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19/09/2026

TE SEGURA TRAFICANTE QUE LÁ VEM BOMBA

EUA transferem drones para América do Sul em preparação para ações contra o narcotráfico

As Forças Armadas dos Estados Unidos devem começar a enviar drones do modelo MQ-9 Reaper, atualmente em operação na África, para a América do Sul, como parte de ações previstas contra o tráfico de drogas na região. As informações são do canal de TV americano CNN, que relatou tê-las ouvido de seis pessoas a par do planejamento.

Outros equipamentos militares já haviam chegado ao Caribe em 2025, como parte de uma campanha contra supostos barcos de tráfico de drogas. Além dos drones, também foram enviados caças F-35 e pelo menos um avião de combate AC-130. O MQ-9 Reaper é utilizado para vigilância e ataques.

Recentemente, autoridades do governo de Donald Trump delinearam publicamente planos para intensificar as operações em terra com nações aliadas na América do Sul. Não está claro quantos dos MQ-9s do Comando Africano dos EUA serão transferidos para o Comando Sul, que controla as ações militares americanas na América do Sul; uma das fontes a par do assunto afirmou que se trata da "maioria" deles.

Essa fonte e outras duas ouvidas pela CNN também indicaram que a transferência dos drones antecede operações previstas de combate ao narcotráfico e ao terrorismo na região, incluindo possíveis operações no Equador. O governo equatoriano, comandado por Daniel Noboa, começou a realizar operações militares com os EUA no início deste ano contra "organizações terroristas designadas".

Outra das fontes afirmou que ainda há discussões em andamento sobre a possibilidade de enviar alguns dos drones para o Oriente Médio, já que as Forças Armadas dos EUA perderam recursos na guerra contra o Irã.

O secretário de Defesa, Pete Hegseth, definiu a defesa do território dos EUA e do "hemisfério ocidental" (onde fica o continente americano) como a prioridade número um do Pentágono na Estratégia de Defesa Nacional oficial do departamento, divulgada em janeiro. O Pentágono se recusou a comentar as informações da CNN.

A emissora havia noticiado anteriormente que o governo Trump elaborou em 2025 um parecer jurídico confidencial que justifica ataques letais contra uma lista secreta e abrangente de cartéis e suspeitos de tráfico de drogas.

O parecer, elaborado pelo Escritório de Assessoria Jurídica do Departamento de Justiça, argumentava que o presidente tem permissão para autorizar o uso de força letal contra uma ampla gama de cartéis, pois eles "representam uma ameaça iminente aos americanos".

Durante um discurso em uma conferência conjunta no Panamá, em agosto, Hegseth elogiou o Equador, Honduras, a Guatemala, a Jamaica e a Colômbia por suas parcerias com os EUA e pelos convites para que o país participasse de operações militares conjuntas contra "narcoterroristas" em seus territórios.

Estadão Conteudo

16/09/2026

'BRASIL FALHOU EM CONFRONTAR ORGANIZAÇÕES CRIMINOSAS PCC E PV' - DIZ TRUMP

Governo Trump diz que Brasil falhou em confrontar 'organizações terroristas' PCC e CV e cobra ‘medidas enérgicas’

O governo dos Estados Unidos afirmou nesta quarta-feira que o Brasil falhou em "confrontar as organizações terroristas estrangeiras" Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV), assim designadas por Washington este ano, apesar da resistência do governo brasileiro. Em determinação oficial ao Congresso, o presidente Donald Trump disse que tais grupos tornaram o país sul-americano um "centro de distribuição global de cocaína".

Assinado por Trump, o documento cita "mudanças políticas drásticas" na América do Sul, que, segundo o chefe da Casa Branca, "criaram oportunidades históricas para a cooperação dos Estados Unidos com os governos da região". Como exemplo, citou a Venezuela, após a prisão e a destituição, "pelo meu governo, do ex-ditador ilegítimo e narcotraficante Nicolás Maduro". O presidente dos EUA determinou a retirada de Caracas do rol de países que falharam em combater o narcotráfico.

Ainda no trecho sobre a América do Sul, Trump coloca o Brasil na contramão de "muitos governos" no Hemisfério Ocidental que "tomam medidas corajosas para reduzir o fluxo de drogas e erradicar os cartéis". Em vez disso, ressalta o mandatário, a administração brasileira "falhou em confrontar as organizações estrangeiras designadas terroristas".

"Essas organizações terroristas brasileiras representam uma ameaça crescente à paz e à segurança em todo o mundo, e o governo brasileiro precisa urgentemente tomar medidas enérgicas para confrontá-las e derrotá-las antes que se espalhem e cresçam", ressalta o texto.

02/09/2026

DADOS SOBRE US$ 531 MILHÕES ENVIADOS PELO MASTER É COBRADO PELA JUSTIÇA DOS EUA

Justiça dos EUA cobra dados sobre US$ 531 milhões enviados pelo Master

A Justiça dos Estados Unidos determinou que a One World Service (OWS), plataforma de criptoativos que recebeu US$ 531 milhões do Banco Master entre 2018 e 2021, forneça informações sobre suas operações.

O pedido partiu do liquidante do banco e recebeu autorização do juiz Scott M. Grossman, da Vara de Falências do Distrito Sul da Flórida.

