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28/01/2026

DINHEIRO DESVIADO DA SAÚDE EM MOSSORÓ SERIA DESTINADO À CAMPANHA DE ALLYSON - APONTA PF

PF aponta que dinheiro desviado da saúde seria destinado à campanha de Allyson

A Polícia Federal apontou que valores desviados por meio de um suposto esquema de fraudes em contratos da saúde pública no Rio Grande do Norte teriam como finalidade o financiamento de futuras campanhas eleitorais. A informação consta em decisão judicial da Operação Mederi, obtida pelo jornalista Dinarte Assunção, do Blog do Dina.

De acordo com o documento, os investigados estariam a arquitetar a acumulação gradual de recursos ilícitos, oriundos de pagamentos indevidos, com o objetivo de utilizá-los em campanhas políticas futuras. Entre as possibilidades mencionadas nas investigações estão campanhas do prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, citado como potencial candidato ao Governo do Estado, e do vice-prefeito Marcos Medeiros.

As informações constam de diálogos interceptados e transcritos na decisão judicial, nos quais os investigados discutem a estratégia de reservar parte dos valores desviados, em vez de realizar repasses imediatos, visando à formação de um montante para uso eleitoral.

“Matemática de Mossoró”: esquema previa divisão fixa de propinas

Na mesma decisão, a Justiça detalha um dos pontos mais sensíveis da investigação, descrito pelos próprios envolvidos como “Matemática de Mossoró” — expressão utilizada para definir a forma como os valores desviados eram calculados e repartidos dentro do suposto esquema criminoso.


Segundo o documento, diálogos interceptados entre empresários da empresa DISMED revelam, de maneira objetiva, a divisão das propinas. Em uma das conversas transcritas, o sócio Oseas Monthalggan afirma que 15% dos valores desviados seriam destinados a “ALLISSON”, referência que a investigação associa ao prefeito Allyson Bezerra.

A decisão judicial aponta ainda que, em determinado áudio, os investigados detalham que, de um lucro estimado em R$ 130 mil, cerca de R$ 100 mil seriam separados para pagamentos ilícitos. Desse montante, 10% ficariam com uma pessoa identificada como “Fátima”, enquanto os 15% restantes seriam destinados ao prefeito, restando apenas R$ 30 mil para a empresa — valor que motivava reclamações entre os sócios quanto à baixa margem de lucro.

O documento descreve também o modus operandi do esquema: a Prefeitura emitia ordens de compra no valor de R$ 400 mil, mas a empresa fornecia efetivamente apenas R$ 200 mil em medicamentos. O valor pago por produtos não entregues seria utilizado para sustentar o lucro empresarial e o pagamento das comissões ilícitas aos agentes políticos.

Para a autoridade policial citada na decisão, esse mecanismo coincide com irregularidades semelhantes já identificadas pela Controladoria-Geral da União (CGU) em outros municípios, envolvendo pagamentos por insumos de saúde não fornecidos.

Conversas citam reserva de propina para projetos políticos

Segundo a decisão, as conversas indicam que parte da propina, mencionada em valores que chegariam a R$ 100 mil, deveria ser separada para fins eleitorais. Em um dos trechos citados, um dos investigados sugere a retirada gradual do dinheiro ilícito, com a finalidade de entregá-lo posteriormente como apoio financeiro a campanhas.


Para a Justiça, o conteúdo dos diálogos demonstra que os envolvidos tinham ciência do cenário político local e estruturavam as supostas ações ilícitas considerando a sucessão eleitoral.


A decisão aponta que a destinação dos recursos desviados da área da saúde teria como finalidade a manutenção e o fortalecimento do grupo político no poder por meio de financiamento irregular de campanhas.

Na mesma decisão, a autoridade policial coloca Allyson Bezerra e o vice-prefeito Marcos Medeiros no topo da estrutura criminosa investigada, apontando que a anuência da cúpula administrativa seria fundamental para o funcionamento do esquema.

O documento ressalta que essa conclusão se baseia na posição hierárquica dos gestores e no controle final sobre contratos e pagamentos.

A investigação também destaca a dimensão financeira do suposto esquema. Dados do Tribunal de Contas do Estado (TCE/RN), citados no inquérito, indicam que a Prefeitura de Mossoró transferiu mais de R$ 13,5 milhões à empresa DISMED entre os anos de 2021 e 2025, considerada a principal beneficiária dos contratos sob apuração.

De acordo com a decisão judicial, no nível intermediário da organização estariam secretários e gestores administrativos, responsáveis por garantir as condições institucionais para a execução dos contratos.

Já no nível operacional, fiscais e gestores de contrato teriam viabilizado pagamentos por materiais não entregues ou fornecidos de forma irregular, mediante atestados falsos.

A Justiça avalia que o volume de recursos públicos envolvidos, aliado à estrutura organizada descrita na investigação, justifica as medidas cautelares adotadas, como mandados de busca e apreensão e bloqueio de bens. O prefeito Allyson Bezerra nega qualquer envolvimento com as irregularidades investigadas.

BNEWS Natal

27/01/2026

TRÊS INVESTIGADOS NO CASO MASTER TEM DEPOIMENTOS DESMARCADOS PELA PF

PF desmarca depoimentos de três investigados no caso Master

A PF (Polícia Federal) desmarcou os depoimentos de três investigados que seriam ouvidos nesta terça-feira (27) no inquérito que apura fraudes no Banco Master no STF (Supremo Tribunal Federal). Apenas um suspeito de envolvimento no esquema depôs.

