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03/02/2026

OPERAÇÃO POLICIAL NO ESCRITÓRIO DO X NA FRANÇA

Elon Musk é alvo de operação policial

A polícia da França realizou, na manhã desta terça-feira (3/2), operações de busca em escritórios da rede social X, controlada pelo bilionário Elon Musk, localizados em Paris. A ação faz parte de uma investigação em curso há mais de um ano conduzida pelas autoridades francesas.

As diligências estão ligadas a apurações sobre o uso considerado abusivo de algoritmos na plataforma. As buscas foram conduzidas pela unidade especializada em crimes cibernéticos da Procuradoria de Paris, que coordena o inquérito.

Além do funcionamento geral da rede social, a investigação também abrange o Grok, serviço de inteligência artificial integrado ao X. Segundo o Ministério Público de Paris, a apuração busca esclarecer se a ferramenta teria contribuído para ampliar a disseminação de imagens de pornografia infantil na plataforma ou se teria atuado como “cúmplice” na divulgação de deepfakes com conteúdo sexual explícito.

As autoridades francesas informaram ainda que Elon Musk e a ex-CEO do X, Linda Yaccarino, deverão ser ouvidos em abril. Ambos foram convocados para uma audiência no âmbito da investigação, que também analisa suspeitas de uso indevido de algoritmos e de extração fraudulenta de dados de usuários por funcionários da empresa.

Até o momento, nem a rede social X nem Elon Musk se manifestaram oficialmente sobre as buscas. A investigação é conduzida de forma conjunta pela polícia francesa, pelo Ministério Público da França e pela Europol, agência de cooperação policial da União Europeia.

JCO

02/02/2026

DEPOIS DESSA AFIRMATIVA TRUMP DEVE ESTÁ COM 'DIARREIA' ATÉ AGORA

Irã adverte que eventual guerra contra EUA seria “catastrófica”

O Irã advertiu neste domingo (1º) que uma guerra com os Estados Unidos “seria uma catástrofe para todos”, mas garantiu que “não é inevitável”, com a possibilidade de se chegar a um acordo que garanta que o país islâmico não possuirá armas nucleares, enquanto o presidente americano, Donald Trump, expressou a esperança de estabelecer um pacto com Teerã.

– Não considero (a guerra) uma ameaça existencial, mas sem dúvida será uma grande ameaça para todos. Se uma guerra começar, seria uma catástrofe para todos – afirmou o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, em entrevista à emissora americana “CNN” em Teerã.

Araghchi acrescentou que, dada a dispersão das bases americanas no Oriente Médio, “grandes partes da região seriam envolvidas, e isso seria extremamente perigoso”.

Mais cedo, o líder supremo do Irã, Ali Khamenei, também advertiu que qualquer conflito resultaria em uma guerra regional.

Essas advertências chegam em um momento de crescente tensão devido ao envio, por parte dos EUA, do porta-aviões USS Abraham Lincoln e três contratorpedeiros guiados por mísseis, acompanhados por milhares de efetivos adicionais perto das águas iranianas no golfo Pérsico, e pelas ameaças de Trump de atacar o país islâmico seum acordo não for assinado.

O chefe da diplomacia iraniana pediu “racionalidade” para evitar uma guerra. No entanto, garantiu que as Forças Armadas iranianas “estão preparadas para qualquer cenário”.

– Posso dizer com absoluta certeza que nossas Forças Armadas estão prontas e equipadas, ainda mais do que na guerra anterior – afirmou.

ACORDO É POSSÍVEL

Araghchi disse que o conflito “não é inevitável” e considerou possível chegar a um acordo com os EUA que “garanta que o Irã não obterá armas nucleares”.

O ministro indicou que as trocas de mensagens por meio de intermediários têm sido “frutíferas”, mas ressaltou que o Irã precisa recuperar a confiança nos EUA depois que esse país abandonou unilateralmente o acordo nuclear de 2015 e bombardeou instalações nucleares iranianas durante a guerra de doze dias com Israel em junho.

– Estamos trabalhando com nossos amigos na região para encontrar uma maneira de criar esse nível de confiança e retomar as negociações – disse ele.

O diplomata iraniano, no entanto, reiterou mais uma vez que o governo dos Estados Unidos deve reconhecer o direito do Irã ao enriquecimento de urânio para fins pacíficos, em troca do fim das sanções.

– Se a equipe de negociação dos Estados Unidos agir, de acordo com as declarações do presidente (Donald) Trump, com o objetivo de chegar a um acordo justo e equitativo que impeça a obtenção de armas nucleares, é possível chegar a um acordo – afirmou Araghchi, depois que o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Ali Larijani, comentou na rede social X que está havendo progresso na formação de uma estrutura para as negociações com os Estados Unidos.

EFE

29/01/2026

OLHA O VÍRUS AÍ, GENTE! XI JIPING DIZ QUE; 'A CHINA JAMAIS SERÁ AMEAÇA PARA OUTROS PAÍSES'

China jamais será ameaça para outros países

O presidente da China, Xi Jinping, afirmou nesta quinta-feira (29) que o país não representa e nem representará uma ameaça a outras nações, independentemente de seu crescimento econômico. A declaração foi feita durante encontro, em Pequim, com o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer.

Segundo Xi, a China está comprometida com a paz e não adota intervenções militares como instrumento de política externa. O líder chinês também defendeu o multilateralismo e voltou a criticar a adoção de tarifas comerciais, prática que, segundo ele, levaria o mundo de volta à chamada “lei da selva”.

Starmer afirmou que o Reino Unido quer construir uma relação “mais sofisticada” com os chineses. Os dois países devem assinar acordos comerciais ao longo da semana, e o premiê britânico permanece na China até sábado (31).

