Mostrando postagens com marcador Política. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Política. Mostrar todas as postagens

24/03/2026

PRESIDENTE DO TJ SERÁ EMPOSSADO GOVERNADOR DO RJ

Sem vice, Rio de Janeiro será governado por presidente do TJRJ

A renúncia do governador Cláudio Castro (PL) mergulhou o Rio de Janeiro em um imbróglio político e jurídico. Isso porque o estado está sem vice-governador desde maio de 2025, quando Thiago Pampolha renunciou ao cargo para assumir uma vaga como conselheiro no Tribunal de Contas do Rio de Janeiro.

As regras determinam que, na ausência de um vice-governador, o presidente da Assembleia Legislativa do estado (Alerj) deve assumir interinamente. Entretanto, Rodrigo Bacellar (União Brasil) está afastado do posto desde dezembro de 2025 por decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em razão de suspeitas de ligação com a facção Comando Vermelho.

Seguindo a linha de sucessão estadual, coube ao presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, o desembargador Ricardo Couto de Castro, assumir a cadeira de governador até a realização de eleição indireta na Alerj para um mandato-tampão.

Em entrevista à Folha de S.Paulo nesta segunda-feira (23), Couto de Castro afirmou que “não está preparado para ser governador”.

– Um presidente de tribunal não está preparado para ser o governador do estado. Ele vai ocupar situações emergenciais, pontuais, de forma temporária para fazer essa transição. O presidente do tribunal tem uma visão mais rígida das coisas. É uma visão mais legalista. O governador tem que ter um olhar para as atividades próprias e essenciais como educação, segurança, mas também tem que ter uma noção de como se encontra o estado em termos estruturais para evitar situações negativas – ponderou.

A eleição indireta deve ocorrer no 30° dia depois da vacância do cargo, ou seja, no próximo dia 22 de abril. Os deputados estaduais votarão de forma secreta a fim de eleger o novo governador e vice-governador do estado. Podem se candidatar brasileiros que tenham mais de 30 anos com domicílio eleitoral no estado, que estejam filiados a partidos políticos e sejam indicados pelas direções partidárias. Para ser eleita, a chapa terá de obter ao menos 36 dos 70 votos dos deputados estaduais.

Cláudio Castro abriu mão de seu mandato a fim de concorrer ao Senado nas eleições deste ano. A renúncia ocorreu um dia depois de o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) retomar o julgamento contra ele por suposto abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022. Se condenado, o ex-governador pode ficar inelegível.

PSD FILIA FILHA DE SÍLVIO SANTOS QUE CONCORRERÁ A VAGA NA CÂMARA FEDERAL

Silvia Abravanel se filia ao PSD para concorrer a deputada federal em SP

A apresentadora Silvia Abravanel, filha do fundador do Sistema Brasileiro de Televisão (SBT), Silvio Santos, vai se filiar ao Partido Social Democrático (PSD) nesta terça-feira, 24, para disputar uma vaga como deputada federal por São Paulo.

A cerimônia de filiação ocorre às 15h, em um evento na sede do partido, na região central da capital paulista.

Silvia é formada em Medicina Veterinária pela Universidade Paulista (UNIP). Atualmente, ela apresenta o programa infantil Sábado Animado no SBT, exibido nas manhãs de sábado. Na emissora fundada pelo pai, ela também atuou como diretora e produtora.

Ao ingressar na vida política, Silvia segue os passos do pai, que foi candidato à Presidência da República em 1989 pelo extinto Partido Municipalista Brasileiro (PMB). Ele oficializou a candidatura apenas duas semanas antes do primeiro turno e chegou a alcançar 30% das intenções de voto em pesquisas de opinião da época.

No entanto, problemas no registro do PMB – que não havia realizado convenções regionais em pelo menos nove Estados e convenções municipais em um quinto dos respectivos municípios, como exigia a legislação -, somados ao fato de Silvio ser proprietário de uma concessionária de serviço público, levaram à impugnação da candidatura pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

23/03/2026

AVANÇO DE FLÁVIO BOLSONARO NA REGIÃO NORDESTE É VISTA COMO SALDO POSITIVO PELO PL

PL vê saldo positivo em estreia de Flávio Bolsonaro no Nordeste e aposta em avanço na região

O senador Flávio Bolsonaro iniciou sua agenda de pré-campanha pelo Nordeste e já colhe avaliações positivas dentro do PL. No último fim de semana, o parlamentar passou por cidades como Natal e João Pessoa, acompanhado de lideranças locais.

A informação é da colunista Milena Teixeira, do portal Metrópoles. De acordo com integrantes da sigla, a recepção ao senador foi considerada acima das expectativas, especialmente pelo tom adotado nos discursos. Nos bastidores, aliados destacam que Flávio tem buscado uma postura mais moderada, com foco em ampliar o diálogo com diferentes perfis do eleitorado.

Outro ponto visto como estratégico foi a aproximação com nomes de centro-direita, como o senador Efraim Filho, movimento interpretado como tentativa de ampliar a base política e fortalecer alianças fora do núcleo mais ideológico.

Dentro do partido, há também a leitura de que o Nordeste pode ganhar protagonismo na chapa presidencial. Dirigentes não descartam a possibilidade de um nome da região ser escolhido como candidato a vice, como forma de equilibrar a disputa nacional.