Os advogados de Robério Cesar Bonfim Mangueira, superintendente de Operações Financeiras do BRB, Angelo Antonio Ribeiro da Silva, ex-diretor do Master, e de Augusto Ferreira Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro, disseram à delegada Janaína Palazzo que não tiveram acesso total à investigação.

Apenas o ex-diretor do Master Luiz Antonio Bull prestou depoimento. Ele foi preso na primeira fase da Operação Compliance Zero, em novembro, e desde então é monitorado por tornozeleira eletrônica. Seu depoimento foi por videoconferência.

O advogado Augusto de Arruda Botelho, que atua na defesa de Bull, afirmou a jornalistas, após a oitiva, que o ex-diretor respondeu a todas as perguntas e que sempre esteve e continuará à disposição das autoridades.

A estratégia dos advogados é similar à que foi adotada na segunda-feira (26) pela defesa de outros dois investigados. Os depoimentos foram marcados por ausências e silêncio de investigados.

Dois investigados se ausentaram dos depoimentos que aconteceram no STF. Henrique Souza e Silva Peretto e André Felipe de Oliveira Seixas Maia, ambos executivos da Tirreno, empresa investigada no esquema, deixaram de ir ao tribunal.

O superintendente-executivo de tesouraria do Master, Alberto Felix de Oliveira Neto, permaneceu em silêncio durante todo o depoimento. Antes do início dos questionamentos, declarou apenas que cumpria ordens na instituição financeira.

CNN

ERA UMA VEZ UMA CANDIDATURA CHAMADA ALLYSON BEZERRA LÁ DE MOSSORÓ...

Prefeito de Mossoró é alvo de busca da PF por suspeita de desvios na saúde

A Polícia Federal realiza hoje uma operação contra um esquema criminoso voltado ao desvio de recursos públicos e fraudes em licitações em Mossoró, no Rio Grande do Norte.

O prefeito Allyson Bezerra (União Brasil-RN) é um dos alvos, apurou a coluna. O UOL tenta contato com a Prefeitura de Mossoró.

Estão sendo cumpridos 35 mandados de busca e apreensão no estado, além da adoção de medidas cautelares e patrimoniais, segundo a PF.

As investigações apontam indícios de irregularidades em contratos de fornecimento de insumos para a rede pública de saúde, envolvendo empresas sediadas no Rio Grande do Norte que atuavam junto a administrações municipais de diversos estados.

De acordo com a PF, auditorias identificaram falhas na execução contratual, incluindo indícios de não entrega de materiais, fornecimento inadequado e sobrepreço.

Os investigados poderão responder por crimes relacionados a desvios de recursos públicos e fraudes em contratações administrativas.

15/01/2026

EX-NORA DE LULA ENTRE OS ALVOS QUE TEM OPERAÇÃO AVANÇADA PELA PF

PF avança em operação que tem ex-nora de Lula entre os alvos

A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (15), a terceira fase da Operação Coffee Break, com o objetivo de aprofundar as investigações sobre supostas fraudes em processos de licitação pública envolvendo materiais didáticos em prefeituras do interior paulista.

Em novembro, Carla Ariane Trindade, ex-mulher de Marcos Cláudio Lula da Silva, enteado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), foi alvo da Polícia Federal por suspeita de receber propinas do empresário André Gonçalves Mariano, apontado como pivô do esquema. Ela nega as acusações.

Na atual etapa da ofensiva foram cumpridos três mandados de busca e apreensão no estado de São Paulo, além da execução de medidas de constrição patrimonial.

A Polícia Federal acredita que o esquema de corrupção e desvio de recursos públicos da educação investigado na Operação Coffee Break estaria em funcionamento desde, pelo menos, 2021, com ramificações por diferentes prefeituras de São Paulo. O relatório parcial do inquérito crava que agentes públicos, lobistas, doleiros e um empresário formaram uma “organização criminosa estruturada”.

Na fase anterior da Operação Coffee Break, deflagrada em 13 de novembro, a Polícia Federal prendeu seis pessoas sob suspeita de fraudes em licitações nos municípios de Sumaré e Hortolândia, no interior de São Paulo. Entre os alvos estava o vice-prefeito de Hortolândia, Cafu César (PSB), que foi preso na ocasião.

As investigações se concentram na empresa Life Tecnologia Educacional, que recebeu cerca de R$ 70 milhões para o fornecimento de kits e livros escolares a três prefeituras paulistas. Segundo a Polícia Federal, os contratos teriam sido direcionados e superfaturados, com parte dos valores desviada para empresas de fachada.

De acordo com os investigadores, o dono da Life, André Mariano, contratou Carla Ariane Trindade para obter vantagens junto ao governo federal. Em uma agenda apreendida pela PF, o nome de Carla aparecia acompanhado do apelido “Nora”, em referência ao seu antigo vínculo familiar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A Polícia Federal sustenta que recursos do Ministério da Educação destinados à compra de materiais didáticos foram desviados por meio do direcionamento e do superfaturamento de contratos. Os crimes apurados incluem corrupção ativa e passiva, peculato, fraude em licitação, lavagem de dinheiro, contratação direta ilegal e organização criminosa.