A fala de Xi busca afastar a leitura de que China e Estados Unidos estariam dividindo o mundo em zonas de influência disputadas por meios militares. Pequim sustenta que não inclui ações armadas entre suas opções diplomáticas, em contraste com a postura histórica dos EUA.

Ao reforçar que o crescimento chinês não representa ameaça, Xi tenta reduzir tensões econômicas com outros países. A alta capacidade produtiva da China é vista como risco por diversos setores industriais, mas o governo afirma estar aberto à negociação.

26/01/2026

DE BOM TAMANHO: MAIOR IDADE PENAL NA SUÉCIA PODERÁ SER DE 13 ANOS

Governo da Suécia propõe reduzir maioridade penal para 13 anos

Nesta segunda-feira (26), o governo sueco anunciou que vai propor um projeto de lei para reduzir a maioridade penal para 13 anos em casos de crimes graves puníveis com pelo menos quatro anos de prisão, como assassinato ou estupro.

A medida foi anunciada em uma entrevista coletiva em Estocolmo pelo ministro da Justiça sueco, Gunnar Strömmer.

– Estamos em uma situação de emergência, e as medidas que implementamos devem refletir essa gravidade – declarou o ministro.

Ele destacou que, no ano passado, 52 menores de 15 anos estiveram envolvidos em investigações judiciais por homicídio ou tentativa de homicídio.

A nova idade de responsabilidade criminal deve entrar em vigor no próximo dia 3 de julho e permanecer por um período de cinco anos, após o qual a legislação será revisada.

– O objetivo é que, em cinco anos, tenhamos dado passos tão grandes na prevenção do crime que tenhamos a opção real de escolher entre voltar ao limite de 15 anos ou tornar permanente o limite de 13 anos – declarou Strömmer.

De acordo com a proposta, menores de 13 ou 14 anos que forem considerados culpados receberão uma pena muito reduzida em relação à de um adulto. Dessa forma, um adolescente de 13 anos será punido com um décimo da pena de um adulto e um de 14 anos, com um quinto, o que, por exemplo, no caso de um homicídio, equivaleria a sentenças de um a dois e de três a quatro anos, respectivamente.

No entanto, os tribunais continuariam tendo a possibilidade de optar por medidas alternativas à prisão.

Atualmente, os menores de 15 anos que cometem um crime grave são entregues à custódia dos serviços sociais que, dependendo do caso, podem alojá-los com uma família de acolhimento, num centro para menores tutelados ou devolvê-los à sua própria família.

A redução da idade de responsabilidade penal ocorre no contexto das guerras entre grupos criminosos no país nórdico, que muitas vezes recorrem a menores de idade para ajustar contas.

Com informações da Agência EFE

SEM NOÇÃO: PRESIDENTE INTERINA DA VENEZUELA DIZ QUE; 'CHEGA DE ORDENS DE WASHINGTON

'Chega de ordens de Washington', diz presidente interina da Venezuela

A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou neste domingo (25) que está “farta” das ordens vindas de Washington, em referência à pressão exercida pelos Estados Unidos desde a captura de Nicolás Maduro.

“Chega de ordens de Washington sobre os políticos na Venezuela. Deixemos que a política venezuelana resolva nossas diferenças e conflitos internos. Chega de potências estrangeiras”, declarou Rodríguez durante um discurso a trabalhadores do setor petrolífero no estado de Anzoátegui, no leste do país.

Após a derrubada de Maduro, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que o governo interino de Rodríguez estaria sob tutela americana. Segundo a Casa Branca, os EUA passaram a controlar o petróleo venezuelano. Na ocasião, Trump e Rodríguez chegaram a conversar por telefone.

“Falamos sobre muitas coisas, e acho que estamos nos dando muito bem com a Venezuela”, disse Trump à época. “E ela é uma pessoa incrível. Quero dizer, é alguém com quem temos trabalhado muito bem.”

Em entrevista à revista The Atlantic, o presidente americano afirmou que Rodríguez pagará um “preço muito alto” caso não coopere com os Estados Unidos. Segundo ele, o custo dos próximos passos da presidente interina pode ser ainda maior do que os de Maduro.

“Se ela não fizer o que é certo, vai pagar um preço muito alto, provavelmente maior do que o de Maduro”, declarou.

Segundo o The New York Times, semanas antes da operação que resultou na captura de Maduro, autoridades dos EUA já haviam decidido que o nome de Delcy Rodríguez seria “aceitável”, ao menos de forma temporária.

Internamente, a decisão de mantê-la como substituta foi tomada pelo Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela logo após Maduro ser retirado do poder pelos EUA. Segundo o texto, ela assumiu o cargo para “garantir a continuidade administrativa e a defesa integral da Nação”.

Após a manifestação do Supremo, as Forças Armadas da Venezuela também reconheceram Rodríguez como presidente interina. O ministro da Defesa, Vladimir Padrino, fez um pronunciamento em rede nacional no qual endossou a decisão e confirmou que ela permanecerá no cargo por 90 dias.

Em sua primeira declaração após a captura de Maduro, Rodríguez pediu calma e afirmou que a Venezuela “nunca será colônia de nenhuma nação”. Ela também classificou o episódio como um “sequestro” promovido pelos Estados Unidos.

