*O colapso do Banco Master expôs um escândalo que ultrapassa o setor financeiro e revelou ligações entre banqueiros, políticos e integrantes do Judiciário em Brasília, segundo análise da revista britânica The Economist. Para a publicação, o episódio abalou a confiança nas instituições brasileiras. De acordo com a revista, Daniel Vorcaro, que assumiu o controle do banco em 2019, mantinha um padrão de vida luxuoso enquanto o Master crescia oferecendo CDs com juros muito acima do mercado. Depois, veio à tona que a instituição não tinha liquidez e havia vendido ativos sem valor por bilhões de dólares. A fragilidade ficou clara quando o Master tentou ser vendido ao BRB (Banco Regional de Brasília). O maior impacto financeiro recaiu sobre o Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que deverá pagar entre US$ 7,5 bilhões e US$ 10 bilhões aos depositantes — a maior indenização da história do fundo no Brasil. A revista lembra ainda que Vorcaro chegou a ser preso ao tentar deixar o país. O caso ganhou dimensão política quando parlamentares e o Tribunal de Contas passaram a questionar a decisão do Banco Central de liquidar a instituição, em uma interferência considerada incomum. Investigações apontaram relações próximas do banco com políticos do Centrão e ministros do STF, reforçando a percepção pública de falta de imparcialidade. Apesar da crise, a The Economist destaca que o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, saiu fortalecido, ao resistir às pressões políticas e defender maior autonomia da autoridade monetária.
*A extração de ouro colocou o mineral entre os principais produtos da pauta de exportações do Rio Grande do Norte em 2025, com o início da exploração do mineral. Com vendas externas de US$ 91,2 milhões, o ouro passou a ocupar o 4º lugar no ranking estadual, respondendo por 8,4% de tudo o que o RN exportou no ano. Segundo dados da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec) e do Observatório Mais RN (Fiern), o mineral representou 94% de todo o volume exportado pelo grupo de pedras e metais preciosos e semipreciosos, que registrou crescimento de 1.688% em relação a 2024. O avanço está diretamente ligado ao início das operações do Projeto Aura Borborema, em Currais Novos, que começou a produzir em junho e entrou em fase comercial apenas em outubro. Mesmo com poucos meses de atividade plena, os números já foram considerados expressivos pelo governo estadual. A expectativa é de que, em 2026, a mina opere em capacidade total, com produção estimada em 83 mil onças de ouro por ano, o que pode aproximar o mineral do principal item de exportação do estado, atualmente o petróleo. Além do impacto nas exportações, o ouro também liderou a arrecadação da Compensação Financeira pela Exploração Mineral (CFEM) em 2025. Dos R$ 12,64 milhões arrecadados com mineração no RN, R$ 6,96 milhões (52,9%) vieram da extração de ouro em Currais Novos. O projeto gera cerca de 4 mil empregos diretos e indiretos e pode ter sua vida útil ampliada de 11 para até 30 anos, caso avancem as negociações para a exploração de um novo depósito próximo à BR-226. Com a valorização do ouro no mercado internacional e o aumento da produção local, a expectativa do setor é de crescimento ainda mais forte nos próximos anos.
*O Hospital Walfredo Gurgel, principal unidade de saúde do Rio Grande do Norte, voltou a ficar sem tomógrafo. Na madrugada deste sábado (24), o único equipamento em funcionamento apresentou defeito e parou de operar. Foi a segunda vez que o tomógrafo apresentou problemas em 2026, após sucessivas ocorrências de quebras em 2025. A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap-RN) confirmou o problema no equipamento e informou que a falha ocorreu após uma queda de energia durante a madrugada. A Sesap também disse que a assistência técnica já foi acionada para avaliar o problema. Enquanto o serviço segue indisponível no Walfredo, os exames de tomografia estão sendo realizados no Hospital Giselda Trigueiro, em Natal, e no Hospital Deoclécio Marques de Lucena, em Parnamirim. Novo tomógrafo ainda não está em funcionamento: A Sesap informou ainda que o novo tomógrafo, alugado e entregue à unidade em 26 de dezembro, ainda não entrou em operação. O equipamento depende de um reforço na rede elétrica do hospital, com previsão de funcionamento na próxima semana, segundo a Sesap.
*O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou o Canadá com uma tarifa de 100% caso o país vizinho faça um acordo comercial com a China. Ele deu declarações, neste sábado (24), por meio de sua rede, Truth Social. Segundo Trump, se o primeiro-ministro canadense, Mark Carney, “acredita que vai transformar o Canadá em um ponto de entrada para a China enviar bens e produtos para os Estados Unidos, está muito enganado”. – Se Carney pensa que vai transformar o Canadá em um “porto de desembarque” para a China enviar mercadorias e produtos para os Estados Unidos, está redondamente enganado – escreveu. Ele acrescentou que “a China vai devorar o Canadá”: – A China vai devorar o Canadá vivo, consumindo-o completamente, inclusive destruindo seus negócios, tecido social e modo de vida em geral. Se o Canadá fizer um acordo com a China, será imediatamente atingido por uma tarifa de 100% sobre todos os bens e produtos canadenses que entrarem nos EUA. Obrigado pela atenção a este assunto.
*O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se batizou no Rio Jordão na quinta-feira (22), em Israel, e nesta sexta-feira (23) esteve no Muro das Lamentações, em Jerusalém, onde orou pelo Brasil. O batismo foi feito ao lado da esposa. Nas redes sociais, o parlamentar disse que já era batizado, mas que decidiu entrar nas águas para renovar sua fé no local onde, segundo a tradição cristã, Jesus foi batizado. – Já somos batizados, mas mesmo com a água congelante não poderíamos perder a oportunidade de renovar nossa aliança com Deus, descendo às águas do Rio Jordão, em Israel, no mesmo local onde Jesus Cristo foi batizado! – escreveu no X. Flávio está em Israel porque vai participar, nos dias 26 e 27 de janeiro, da Conferência Anual de Combate ao Antissemitismo, que acontece em Jerusalém. O evento deve reunir autoridades, acadêmicos e comunicadores para discutir o crescimento de atos antissemitas em diversos países nos últimos dois anos. Entre os nomes confirmados estão o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, além de lideranças políticas e representantes de organizações judaicas de vários países.

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