Os investigadores afirmam haver indícios de que a ex-nora do presidente Lula atuou em Brasília para viabilizar a liberação de recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) em favor da empresa investigada. A PF também aponta que Kalil Bittar, ex-sócio de um dos filhos de Lula, teria desempenhado papel semelhante.

Carla Ariane foi casada com Marcos Cláudio Lula da Silva, filho da ex-primeira-dama Marisa Letícia. Kalil é irmão de Fernando Bittar, um dos proprietários do sítio de Atibaia investigado na Lava Jato, e foi sócio de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, na empresa Gamecorp.

A investigação identificou que Carla viajou a Brasília acompanhada de André Mariano. Em uma dessas datas, Mariano tinha reunião agendada no FNDE, órgão responsável pela liberação dos recursos destinados aos contratos da Life.

AE

14/01/2026

OPERAÇÃO CONTRA O BANCO MASTER PF APREENDE CERCA DE R$ 5,7 BILHÕES EM BENS - VEJA

Veja o que foi apreendido pela PF em operação contra o Banco Master

Itens apreendidos pela PF na operação contra o Banco Master


A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quarta-feira (14) mais uma fase da operação “Compliance Zero”, com o objetivo de desarticular a prática dos crimes de organização criminosa, gestão fraudulenta de instituição financeira, manipulação de mercado e lavagem de dinheiro.

O alvo principal da operação é a instituição do Banco Master e o dono, Daniel Vorcaro.

Foram apreendidas armas, relógios, carros e dinheiro nos mandados de busca e apreensão realizados na Bahia, Minas Gerais, São Paulo, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro.

Ao todo, cerca de R$ 5,7 bilhões em bens foram bloqueados.




As medidas judiciais visam interromper a atuação da organização criminosa, assegurar a recuperação de ativos e dar continuidade às investigações.

DP

PQP: PF PODERÁ INVESTIGAR FLÁVIO BOLSONADO POR ASSOCIAR LULA A MADURO - NA PRÓXIMA ASSOCIA AO PAPA

PF analisa pedido encaminhado por Lewandowski para investigar Flávio

A PF (Polícia Federal) analisa um pedido para eventual investigação contra o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Após análise, a PF pode ou não abrir um inquérito.

A solicitação foi enviada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, ainda sob o comando de Ricardo Lewandowski, com base em pedido da deputada federal Dandara Tonantzin (PT-MG), em 7 de janeiro. O caso chegou à PF no dia seguinte (8).

A parlamentar pede que a PF investigue o senador por publicações que associam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao ditador venezuelano Nicolás Maduro. O envio foi uma das últimas ações de Lewandowski à frente da pasta, que entregou sua carta de demissão a Lula na quinta-feira (8).

No documento, a deputada denuncia uma suposta prática de crimes contra a honra de Lula ao citar uma postagem do pré-candidato do PL à Presidência dizendo que Lula seria "delatado", o que causaria “o fim do Foro de São Paulo”. A publicação foi feita após o venezuelano ter sido capturado pelos Estados Unidos.

Nessa análise do pedido, a PF pode abrir inquérito, pode entender que não há elementos para investigação ou definir que não é de sua competência e enviar o caso à outra esfera.

A CNN procurou a equipe de Flávio Bolsonaro e aguarda manifestação.

msn

PF FAZ BUSCAS EM ENDEREÇOS DO DONO DO BANCO MASTER E PARENTES DELE

Banco Master: PF faz buscas em endereços de Daniel Vorcaro e parentes dele

A Polícia Federal realiza nesta quarta-feira (14) uma segunda fase da operação sobre um suposto esquema de fraudes financeiras no Banco Master que inclui buscas em endereços ligados a Daniel Vorcaro, dono do banco, e parentes dele, incluindo o pai, a irmã e o cunhado dele.

O empresário Nelson Tanure e o investidor João Carlos Mansur, ex-presidente da gestora de fundos Reag Investimentos, também estão entre os alvos.

A investigação detectou que havia captação de dinheiro, aplicação em fundos e desvio para o patrimônio pessoal de Vorcaro e parentes.

Procurada, a defesa Vorcaro disse que ainda não teve acesso aos autos da operação e reiterou que seu cliente tem colaborado com as autoridades. A defesa dos demais alvos da operação não foi localizada.

👉 Contexto: O caso do Banco Master virou o centro de um escândalo financeiro nacional e de uma disputa institucional. Em novembro, o Banco Central determinou a liquidação extrajudicial do banco. A liquidação ocorreu após suspeitas de fraude na venda de carteiras de crédito do Master para o Banco de Brasília (BRB) no valor de R$ 12,2 bilhões. Para o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, essa pode ser a "maior fraude bancária" do país.

No entanto, a liquidação pelo BC passou a ser questionada. O Tribunal de Contas da União (TCU) determinou uma inspeção em documentos relativos ao processo. Nesse meio tempo, o BC começou a ser alvo de ataques digitais com o objetivo de desacreditar a sua atuação. A PF apura pagamentos milionários a influenciadores. Diante das fraudes detectadas, a tendência é que o parecer técnico respalde a decisão da autoridade monetária.