Advogada, Delcy Rodríguez tem 55 anos e ocupa cargos no governo venezuelano desde 2003, ainda na gestão de Hugo Chávez. Conhecida pelo perfil combativo, ela é presença constante nos momentos de maior tensão institucional no país.

g1

25/01/2026

'LÍDERES EUROPEUS NÃO PODEM ENFRENTAR TRUMP' - DIZ KREMLIN

Kremlin diz que líderes europeus não poderão enfrentar Trump

Neste domingo (25), o Kremlin afirmou que os atuais políticos europeus, os quais classificou como medíocres, não serão capazes de enfrentar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nem as mudanças tectônicas que ocorrem no mundo.

– Eles não são capazes de resistir às pressões de Trump – comentou o porta-voz da presidência russa, Dmitry Peskov.

Ele deu declarações durante entrevista à televisão estatal russa.

Peskov ressaltou que as “mudanças dramáticas” ocorridas recentemente são consequência do “duplo padrão” e da “hipocrisia” que, segundo o porta-voz, “dominou a Europa durante muitas décadas”.

– Infelizmente, são fruto da geração medíocre de políticos que agora está no poder na Europa – disse ainda.

Como exemplo, o representante do Kremlin citou a reação dos europeus quando Trump revelou publicamente, durante o Fórum Econômico Mundial em Davos nesta semana, detalhes de sua conversa com o presidente francês, Emmanuel Macron.

– Muito interessante. Todos os europeus literalmente ficaram em polvorosa (…). Mas quando Macron tornou pública a conversa com [o presidente russo, Vladimir] Putin, ninguém reagiu assim – apontou Peskov.

O porta-voz admitiu que os métodos utilizados por Trump não correspondem “totalmente” à ordem multipolar defendida pela Rússia há anos, uma vez que o líder americano prefere impor a lei do mais forte e espera que seus adversários “baixem a cabeça” – algo que, segundo Peskov, a Rússia não pretende fazer.

– Trump é um político experiente que baseia suas abordagens nos princípios do mundo dos negócios, um mundo duro e implacável. E ele defende seus interesses, claro, em primeiro lugar os interesses do seu país – considerou.

Putin, que tem evitado criticar publicamente as recentes ações da Casa Branca em relação à Venezuela, ao Irã ou à proposta sobre a Groenlândia, ainda não respondeu formalmente ao convite de Trump para integrar seu Conselho de Paz, anunciado em Davos para supervisionar a reconstrução da Faixa de Gaza.

Com informações da Agência EFE

VAZA RELATO: '15 MINUTOS PARA COLABORAR OU MORRER' - DIZ PRESIDENTE INTERINA DA VENEZUELA

Vaza relato de presidente interina da Venezuela: “15 minutos para decidir entre colaborar ou morrer”

A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, revelou que ela e outros líderes chavistas receberam ameaças de morte por autoridades dos EUA após a captura de Nicolás Maduro. Em reunião com influenciadores digitais realizada em 10 de janeiro, Rodríguez afirmou que os líderes venezuelanos receberam um ultimato de 15 minutos para decidir entre colaborar ou morrer. O conteúdo foi divulgado em um vídeo que vazou recentemente.

O registro audiovisual mostra uma reunião conduzida por Freddy Ñáñez, então ministro das Comunicações e Informação. Durante o encontro, Rodríguez compartilhou por telefone, em viva-voz, detalhes sobre os momentos vividos pela cúpula do governo venezuelano.

"Dói... ter que assumir responsabilidades nessas circunstâncias", declarou Delcy durante a ligação. "As ameaças começaram no primeiro minuto em que sequestraram o presidente [Maduro]. Deram a Diosdado [Cabello, ministro do Interior], a Jorge [Rodríguez, irmão de Delcy e presidente do Congresso] e a mim 15 minutos para responder, ou nos matariam."

O site La Hora de Venezuela foi o primeiro a divulgar o conteúdo da gravação. Segundo o jornal The Guardian, o vídeo aparentemente foi gravado durante uma videoconferência, com alguns participantes conectados remotamente enquanto a maioria estava presente fisicamente.

Em seu depoimento de aproximadamente seis minutos, dentro de uma reunião que durou mais de uma hora, Rodríguez disse que as autoridades americanas inicialmente informaram que Maduro e sua esposa, Cilia Flores, haviam sido mortos. Diante dessa situação, ela, seu irmão Jorge e Diosdado Cabello enfrentaram as ameaças afirmando que "estavam prontos para compartilhar o mesmo destino".

A presidente interina enfatizou que essa postura se mantém: "E digo a vocês, mantemos essa declaração até hoje, porque as ameaças e a chantagem são constantes, e temos que prosseguir com paciência e prudência estratégica, com objetivos muito claros, irmãos e irmãs", afirmou aos influenciadores alinhados ao regime chavista.

Delcy expressou surpresa com a intensidade das ações militares americanas, que incluíram bombardeios em Caracas. Segundo ela, embora o governo venezuelano esperasse algum tipo de intervenção militar por parte dos EUA, "não pensava" que seria "nessa natureza tão selvagem e criminal em uma confrontação tão desigual".

O encontro evidencia os esforços da administração de Rodríguez para controlar a narrativa interna enquanto busca estabilizar as relações com os Estados Unidos. Em seu discurso, a presidente interina pediu que seus aliados não questionassem "ações que pudessem parecer pouco compreensíveis" e garantiu que "a direção política está firmemente comprometida" com objetivos estratégicos para o bem da Venezuela.

Durante a reunião, Rodríguez fez críticas aos "adversários", aparentemente referindo-se às autoridades americanas, sem mencionar nomes específicos. "Não estamos enfrentando, nem temos, adversários que possam ser compreendidos dentro da estrutura da racionalidade humana. Temos, sim, adversários, e estamos lidando com uma classe de pessoas que, acima de tudo, têm sua integridade moral muito comprometida", declarou.

