*Os gastos de quase R$ 130 milhões da Secretaria de Comunicação Social (Secom) com anúncios na internet em 2025 — o maior valor desde 2009 — passaram a ser questionados no Ministério Público Eleitoral (MPE). A vereadora de São Paulo Amanda Vettorazzo (União) apresentou representação pedindo apuração de possível campanha antecipada e abuso de poder político pelo governo Lula. As informações são do jornalista e colunista do jornal ‘O Globo’, Lauro Jardim. No pedido, a parlamentar solicita que o MPE investigue o uso de recursos públicos e de meios de comunicação para promoção pessoal e político-partidária por meio de publicidade institucional e impulsionamento de conteúdos nas redes sociais. A representação também pede a abertura de uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije), que pode resultar em eventual inelegibilidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os ministros Gleisi Hoffmann e Sidônio Palmeira também são citados. Entre os pedidos, está a suspensão imediata do impulsionamento pago de conteúdos que mencionem nominalmente o presidente associado a benefícios financeiros. A vereadora solicita ainda a discriminação detalhada dos gastos da Secom e que plataformas como Meta e Google informem todos os anúncios contratados pelo governo. No documento, Vettorazzo afirma que houve aumento expressivo das despesas com comunicação digital, com foco em influenciadores, grandes grupos de mídia e ações de marketing, o que, segundo ela, extrapola o caráter informativo previsto na Constituição.
*O ex-presidente Jair Bolsonaro deixou, no fim da tarde desta quarta-feira (7), o hospital DF Star, em Brasília, após realizar exames por conta de um traumatismo leve. Agora, ele retorna à Superintendência da Polícia Federal, onde cumpre pena de 27 anos e 3 meses por liderar a chamada trama golpista. Bolsonaro sofreu uma queda na terça-feira (6) e bateu a cabeça em um móvel dentro da cela. Advogados do ex-presidente pediram autorização médica para investigar possíveis complicações, como crise convulsiva, oscilação de memória e lesão cortante na região temporal direita. Os exames buscavam esclarecer se a queda estaria ligada a síncope noturna ou a algum outro problema de saúde. Apesar do susto, o ex-presidente recebeu alta e voltou para a custódia da PF, mantendo o cumprimento da pena em condições que seus familiares e aliados consideram precárias.
*Desde 22 de novembro, a Polícia Federal mantém Jair Bolsonaro sob um esquema especial de segurança na Superintendência da PF, onde cumpre pena de 27 anos e três meses por tentativa de golpe de Estado. O cuidado não é só da PF: a Polícia Penal Federal se juntou à festa e atua na custódia e nas escoltas do ex-presidente, segundo informações do Metrópoles. No quartel da prisão, oito agentes da Polícia Penal dividem plantões diários, em duplas, garantindo que Bolsonaro esteja sempre vigiado. Cada saída do prédio, como a feita nesta quarta-feira (7) para exames médicos no Hospital DF Star, vira operação conjunta da PF e da PPF, com apoio da Polícia Militar do Distrito Federal. A participação da Polícia Penal Federal começou logo no dia da prisão, atendendo a pedido da própria PF. O objetivo oficial é reforçar a segurança, mas a logística revela o tamanho do aparato montado em torno de um ex-presidente condenado por tramar contra a democracia. Enquanto Bolsonaro cumpre sua pena de mais de 27 anos, o governo federal gasta dinheiro público com um esquema pesado de vigilância. Um lembrete de que, por trás das manchetes, o Brasil segue lidando com os efeitos do governo que tentou subverter a Constituição.
*Na tarde desta quarta-feira (7), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu anular uma determinação do Conselho Federal de Medicina (CFM) destinada ao Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal (CRM-DF). O conselho queria que fosse instaurada imediatamente uma sindicância para apurar uma possível negligência na assistência médica prestada ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na Superintendência da Polícia Federal (PF) em Brasília. Em seu despacho, Moraes apontou que a medida é “ilegal” e configura “desvio de finalidade”. Ele também determinou que o presidente do CFM, José Hiran da Silva Gallo, seja ouvido pela PF em até dez dias para falar sobre a conduta do conselho. – A ilegalidade e ausência de competência correicional do CFM em relação à Polícia Federal é flagrante, demonstrando claramente o desvio de finalidade da determinação, além da total ignorância dos fatos – disse o ministro. Moraes também citou um relatório da própria PF sobre as condições de saúde de Bolsonaro.
– Não houve, portanto, qualquer omissão ou inércia da equipe médica da Polícia Federal, que atuou correta e competentemente, conforme, inclusive, corroborado pelos exames médicos realizados no custodiado na data de hoje, no Hospital DF Star, que não apontaram nenhum problema ou sequela em relação ao ocorrido na madrugada do dia anterior – disse.E completou: – Diante do exposto, nos termos do art. 21 do RiSTF, declaro a nulidade da determinação do Conselho Federal de Medicina quanto à “instauração imediata de sindicância para apurar denúncia relacionadas às condições de atendimento médico prestado ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL)”, vedando qualquer procedimento no âmbito dessa autarquia, em âmbito nacional ou estadual, com esse objeto, em virtude de sua flagrante ilegalidade e desvio de finalidade – apontou.
*O advogado de Jair Bolsonaro, Paulo Cunha Bueno, soltou o verbo e prometeu acionar 'Cortes Internacionais': "O Presidente Bolsonaro, durante essa madrugada, sofreu uma queda que ocasionou-lhe um traumatismo craniano que, a despeito de aparentemente leve, demanda, na opinião de seu corpo médico, a realização de exames mais aprofundados (Tomografia e Ressonância magnética do crânio e eletroencefalograma), que seriam realizados no hospital DFStar em Brasília, nosocômio em que o Presidente já esteve internado por diversas vezes, mantido sob vigilância da Polícia Federal e sem que tenha havido qualquer indicação de intento de fuga. Um trauma no crânio — despiciendo ser médico para compreender —, demanda investigação laboratorial, não sendo prudente limitar-se à investigação clinica nas dependências da Policia Federal. Indeferir a internação do Presidente Bolsonaro — septuagenário e com sabidos problemas médicos (bem mais graves do que aqueles que garantiram ao Presidente Collor de Mello a prisão domiciliar, onde se encontra hodiernamente) —, é medida que viola direitos fundamentais do cidadão, que, ademais disso, é idoso e, portanto, credor de cuidados mais atentos. A defesa está tomando as medidas legais cabíveis, e não esmorecerá diante de um estado coisas que fere de morte o principio da dignidade da pessoa humana, tão caro na legislação ocidental e omnipresente no cuidado pelas Cortes Internacionais."

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