Clique no link abaixo e veja a matéria completa: 

07/01/2026

LULINHA É CITADO EM INQUÉRITO DA PF EM DIÁLOGOS, ANOTAÇÕES E PASSAGENS COM 'CARECA DO INSS'

Inquérito da PF cita Lulinha em diálogos, anotações e passagens com ‘Careca do INSS’

A Polícia Federal deparou-se com menções a um dos filhos do presidente Lula (PT) ao investigar fraudes bilionárias a aposentadorias e pensões do INSS. No inquérito, Fábio Luís Lula da Silva, o “Lulinha”, é citado em diálogos de WhatsApp, anotações, passagens aéreas e em depoimento de uma testemunha que menciona pagamento de 25 milhões ao filho do presidente, sem especificar em qual moeda, além de mesada de R$ 300 mil.

As menções levaram a PF a informar ao Supremo Tribunal Federal (STF) que investigará a se Lulinha é o não um “sócio oculto” do acusado de liderar o esquema de descontos criminosos nos benefícios do INSS, o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”.

As informações reveladas pelo Estadão detalham que a PF relatou ao STF citações a Lulinha no depoimento do empresário Edson Claro; em celulares apreendidos durante as investigações, e em passagens aéreas localizadas pela corporação.


Outro detalhe aponta a empresária Roberta Luchsinger como suspeita de intermediar a relação de Lulinha com Careca do INSS. Ela firmou contrato de consultoria que lhe rendeu R$ 1,5 milhão repassados pelo acusado de liderar o esquema criminoso.
As menções

O jornalista Aguirre Talento relatou que, em 29 de outubro do ano passado, Edson Claro disse em depoimento que teria ouvido de Careca do INSS que Lulinha também seria seu sócio em sua empresa do setor da cannabis medicinal. Além disso, disse que o acusado de liderar o esquema detalhou pagamentos de R$ 25 milhões ao filho do ex-presidente.

“Antônio afirmou diversas vezes que ‘Fábio Lula’ era seu sócio nesse projeto, e que participou de cerca de três reuniões sobre o tema. Antônio [Careca] comentou ter enviado dinheiro a Fábio Lula, mencionando um valor aproximado de 25 milhões, sem especificar se em reais, euros ou dólares, e que tais recursos seriam provenientes da comercialização de kits de dengue. Antônio também teria dito ter antecipado valores a Fábio, inclusive pagamentos mensais de cerca de R$ 300 mil, referidos como uma espécie de ‘mesada’”, disse Edson Claro, em depoimento.

Um desses pagamentos é identificado em printe de mensagem do Careca do INSS, via WhatsApp, como destinado ao “filho do rapaz”. O que levou a PF a supor ser uma menção a Lulinha.

Em outro diálogo, após a Operação Sem Desconto deflagrada em abril de 2025, a empresária Roberta alerta a Careca que um envelope com o nome do “nosso amigo” foi recolhido em busca e apreensão. Ela cita “envelope ingresso para show”. E a PF apreendeu anotação à mão que tratava de ingressos para camarote, indicando a intenção de ocultar que um dos destinatários seria Lulinha: “Mínimas informações possíveis. CPF – Fábio (filho Lula)”, era o manuscrito publicado pelo Estadão.

A PF ainda encontrou diversas passagens aéreas de Roberta e Lulinha, compradas em conjunto com o mesmo código localizador. Mas ainda não foi identificado quem bancou viagens como entre São Paulo para Brasília, em 2025, e outra de São Paulo a Lisboa, capital portuguesa onde seriam expandidos os negócios da canabis medicinal de Careca do INSS.
‘Sem vínculos diretos’

A PF pondera, ao afirmar que, até o momento, não foram há indícios da participação direta de Lulinha nos fatos investigados. E a defesa de Roberta Luchsinger ressaltou ao Estadão que tem relação pessoal, há anos, com Lulinha e sua família, e que, por isso, já foi alvo de ataques anteriores. Além disso, alegou que a empresária atuou em tratativas iniciais que não prosperaram, na área da regulação do setor de empresas de canabidiol.

O advogado de Lulinha, Marco Aurélio de Carvalho, tratou as informações como ilação corriqueira, diante da qual o filho do presidente estaria “absolutamente tranquilo e acostumado”. E destacou que Lulinha reforça não ter relação direta ou indireta com o INSS. “Isso é mais uma vilania, mais uma tentativa de desgastar o governo”, afirmou o advogado, ao Estadão.

ROUBO DOS APOSENTADOS

PF investiga relações de Lulinha com ‘Careca do INSS’

A Polícia Federal (PF) informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que encontrou menções suspeitas relacionadas ao filho do presidente Lula (PT), Fábio Luís, o “Lulinha”, em três diferentes conjuntos de informações ligadas às fraudes e descontos indevidos de aposentados e pensionistas do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).

A PF investiga o suposto conluio de Lulinha com Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, e sua atuação como sócio oculto em negócios relacionados ao governo federal.

O advogado Marco Aurélio de Carvalho, da defesa de Lulinha, afirmou que as acusações são “ilações” e que o filho do presidente nunca teve relação com o INSS. A defesa de Antônio Carlos Camilo não se manifestou a respeito do caso, pois ainda não teve acesso à íntegra da nova investigação.

A PF enviou os autos ao ministro André Mendonça, relator do caso na Suprema Corte, nos quais ressaltam a participação do filho do presidente em conversas, mas até agora nada foi encontrado como prova direta de sua participação na organização criminosa.