A decisão reúne 16 solicitações de documentos e informações. Entre os itens estão contratos com Daniel Vorcaro e empresas ligadas a ele, registros de serviços prestados, ativos sob custódia, movimentações financeiras, origem dos recursos e comunicações realizadas por aplicativos como WhatsApp, Telegram, Signal e iMessage.

As transferências ocorreram quando a instituição ainda usava o nome Banco Máxima e já estava sob gestão de Vorcaro.

O liquidante busca esclarecer se os US$ 531 milhões enviados à OWS pertenciam ao patrimônio do Banco Master ou correspondiam a recursos de clientes. A apuração também pretende identificar o destino dos valores e os possíveis vínculos entre as operações da plataforma e de empresas ligadas ao grupo de Vorcaro.

Justiça dos EUA quer informações da OWS

A OWS tem sede em Delaware. Segundo o pedido apresentado à Justiça norte-americana, a documentação poderá ajudar a esclarecer as operações realizadas pela plataforma e o caminho percorrido pelos recursos enviados pelo banco.

O Brasil também investiga uma empresa por operações com criptoativos e transferências internacionais. A OWS foi alvo da Operação Colossus, que apura movimentações bilionárias suspeitas e lavagem de dinheiro.

A CPI das Pirâmides Financeiras também convocou uma plataforma para prestação de esclarecimentos.

revistaoeste

01/09/2026

APÓS TENSÕES COM CHEFE DO PENTÁGONO SECRETÁRIO DO EXÉRCITO DOS EUA RENUNCIA

Secretário do Exército dos EUA renuncia após tensões com chefe do Pentágono

O secretário do Exército dos EUA, Dan Driscoll, apresentou sua renúncia ao presidente americano Donald Trump, informaram à CNN três fontes a par do assunto.

Uma fonte afirmou que a decisão não foi surpreendente, dada a tensão entre Driscoll e o secretário de Defesa, Pete Hegseth.

“O Secretário Driscoll tem sido extremamente eficaz no avanço da agenda do Presidente Trump de ‘Tornar a América Forte Novamente’ no Departamento do Exército, exercendo uma liderança excepcional durante operações militares históricas, restaurando a ênfase na prontidão e na letalidade, auxiliando nas negociações entre a Rússia e a Ucrânia, entre outras ações”, afirmou a porta-voz da Casa Branca, Anna Kelly, em um comunicado.

A CNN entrou em contato com o Pentágono para solicitar comentários.

A saída de Driscoll — veterano do Exército e amigo pessoal de longa data do vice-presidente americano, JD Vance — ocorre após meses de atrito com Hegseth. Também acontece quando a guerra com o Irã já dura seis meses, sem sinais de que vá terminar.

No início deste ano, Hegseth demitiu o chefe do Estado-Maior do Exército, general Randy George, e outros dois generais. George e Driscoll trabalhavam em estreita colaboração.

O Wall Street Journal foi o primeiro a noticiar a saída de Driscoll.

30/08/2026

TERÁ 25 ANOS ACORDO PETROLÍFERO ENTRE VENEZUELA E EUA

Venezuela: Acordo petrolífero com EUA terá duração de 25 anos

Neste sábado (29), a presidente da Venezuela em exercício, Delcy Rodríguez, informou que o acordo petrolífero alcançado com os Estados Unidos terá vigência de 25 anos, com uma meta de produção superior a 1,5 milhão de barris diários. A mensagem foi transmitida pelo canal estatal Venezuelana de Televisión (VTV).

– Nossa meta vai além com a assinatura de outros acordos importantes que incluem grandes empresas como Chevron, Repsol, Eni, Shell, BP, entre outras. Queremos ser uma potência energética – afirmou a governante.

Da mesma forma, explicou que, tomando como referência um preço de 65 dólares por barril, o país pode receber 209,335 bilhões de dólares em virtude do convênio.

– Em termos concretos, isso significa que por cada barril produzido e vendido, cerca de 19 dólares entram diretamente em nosso país – indicou.

Rodríguez acrescentou que este projeto prevê o desenvolvimento de oito blocos verdes na Faixa Petrolífera do Orinoco — uma área que abrange mais de 55 mil quilômetros quadrados localizada no leste e centro-leste do país —, com royalties mínimos de 16% e imposto de renda de 34%, o que, segundo ela, permitirá alavancar a recuperação econômica da Venezuela.

Da mesma forma, agradeceu ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e ao secretário de Estado americano, Marco Rubio, por seus esforços para alcançar este acordo.

– Mas há algo que deve ficar absolutamente claro: a Venezuela conserva a propriedade e a soberania sobre seus recursos – enfatizou.

Delcy defendeu que, neste acordo, “cada parte contribui com aquilo que pode fazer melhor”.

A presidente destacou que os Estados Unidos fornecerão capital, tecnologia e capacidade operacional para “antecipar a recuperação de uma indústria estratégica duramente atingida pelas sanções”.

Nesse contexto, ela afirmou que os venezuelanos “têm o direito de saber quanto se investe, quanto se produz, quanto o Estado recebe e quais são as condições para os operadores”.

Na última sexta (28), EUA e Venezuela anunciaram este acordo histórico pelo qual Washington controlará mais de 20% das reservas de petróleo venezuelanas.

Delcy Rodríguez detalhou que está previsto o desenvolvimento de 17 campos estratégicos, com “um potencial provado de 65 bilhões de barris de petróleo”.

Por sua vez, Marco Rubio descreveu o acordo como “uma grande vitória tanto para o povo americano quanto para o venezuelano”.

