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29/04/2026

MORAES DEVE EXPLICAÇÕES A PF - ELE PAGA?

Moraes terá que se explicar à Polícia Federal...

A Polícia Federal vai investigar a qual apartamento Martha Graeff, ex-namorada do banqueiro Daniel Vorcaro, se referiu ao conversar com o dono do Banco Master. Na ocasião, Vorcaro havia dito que estava com o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo a Band, em mensagens por aplicativo, Martha perguntou ao banqueiro se Moraes “gostou do apartamento”.

"A reportagem apurou que os investigadores questionam por que o ministro teria que gostar do imóvel e o motivo de a ex-namorada de Vorcaro perguntar sobre isso com tamanha naturalidade.

A avaliação da PF é que não é comum que um convidado precise aprovar o local onde determinada pessoa mora; por isso, a fala de Martha foi recebida com estranheza desde o início.

Além disso, informações de que Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), recebeu imóveis em troca de facilitar fraudes acenderam um alerta na PF.

Os investigadores, que antes buscavam pistas em paraísos fiscais, dinheiro em espécie e transferências bancárias, agora mudam o cenário de análise. Os agentes estão em alerta para apurar se Alexandre de Moraes também teria sido favorecido por Vorcaro com imóveis de luxo."

Veja:

20/04/2026

A BANDIDAGEM TUDO, AOS CIDADÃOS DE BEM, NADA!

Decisão de Moraes vira arma de defesa de milicianos e contrabandistas e já ameaça anular investigações em vários estados

Uma decisão liminar do ministro Alexandre de Moraes, do STF, sobre o uso de Relatórios de Inteligência Financeira (RIFs) do Coaf, passou a ser usada por advogados em diferentes estados para tentar anular investigações e até reverter prisões, inclusive em casos ligados a milícias, lavagem de dinheiro e crimes financeiros.

A decisão foi tomada no dia 27 de março e estabelece que os relatórios do Coaf só podem ser utilizados após a abertura formal de inquérito policial. O ministro também proibiu que os documentos sejam usados como ponto de partida das investigações, sob o argumento de evitar a chamada “pesca probatória”.

Segundo especialistas e informações da coluna de Andreza Matais, do Metrópoles, a interpretação da decisão passou a ser utilizada por defesas como base para contestar operações em andamento e questionar a legalidade de provas já coletadas.

Em alguns casos, advogados pedem não apenas a exclusão de relatórios financeiros, mas também a nulidade completa de investigações e a libertação de investigados. A estratégia já aparece em processos envolvendo milícias, contrabando, lavagem de dinheiro e jogos ilegais.

De acordo com as informações, a decisão já foi citada em processos no Ceará, Bahia e Paraná, envolvendo desde operações contra influenciadores ligados a apostas ilegais até investigações sobre milícias e esquemas de contrabando com uso de empresas de fachada.

15/04/2026

TIRANIA: INQUÉRITO CONTRA FLÁVIO BOLSONARO É INSTAURADO POR MORAES

Moraes age, dá o tom da campanha eleitoral e instaura inquérito contra Flávio

O ministro Alexandre de Moraes autorizou a abertura de inquérito policial para investigar o senador Flávio Bolsonaro (PL) por possível crime de injúria contra Lula. A decisão foi tomada com base em publicação feita pelo parlamentar na rede social X.

A medida atende pedido da Polícia Federal, solicitado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. Moraes estabeleceu prazo de 60 dias para que a corporação realize as diligências iniciais após receber os autos.

A investigação teve início após postagem feita por Flávio Bolsonaro em 3 de janeiro de 2026 na plataforma X. O senador compartilhou imagens do presidente brasileiro ao lado de Nicolás Maduro, então presidente da Venezuela.

No texto da publicação, o parlamentar escreveu:
"Lula será delatado. É o fim do Foro de São Paulo: tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras, eleições fraudadas". A mensagem permanece disponível na plataforma.