A hipótese das investigações afirma que a suposta atividade de Lulinha e do Careca do INSS foi intermediada por meio de uma mulher chamada Roberta Luchsinger, empresária e amiga dos dois citados. Roberta foi alvo de busca e apreensão na última fase da operação “Sem Desconto”, deflagrada no fim do ano passado. Segundo os autos, Luchsinger firmou um contrato com o Careca do INSS no valor de R$ 1,5 milhão, para fins de ajudá-lo na prospecção de negócios ligados ao governo federal, como divulgado pelo Estadão nesta quarta-feira (7).

Em nota, a defesa de Roberta Luchsinger afirmou que a procura do Careca pelos seus serviços foi para atuar na regulação do setor de empresas de canabidiol e que os negócios “se mantiveram apenas em tratativas iniciais e não chegaram a prosperar”. A defesa também diz que nenhum contrato público foi celebrado ou firmado.

A defesa afirmou ainda que a empresária “possui relação pessoal com Fábio Luís e sua família há vários anos e não é a primeira vez que surgem ataques a Roberta ou a Fábio, fruto de sua amizade”.

A PF citou que Lulinha “poderia atuar como sócio oculto” do Careca do INSS, por intermédio de Roberta. “A fim de dar transparência à investigação para todos os atores da persecução penal, a partir da relação estabelecida entre ANTÔNIO CAMILO e ROBERTA LUCHSINGER, vislumbra-se a possibilidade de vínculo indireto entre ANTÔNIO CAMILO e terceiro que, em tese, poderia atuar como sócio oculto, por intermédio da mencionada ROBERTA, que funcionaria como elo entre ambos. Tal pessoa pode ser FÁBIO LULA DA SILVA”, escreveu a PF.

Em sua representação, a PF diz que os fatos serão investigados com o objetivo de cumprir o regimento constitucional “livre de interferências externas ou narrativas políticas”.

As informações que estão sendo investigadas citam o nome do filho de Lula (PT), em desdobramentos da última operação da PF, que resultou em diversas prisões de nomes importantes, até mesmo do Ministério da Previdência.

“Cumpre destacar que, até o presente momento, não há indícios de que FÁBIO LULA esteja diretamente envolvido nas condutas relativas aos descontos associativos fraudulentos. No meio político é comum que indivíduos afirmem deter proximidade ou influência junto a terceiros com o objetivo de obter vantagens diversas. Em investigações policiais, tais afirmações devem ser analisadas com cautela e submetidas a verificação rigorosa, a fim de evitar conclusões precipitadas”, diz a representação.

Após dizer que as menções a Lulinha serão investigadas, a PF ressalta que adotará todas as providências necessárias para apurar os fatos.

“Nesse cenário, as referências colhidas até o momento apontam para menções realizadas por terceiros e vínculos indiretos, que sugerem a possível participação de FÁBIO LULA em movimentações destinadas a fomentar projetos empresariais de ANTÔNIO CAMILO. Eventualmente confirmadas as citações e hipóteses criminais levantadas, e uma vez deferidas e cumpridas as medidas cautelares propostas neste representação, a Polícia Federal adotará todas as providências necessárias ao fiel cumprimento de sua missão constitucional: entregar a verdade dos fatos aos legitimados da persecução penal, livre de interferências externas ou narrativas políticas.”

O “Careca do INSS” está preso, por ordem de André Mendonça, desde setembro do ano passado. Ele é apontado como o líder central da gatunagem contra os aposentados. Em dezembro, seu filho, Romeu Antunes, foi preso, junto ao nº 2 da Previdência, Adroaldo Portal.

Antes da revelação dos fatos, o colegiado da CPMI do INSS votou o requerimento de convocação para que Lulinha prestasse depoimento. Contudo, uma ala ligada ao governo federal “blindou” a indicação, votando contra. Um novo requerimento deve ser apresentado na volta dos trabalhos da comissão, marcada para a segunda semana de fevereiro, conforme o anúncio do presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG).

Questionado anteriormente sobre o assunto, o presidente Lula chegou a dizer que “se tiver filho meu envolvido nisso, ele será investigado”.

DP

01/01/2026

MAIS IMPORTANTE SERIA PRESTAR CONTAS DO DINHEIRO A POPULAÇÃO ROTINEIRAMENTE

PF apreendeu R$ 9,5 bilhões em operações contra o crime em 2025; saiba para onde vão o dinheiro e os bens apreendidos

A Polícia Federal apreendeu R$ 9,5 bilhões em operações de combate ao crime entre janeiro e novembro de 2025. O montante inclui dinheiro em espécie, valores bloqueados em contas bancárias e bens apreendidos durante investigações em todo o país.

Parte dos recursos foi encontrada em dinheiro vivo com investigados e depositada em contas judiciais da Caixa Econômica Federal, à disposição da Justiça.

Os valores ficam retidos até o fim dos processos e podem ser usados para ressarcir vítimas, pagar multas ou, na ausência de prejudicados diretos, retornar aos cofres públicos.

Se não houver condenação ao final do processo, o dinheiro e os bens apreendidos podem ser devolvidos aos investigados, desde que fique comprovada a inexistência de crime ou de responsabilidade penal.

