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13/09/2026

PESQUISA DATAFOLHA 'ENTERRA' MORAES

Sai o resultado da pesquisa Datafolha sobre a situação de Moraes

Levantamento realizado pelo Instituto Datafolha captou a posição da população em relação a situação do ministro Alexandre de Moraes.

O resultado é devasta

dor para o magistrado. A opinião pública quer a sua punição.

A pesquisa divulgada neste sábado (12), mostra que 75% dos entrevistados defendem algum tipo de medida em relação ao ministro Alexandre de Moraes, após a divulgação de mensagens atribuídas ao ministro e a Daniel Vorcaro.

Para 34%, Moraes deveria se afastar temporariamente para ser investigado; 28% defendem um processo de impeachment e 13%, a renúncia.

O levantamento foi realizado após a divulgação de relatório da Polícia Federal que reúne mensagens enviadas por Vorcaro a um número atribuído pelos investigadores a Moraes.

O documento também registra referências a encontros entre os dois e pedidos de orientação e proteção feitos pelo banqueiro.

Outros 7% dizem que nada deveria acontecer com Moraes porque não há nada de errado nas mensagens.

Para 5%, o ministro não deveria sofrer consequências porque o vazamento das conversas foi ilegal. Outros 13% não souberam responder.

QUEM DIRIA? XANDÃO, O X9 DO SUPREMO!

As digitais de Moraes nos vazamentos para Vorcaro

Revelações obtidas com exclusividade por Oeste apontam o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), como provável fonte de informações sigilosas recebidas pelo banqueiro Daniel Vorcaro antes da Operação Compliance Zero.

Nos dias que antecederam sua prisão, o então dono do Banco Master demonstrou saber onde tramitava a investigação, mencionou o juiz responsável pelo caso, Ricardo Augusto Soares Leite, e consultou Moraes pelo WhatsApp sobre possíveis medidas cautelares.

As respostas do ministro não foram recuperadas porque os dois usavam o recurso de visualização única. Contudo, as mensagens enviadas por Vorcaro sugerem que o banqueiro recebia informações sobre o andamento do inquérito e sobre as diligências preparadas pela Polícia Federal (PF).
Defesa de Vorcaro entra em cena

Um plano de voo obtido por Oeste mostra que, em 17 de novembro, uma aeronave partiria do Aeroporto de Congonhas (CGH), em São Paulo, com destino a Brasília (BSB), para transportar os advogados do banqueiro. Eles tentariam despachar com o juiz responsável pelo inquérito, a fim de obter acesso aos autos e evitar medidas cautelares contra o Master.

Na tentativa de localizar o inquérito, os advogados entraram em contato com a 10ª Vara Federal Criminal de Brasília e receberam a orientação de enviar a petição por e-mail. O documento pedia acesso à investigação e oferecia a colaboração do Master e dos dirigentes do banco.

A petição foi assinada por Walfrido Warde, Pierpaolo Bottini, Roberto Podval e Bruno Bianco, ex-advogado-geral da União no governo Jair Bolsonaro. Os advogados sustentaram que uma intervenção poderia causar impacto sobre o Master e comprometer as negociações em andamento. Alegaram também que o Banco Central (BC) não havia identificado irregularidades nas operações nem nas demonstrações financeiras do Master. Quando a defesa encaminhou a petição, a prisão preventiva de Vorcaro já havia sido decretada. Ricardo Leite assinou a ordem às 15h29. O documento chegou ao e-mail da vara às 15h47, 18 minutos depois.

A PF passou a examinar a coincidência entre a assinatura da ordem de prisão e o envio da petição como indício de que Vorcaro recebera informações antecipadas.

Documentos obtidos por Oeste mostram que a defesa ainda não conhecia o número do inquérito nem tinha confirmação de que o procedimento tramitava na 10ª Vara Federal de Brasília. Às 11h08 de 17 de novembro, o site O Bastidor informou que o juízo investigava uma possível fraude bilionária relacionada à tentativa de compra do Master pelo Banco de Brasília (BRB). Com base nessa reportagem, os advogados encaminharam uma petição ao e-mail da 10ª Vara para tentar localizar o inquérito e obter acesso aos autos.
Os diálogos entre Moraes e Vorcaro

As mensagens recuperadas pela PF mostram que Vorcaro procurava Moraes desde pelo menos 4 de novembro. Naquela data, o banqueiro perguntou que tipo de medida poderia ser adotada no inquérito e quis saber se haveria uma busca ou quebra de sigilo. Na conversa, o banqueiro alertou para as consequências de uma operação sobre o Master. “Vai tudo por água abaixo”, escreveu. Às 19h09, informou que permaneceria acordado à espera de novidades. Mais tarde, às 20h45, pediu que Moraes verificasse se conseguiria “bloquear toda maldade”. Vorcaro afirmou que uma medida drástica poderia quebrar o Master de forma irreversível.

Em 6 de novembro, o banqueiro voltou a pedir informações. Perguntou como estava a situação, se o ministro havia conseguido “bloquear a maldade”, se o caso tramitava em Brasília, qual era o tema investigado e se seria necessário adotar alguma providência jurídica urgente. Na conversa, Vorcaro contou que o advogado Pierpaolo Cruz Bottini, um dos responsáveis pela defesa, havia apresentado um pedido para tentar localizar o inquérito e encaminhá-lo à vara responsável. De acordo com o banqueiro, Bottini temia que uma petição sem justificativa pudesse acelerar alguma medida. Em seguida, Vorcaro pediu a opinião de Moraes sobre a estratégia jurídica.

Em 7 de novembro, Vorcaro disse a Moraes que temia o impacto de uma ação da PF sobre os negócios do banco. “Amanhã, vamos ver se conseguimos puxar do lado de cá”, escreveu.



“Segunda já tenho que estar fora?”

A troca de mensagens se intensificou à medida que a prisão se aproximava. Em 15 de novembro, Vorcaro perguntou a Moraes: “Acha que segunda já tenho que estar fora?”. Depois de receber uma mensagem do ministro cujo conteúdo não foi recuperado, o banqueiro respondeu: “Que loucura, bem na semana que estou resolvendo tudo”.

Na mesma conversa, Vorcaro perguntou se o inquérito estava com o juiz Ricardo Leite e se o presidente do BC, Gabriel Galípolo, sabia da investigação. Ainda quis saber se Moraes poderia “fazer alguma coisa”. Naquela semana, Vorcaro preparava o anúncio da venda do Master.

Em 16 de novembro, o banqueiro perguntou ao ministro se havia possibilidade de alguma medida ser cumprida na manhã do dia seguinte. A ordem de prisão ainda não havia sido assinada por Ricardo Leite.