A reunião ocorreu quando Ñáñez ainda ocupava o cargo de ministro das Comunicações, antes de ser transferido para o Ministério do Meio Ambiente e substituído pelo filósofo, escritor e comunicador Miguel Pérez Pirela. Este encontro trouxe à tona uma versão dos acontecimentos até então desconhecida pelo grande público venezuelano.

Entre as demandas pelo retorno de Maduro e Cilia Flores, além de condenações pela violação da integridade territorial venezuelana, Delcy tem mantido uma postura cautelosa. Essa abordagem lhe rendeu elogios do presidente americano e um convite para visita oficial à Casa Branca, ainda sem data definida.

O fato de a reunião ter sido direcionada a influenciadores digitais alinhados ao chavismo sugere uma tentativa do governo venezuelano de gerenciar a comunicação em um momento de crise. Ao apresentar Rodríguez aos participantes, o então ministro Ñáñez afirmou que "rumores, intrigas e tentativas de desacreditá-la" deveriam ser silenciados.

Publicamente, o governo venezuelano tem demonstrado preocupação com o controle narrativo dos acontecimentos. A substituição de Ñáñez por Pirela na pasta das Comunicações foi anunciada pela própria Delcy em suas redes sociais como um passo para fortalecer "a batalha comunicacional em defesa da verdade".

Delcy Rodríguez tem sido alvo de teorias que sugerem colaboração de autoridades venezuelanas com os Estados Unidos para facilitar a captura de Maduro. Essas especulações ganharam força devido à relativa facilidade com que o presidente foi retirado do país sem resistência militar significativa.

Somou-se a isso o histórico de conversas entre Rodríguez e autoridades americanas durante o período de tensões entre Washington e Caracas. O lado americano já havia considerado a vice-presidente de Maduro como alguém capaz de conduzir negócios de forma mais profissional.

Embora negue colaboração com os EUA, Delcy iniciou um processo para modificar a legislação do setor petrolífero, permitindo a entrada de empresas privadas. Além disso, avançou na retomada de relações diplomáticas com os Estados Unidos.

Na última terça-feira, a presidente interina anunciou a entrada dos primeiros US$ 300 milhões (equivalentes a R$ 1,6 bilhões) provenientes da venda de petróleo venezuelano controlada pelos EUA, que atualmente administra a comercialização do petróleo do país.

Paralelamente, Rodríguez mantém diálogo com apoiadores históricos do regime chavista. Recentemente, o presidente cubano Miguel Díaz-Canel revelou ter conversado por telefone com Delcy, a quem expressou "apoio e a solidariedade", marcando o primeiro contato direto entre os dois líderes desde os acontecimentos.

jco

21/01/2026

PARLAMENTO EUROPEU 'MELA' ACORDO UNIÃO EUROPEIA / MERCOSUL

Parlamento Europeu judicializa e congela acordo com Mercosul

O Parlamento Europeu decidiu, nesta quarta-feira (21), frear o acordo da União Europeia com o Mercosul, celebrado no último final de semana pelo presidente Lula (PT), chefes de governos sul-americanos e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen. Com diferença de apenas dez votos, a maioria dos eurodeputados exigiram que o Tribunal de Justiça da União Europeia avalie se o acordo respeita ou não os tratados anteriores sobre o funcionamento da UE.

A resolução foi aprovada com 334 votos a favor, 324 contra e 11 abstenções, solicitando um parecer jurídico da Corte Europeia sobre o acordo. Outra resolução que também exigia uma avaliação jurídica, foi rejeitada com 225 votos a favor, 402 contra e 13 abstenções.

Segundo o Parlamento Europeu o próximo passo ficará à cargo do tribunal da União Europeia, que avaliará a base jurídica do acordo com UE-Mercosul, em comparação com o Acordo Comercial Interino (ITA).

“O Parlamento Europeu continuará a examinar os textos, enquanto aguarda o parecer do Tribunal de Justiça. Só então o Parlamento poderá votar a favor (ou contra) o Acordo”, afirma o comunicado do Parlamento Europeu.

Da euforia às preocupações

A paralisação frustra Lula, presidentes sul-americanos e Ursula von der Leyen, que exaltaram a criação do que consideraram o maior mercado do mundo. O tratado era negociado há 26 anos e foi assinado no sábado (17), para formar um mercado de cerca de 720 milhões de pessoas (450 milhões na UE e cerca de 295 milhões no Mercosul). E prevê somar um Produto Interno Bruto (PIB) de US$ 22 trilhões.

Entre as preocupações listadas pela maioria do Parlamento Europeu está o “mecanismo de reequilíbrio” previsto no acordo UE-Mercosul, que poderia “ameaçar a capacidade da UE de manter a autonomia da ordem jurídica”. Além do “princípio da precaução”, que os eurodeputados querem saber se seria afetado negativamente pela autoridade concedida a um painel de arbitragem para avaliar sua aplicação pela União Europeia.

Outros princípios que preocupam por estarem supostamente ameaçados pelo acordo com o Mercosul seriam os da atribuição, do equilíbrio institucional e da cooperação leal. O receio dos eurodeputados seriam de que “as orientações de negociação emitidas pelo Conselho[Europeu] não sejam respeitadas” e que, com isso, afetem as regras de votação no colegiado e impedir que os parlamentos nacionais tenham a sua legítima palavra a dizer sobre o acordo.

20/01/2026

DANOU-SE: NA SÍRIA, 1,5 MIL INTEGRANTES DO ESTADO ISLÂMICO FOGEM DE PRISÃO

1,5 mil integrantes do Estado Islâmico fogem de prisão na Síria

Cerca de 1,5 mil integrantes do grupo terrorista Estado Islâmico fugiram de uma prisão na cidade de Shaddadi, no leste da Síria, nesta segunda-feira (19), segundo a agência Rudaw, que cobre a região do povo curdo.