O post foi feito ao compartilhar reportagem do Metrópoles, da coluna de Igor Gadelha. A matéria informava que o governo federal havia convocado reunião emergencial após a captura de Maduro pelos Estados Unidos em território venezuelano.

A Polícia Federal destacou o alcance da declaração do senador.
"Trata-se, portanto, de publicação realizada em ambiente virtual público, acessível a milhares de pessoas, por meio da qual se imputam fatos criminosos ao presidente da República", afirmou a corporação no documento.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou a favor da abertura do inquérito.
"A providência pleiteada está amparada em publicação realizada em ambiente virtual público, acessível a milhares de usuários, em que se atribuem falsamente, de maneira pública e vexatória, fatos delituosos ao presidente", declarou o Ministério Público Federal.

Moraes determinou a retirada do sigilo processual. A decisão considerou a ausência de elementos que justifiquem restrição à publicidade dos autos. O processo tramitará no STF devido ao foro por prerrogativa de função do senador.

Vale lembrar que em 2022, todas as postagens relacionando Lula a Maduro foram derrubadas, sob a alegação de constituírem “fake-news”. Uma vez empossado, Lula recebeu Maduro no Brasil, com honras jamais concedidas a um Chefe de Estado. Diante desses fatos, é realmente preocupante e assustador que o pré-candidato da oposição, melhor posicionado nas pesquisas, seja submetido a um inquérito por suposto crime, em virtude de uma postagem inerente ao debate político e pré-eleitoral.

ABSURDO: ATÉ OS ADVOGADOS DAS SUAS VÍTIMAS MORAES É QUEM ESCOLHE

Advogados reagem após Moraes afastá-los do caso Tagliaferro

Advogados que atuavam na defesa de Eduardo de Oliveira Tagliaferro divulgaram nesta terça-feira (14) uma nota pública criticando a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que determinou a substituição da defesa do perito e nomeou a Defensoria Pública da União (DPU) para atuar no caso.

No comunicado, os advogados Paulo César Rodrigues de Faria e Filipe Rocha de Oliveira afirmam que a medida foi ilegal e dizem ter sido afastados mesmo após atuarem regularmente no processo.

– Repúdio total, veemente e irrestrito aos gravíssimos acontecimentos verificados na ação penal e na defesa técnica de Eduardo Tagliaferro – afirmaram os advogados.

Eles também negaram ter abandonado o caso e disseram que continuaram apresentando recursos e medidas judiciais ao longo da tramitação do processo.

– Não houve renúncia dos advogados, destituição pelo cliente, ou abandono de causa. Houve, sim, resistência técnica às ilegalidades processuais – declararam.

Na nota, os defensores afirmam que a decisão teria retirado a defesa privada e colocado a DPU no processo para substituir a atuação dos advogados constituídos.

– É absolutamente falsa a alegação de abandono de causa para sustentar a destituição da defesa constituída – escreveram.

Os advogados ainda criticaram a postura da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), afirmando que a entidade não teria reagido às representações feitas sobre o caso.

A manifestação ocorre após Moraes determinar, na segunda-feira (13), a retirada dos advogados do processo e designar a DPU para representar Tagliaferro. O perito, que atuou no núcleo de combate à desinformação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), está atualmente na Itália.

Segundo decisão do ministro, a mudança ocorreu após a defesa se recusar a participar de uma audiência de instrução. Moraes também marcou nova audiência para o dia 28 de abril.

A ação envolve investigações relacionadas à prisão de Tagliaferro em Caieiras (SP), após suspeita de ameaça com arma de fogo contra a esposa. Durante as apurações, policiais apreenderam um aparelho que levantou suspeitas de conter dados institucionais, o que levou a investigação a incluir possível violação de sigilo funcional.

