PL pode se tornar fiel da balança na eleição indireta
O Partido Liberal (PL) pode despontar como fiel da balança numa eventual eleição indireta para governador do Estado na Assembleia Legislativa, caso se configure a possibilidade do vice-governador Walter Alves (MDB) não assumir a chefia do Executivo em abril com a renúncia da governadora Fátima Bezerra (PT) para concorrer ao Senado Federal.
Atualmente com seis deputados ao lado do PSDB, o PL passa a ser o maior partido da Casa a partir de 22 de janeiro – sete parlamentares, com a filiação do deputado estadual Luiz Eduardo, que está deixando o partido Solidariedade, podendo chegar a oito com o possível ingresso do deputado estadual Adjuto Dias (MDB), que também pode optar pelo Republicanos, partido presidido no Estado por seu pai, o ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias.
Adjuto Dias é o único parlamentar do MDB na Assembleia, mas se sente politicamente desconfortável na legenda, desde que o seu presidente regional, Walter Alves, o afastou da disputa da prefeitura de Caicó nas eleições de 2024.
Assim, o PL já contaria com 1/3 dos votos do colégio eleitoral no parlamento estadual, composto por 24 deputados, embora a legenda também tenha feito convite a deputada estadual Cristiane Dantas, que ainda avalia o potencial eleitoral de continuar no Solidariedade, para se somar as suas fileiras.
O deputado estadual Tomba Farias (PL) avalia, pessoalmente, que ainda “é muito cedo” para falar sobre essa abordagem da eleição indireta na Assembleia, que só tem uma definição em abril: “A gente não sabe nem quem serão os candidatos”.
Tomba Farias disse que a bancada aguarda a vinda ao Estado do presidente do PL, senador Rogério Marinho, que na quarta-feira (22) reúne-se com os deputados e anunciará posições políticas do partido para a campanha deste ano.
Farias disse que a primeira coisa a se fazer, após o retorno dos deputados do recesso parlamentar em 2 de fevereiro, “é se preparar a derrubada do veto da governadora Fátima Bezerra à lei dos repasses do ICMS e IPVA para os municípios”.
Mas em relação ao mandato-tampão, Tomba Farias acredita que se isso vier a ocorrer, o eleito terá muitas dificuldades para administrar, porque “ninguém sabe como está as finanças do Estado”.
Farias pondera que em ano eleitoral “não se consegue tomar as medidas, que são precisas de ser tomadas, não dá tempo, é muita coisa”.
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