A informação foi confirmada por um porta-voz das Forças Democráticas Sírias (FDS), aliança militar liderada por indivíduos do povo curdo e que, nos últimos anos, foi a principal parceira dos Estados Unidos no combate ao Estado Islâmico na Síria, antes da subida ao poder no país de Ahmed Al-Sharaa em janeiro de 2025.

O Exército da Síria confirmou a fuga de “um número indeterminado de detentos” e acusou as FDS de terem permitido a saída dos membros do grupo terrorista.

Por sua vez, as FDS afirmaram que “grupos armados”, que seriam ligados às forças do governo, lançaram um ataque perto da prisão de al-Shaddadi, “que mantém milhares de membros do Estado Islâmico”, acrescentando que “intensos confrontos com nossas forças encarregadas de proteger a prisão” estão em andamento em meio a “uma situação de segurança extremamente perigosa”.

No texto, também citam ataques de “forças aliadas ao regime de Damasco” em outra prisão controlada pelos curdos, a de Al-Aqtan, em Raqqa. A força liderada pelos curdos também informou que nove de seus membros foram mortos e outros 20 ficaram feridos nos combates nesse local.

ACORDO

Os curdos são o maior povo do mundo sem um Estado próprio, com uma população de mais de 35 milhões de pessoas vivendo em áreas de Irã, Iraque, Síria e Turquia, onde têm conflitos com os quatro governos. Os grupos curdos se opuseram ao Estado Islâmico, com quem batalharam diversas vezes com o apoio dos Estados Unidos, e conseguiram o controle efetivo de regiões da Síria.

A escalada na situação das prisões ocorre menos de 24 horas depois que o presidente interino da Síria, Ahmed al-Sharaa, anunciou neste domingo (18), que havia assinado um acordo de 14 pontos com o comandante das FDS, Mazloum Abdi, para interromper “imediatamente” a violência em curso no nordeste da Síria e integrar as áreas administradas pelas FDS às instituições estatais.

Entre suas principais disposições, o acordo estipula a integração das FDS e de suas Forças de Segurança Interna (Asayish), afiliadas aos ministérios da Defesa e do Interior ao exército sírio, num dos principais pontos de discórdia.

O acordo também prevê a entrega imediata das províncias de Deir ez-Zor e Raqqa pela Administração Autônoma Democrática do Norte e Leste da Síria, liderada pelos curdos, para o governo central. Nos termos discutidos, Damasco também assumiria a responsabilidade pelos detidos do Estado Islâmico e suas famílias atualmente mantidos pelas FDS.

O acordo concede ainda à liderança das SDF o direito de apresentar “uma lista de candidatos” para “cargos militares, de segurança e civis de alto escalão”, e Sharaa deve emitir um decreto “nomeando um candidato como governador da província de Hasaka”.

Em uma mensagem de vídeo também transmitida neste domingo, o comandante das forças lideradas pelos curdos, Mazloum Abdi, disse que as FDS continuam determinadas a proteger as “conquistas” da região nordeste do país, apesar da “guerra” imposta às suas forças. Abdi chegou a Damasco nesta segunda para negociações com Sharaa.

O gabinete de al-Sharaa informou nesta segunda que o presidente interino sírio conversou por telefone com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e “afirmou a importância de preservar a unidade e a independência do território sírio” e “a necessidade de garantir os direitos e a proteção do povo curdo”. O comunicado informou que eles também concordaram em continuar cooperando na luta contra o Estado Islâmico.

AE

19/01/2026

TROCA DE FARPAS ENTRE KHAMENEI E TRUMP DISPARA TENSÃO ENTRE IRÃ E EUA

Tensão dispara entre Irã e EUA com troca de farpas entre Khamenei e Trump

A tensão disparou entre Irã e Estados Unidos com a troca de acusações e ameaças entre o líder supremo iraniano, Ali Khamenei, e o presidente americano, Donald Trump, justamente quando parecia perder força a possibilidade de um ataque contra o país persa.

Teerã responsabilizou Washington, neste domingo (18), por essa escalada, citando as ingerências americanas em seus assuntos internos em meio aos protestos que sacudiram o Irã nas últimas semanas e as ameaças dos EUA de uma intervenção militar.

– A geração de tensões se tornou parte da conduta hostil dos Estados Unidos – disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Ismail Baghaei.

As declarações foram dadas durante uma entrevista coletiva. Ele acrescentou que o Irã que interfere nos assuntos internos dos EUA.

– Não é o Irã que interfere nos assuntos internos do povo americano, mas sim os Estados Unidos que continuam com sua política de ingerência contra o Irã e os países da região.

As acusações de Baghaei ocorrem depois que os líderes de ambos os países, Ali Khamenei e Donald Trump, trocaram ontem duras acusações e ameaças.

Khamenei desafiou Trump ao qualificá-lo de “criminoso” e o responsabilizou pela morte de “vários milhares de pessoas” durante protestos que ele atribuiu aos Estados Unidos e Israel.

– Consideramos o presidente dos Estados Unidos culpado pelas vítimas, pelos danos e pelas acusações que dirigiu à nação iraniana – disse em um encontro em Teerã por ocasião do aniversário da escolha de Maomé como profeta do islã.

A autoridade política e religiosa máxima do Irã assegurou que os protestos que sacudiram o país “foram um complô americano e o objetivo americano é devorar o Irã”, e acusou Trump de intervir “pessoalmente”.

– Os Estados Unidos devem prestar contas – sentenciou Khamenei.