A avaliação interna é de que este foi apenas o primeiro passo e que a pré-campanha deve intensificar agendas regionais, com estratégias específicas para cada estado, mirando crescimento eleitoral em uma das regiões mais desafiadoras para a direita.

MORO ESTÁ DE 'MELÉ BÊBADO' PARA SE ELEGER GOVERNADOR NO PARANÁ

Em duro golpe nos planos do Centrão, Moro já tem data para filiação ao PL e mira Governo do Paraná

O cenário político do Paraná passa por uma reconfiguração com a decisão do senador Sergio Moro (União Brasil-PR) de migrar para o Partido Liberal (PL). A oficialização da filiação está prevista para a próxima terça-feira, dia 24, em um movimento estratégico voltado à disputa pelo governo estadual nas eleições de outubro.

Embora tenha declarado estar satisfeito no União Brasil, Moro avaliou que sua permanência na sigla poderia comprometer seus planos eleitorais. Isso se deve, principalmente, a entraves políticos com o Partido Progressistas no estado, sob liderança do deputado Ricardo Barros (PP-PR), o que vinha dificultando o avanço de articulações.

No campo das alianças, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, manifestou apoio público ao nome de Moro. Em publicação feita na quarta-feira (18), destacou como “grande alegria” a convergência de ideias e a leitura comum do cenário político nacional.

A possível mudança partidária também deve destravar a composição da chapa majoritária. Com a ida ao PL, cresce a possibilidade de que o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), Edson Vasconcelos, seja confirmado como candidato a vice. O nome é defendido por Moro, mas enfrentava resistência por parte do PP, que buscava indicar um representante próprio.

Um duro golpe nos planos do Centrão...

Levantamento realizado pelo instituto Paraná Pesquisas, entre os dias 18 e 22 de janeiro, mostra Moro na liderança em todos os cenários avaliados para o primeiro turno. Os dados também indicam vantagem do senador em simulações de segundo turno, reforçando sua posição competitiva no pleito.

Confira os cenários de 2º turno:

Cenário 1

  • Sergio Moro: 51,0%
  • Alvaro Dias (MDB): 37,3%
  • Brancos/nulos: 7,6% | Não sabem: 4,1%

Cenário 2

  • Sergio Moro: 56,0%
  • Alexandre Curi (PSD): 28,2%
  • Brancos/nulos: 9,5% | Não sabem: 6,4%

Cenário 3

  • Sergio Moro: 55,9%
  • Requião Filho (PDT): 33,4%
  • Brancos/nulos: 6,6% | Não sabem: 4,1%

Cenário 4

  • Sergio Moro: 61,5%
  • Guto Silva (PSD): 20,7%
  • Brancos/nulos: 10,8% | Não sabem: 7,0%

Cenário 5

  • Sergio Moro: 52,0%
  • Rafael Greca (PSD): 34,8%
  • Brancos/nulos: 8,1% | Não sabem: 5,1%
O movimento de Moro sinaliza uma tentativa de consolidar alianças e ampliar sua base de apoio, em um cenário que tende a se intensificar com a proximidade do calendário eleitoral.

FLÁVIO BOLSONARO EM NATAL; 'DIESEL ESTÁ BATENDO R$ 10 E SEM PANDEMIA'

Diesel está batendo R$10 e sem pandemia, afirma Flávio em Natal

O pré-candidato à Presidência da República e senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) criticou o preço do diesel no país e afirmou que a alta não se justifica no atual cenário econômico. Durante visita a Natal, capital do Rio Grande do Norte, o parlamentar declarou que o combustível “está batendo R$ 10” mesmo sem fatores excepcionais, como a pandemia de Covid-19.

No discurso, Flávio Bolsonaro também direcionou críticas ao governo Lula (PT), associando a alta de preços à política econômica atual. O senador afirmou que a próxima eleição presidencial representará uma “escolha de rumo” para o país.

“Vocês querem o caminho de quem vai reduzir impostos, facilitar a vida de quem quer empreender ou querem continuar com o governo atual, que não pode ver um bolso sem querer meter a mão para taxar o povo trabalhador brasileiro?”, declarou.

O parlamentar argumentou ainda que o cenário econômico tem penalizado a população mesmo sem crises globais de grande escala, como ocorreu durante a pandemia.

Durante a passagem pelo Rio Grande do Norte, no sábado (21), Flávio Bolsonaro também buscou destacar o potencial político e econômico da região Nordeste.

Em mensagem divulgada após o evento, afirmou que a região “é solução” e relatou ter recebido apoio de lideranças locais, incluindo parlamentares, prefeitos e pré-candidatos.

“Saio daqui hoje com a convicção de que estamos construindo algo muito forte”, afirmou, ao mencionar a receptividade do público presente.

A agenda no Nordeste faz parte da estratégia do pré-candidato de ampliar sua base política em uma região historicamente considerada desafiadora para seu grupo político.

22/03/2026

FILHA DE CLEZÃO, ASSASSINADO PELA MALDADE SUPREMA, É PRÉ-CANDIDATA A DEPUTADA FEDERAL

PL anuncia filha de Clezão como pré-candidata a deputada federal

Luiza Cunha, filha do empresário Cleriston Pereira da Cunha, o Clezão, é pré-candidata do Partido Liberal (PL) a deputada federal por Goiás. O anúncio foi feito, na semana passada, pelo deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder do PL na Câmara.