Com informações da agência EFE

28/08/2026

DANOU-SE: APÓS RISCO ENVOLVENDO HELICÓPTERO DE TRUMP EUA NOTIFICAM O BRASIL

EUA notificam Brasil após risco envolvendo helicóptero de Trump

Os Estados Unidos notificaram o Brasil sobre a abertura de uma investigação para apurar um incidente ocorrido no último dia 4 de agosto, envolvendo um helicóptero que transportava o presidente Donald Trump e um avião da Embraer E-70.

De acordo com o Conselho Nacional de Segurança nos Transportes (NTSB), o helicóptero Marine One, no qual o chefe da Casa Branca estava, chegou a ficar cerca de 3 quilômetros de distância da aeronave de projeto brasileiro, utilizada no voo 3742 da Envoy Air.

Apesar da proximidade, nenhum passageiro ou tripulante ficou ferido.

No documento enviado pela NTSB ao Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos), da Força Aérea Brasileira (FAB), o caso se deve a problemas de comunicação do Marine One com o controle de tráfego aéreo.

O helicóptero que transportava Donald Trump chegou a fazer duas tentativas de contato com a torre de controle, sem sucesso.

– As gravações de áudio certificadas do ATC revelaram que a primeira tentativa de contato com o ATCT do DCA não foi recebida e a segunda tentativa foi interrompida e completamente ilegível (ao que o controlador informou sobre a frequência) – diz a apuração.

O relatório aponta ainda que a “frequência estava operando normalmente; não houve interrupções conhecidas nem relatos de degradação do sinal naquele dia, tampouco havia histórico de problemas com essa frequência, segundo a FAA”.

– Em decorrência das transmissões não recebidas envolvendo a aeronave VM1 no dia do incidente, técnicos da área de Engenharia de Espectro da FAA realizaram uma análise de cobertura e constataram que não havia linha de visada adequada para garantir a comunicação entre o local do equipamento de rádio (transmissor/receptor) e “The Ellipse”, área a partir da qual a VM1 operava temporariamente devido às obras na Casa Branca – completou.

pleno.news

25/08/2026

MAIOR REVOGAÇÃO DE VISTOS DA HISTÓRIA

EUA preparam maior revogação de vistos da história

O governo dos Estados Unidos se prepara para revogar os vistos de negócios e turismo de até 200 mil estrangeiros que solicitaram ou estão em processo de pedido de asilo no país. Caso a medida seja adotada, será a maior revogação em massa de vistos de uma só vez da história dos EUA e deve enfrentar contestações judiciais.

O Departamento de Estado deve anunciar, nas próximas semanas, a revogação dos chamados vistos B1 e B2 emitidos entre 2016 e 2026. Os afetados serão aqueles que solicitaram asilo ou estão em processo de solicitação, segundo documentos da pasta obtidos pela Associated Press e informações de dois funcionários do governo americano, ouvidos pela agência sob condição de anonimato.

Os vistos B1 são geralmente emitidos para viagens de negócios, enquanto os vistos B2 são normalmente concedidos para turismo, visitas familiares ou tratamento médico. Não ficou imediatamente claro, a partir dos documentos ou das declarações das autoridades, quantos desses titulares de visto estão buscando ou já solicitaram asilo nos EUA e podem ser afetados pelas revogações.

A medida será tomada em coordenação com o Departamento de Segurança Interna (DHS, na sigla em inglês).

– Estamos coordenando com o DHS para identificar e revogar os vistos de não imigrante de estrangeiros que vieram aos EUA alegando ser visitantes de curto prazo, mas depois solicitaram asilo para permanecer no país permanentemente – disse o porta-voz do Departamento de Estado, Tommy Pigott.

Pigott se recusou a comentar o número de vistos que poderão ser revogados, afirmando que “como o processo será contínuo, o número de revogações permanece dinâmico e será realizado de forma gradual”.

Segundo os funcionários ouvidos pela AP, as revogações não significam que os estrangeiros serão imediatamente deportados. A maioria das pessoas com pedidos de asilo pendentes deverá ter o status migratório alterado, mas perderá a condição de viajante de negócios ou turista.

Desde que Donald Trump assumiu o segundo mandato como presidente dos EUA, no ano passado, o governo americano tem ampliado gradualmente as restrições para solicitantes de visto. Entre as novas medidas estão a exigência de mais informações sobre o histórico do solicitante nas redes sociais, a cobrança de depósitos elevados para o processamento dos vistos e a proibição da emissão de vistos para cidadãos de determinados países.

Em uma publicação nas redes sociais nesta segunda-feira (24), o vice-secretário de Estado dos EUA, Christopher Landau, criticou pessoas que, segundo ele, tentam usar vistos de turismo e negócios para entrar no país e depois solicitar asilo.

– As pessoas nos EUA e em todo o mundo estão cansadas de pedidos de asilo fraudulentos. O asilo não deveria ser uma brecha para contornar a legislação de imigração – escreveu Landau no X.

Landau citou o caso de um cidadão colombiano que entrou nos EUA em 2015 com um visto de turismo e depois solicitou asilo.

Os atuais solicitantes de vistos B1 e B2 são orientados a declarar que não solicitarão asilo nos EUA e a comprovar que pretendem retornar a seus países de origem.