Trump aceitou o desafio do clérigo e assegurou em entrevista à revista Politico que “é o momento de buscar uma nova liderança no Irã” que acabe com os quase 37 anos de mandato do líder supremo.

O republicano acusou Khamenei da “destruição total do país e do uso da violência em níveis nunca antes vistos”, com a morte de “milhares de pessoas para manter o controle”.

Trump ameaçou em várias ocasiões durante as últimas semanas atacar o Irã: primeiro se morressem mais pessoas nos protestos, depois se houvesse execuções, e mais tarde afirmou que havia “ajuda a caminho”, o que muitos interpretaram como um aviso de uma intervenção que acabou não ocorrendo.

Khamenei reconheceu ontem que milhares de pessoas morreram nos protestos, mas atribuiu essas mortes a um suposto complô EUA-Israel.

O promotor de Teerã, Ali Salehi, também mencionou Trump para rejeitar suas afirmações sobre a suposta suspensão das execuções de manifestantes e assegurou que a resposta da Justiça iraniana será “firme, dissuasória e rápida”.

– Trump sempre diz tolices sem fundamento; nossa resposta será firme, dissuasória e rápida – reiterou Salehi.

Os protestos começaram no final de dezembro, iniciados por comerciantes de Teerã devido à queda do rial, e logo se espalharam pelo país pedindo o fim da República Islâmica, atingindo seu auge nos dias 8 e 9, com uma explosão de manifestações em praticamente todo o Irã.

Agência EFE

18/01/2026

CORAJOSA OU DOIDA?

Delcy Rodríguez admite que o regime saqueou a Venezuela durante décadas e a reduziu a escombros

A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodrigues, fingindo ‘demência’, admitiu que a Venezuela foi saqueada durante décadas, reduzida a escombros.
O detalhe mais pernóstico dessa declaração é de que Delcy foi peça chave do governo Maduro, teve participação direta em tudo isso que levou o país a ruína.

Nesse sentido, a líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, afirmou diretamente ao presidente Donald Trump, que a presidente interina da Venezuela “é parte do regime”.

“Se há algo que este regime soube fazer com eficiência no passado, foi ganhar tempo e se aproveitar dos esforços realizados de boa-fé. Delcy Rodríguez é parte do regime. Não há como um país em que 86% da população vive na pobreza conseguir atrair investimento real”, afirmou.

Trump elogiou Rodríguez e disse que ela é uma “pessoa fantástica”.

Veja o vídeo:

LIBERDADE: FONTES EXTRA-OFICIAIS DIZEM QUE LÁ NO REGIME QUE LULA DEFENDE JÁ PASSAM DE 15 MIL MORTOS

Protestos no Irã já deixaram cerca de 5 mil mortos, afirmam autoridades do regime

Autoridades iranianas afirmaram neste domingo (18) que os protestos registrados no país já resultaram na morte de ao menos 5 mil pessoas, incluindo aproximadamente 500 integrantes das forças de segurança. Segundo um funcionário do governo ouvido pela agência Reuters, as mortes seriam responsabilidade de “terroristas e manifestantes armados”, que teriam provocado a morte de “cidadãos iranianos inocentes”.

De acordo com a mesma fonte, que pediu anonimato, os confrontos mais violentos ocorreram principalmente em regiões curdas do noroeste do Irã, área historicamente marcada por tensões com grupos separatistas. O governo iraniano também sustenta que o número de mortos não deve aumentar de forma significativa nos próximos dias.

O regime atribui os distúrbios à atuação de inimigos externos e afirma que Israel e grupos armados no exterior teriam financiado e equipado os manifestantes. A retórica segue a linha adotada por Teerã em episódios anteriores de instabilidade, intensificada após ataques militares israelenses contra alvos iranianos realizados em junho.

Organizações independentes, no entanto, contestam os números oficiais. A HRANA, agência ligada a ativistas de direitos humanos com sede nos Estados Unidos, contabiliza 3.308 mortes confirmadas e mais de 4.300 casos ainda em verificação, além de mais de 24 mil prisões. Já o grupo curdo Hengaw aponta que as áreas curdas concentraram parte significativa da violência registrada desde o início dos protestos, no fim de dezembro.

CNN

16/01/2026

PARA MEDIAR CONVERSAS COM IRÃ PUTIN OFERECE AJUDA À ISRAEL

Putin oferece ajuda à Israel para mediar conversas com Irã

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, conversou com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, nesta sexta-feira (16), sobre a situação no Oriente Médio e no Irã, de acordo com nota divulgada pelo Kremlin. Segundo o texto, Moscou demonstrou disposição para prosseguir com esforços de mediação e promover um diálogo construtivo envolvendo todos os Estados interessados.

– Vladimir Putin delineou suas abordagens fundamentais para intensificar os esforços políticos e diplomáticos visando garantir a estabilidade e a segurança na região. Ficou acordado manter os contatos em diversos níveis – acrescenta o comunicado.

Paralelamente, o diretor da agência de espionagem israelense Mossad, David Barnea, chegou aos EUA na manhã desta sexta para uma reunião em Miami com o enviado especial da Casa Branca, Steve Witkoff, para conversas sobre a situação no Irã e uma possível ação militar americana em resposta à repressão do regime de Teerã, disseram pessoas familiarizadas com o assunto para a Axios.

Segundo as informações, a viagem de Barnea acontece após um telefonema na última quarta (14) entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e Netanyahu. Na ocasião, o premiê israelense pediu ao republicano que adiasse a ação militar contra o Irã para dar a Israel mais tempo para se preparar para uma possível retaliação iraniana.