Sóstenes, Luiza e o senador Wilder Morais (PL-GO) aparecem em um vídeo publicado nas redes sociais. Na gravação, o líder do PL destaca que todos sabem da história de Clezão.

– Estou ao lado do nosso senador Wilder Morais, de Goiás, e da Luiza do Clezão — todos vocês sabem da história do Clezão, preso do 8 de janeiro que morreu no cárcere, sem autorização para ir para casa, como já havia dado ordem à Procuradoria-Geral da República. A Luiza do Clezão está aqui, hoje, para se filiar, na próxima semana, para ser nossa pré-candidata a deputada federal pelo estado de Goiás, ao lado do nosso futuro governador de Goiás, pré-candidato a governador Wilder de Morais – falou o deputado.

Em outro post, Luiza destacou que recebe a missão com entusiasmo e responsabilidade.

– Recebo essa missão com entusiasmo e responsabilidade! Como soldada do Brasil, estou pronta para servir, lutar e representar cada pessoa que acredita em um país mais justo e livre. Comigo está o legado do meu pai. Isso é por ele, mas também pelo Brasil! Enquanto eu estiver aqui, jamais deixarei de lutar por justiça: pelo meu pai, pelos presos políticos e pela nossa Nação! Essa caminhada não é só minha… é de todos nós – escreveu.

Confira:

 

ÁLVARO DIAS OFICIALIZA FILIAÇÃO AO PL COM PRESENÇA DE FLÁVIO BOLSONARO

Com presença de Flávio Bolsonaro, Álvaro Dias oficializa filiação ao PL

O ex-prefeito de Natal e pré-candidato ao governo do RN Álvaro Dias oficializou sua filiação ao Partido Liberal neste sábado (21). O evento contou com a participação do senador e pré-candidato a presidente da República, Flávio Bolsonaro.

O ato aconteceu no Boulevard, em Nova Parnamirim, na Grande Natal, e contou com a presença de vários políticos locais, apoiadores, além do presidente nacional do partido, Valdemar Costa Neto.

O evento estava marcado para 15h, mas começou com pouco mais de uma hora e meia de atraso. Em seu discurso, Flávio Bolsonaro agradeceu o apoio de Rogério Marinho que está na coordenação da sua pré-campanha a Presidência.

"Eu quero agradecer de coração o meu amigo Rogério Marinho, que tem sido um pai pra mim nessa luta política, na impossibilidade de eu estar sempre com o meu pai. Então, Marinho, muito obrigado de coração pela sua experiência, pela sua dedicação", disse.

Ele falou ainda sobre a disputa nas eleições para presidente da República. "Essa eleição não vai ser sobre Lula e Bolsonaro. Essa eleição vai ser sobre escolher o caminho que a gente vai escolher para os próximos 50 anos", afirmou Flávio.

Durante o ato, Coronel Hélio foi confirmado como pré-candidato do PL ao Senado pelo RN.

Sobre Álvaro Dias

Álvaro Dias, de 66 anos, é médico, ex-deputado estadual e ex-prefeito de Natal. Ele foi anunciado como pré-candidato ao governo do grupo de direita mais ligado ao bolsonarismo em janeiro, após o senador Rogério Marinho (PL) anunciar a desistência da sua pré-candidatura para trabalhar na campanha de Flávio Bolsonaro à presidência. Ele foi prefeito de Natal de 2018 a 2024.

g1

20/03/2026

WALTER ALVES, O CALO DE FÁTIMA BEZERRA!

Walter Alves fica como vice até o fim do mandato: “Que eu saiba ela não pode me demitir”

O vice-governador do Rio Grande do Norte, Walter Alves (MDB), confirmou que vai permanecer no cargo até o fim do mandato após a governadora Fátima Bezerra (PT) desistir da candidatura ao Senado. Ele também reforçou que mantém a pré-candidatura a deputado estadual nas eleições deste ano.

Ao ser questionado sobre os motivos que o motivaram a permanecer no cargo e disputar uma cadeira da Assembleia, Walter disse: “Recebi a missão de ser vice-governador e estou cumprindo. O que não posso é assumir a cadeira de governador e ser responsável pelo colapso financeiro do Estado, em apenas oito meses. Ficarei como vice-governador até porque, que eu saiba, a governadora não pode me demitir. Sou pré-candidato a deputado estadual”, disse.

Presidente estadual do MDB, Walter havia anunciado que renunciaria ao mandato, caso a governadora deixasse o cargo para a disputar as eleições. O motivo seria para não assumir o governo estadual, já que o impediria de disputar as eleição para deputado estadual em outubro.

Conforme a Lei de Inelegibilidade, vice-governador pode candidatar-se a outros cargos, preservando o seu mandato respectivo, desde que, nos últimos 6 meses anteriores ao pleito (ou seja, a partir de 4 abril), não tenha sucedido ou substituído o titular.

DATA LIMITE PARA DEPUTADOS FEDERAIS E ESTADUAIS MUDAREM DE PARTIDO VAI ATÉ 3 DE ABRIL

Deputados estaduais e federais têm até 3 de abril para mudar de partido

Deputados estaduais e federais têm até o dia 3 de abril para mudar livremente de partido sem o risco de perder o mandato. É a chamada janela partidária — prazo de um mês previsto na legislação eleitoral e que é aberto entre março e abril em todos os anos eleitorais. Apenas os políticos que estão no último ano de mandato podem usufruir.

