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29/03/2026

O TRISTE ENTERRO, AINDA EM VIDA, DA CPMI DO INSS

Os coveiros da CPMI do INSS

Esta semana assistimos ao triste enterro, ainda em vida, da CPMI do INSS, promovido pelos coveiros do STF e por deputados da base do Governo.

Nas democracias, nem todos os poderes de um parlamento são atribuídos e exercidos pela maioria de seus membros, pois, se assim o fosse, estaríamos diante de uma ditadura travestida de democracia, já que o Governo, via de regra, possui a maioria dos votos do Congresso.

Apenas para exemplificar, poder-se-ia citar a Venezuela, que se dizia um país democrático, mas era comandada por um ditador que manipulava eleições e mantinha o Congresso e o Judiciário sob a sua influência.

Objetivando o respeito ao direito da minoria e a mitigação do poder absoluto do Governo e de sua base congressual, a Constituição Federal previu, em seu artigo 58, § 3º, as Comissões Parlamentares de Inquérito, que terão poderes de investigação próprios das autoridades judiciais e serão criadas pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal, em conjunto ou separadamente, mediante requerimento de um terço de seus membros.

Pela norma constitucional, percebe-se que a democracia, como governo da maioria, não significa a vedação completa da atuação das minorias.

Pois bem, criada a CPMI do INSS — um dos maiores escândalos de corrupção do país —, apesar da resistência de deputados da base do governo, as investigações se iniciaram e tomaram proporções relevantes e inimagináveis.

A CPMI foi presidida pelo senador Carlos Viana, tendo como relator o deputado Alfredo Gaspar, profissional de notória experiência na área penal, tendo exercido o cargo de promotor de Justiça por 22 anos. Em trabalho marcado por austeridade e independência, passou a apurar a responsabilidade de diversas pessoas, independente de Partido Político, cargo ou ligação com o Governo.

Diante da dimensão do escândalo e da quantidade de envolvidos, foi requerida a prorrogação da CPMI por mais 120 dias, com o mesmo número de assinaturas exigidas para sua instauração.

Dado a inércia do presidente do Congresso, a questão foi levada ao Supremo Tribunal Federal, tendo o ministro André Mendonça determinado, liminarmente, a prorrogação da CPMI.

Posteriormente, ao analisar a matéria em plenário, por maioria de votos, foi denegada a segurança, impedindo a continuidade dos trabalhos investigativos da Comissão, o que, na visão aqui exposta, transformou o STF em uma espécie de coveiro da CPMI do INSS.

Causa estranheza a respeitável decisão, pois colide com o princípio jurídico segundo o qual “quem pode o mais, pode o menos”. Ou seja, se há autoridade para a prática de um ato mais amplo, por óbvio há também para os atos de menor alcance.

Se a Constituição Federal permite a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito por iniciativa da minoria — mediante requerimento de um terço de seus membros —, não parece razoável impedir sua prorrogação pelo mesmo critério. O raciocínio é lógico.

Ao que parece e se tem noticiado em diversos veículos da imprensa, as investigações produzidas pela CPMI do INSS passaram a assombrar pessoas do alto escalão dos poderes da república, quando o escândalo passou a desaguar e misturar com o escândalo do banco Master.

Embora a CPMI exija fato determinado, nada impede que fatos conexos surgidos no curso da investigação sejam incorporados ao seu objeto, conforme entendimento já consolidado (STF – HC 71.039).

Mesmo sem a prorrogação, o relator apresentou substancioso relatório, com cerca de quatro mil páginas, sugerindo o indiciamento de diversas pessoas e o encaminhamento de investigações a outros órgãos competentes.

O relatório, contudo, foi rejeitado pela maioria da Comissão, composta por parlamentares da base governista.

Apesar da rejeição, o presidente da CPMI informou que encaminhará cópias do relatório a órgãos de controle e fiscalização, como forma de dar continuidade à apuração dos fatos.

Que o enterro promovido pelos coveiros da CPMI das fraudes do INSS não seja profundo o suficiente para impedir que órgãos investigativos, como a Polícia Federal, deem prosseguimento às investigações, valendo-se dos elementos reunidos no extenso relatório produzido.

Tenho dito!!!


Bady Elias Curi - Advogado fundador do Esc. Bady Curi Advocacia Empresarial, Prof. Mestre de Direito, ex-juiz do TRE/MG, escritor.

JCO

28/03/2026

RELATÓRIO FINAL DA CPMI APONTA O POTIGUAR ABRAÂO LINCOLN COMO PEÇA CENTRAL DA FRAUDE

CPMI do INSS aponta Abraão como peça central da fraude

O relatório final da CPMI do INSS apresentado na sexta-feira (27) pede o indiciamento de 216 pessoas, entre os quais o sindicalista e político potiguar Abraão Lincoln Ferreira da Cruz, fundamentado, segundo o relator e deputado federal Alfredo Gaspar (União-AL), em sua posição de centralidade operacional e política como presidente da CBPA (Confederação Brasileira dos Trabalhadores da Pesca e Aquicultura), uma das entidades protagonistas no esquema de descontos associativos não autorizados.

Alfredo Gaspar apontou que Abraão Lincoln foi identificado como o articulador que permitiu a drenagem de dezenas de milhões de reais dos aposentados para o núcleo central da organização criminosa vinculada à entidade, liderando a estrutura da CBPA dentro do esquema de fraude nos benefícios previdenciários, utilizando-se da entidade de classe para o enriquecimento ilícito do núcleo criminoso e financiamento de atividades políticas e privadas, em detrimento de milhares de idosos brasileiros.

Segundo o relatório, Abraão Lincoln assinou, em 13 de julho de /2022, o ACT junto ao então Diretor de Benefícios do INSS, Edson Akio Yamada, para viabilizar descontos associativos diretamente nos benefícios previdenciários.