13/04/2026

IMORALIDADE: MESMO ENVOLVIDO NO CASO MASTER MINISTRO CONTINUA ATERRORIZ@NDO

PMDF cumpre ordem de Moraes e expulsa condenados pelo 8/1

A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) tomou medidas para cumprir determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ao afastar cinco oficiais envolvidos nos fatos de 8 de janeiro de 2023. A decisão do comandante-geral, coronel Rômulo Flávio Mendonça Palhares, foi assinada na quinta-feira 9, e veio a público nesta segunda-feira, 13, por meio do Diário Oficial do Distrito Federal.

Os ex-membros da corporação foram responsabilizados por suposta omissão durante os ataques ocorridos na Praça dos Três Poderes. Eles foram condenados pelos crimes de tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado, o que totalizou penas de 16 anos de prisão. Além disso, o grupo deverá pagar, solidariamente, indenização de R$ 30 milhões aos cofres públicos.
Detalhes da decisão e consequências para os oficiais

No despacho, Moraes determinou a perda do cargo público de Fábio Augusto Vieira (ex-comandante-geral), Klepter Rosa Gonçalves (ex-subcomandante-geral), e dos coronéis Jorge Eduardo Naime Barreto, Paulo José Ferreira de Sousa Bezerra e Marcelo Casimiro Vasconcelos Rodrigues. Todos já estavam na reserva, o que levou a Polícia Militar a buscar esclarecimentos com o ministro.

Segundo Moraes, conforme registrado na decisão publicada na quarta-feira 8, “a perda da graduação da praça pode ser declarada como efeito secundário da sentença condenatória pela prática de crime militar ou comum”.
Absolvição e justificativas do Supremo

Ainda no mesmo processo, a 1ª Turma do Supremo absolveu o major Flávio Silvestre de Alencar e o tenente Rafael Pereira Martins, com alegação de insuficiência de provas. Sobre os condenados, os ministros entenderam que houve omissão funcional significativa, o que teria facilitado as tentativas de abolir o Estado Democrático de Direito e de promover um golpe de Estado para destituir o governo legalmente estabelecido.

revistaoeste

11/04/2026

LULA JOGOU MORAES AOS LEÕES(!?) - 3 RAZÕES PARA ISTO

3 razões para Lula ter jogado Moraes aos leões

Thaís Oyama em O Globo explica o que aconteceu com precisão cirúrgica. Lula chamou Moraes de "companheiro Alexandre" — e na sequência o jogou aos leões. Dois dias após a CPI revelar patrimônio triplicado do ministro e 17 imóveis avaliados em R$ 31,5 milhões — Lula afirmou que quem quer “ficar milionário não pode ser ministro da Suprema Corte”.

Aquele a quem chamou de “salvador da democracia” por mais de uma ocasião virou passivo eleitoral explosivo.

1. Primeira razão — contenção impossível:

49% dos brasileiros não confiam no STF. 66% querem senadores pró-impeachment. O dado mais letal para Lula: 59% veem a Corte como aliada do governo. Com o escândalo Master incontível — defender Moraes é se colocar contra a maioria.

2. Segunda razão — Caiado obrigou todos a se mover:

Flávio Bolsonaro mantinha distância calculada — pai preso à mercê do STF, cinco pré-candidatos do PL com ações na Corte, risco de o TSE impedir sua própria candidatura. Lula também preferia silêncio. Caiado acabou com o conforto dos dois — exigindo que o STF "corte na própria carne" antes de qualquer impeachment. Arrastou o tema para a arena presidencial. Obrigou Flávio a segui-lo. Obrigou Lula a se mover. Com Lula empatado com Flávio nas pesquisas — qualquer cheiro de corrupção judicial contamina diretamente o incumbente.

3. Terceira razão — e é a mais reveladora: Um informante altamente qualificado sobre as investigações do Master avisou Lula que "mais coisa pesada vem por aí — e não há salvação para a biografia do companheiro Alexandre."