De acordo com o chefe da 34ª Zona Eleitoral de Mossoró, Márcio Oliveira, a regra surgiu após decisões da Justiça Eleitoral que passaram a punir parlamentares que mudavam de partido no ano eleitoral sem justa causa. A partir daí, a legislação passou a prever hipóteses específicas em que a desfiliação é considerada legítima, sendo a janela partidária a principal delas.

Na prática, deputados podem mudar de legenda livremente dentro desse período. Já para detentores de outros mandatos, como vereadores, a situação é diferente: a mudança sem anuência do partido ou sem justificativa reconhecida pela Justiça pode resultar na perda do mandato. “O partido não pode impedir a saída, mas pode recorrer para pedir a cassação”, explicou o magistrado.

O momento é considerado estratégico para a formação das chapas que disputarão as eleições de 2026. Partidos buscam fortalecer suas nominatas e atrair nomes competitivos para as disputas da Câmara dos Deputados e das Assembleias Legislativas. Parlamentares avaliam cenários políticos, alianças e viabilidade eleitoral antes de decidir por uma eventual mudança.

Um dia depois do fim da janela partidária, ocorre outro prazo importante dentro do calendário eleitoral. O dia 4 de abril é a data limite para que os pretensos candidatos nas eleições de 2026 estejam filiados ao partido político pelo qual pretendem concorrer. Mudanças de legenda após esse prazo podem tornar o político inelegível.

Da bancada potiguar, até agora, apenas uma deputada federal aproveitou a janela para mudar de partido: Carla Dickson deixou o União Brasil e se filiou ao PL. Outras mudanças, porém, são esperadas, especialmente entre deputados estaduais. No RN, estarão em disputa nas eleições 8 cadeiras de deputado federal e 24 cadeiras de deputado estadual.

Vereadores de Natal também já indicaram a intenção de mudar de legenda, mas têm esbarrado na falta de concordância do atual partido. Entre eles, estão Camila Araújo, Nina Souza e Robson Carvalho, que tentam deixar o União Brasil. Outra vereadora, Thabatta Pimenta, busca aval para sair do Psol.

Além da janela partidária, o calendário eleitoral impõe uma série de regras que já impactam diretamente o comportamento dos pré-candidatos. Embora ainda não haja candidaturas formalizadas, a fase de pré-campanha permite atos políticos, desde que respeitados limites claros: é proibido pedir voto de forma explícita ou fazer propaganda eleitoral antecipada.

Outro ponto de atenção é o uso da máquina pública e a regra de desincompatibilização.

O que é a janela partidária

A janela partidária é o período em que — em 2026 — deputados estaduais e federais podem mudar de partido sem risco de perder o mandato. A regra foi criada após a Justiça Eleitoral consolidar o entendimento de que o mandato pertence à legenda, e não ao eleito. Fora dessa janela, a mudança só é permitida em casos de justa causa, como perseguição política interna ou mudança ideológica do partido.

Quem pode e quem não pode trocar de partido

Em 2026, a regra beneficia diretamente deputados estaduais e federais. Já vereadores não estão abrangidos pela mesma proteção legal. Caso mudem de partido sem autorização da legenda (anuência) ou sem decisão judicial que reconheça justa causa, podem perder o mandato. A decisão final cabe à Justiça Eleitoral.

O papel da anuência partidária

A carta de anuência é uma autorização formal do partido permitindo que o parlamentar deixe a legenda sem punição. Quando concedida, evita disputas judiciais. Sem esse documento, o partido pode acionar a Justiça para reivindicar o mandato do eleito que saiu da sigla.

Pré-campanha: o que é permitido

Mesmo antes do início oficial da campanha, pré-candidatos podem conceder entrevistas, participar de eventos, expor ideias e apresentar propostas. Também podem destacar qualidades pessoais e trajetórias políticas. O limite é claro: não pode haver pedido explícito de voto nem apresentação formal como candidato.

O que é proibido na pré-campanha

A legislação proíbe qualquer tipo de propaganda eleitoral antecipada. Isso inclui pedir voto, usar expressões que induzam ao voto (“vote em mim”, “conte comigo nas urnas”) ou fazer ataques diretos a adversários pedindo que não sejam votados. A infração pode gerar multa de até R$ 25 mil.

Uso da máquina pública sob vigilância

A partir do ano eleitoral, gestores públicos entram em zona de risco jurídico. A lei proíbe uso da estrutura pública para favorecer candidaturas, como publicidade institucional excessiva, uso de servidores em campanha ou ampliação de programas sociais com fins eleitorais. O excesso pode levar até à cassação.

Inaugurações e eventos podem virar problema

Inaugurar obras faz parte da gestão pública, mas o excesso ou o uso político desses atos pode ser interpretado como abuso de poder. A Justiça Eleitoral avalia caso a caso, considerando se houve exploração eleitoral indevida do evento.

Desincompatibilização: regra rígida

Servidores públicos e ocupantes de cargos precisam se afastar dentro de prazos legais para disputar eleição. Esses prazos variam de três a seis meses, dependendo da função. O não cumprimento gera inelegibilidade automática, sem possibilidade de justificativa posterior.