Já na qualidade de presidente e signatário do Acordo de Cooperação Técnica (ACT) com o INSS, Abraão Lincoln liderou a CBPA em um esquema massivo e reiterado de descontos abusivos. A entidade figura em mais de 8.750 processos judiciais, a maioria relacionada a descontos indevidos.

Sob sua presidência, a CBPA é acusada de realizar descontos em benefícios de aproximadamente 240 mil aposentados e pensionistas sem a devida autorização ou mediante fraude.

A gestão de Abraão Lincoln na CBPA direcionou o montante de R$ 76.220.666,18 para empresas vinculadas ao líder da organização criminosa, Antônio Carlos Camilo Antunes, incluindo a ACCA Consultoria e a Prospect Consult, sem a comprovação de qualquer serviço prestado aos aposentados ou à confederação.

Também há fortes indícios de que recursos da CBPA foram desviados para sustentar atividades privadas de Abraão Lincoln.

Conforme o relatório, a CBPA acumulou 19.938 processos judiciais (97% no polo passivo), arrecadou R$ 221.161.973,60 no total e realizou 6.323.054 descontos. Adicionalmente, foram identificados repasses à Plataforma Consultoria (R$ 20.436.745,00) e à Titanium Solutions (R$ 15.908.478,50), ambas ligadas a Philippe Szymanowski.

Durante sua oitiva na CPMI em 03 de novembro de 2025, o depoente Abraão Lincolnb fez afirmações falsas e calou a verdade, o que resultou em sua prisão em flagrante determinada pela presidência da Comissão.

A investigação financeira detectou que, apesar de gerir recursos milionários, Abraão Lincoln movimentou em sua conta pessoal apenas R$ 12.679,27 entre 2022 e 2025.

Segundo o relatório, isso indica uma clara intenção de realizar transações totalmente fora da rede bancária nacional para ocultar a origem e a destinação final do capital ilícito.

O investigado já foi preso preventivamente e é réu por corrupção, lavagem de dinheiro e caixa dois em outros desdobramentos (Operação Enredados). É apontado como liderança de atividade criminosa com influência direta no Ministério da Pesca e Aquicultura, inclusive decidindo sobre nomeações e exonerações de servidores para favorecer a confederação.

“Há evidências de que Abraão Lincoln lesou o patrimônio de entidades anteriores e não cumpria os requisitos legais para a posse no cargo atual, utilizando-se de uma estrutura de diretoria composta por pessoas que sequer eram ligadas à pesca para validar o ACT junto ao INSS”, diz o relatório.

Por essas condutas que caracterizam crimes, Abraão Lincoln Ferreira da Cruz deve ser indiciado por Organização Criminosa (Art. 2º da Lei nº 12.850/2013) pela atuação coordenada com núcleos financeiros e políticos para fraudar o INSS e corrupção Ativa (Art. 333 do CP), devido aos repasses financeiros a empresas que operavam o pagamento de propinas a servidores do INSS.

Também deve responder criminalmente por lavagem de Dinheiro (Art. 1º da Lei nº 9.613/98) pelas transferências pulverizadas e uso de empresas de fachada para ocultar a origem dos recursos provenientes dos descontos indevidos.

Outro crime é a participação em Inserção de Dados Falsos em Sistema de Informações (Art. 313-A do CP), com a inclusão de listas de descontos sem o consentimento real dos segurados nos sistemas da Dataprev, al´pem do indiciamento por furto eletrônico (art. 155, §4º-B do CP) pela subtração patrimonial a partir da inserção indevida de descontos não autorizados em lotes em sistemas da Administração Pública.

Finalmente Lincoln pode ser indiciado por fraude eletrônica (§2º-A do art. 171 do CP) pela obtenção de vantagem ilícita, em prejuízo de aposentados e pensionistas, mediante o emprego de meios fraudulentos que permitiram descontos indevidos em benefícios administrados pelo INSS e por falso testemunho (Art. 4º, II da Lei 1.579/1952), especificamente quanto à sua conduta omissiva e mendaz durante seu depoimento diante desta Comissão Parlamentar.

Filho do presidente Lula

No relatório de 4.430 páginas, o deputado Alfredo Gaspar pede indiciamento de parlamentares, ex-ministros, dirigentes e ex-dirigentes do INSS e da Dataprev, além do banqueiro Daniel Vorcaro e do empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.

O relator pede ainda o indiciamento do ex-ministro do Trabalho e Previdência José Carlos Oliveira, que tem hoje o nome de Ahmed Mohamad Oliveira e comandou a pasta no governo Jair Bolsonaro, e do ex-ministro da Previdência Carlos Lupi, da atual gestão. Também estão citados a deputada Gorete Pereira (MDB-CE), o ex-deputado Euclydes Pettersen (Republicanos-MG) e o senador Weverton (PDT-MA).

Filho de Abraão e Allyson comandam Republicanos

A recente conquista do Partido Republicanos pelo grupo político do prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União), ainda gera repercussão. A última foi a confirmação que a vice-presidência da legenda passa agora a ser ocupada por Victor Hugo Cruz, filho de Abraão Lincoln, responsável por uma das entidades suspeitas de descontos ilegais nos pagamentos de aposentados no país.

Com isso, o comando do Republicanos ficará dividido entre o próprio Allyson e o filho de Abraão. Nos bastidores, a informação é que a união dos dois teria sido fundamental para tirar a sigla do palanque de Álvaro Dias, ex-prefeito de Natal e pré-candidato ao governo do Estado.