Lula não abandonou Moraes por princípio. Abandonou porque soube que o pior ainda está por vir — e não quer estar no mesmo barco quando afundar. A delação de Vorcaro chega na semana que vem. Em 2026 — o eleitor pune quem protege castas intocáveis enquanto taxa o povo até o osso. Lição dura para um lulismo que apostou tudo em narrativas de salvação democrática e agora está em frangalhos.

JANTAR DE LUXO QUE VORCARO OFERECEU A MORAES EM LONDRES - VEJA QUEM COMPARECEU

Veja quem estava no jantar de luxo que Vorcaro deu em Londres

Ministros de tribunais superiores e autoridades da República participaram, em 25 de abril de 2024, de um jantar em Londres durante uma homenagem ao ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes. Entre os presentes estavam integrantes do Judiciário, do Executivo e do Legislativo.

As informações foram divulgadas pela imprensa com base em documentos enviados à CPMI do INSS, que apura o caso envolvendo o banco Master. Os registros mencionam a presença de autoridades no encontro realizado na capital britânica.

Entre os convidados estavam os ministros do STF Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, o então ministro da Justiça do governo Luiz Inácio Lula da Silva, Ricardo Lewandowski, o diretor-geral da Polícia Federal do Brasil, Andrei Rodrigues, e o procurador-geral da República, Paulo Gonet.

Também participaram o deputado Hugo Motta (Republicanos-PB) e o ministro do Superior Tribunal de Justiça, Benedito Gonçalves.

Segundo as informações divulgadas, nenhuma das autoridades citadas é investigada. Não há registro de irregularidades ou de crimes relacionados à participação delas no evento.

O jantar ocorreu no clube privado Annabel’s e teria custado cerca de 400 mil libras (aproximadamente R$ 2,7 milhões). Durante a noite, os convidados participaram de uma degustação do whisky Macallan.

Após o jantar, foi organizado um after party para um grupo restrito de convidados. Conforme relatos citados em reportagens, alguns participantes receberam broches que davam acessos a encontros íntimos.

ARTIGO: MORAES PRECISA SAIR OU SER AFASATADO DO STF, IMEDIATAMENTE

Moraes precisa sair ou ser afastado do STF, imediatamente

Quando um homem investido de poder deixa de reunir as condições morais indispensáveis ao exercício de seu cargo, não é apenas sua posição que se enfraquece — é a confiança do povo nas instituições que começa a ruir.

Hoje, brasileiros observam incrédulos a postura de Alexandre de Moraes. O que mais inquieta não é apenas o escândalo em si, mas a aparente indiferença diante dele — a tentativa de agir como se nada estivesse acontecendo, como se questionamentos legítimos pudessem ser ignorados sem custo para o STF e para a República.

Em uma democracia, autoridade não se sustenta apenas pelo poder formal, mas pela confiança moral que inspira. Quando essa confiança é abalada, insistir na normalidade não restaura a estabilidade — aprofunda a desconfiança e leva o país à ruína moral.

O Brasil é maior do que qualquer indivíduo.

E a força de uma nação livre reside justamente na coragem de exigir que seus líderes estejam à altura da responsabilidade que lhes foi confiada.

10/04/2026

SANTINHOS: DURANTE HOMENAGEM A MORAES VORCARO DISTRIBUIU BROCHES DE R$ 2,7 MILHÕES

PF cita broches em evento de R$ 2,7 milhões de Vorcaro em Londres durante homenagem a Moraes

Um relatório da Polícia Federal cita a realização de um evento em Londres, em abril de 2024, envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro e autoridades brasileiras durante uma homenagem ao ministro do STF Alexandre de Moraes. O encontro teria reunido integrantes dos Três Poderes.

Segundo o documento, o evento incluiu um jantar realizado em um clube privado na capital britânica, com custo estimado de 400 mil libras, cerca de R$ 2,7 milhões. Ainda de acordo com o relatório, o encontro ocorreu paralelamente ao Fórum Jurídico Brasil de Ideias.