Inelegibilidade é automática

A legislação eleitoral é objetiva: se o candidato não cumprir o prazo de afastamento, ele está fora da disputa. Não há margem para alegações como desconhecimento da regra ou ausência de atuação prática no cargo.

Justiça Eleitoral amplia atendimento

Em Mossoró, a Justiça Eleitoral instalou atendimento temporário no Partage Shopping, funcionando de quinta a domingo. O objetivo é facilitar serviços como emissão de título, regularização e coleta biométrica, evitando filas próximas ao fechamento do prazo eleitoral.

Agora RN

18/03/2026

URGENTE: A POUCOS MESES DA ELEIÇÃO O MDB PODE ABANDONAR LULA

Mais um partido está prestes a abandonar Lula a poucos meses da eleição

Ministros do governo vinculados ao MDB avaliam, de forma reservada, que a possibilidade de o partido formalizar apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2026 perdeu força significativa. Nos bastidores, a percepção predominante é de que a aliança nacional entre as siglas enfrenta entraves políticos ainda não superados.

De acordo com integrantes emedebistas, tanto o presidente do PT, Edinho Silva, quanto o dirigente nacional do MDB, Baleia Rossi, não teriam adotado iniciativas suficientes para consolidar um entendimento entre os partidos. A ausência de articulações mais concretas tem sido apontada como um dos fatores que dificultam o avanço das negociações.

Entre as condições consideradas essenciais por lideranças do MDB está a construção prévia de alianças nos estados, o que serviria como base para um acordo nacional. Além disso, há a avaliação de que um gesto mais direto do presidente Lula — como a oferta da vaga de vice na chapa — poderia contribuir para viabilizar a aproximação política.

Dentro do partido, dois nomes são mencionados como possíveis indicações para compor uma eventual chapa presidencial: o governador do Pará, Hélder Barbalho, e o ministro dos Transportes, Renan Filho (MDB-AL). Ambos são vistos como quadros com potencial de articulação e projeção nacional.

Diante do atual cenário, cresce entre os emedebistas a expectativa de que o partido opte por uma estratégia mais flexível nas eleições de 2026. A tendência discutida internamente é a liberação dos diretórios estaduais para que definam seus próprios apoios na disputa presidencial.

Caso essa diretriz se confirme, o mapa político deve apresentar divisões regionais. Estados como Alagoas, Amazonas, Pará e Ceará tenderiam a apoiar Lula, enquanto unidades como Rio Grande do Sul e São Paulo poderiam alinhar-se a outros candidatos, refletindo a diversidade de interesses e alianças locais dentro do MDB.

14/03/2026

PARTIDO MISSÃO APRESENTOU PEDIDO DE CASSAÇÃO CONTRA ÉRIKA HILTON

Érica Hilton, a 'bravinha'

O partido Missão, vinculado ao Movimento Brasil Livre (MBL), apresentou nesta sexta-feira (13) à Câmara dos Deputados um pedido de cassação contra a deputada federal Erika Hilton (PSol-SP), recém-eleita presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher. O documento foi assinado pelo presidente nacional da legenda, Renan Santos, e terá como defensor o deputado Kim Kataguiri (Missão-SP).

Segundo a representação, a iniciativa se baseia em publicações feitas por Hilton nas redes sociais após assumir a presidência da comissão. No texto, o partido aponta que a parlamentar teria chamado seus críticos de “imbeCIS” e afirmado que eles “podem latir”.

O caso será encaminhado ao Conselho de Ética da Câmara, que avaliará a conduta da deputada e poderá sugerir medidas disciplinares que vão desde advertência até a perda do mandato.

Kataguiri

“É inaceitável que a presidente da Comissão da Mulher, em seu primeiro ato público, escolha não apenas segregar, mas também insultar de forma tão vil justamente o grupo que deveria representar”, diz o presidente do Missão.

“Ela, insatisfeita e muito bravinha com as críticas, demonstra que talvez ainda não esteja preparada para ocupar um cargo de relevância dentro da Câmara dos Deputados. Se a pessoa não aguenta ser criticada, tenho uma sugestão muito simples: a política não é o caminho. Fique em casa, como, aliás, diz o seu ídolo, o ministro Alexandre de Moraes”, disse Kataguiri à coluna.

12/03/2026

A COISA NÃO ESTÁ FÁCIL PARA A FEDERAÇÃO PP E UNIÃO BRASIL NO RN

A federação formada por Progressistas (PP) e União Brasil enfrenta dificuldades para montar suas nominatas para as eleições no Rio Grande do Norte, cenário que pode colocar em risco o mandato de até dois dos três deputados federais atualmente ligados ao grupo.

Hoje, os principais nomes da disputa pela Câmara Federal na federação são os deputados Robinson Faria, Benes Leocádio e João Maia. Com o esvaziamento da nominata, existe a possibilidade de que um ou até dois deles não consigam se reeleger, caso a chapa não consiga alcançar o desempenho necessário nas urnas.

Nos últimos dias, diversos nomes que eram apontados como pré-candidatos deixaram a articulação política da federação. Entre eles está o ex-deputado Kelps Lima, que desistiu de ingressar no grupo e mudou seus planos políticos. O vereador Mateus Faustino também deixou de integrar a lista de pré-candidatos.

Atualmente, a nominata federal conta basicamente apenas com os três parlamentares de mandato, sem definição clara de outros nomes para compor a chamada “esteira” de votos ou mesmo para preencher a cota feminina exigida pela legislação eleitoral.