Nos últimos 18 meses, o Departamento de Estado revogou cerca de 175 mil vistos de pessoas que foram condenadas ou acusadas de crimes que vão desde dirigir embriagado até estupro e roubo, além de pessoas que se manifestaram publicamente contra políticas dos EUA, especialmente no Oriente Médio.

O governo americano também adotou medidas para combater o chamado turismo de nascimento, prática que, segundo a gestão federal, é utilizada por mulheres estrangeiras grávidas para viajar aos EUA a fim de dar à luz, de modo que seus filhos sejam beneficiados pela cidadania por direito de nascimento. Trump tentou várias vezes acabar com a cidadania por nascimento, mas essas iniciativas foram rejeitadas pelos tribunais, incluindo a Suprema Corte.

Os documentos do Departamento de Estado obtidos pela AP indicam que a análise dos atuais titulares de vistos B1 e B2 começou depois que a pasta recebeu informações sobre pedidos de asilo do Serviço de Cidadania e Imigração dos EUA (USCIS, na sigla em inglês).

AE

22/08/2026

EUA ACUSA STF DE PRENDER FILIPE MARTINS USANDO DOCUMENTO FALSO - E AGORA MORAES E CIA?

STF usou documento falso para prender Filipe Martins, diz EUA

Um juiz federal dos Estados Unidos afirmou, em audiência realizada em março, que o documento de imigração usado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para prender Filipe Martins era falso. A decisão é do juiz Gregory A. Presnell, indicado ao cargo pelo ex-presidente democrata Bill Clinton.

Presnell também mandou o governo americano entregar os documentos que mostram quem criou o registro falso. A ordem veio depois que as agências dos Estados Unidos se recusaram a explicar como o erro aconteceu.

Filipe Martins foi assessor de assuntos internacionais do ex-presidente Jair Bolsonaro. Em fevereiro de 2024, Moraes decretou a prisão preventiva dele com base nesse registro de imigração falso.

O documento indicava que Martins tinha entrado nos Estados Unidos em 30 de outubro de 2022, no mesmo dia em que Bolsonaro viajou para Orlando. Moraes usou essa informação para dizer que o ex-assessor havia fugido do Brasil.

Martins ficou preso por quase seis meses em 2024. A defesa dele apresentou provas de que ele estava no Brasil durante todo esse período, entre elas um bilhete de voo doméstico do dia seguinte à suposta viagem.

A própria Procuradoria-Geral da República, que havia pedido a prisão no início, defendeu a soltura de Martins logo depois. Moraes negou o pedido na primeira vez, mas soltou o ex-assessor em agosto, após um segundo pedido da PGR.

Em outubro do ano passado, a Alfândega e Proteção de Fronteiras dos Estados Unidos, conhecida como CBP, admitiu em nota pública que Martins não entrou no país na data do registro. A agência reconheceu que Moraes usou uma informação errada para justificar a prisão.

Na audiência de março, o juiz Presnell criticou os advogados do governo americano pela recusa em entregar os dados. Segundo ele, ninguém contesta que o documento é falso, e o próprio governo já admitiu isso.

– Houve um registro falso feito nos sistemas da Patrulha de Fronteira que afetou uma pessoa de forma considerável. O governo reconhece a falsidade e a gravidade disso – declarou o juiz.

Ele acrescentou que Martins foi “preso em decorrência” desse dado incorreto e, portanto, tem o direito de saber como isso aconteceu e quem deu causa a isso.

Presnell disse ainda que, se alguém no governo agiu de propósito para prejudicar outra pessoa, esse é justamente o tipo de caso que a lei de acesso à informação (Foia) foi feita para esclarecer. Para o juiz, o registro falso causou danos sérios a Martins.

O magistrado também disse estar preocupado com o fato de o governo americano guardar todos os documentos sobre o caso. Ele classificou os argumentos usados pelos advogados do governo para não entregar o material como sem sentido.

No fim da audiência, Presnell determinou que a CBP entregue todos os papéis que identifiquem quem participou do registro falso e onde essas pessoas moram. A CBP não respondeu aos pedidos de posicionamento.

As primeiras notícias sobre a suposta viagem de Martins surgiram em outubro de 2023, em reportagens do portal Metrópoles que depois foram retratadas. Um dos textos dizia que nem Moraes sabia do paradeiro do ex-assessor.

Semanas depois dessas reportagens, Moraes decretou a prisão com base na suspeita de fuga. Em dezembro passado, Martins foi condenado pela Primeira Turma do STF a 21 anos de prisão por participação na suposta trama golpista.

Ele cumpria prisão domiciliar enquanto esperava o julgamento de recursos. Mas em janeiro deste ano, Moraes determinou nova prisão preventiva, ao considerar que o uso do LinkedIn por advogados de Martins violou a proibição de acessar redes sociais, a própria plataforma confirmou que o ex-assessor não fez login. As informações são da Folha de S.Paulo.