Moedas falsificadas são encaminhadas ao Banco Central, enquanto moedas estrangeiras ficam custodiadas pela Caixa.

28/12/2025

'PAI DA URNA ELETRÔNICA' QUE JA FOI RECEBIDO COM HONRAS POR MORAES, TEM A PF SEGUINDO NA SUA CAPTURA

PF segue na captura de “pai da urna eletrônica”, que em 2022 foi recebido com honras no TSE, por Moraes

A Polícia Federal não conseguiu localizar Carlos Rocha, presidente do Instituto Voto Legal, um dos dez alvos de mandados de prisão domiciliar expedidos pelo ministro Alexandre de Moraes. Os mandados foram emitidos na sexta-feira (27), relacionados a processos em andamento no Supremo Tribunal Federal.

Segundo informações obtidas, a defesa de Rocha comunicou às autoridades que o engenheiro não mora mais no endereço onde a PF realizou as buscas e ainda não informou sua atual localização. Caso não se apresente voluntariamente, ele poderá ser declarado foragido, o que pode resultar na conversão da prisão domiciliar cautelar em preventiva.

Rocha foi condenado a cumprir 7 anos e 6 meses em regime de prisão domiciliar. A sentença está relacionada ao estudo técnico que elaborou a pedido do Partido Liberal questionando os resultados das eleições de 2022. O STF considerou que o relatório, apesar do reconhecido conhecimento do engenheiro sobre sistemas de votação eletrônica, não apresentava fundamentação técnica adequada.

O ex-assessor internacional Filipe Martins também está entre os alvos dos mandados de prisão domiciliar, junto com outros oito condenados no mesmo processo relacionado ao que foi caracterizado como trama golpista. A decisão judicial ocorreu após Silvinei Vasques, ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal, tentar fugir.

Moraes justificou a medida citando risco de fuga, mesmo que os alvos não tenham violado medidas cautelares anteriormente impostas. A decisão tem provocado questionamentos no meio jurídico quanto à sua fundamentação e legalidade.

O advogado constitucionalista André Marsiglia criticou a abordagem do ministro, classificando-a como "fórmula medieval" por punir indivíduos por ações cometidas por terceiros. Ele mencionou casos semelhantes envolvendo familiares de figuras públicas, como a esposa de Alexandre Ramagem, a mãe de Carla Zambelli e a filha de Oswaldo Eustáquio.

26/12/2025

ESTREMECE BRASÍLIA O VAZAMENTO DA INVESTIGAÇÃO DA PF SOBRE DONO DO BANCO MASTER

Vazamento da investigação da PF sobre Daniel Vorcaro estremece Brasília

A Polícia Federal (PF) encontrou documentos confidenciais de inquéritos no aparelho celular do banqueiro Daniel Vorcaro durante análises realizadas na Operação Compliance Zero. Investigadores confirmaram que o empresário teve acesso a trechos de investigações sigilosas antes que fossem oficialmente disponibilizados à sua defesa.

Os documentos encontrados no dispositivo contêm informações específicas sobre a negociação entre o Banco Master e o BRB, principal foco das investigações conduzidas pela PF. A análise do material revelou que Vorcaro obteve acesso antecipado a conteúdos restritos relacionados à transação entre as duas instituições financeiras.

A Federal também investiga indícios de que o banqueiro teria contratado hackers. Conversas interceptadas entre Vorcaro e um colaborador indicam solicitações para invasão de sistemas com objetivo de acessar arquivos restritos e interferir na divulgação de informações sobre o banco sob seu comando.

Os investigadores identificaram ainda o uso de sistemas automatizados para manipular a visibilidade de conteúdos na internet. A estratégia aparentemente buscava reduzir o alcance de notícias desfavoráveis enquanto promovia materiais positivos sobre sua imagem pessoal e a reputação do Banco Master no mercado financeiro.

Uma frente paralela da investigação examina uma possível fraude que atinge R$ 12 bilhões. A PF suspeita que o Banco Master vendeu ao BRB carteiras de crédito consignado inexistentes, em operação que supostamente encobriria perdas financeiras da instituição vendedora.

A defesa de Vorcaro contesta as acusações. Os advogados afirmam que não houve irregularidades na operação entre os bancos. Segundo eles, o contrato com o BRB previa a possibilidade de substituição de ativos caso fossem detectadas inconsistências nas operações, o que descaracterizaria a alegação de fraude.

O caso tramita em diferentes instâncias do judiciário. Vorcaro foi liberado em 29 de novembro após decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1). O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, assumiu posteriormente a condução do processo devido à apreensão de documentos que mencionavam uma transação imobiliária envolvendo o deputado federal João Carlos Bacelar, do PL da Bahia.

Toffoli determinou a retomada imediata dos depoimentos dos investigados. Para a equipe da PF, a descoberta dos documentos confidenciais reforça a hipótese de que o banqueiro considerou deixar o país por temer uma eventual ordem de prisão preventiva.

jornaldacidadeonline

17/12/2025

TENTANDO DESTRUIR PROVAS DEPUTADO JOGA CELULAR PELA JANELA DURANTE OPERAÇÃO

Durante operação, deputado tenta destruir provas e joga celular pela janela

A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (16) uma ampla operação para desarticular uma organização criminosa suspeita de envolvimento em esquemas de corrupção e lavagem de dinheiro. Um dos principais alvos é o deputado federal Antônio Leocádio dos Santos (MDB), conhecido como “Antônio Doido”, que acabou protagonizando um episódio inusitado durante o cumprimento das ordens judiciais.

