aos pagos a outros profissionais que atuaram em funções semelhantes.

O contrato, que previa até R$ 129 milhões, envolvia a produção, revisão e implementação de políticas internas do banco. Entre fevereiro de 2024 e novembro de 2025, o escritório recebeu cerca de R$ 75,6 milhões, com pagamentos mensais elevados. A equipe coordenada por Viviane teria atuado em áreas como código de ética e diretrizes de governança.

No entanto, documentos analisados indicam que parte significativa dessas políticas já havia sido elaborada anteriormente por funcionários do próprio banco ou por outros escritórios de advocacia. Em alguns casos, os registros digitais apontam autoria de terceiros mesmo durante o período em que o escritório de Viviane prestava serviços.

Especialistas ouvidos apontam que os valores pagos fogem dos padrões de mercado. Estimativas indicam que serviços semelhantes poderiam custar menos de R$ 10 milhões em escritórios de grande porte, o que levanta dúvidas sobre os critérios adotados na contratação.

O caso ganha ainda mais relevância por envolver investigações em curso sobre o Banco Master, que apuram suspeitas de irregularidades financeiras. Até o momento, não houve manifestação pública do ministro Alexandre de Moraes sobre o tema.

Com informações do Estadão