09/08/2026

EUA: É MUITO DOLOROSO CÂNCER DE BIDEN - REVELA SEU FILHO

Câncer de ex-presidente dos Estados Unidos se espalha e é muito doloroso, revela filho

O câncer de próstata que afeta Joe Biden metastizou nos ossos “e além”, com a consequente deterioração de sua saúde, dada a natureza especialmente “dolorosa e debilitante” que a doença adquiriu.⁣

⁣Em declarações à emissora britânica BBC, Hunter Biden, filho do ex-presidente dos Estados Unidos, confirmou que a doença “se espalhou, o que é “muito doloroso e muito debilitante em muitos aspectos”.⁣

Joe Biden foi diagnosticado, em maio de 2025, com uma forma agressiva de câncer de próstata, o que obrigou o ex-presidente, de 83 anos, a se submeter a um tratamento de radioterapia. “É realmente muito difícil e muito triste de ver”, lamentou seu filho. “Gostaria que ele reclamasse mais, porque ele não está bem”, acrescentou.⁣

07/08/2026

EMBAIXADOR DO BRASIL É APROVADO PELO SENADO DOS EUA

Senado dos EUA aprova Daniel Perez para embaixada no Brasil

O Senado dos Estados Unidos aprovou, nesta sexta-feira (7), a indicação de Daniel Perez para o cargo de embaixador norte-americano no Brasil.

O nome do diplomata foi confirmado por 51 votos favoráveis e 47 contrários, encerrando a etapa de aprovação no Legislativo americano.

Apesar do aval do Senado, Perez ainda não poderá assumir o posto imediatamente.

A nomeação depende agora da concessão do agrément pelo governo brasileiro, autorização diplomática formal concedida pelo país anfitrião para que um embaixador estrangeiro exerça suas funções.

Indicado pelo presidente Donald Trump em junho deste ano, Daniel Perez foi escolhido para ocupar a representação diplomática dos Estados Unidos em Brasília, vaga desde o retorno de Trump à Casa Branca, em janeiro de 2025.

A tramitação da indicação foi marcada por divergências entre os governos brasileiro e americano.

O Itamaraty manifestou desconforto após a Casa Branca anunciar publicamente o nome de Perez antes da conclusão das consultas diplomáticas reservadas que tradicionalmente antecedem o envio oficial de um embaixador ao país de destino.

A situação ganhou novos contornos quando Washington passou a cobrar uma resposta do governo brasileiro sobre a concessão do agrément.

Autoridades americanas alegaram demora na análise do pedido, enquanto o governo brasileiro sustentou que o processo seguia o rito diplomático habitual e permanecia em avaliação pelo Ministério das Relações Exteriores.

06/08/2026

O VERDADEIRO GENOCIDA DA COVID COMETEU DESACATO A COMITÊ DO SENADO DOS EUA

Comitê do Senado dos EUA decide que Fauci cometeu desacato

Em decisão nesta quinta-feira (6), o Comitê de Segurança Interna e Assuntos Governamentais do Senado determinou que o doutor Anthony Fauci cometeu desacato contra o Congresso em audiência realizada no último dia 29, ao se recusar a responder mais de 100 perguntas sobre sua gestão à época da Covid-19.
Fauci, que foi a principal autoridade na área da saúde nos EUA durante a pandemia, se fez valer da Quinta Emenda da Constituição estadunidense a fim de evitar a autoincriminação.

Presidente do colegiado, o senador republicano Rand Paul argumentou que o médico não tinha direito de invocar a Quinta Emenda porque havia recebido perdão presidencial prévio por parte do ex-presidente Joe Biden.

– O dr. Fauci não enfrentava nenhum risco de processo federal. Tudo o que ele precisava fazer era dizer a verdade – argumentou.

Após votação entre os membros do comitê, ficou decidido que o cientista cometeu desacato e, por isso, o caso será levado ao Departamento de Justiça, que decidirá se o acusará criminalmente.

Fauci foi convocado sob acusação de que teria encoberto informações sobre origem da Covid-19 e erros durante sua administração como diretor do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas do país.

Na audiência, Fauci afirmou que o “único motivo” para ter sido convocado é para que dissesse algo que pudesse ser usado contra ele mesmo para prendê-lo. O médico afirma que Rand Paul possui “obsessão” em incriminá-lo e fez “repetidas promessas públicas” sobre colocá-lo “atrás das grades”.

'DEI TODAS AS OPORTUNIDADES' - DIZ TRUMP EM TOM AMEAÇADOR PARA LULA

Trump sobe o tom e ameaça Lula: "Dei todas as oportunidades"

O governo dos Estados Unidos afirmou que manteve negociações com o Brasil durante semanas antes de decidir revogar o visto da embaixadora brasileira em Washington. Em meio ao aumento da tensão diplomática entre os dois países, um porta-voz do Departamento de Estado declarou que a administração do Donald Trump disse que ele deu ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva “todas as oportunidades para fazer a coisa certa” antes de adotar a medida.

Segundo a autoridade americana, a revogação do visto foi tomada com base no princípio da reciprocidade e não representa uma declaração de persona non grata. De acordo com o governo dos Estados Unidos, a decisão poderá ser revista caso o Brasil conceda o agrément, o aval diplomático, ao indicado de Trump para assumir a embaixada americana em Brasília.

O porta-voz também afirmou que “opções diplomáticas adicionais permanecem sobre a mesa” caso o governo brasileiro continue adiando ou recusando o reconhecimento do diplomata indicado por Washington.


Ainda durante a manifestação, o representante do Departamento de Estado reforçou o posicionamento oficial da Casa Branca de que cabe ao presidente dos Estados Unidos escolher seus representantes diplomáticos e criticou qualquer tentativa de governos estrangeiros de interferirem em processos internos do país.

A declaração ocorre em meio ao agravamento da crise diplomática entre Brasil e Estados Unidos, intensificada após o impasse envolvendo a nomeação do novo embaixador americano em Brasília e a recente revogação do visto da embaixadora brasileira em Washington.

