O presidente desmoralizado, a instituição sem credibilidade
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, emitiu sua primeira manifestação pública sobre a crise institucional relacionada ao caso Banco Master. Em nota divulgada, Fachin adotou posicionamento interpretado como defesa dos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, ambos questionados por suas relações com o banco de Daniel Vorcaro, investigado na maior fraude financeira da história brasileira.
A manifestação ocorre enquanto reportagens revelam conexões entre ministros do Supremo e figuras envolvidas nas investigações. Fachin, que iniciou sua gestão defendendo autocontenção e a implementação de um código de conduta, expressou confiança na Polícia Federal e no Banco Central, órgãos que têm recebido críticas de Toffoli durante a condução do inquérito.
O presidente do STF classificou como "ameaças e intimidações" as reportagens que documentaram o voo de Toffoli em jato com advogado de investigado, o contrato de R$ 130 milhões entre a esposa de Moraes e o banco, e a sociedade do grupo Vorcaro com familiares de Toffoli em um resort.
"Quem tenta desmoralizar o STF para corroer sua autoridade a fim de provocar o caos e a diluição institucional está atacando o próprio coração da democracia constitucional e do Estado de Direito", escreveu Fachin na nota.
O magistrado acrescentou:
"A crítica é legítima e mesmo necessária. Não obstante, a História é implacável com aqueles que tentam destruir instituições para proteger interesses escusos ou projetos de poder, e o STF não permitirá que isso aconteça."
Investigações da PF e do Banco Central apontam que Vorcaro utilizava recursos obtidos por fraudes para obter influência em setores do poder em Brasília. As apurações não confirmam a versão propagada por milícias digitais financiadas pelo Master, que alegam ter "houve algo muito estranho" no processo de liquidação do banco.
Fachin concluiu sua manifestação afirmando:
"Quem almeja substituir a ousada pedagogia da prudência pelo irresponsável primitivismo da pancada errou de endereço."
Informações de bastidores indicam que a defesa de Toffoli poderia fazer parte de uma estratégia para que o ministro abandonasse a relatoria do processo Master. Em conversas privadas, Toffoli tem negado essa possibilidade.
A permanência de Toffoli como relator representa apenas um aspecto da crise. Os princípios de código de conduta e autocontenção defendidos por Fachin enfrentam seu primeiro grande teste diante dos fatos revelados pela imprensa. Seu posicionamento é desmoralizante e covarde.
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