O relatório menciona que, após o jantar, convidados teriam participado de uma programação adicional organizada pelo banqueiro, incluindo hospedagem e deslocamentos custeados no contexto do evento. O documento também cita que o grupo ficou hospedado em hotel de alto padrão em Londres.

Ainda conforme a Polícia Federal, o evento foi acompanhado por diferentes autoridades brasileiras, e integra o conjunto de informações reunidas no relatório de investigação. O documento não aponta que o ministro Alexandre de Moraes tenha participado de atividades posteriores ao jantar, nem registra sua presença no chamado after mencionado.

O relatório também cita o ministro Dias Toffoli no contexto da investigação, no conjunto de apurações que motivaram análise de sua atuação no caso.

VERGONHA: AOS POUCOS MORAES ESTÁ DEGUSTANDO 'AS MELANCIAS'

Moraes manda prender 3 militares

Por determinação do ministro Alexandre de Moraes, o Exército Brasileiro cumpre nesta sexta-feira (10), três mandados de prisão.

As prisões foram determinadas em razão do início da execução das penas, após a rejeição dos recursos apresentados pela defesa. 

Os 3 militares fazem parte do núcleo 4 da chamada trama golpista, o da desinformação.

- Ângelo Denicoli — major da reserva do Exército.
- Giancarlo Rodrigues — subtenente.
- Guilherme Almeida — tenente-coronel.

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, destacou que o núcleo monitorou e realizou “ataques virtuais” para um “plano maior de ruptura com a ordem democrática”.

Nesse núcleo, dois estão foragidos:

- Reginaldo Abreu — coronel do Exército.
- Carlos César Moretzsohn Rocha — presidente do Instituto Voto Legal.

O LINDINHO DA ODEBRECHT E AFANADOR DO COFRE DA PREFEITURA DE NOVA IGUAÇU NÃO SE CANSA DE PASSAR VERGONHA

Moraes rejeita pedido de Lindbergh para investigar Moro

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou na última quarta-feira (8) o pedido apresentado pelo deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) para que o senador Sergio Moro (PL-PR) fosse incluído no chamado Inquérito das Milícias Digitais, que tramita na Corte desde 2021.
Na decisão, Moraes determinou a retirada da petição dos autos e seguiu integralmente o parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR), que foi contrária à inclusão de Moro na investigação.

Lindbergh havia protocolado no STF, em 25 de março, uma notícia de fato contra Moro. O parlamentar sustentava que o senador teria colocado em dúvida a legitimidade da eleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2022. Como justificativa, o deputado citou uma declaração pública de Moro.

– A visão que o cidadão tem é que o nosso presidente da República hoje, que não é nosso, mas foi eleito, entre aspas, aqui no Brasil está do lado dos criminosos e minimiza o crime a todo momento – disse o senador.

No pedido enviado ao Supremo, Lindbergh solicitava que a PGR fosse ouvida para avaliar a fala de Moro e inclusão dele no inquérito. Ele também defendia o envio de cópias do caso ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e à Advocacia-Geral da União (AGU).

A Procuradoria-Geral da República, porém, se manifestou contra a solicitação. O órgão afirmou que apenas o Ministério Público tem competência para dar início a uma ação penal.

Segundo a PGR, o regimento interno do STF impede que comunicações de supostos crimes sejam processadas diretamente pelo tribunal quando apresentadas por terceiros, devendo elas ser encaminhadas ao Ministério Público.

Ao analisar o caso, Moraes concordou com esse entendimento. Na decisão, o ministro afirmou que não havia legitimidade de Lindbergh para pedir a inclusão de Moro no inquérito.

Moraes reproduziu o parecer da PGR, segundo o qual o peticionamento ao STF “não é amplo e irrestrito” e existe “ausência de legitimidade ativa do noticiante”, requisito considerado indispensável para a abertura de um processo no Supremo.