03/08/2026

TRUMP MANDA RECADO PARA ÀS PETROLEIRAS

Trump cobra redução imediata do preço dos combustíveis às petroleiras

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a pressionar as empresas do setor de petróleo a reduzirem os preços dos combustíveis vendidos aos consumidores. Em publicação feita nesta segunda-feira (3) na rede social Truth Social, o republicano escreveu, em letras maiúsculas: “ABAIXEM, AGORA!”.

Na mesma mensagem, Trump atribuiu o bom desempenho da indústria petrolífera às medidas adotadas por seu governo. O presidente comentou uma entrevista concedida pelo diretor-presidente da Chevron, Mike Wirth, à Fox Business, e afirmou que o executivo deixou de reconhecer o papel da atual administração nos resultados positivos da companhia.

“A única coisa que ele convenientemente esqueceu de mencionar ao listar as razões para sua companhia ir tão bem é que, sem a genialidade, visão, força e estabilidade da administração Trump, a indústria petrolífera e os EUA estariam mortos”, escreveu o presidente.

Trump também citou a retomada das operações da Chevron na Venezuela como exemplo do fortalecimento do setor. Segundo ele, a decisão tornou a empresa e outras petroleiras “maiores e mais fortes do que antes”, colocando-as no caminho de uma “fortuna”.

Correio 24h

30/07/2026

TEM JUÍZO: ROBÔS HUMANOIDES DA CHINA TEM IMPORTAÇÃO PROIBIDA POR TRUMP

Donald Trump veta importação de robôs humanoides da China

A Comissão Federal de Comunicações (FCC) do governo Donald Trump proibiu a entrada de novos inversores de energia e robôs quadrúpedes ou humanoides fabricados na China nos Estados Unidos. A medida busca resguardar a segurança nacional e impulsionar a produção local desses equipamentos essenciais.

As restrições visam proteger a cadeia de suprimentos de inteligência artificial americana. Segundo o presidente da FCC, Brendan Carr, esses dispositivos estrangeiros representam riscos cibernéticos e podem criar vulnerabilidades críticas, facilitando o roubo de dados ou a interrupção de serviços.

— Esses dispositivos podem criar vulnerabilidades na cadeia de suprimentos que podem prejudicar a segurança econômica e nacional dos EUA e representar um risco de segurança cibernética que ameaça a infraestrutura crítica americana. (…) A FCC continuará fazendo sua parte para proteger as cadeias de suprimentos críticas dos Estados Unidos — disse.

Em resposta, a embaixada da China em Washington pediu que os Estados Unidos parem de difamar e sancionar suas empresas. O governo chinês também alertou que tomará as medidas necessárias caso seus interesses materiais sejam prejudicados por essas ações americanas.

As novas regras entraram em vigor imediatamente e afetam apenas modelos que ainda não foram lançados no mercado. No entanto, o órgão regulador americano mantém a autoridade para revogar permissões de venda de equipamentos que já haviam sido autorizados anteriormente.

Uma das principais afetadas será a Unitree, líder global em robôs humanoides e recentemente incluída em uma lista de alerta do Pentágono. Autoridades temem que esses robôs, que usam chips avançados de IA, sejam usados para espionar o setor industrial americano.

No setor de energia, o alvo são os inversores chineses, fundamentais para data centers e redes renováveis. A China lidera esse mercado com empresas como Sungrow e Huawei, levantando temores americanos de invasões cibernéticas à infraestrutura crítica nacional.

Autoridades americanas, incluindo o secretário do Tesouro, Scott Bessent, também alertaram sobre punições por roubo de propriedade intelectual. O governo tenta evitar uma dependência tecnológica semelhante à que ocorreu com o mercado de minerais de terras raras.

Para evitar o desabastecimento, a expectativa é que a FCC conceda isenções a diversos fornecedores não chineses de robôs e inversores. A estratégia repete o padrão já adotado recentemente pelo governo em proibições similares envolvendo drones e roteadores estrangeiros.

29/07/2026

DONALD TRUMP DENUNCIA FORMALMENTE PERSEGUIÇÃO POLÍTICA A FAMÍLIA BOLSONARO

Vocês estão preparados para amanhã? Trump pode transformar a eleição no Brasil

O Presidente Donald Trump publicará oficialmente amanhã um documento que denúncia formalmente a perseguição política promovida no Brasil contra Jair Bolsonaro, sua família e seus apoiadores.

No documento, a Casa Branca registra explicitamente:

"Membros do Governo do Brasil estão perseguindo politicamente um ex-Presidente do Brasil, sua família e seus seguidores, o que contribui para a deliberada erosão do Estado de Direito no Brasil, para a intimidação politicamente motivada naquele país e para abusos de direitos humanos."

O deputado Gil Diniz publicou:

PREPARADOS PARA AMANHÃ?? [...]

Essa denúncia oficial vinda da maior potência do planeta escancara para o mundo a gravidade do cenário brasileiro. A publicação oficial invalida a narrativa do sistema e prova que a intimidação e o desrespeito às garantias fundamentais no país já são reconhecidos e repudiados internacionalmente.

28/07/2026

NOVA ORDEM DO GOVERNO TRUMP CONTRA O BRASIL BOLSONARO É RELACIONADO

Governo Trump relaciona Bolsonaro em nova ordem contra o Brasil

Mesmo sem citar diretamente, o governo de Donald Trump voltou a relacionar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em uma nova ordem que prorroga por mais um ano o estado de emergência nacional declarado pelos Estados Unidos em relação ao Brasil.