Segundo relatos de agentes que participaram da ação, o parlamentar teria tentado dificultar o trabalho da Polícia Federal ao arremessar seu telefone celular pela janela no momento em que os mandados estavam sendo executados. A atitude, de acordo com os investigadores, teria como objetivo impedir a apreensão do aparelho e o acesso a possíveis provas.

A operação cumpre 31 mandados de busca e apreensão autorizados pelo Supremo Tribunal Federal (STF), com diligências realizadas em endereços localizados no estado do Pará e também no Distrito Federal. O inquérito que embasou a ação está sob relatoria do ministro Flávio Dino, no STF.

As investigações indicam que o grupo criminoso desviava recursos públicos oriundos de emendas parlamentares e de verbas estaduais, utilizando fraudes em processos licitatórios como principal mecanismo. Após o desvio, os valores eram empregados no pagamento de vantagens indevidas e na ocultação de bens, caracterizando, segundo a PF, práticas típicas de lavagem de dinheiro.

Com base nos fatos apurados, os investigados poderão responder por uma série de crimes, entre eles corrupção eleitoral, corrupção ativa e passiva, irregularidades em licitações, lavagem de dinheiro e organização criminosa. A apuração segue em andamento, e novos desdobramentos não estão descartados.

A ofensiva da Polícia Federal ocorre poucos dias depois de a Justiça Eleitoral ter declarado Antônio Doido inelegível por um período de oito anos. A decisão foi proferida no início deste mês e representa mais um revés judicial para o deputado.

Em sentença publicada no dia 3 de dezembro, o juiz Adelino Arrais Gomes da Silva, da 72ª Zona Eleitoral de Ananindeua, na Grande Belém, concluiu que o parlamentar cometeu abuso de poder político e econômico durante as eleições municipais de 2024, quando disputou o cargo de prefeito. A decisão, que produz efeitos até 2032, ainda é passível de recurso.

De acordo com o Tribunal Regional Eleitoral do Pará (TRE-PA), ficou comprovado no processo que o deputado utilizou recursos públicos provenientes de emendas parlamentares para promover sua imagem pessoal e influenciar eleitores. Entre as práticas apontadas estão o financiamento de grandes eventos, como shows e sorteios de prêmios de alto valor, além da associação direta de obras públicas ao seu nome, acompanhadas de pedidos explícitos de votos.
jornaldacidadeonline

16/12/2025

PELA 1ª VEZ, PRESSIONADO, DIRETOR DA PF FALA SOBRE ENVOLVIMENTO DE LULINHA NA FARRA DO INSS

Pressionado, Diretor da PF de Lula fala pela 1ª sobre envolvimento de Lulinha na Farra do INSS

Totalmente desajeitado, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, comentou nesta segunda-feira (15) a menção ao nome de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, nas investigações do esquema denominado Farra do INSS. O caso envolve um depoimento à PF no qual um ex-funcionário de Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como "Careca do INSS", afirma que o lobista teria feito um pagamento de R$ 25 milhões ao filho de Lula e que pagava uma "mesada" de aproximadamente R$ 300 mil.

Questionado se Lulinha estaria sendo formalmente investigado pela corporação, Rodrigues evitou confirmações diretas.

"Eu não posso fulanizar e falar detalhes de investigações que não tenho detalhes. (...) Então, eu desconheço esse detalhe desse processo, creio que o processo está sob sigilo, e que INFELIZMENTE SURGIU ESSA POSSIBILIDADE, mas não posso comentar pelo sigilo da investigação".

O diretor da PF ressaltou que a instituição segue os mesmos procedimentos para todos os casos.

"O que posso dizer é que isso se aplica a todos: não vale essa exploração midiática da citação para que já haja uma pré-condenação quase jurídica de quem quer que seja. E isso eu já falei em relação a pessoas citadas em apurações nossas do campo político da oposição ao governo, do campo político do governo… E é assim que nós vamos seguir com responsabilidade e apurando tudo que for necessário", afirmou.

Paralelamente, o relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), apresentou documentos que comprovam que Lulinha e o “Careca do INSS”, embarcaram juntos para Lisboa em 2024.

Veja o vídeo com o relator da CPMI, Alfredo Gaspar, comentando o caso:

12/12/2025

NOSSOS TRÊS PODERES É UMA DESONRA PARA QUALQUER NAÇÃO

PF faz buscas contra assessora de Arthur Lira na Câmara para apurar desvios de emendas

A Polícia Federal cumpre mandados de busca e apreensão nesta sexta-feira, 12, contra uma assessora do ex-presidente da Câmara dos Deputados Arthur Lira (PP-AL) para investigar suspeitas de desvios de recursos por meio de emendas parlamentares. O alvo da operação é Mariângela Fialek, considerada braço-direito de Lira para a viabilização de emendas parlamentares.

Ela foi assessora técnica da Presidência da Câmara durante a gestão de Lira. Atualmente, de acordo com o portal da Câmara dos Deputados, ela é lotada na liderança do PP.

O deputado foi procurado para comentar a operação. O Estadão busca contato com a assessora.