Na disputa para deputado estadual, o cenário também é considerado delicado. Diversos nomes que eram cogitados na federação migraram para outras articulações políticas, entre eles Taveira Júnior, Ivan Júnior, Érico Jácome, Camila Araújo, Ivanilson Oliveira, Josivan Bibiano e Robson Carvalho.

A chapa estadual conta atualmente com poucos nomes confirmados, entre eles os deputados Galeno Torquato, Kléber Rodrigues, Nélter Queiroz e Neílton Diógenes, além da primeira-dama de Mossoró, Cínthia Pinheiro.

Diante do cenário, o principal desafio da federação será conter novas saídas e manter a confiança dos pré-candidatos que permanecem no projeto. Com o prazo de filiação partidária se aproximando, o quadro político ainda pode sofrer mudanças nos próximos meses.

09/03/2026

PRÓXIMO DIA 21 FLÁVIO BOLSONARO VISITARÁ NATAL

Flávio Bolsonaro visitará Natal no dia 21 de março

O pré-candidato à Presidência da República nas eleições de 2026, Flávio Bolsonaro, visitará Natal no próximo dia 21 de março. O anúncio foi feito nas redes sociais do deputado federal General Girão (PL-RN) e do deputado estadual Coronel Azevedo (PL-RN), que divulgaram o evento do político na capital potiguar.

Até o momento, não foram divulgados detalhes sobre a programação oficial de Flávio Bolsonaro em Natal, nem os compromissos que deverão ser cumpridos durante a visita.

Filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, que foi condenado pelo STF por tentativa de golpe de Estado e está preso, Flávio tem aparecido entre os nomes testados em pesquisas eleitorais para 2026. Pesquisa Datafolha divulgada no sábado (7), em um eventual cenário de segundo turno, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teria 46% das intenções de voto, contra 43% de Flávio Bolsonaro. O levantamento aponta, portanto, empate técnico dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.

06/03/2026

LANÇAMENTO DA PRÉ-CANDIDATURA DE ÁLVARO DIAS AO GOVERNO DO RN ESTÁ MARCADA PARA O PRÓXIMO DIA 21/03

Álvaro Dias marca lançamento de pré-candidatura ao Governo do RN para o dia 21



Vídeo: Reprodução/TV Ponta Negra


O ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias, anunciou que fará no próximo dia 21 o lançamento oficial de sua pré-candidatura ao Governo do Rio Grande do Norte. O evento político deve reunir lideranças estaduais e nacionais ligadas ao campo da direita no estado.

Segundo Álvaro, o encontro contará com a presença do senador Rogério Marinho. Também existe a possibilidade de participação do ex-presidente Jair Bolsonaro ou do senador Flávio Bolsonaro. A expectativa é de que o ato reúna prefeitos, deputados e outras lideranças políticas alinhadas ao grupo que pretende disputar o Governo do Estado nas eleições de 2026.

De acordo com o ex-prefeito, o lançamento marcará o início de uma nova etapa de articulação política. Após o evento, ele pretende iniciar uma agenda de visitas pelo interior do Rio Grande do Norte para ampliar o diálogo com lideranças locais e fortalecer o projeto eleitoral.

Álvaro afirmou que, durante essas visitas, pretende ouvir prefeitos, vereadores e representantes regionais para reunir sugestões que ajudem na elaboração do programa de governo. Entre os temas que devem entrar no debate estão desenvolvimento econômico, geração de empregos e investimentos em infraestrutura.

O pré-candidato também defende a construção de um plano de governo baseado no diálogo com gestores municipais e setores da sociedade. A proposta, segundo ele, é identificar as principais demandas das diferentes regiões do estado e estruturar políticas voltadas ao crescimento econômico e social do Rio Grande do Norte.

Ponta Negra News

04/03/2026

PRESIDENTE DO UNIÃO BRASIL NO RN DIZ QUE 'CANDIDATURA DE ALLYSON ESTÁ CONSOLIDADA E É IRREVERSÍVEL'

‘Candidatura de Allyson ao governo está posta e consolidada e é irreversível’, diz José Agripino

O presidente do União Brasil no Rio Grande do Norte, ex-senador e ex-governador José Agripino Maia, afirmou que a candidatura do prefeito de Mossoró, Alysson Bezerra (União), ao Governo do Estado está definida e não há qualquer possibilidade de recuo. Allyson oficializou sua pré-candidatura ao governo em 7 de fevereiro, durante um evento em Natal com as presenças de dirigentes de cinco partidos: União Brasil e PP (que formam uma federação), MDB, PSD e Solidariedade (que tem uma federação com o PRD).

“A candidatura de Alysson pela federação União Progressista está posta, irreversível e consolidada”, declarou Agripino, ao comentar especulações sobre uma eventual desistência do prefeito. Ele classificou os rumores como “piada maldosa”, acrescentando que podem refletir apenas o “desejo dos concorrentes”.

Segundo o dirigente partidário, Alysson está “mais animado do que nunca” para a disputa. Agripino afirmou ter se reunido recentemente com o prefeito e aliados e garantiu que o pré-candidato está “absolutamente disposto para a luta”. Para ele, Alysson é hoje “o preferido” e “o ponteiro nessa disputa”, com “grandes chances de ser escolhido pelo povo”.