No documento, assinado nesta terça-feira (28/7), a Casa Branca afirma que integrantes do governo brasileiro estariam promovendo uma “perseguição política” contra um ex-presidente, seus familiares e apoiadores, argumento usado para justificar a renovação da medida.

O comunicado será publicado nesta quarta-feira (29/7) no Federal Register, equivalente ao Diário Oficial dos Estados Unidos, e encaminhado ao Congresso norte-americano. A decisão, no entanto, não cria novas sanções ou tarifas contra o Brasil.

Recentemente, parte das exportações brasileiras para os EUA passou a ser taxada em 37,5% após duas investigações conduzidas pelo governo norte-americano.

Na ordem, a Casa Branca afirma que a suposta perseguição ao ex-presidente estaria contribuindo para “o enfraquecimento deliberado do Estado de Direito”, além de promover intimidação por motivação política e violações de direitos humanos no Brasil.

O texto também renova críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF), acusando a Corte de promover “censura e a prisão de pessoas que exercem a liberdade de expressão”.
Estado de emergência decretado em 2025 já relacionava Bolsonaro

A renovação mantém em vigor a emergência nacional decretada por Trump em julho de 2025. Na ocasião, o presidente dos Estados Unidos afirmou que ações do governo brasileiro representavam uma “ameaça incomum e extraordinária” à segurança nacional, à política externa e à economia norte-americana.

A legislação dos EUA prevê que esse tipo de medida seja reavaliado anualmente e, caso o governo considere necessário, prorrogado por meio de comunicação formal ao Congresso.

Bolsonaro cumpre prisão domiciliar após ser condenado pelo STF a 27 anos de prisão por participação na trama golpista relacionada aos ataques contra o resultado das eleições de 2022.

Desde o ano passado, Trump tem feito manifestações públicas em defesa de Bolsonaro. Quando instituiu o estado de emergência contra o Brasil, em julho de 2025, a Casa Branca já havia sustentado que o ex-presidente brasileiro era alvo de perseguição política.

Metrópoles

SUPREMA CORTE DOS EUA É ACIONADA POR TRUMP QUE QUER MEXER DIRETAMENTE NA ELEIÇÃO

Trump aciona Suprema Corte e quer mexer diretamente na eleição

O governo do presidente Donald Trump solicitou à Suprema Corte dos Estados Unidos autorização para colocar em vigor um decreto que endurece as regras para o voto por correspondência. A iniciativa ocorre poucos meses antes das eleições legislativas de meio de mandato, marcadas para novembro, e integra um conjunto de medidas voltadas à segurança do processo eleitoral.

O pedido foi apresentado após um tribunal federal de apelações manter, no último sábado, a suspensão da medida em 23 estados e no Distrito de Colúmbia. Nessas localidades, o decreto foi alvo de ações judiciais, e o governo busca agora que suas determinações passem a valer enquanto o mérito do caso continua sendo analisado pela Justiça.

Editado por Donald Trump em março, o decreto estabelece a criação de um cadastro federal com cidadãos autorizados a votar por correspondência. A lista seria organizada pelo Serviço de Cidadania e Imigração dos Estados Unidos (USCIS) em conjunto com a Administração da Seguridade Social. Pelo texto, apenas os eleitores incluídos nesse banco de dados poderiam receber cédulas enviadas pelos Correios.

Segundo o governo Trump, o objetivo das novas regras é impedir que pessoas sem cidadania norte-americana participem das eleições. Autoridades e estudos citados no processo, porém, apontam que esse tipo de ocorrência é considerado incomum nos Estados Unidos, embora a prática seja tipificada como crime e possa resultar em deportação.

Outra iniciativa relacionada ao tema foi assinada por Trump em 25 de março. O decreto tornou obrigatória a comprovação da cidadania para o registro de eleitores e mencionou o Brasil e a Índia como exemplos de países que utilizam sistemas de identificação biométrica para reforçar a segurança eleitoral.
"A Índia e o Brasil, por exemplo, estão vinculando a identificação do eleitor a um banco de dados biométrico, enquanto os Estados Unidos dependem amplamente da autodeclaração de cidadania", dizia o documento.

Essa norma também previa que o Departamento de Segurança Interna (DHS), o Departamento de Estado e a Administração da Seguridade Social compartilhassem dados federais com os estados para auxiliar na verificação da elegibilidade dos eleitores.

Além disso, o decreto condicionava parte do financiamento federal aos estados que adotassem os padrões de votação definidos pela administração federal. O texto também buscava impedir a contabilização de votos recebidos após o Dia da Eleição, prática que já possui restrições na legislação, mas que, segundo o governo, exigiria fiscalização mais rigorosa.

Dias depois, Trump assinou uma nova ordem executiva voltada especificamente ao voto por correspondência. Entre as medidas previstas estão a criação de listas estaduais de eleitores habilitados para essa modalidade, o envio de cédulas apenas aos cidadãos previamente cadastrados e a utilização de envelopes considerados mais seguros, equipados com códigos de barras individuais para permitir o rastreamento.