Witkoff é responsável por manter contato direto com o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, e ainda não está claro se Barnea se encontrará com Trump em Mar-a-Lago no fim de semana.

AE

PROMOTORES PEDEM PENA DE MORTE PARA EX-PRESIDENTE CONDENADO A PRISÃO

Ex-presidente é condenado a prisão, mas promotores querem a ‘pena de morte’ em outro processo

O ex-presidente da Coreia do Sul, Yoon Suk Yeol, foi condenado nesta sexta-feira (16) a cinco anos de prisão por obstrução da Justiça e outras acusações, no primeiro de uma série de julgamentos relacionados à tentativa fracassada de impor a lei marcial em dezembro de 2024.

A pena ficou abaixo dos dez anos de prisão solicitados pelo Ministério Público contra o ex-líder conservador de 65 anos, cuja ação de força contra o Parlamento desencadeou uma grave crise política e acabou levando à sua destituição do cargo.

Yoon ainda enfrenta outros sete julgamentos. Um deles, por insurreição, pode resultar em pena de morte. Os promotores pedem a pena capital por seu papel como o “líder de uma insurreição” na articulação da imposição da lei marcial. Segundo a acusação, Yoon merece essa punição por não demonstrar “remorso” por ações que ameaçaram a “ordem constitucional e a democracia”.

15/01/2026

OS RATOS IRANIANOS QUE LULA DEFENDE ESTÃO FUGINDO DO PAÍS COM MILHÕES

Fuga? Líderes do Irã enviam milhões ao exterior, diz Bessent

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, afirmou, nesta quarta-feira (14), que líderes do Irã estão retirando milhões de dólares do território iraniano e podem planejar deixar o país diante dos protestos.

Segundo Bessent, as autoridades americanas acompanham transferências de grandes valores para contas e instituições financeiras fora do Irã. Ele disse ainda que o governo norte-americano monitora os movimentos, mas não citou nomes.

– Agora estamos vendo os ratos abandonando o navio, porque podemos ver milhões, dezenas de milhões de dólares sendo transferidos para fora do país, contrabandeados para fora do país pela liderança iraniana – declarou.

O secretário acrescentou que o dinheiro já aparece em bancos e instituições financeiras em diferentes regiões do mundo.

Os protestos no Irã começaram após piora da situação econômica e cortes no fornecimento de água e energia. Há quase 20 dias, manifestantes ocupam as ruas.

Dados não oficiais indicam mais de 3 mil mortos. Outras estimativas apontam que o número pode chegar a 12 mil, em meio à repressão do governo de Ali Khamenei.

ESSA OPERAÇÃO SERIA UMA RESPOSTA PARA TRUMP QUE QUER AGREGAR A GROELÂNDIA AOS EUA?

Macron envia contingentes militares para a Groenlândia

Nesta quarta-feira (14), o presidente da Franca, Emmanuel Macrom, anunciou que contingentes militares franceses já estão a caminho da Gronelândia. Ele disse que a pedido da Dinamarca, a França vai participar da Operação Arctic Endurance, que envolve exercícios conjuntos na Gronelândia.

Macron se manifestou por meio das redes sociais. Antes dele, Alemanha, Suécia e Noruega haviam revelado que enviariam soldados para a Groenlândia.
– A pedido da Dinamarca, decidi que a França participará nos exercícios conjuntos organizados pela Dinamarca na Gronelândia, a Operação Arctic Endurance. Os primeiros contingentes militares franceses já estão a caminho. Outros seguirão – escreveu o presidente francês.

As manifestações dos países europeus ocorrem após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, expressou intenção de tornar a Groenlândia – território autônomo da Dinamarca – parte de seu país.

14/01/2026

MISERICÓRDIA: 32 PESSOAS MORREM NA TAILÂNDIA APÓS GUINDASTE CAIR SOBRE TREM EM MOVIMENTO

Guindaste cai sobre trem em movimento na Tailândia e mata 32

Um guindaste de construção caiu sobre um trem em movimento na Tailândia nesta quarta-feira (14). Trinta e duas pessoas morreram, e dezenas ficaram feridas, segundo autoridades locais.

O trem, que viajava da capital Bangkok para o nordeste do país, descarrilou e pegou fogo ao ser atingido.

O incêndio foi extinto e os trabalhos de resgate estão em andamento, informou a polícia. A polícia afirma que cerca de 80 pessoas ficaram feridas, já o governo tailandês fala em 64 feridos.

O acidente ocorreu no distrito de Sikhio, na província de Nakhon Ratchasima, a 230 quilômetros a nordeste de Bangkok, em um trem com destino à província de Ubon Ratchathani.

O Ministro dos Transportes, Phiphat Ratchakitprakarn, afirmou em comunicado que havia 195 passageiros a bordo e que ordenou uma investigação minuciosa.



13/01/2026

ONG DIZ QUE IRÃ MARCA PARA ESTA QUARTA-FEIRA (14) PRIMEIRA EXCUÇÃO DE MANIFESTANTE

Irã marca para amanhã primeira execução de manifestante, diz ONG

O manifestante Erfan Soltani, de 26 anos, preso por sua conexão com protestos contra o regime dos aiatolás na cidade de Karaj, deverá ser executado na quarta (14) pelas autoridades iranianas.

A informação foi divulgada pela organização humanitária curdo-iraniana Hengaw nesta terça-feira (13).

As autoridades informaram à família que a sentença de morte era definitiva, relatou a Hengaw. De acordo com a família, ele foi preso em sua casa na última quinta-feira (8).

Seus parentes afirmam também que Soltani não teve permissão para acessar um advogado, nem houve qualquer audiência em um tribunal para julgar seu caso.