O ex-governador também saiu em defesa do prefeito diante das investigações relacionadas à Operação Mederi. O prefeito é investigado pela ligação com um suposto esquema de desvio de recursos públicos envolvendo a compra de medicamentos.

Agripino destacou que Alysson não se escondeu e compareceu para prestar esclarecimentos “de peito aberto”. E lembrou a frase usada pelo próprio prefeito — “quem não deve, não teme” —, completando com a observação: “porque quem deve, teme”.

Agripino ressaltou ainda a origem humilde do gestor mossoroense como um diferencial político. Disse conhecer a trajetória de Alysson desde a juventude, lembrando que ele morava em sítio, estudava em Mossoró e tem forte ligação com a realidade do interior. Para o presidente do União Brasil, essa conexão com a base social foi determinante para a popularidade do prefeito em Mossoró e pode ser um ativo importante na disputa estadual.

Na avaliação de Agripino, Alysson tem consciência do tamanho do desafio que o Estado enfrenta e está preparado para adotar as medidas necessárias. Ele reconheceu que o Rio Grande do Norte exigirá “remédios amargos”, mas afirmou que o prefeito tem coragem e maturidade para enfrentar decisões difíceis.
Prefeito nega desistência

Em publicação nas redes sociais no último dia 20, o próprio Allyson Bezerra negou qualquer intenção de desistir da pré-candidatura ao Governo do Rio Grande do Norte em 2026. A manifestação ocorreu após especulações motivadas por sua ausência em eventos públicos durante o Carnaval.

Diferentemente de outros nomes na disputa, como Álvaro Dias (Republicanos) e Cadu Xavier (PT), o prefeito não participou de agendas públicas no período.

No vídeo publicado nos stories do Instagram, o prefeito de Mossoró apareceu com um chapéu com a bandeira do Rio Grande do Norte e afirmou: “Tem uma turma aí meio afobada, preocupada, agoniada, falando de desistência e tudo mais. Tenham calma. Tá vendo esse chapéu aqui, com as cores da bandeira do RN? É para a gente rodar muito por esse estado todo, pode ter certeza. Vamos trabalhar para entregar hospital aberto, funcionando para atender pacientes”.

Allyson vinculou a pré-candidatura à agenda administrativa. “Vamos trabalhar para entregar hospital aberto, funcionando, para atender pacientes, para entregar grandes obras”, declarou.

A declaração ocorreu após ele apresentar uma ação promocional conversando com uma paciente que passou por cirurgia no Hospital Municipal Francisco Conceição da Silva, inaugurado em janeiro deste ano.

“Quando o Rio Grande do Norte todo conhecer todo esse trabalho que está sendo feito, principalmente na Saúde de Mossoró, de ver hospital entregue de verdade, funcionando de verdade, pode ter certeza que todo mundo vai saber que aqui realmente é trabalho”, complementou Allyson Bezerra.

Agora RN

03/03/2026

PEC PARA ACABAR COM REELEIÇÃO PRESIDENCIAL É PROTOCOLADA POR FLÁVIO BOLSONARO

Flávio protocola PEC para acabar com reeleição presidencial

Nesta segunda-feira (2) o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) protocolou uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a reeleição para presidente da República.

O texto começa agora a tramitar no Senado e será analisado primeiramente pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Se passar, seguirá para uma comissão especial e depois para votação no plenário.

A PEC prevê o fim da reeleição para presidente, proibindo um segundo mandato consecutivo. Prefeitos e governadores ficam fora da regra. A mudança valeria para o presidente eleito em 2026, a partir da promulgação da emenda.

Segundo o senador, a medida pode reduzir a influência eleitoral na gestão.

– O modelo importado de sistemas presidencialistas consolidados não se adaptou integralmente às especificidades institucionais brasileiras, marcadas por forte fragmentação partidária, presidencialismo de coalizão e elevada dependência orçamentária – diz parte da justificativa.

E continua:

– Diante desse cenário, a presente Proposta busca corrigir essa decisão política, restabelecendo o princípio da alternância no exercício do poder executivo e promovendo maior equilíbrio, isonomia e justiça no processo eleitoral.

A proposta já tem o apoio de 30 senadores. O mínimo exigido para protocolar uma PEC é de 27 assinaturas. Para ser aprovada, a proposta precisa do voto favorável de três quintos dos parlamentares no Senado e na Câmara, em dois turnos de votação em cada Casa.

Entre os apoiadores estão Magno Malta (PL-ES), Ciro Nogueira (PP-PI), Tereza Cristina (PP-MS), Sergio Moro (União Brasil-PR), Carlos Portinho (PL-RJ), Cleitinho (Republicanos-MG), Tereza Cristina (PP-MT), Rogério Marinho (PL-RN), Marcos Rogério (PL-RO), Damares Alves (Republicanos-DF) e Hamilton Mourão (Republicanos-RS).