JCO

27/07/2026

SAÍDA DA VENEZUELA DO TRIBUNAL PENAL INTERNACIONAL TEM APOIO DOS EUA

EUA apoiam saída da Venezuela do Tribunal Penal Internacional

Os Estados Unidos manifestaram apoio à decisão da Venezuela de deixar o Tribunal Penal Internacional (TPI) e defenderam que outros países também se retirem do Estatuto de Roma, acordo que criou a corte internacional.

Em nota divulgada neste sábado, o Departamento de Estado americano afirmou que a saída da Venezuela representa um passo importante e voltou a fazer críticas ao tribunal. Segundo o governo dos EUA, o TPI tem atuado de forma seletiva, com motivações políticas e sem a credibilidade necessária para cumprir sua missão.

Washington também afirmou que o ex-presidente Nicolás Maduro deverá responder pelos supostos crimes em um tribunal dos Estados Unidos, reforçando que a responsabilização não dependerá das ações do TPI.

Na sexta-feira, o governo venezuelano comunicou oficialmente à Organização das Nações Unidas (ONU) sua decisão de deixar o Tribunal Penal Internacional. Caracas argumenta que a corte age com parcialidade e afirma que sua atuação prejudica países do Sul Global.

JCO

24/07/2026

ELEIÇÕES DO BRASIL: EUA RESPONDEM A LULA DIZENDO QUE TEM INTERESSE

EUA respondem Lula e dizem ter interesse nas eleições do Brasil

Em resposta a uma fala do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o Departamento de Estado dos Estados Unidos afirmou ter interesse no processo eleitoral e na liberdade de expressão do Brasil, indicando que acompanhará com atenção o pleito deste ano no país.

A declaração ocorre após o petista desafiar o secretário de Estado americano, Marco Rubio, a montar um “comitê” para monitorar a disputa e apoiar o seu adversário político, o senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

– Eu estou convidando quem quiser vir do mundo para ver as eleições aqui no Brasil. Quem quiser, pode vir acompanhar. O secretário de Estado americano, Marco Rubio, que deve apoiar o meu adversário, que venha e monte um comitê. A gente vai derrotar todos em nome da defesa da democracia nesse país – declarou Lula.

Em nota enviada ao Poder360, o Departamento de Estado norte-americano afirmou:

– Em termos gerais, os Estados Unidos têm um interesse histórico e global na liberdade de expressão e na integridade dos processos democráticos em todo o mundo, inclusive no Brasil – ressaltou.

A relação entre Lula e Rubio têm tensionado nos últimos dias. Na última semana, o aliado do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, atribuiu a culpa do tarifaço contra o Brasil à indisposição do líder brasileiro em negociar.

– Não haja confusão sobre o motivo: o presidente Lula e seu governo não negociaram com os EUA de boa-fé. Lula colocou seu próprio ego à frente de fazer um acordo pelo bem-estar do povo brasileiro, e essas tarifas são o preço por isso – declarou Rubio.

O presidente brasileiro, por sua vez, avaliou que “há males que vem para o bem”, ao se referir à busca por novos parceiros comerciais em meio à taxação dos EUA.

– Mesmo com a decisão abrupta do governo americano, de achar que a taxação que fez sem conversar com ninguém, ninguém ia achar que o mundo ia ruir. As pessoas estão aprendendo a ser mexer e conversar com outras pessoas que pareciam não saber conversar, aprendendo outros idiomas e conhecendo outras moedas – pontuou.

23/07/2026

POR TRABALHO FORÇADO EUA CONFIRMAM TARIFA EXTRA DE 12,5% AO BRASIL

EUA confirmam tarifa extra de 12,5% ao Brasil por trabalho forçado

O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) confirmou nesta quinta-feira (23) a aplicação de uma tarifa adicional de 12,5% sobre produtos brasileiros, sob a justificativa de que o País não impôs nem fez cumprir de forma efetiva uma proibição à importação de bens produzidos com trabalho forçado.

A medida atinge 60 economias e se soma à sobretaxa de 25% anunciada na semana passada contra o Brasil, elevando para até 37,5% a taxação sobre parte das exportações nacionais ao mercado americano.

A ação foi assinada pelo embaixador Jamieson Greer, por determinação do presidente Donald Trump, e encerra as investigações abertas com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974 sobre as práticas de diversas economias relacionadas à falha em impor e fazer cumprir a proibição de importação de bens produzidos com trabalho forçado. Segundo o USTR, os países alcançados respondem por 99,4% das importações americanas.

O escritório dividiu os parceiros comerciais em duas faixas: economias que assumiram compromissos de adotar e fazer cumprir proibições à importação de bens produzidos com trabalho forçado pagarão 12,5%. Pela classificação divulgada em junho, o Brasil está no grupo das economias sem proibição efetiva em vigor, ao lado de China, Vietnã, Índia, Japão, Taiwan e Coreia do Sul.

O USTR afirma que os Estados Unidos são o único país do mundo a adotar e fazer cumprir de forma efetiva uma proibição às importações feitas com trabalho forçado, e que Trump pede aos demais parceiros comerciais que se juntem a essa política.

Nem todos os produtos entram na conta. Ficam fora do alcance da medida materiais informativos, doações e bagagem acompanhada, além de todos os artigos e partes já sujeitos às tarifas da Seção 232 — categoria que inclui aço, alumínio e automóveis.

Também há isenções para matérias-primas cuja taxação poderia comprometer o abastecimento doméstico americano, produtos capazes de causar perturbações em toda a economia e itens que não podem ser cultivados ou produzidos em quantidade suficiente nos Estados Unidos.