Na manhã de 17 de novembro, Vorcaro manteve contato com Moraes. Às 7h19, informou que tentava antecipar a entrada de investidores no Master e que poderia assinar e anunciar parte da operação de venda naquele mesmo dia. Relatou ainda que informações sobre a investigação começavam a circular, embora ainda sem detalhes.

Prisão no aeroporto

A prisão seria cumprida inicialmente na manhã de 18 de novembro. A PF antecipou a operação ao suspeitar que Vorcaro poderia deixar o país.

Na tarde de 17 de novembro, das 13h30 às 14h10, Vorcaro participou de uma videoconferência com representantes do BC. Estavam na reunião Aílton de Aquino Santos, diretor de Fiscalização, e Belline Santana, então chefe do Departamento de Supervisão Bancária. Vorcaro informou aos dois que buscava uma solução de mercado para o Master e viajaria a Dubai para encontrar investidores. O Banco Central confirmou que recebeu a informação verbalmente. A videoconferência não foi gravada.

Por volta das 22h, o banqueiro foi detido no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos. Preparava-se para embarcar em um jato particular com destino a Dubai e escala em Malta.

Para a PF, a viagem reforçou a suspeita de fuga. Vorcaro negou essa versão. Ele afirmou que iria a Dubai para concluir as negociações com os investidores estrangeiros e que havia viajado uma semana antes para tratar com o mesmo grupo.

Em 18 de novembro, o BC decretou a liquidação extrajudicial do Master, ao citar a grave crise de liquidez, o comprometimento significativo da situação econômico-financeira e as graves violações das normas do Sistema Financeiro Nacional.

Vorcaro foi solto em 29 de novembro de 2025.

O depoimento à Polícia Federal

O banqueiro prestou depoimento à PF em 30 de dezembro de 2025. A delegada Janaína Palazzo questionou como os advogados haviam apresentado uma petição à vara correta no mesmo dia em que a prisão foi decretada.

A delegada perguntou se o banqueiro recebera antecipadamente informações sobre o local de tramitação do processo. Vorcaro respondeu que a defesa havia apresentado pedidos semelhantes em outros locais depois da publicação de notícias sobre o inquérito.

Indagado sobre eventual acesso a documentos sigilosos, Vorcaro afirmou que não se recordava. Ele admitiu a possibilidade de ter recebido informações de um repórter, embora tenha dito não se lembrar.

Os desdobramentos do escândalo

Também em dezembro, o caso chegou ao STF por determinação do ministro Dias Toffoli, depois da descoberta de transações imobiliárias entre o banqueiro e o deputado federal João Carlos Bacelar (PL-BA), que tem foro por prerrogativa de função.

Toffoli deixou posteriormente a relatoria. A saída ocorreu depois da divulgação de negócios envolvendo o Tayayá Resort, empreendimento ligado à família do ministro, e pessoas ou fundos relacionados ao entorno de Vorcaro.

O ministro André Mendonça assumiu o caso e determinou a segunda prisão de Vorcaro. A PF prendeu novamente o banqueiro em 4 de março de 2026. Duas propostas de colaboração premiada apresentadas por Vorcaro foram rejeitadas pela PF e pela Procuradoria-Geral da República. Ele busca uma terceira oportunidade para negociar um acordo.

revistaoeste

11/09/2026

A VERGONHA SUPREMA

Moraes fez duas edições no contrato de R$ 131 milhões de escritório com Master, diz PF

As cláusulas do contrato de R$ 131 milhões entre o Banco Master e o escritório de advocacia da família do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), foram revisadas e editadas ao menos duas vezes pelo próprio ministro, segundo perícia da Polícia Federal. O acordo previa, entre outros pontos, sigilo integral sobre o contrato e pagamentos mensais de pró-labore no valor bruto de R$ 3.646 529,77.

As edições de Moraes e as 51 mensagens que Daniel Vorcaro enviou ao ministro, reveladas pelo Estadão, pautarão a sessão do STF da próxima terça-feira, 15, quando o plenário vai avaliar se abre uma investigação ou arquiva tudo o que foi revelado sobre a relação entre ele e o banqueiro.

O ministro não se manifesta sobre o teor do relatório da Polícia Federal desde 1º de setembro, quando o Estadão revelou as mensagens e o sigilo, posteriormente, foi levantado pelo ministro André Mendonça, relator do caso Master.

O escritório Barci de Moraes confirmou que o ministro Alexandre de Moraes acessou e editou o contrato. Segundo o escritório, o setor de compliance pediu ao ministro informações sobre eventuais impedimentos legais à contratação pelo Banco Master da banca de Viviane Barci de Mores, mulher do ministro.

A primeira edição do contrato atribuída a Moraes ocorreu antes mesmo de o documento ser enviado ao banqueiro Daniel Vorcaro.

Como mostrou o Estadão em julho, Viviane Barci de Moraes encaminhou a minuta ao banqueiro pelo celular pessoal em 11 de janeiro de 2024, às 17h23. Na mensagem, escreveu: "Prezado Daniel, boa tarde. Conforme conversamos, estou enviando minuta de contrato de prestação de serviços para sua análise. Estou à disposição para qualquer esclarecimento. Abraço. Viviane Barci de Moraes".

Os metadados do arquivo, intitulado "MINUTA DE CONTRATO", registram como autor um usuário identificado como "GUILHERME BENAZZI" - administrador do escritório Barci de Moraes - e apontam que a última modificação antes do envio foi feita por um perfil denominado "Ministro Alexandre de Moraes", às 16h30 daquele mesmo dia - 53 minutos antes de Viviane encaminhar o documento a Vorcaro.

Foi a primeira edição atribuída ao ministro, segundo a PF.

Quatro dias depois, em 15 de janeiro de 2024, às 21h22, Vorcaro devolveu a minuta a Viviane pelo WhatsApp, com marcas de revisão, segundo a investigação. "Boa noite! Segue o documento preenchido. Foi incluída apenas a cláusula I.3. Por favor, nos indique se está adequada. Caso estejam de acordo, combinamos a assinatura! Um abraço", escreveu o banqueiro.

Depois da devolução, o documento voltou a ser aberto e modificado em um sistema Office 365 associado ao ministro. Os metadados registram nova alteração feita por um perfil também identificado como "Ministro Alexandre de Moraes", às 23h04 de 15 de janeiro - cerca de 1 hora e 40 minutos depois de Vorcaro ter enviado a versão revisada a Viviane.

De acordo com a perícia, Foi a segunda edição atribuída ao ministro.

Os registros coletados pela Polícia Federal apontam duas intervenções distintas de um perfil identificado como "Ministro Alexandre de Moraes": a primeira, às 16h30 de 11 de janeiro, antes do envio inicial da minuta a Vorcaro; e a segunda, às 23h04 de 15 de janeiro, após o banqueiro devolver o contrato com alterações e marcas de revisão.

