30/07/2026

QUANTO TEMPO TERÃO LULA E FLÁVIO BOLSONARO NA PROPAGANDA NA TV

Propaganda na TV: quanto tempo terão Lula e Flávio Bolsonaro

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deverá ter 5 minutos e 32 segundos em cada bloco da propaganda eleitoral gratuita na televisão, enquanto Flávio Bolsonaro (PL-RJ) contará com cerca de 4 minutos e 20 segundos. A projeção considera as alianças consolidadas até agora para a disputa pelo Palácio do Planalto.

A vantagem de Lula, de um minuto e 12 segundos, decorre da coligação formada pela federação PT, PCdoB e PV com PSB, PDT e a federação PSOL-Rede. Flávio, por sua vez, chega à campanha presidencial praticamente restrito ao PL, em meio ao isolamento político provocado pela neutralidade da federação União Progressista.

Lula supera Flávio Bolsonaro no tempo de propaganda na TV

Os programas destinados à eleição presidencial terão 12 minutos e 30 segundos por bloco. Além de Lula e Flávio Bolsonaro, a divisão projetada reserva cerca de dois minutos para Ronaldo Caiado (PSD) e pouco mais de 30 segundos para Augusto Cury (Avante).

A propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão será exibida entre 28 de agosto e 1º de outubro, de segunda-feira a sábado. Também haverá inserções de 30 e 60 segundos distribuídas ao longo da programação das emissoras.

Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a distribuição será calculada com base na representação dos partidos resultante das eleições de 2022.

Pela legislação, 10% do tempo disponível é dividido igualmente entre as candidaturas que atendem aos critérios legais. Os outros 90% são repartidos proporcionalmente ao número de deputados federais eleitos pelas legendas integrantes de cada coligação.

Republicanos pode inverter vantagem de Lula

O cenário muda caso o Republicanos decida apoiar Flávio Bolsonaro. Com a entrada do partido, o senador passaria a ter aproximadamente 5 minutos e 16 segundos por bloco, enquanto Lula cairia para cerca de 4 minutos e 51 segundos.

Essa possibilidade transformou o Republicanos no principal alvo das negociações do PL. A legenda, no entanto, indica que pode adotar uma posição de neutralidade na eleição presidencial. A decisão deverá ser tomada até 5 de agosto, prazo final para a realização das convenções partidárias.

O presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira, afirmou que os diretórios estaduais estão sendo consultados. O PL tenta costurar apoios regionais e cogita entregar ao partido a vaga de vice na chapa de Flávio.

O nome defendido pelo senador é o de Daniella Marques, ex-presidente da Caixa Econômica Federal. Recém-filiada ao Republicanos, ela não seria, porém, a opção preferencial da direção da legenda.

Isolamento de Flávio Bolsonaro reduz espaço eleitoral

O tempo menor na televisão expõe o isolamento político de Flávio Bolsonaro. A federação União Progressista, formada por União Brasil e PP, optou pela neutralidade, frustrando os planos do PL de montar uma ampla coligação de direita.

Com o apoio de União Brasil, PP e Republicanos, Flávio poderia alcançar cerca de 6 minutos e 50 segundos por bloco, quase o dobro dos 3 minutos e 43 segundos que caberiam a Lula nesse cenário.

As negociações perderam força depois da revelação de que Flávio pediu recursos ao banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, para financiar um filme sobre Jair Bolsonaro. O episódio agravou a resistência de partidos que avaliavam aderir à candidatura do senador.

A disputa pela propaganda na televisão não se limita aos programas em bloco. O mesmo cálculo determina a quantidade de inserções exibidas durante a programação, consideradas estratégicas por repetirem mensagens, propostas e ataques aos adversários em horários de maior audiência.

No segundo turno, a divisão muda: os dois candidatos classificados passam a ter exatamente o mesmo tempo no rádio e na televisão, independentemente do tamanho de suas coligações.

msn

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