"O tratamento apressado e pouco transparente deste caso aumentou as preocupações sobre o uso da pena de morte como instrumento para reprimir protestos públicos", disse a Hengaw.

O chefe do Judiciário iraniano, subordinado aos aiatolás e ao líder supremo, Ali Khamenei, já havia dito que que tribunais especializados foram designados para lidar com os protestos.

A ONG Iran Human Rights (IHRNGO) diz estar "extremamente preocupada com a situação no país e alerta para "o risco de execuções em massa de manifestantes".

2.000 mortos

A repressão aos protestos que ocorrem no Irã já deixaram cerca de 2.000 pessoas mortas, afirmou nesta terça um membro do governo iraniano à agência de notícias Reuters.

A fonte ouvida pela Reuters culpou os manifestantes, que chamou de "terroristas", por mortes de cidadãos e agentes de segurança durante os protestos.

➡️ As manifestações, que começaram em dezembro, tinham como foco a má situação econômica do país, mas a repressão violenta a elas levou os manifestantes a pedir o fim do regime dos aiatolás, que goveram o Irã desde a Revolução de 1979.

Também nesta terça, o alto comissário da Organização das Nações Unidas (ONU) para os Direitos Humanos, Volker Türk, se disse "horrorizado" com o que chamou de repressão das forças de segurança iranianas aos protestos pacíficos.

Oficialmente, o Irã não havia confirmado o novo balanço até a última atualização desta reportagem. Na segunda-feira (12), o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, declarou que a situação o país estava "sob controle total" após o aumento da violência ligada aos protestos durante o fim de semana.

O chanceler iraniano acrescentou que a ameaça do presidente dos EUA, Donald Trump, de uma nova ofensiva contra Teerã caso a repressão violenta aos protestos continuasse, motivou "terroristas" a atacar manifestantes e forças de segurança, para justificar essa intervenção.

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12/01/2026

MANIFESTO: NA DEMOCRACIA DO IRÃ JÁ TEM MAIS DE 600 MORTOS PELO REGIME NEFASTO

ONG diz que mais de 600 pessoas foram mortas no Irã

A ONG Iran Human Rights (IHRNGO) elevou nesta segunda-feira para 648 o número de manifestantes mortos durante os protestos iniciados há duas semanas no Irã, e advertiu neste que é um dos vários balanços não oficiais sobre a crise no país que alguns dos quase 10 mil detidos correm o risco de serem executados pelas autoridades.

A organização conseguiu verificar diretamente ou através de pelo menos duas fontes a morte de 648 pessoas em 14 das 31 províncias do país, incluindo a de ao menos nove menores cujas idades ainda estão sendo verificadas.

Segundo esse informe, ao menos 121 membros das forças de segurança iranianas também teriam morrido durante os protestos, que eclodiram no final de dezembro no principal mercado de Teerã para denunciar a situação econômica e que posteriormente se espalharam para outras partes do país.

A IHRNGO advertiu sobre as dificuldades em verificar o número de mortos, devido ao apagão das telecomunicações que o país vive desde a última quinta-feira, quando as linhas telefônicas e os serviços de internet foram cortados.

Nesse contexto, a ONG citou o risco de execuções “em massa e extrajudiciais” de manifestantes, e informou que um jovem detido em 8 de janeiro poderia enfrentar a pena de morte em apenas dois dias.

Várias organizações de direitos humanos e grupos da oposição apresentaram diferentes estimativas do número de mortos nos protestos, que variam entre 538, segundo a Human Rights Activists News Agency (HRANA), e 3 mil, de acordo com a Organização dos Mujahedin do Povo do Irã (OMPI).

EFE

'CUBA DEFENDERÁ ILHA ATÉ A ÚLTIMA GOTA DE SANGUE' - RECADO DO DITADOR CUBANO PARA TRUMP

Cuba diz a Trump que defenderá ilha “até a última gota de sangue”

Em publicação na rede social X neste domingo (11), o ditador de Cuba, Miguel Díaz-Canel, respondeu às falas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que recomendou que o país caribenho faça um “acordo” com os norte-americanos “antes que seja tarde demais” e advertiu que os cubanos não terão mais acesso ao petróleo da Venezuela.

Díaz-Canel afirmou que os estadunidenses “não têm moral para apontar o dedo para Cuba em nada, absolutamente em nada” e os acusou de “transformar tudo em negócio, inclusive as vidas humanas”.

– Os que hoje destilam histeria contra a nossa nação o fazem doentes de raiva pela decisão soberana deste povo de escolher seu modelo político – adicionou.

O líder cubano voltou a culpar as sanções dos EUA contra Cuba para justificar as mazelas econômicas e sociais da ilha.

– Os que culpam a Revolução pelas severas carências econômicas que padecemos deveriam se calar de vergonha. Porque sabem, e reconhecem, que elas são fruto das medidas draconianas de asfixia extrema que os EUA nos impõem há seis décadas e que agora ameaçam intensificar.

Ele finalizou afirmando que “Cuba é uma nação livre, independente e soberana”.

– Ninguém nos dita o que fazer. Cuba não agride; é agredida pelos EUA há 66 anos, e não ameaça; se prepara, disposta a defender a Pátria até a última gota de sangue – concluiu.

Como mostrou o Pleno.News, neste domingo o presidente dos EUA advertiu que Cuba não receberá mais dinheiro ou petróleo da Venezuela. Ele disse que a ilha tem “vivido há anos” às custas dos recursos venezuelanos em troca de “serviços de segurança” prestados aos “dois últimos ditadores”, em referência a Hugo Chávez e Nicolás Maduro.

pleno.news