Esses registros ficam armazenados na aba de propriedades de documentos manipulados no Office 365, sistema da Microsoft, e reúnem informações técnicas como autoria, datas, horários e histórico de modificações do arquivo.

Além das edições, o Estadão detalhou as principais vertentes da relação entre Vorcaro e Alexandre de Moraes, incluindo pedidos reiterados do banqueiro para que o ministro interviesse junto ao delegado Andrei Rodrigues, e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, para travar as investigações sobre negócios fraudulentos do Master; a participação de Moraes na edição de um contrato de R$ 131 milhões de Viviane Moraes com Vorcaro; conversas sobre uma possível saída do banqueiro do País antes de sua prisão; cobranças relacionadas a pagamentos ao escritório Barci de Moraes; e a autorização de cartões de crédito com limite de R$ 300 mil para os filhos de Moraes.

Na quinta-feira, 10, o ministro marcou um pronunciamento no plenário da Primeira Turma do STF, mas cancelou a fala poucos minutos depois. O movimento ocorreu um dia depois de Moraes ser retirado da relatoria do inquérito das fake news pelo presidente da Corte, Edson Fachin, que assumiu o caso.

Estadão Conteúdo

FAZEM AS MARACUTAIAS E AINDA RIEM DA CARA DO POVO

Fim de sigilo revela que contrato de R$131 milhões previa ‘consultoria estratégica’ junto à PF

Contratos firmados pelo escritório Barci de Moraes Sociedade de Advogados — que tem como sócia Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro Alexandre de Moraes — com o Banco Master e outra empresa ligada a Daniel Vorcaro foram disponibilizados no site do Supremo Tribunal Federal na madrugada desta sexta-feira (11), minutos depois de o ministro André Mendonça determinar a retirada do sigilo de inquéritos e petições do caso, atendendo solicitação do presidente da Corte, Edson Fachin.

Pelo menos dois documentos foram divulgados na íntegra. O principal, assinado em 2024, previa a prestação de serviços ao Banco Master por três anos. O objeto incluía a implantação, acompanhamento e aprimoramento contínuo de um “programa de integridade” (compliance), além de “consultoria estratégica e jurídica” em inquéritos policiais na Polícia Federal e nas Polícias Civis, bem como em procedimentos administrativos perante o Banco Central, a Receita Federal e o Cade. Também contemplava a atuação em processos judiciais em todas as instâncias. A informação foi publicada pela Folha de S. Paulo.

O contrato estabelecia a organização de cinco núcleos de atuação conjunta (estratégica, consultiva e contenciosa) junto ao Judiciário, Ministério Público, polícias, órgãos do Executivo e acompanhamento de projetos de lei de interesse do banco. Os serviços se estendiam ainda aos sócios e acionistas controladores da instituição.

Os honorários foram fixados em 36 parcelas mensais de R$ 3 milhões líquidos cada (equivalente a R$ 3.646.529,77 brutos, já considerados os tributos). O valor total previsto era de cerca de R$131 milhões. Segundo análise da Polícia Federal sobre metadados de arquivo encontrado no celular de Vorcaro, Alexandre de Moraes teria feito edições na minuta antes da assinatura.

O segundo contrato tornado público previa serviços do mesmo escritório à Viking Participações Ltda., outra empresa de Vorcaro, com pagamentos de R$50 milhões líquidos em três anos.

O escritório Barci de Moraes afirma que não houve irregularidades. Em notas anteriores, a banca informou que o setor de compliance consultou o ministro Alexandre de Moraes, na condição de marido da sócia-diretora, para verificar eventuais impedimentos legais — como processos do Master sob sua relatoria. Como ele nunca julgou causas envolvendo o banco, o contrato foi assinado e os serviços prestados entre fevereiro de 2024 e novembro de 2025, quando o Banco Central liquidou a instituição. A equipe teria realizado 94 reuniões (79 presenciais na sede do banco) e produzido 36 pareceres, com 15 advogados do escritório e apoio de outras bancas especializadas. A defesa reitera que nunca atuou em processos do Master no STF.

O Banco Master, controlado por Daniel Vorcaro, foi alvo da Operação Compliance Zero, que apura supostas fraudes financeiras e lavagem de dinheiro. Vorcaro foi preso e a instituição liquidada em novembro de 2025. O caso gerou intensa disputa no STF sobre sigilo de documentos e proximidade entre envolvidos.

DP

STF: COMO MEMBRO JÁ FAZ TUDO QUE NÃO PRESTA IMAGINA COMO PRESIDENTE...!!!

Alexandre de Moraes pode se tornar presidente do STF em 2027

Não é legislação, mas, sim, costume. Quando Edson Fachin foi eleito presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), prevaleceu a tradição de escolher para o cargo o ministro há mais tempo na Corte que ainda não havia comandado a Casa. Até houve a eleição, mas os membros da Corte mantiveram o critério de tempo.

Caso a tradição seja mantida, Alexandre de Moraes tende a ser conduzido à presidência do STF em 28 de setembro de 2027. O mandato dura dois anos, e Fachin tomou posse em 29 de setembro de 2025, depois de uma década na Casa.

O jurista ingressou no Supremo em junho de 2015, indicado por Dilma Rousseff, então presidente da República. Moraes foi o primeiro ministro a ingressar no STF depois dele. Aconteceu em março de 2017, por indicação de Temer, sucessor de Dilma.

Fora a dupla, na atual composição, Nunes Marques, André Mendonça, Cristiano Zanin e Flávio Dino são os únicos que não presidiram o STF ainda. Dos quatro, Marques e Mendonça são os mais antigos, ingressaram em novembro de 2020 e dezembro de 2021, respectivamente, por indicação do presidente Jair Bolsonaro. Zanin e Dino foram escolhas de Lula no mandato em curso.

Atualmente, o STF tem dez ministros. Os outros são Luiz Fux (que entrou em março de 2011 por indicação de Dilma), Dias Toffoli (outubro de 2009, Lula), Cármen Lúcia (junho de 2006, Lula) e Gilmar Mendes (junho de 2002, Fernando Henrique Cardoso) — e esses quatro também já presidiram o Supremo.

revistaoeste

10/09/2026

SE VASCULHAR MAIS O STF ELE SOLTA BOLSONARO

Moraes autoriza que parentes visitem Jair Bolsonaro

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou que cinco familiares do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) o visitem a fim de garantir o acompanhamento do líder conservador durante a ausência da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL-DF) em razão de eventos de campanha da candidata ao Senado.

