Propaganda na TV: quanto tempo terão Lula e Flávio Bolsonaro
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deverá ter 5 minutos e 32 segundos em cada bloco da propaganda eleitoral gratuita na televisão, enquanto Flávio Bolsonaro (PL-RJ) contará com cerca de 4 minutos e 20 segundos. A projeção considera as alianças consolidadas até agora para a disputa pelo Palácio do Planalto.
Lula supera Flávio Bolsonaro no tempo de propaganda na TV
Os programas destinados à eleição presidencial terão 12 minutos e 30 segundos por bloco. Além de Lula e Flávio Bolsonaro, a divisão projetada reserva cerca de dois minutos para Ronaldo Caiado (PSD) e pouco mais de 30 segundos para Augusto Cury (Avante).
A propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão será exibida entre 28 de agosto e 1º de outubro, de segunda-feira a sábado. Também haverá inserções de 30 e 60 segundos distribuídas ao longo da programação das emissoras.
Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a distribuição será calculada com base na representação dos partidos resultante das eleições de 2022.
Pela legislação, 10% do tempo disponível é dividido igualmente entre as candidaturas que atendem aos critérios legais. Os outros 90% são repartidos proporcionalmente ao número de deputados federais eleitos pelas legendas integrantes de cada coligação.
Republicanos pode inverter vantagem de Lula
O cenário muda caso o Republicanos decida apoiar Flávio Bolsonaro. Com a entrada do partido, o senador passaria a ter aproximadamente 5 minutos e 16 segundos por bloco, enquanto Lula cairia para cerca de 4 minutos e 51 segundos.
Essa possibilidade transformou o Republicanos no principal alvo das negociações do PL. A legenda, no entanto, indica que pode adotar uma posição de neutralidade na eleição presidencial. A decisão deverá ser tomada até 5 de agosto, prazo final para a realização das convenções partidárias.
O presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira, afirmou que os diretórios estaduais estão sendo consultados. O PL tenta costurar apoios regionais e cogita entregar ao partido a vaga de vice na chapa de Flávio.
O nome defendido pelo senador é o de Daniella Marques, ex-presidente da Caixa Econômica Federal. Recém-filiada ao Republicanos, ela não seria, porém, a opção preferencial da direção da legenda.
Isolamento de Flávio Bolsonaro reduz espaço eleitoral
O tempo menor na televisão expõe o isolamento político de Flávio Bolsonaro. A federação União Progressista, formada por União Brasil e PP, optou pela neutralidade, frustrando os planos do PL de montar uma ampla coligação de direita.
Com o apoio de União Brasil, PP e Republicanos, Flávio poderia alcançar cerca de 6 minutos e 50 segundos por bloco, quase o dobro dos 3 minutos e 43 segundos que caberiam a Lula nesse cenário.
As negociações perderam força depois da revelação de que Flávio pediu recursos ao banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, para financiar um filme sobre Jair Bolsonaro. O episódio agravou a resistência de partidos que avaliavam aderir à candidatura do senador.
A disputa pela propaganda na televisão não se limita aos programas em bloco. O mesmo cálculo determina a quantidade de inserções exibidas durante a programação, consideradas estratégicas por repetirem mensagens, propostas e ataques aos adversários em horários de maior audiência.
No segundo turno, a divisão muda: os dois candidatos classificados passam a ter exatamente o mesmo tempo no rádio e na televisão, independentemente do tamanho de suas coligações.
msn