O apoio de Abraão ao gestor mossoroense na disputa pelo Governo do Estado foi divulgado em janeiro. Por meio de sua conta pessoal no Instagram, Abraão afirmou que seus filhos, Allan e Victor, participaram de um ato a favor de Allyson no dia 7 de fevereiro. O evento ocorreu poucos dias após operação da Polícia Federal cumprir mandado de busca e apreensão na casa de Allyson, por suspeita de fraudes e desvios em contratos na área da saúde.

Abraão Lincoln é presidente da Confederação Brasileira dos Trabalhadores da Pesca e Aquicultura (CBPA), entidade que está entre as protagonistas do escândalo do INSS, que motivou inclusive a abertura de uma CPMI no Congresso Nacional. O próprio Abraão chegou a ser preso quando foi depor na Comissão. Antes desse episódio, ele articulava a formação de uma nominata para disputar mandato de deputado federal.

De acordo com o senador Izalci Lucas (PL-DF), a CBPA é “um dos eixos centrais da arquitetura criminosa desvelada pela Operação Sem Desconto e responsável por um impacto financeiro estimado em R$ 221,8 milhões subtraídos de forma contumaz e sistêmica dos benefícios de aposentados e pensionistas”.

“Como um aposentado que recebe R$ 27 mil por ano movimentou R$ 157 milhões em três anos?”, questionou o senador.

O parlamentar também mencionou relatório da Controladoria-Geral da União (CGU) que aponta incompatibilidade entre a estrutura da CBPA e o número de filiados. Lincoln respondeu que a confederação possui representações em todo o país.

Victor Hugo, filho de Abraão Lincoln, já foi presidente estadual da legenda e já trabalhou com Marcos Pereira, presidente Nacional do Republicanos. Além disso, chegou a ser candidato a deputado federal, sem sucesso nas urnas. Durante alguns anos, atuou como membro do diretório nacional do partido, expondo a influência e força política do pai no partido.

Diante das investigações da CPMI do INSS, no dia 11 de novembro de 2025, o Conselho de Ética e Disciplina do Diretório Nacional do Republicanos, em decisão liminar, suspendeu a filiação de Abraão Lincoln.

TN

ATÉ O PESCOÇO: LULINHA É CITADO 118 VEZES NO RELATÓRIO DA CPMI DO INSS

Relatório da CPMI cita Lulinha 118 vezes ao denunciar roubo no INSS

Familiares do presidente Lula são citados ao menos 214 vezes no relatório final da CPMI que investigou a gatunagem que lesou mais de 6 milhões de aposentados e pensionistas do INSS. O robusto documento, com 4.340 páginas, tem o termo “Fábio Luís” registrado por 118 vezes. É o nome de Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente da República, que teve indiciamento pedido pelo relator, deputado Alfredo Gaspar (PL-AL). O termo Lulinha, alcunha do herdeiro petista, aparece 71 vezes.

Pelegão é 13

José Ferreira da Silva, pelegão irmão de Lula, foi citado 13 vezes. O apelido, Frei Chico, outras 12. Mas escapou do indiciamento.

Entorno lulista

“Luchsinger”, sobrenome de Roberta, amiga íntima de Lulinha, é outro termo bem recorrente: 99 vezes. A lobista teve indiciamento pedido.

Pizzaria aberta

Responsável pela blindagem dos convocados, “STF” foi citado 353 vezes no documento. O termo “habeas corpus” registrou 68 repetições

STF representado

Dos ministros do Supremo, os mais citados foram André Mendonça (87), Flávio Dino (22), Toffoli (27) e Alexandre de Moraes (8).

CPMI DO INSS REJEITA RELATÓRIO FINAL

CPI do INSS rejeita relatório final e indiciamento de Lulinha e mais 215

Em votação realizada na madrugada deste sábado, 28, a CPI do INSS rejeitou o relatório final elaborado pelo deputado Alfredo Gaspar (PL-AL). O texto pedia o indiciamento de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, do banqueiro Daniel Vorcaro, do Master, do senador Weverton Rocha (PDT-MA), do deputado Euclydes Pettersen (Republicanos-MG), da deputada Gorete Pereira (MDB-CE) e de mais 211 pessoas em seu parecer final (veja a lista com todos os nomes mais abaixo).

Após a votação, o presidente da Comissão, senador Carlos Viana, se recusou a submeter à apreciação o pedido dos governistas para um texto alternativo. Viana encerrou a reunião sem nova análise e a CPI do INSS foi finalizada sem a apresentação de um relatório final.

O documento propunha ainda a prisão preventiva de Lulinha, que hoje vive na Espanha, sob alegação de risco de fuga. Deixou de fora o cunhado de Vorcaro, Fabiano Zettel, com quem o banqueiro articulou operações financeiras por meio de fundos de investimentos.

A base do Palácio do Planalto se opôs à aprovação do documento e apresentou uma versão alternativa com o pedido de 170 indiciamentos, inclusive o de Jair Bolsonaro por organização criminosa, improbidade administrativa e furto qualificado contra idosos. A versão sequer chegou a ser apreciada pela comissão.

Parar barrar o relatório de Gaspar, o governo mobilizou aliados. O senador Jacques Wagner (PT-BA) pegou um avião às 11h de Salvador para Brasília para participar da votação. O ministro da Agricultura Carlos Fávaro foi exonerado para assumir sua cadeira no senado e participar da votação. Sua suplente, Margareth Buzetti, faz parte da oposição a Lula.

O relatório final da CPI foi lido nesta sexta-feira, 27, após o Supremo Tribunal Federal (STF) barrar a prorrogação dos trabalhos do colegiado. O texto tem 4.340 páginas e levou oito horas para ser lido. Gaspar recomendou em seu relatório que os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e Dias Toffoli fossem investigados por possíveis crimes, como tráfico de influência, nas relações que mantinham com Vorcaro.