Conforme decisão do magistrado, estão liberados a verem Bolsonaro o irmão do ex-chefe do Executivo, Renato Bolsonaro; as cunhadas Geovanna Kathleen e Suyane Lanuze Lima; o sogro, Vicente de Paulo Reinaldo e a sogra, Maisa Torres Antunes.

As visitas poderão ocorrer nas quarta-feiras e sábados durante os seguintes horários: 8h às 10h, das 11h às 13h ou das 14h às 16h.

Além dos parentes citados, os filhos de Bolsonaro, Carlos e Renan Bolsonaro, também estão autorizados a vê-lo. O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), por outro lado, segue impedido de ver o pai até o fim das eleições.

A liberação ocorre após os advogados do ex-presidente defenderem a necessidade de presença familiar na casa de Bolsonaro durante os compromissos políticos de Michelle.

Moraes, no entanto, determinou que as visitas sigam o mesmo conjunto de normas que seguiriam se o líder conservador estivesse cumprindo pena em regime fechado. Eles devem se cadastrar formalmente no sistema de órgãos competentes e suas visitas devem seguir as diretrizes da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária do Distrito Federal (Seape-DF).

Bolsonaro está em prisão domiciliar em razão de seu estado de saúde, que demanda cuidados. Ele cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.

PRONUNCIAMENTO DE MORAES CANCELADO TEM ASSUNTO VAZADO

Vaza o assunto que Moraes pretendia abordar no pronunciamento que acaba de cancelar

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), havia marcado um pronunciamento, na sede do Supremo Tribunal Federal (STF), para esta quinta-feira (10), às 11 horas da manhã.

Entretanto, uma hora após a convocação para o tal pronunciamento, um novo comunicado cancelou tudo.

O jornalista Igor Gadelha apurou com aliados de Moraes que a intenção do magistrado era apresentar aos jornalistas quais as informações que deve prestar sobre o caso Master, ao presidente do STF, Edson Fachin.

Parece que o outrora ministro detentor de superpoderes foi convencido a ficar calado.

09/09/2026

PERDEU: MORAES É RETIRADO DA RELATORIA DO INQUÉRITO DAS FAKE NEWS

Fachin retira Moraes da relatoria do inquérito das Fake News

O ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), revogou a relatoria de Alexandre de Moraes do Inquérito das Fake News, instaurado desde 2019.

“A revogação tem efeitos, exclusivamente, a partir da data de 09.09.2026, preservando, assim, os atos regularmente praticados durante o período de vigência da designação, ressalvada eventual apreciação pelas vias processuais próprias. As ações penais conexas ao Inquérito 4781 com denúncia recebida seguirão o rito processual já em curso”, afirmou Fachin em decisão desta quarta-feira (9/9).

PIADA DO CARECA: DÉBORA DO BATOM PRECISA FAZER 5.108 CURSOS PARA FICAR LIVRE DOS 14 ANOS DE CADEIA

Moraes reduz dois dias dos 14 anos de pena a Débora do Batom

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator do inquérito sobre os atos de 8 de janeiro de 2023, autorizou nesta terça-feira (8) a redução de dois dias da pena de Débora Rodrigues dos Santos, conhecida como Débora do batom.

A cabeleireira baiana, moradora de Paulínia, no interior de São Paulo, realizou dois cursos profissionalizantes promovidos pelo Sebrae nas áreas de marketing e planejamento, cada um com carga horária de 12 horas. A Lei de Execução Penal prevê que cada 12 horas de estudos registradas atenuam um dia da pena.

Débora foi condenada pela Primeira Turma do STF no ano passado por ter escrito a frase “Perdeu, mané” com um batom na estátua A Justiça, que fica em frente ao prédio do Supremo, durante os atos em Brasília, logo após a posse do atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A mulher, de 40 anos, foi condenada por cinco crimes relacionados aos atos: abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado, deterioração do patrimônio tombado e associação criminosa armada. Em prisão domiciliar desde março de 2025, quando completou dois anos de prisão, Débora já cumpriu três anos e cinco meses da pena total.

08/09/2026

MORAES VENDEU A ALMA E A FAMÍLIA - POR ALEXANDRE GARCIA

Moraes vendeu a alma e a família 

O ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), que tirou na semana passada a ofensiva de Alexandre de Moraes contra André Mendonça do inquérito das fake news, foi cúmplice da manutenção do Inquérito do Fim do Mundo.

Só para lembrar: foi um inquérito inventado por Dias Toffoli com base no regimento interno do Supremo. Como se fosse algo: “Alguém roubou uma caneta do ministro no gabinete dele, vamos investigar quem roubou”. Algo administrativo interno, para apurar um pequeno crime dentro do prédio do Supremo.

Mas isso serviu para pegar gente no mundo inteiro, o tempo todo. Um inquérito dura 30 dias; este está durando mais de sete anos.

A Constituição Federal, nos artigos 127 e 129, estabelece que a iniciativa de qualquer inquérito é do Ministério Público, e não do Supremo. Mas Toffoli inventou o inquérito, usando um artiguinho do regimento interno que foi derrogado pela Constituição de 88. Então, foi algo totalmente inconstitucional.

Por isso que foi apelidado de Inquérito do Fim do Mundo pelo ministro aposentado Marco Aurélio Mello, quando ainda estava lá. Ele foi voto vencido, e o resto do Supremo aprovou a abertura do inquérito.

E mais: os relatores são escolhidos por sorteio. Só que Alexandre de Moraes não foi escolhido por sorteio, foi nomeado pelo Toffoli. E a maioria do Supremo convive com isso. Vergonha! Isso é ilegal! Não é devido processo legal!

E aí, o senhor Alexandre de Moraes, que acha que o ataque é a melhor defesa, foi para cima do ministro André Mendonça, relator do inquérito do Caso Master e que só aplicou o artigo 37 da Constituição, que manda haver publicidade em tudo no serviço público. 

Gazeta do Povo

07/09/2026

NEM LULA ESTÁ SUPORTANDO MORAES

Planalto já trabalha para Moraes abrir vaga no STF e Lula indicar mais um ministro

Mobilizada no impeachment de Alexandre de Moraes, a oposição tem se surpreendido com discreto apoio de governistas. É que, temendo impacto do escândalo Vorcaro/Moraes em sua campanha, Lula orientou que, “sem tripudiar”, petistas defendam a investigação do escandaloso relacionamento que transformou um ministro do no Supremo Tribunal Federal (STF) em consultor e informante de fraudador. Lula esfrega as mãos de ansiedade pela abertura de nova vaga de ministro do STF.

Terceira vaga

Lula também sonha com uma terceira vaga, de Dias Toffoli, enrolado com Vorcaro no Tayayá. Para Lula, não se pode “cassar” apenas Moraes.

