02/01/2026

RESUMO DE NOTÍCIAS


*O STF manteve, nesta sexta-feira (2), a prisão preventiva de Filipe Martins, ex-assessor de relações internacionais do governo Jair Bolsonaro. A decisão foi confirmada após audiência de custódia realizada por videoconferência, conduzida pela juíza auxiliar do gabinete do ministro Alexandre de Moraes, Flávia Martins de Carvalho. Filipe Martins foi preso preventivamente pela Polícia Federal no mesmo dia, sob a alegação de descumprimento de medidas cautelares. Segundo a decisão de Moraes, o ex-assessor teria utilizado a rede social LinkedIn, mesmo após ordem judicial que proibia o uso de qualquer rede social. A audiência de custódia é um procedimento padrão da Justiça para verificar se a prisão ocorreu dentro da legalidade e se os direitos do preso foram respeitados. Após a análise, o STF decidiu manter a prisão preventiva, convertendo a situação de Martins de prisão domiciliar para regime fechado. A defesa, feita pelo advogado Jeffrey Chiquini, afirmou que a prisão é “sem motivo” e alegou perseguição, informando que irá recorrer da decisão. Filipe Martins foi condenado a 21 anos de prisão por participação na chamada trama golpista, mas a ação ainda não transitou em julgado, o que significa que a pena ainda não começou a ser cumprida.


*Os empréstimos consignados dos servidores do RN seguem bloqueados em janeiro de 2026, apesar da promessa do governo Fátima Bezerra de regularizar a situação até dezembro. A garantia foi feita em agosto pelo secretário estadual da Fazenda, Cadu Xavier, mas não se concretizou com a virada do ano. Em vídeo divulgado pelo Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público da Administração Direta do RN (Sinsp/RN), a entidade afirma que o cenário permanece o mesmo. Segundo o sindicato, o governo continua descontando mensalmente as parcelas dos consignados nos contracheques, sem repassar os valores às instituições financeiras. Ainda de acordo com o Sinsp, servidores que já possuem empréstimos contratados estão sendo prejudicados duplamente. Além do desconto feito pelo Estado, os bancos estariam cobrando novamente as parcelas diretamente na conta dos trabalhadores, diante da ausência de repasse. O sindicato afirma que os consignados seguem bloqueados para novas contratações e que o problema atravessou 2025 sem solução. Com o início de 2026, os servidores permanecem enfrentando prejuízos financeiros, mesmo após promessas oficiais de normalização do sistema.


*O governo Lula encerrou 2025 com a maior liberação de emendas parlamentares já registrada no país. Foram pagos R$ 31,5 bilhões em emendas obrigatórias e não obrigatórias, segundo dados do Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento (Siop), o equivalente a cerca de dois terços dos R$ 47 bilhões autorizados no Orçamento. A execução reforça o peso do Congresso sobre o Orçamento federal e marca um novo patamar na relação entre o Executivo e o Legislativo. A maior parte dos recursos foi destinada às emendas impositivas, que têm execução obrigatória por lei, desde que cumpridos critérios técnicos. Nesse grupo estão as emendas individuais de deputados e senadores e as emendas de bancada estadual, usadas para financiar obras, serviços e investimentos em estados e municípios. O volume de emendas cresceu de forma acelerada nos últimos anos. Em 2016, o total autorizado era de cerca de R$ 9 bilhões; em 2025, ultrapassou R$ 48 bilhões. Na reta final do ano, o governo acelerou os pagamentos e liberou mais de R$ 1,5 bilhão na semana do Natal, em acordo com o Congresso para compensar atrasos provocados pela demora na aprovação do Orçamento.


*Um militar da reserva que atuou no Ministério da Educação (MEC) foi o responsável por denunciar ao Supremo Tribunal Federal (STF) um suposto descumprimento de medida cautelar por parte de Filipe Martins, ex-assessor do ex-presidente Jair Bolsonaro. A comunicação foi enviada ao gabinete do ministro Alexandre de Moraes em 29 de dezembro do ano passado. O autor da denúncia é o coronel aviador da reserva Ricardo Wagner Roquetti, que afirmou ter recebido um aviso do LinkedIn informando que seu perfil havia sido visualizado por Filipe Martins. O caso foi levado ao STF como possível violação da proibição de uso de redes sociais. No email, Roquetti relatou que acessou a ferramenta “quem viu seu perfil” e identificou a visita atribuída ao nome de Filipe Garcia Martins. Ele afirmou não ter relação com o ex-assessor e pediu apuração do fato, além de sigilo sobre sua identidade. Roquetti atuou como diretor de programa da Secretaria Executiva do MEC em 2019, no início do governo Bolsonaro, durante a gestão do então ministro Ricardo Vélez Rodríguez. À época, era considerado um dos principais assessores da pasta. O militar acabou exonerado após se envolver em disputas internas no ministério. Os conflitos envolviam servidores ligados ao filósofo Olavo de Carvalho e integrantes do grupo militar que atuava no MEC. A saída de Roquetti ocorreu em março de 2019, após intervenção direta do então presidente Jair Bolsonaro. O episódio evidenciou uma crise interna no ministério, marcada pela disputa de espaço e influência na condução da pasta.


*Gabigol deve respirar novos ares em 2026. O Santos, clube que revelou o atacante, se acertou com o Cruzeiro para contratar o camisa 9 por empréstimo até o fim da temporada. O acordo prevê a opção de compra do atleta ao fim do período. A informação é do canal ESPN. Segundo o canal, o desejo de Gabigol de retornar ao Santos pesou para o acerto. O principal entrave na negociação era a parte salarial, que será dividida entre os dois clubes. Anunciado pelo Cruzeiro no início de 2025 após não renovar com o Flamengo, Gabigol teve uma passagem apagada pelo clube mineiro. O jogador não se firmou como titular e ficou no banco de reservas durante boa parte da temporada. Ao todo, foram 49 partidas e 13 gols. Gabigol ficou marcado negativamente depois de perder o pênalti decisivo que colocaria o Cruzeiro na final da Copa do Brasil durante a disputa com o Corinthians, que se classificou e veio a conquistar o título diante do Vasco. Ele foi bastante criticado pelos torcedores, que pediram a sua saída do clube. Outro fator determinante para saída de Gabigol do Cruzeiro foi a escolha da diretoria pelo técnico Tite para substituir o português Leonardo Jardim. O ex-treinador da seleção brasileira é desafeto do atacante, com quem trabalhou no Flamengo. Durante a apresentação no time mineiro, o jogador chegou a admitir, em tom descontraído, que não fecharia com o clube se o treinador fosse contratado. Gabriel jogou no Santos entre 2013 e 2016. Ele passou por Inter de Milão, da Itália, e Benfica, de Portugal, mas não se firmou na Europa e retornou ao Brasil para vestir novamente a camisa do time santista em 2018, quando se destacou no Brasileirão. Foi contratado no ano seguinte pelo Flamengo, clube pelo qual foi multicampeão ao longo de sete temporadas e alcançou status de ídolo histórico.

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