Clique no link abaixo e veja a matéria completa:

CANALH@S: A ALEGRIA DOS PETISTAS COMEMORANDO O FIM DA CPMI PROTEGENDO L@DRÕES DE APOSENTADOS

O PT celebra a impunidade

CANALHAS


Diante de um caso tão grave contra os aposentados, o mínimo que se esperava era respeito. Mas o que se viu foi petistas comemorando em meio a um escândalo que revolta o Brasil inteiro.
É inadmissível ver esse tipo de postura enquanto milhões de brasileiros esperam justiça.


Clique nos links abaixo e assista o vídeo no Facebook ou Instagram:



27/03/2026

'LINDINHO DA ODEBRECHT' FOI LACRAR COM RELATOR DA CPMI E FOI CHAMADO DE 'BANDIDO E CAFETÃO'

Lindbergh ofende Gaspar que retruca: ‘Cale a sua boca, bandido, cafetão’

A leitura do parecer final da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) foi marcada por tumulto e troca de ofensas entre parlamentares nesta sexta-feira (27), em Brasília. O relator da comissão, deputado Alfredo Gaspar, e o deputado Lindbergh Farias protagonizaram um bate-boca ainda no início da sessão, durante a fase de agradecimentos.

A tensão começou quando Gaspar citou uma declaração feita em 2018 pelo então ministro do STF Luís Roberto Barroso, direcionada a Gilmar Mendes. À época, Barroso afirmou:

“Me deixe de fora desse sentimento. Você é uma pessoa horrível. Isso não tem nada a ver com o que está sendo julgado. A vida para Vossa Excelência é ofender as pessoas. Vossa Excelência é uma desonra para todos nós. Vossa Excelência desmoraliza o tribunal. Já ofendeu a presidente (Cármen Lúcia), ofendeu o ministro (Luiz) Fux, e agora me ofende. O senhor é a mistura do mal com pitadas de psicopatia”.

Ao mencionar o episódio, Gaspar ironizou: “Eu não sei, mas gostei da poesia”. A fala gerou reação imediata de Lindbergh, que questionou: “Isso é um circo ou um relatório?”. Na sequência, o relator respondeu: “Deputado Lindinho, não estamos falando de Odebrecht, calma”. O petista rebateu com uma ofensa direta: “Seu estuprador”.

Gaspar reagiu em tom elevado: “Eu estuprei corruptos como Vossa Excelência, que roubam o Brasil. Ladrão, corrupto!”. Em seguida, também afirmou: “Cale a sua boca, bandido”, além de se referir ao deputado como “criminoso e cafetão”.

O presidente da CPMI, senador Carlos Viana, classificou a declaração como grave e advertiu: “Vai ficar para o Conselho de Ética”. Ele pediu respeito aos parlamentares e ameaçou retirar Lindbergh da sessão, mas recuou após intervenções de colegas.

Instalada em 20 de agosto, a CPMI do INSS tem prazo de funcionamento até este sábado (28). O relatório apresentado por Gaspar reúne cerca de 4,3 mil páginas, organizadas em nove núcleos de investigação, e aborda a atuação de empresários, intermediários, servidores públicos e entidades no esquema apurado.

A leitura ocorre após decisão do STF que derrubou a liminar que permitia a prorrogação dos trabalhos. Durante julgamento recente, Gilmar Mendes criticou a condução da comissão, em meio a questionamentos sobre vazamento de informações sigilosas.

DP

URGENTE: SOLICITADA A PRISÃO PREVENTIVA DE LULINHA

Prisão preventiva de Lulinha é solicitada

O parecer apresentado na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que apura irregularidades no Instituto Nacional do Seguro Social propõe a prisão preventiva de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha. O documento foi elaborado pelo deputado federal Alfredo Gaspar (União Brasil-AL), responsável pela relatoria dos trabalhos.

No texto, o parlamentar recomenda:

“Requisitar à Advocacia do Senado Federal que represente às autoridades judiciárias competentes pela decretação da prisão preventiva do Sr. Fábio Luís Lula da Silva, em razão de indícios concretos de evasão do distrito da culpa que comprometem a aplicação da lei penal”.

A manifestação foi apresentada nesta sexta-feira (27/3), durante sessão da CPMI.

De acordo com o relator, há indícios de que Lulinha tenha deixado o Brasil com destino à Espanha no período em que a operação policial foi iniciada. Para Gaspar, esse deslocamento “compromete a incidência penal e frustra a aplicação do ordenamento jurídico”, considerando os elementos reunidos ao longo das investigações.

O relatório ainda sustenta:

“A saída do país no momento preciso da deflagração da operação ostensiva, associada ao conjunto probatório descrito, configura fundado receio de que o indiciado busque subtrair-se à incidência da lei penal, preenchendo o pressuposto para a decretação da custódia cautelar”.

Ao longo da apuração, Fábio Luís Lula da Silva foi indiciado por suspeitas de crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção passiva e tráfico de influência. Ele integra uma lista que reúne 218 nomes com pedidos de indiciamento apresentados pelo relator.

Por fim, o documento aponta que Lulinha não seria apenas um “mero conhecido” de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, mas alguém que teria atuado como facilitador de acesso e possível sócio oculto do lobista, conforme descrito nas conclusões da CPMI.

JCO

ALGUMA NOVIDADE NO VOTO DESSES DOIS?

Gilmar e Moraes condenam super exposição de dados de Vorcaro

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes, fez críticas às CPIs do Congresso na presença do senador Carlos Viana (Podemos-MG), presidente da CPMI do INSS, e de outros parlamentares.

— É muito curioso que se invoque esse poder de autoridade judicial, e é bom que os parlamentares que estão aqui possam escutar isso: autoridade judicial decide com fundamento. Quebra de sigilo sem fundamentação é obviamente inconstitucional (…) é ilegal e os senhores sabem que é ilegal, sabem que é inconstitucional (…) é deplorável que quebrem sigilo e divulguem, vazem, é abominável — criticou. Alexandre de Moraes ainda reforçou a crítica, descrevendo o caso como criminoso.