‘Traição’ na conta

A bronca de Lula é do tempo de cadeia, quando Toffoli tomou decisões que o revoltaram. Ainda se diz “traído” e quer ver o ministro pelas costas.

‘Nem com 81 votos’

Somente o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, tem a prerrogativa de abrir processo de impeachment de ministro do STF. E ele não quer.

Morre de medo

Alcolumbre só abre processo se Lula mandar ou o STF pedir. Alcolumbre é temente a Moraes e ao STF como um todo, nessa ordem.

GIRÃO FALANDO A REAL - 'MORAES TEM 130 MILHÕES DE RAZÕES PARA SER AFASTADO'

'Moraes tem 130 milhões de razões para ser afastado', diz Girão

Nesta segunda-feira, 7, o senador Eduardo Girão (Novo-CE) defendeu o afastamento do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Em entrevista a Oeste, em Brasília, Girão citou o contrato de mais de R$ 130 milhões entre o Banco Master e o escritório da advogada Viviane Barci, mulher do juiz do STF.

“Eu acho que tem 130 milhões de razões aí para ser afastado imediatamente”, afirmou o parlamentar, em referência ao valor do acordo.

A declaração ocorre em meio aos protestos da oposição na capital federal e depois que o ministro André Mendonça liberou para julgamento no plenário do STF o caso que envolve as mensagens entre Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Um relatório da Polícia Federal (PF) revelou mensagens de Vorcaro com referências a Moraes. O material também menciona alterações em um contrato de R$ 131 milhões entre o Banco Master e o escritório de Viviane.



O documento da PF, porém, ainda vai passar por análise do plenário, que poderá decidir sobre a abertura de investigação contra o ministro.

Portanto, na esfera jurídica, as informações ainda não equivalem a uma conclusão de responsabilidade de Moraes.

Girão também cobra afastamento de Alcolumbre

Na entrevista, o senador ampliou as críticas ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Girão defendeu a saída do parlamentar e citou sua atuação diante das investigações envolvendo o Banco Master.

A PF investiga a aplicação de R$ 400 milhões da Amapá Previdência em letras financeiras do banco.

O então presidente da autarquia, Jocildo Silva Lemos, tinha sido tesoureiro da campanha de Alcolumbre em 2022 e chegou ao cargo com indicação do senador.

O irmão de Alcolumbre, Alberto, integra o conselho fiscal da Amprev.

Girão afirma que essas relações criam conflito de interesses e ajudam a explicar a falta de avanço da CPI do Banco Master.

O requerimento da comissão reúne 53 assinaturas, acima das 27 necessárias, mas depende de leitura em plenário para avançar.

Senadores já recorreram ao STF para cobrar a instalação.

O senador também citou uma representação contra Alcolumbre no Conselho de Ética. Carlos Viana apresentou outra representação em 3 de setembro, por causa da atuação do presidente do Senado nos pedidos de impeachment de Moraes.

“Por que foram enviados R$ 400 milhões da Amprev para o Master a fundo perdido, e quem foi que fez isso?”, interpelou Girão, à reportagem. “Trata-se do tesoureiro da campanha de Alcolumbre e o irmão dele, que é o conselheiro fiscal.”

revistaoeste

'PEIDANDO' NA CUECA(!?)

Moraes se declara impedido de votar recurso que pede a liberdade de Bolsonaro

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre Moraes se declarou impedido de votar um recurso em habeas corpus que busca libertar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Moraes se declarou impedido na manhã desta segunda-feira (7) porque é o relator do inquérito que prendeu o ex-presidente.

No sábado, Cristiano Zanin acompanhou o voto da ministra Cármen Lúcia, relatora do caso. Por enquanto, o julgamento está em 2 votos a 0 contra o recurso.

O caso está sob análise da Primeira Turma do STF. O ministro Flávio Dino ainda votará no plenário virtual, aberto até 14 de setembro.

Cármen Lúcia votou contra o recurso por entender que a própria defesa de Bolsonaro não reconheceu o habeas corpus. O pedido de liberdade foi protocolado por Claudio Leme Cavalheiro, que não faz parte da equipe jurídica que defende o ex-presidente.

O autor do pedido alega constrangimento ilegal no processo contra o ex-presidente. Diz que, independentemente da admissibilidade da ação constitucional proposta por terceiro, a corte deveria reconhecer “coação ilegal à liberdade” a que estaria submetido Bolsonaro.

No voto, Cármen Lúcia afirmou que Bolsonaro tem advogados regularmente constituídos e não autorizou a apresentação da ação. Segundo a relatora, “qualquer pessoa, mesmo sem autorização, detém legitimidade ativa para impetrar ação de habeas corpus, desde que, por óbvio, não o faça contra a vontade do paciente [a pessoa restrita de liberdade]”.

A ministra já havia negado o primeiro pedido em 24 de agosto. Cármen rejeitou o habeas corpus impetrado por Claudio Lemes, sob o argumento de que a proteção prevista nesse tipo de ação não pode substituir a vontade do paciente.

Cármen Lúcia também considerou inviável usar um habeas corpus contra decisão de ministro ou órgão colegiado do STF. “Não há sequer lastro probatório do alegado pelo impetrante”, justificou.

Bolsonaro está preso em regime domiciliar por questões de saúde. O ex-presidente cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.

UOL

COM A MORAL QUE MORAES ESTÁ...

Diarista condenada por Moraes rompe a tornozeleira e some no mundo

A diarista Silvia de Amorim Jesus, condenada por envolvimento no 8 de Janeiro, teria rompido a tornozeleira eletrônica um dia após o ministro Alexandre de Moraes mandar prendê-la.

De acordo com o relatório do Tribunal de Justiça de Rondônia, a tornozeleira deixou de estabelecer comunicação com o sistema em 28 de agosto, um dia após o ministro determinar que a Polícia Federal (PF) cumprisse a ordem de prisão devido ao trânsito em julgado da condenação.

O apagão técnico foi provocado inicialmente pelo esgotamento completo da bateria, mas a central registrou, simultaneamente, um alerta de possível rompimento da pulseira do equipamento.

Até a expedição da ordem de prisão, a diarista vinha cumprindo regularmente as medidas cautelares e havia comparecido, uma semana antes do desaparecimento, para assinar o livro de presença.

Policiais penais chegaram a ir ao endereço de Silvia, mas constataram que ela não estava no local e que não havia sinais de permanência recente na residência.

Com isso, Silvia é considerada foragida da Justiça. Ela foi condenada a 14 anos de prisão.