A Operação Transparência foi autorizada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), a pedido da PF.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) foi consultada e concordou com as buscas.

A investigação teve início a partir de um depoimento prestado pelo deputado Glauber Braga (PSOL-RJ), que acusou Lira de manipular o orçamento secreto.

O deputado José Rocha (União-BA), ex-presidente da Comissão de Integração Nacional e Desenvolvimento Regional, também foi ouvido pela Polícia Federal.

Policiais federais cumprem dois mandados de busca e apreensão em Brasília, um deles no gabinete de trabalho de Mariângela na Câmara dos Deputados.

Os crimes investigados são peculato, falsidade ideológica, uso de documento falso e corrupção.

Estadão Conteúdo

09/12/2025

OPERAÇÃO DA PF APURA CRIMES FINANCEIROS E LAVAGEM DE DINHEIRO EM NATAL

PF deflagra, em Natal, operação para apurar crimes financeiros e lavagem de dinheiro

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira (9), a Operação CA/CL destinada a apurar crimes financeiros e lavagem de dinheiro praticados por organização criminosa especializada em obter empréstimos e linhas de crédito mediante fraudes, utilizando empresas de fachada ou registradas em nome de terceiros com a intenção de não honrar os valores contratados.

As investigações apontam que o esquema envolvia múltiplos participantes e seguia um padrão estruturado. Entre as práticas identificadas, destaca-se o uso de empresas inativas, alterações societárias para inclusão de laranjas, aumento fictício de capital social, apresentação de documentos fiscais ideologicamente falsos, indicação de endereços incompatíveis e utilização de garantias inexistentes. Também foram constatadas emissões de notas fiscais falsas posteriormente canceladas e a suposta utilização de máquinas pesadas inexistentes como garantia.

O grupo contava ainda com a participação de um funcionário de instituição financeira federal, responsável por inserir informações falsas em sistemas internos de avaliação de risco, ignorar alertas e aprovar créditos sem a verificação adequada. Algumas empresas chegaram a declarar faturamento de milhões de reais sem possuir qualquer empregado registrado. Esse agente atuava para dois núcleos distintos do esquema, cada qual com sua própria estrutura de lavagem de dinheiro.

Após a liberação ilícita dos valores, as quantias eram pulverizadas entre empresas de fachada e contas de pessoas físicas ligadas ao grupo, com aquisição de veículos e imóveis destinados à blindagem patrimonial. Parte desses bens era registrada em nome de terceiros, e veículos de alto valor eram transportados para outros estados para dificultar o rastreamento.

As apurações também indicaram que o funcionário investigado adquiriu bens incompatíveis com sua capacidade financeira. Informações encaminhadas à Polícia Federal apontaram ao menos 20 empresas utilizadas entre 2022 e 2025 para a prática reiterada das fraudes, gerando prejuízo estimado em milhões de reais. Há indícios de que outras empresas também tenham sido utilizadas, o que pode ampliar o montante apurado.

Na manhã de hoje, oito equipes da Polícia Federal cumpriram mandados expedidos pela Justiça Federal, incluindo uma prisão preventiva e cinco prisões temporárias. Também foram determinadas medidas de bloqueio de contas bancárias e restrições sobre veículos e imóveis adquiridos com recursos ilícitos ou mantidos em nome de terceiros.

Durante as buscas, foram apreendidos documentos, mídias eletrônicas, veículos, registros contábeis e outros materiais relacionados ao esquema de fraudes e lavagem de dinheiro. Os itens recolhidos subsidiarão novas etapas da investigação e poderão revelar outros participantes.

Os investigados poderão responder por crimes financeiros, lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa.

TN

28/11/2025

OPERAÇÃO DA PF SAI A CAÇA DE AGENTES QUE 'ROUBARAM' DINHEIRO DE CONTRATOS FINANCIADOS COM EMENDAS

PF cumpre mandados no RN em operação sobre desvios em contratos financiados com emendas

A Polícia Federal faz buscas nesta sexta-feira, 28, para aprofundar uma investigação sobre irregularidades em contratos de pavimentação do Departamento Nacional de Obras Contra a Seca (DNOCS) financiados com emendas parlamentares. O prejuízo é estimado em mais de R$ 22 milhões.

O Estadão apurou que não há mandados contra deputados e senadores. Os alvos são empresas e pessoas com poder de gestão nos contratos. A Operação Fake Road foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Os mandados de busca e apreensão são cumpridos em Fortaleza (9) e Natal (2).

As investigações tiveram início a partir de auditorias da Controladoria-Geral da União (CGU), que identificaram indícios de superfaturamento, execução parcial ou inexistente dos serviços, medições fraudulentas e favorecimento indevido de empresas contratadas.

A Polícia Federal encontrou indícios de que servidores públicos e empresários se uniram “em possível organização criminosa voltada ao desvio de recursos públicos”.

O STF também determinou o bloqueio judicial de bens e dinheiro, indisponibilidade de imóveis e veículos e a quebra de sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático dos investigados.

“A operação conta com a participação de aproximadamente 50 policiais federais e tem por finalidade coletar novas provas, assegurar a interrupção de eventuais práticas ilícitas e reforçar o compromisso da Polícia Federal no combate ao desvio de recursos públicos e à corrupção”, informou a PF.

Com informações do Estadão Conteudo