08/01/2026

RESUMO DE NOTÍCIAS




*Após o presidente Lula vetar o PL da Dosimetria, que previa a redução de penas para condenados pela tentativa de golpe de Estado, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nas redes sociais que o governo “não quer paz” e promove perseguição política. Em publicação, o parlamentar criticou a política de segurança pública, acusou o governo de ignorar o avanço da criminalidade e disse que há uma “inversão de valores” ao tratar com mais rigor os envolvidos nos atos golpistas do que crimes violentos. Flávio também anunciou que a oposição vai trabalhar para derrubar o veto na primeira sessão do Congresso Nacional. Para isso, serão necessários ao menos 257 votos na Câmara e 41 no Senado, em sessão conjunta convocada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre. O PL da Dosimetria alterava critérios de fixação de penas e poderia beneficiar réus condenados pelos atos de 8 de Janeiro, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro.


*Um estudo publicado nessa quarta-feira (7/1) no BMJ apontou que os resultados de perda de peso obtidos com o uso das chamadas canetas emagrecedoras podem desaparecer muito mais rápido do que se imaginava. Os remédios agonistas de GLP-1, como Ozempic e Mounjaro, têm ganhado cada vez mais popularidade como uma promessa de emagrecimento rápido. A pesquisa indica que pessoas que usaram os medicamentos engordaram, em média, quatro vezes mais rápido do que quem perdeu peso fazendo dietas. O retorno ao peso anterior aconteceu apenas dois anos após a interrupção do uso. Mesmo os benefícios cardiometabólicos, como diminuição da diabetes tipo 2 e controle de colesterol, foram se esvaecendo com o tempo. Após o tratamento, os pacientes recuperaram em média 400 gramas do peso ao mês a mais do que quem fez dieta. A conclusão é fruto da análise de resultados de 37 estudos que avaliaram a saúde de 9,3 mil participantes. Eles foram acompanhados, em média, por 39 semanas enquanto faziam o tratamento e nas 32 semanas seguintes após a interrupção.


*A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta quarta-feira (7), o recolhimento do lote LM283 do molho de tomate Passata di Pomodoro di Puglia, da marca italiana Mastromauro Granoro. A medida suspende imediatamente a comercialização, distribuição, importação, divulgação e consumo do produto em todo o país. A decisão foi tomada após um alerta emitido pela RASFF, sistema europeu de comunicação rápida sobre riscos à segurança de alimentos e rações. Segundo o comunicado, o lote do molho de tomate importado para o Brasil apresentava fragmentos de vidro, o que representa risco à saúde do consumidor. Outro item incluído nas ações de fiscalização é o Neovite Visão, suplemento alimentar destinado à saúde ocular, fabricado pela BL Indústria Ótica Ltda. (Bausch Lomb). O recolhimento atinge exclusivamente os lotes 25G073, S25C004, S25C003, S25C002 e S25G072, que estão proibidos de ser fabricados, comercializados, distribuídos, importados, divulgados ou consumidos.


*O ministro Alexandre de Moraes informou nesta quinta-feira (8), em Brasília, que 1.399 pessoas foram responsabilizadas criminalmente pelos atos de 8 de janeiro de 2023, quando as sedes dos Três Poderes foram invadidas e depredadas. Segundo o balanço apresentado, entre os responsabilizados estão o ex-presidente Jair Bolsonaro, 28 ex-integrantes de seu governo e cinco ex-integrantes do alto comando da Polícia Militar do Distrito Federal, apontados por omissão durante os atos. A maioria dos réus, 979 pessoas, respondeu por crimes de menor gravidade. Parte recebeu penas de até um ano de detenção e outros firmaram Acordos de Não Persecução Penal, previstos em lei. Nos casos considerados mais graves, 254 condenados receberam penas entre 12 e 14 anos de prisão, enquanto 119 tiveram sentenças de 16 a 18 anos. Apenas 14 réus tiveram penas acima desse patamar. De acordo com o STF, esses 14 fazem parte dos núcleos identificados pela Procuradoria-Geral da República como responsáveis pelo planejamento das ações. A maior pena, de 27 anos e seis meses, foi atribuída a Jair Bolsonaro. Os acordos penais foram destinados a réus acusados apenas de incitação ao crime e associação criminosa, sem provas de participação direta na invasão ou nos danos aos prédios públicos. Entre as condições impostas estão prestação de serviços à comunidade, pagamento de multa, proibição de uso de redes sociais abertas e a realização de curso sobre democracia e Estado de Direito.


*Deputados e senadores da oposição se manifestaram nesta quinta-feira (8), em Brasília, contra o veto integral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Projeto de Lei da Dosimetria, que trata da redução de penas. As declarações ocorreram após a decisão do Planalto e apontam articulação para derrubar o veto no Congresso Nacional. Lula assinou o veto durante cerimônia no Palácio do Planalto, realizada em alusão aos atos de 8 de janeiro de 2023. Com a decisão, o texto aprovado pela Câmara e pelo Senado no fim do ano passado será analisado por deputados e senadores, que poderão manter ou rejeitar o veto presidencial. Parlamentares da oposição afirmam que vão trabalhar para reunir os votos necessários nas duas Casas. Para a derrubada, são exigidos ao menos 257 deputados e 41 senadores, o que representa maioria absoluta. Para o deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), a decisão do presidente mostra o ódio que a esquerda sente pelos patriotas. – O veto, da redução de penas, do presidente descondenado Lula é a prova do ÓDIO que ele e toda esquerda tem dos patriotas, da direita e dos conservadores. Até ele sabe que o veto será derrubado na primeira sessão do Congresso. Esse é o governo do ÓDIO e da divisão do país! – escreveu ele na rede social X. O deputado federal Mario Frias (PL-SP) e o senador Magno Malta (PL-ES) escreveram a mesma frase: – Derrubaremos o veto!

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