JCO

06/09/2026

O INFORMANTE DE LUXO

O Informante

Um relatório da Polícia Federal enviado ao Supremo Tribunal Federal aponta que o ministro Alexandre de Moraes teria atuado como "informante de luxo" do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. A investigação indica a existência de um suposto esquema voltado ao vazamento de dados sigilosos e ao fornecimento de informações antecipadas sobre operações policiais.

Segundo as diligências da corporação, o empresário teria sido alertado previamente a respeito de ordens judiciais, quebras de sigilo e mandados de busca. Os avisos teriam possibilitado a Vorcaro a implementação de estratégias para a movimentação de ativos financeiros e o ocultamento de documentos antes do cumprimento das medidas.

O documento da Polícia Federal também estabelece uma relação entre os supostos vazamentos e um contrato no valor de R$ 131 milhões. O montante foi firmado entre o Banco Master e o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro.

Em resposta, o gabinete de Alexandre de Moraes refutou integralmente as acusações. A nota oficial classifica as alegações como falsas e assegura que o ministro jamais teve acesso ou exerceu qualquer tipo de interferência em operações conduzidas pela Polícia Federal.

A COINCIDÊNCIA NOS REGISTROS DO NÚMERO DO TELEFONE DE ALEXANDRE DE MORAES

Ligações de Moraes para Vorcaro

O número de telefone que aparece no relatório da Polícia Federal associado às conversas entre Daniel Vorcaro e Alexandre de Moraes é o mesmo número identificado anteriormente pela CPMI do INSS, em março.

A coincidência entre os registros acrescenta um elemento à discussão sobre a identidade do usuário da linha, especialmente porque o gabinete de Moraes havia contestado, naquele momento, que as mensagens atribuídas ao ministro fossem destinadas a ele.

O relatório mais recente da PF, por sua vez, registra conversas diretamente com o contato salvo no aparelho de Vorcaro como "Alexandre de Moraes BRASILIA" e aponta que diferentes contatos atribuídos ao ministro utilizavam o mesmo número.

O novo dado tende a ampliar a pressão por esclarecimentos sobre a comunicação entre o ministro e o banqueiro e sobre as circunstâncias em que a linha foi utilizada, colocando novamente Moraes no centro da crise envolvendo o Banco Master.

OS DETALHES SÓRDIDOS DOS ENCONTROS DE MORAES E VORCARO NO APARTAMENTO DO MINISTRO

No apartamento de Moraes os encontros sórdidos entre o ministro e o banqueiro

Mensagens encontradas no celular de Daniel Vorcaro e incluídas em um relatório da Polícia Federal (PF) indicam que o banqueiro se reuniu com Alexandre de Moraes no apartamento do ministro em São Paulo

As mensagens são datadas de 21 de dezembro de 2023. Em uma delas, Vorcaro avisa a seu motorista que eles irão até a "Tucumã 99", referindo-se à Rua Tucumã, no bairro Jardim Europa, onde Moraes tem residência fixa.

O relatório da PF traz outras mensagens que indicam que o ex-ministro das Comunicações Fábio Faria teria participado do encontro. No mesmo dia, Faria envia uma mensagem de áudio a Vorcaro comentando o encontro.

"Fala, irmão, tudo bem? Quando saímos de lá, ele perguntou se eu tava sozinho, ele me ligou. Aí perguntou, mais ou menos, o que eu achava. Eu falei: 'Cara, fica livre aí, dentro do que ele falou', e tal. Ele falou: 'Pô, gostei da conversa. Vou montar um negócio bacana demais e, já logo na terça-feira, eu quero marcar.' Então, eu te ligo aí pra ver o horário, pra vocês voltarem aqui na terça, tá bom? Então, tudo certo. Foi bom demais", diz Faria, segundo transcrição do áudio feita pel PF.

No dia 26 de dezembro, a PF encontrou novas mensagens indicando um novo encontro na Rua Tucumã. Na mesma data, Fábio Faria enviou os contatos de Moraes para o banqueiro salvar em seu celular.

Um dia depois, em 27 de dezembro, Vorcaro começou a trocar mensagens com funcionários de um empreendimento de luxo em Campos do Jordão (SP), marcando um almoço pedido por "Alex" para 30 de dezembro.

"No dia seguinte, 27/12/2023, FABIO FARIA encaminha mensagem a DANIEL BUENO VORCARO mencionando 'Alex' e almoço 'no dia 30'. O banqueiro envia a localização do Hotel Six Senses Botanique, em Campos do Jordão/SP, e o contato de sua funcionária, salvo em seu telefone como 'Thatiane Prime'", diz o relatório.

O contrato entre as empresas de Vorcaro e o escritório de Barci de Moraes, controlado pela advogada Viviane de Moraes, esposa do ministro do Supremo, começou a ser negociado dias depois.

JCO

DANOU-SE: SE ARREPENDIMENTO MATASSE EX-MINISTRO MARCO AURÉLIO JÁ TERIA MORRIDO

Ministro aposentado do STF se arrepende de ter indicado Moraes

O ministro aposentado Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), falou em arrependimento sobre ter apoiado a indicação do nome de Alexandre de Moraes para a Suprema Corte.

A declaração de Mello ocorre após a divulgação das mensagens entre Moraes e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master e acusado de diversos crimes. O magistrado aposentado classificou as revelações como “seríssimas”.

— Os fatos que vieram à balha são seríssimos. Quando caiu o avião e morreu o ministro Teori Zavascki, […] eu disse que o presidente Temer tinha um homem talhado para o cargo: professor universitário, membro do Ministério Público, secretário de segurança do prefeito Kassab, secretário de governo do governador Geraldo Alckmin, ministro da Justiça. […] Se arrependimento matasse, eu não estaria aqui hoje conversando com vocês — relatou em entrevista à CNN.

Mello entende que Moraes está “errando a mão” e saiu em defesa do ministro André Mendonça. Para ele, o relator do caso Master agiu de forma correta e está sendo vítima de uma inversão de valores.

— Eu penso que está havendo uma inversão de valores. O ministro André Mendonça se defrontou com um relatório da PF (Polícia Federal) e procedeu como deveria, encaminhando à PGR (Procuradoria-Geral da República) — declarou.

Moraes assumiu o cargo em março de 2017. Ele ocupou o cargo deixado por Teori Zavascki, vítima fatal de um acidente aéreo em janeiro daquele ano. O bimotor em que o magistrado estava caiu sobre o mar em Paraty, na Costa Verde, Rio de Janeiro. No dia, havia baixa visibilidade e chovia muito.

pleno.news

05/09/2026

ESTADÃO DIZ QUE MORAES PROVOCOU DANOS MAIS GRAVES AO STF QUE OS ATAQUES DE 8 DE JANEIRO

Moraes provocou danos mais graves ao STF que os ataques do 8 de janeiro, diz jornal

O jornal O Estado de S. Paulo publicou editorial, na tarde desta sexta-feira (4), em tom duro sobre a crise aberta no Supremo Tribunal Federal após Alexandre de Moraes reagir às revelações sobre sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. No texto, intitulado “Alexandre de Moraes vandaliza o Supremo”, o jornal considera o dano institucional causado pelo ministro ao STF foi mais grave que os atos de vandalismo sofrido pela Corte em 8 de janeiro de 2023.