Ele se referiu ao vazamento de diálogos íntimos do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O empresário passou a ser alvo das comissões a partir de uma ampliação do escopo das comissões para apurar o escândalo do Master.
— É deplorável, lamentável e criminoso que isso tenha ocorrido. E é preciso que os senhores saibam disso. Mas os senhores já sabem disso. Poder envolve responsabilidade — reforçou.

O ministro ainda defendeu uma atualização da lei que rege as CPIs.

— O sistema atual ficou velho. É preciso que as más práticas sejam debeladas, e essas duas CPIs têm um dicionário, um abecedário de abusos — declarou Mendes

Nesse ponto, o ministro André Mendonça, que deu uma decisão favorável à prorrogação da CPMI do INSS, lembrou que determinou a devolução do material à Polícia Federal (PF) e disse que os vazamentos atrapalham a investigação. Gilmar interrompeu e afirmou que quem vaza não quer investigar.

Com informações AE

26/03/2026

RELATOR DA CPMI DO INSS TEM PREPARADA UMA VERDADEIRA 'BOMBA'

A verdadeira “bomba” preparada pelo relator da CPMI do INSS

O relator da CPMI do INSS, deputado Alfredo Gaspar, antecipou um dado bombástico do relatório que pretende apresentar.

Ele declarou, nesta quinta-feira (26), que seu relatório pedirá o indiciamento de cerca de 227 pessoas.

“Olha, mais importante do que as 5 mil páginas, é o arcabouço probatório. que tem dentro do relatório com mais de 227 indiciamentos”, disse à jornalistas.

Com a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de impedir a prorrogação da CPMI, o relatório de Alfredo Gaspar deve ser lido ainda nesta sexta-feira (27).

O STF VAI OPTAR PELA COERÊNCIA OU POR ALCOLUMBRE 'BATORÉ?'

STF julga prorrogação da CPMI e terá de optar entre Alcolumbre e a coerência

Ao solicitar referendo dos colegas da decisão que prorrogou a CPMI do INSS, o ministro André Mendonça acabou aplicando involuntário “xeque-mate” no xadrez político em que se transformou o Supremo Tribunal Federal (STF). A maioria tem interesse em neutralizar o Congresso como instância investigadora e zero interesse em desapontar o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, única autoridade com a prerrogativa de decidir sobre abertura de processos de impeachment de… ministros do STF.

Serviços prestados

Na pressão contra Mendonça, aliados lembram os serviços prestados por Alcolumbre como engavetador-geral de pedidos de impeachment.

Como o diabo da cruz

Alcolumbre quer o fim da CPMI que tenta investigar seu ex-chefe de gabinete por receber R$3 milhões do esquema que roubou aposentados.

E o precedente?

A maioria não quer a CPMI, mas para isso terá de jogar no lixo o próprio precedente: o STF apoiou a liminar de Barroso criando a CPMI da Covid.

Aos amigos, tudo

O STF já mudou de ideia pelo interesse político, como quando recuou da após condenação em 2ª instância e nas descondenações na Lava Lato.

DP

24/03/2026

VIAGEM DE LUXO DE LULINHA FOI BANCADA POR LOBISTA ENROLADA NA CPMI DO INSS

Lobista enrolada na CPMI do INSS bancou viagem de luxo de Lulinha

O empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula (PT), realizou em janeiro de 2025 uma viagem de alto padrão à Noruega e à Finlândia para observar a aurora boreal ao lado da família, com todas as despesas da viagem pagas pela lobista Roberta Luchsinger. O custo estimado do roteiro foi de cerca de R$300 mil por família.

Luchsinger custeava despesas pessoais de Lulinha e de seus familiares e era financiada por Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, lobista enrolado e preso no âmbito das investigações sobre o esquema da gatunagem contra aposentados e pensionistas do INSS.

A viagem foi organizada pela influenciadora de turismo de luxo Marina Mantega, filha do ex-ministro da Fazenda Guido Mantega. Em suas redes sociais, Marina se apresenta como especialista em viagens de alto padrão, oferecendo experiências exclusivas com hospedagens de luxo, transporte premium e roteiros personalizados. As informações são do Metrópoles.

O grupo embarcou rumo à Europa em voo da Swiss Airlines. Em valores atuais, passagens de primeira classe entre o Brasil e a Europa podem chegar a cerca de R$ 60 mil ida e volta por pessoa. Já os deslocamentos internos foram realizados por uma companhia aérea regional escandinava.

O ponto alto da viagem ocorreu na Lapônia finlandesa, onde o grupo se hospedou no Octola, um hotel de ultra luxo localizado em Rovaniemi. A propriedade ocupa uma área isolada de floresta boreal e funciona em regime de exclusividade, recebendo apenas um grupo por vez.

As diárias no local podem chegar a R$ 37 mil por pessoa, e o hotel é conhecido por oferecer experiências privadas voltadas à observação da aurora boreal, além de serviços personalizados em meio à paisagem ártica.

A viagem reuniu hospedagem exclusiva, transporte de alto padrão e programação voltada ao turismo de luxo na região escandinava.

CPMI DO INSS RECEBE LIMINAR DE MENDONÇA PARA PRORROGAÇÃO

Mendonça concede liminar para prorrogar CPMI do INSS

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça concedeu uma liminar para prorrogar os trabalhos da CPMI do INSS. Ele atendeu a um pedido do presidente da comissão, o senador Carlos Viana (Podemos-MG). O último dia de sessão seria nesta quinta-feira, 26. A decisão será submetida ao referendo da Segunda Turma do STF.

