STF autoriza PF a abrir inquérito contra Lulinha por suspeita de tráfico de influência
A Polícia Federal (PF) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a abertura de uma nova investigação para apurar a suspeita de que Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, tenha cometido os crimes de tráfico de influência e corrupção.
A apuração busca verificar a atuação do filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na comercialização de cannabis medicinal, com possíveis ligações a servidores do Ministério da Saúde e ao gabinete presidencial.
Lulinha já era investigado em um inquérito relacionado às fraudes em descontos de aposentados do INSS. No novo pedido, a PF seguiu uma linha de investigação distinta e solicitou a redistribuição do caso, que estava sob a relatoria do ministro André Mendonça. A Procuradoria-Geral da República concordou com a solicitação, mas o inquérito voltou a ser distribuído ao mesmo ministro.
Caso envolve Lulinha e o Careca do INSS
A suspeita é de que Lulinha tenha atuado junto ao governo federal para obter benefícios próprios, em parceria com a empresária Roberta Luchsinger e o lobista Antônio Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”.
Segundo uma testemunha ouvida pela PF, Luchsinger apresentou Antunes a Lulinha. Em depoimento, a empresária afirmou que o filho do presidente tinha uma “curiosidade” sobre cannabis medicinal porque familiares faziam tratamento com medicamentos à base da substância. Esse interesse teria levado Antunes a convidar Lulinha para uma viagem à Europa, em novembro de 2024.
Luchsinger teria recebido R$ 1,5 milhão por serviços de consultoria prestados ao lobista, em cinco parcelas de R$ 300 mil. O trabalho previa tentar viabilizar um contrato com o Ministério da Saúde para disponibilizar medicamentos à base de cannabis ao Sistema Único de Saúde, mas a iniciativa não avançou.
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