05/01/2026

RESUMO DE NOTÍCIAS


*O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), deu cinco dias para que a Superintendência da PF (Polícia Federal) forneça informações sobre a reclamação da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) sobre o barulho do ar-condicionado na cela onde ele está custodiado. No início deste mês, os advogados do ex-presidente enviaram uma petição ao Supremo dizendo que a cela não assegura “condições mínimas de tranquilidade, repouso e preservação da saúde” de Bolsonaro. A defesa afirma que o ruído é contínuo e ocorre ao longo das 24 horas do dia. Segundo os advogados, a situação ultrapassa o mero desconforto e configura uma perturbação constante à saúde e à integridade do ex-presidente. A defesa pediu que as autoridades da PF fossem oficiadas para adotar as providências técnicas necessárias para resolver a questão. Os advogados sugerem adequação do equipamento, isolamento acústico, mudança de layout ou outra solução equivalente para o aparelho de ar-condicionado. Na última quinta-feira (1º), o ex-presidente voltou para a Superintendência da PF após quase dez dias de internação para operar uma hérnia inguinal bilateral. Além dessa cirurgia, ele passou por outros três procedimentos para tratar as crises de soluço durante a hospitalização. Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três anos de prisão após ser condenado pelo STF por participação na trama golpista.


*Uma das empresas de Sandro Luís Lula da Silva, filho do presidente Lula, acumula uma dívida de mais de R$ 370 mil com a União. O valor inclui débitos previdenciários, tributos federais e até IPVA atrasado em São Paulo, segundo informações do Metrópoles. A empresa em questão, a Gasbom Cursino, revendedora de gás, é alvo de execuções judiciais desde 2022 por não recolher tributos. Segundo a Receita Federal, cerca de R$ 80 mil não foram pagos em impostos federais, enquanto o IPVA atrasado soma R$ 17 mil. A Gasbom foi comprada em 2013 por Sandro e seu sócio, Marcos José de Araújo, de uma família libanesa dona da Consigaz. A empresa enfrentou ainda processos judiciais por não emissão de notas fiscais, que chegaram a gerar a penhora de R$ 125 mil em bens, desbloqueados apenas em 2024 após o arquivamento do caso. Sandro Luís é publicitário e também sócio de uma empresa de tecnologia em São Paulo, ao lado da esposa. Procurado pelo Blog, ele e a Gasbom não responderam até o fechamento da reportagem. O espaço segue aberto para manifestação.


*Delcy Rodríguez, vice de Nicolás Maduro, tomou posse como presidente interina da Venezuela nesta segunda-feira (5), após a captura do ditador pelos Estados Unidos no sábado (3). A cerimônia aconteceu na Assembleia Nacional e teve o irmão de Delcy, Jorge Rodríguez, presidindo o juramento. O filho de Maduro, Nicolás Maduro Guerra, também acompanhou o evento. Aos 56 anos, Delcy é conhecida por sua ligação com o setor privado e pelo histórico de atuação no partido governista, assumindo o comando com “dor, mas com honra”. No dia anterior, as Forças Armadas venezuelanas declararam apoio total à nova presidente interina. Em nota, prometeram usar “todas as capacidades disponíveis para a defesa militar, manutenção da ordem interna e preservação da paz”, garantindo governabilidade no país. A nomeação de Delcy foi reforçada pela Câmara Constitucional da Suprema Corte, que determinou que ela assumisse o comando na ausência de Maduro. Além da posse de Delcy, 283 parlamentares eleitos em maio de 2025 também foram empossados nesta segunda.


*O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro afirmou nesta segunda-feira (5), em entrevista ao programa Conversa Timeline, no YouTube, que o senador Flávio Bolsonaro poderia conceder perdão presidencial a Jair Bolsonaro e aos presos pelos atos de 8 de janeiro, caso seja eleito presidente em 2026. Segundo Eduardo, o indulto não se limitaria ao ex-presidente. Ele disse que a medida alcançaria todos os envolvidos no que classificou como uma “farsa do golpe”. – Sim, o perdão presidencial. Não só pra Bolsonaro, mas para todos envolvidos nessa farsa do golpe, como a Adalgiza, Iraci Nagoshi, Silvinei Vasquez, Filipe Martins, Ramagem ou até mesmo eu e todos nós que fomos perseguidos pelo Moraes – declarou. O ex-deputado ainda sugeriu que Jair Bolsonaro poderia integrar um eventual governo de Flávio, ocupando cargo ministerial ou função estratégica.


*Nesta segunda-feira (5), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse que o Brasil “sempre estará à disposição e mobilizado” para auxiliar o sistema de saúde venezuelano “por razões humanitárias”. Ele deu declarações a jornalistas. Segundo Padilha, o ministério está preparado para possíveis impactos no Sistema Único de Saúde (SUS) causados pelo conflito. Para ele, a saúde no país pode ser afetada pelo ataque do último sábado (3). – O objetivo é reduzir ao máximo os impactos sobre o nosso sistema de saúde. Desde o começo a gente se prepara para, se for necessário, realizar um aumento de efetivo. Estamos preparados para isso – falou. O ministro afirmou ainda que a Venezuela enviou ajuda para o Brasil durante a pandemia da Covid-19. A fala foi em referência à falta de oxigênio em Manaus (AM), e três caminhões foram enviados pelo país vizinho. – Não podemos esquecer que, quando faltou oxigênio no Brasil, a Venezuela ajudou o nosso país.

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