08/04/2026

'GRANDE CONSELHEIRO': PERSEGUIR INOCENTES É UMA BELA BIOGRAFIA

Lula diz ter aconselhado Moraes a não jogar biografia fora e a se declarar impedido de votar sobre Master

O presidente Lula (PT) disse nesta quarta-feira (8) que as fraudes do Master e o envolvimento da esposa do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), na defesa do banco prejudicam a imagem da corte.

Ele afirmou ter aconselhado o magistrado a não jogar a biografia dele fora por conta dos escândalos que envolvem Daniel Vorcaro e sugeriu que Moraes transmita alguma mensagem de firmeza à sociedade, como a promessa de que se declarará impedido de votar sobre esse caso no STF.

“O companheiro Alexandre de Moraes sabe que prejudica a imagem. Você pode ter uma coisa que é legal, mas, nas circunstâncias que acontecem, o povo trata como uma coisa imoral. E num ano politico, em que as pessoas vão dar muito destaque para isso”, afirmou em entrevista ao ICL Notícias.

“Vou dizer a vocês o que eu disse para ele: ‘você construiu uma biografia histórica com o julgamento do 8 de Janeiro; não permita que esse caso do Vorcaro jogue fora sua biografia'”, completou Lula.

Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro, é uma das sócias do escritório Barci de Moraes, que admitiu ter mantido contrato com o Master entre fevereiro de 2024 e novembro de 2025, mês em que houve a liquidação do banco.

“Eu disse: ‘diga que sua mulher está advogando, eu só prometo que aqui na Suprema Corte ficarei impedido de votar, qualquer coisa, alguma coisa que passe para a sociedade uma firmeza’. Que ele tem”, declarou Lula.

Documentos da Receita Federal indicam que os pagamentos declarados pelo Master ao escritório da mulher de Moraes se estenderam por 2025 e chegaram a R$ 80,2 milhões em dois anos.

Como revelou a Folha na terça-feira (7), dados enviados à CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Senado que investiga o crime organizado mostram que o banco declarou 11 pagamentos de R$ 3.646.529,72 ao escritório ao longo de 2024, totalizando R$ 40.111.826,92.

Em 2025, os registros não aparecem segregados por meses, e há a declaração de pagamento de R$ 40.111.826,92 naquele ano.

Na entrevista, Lula disse ainda que o tema deverá ser usado pela direita na campanha pela disputa à Presidência da República neste ano.

Quando o contrato entre o Banco Master e o Barci de Moraes veio a público, a banca, que tem entre seus sócios também dois filhos do casal, ficou em silêncio. A primeira manifestação ocorreu no começo de março.

LIMITAR DELAÇÃO? QUEM DISSO CUIDA, DISSO USA!

No centro do caso Master, Alexandre de Moraes tira da gaveta ação do PT para limitar delação

Em meio ao avanço das tratativas para uma delação premiada de Daniel Vorcaro, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes resolveu tirar da gaveta uma ação apresentada em 2021 por advogados do PT que questiona a validade e os limites constitucionais das colaborações premiadas. Nesta quarta-feira, ele registrou no sistema do STF o pedido para o envio à pauta da ação movida pelos advogados do PT Lenio Streck, André Trindade e Fabiano Santos, que foi presidente dos Correios neste terceiro mandato de Lula.

A movimentação indica que o ministro, potencial alvo das revelações do dono do Master, pretende tentar restringir a validade da delação, como já fez há duas semanas, quando deu uma liminar restringindo o uso dos relatórios de inteligência financeira do Coaf.

A ação em questão é a ADPF 919. Nela, o PT pede que o STF fixe critérios para impedir o uso arbitrário de delações premiadas e “coibir interpretações que violem garantias fundamentais”.

Em dezembro de 2021, Moraes já havia solicitado informações ao então presidente Jair Bolsonaro e ao Congresso sobre o tema, para instruir essa mesma ação, mas não tomou decisão a respeito.