“A Constituição da República assegura à minoria parlamentar o direito de promover investigação legislativa, e, ausente vedação regimental expressa, não pode a Mesa Diretora e a Presidência da Casa Legislativa frustrar, por omissão administrativa, o regular processamento de requerimento de prorrogação subscrito por um terço dos membros de cada Casa”, afirmou o ministro.

Mendonça determinou que a leitura do requerimento para prorrogação da CPI seja feita em até 48 horas. Também ordenou que a prorrogação deve observar o prazo que a minoria parlamentar de 1/3 entender ser necessário para concluir as investigações, respeitando o prazo do regimento – ou seja, não pode ultrapassar o período da legislatura.

Em caso de inércia do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), em ler o requerimento, Mendonça determinou que a presidência da CPI “estará imediatamente autorizada a prorrogar o funcionamento regular” dos trabalhos pelo prazo que a minoria parlamentar entender necessário.

Estadão Conteúdo

23/03/2026

CPMI: CONDUÇÃO COERCITIVA DA EX-NOIVA DE VORCARO PODE SER ORDENADA

CPMI cogita ordenar condução coercitiva da ex-noiva de Vorcaro

Após a influenciadora Martha Graeff não comparecer à CPMI do INSS para prestar depoimento nesta segunda-feira (23), o presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), afirmou planejar pedir sua condução coercitiva. Ex-noiva do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, Graeff tinha conhecimento das reuniões privadas realizadas pelo banqueiro com autoridades da República.
O requerimento para ouvir a influencer foi apresentado pelo deputado federal Kim Kataguiri (Missão-SP), que argumentou que Graeff era uma pessoa de “extrema confiança” de Vorcaro e, portanto, deve ter informações relevantes para esclarecer o contexto desses encontros.

Mensagens vazadas mostram que o banqueiro avisava à até então companheira sobre reuniões presenciais com diversas autoridades, incluindo o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos).

Apesar do convite feito pelo colegiado, Graeff não compareceu à CPMI e não pôde ser localizada. A comissão também não conseguiu contato com a defesa da influenciadora. Caso a ausência não seja justificada, Viana deve protocolar a ação que obriga Graeff a prestar depoimento ao colegiado.

17/03/2026

É MUITA 'PODRIDÃO' DO HERÓI DA ESQUERD@ - MAS, SE NÃO FOR PODRE NÃO SERVE

Viana diz que Vorcaro ligou para celular funcional do STF e pede afastamento de Moraes

O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), afirmou na noite desta segunda-feira (16) que a mensagem de Daniel Vorcaro, questionando se o interlocutor teria conseguido “bloquear”, enviada horas antes de sua primeira prisão na Operação Compliance Zero, da Polícia Federal,, teve como destino um telefone funcional do Supremo Tribunal Federal (STF). as mensagens eram destinadas ao ministro Alexandre de Moraes, como revelou a colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo. apesar da negativa do ministro.⁣

⁣O senador também disse que o STF deveria afastar Moraes do cargo durante as insvestigações de sueu relacinamento com o banqueiro investigado por fraude bilionária.

“O número que aparece naquela mensagem é um número funcional do Supremo. Cabe agora, oficialmente, ao Supremo, se nós tivermos essa condição na investigação, que é o básico de uma investigação profunda, que o Supremo nos responda com quem estava aquele número de telefone no momento em que o Vorcaro manda a mensagem. Mas que é um número do STF não há dúvida nenhuma”, afirmou Carlos Viana em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura.⁣

DP

'SEU MONTANHA DA ODEBRECHET, SE NÃO TEM LIGAÇÃO PORQUE QUERES EVITAR A INVESTIGAÇÃO?'

Líder petista afirma: Dados de Vorcaro não tem nada com CPMI

O deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS), líder do governo na CPMI do INSS, que apura fraudes na Previdência Social, defendeu que os dados extraídos da quebra de sigilo telemático de Daniel Vorcaro “não têm qualquer relação com o objeto da investigação”.

O parlamentar esteve na sala-cofre do Senado, onde estão armazenados 400 GB de dados do dono do Banco Master. Segundo ele, trata-se apenas de mídias e conversas privadas que não agregam à pauta da investigação.

Em tudo que eu vi até agora, não vi absolutamente nada que tenha qualquer relação com o objeto da investigação da CPI. Não vi nenhum documento que trate de crédito consignado ou com o INSS. Existe um volume muito grande de informações; boa parte delas não tem nenhuma relevância do ponto de vista investigativo. O que elas mostram são relações pessoais e outros negócios — afirmou Pimenta.

Os dados provenientes da conta de Vorcaro foram enviados pela Apple na última quinta-feira (12) e liberados na sexta (13) para apreciação dos parlamentares. Membros do colegiado pedem a prorrogação do prazo final, dia 28 de março, devido ao volume do material e à pendência de depoimentos previstos.

Relatos apontam ainda que, além da extensão dos dados, eles não foram devidamente organizados para facilitar buscas e o acesso a informações relevantes. O presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), foi o responsável pela decisão de manter o conteúdo limitado à sala-cofre da Casa, após o vazamento de dados sigilosos logo nos primeiros dias da quebra de sigilo pela Polícia Federal.

10/03/2026

NO PODER TUDO TEM SEU PREÇO

Tudo tem seu preço... Chegou a hora de pagar a conta

Está muito claro, para mim ao menos, que nos encontramos na encruzilhada da escolha mais difícil da humanidade, que poderá significar um degrau civilizacional a mais, ou a manutenção na lama materialista.

Quais foram as escolhas de Vorcaro, Moraes, Lula, Toffoli et caterva?

Grana, poder, desprezo pelos demais, aposta na impunidade pelos seus atos desprovidos de escrúpulos.