A peça surge no calor da ofensiva de Moraes contra o colega André Mendonça, relator no STF das investigações sobre o Master. Segundo o Estadão, o estopim foi a publicação de novos detalhes extraídos de celulares de Vorcaro pela Polícia Federal, que reforçariam o grau de proximidade entre o banqueiro e o ministro — no contexto do contrato de R$131 milhões firmado com o escritório da mulher de Moraes, Viviane Barci de Moraes. O jornal descreve essa relação como “promíscua” e “potencialmente criminosa” e afirma que o único caminho republicano seria o afastamento voluntário de Moraes.

Em vez disso, o editorial acusa o ministro de ter acionado o inquérito das fake news — investigação que o próprio Estadão vem criticando há anos como instrumento pessoal — para “declarar guerra” a Mendonça, depois que este levantou o sigilo do relatório da PF. O jornal também desqualifica o chamado “relatório de inteligência” usado por Moraes para imputar a Mendonça improbidade, abuso de autoridade e violação da Loman: segundo o texto, o documento não tem cabeçalho oficial, não é assinado por delegado e o próprio corpo do papel admite “baixa a moderada confiabilidade” e ausência de valor probatório. Fachin, presidente da Corte, recusou incluir Mendonça no rol de investigados.

O Estadão vai além do episódio pontual. Afirma, “sem rodeios”, que Moraes e os ministros que o protegem — “a começar pelo decano” Gilmar Mendes — se tornaram “a maior fonte de instabilidade democrática no País”. Acusa essa ala de ter transformado o STF, criado em 1891, numa “aberração corporativista”. Também denuncia o que chama de instrumentalização da Polícia Federal, ora acionada para produzir peças a gosto de um ministro, ora orientada a ignorar decisões de outro.

O texto fecha com um recado direto a Edson Fachin: cabe ao presidente da Corte “liderar essa histórica missão de resgate” da instituição. Se o fizer, diz o jornal, terá o apoio do Estadão.A publicação se insere numa sequência de editoriais do próprio jornal — entre eles “Moraes tem de sair do Supremo” — e coincide com cobertura semelhante em outros veículos, que nesta sexta-feira (4) também descreveram o ataque a Mendonça como um desvio da questão de fundo: as suspeitas sobre o contrato milionário e as mensagens atribuídas a Vorcaro. A crise no STF segue aberta, com Fachin cobrando informações dos ministros envolvidos, da PGR e da direção da PF.

04/09/2026

OS ESBIRROS DO STÁLIN BRASILEIRO

O Stálin brasileiro e seus esbirros

“Está cada vez mais difícil justificar que não vivemos numa “ditadura do Judiciário”. (Fabiano Lana – Estadão – 01/09/2026).

Os magistrados estão em todos os lugares: de norte a sul do país um juiz comanda uma comarca e comanda a sua vida. Faço um resumo da teia onde os brasileiros podem ser capturados. Abaixo os diferentes órgãos ou aparelhos que podem ser usados para acusá-los por qualquer motivo, prendê-los e condená-los, como no livro de Kafka, “O Processo”. A obra descreve um sistema judicial impiedoso, desordenado e dissimulado, onde os acusados nunca sabem o crime que cometeram e ao final sempre são sentenciados:

- A Instância Superior: Supremo Tribunal Federal (STF), Superior Tribunal de Justiça (STJ), Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Tribunal Superior do Trabalho (TST), Superior Tribunal Militar (STM).

- Segunda instância: Tribunais de Justiça (TJs), Tribunais Regionais Federais (TRFs), Tribunais Regionais Eleitorais (TREs), Tribunais Regionais do Trabalho (TRTs), Tribunais de Justiça Militar (TJMs).

- Primeira instância: pode ser considerada a “porta de entrada” do Poder Judiciário. Ela é formada por: Juízes de Direito, Juízes Federais, Juízes do Trabalho, Juízes Eleitorais.

Relaxe, amigo! Lá, no alto da teia, no castelo chamado STF, reina supremo, sobre tudo e todos, sem ninguém a perturbá-lo, Alexandre de Moraes!

Manda no Judiciário, no Executivo e no Legislativo. E esmaga com o tacão de sua bota qualquer brasileiro que ouse a lhe contestar os poderes. Basta relembrar o que aconteceu a “Débora do batom” e a milhares de brasileiros que protestavam e praticaram alguns atos de vandalismo durante o protesto:

- “A Procuradoria-Geral da República (PGR), capitaneada por Gonet, intimamente ligado a Moraes, acusou Débora pelos crimes abaixo citados, e a Primeira Turma do STF a condenou a 14 de prisão em todos eles: Abolição violenta do Estado Democrático de Direito, Golpe de Estado, Dano qualificado, Deterioração do patrimônio tombado (referente à pichação da estátua), Associação criminosa armada”.

Pelo exemplo você pode concluir que qualquer um pode ser acusado de qualquer coisa, basta Moraes querer. Não é preciso estar presente, como não estava Jair Bolsonaro nesta manifestação, mas assim mesmo foi condenado pelos mesmos crimes a 27 anos de cadeia, além de ter direitos políticos cassados.

Não, não é preciso estar presente, basta Moraes querer.

Você se pergunta: como chegamos a esse ponto?

E de novo se pergunta, como fez o poeta romano Juvenal, no início do século II depois de Cristo:

- “Quis custodiet ipsos custodes?”, traduzindo - “Quem vigia os vigilantes?”

Nos diz o articulista Fabiano Lana do Estadão:

- “Com seus altos salários e força desmedida, a magistratura tornou-se um problema sério para a sociedade brasileira, uma espécie de superpoder em modo de destruição e autodestruição”.

E então, por um golpe de sorte do destino, entrou na vida dos brasileiros Daniel Vorcaro. Ele implodiu o sistema por dentro. Sem querer descortinou todo esquema de corrupção existente no Brasil. Ele corrompeu os dirigentes do Banco de Brasília e utilizou o dinheiro público para se tornar bilionário. Esticou seus tentáculos e corrompeu dezenas de dirigentes de instituições de diferentes estados brasileiros.

