Resumo
*O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou na plataforma Truth Social uma imagem que possivelmente foi gerada por inteligência artificial em que ele se veste de maneira semelhante a Jesus. A postagem foi feita no domingo (12) e estava disponível até a manhã desta segunda-feira (13). Porém, a publicação ficou indisponível na tarde desta segunda, indicando que pode ter sido excluída. Na imagem é possível ver também a bandeira dos Estados Unidos, uma águia, que é símbolo do país, e a Estátua da Liberdade. Há também militares, caças e uma enfermeira. Mais cedo no mesmo dia, o líder americano publicou um texto atacando o papa Leão XIV, o chamando de “fraco no combate e péssimo em política externa”. “Não quero um papa que ache normal o Irã ter armas nucleares. Não quero um papa que ache terrível que os Estados Unidos tenham atacado a Venezuela, um país que enviava quantidades enormes de drogas para os Estados Unidos e, pior ainda, esvaziava suas prisões, incluindo assassinos, traficantes e homicidas, para o nosso país”, declarou o presidente na Truth Social. “Leão deveria se comportar como papa, usar o bom senso, parar de ceder à esquerda radical e se concentrar em ser um grande papa, não um político. Isso está prejudicando-o muito e, mais importante, está prejudicando a Igreja Católica!”, acrescentou. O papa Leão XIV respondeu aos comentários do líder americano nesta segunda-feira (13), afirmando que não teme a administração Trump. “Não tenho medo nem da administração Trump nem de falar abertamente sobre a mensagem do evangelho”, falou o pontífice aos jornalistas no avião, acrescentando que “essa é a mensagem que o mundo precisa ouvir hoje”. As declarações foram feitas a bordo do voo papal para Argel, onde o primeiro papa americano inicia uma viagem de 10 dias por quatro países africanos. Leão XIV também afirmou que continuará a se manifestar contra a guerra.
*O Banco Central classificou, nesta segunda-feira (13/4) o superendividamento como “um problema crescente” no país, em meio a concessões de empréstimos pessoais sem garantia e um comprometimento de renda cada vez maior das famílias com cartões de crédito. Dados do Relatório de Cidadania Financeira, divulgados nesta segunda-feira (13/4), mostram que o país já soma quase 130 milhões de pessoas com algum tipo de débito bancário, o que evidencia a dimensão do desafio para a economia. Esse cenário de superendividamento tende a se agravar em momentos de juros elevados, como o atual, dificultando a recuperação financeira das famílias. “O impacto psicológico das dívidas na vida das pessoas é profundo e abrangente. Estudos mostram que o endividamento excessivo está associado a altos níveis de estresse, ansiedade e depressão. A preocupação constante com as contas a pagar e a sensação de impotência diante das dívidas podem levar a problemas de sono, baixa autoestima e até mesmo a conflitos familiares”, diz o BC. Na avaliação da autoridade monetária, o quadro reflete um ambiente de crédito mais caro e maior dificuldade das famílias em equilibrar o orçamento. O alto nível de comprometimento da renda com dívidas tem limitado a capacidade de consumo e aumentado o risco de inadimplência, especialmente entre as faixas de menor renda. O BC também destaca que o problema vai além do volume de endividados e envolve casos mais graves, em que o consumidor já não consegue pagar suas dívidas sem comprometer despesas básicas.
*A Associação das Vítimas e Familiares do 8 de Janeiro (Asaf) estima que cerca de 150 presos pelos atos de 8 de janeiro podem ser beneficiados caso o Congresso derrube os vetos ao PL da Dosimetria na próxima semana. Segundo a entidade, a nova lei pode permitir a progressão para o regime aberto, dependendo da interpretação do Supremo Tribunal Federal (STF) em cada caso. Dados do STF, atualizados até dezembro, apontam 638 condenados: 279 por crimes graves e 359 por delitos menos graves. Do total, 141 estão em regime fechado — sendo 29 em prisão preventiva, 112 definitiva e 44 em domiciliar. A Asaf afirma que os números podem ter mudado desde então, com novas prisões e progressões de regime. A eventual derrubada dos vetos não terá efeito automático. Após a publicação da lei, caberá ao STF analisar individualmente os pedidos de revisão das penas.
*O Ministério das Relações Exteriores de Taiwan protestou contra o principal representante do Brasil no país, após o diplomata brasileiro afirmar, em entrevista a um veículo local, em chinês, que o governo Lula (PT) não considera Taiwan um país, e que faz parte da República Popular da China. “O MRE expressou forte insatisfação com as declarações falsas e inapropriadas do diretor Luís Cláudio Villafañe Gomes Santos”, afirmou o ministério de Taiwan em comunicado oficial. Ministro de primeira classe do Itamaraty, maior posto da carreira diplomática, Villafañe não é emabixador. Ele é diretor do Escritório de Negócios do Brasil em Taiwan, já que o Brasil não tem uma embaixada para representação diplomática na ilha asiática. O governo brasileiro aderiu há mais de 50 anos à política de “Uma China Única” determinada pelo Partido Comunista Chinês. Isso significa que, para o Brasil, Taiwan não é um país independente.
*A mais recente pesquisa Datafolha inaugura um marco simbólico na disputa presidencial de 2026: pela primeira vez, o senador Flávio Bolsonaro aparece numericamente à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em um cenário de segundo turno. O movimento, porém, ainda é tratado com cautela pela diretora do instituto, Luciana Chong, que aponta um quadro aberto e marcado por forte rejeição dos dois lados (este texto é um resumo do vídeo acima). “O quadro que a gente vê hoje é bem difícil pros dois lados, com alto índice de rejeição e empatados”, afirmou Chong, em entrevista ao programa Ponto de Vista. Flávio Bolsonaro virou o jogo no segundo turno? Ainda não de forma consolidada. Segundo Chong, apesar da vantagem numérica inédita — 46% a 45% —, é cedo para cravar uma tendência. “Essa é a primeira vez que o senador Flávio Bolsonaro fica numericamente à frente do presidente Lula. Ainda é cedo para dizer se essa tendência vai continuar ou não.” O que explica a pressão sobre Lula? O antipetismo segue como força ativa. A diretora do Datafolha destaca que candidatos como Ronaldo Caiado e Romeu Zema também apresentam bom desempenho em cenários de segundo turno justamente por captarem esse sentimento. “Tem uma parcela importante da população que votaria em algum candidato contra ele”, disse.