Além da megalomania de se julgarem acima da construção histórica da Justiça humana, e principalmente do desprezo à Deus. Tudo isto tem um preço. Estamos vendo esse preço sendo cobrado ao vivo e a cores.

Vorcaro viveu alguns anos nababescamente, sem fazer contas de quantas casas possuía, quantas meretrizes contratava, quantas festas, orgias e jatinhos dispunha para seus convivas usufruírem.

Friso:

"CONVIVAS"

Essa gente não tem amigos. Acumulam apenas comensais, que usufruem de seus fartos recursos acumulados sem esforços, para serem cobrados posteriormente, em regime de chantagens mútuas.

Assim funciona o poder fácil, sem escrúpulos. Não é necessário nenhum mérito, nem conhecimento, apenas a crueldade da força bruta.

Obviamente que o conjunto da sociedade sofrerá as consequências desse tipo de mentalidade espúria. Todos sofrem.

Mas não tem como isso durar para sempre. Hoje Vorcaro está preso. Possivelmente outros terão o mesmo destino.

A falta de escrúpulos da quadrilha é o próprio estopim de sua explosão e aniquilação.

Cessados os recursos que mantém os chupins da imprensa, mídias culturais, universidades, sindicatos, ONGs etc, a "áurea" de defensores da democracia, rapidamente se tornará na verdade de que são "bandidos vendidos para promoverem a escravidão da humanidade".

Essa era está chegando ao fim. Cada um faça sua escolha.

Pedro Possas. Médico.

JCO

JAJÁ SAI OUTRA NOTINHA RIDÍCULA DO 'HERÓI DA ESQUERDA'

Moraes, Vorcaro e Andrei degustaram Macallan juntos em Londres

O ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes participou, em 25 de abril de 2024, de uma degustação do festejado whisky Macallan em Londres. Ao seu lado estava o empresário Daniel Vorcaro, então controlador do Banco Master, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. O encontro foi realizado no George Club, um clube privado que é alugado para essas ocasiões e está localizado na região de Mayfair, uma das áreas mais caras da capital britânica.

O evento tinha hora para começar e acabar. Durou duas horas. Além de degustar Macallan, os presentes podiam fumar charutos –oferecidos graciosamente a todos.

A degustação reuniu autoridades brasileiras que estavam na cidade para o 1º Fórum Jurídico – Brasil de Ideias, evento realizado de 24 a 26 de abril de 2024 com patrocínio do Banco Master, instituição controlada por Vorcaro.

A degustação do whisky Macallan teve custo de US$ 640.831,88 (cerca de R$ 3,2 milhões no câmbio de abril de 2024), segundo documentos da organização do evento que integram o acervo encaminhado pela Polícia Federal à CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).

O valor inclui a experiência de degustação do whisky Macallan, serviço gastronômico e de entretenimento no George Club.

Cerca de 40 pessoas participaram da degustação paga por Daniel Vorcaro. Entre outras, estas autoridades estiveram no evento:

Alexandre de Moraes – ministro do STF;
Andrei Rodrigues – diretor-geral da PF;
Benedito Gonçalves – ministro do STJ;
Ciro Soares – advogado de Daniel Vorcaro;
Daniel Vorcaro – fundador do Master, hoje preso;
Dias Toffoli – ministro do STF;
Hugo Motta – presidente da Câmara;
Paulo Gonet – procurador-geral da República;
Ricardo Lewandowski – então ministro da Justiça.
À época, Vorcaro se regozijou para a então namorada, Martha Graeff: “Todos os ministros do Brasil, do STF, STJ etc. E euzinho discursando”.

Ao final do evento, todos os convidados receberam uma garrafa de whisky Macallan como presente. Não dos mais caros, mas uma edição especial. Os preços desse whisky vão de aproximadamente R$ 1 mil para o envelhecido por 12 anos e podem chegar a mais de US$ 100 mil para a versão de 72 anos, conhecida como “Genesis Decanter”.

O encontro regado a whisky foi mencionado em sessão fechada do STF realizada em 12 de fevereiro de 2026, que resultou no afastamento de Dias Toffoli da relatoria do inquérito que investiga o Banco Master.

Na ocasião, os ministros avaliaram um relatório de cerca de 200 páginas preparado pelo diretor-geral da Polícia Federal que reunia informações para tentar afastar Dias Toffoli da relatoria do caso Master no STF. Um dos itens desse documento falava da proximidade de Toffoli com o fundador do banco e citava o evento em Londres.

Alexandre de Moraes argumentou que a presença de Toffoli e de demais autoridades no evento em Londres não representava impedimento para a atuação de nenhum deles na Corte. “Nesse encontro [em Londres], vários estávamos lá. Eu estava lá. Andrei Rodrigues estava lá. Depois fomos todos juntos a um pub, tomamos Macallan [o whisky escocês]”, disse. O local citado por Moraes é o George Club.

No dia seguinte à degustação de Macallan no George Club, as autoridades bancadas por Vorcaro em Londres foram a outro clube exclusivo, o Annabel’s. Fizeram happy hour e jantaram lá.

À época do evento, Viviane Barci de Moraes, mulher de Alexandre de Moraes, já prestava serviços como advogada ao Banco Master. Segundo declarou, seu escritório começou a atender a instituição controlada por Daniel Vorcaro em fevereiro de 2024, cerca de 2 meses antes da viagem a Londres. O contrato vigorou por 22 meses e rendeu cerca de R$ 80 milhões.

O escritório da família de Ricardo Lewandowski também prestou serviços ao empresário. A banca manteve contrato com Vorcaro de agosto de 2023 a setembro de 2025. Ou seja, no período do encontro em Londres, Lewandowski era ministro da Justiça do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e seu escritório tinha como cliente o banqueiro.