Avançou sobre o executivo quando fez articulação com o Chefe de Gabinete (Secretário Particular) de Lula e através do ex-ministro Guido Mantega realizou reuniões no Palácio do Planalto. O encontro (que não constou na agenda oficial) contou também com as presenças do ministro da Casa Civil, Rui Costa, e do então diretor do Banco Central, Gabriel Galípolo.

As investigações da PF também revelaram a troca de mensagens indicando que Vorcaro custeou passagens, hospedagem e serviços de luxo em Londres (como motoristas VIPs e carros executivos) para uma comitiva de autoridades brasileiras.

Avançou sobre o Legislativo e envolveu diversos parlamentares.

Avançou sobre o Supremo com o banco Master, a gestora de investimentos Reag e o Resort Tayayá, no Paraná e a família do ministro do STF, Dias Toffoli.

Mostrou como a maioria dos dirigentes dos 3 poderes eram todos corruptos.

E mostrou que nenhum deles quer nada com o Brasil, quer apenas enriquecer surrupiando o dinheiro suado dos pobres brasileiros.

Mas faltava o grande comandante das esquerdas. E ele foi revelado em grande estilo. Na verdade, o trio: Moraes, Gonet, Andrei Rodrigues. Moraes, com contrato milionário de sua esposa e o limite de 300 mil reais para seus filhos, no cartão de crédito emitido pelo Banco Master para cada um (Giuliana e Alexandre Barci de Moraes).

Eis uma mensagem de Vorcaro, publicada por toda imprensa do Brasil fazendo referências a Andrei Rodrigues e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet.
- "É importante reforçar com Andrei e Paulo para não deixar ninguém de baixo fazer uma sacanagem, que aí vai tudo pro saco. Estou disponível para tratar e explicar qualquer coisa, só não pode ter sacanagem. Vou mandar os nomes que têm ido ao Bacen alegando que farão algo em breve".

Eis uma outra publicação envolvendo o Procurador-Geral, Gonet, aquele mesmo que acusou os que protestavam, encontrada pela PF no celular de Vorcaro. Ao aceitar um convite para um fórum jurídico e eventos em Londres, Gonet enviou a seguinte mensagem de volta a Vorcaro:

- "Oba!!!! Tomara que tenha charuto e macalan [sic]".

O uísque citado é o The Macallan, uma das marcas de single malt mais caras e luxuosas do mundo.

O relatório da PF aponta que o banqueiro aceitou pagar as despesas de viagem de comitiva e inclusive incluiu o filho do PGR, Pedro Gonet, nas viagens com tudo pago.

O “Grande Inquisidor”, “o carrasco dos brasileiros inocentes”, o herói petista, o herói dos jornalistas do “consórcio de imprensa”, dos “juristas de meia-tigela”, o criador de leis que enquadram qualquer trabalhador como terrorista, o herói dos artistas, o grande homem que desarticulou o golpe que não tinha exército, não tinha canhões, não tinha armas, agora aparece como um reles ladrão em busca de milhões.

Toda trama brasileira capitaneada por Moraes e seus esbirros lembra Stalin e sua falsificação histórica dos acontecimentos políticos na antiga União Soviética. Tudo foi revisado, detalhado, corroborado, envernizado, testemunhado, para dar aparência de verdade a fatos que todos viram: um protesto do povo enraivecido, sem armas, contra os que se apossaram do poder.

A falsificação histórica promovida por Moraes visava destruir qualquer tipo de resistência no Brasil. Falar contra os atos de Moraes e seus esbirros tornou-se crime. Os que protestavam foram apresentados como “golpistas”, “fanáticos”, “bolsonaristas” e foram apresentados como “oportunistas” e entreguistas que queriam promover uma revolução e tomar o poder. Moraes era apresentado a nação como o herói que desmantelou um golpe de estado.

São fatos recentes. Todos viram. Todos ouviram. Todos sentiram na pele o terror se espalhar de norte a sul.

Agora o herói é descoberto como um ladrãozinho barato, usando a esposa e seu escritório de advocacia para firmar contratos milionários. Um assalto aos cofres públicos, mas bem planejado, bem urdido, tudo dentro da “lei Moraes”.

Vorcaro está preso e quer falar.

Eis o que disse a Revista Veja, neste 2 de setembro de 2026, através do colunista Robson Bonin:

- “No relato que fez ao gabinete do ministro André Mendonça, o banqueiro Daniel Vorcaro citou exemplos cruéis de situações de terror psicológico que viveu ao ser preso pela Polícia Federal.

Segundo o banqueiro, as ameaças e os tratamentos ilegais começaram já na transferência de avião para Brasília, quando foi preso em março.
Agentes enfiaram Vorcaro numa caixa “como bicho”.

Durante o transporte, batiam no compartimento e falavam que iriam abrir a porta da aeronave e jogá-lo lá do alto.

- “A gente pode te jogar daqui de cima. Ninguém vai duvidar se a gente disser que você se jogou”, teria dito um agente, segundo a versão de Vorcaro.

Os fatos integram um conjunto de provas reunidos pela defesa para delatar situações vividas na PF.

Vorcaro também citou o diretor da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, como um agente que teria atuado para atrapalhar sua delação, de modo a impedir que o dono do Master falasse das relações que ele teve com o próprio delegado.

- “Tenho muito a contribuir relatando os fatos e a verdade, mas ninguém quer me ouvir. Uma loucura”, disse Vorcaro no interrogatório gravado em vídeo”.

O depoimento foi solicitado pela defesa diante da percepção de Vorcaro de que um “acordão” entre as instituições estaria firmado para impedir que ele relate crimes de autoridades e busque benefícios na Justiça”.

- “O que está ali sugere que um dos mais poderosos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), Alexandre de Moraes, tornou-se funcionário de um fraudador que se organizou para cometer crimes. Essa suspeita em si é péssima”. (William Waack - CNN).

Lula, enrolado até o pescoço, está em silencio. Seu silencio é constrangedor.

Na URSS, Antiga União Soviética, segundo os historiadores, o regime de Stalin expurgou à força da sociedade aqueles que considerava ameaças a si próprio e à sua forma de comunismo — os chamados "inimigos do povo" —, incluindo dissidentes políticos, nacionalistas não soviéticos, a burguesia, camponeses mais abastados ("culaques") e integrantes da classe trabalhadora que demonstravam simpatias "contrarrevolucionárias".

O Stálin tupiniquim age da mesma maneira. Depois que sua depravação moral foi denunciada, seus esbirros o cercam e procuram preservá-lo, preservar toda teia corrupta que criaram, mas um outro golpe do destino apareceu em seu caminho: André Mendonça!

Bom final de semana a todos.


Carlos Sampaio - Professor. Pós-graduação em “Língua Portuguesa com Ênfase em Produção Textual”. Universidade Federal do Amazonas (UFAM)

JCO