Dois anos depois, em setembro de 2023, ele homologou a delação do ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, Mauro Cid, no processo em que o ex-presidente terminou condenado a 27 anos de prisão por planejar um golpe de estado junto com ex-ministros e generais que compunham seu governo. A Procuradoria-Geral da República chegou a ser contra a delação de Mauro Cid, mas ele foi fechado diretamente com a Polícia Federal e com o aval de Moraes.

Hoje, Moraes é um potencial alvo da delação premiada de Vorcaro, junto com o ministro Dias Toffoli, que está em negociação tanto com a PGR como com a PF, e já enviou um recado aos investigadores de que pretende fazer uma “delação séria” e não poupar ninguém. O relator do caso Master no Supremo é o ministro André Mendonça.

Um dos pontos a ser esclarecido na delação é o contrato que o banco fechou em 2024 com o escritório da mulher de Moraes, Viviane Barci de Moraes, prevendo o pagamento de R$ 130 milhões de reais em três anos para a prestação de serviços junto ao Executivo e ao Legislativo em Brasília. A Receita Federal informou nesta semana à CPI do Crime Organizado que o banco pagou R$ 80 milhões em 22 meses ao escritório antes de ser liquidado pelo BC. Meses depois de questionado, o escritório afirmou ter feito reuniões e elaborado uma política de compliance para o banco, mas os valores são muito acima do mercado.

Além disso, o conteúdo do celular do banqueiro apreendido pela PF mostra que, no dia da prisão, Vorcaro trocou diversas mensagens com Moraes dizendo que estava tentando “salvar” o banco e perguntando: “Alguma novidade? Conseguiu bloquear?”.

A equipe da coluna apurou ainda que o ministro pressionou o presidente do BC, Gabriel Gaipolo, para autorizasse o fechamento do negócio entre o Banco Master e o BRB — operação que acabou no centro da fraude bilionária investigada pela Polícia Federal.

O resgate da ação sobre as delações premiadas vem duas semanas depois que o próprio Moraes dar uma liminar restringindo o acesso a RIFs do Coaf — os Relatórios de Inteligência Financeira que reúnem comunicações sobre movimentações atípicas ou suspeitas e costumam servir de ponto de partida para apurações de lavagem de dinheiro, corrupção e outros crimes financeiros.

Foi por meio desses relatórios que já se descobriu os pagamentos do Master à consultorias ligadas a políticos como o ex-prefeito de Salvador Antonio Carlos Magalhães Neto (União-BA) e o escritório do filho do então governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB-DF)

Pela decisão, o compartilhamento desses relatórios passou a exigir investigação criminal formalmente instaurada, ou processo administrativo ou judicial sancionador, numa tentativa de barrar o que o ministro classificou como “pesca probatória”. A medida vale, inclusive, para CPIs e CPMIs, e prevê nulidade das provas obtidas fora desses parâmetros até que o plenário julgue o mérito.

Além de driblar um entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) válido desde 2019, o ministro Alexandre de Moraes deu uma guinada radical em relação a seu próprio histórico de decisões.

Em agosto de 2025, nessa mesma ação, ele tinha dado uma liminar buscando o contrário, preservar o uso dos RIFs em investigações, permitindo o “compartilhamento de RIFs sem autorização judicial, desde que em procedimento formalmente instaurados e com garantia de sigilo”.

E esclareceu que os tribunais brasileiros, incluindo o Superior Tribunal de Justiça (STJ), não podiam anular investigações que utilizassem RIFs produzidos antes da instrução penal porque, conforme apontou o Ministério Público Federal (MPF), isso teria “graves consequências à persecução penal, como a anulação de provas, o trancamento de inquéritos, a revogação de prisões, a liberação de bens apreendidos e a invalidação de operações policiais essenciais ao combate ao crime organizado, à lavagem de dinheiro e à sonegação fiscal”.

Com a perspectiva de se tornar ele próprio objeto de investigações, Moraes já mudou de ideia sobre o uso das informações de inteligência do Coaf. Aparentemente, a próxima guinada deve se dar quanto ao uso das delações.

O Globo