CUSTO DO LONDONPALOOZA

Documentos da organização do encontro, enviados à CPMI, mostram que a série de eventos realizados em Londres de 24 a 26 de abril de 2024 teve custo total de US$ 6.035.922,37.

O programa incluiu, além da hospedagem no hotel de luxo The Peninsula:

jantares e eventos privados em clubes de elite da cidade;
apresentações de artistas internacionais e DJs;
degustações de bebidas premium;
logística e hospitalidade para cerca de 60 a 70 convidados.
Apresentaram-se os seguintes artistas:

DJ Hugel;
DJ Keine;
Cantor britânico Seal;
banda do clube Annabel’s;
dançarinas Nikita.

Entre os locais utilizados estiveram clubes privados de Mayfair, como Annabel’s, George Club e Nikita, além de eventos realizados no museu Wallace Collection.

Tanto Alexandre de Moraes quanto Andrei Rodrigues foram procurados para se posicionarem sobre a confraternização, mas não responderam à reportagem. Caso enviem alguma manifestação, este post será atualizado.

PATROCÍNIO MASTER

O Banco Master, controlado por Vorcaro, foi patrocinador do evento que chamou de 1º Fórum Jurídico – Brasil de Ideias, em Londres. O encontro reuniu ministros do STF, integrantes do governo federal, magistrados e empresários brasileiros. A empresa BAT (British American Tobacco) também participou da organização do evento, junto ao grupo Voto.

A participação de autoridades no evento patrocinado pelo banco passou a ser discutida depois de investigações da PF terem apontado Vorcaro como líder de um esquema de fraude no sistema financeiro.

A ida de ministros e outras autoridades ao fórum foi mencionada em debates internos do STF quando a Corte analisou em 12 de fevereiro de 2026 a situação do ministro Dias Toffoli, que à época era relator de inquéritos relacionados ao Banco Master. André Mendonça, atual relator, não foi ao evento de Londres.

DESPESAS DE ANDREI RODRIGUES

Desde 13 de fevereiro de 2026, o Poder360 questiona a Polícia Federal sobre quem custeou as despesas de viagem do diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, durante a passagem por Londres.

A reportagem perguntou especificamente quem pagou hospedagem, transporte e participação nas atividades realizadas paralelamente ao fórum jurídico.

Até a publicação desta reportagem, a PF não havia respondido aos questionamentos.

QUEM FOI A LONDRES

O encontro promovido pelo Banco Master em Londres, de 24 a 26 de abril de 2024, teve muitas autoridades. Não há como saber exatamente quem foi à degustação do whisky Macallan no George Club, além dos listados acima nesta reportagem. Mas é possível ter acesso à lista de convidados para o evento, segundo a programação oficial.

Eis a lista com os nomes e os cargos que ocupavam à época:

Alexandre Cordeiro (presidente do Cade);
Alexandre de Moraes (ministro do STF e presidente do TSE);
Alexandre Silveira (ministro de Minas e Energia);
André Ramos Tavares (ministro do TSE);
Andrei Rodrigues (diretor-geral da Polícia Federal);
Antonio Saldanha Palheiro (ministro do STJ);
Benedito Gonçalves (ministro do STJ);
Ciro Nogueira (senador pelo Piauí e presidente do PP);
Daiane Nogueira de Lira (conselheira do CNJ);
Davi Alcolumbre (senador pelo União Brasil do Amapá);
Dias Toffoli (ministro do STF);
Gilmar Mendes (ministro do STF);
Hugo Motta (deputado federal pelo Republicanos da Paraíba);
Jorge Messias (ministro da Advocacia Geral da União);
José Levi Mello do Amaral Jr (conselheiro do Cade);
Luis Felipe Salomão (ministro do STJ);
Mauro Campbell Marques (ministro do STJ);
Michel Temer (ex-presidente da República);
Paulo Gonet Branco (procurador-geral da República);
Raul Araújo (ministro do STJ e do TSE);
Ricardo Lewandowski (ministro da Justiça e Segurança Pública);
Victor Fernandes (conselheiro do Cade).

10.mar.2026 (9h14) – o nome do ministro da AGU, Jorge Messias, estava inicialmente listado neste post como participante do evento de degustação de whisky Macallan no George Club, mas ele enviou uma nota dizendo que não estava presente nessa parte específica do evento patrocinado por Daniel Vorcaro em Londres. Ficou hospedado no hotel The Peninsula, como cortesia do Banco Master, para participar dos painéis do seminário promovido pelo Master.

Poder360

06/03/2026

SE GRITAR PEGA L@DRÃO...

CPMI acha digitais da J&F no INSS e quer sigilos quebrados

O grupo J&F dos irmãos Batista, dono da JBS e do banco PicPay, pode ter os sigilos bancário e fiscal quebrados pela CPMI do INSS. Segundo requerimento do relator, Alfredo Gaspar (União-AL), a empresa dos notórios Joesley e Wesley Batista repassou R$55,7 milhões a empresas de Danilo Trento, investigado no esquema bilionário que saqueou aposentados. Gaspar quer também convocar José Antônio Batista Costa, sobrinho dos Batista, ex-CEO da J&F e chefe do conselho do PicPay.

Timing

O pedido na CPMI aponta que os pagamentos suspeitos da J&F ocorreram durante os 5 meses do programa “Meu INSS Vale+”.

Caminho

O Meu INSS Vale+ adiantava benefícios a aposentados cadastrados. Ou seja, o PicPay antecipava dinheiro para depois cobrar do INSS.

Operação

O J&F pagou empresas de Trento, suspeito de ter facilitado o programa durante a gestão no INSS de Alessandro Stefanutto, preso pela PF.

Ligação

As empresas de Trento são investigadas por receber de associações como Ambec e AAB, que descontava até de falecidos, segundo a CGU.