Confira a lista dos senadores que assinaram a PEC:

1. Sen. Flávio Bolsonaro
2. Sen. Magno Malta
3. Sen. Wellington Fagundes
4. Sen. Styvenson Valentim
5. Sen. Wilder Morais
6. Sen. Jaime Bagattoli
7. Sen. Carlos Portinho
8. Sen. Margareth Buzetti
9. Sen. Izalci Lucas
10. Sen. Cleitinho
11. Sen. Tereza Cristina
12. Sen. Ciro Nogueira
13. Sen. Marcos Rogério
14. Sen. Marcio Bittar
15. Sen. Damares Alves
16. Sen. Jorge Seif
17. Sen. Plínio Valério
18. Sen. Eduardo Gomes
19. Sen. Rogerio Marinho
20. Sen. Dr. Hiran
21. Sen. Oriovisto Guimarães
22. Sen. Hamilton Mourão
23. Sen. Bruno Bonetti
24. Sen. Mecias de Jesus
25. Sen. Sergio Moro
26. Sen. Zequinha Marinho
27. Sen. Eduardo Girão
28. Sen. Ivete da Silveira
29. Sen. Marcos do Val
30. Sen. Mara Gabrilli

23/02/2026

O JOGO COMEÇOU: CENTRÃO DEFINE SEU RUMO ENQUANTO LULA 'FOGE PARA ÍNDIA'

Lula "foge" para Índia e o Centrão define o seu rumo... O jogo começou

Não resta dúvida que a "homenagem" na Sapucaí deu muito errado. O prejuízo foi alto. E prejuízo alto em eleição presidencial significa falta de controle. Quando o time está desnorteado atirando pra todos os lados, a culpa é da liderança. É imperdoável. E custa caro.

As críticas óbvias vieram. O evento se consagrou: um dos piores atos de campanha da história do marketing político. Case acadêmico indelével.

Na esquerda o fundo do poço tem subsolo. O partido não se retratou? Não. Dobrou a aposta. Investiu contra a opinião pública.

Não se responde quem está certo com ameaças judiciais. Isso deveria ser uma máxima. É no mínimo, bom senso. 86% do país é cristão e se ofendeu.

Então o Governo deu outro passo e "lacrou". Sim, lacrou a tampa do caixão.

Acreditando que ninguém percebia, viajou. Voou para Índia para "participar de um encontro".

Novidade zero. Marca registrada de Lula: fugir em momentos de crise.

Errou? Pega o avião e sai de cena. Funcionou até ficar manjado. O termo correto para o momento é "patético".

Se a questão se resumisse à opinião pública, já seria um problema enorme. Mas não é.

Só piora: O Planalto estava bem nas pesquisas antes do carnaval para se dar ao luxo de errar assim? Não. Muito menos para ameaçar críticos.

Fugir de cena provou falta de margem de manobra.

Lula pediu uma guerra. Deliberadamente.

Mas esqueceu a máxima militar: ganha uma guerra quem erra menos.

E a sucessão de erros graves acelerou a decisão do Centrão. Os caciques dos diretórios nacionais perderam as ilusões com a candidatura petista e sinalizaram.

Mas abandonar Lula, não significa apoiar Flávio Bolsonaro.

Pelo contrário: o vácuo de poder gerado na esquerda, abre espaço para duas coisas.

1) Lideranças canhotas disputarem espólio, como Biden e Kamala;

2) Avanço do centro sobre eleitorado decepcionado.

E foi exatamente isso que o Centrão sinalizou.

Kassab publicou um blefe: o PSD terá candidato ao Planalto, apostando em Ratinho Jr, Caiado e Eduardo Leite.

A mensagem é clara: apoiar Lula é saltar sem paraquedas. E o centro nunca joga pra perder.

A contrapartida foi anunciada há uma semana: O vice de Tarcísio em São Paulo.

Se o governador paulista ceder, o cacique volta atrás e o PSD abraça o Flávio.

As vantagens são óbvias:

- 891 prefeituras
- tempo de TV e Rádio
- orçamento de campanha
- bases expandidas

Na prática, o cenário proposto pelo PSD significa vitória no 1º turno.

É ruim? Sim. Risco de impeachment no primeiro desentendimento.

Amor de verão não é casamento. E em Brasília, casamento só com separação total de bens. Capisce?

E no cálculo eleitoral, falseamento científico é dever de casa. A pergunta sempre é: E do contrário? O que acontece? Se Flávio disser não, como o tabuleiro fica?

Fácil. Kassab cumpre o blefe: Lança um candidato pra tirar votos da direita. E volta pra negociar no 2º turno.

A mensagem do Centrão é clara: a decisão foi tomada e a aposta é Flávio.

A tensão com Kassab é questão de ajuste fino.

1) Flávio não pode, obviamente, ceder de cara;
2) Kassab não pode recuar, mas tempo é um produto caro.

O impasse tem sentido e direção. Estratégia é a arte de posicionar recursos.

Sun Tzu manda "conhecer o inimigo e a si mesmo" para ser capaz de prever os próximos passos do adversário.

Miyamoto Musashi diz que só há estratégia quando o inimigo não é capaz de surpreendê-lo.

E o silêncio petista não é desistência ou recuo. É mudança de rota.

O time petista atual demonstrou incompetência total à frente da campanha 2026.

O alarme de incêndio no espectro vermelho é uma convocação... e só um nome é capaz de virar o jogo agora: Dirceu.

A reação da esquerda nos próximos dias será violenta. E dessa vez, eficaz.

Ninguém se iluda: as semanas que antecedem a Copa do Mundo serão épicas. Essa disputa presidencial entrará para a história.

Será o primeiro teste real para Flávio Bolsonaro.

O jogo começou.

Ricardo Roveran. Jornalista. @RicardoRoveran

JCO