Resumo
*A defesa de Daniel Vorcaro tenta reconstruir a relação com o Supremo Tribunal Federal (STF) para abrir caminho para uma terceira proposta de delação premiada no caso Master. A informação é do blog da jornalista Clarissa Oliveira, da CNN Brasil. Reforçada pelo criminalista Daniel Bialski, a equipe pediu uma audiência com o relator do caso, ministro André Mendonça, em um dos primeiros movimentos da nova estratégia. Os advogados também solicitaram que o horário de visitas para despachos seja ampliado para até seis horas por dia, com o objetivo de revisar detalhadamente a estratégia e as informações que poderão ser apresentadas às autoridades. A ideia é retomar as negociações do zero e apresentar uma colaboração mais ampla do que as duas tentativas anteriores, afastando a possibilidade de que Vorcaro esteja omitindo informações. Segundo relatos à CNN Brasil, a relação entre Bialski e Mendonça também pesou na escolha do novo advogado. A primeira tentativa de delação teria fracassado em meio a atritos entre o ministro e o advogado José Luís de Oliveira Lima, o Juca. A segunda foi conduzida por Sergio Leonardo, que permanece na equipe.
*Moradores do Rio Grande do Norte poderão observar, a olho nu, um eclipse lunar parcial na madrugada do dia 28 de agosto. O fenômeno, que pode deixar a Lua com aparência avermelhada, será visível em todo o Brasil. A fase parcial começa na noite do dia 27 e segue pela madrugada do dia 28. O eclipse será o segundo fenômeno desse tipo registrado em agosto. Antes dele, no dia 12, ocorrerá um eclipse solar total, mas o evento não poderá ser observado do Brasil. A observação começa ainda na noite de quinta-feira (27). A fase parcial do eclipse terá início por volta das 23h33 e atingirá o ponto máximo às 1h12 da sexta-feira (28). A fase parcial termina às 2h51, enquanto a etapa penumbral segue até as 4h01. O fenômeno poderá ser acompanhado sem equipamentos especiais, desde que as condições do céu estejam favoráveis. A melhor visualização ocorre em locais com pouca iluminação artificial e com o horizonte livre. No eclipse lunar, a Terra fica posicionada entre o Sol e a Lua. Com isso, a sombra do planeta atinge a superfície lunar e faz com que parte do satélite natural fique escurecida. Em determinadas condições, a Lua pode adquirir uma tonalidade avermelhada, fenômeno popularmente conhecido como “Lua de sangue”.
*O ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) criticou a atuação da Polícia Federal em investigações que o envolvem, questionando o tratamento diferenciado para pessoas ligadas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em publicação no X, ele se referiu a uma reportagem que menciona o ex-ministro José Dirceu e outros associados ao governo que teriam recebido dinheiro da lobista Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha. O ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) criticou nesta segunda-feira, 10, a atuação da Polícia Federal (PF) em investigações que o atingiram e questionou o que considera tratamento diferente em relação a pessoas ligadas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A manifestação foi publicada no X, em reação a uma postagem que reproduzia reportagem do colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo. O texto afirma que a PF identificou, além do ex-ministro José Dirceu, outro nome ligado ao Palácio do Planalto que teria recebido dinheiro da lobista Roberta Luchsinger. Carlos Bolsonaro relembrou medidas de investigação que já atingiram sua família. “Já sofri buscas e apreensões, fui intimidado uma infinidade de vezes pela Polícia Federal, invadiram minha casa, helicóptero cumprindo determinações, levaram coisas pessoais, que não tenho até hoje e muito mais”, escreveu. Na publicação, o vereador afirmou não ter recebido explicações sobre os motivos das ações realizadas contra ele. “Tudo isso sem eu, ou qualquer pessoa de bom senso, saber o verdadeiro motivo de nada”, declarou. Carlos também questionou a ausência de medidas semelhantes contra integrantes do entorno de Lula. “Por que, até hoje, nada disso aconteceu com o filho do Lula, Lula ou os padrões dos componentes da facção, visto que, em tese, estão envolvidos até os dentes com desvios de dinheiro do INSS, de velhinhos, e outros absurdos?” A referência ocorre em meio às investigações sobre fraudes que envolvem descontos indevidos em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social. Ao encerrar o comentário, Carlos Bolsonaro ironizou a justificativa institucional das ações que considera seletivas. “Obviamente, tudo funciona em nome da democracia!”
*O senador Rogério Marinho (PL-RN) criticou o encontro que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente do Senado Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) tiveram na casa do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, em Brasília (DF), na última terça-feira (4). O parlamentar se manifestou por meio de nota. Segundo Marinho, que é coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência, o jantar na casa de Moraes ultrapassa uma linha perigosa. – Articulação política e construção de maiorias fazem parte da democracia. Mas quando acordos políticos passam a ser costurados na sala de jantar de ministros do STF, ultrapassa-se uma linha perigosa – escreveu. Ele apontou ainda que ministro do STF não é articulador partidário. Marinho apontou que a resposta será nas urnas. – Ministro do Supremo não é articulador partidário, fiador de acordos políticos nem operador de sucessões no Congresso. Quando magistrados envolvidos em inquéritos de enorme impacto político e eleitoral participam dessas articulações, a imparcialidade e a separação dos Poderes ficam sob suspeita. O que vemos é um sistema se movimentando para preservar poder e influência e tentando impedir a vitória de Flávio Bolsonaro e do nosso campo político. Nossa resposta será nas urnas. Eles têm os acordos de cúpula. Nós temos o povo. A reunião de Lula e Alcolumbre também foi mediada pelo ex-advogado do petista e atual ministro do STF, Cristiano Zanin. A relação entre Lula e Alcolumbre estava estremecida desde a rejeição do advogado-geral da União, Jorge Messias, para indicação ao STF no Senado. Alcolumbre teve um papel relevante na derrota do governo Lula nesse episódio. De acordo com o Globo, o jantar teve duração de três horas, e um dos principais assuntos abordados foi o fim da escala de trabalho 6×1, bandeira eleitoral de Lula. O texto da PEC foi aprovado na Câmara dos Deputados no primeiro semestre deste ano e encontra-se parado no Senado esperando ser pautado. Na avaliação de interlocutores, o projeto ainda terá que esperar o fim do processo eleitoral. O principal objetivo do encontro foi “aparar as arestas” entre os chefes do Executivo de Legislativo, tendo a conversa transcorrido em “tom amistoso”.
*Um homem de 45 anos foi preso nesta segunda-feira (10) suspeito de ser um dos chefes de uma organização criminosa que, segundo a Polícia Civil, buscava controlar os serviços de passeios turísticos em veículos 4×4 no litoral do Rio Grande do Norte. A prisão ocorreu durante o cumprimento de um mandado de prisão preventiva, com apoio da Polícia Penal. As investigações apontam que o grupo colocava regras e preços aos prestadores de serviço e restringia a atuação de profissionais que não seguissem as determinações. Segundo a Polícia Civil, entre as práticas atribuídas ao grupo estão ameaças, constrangimentos ilegais, intimidações e danos a veículos. Ainda segundo a polícia, durante a prisão do homem nesta segunda-feira, foram encontrados indícios de negociação e venda ilegal de armas de fogo, inclusive para pessoas ligadas a facções criminosas. As investigações tiveram início em 2024 e deram origem à Operação Litoral, em fevereiro de 2025. Na época, foram cumpridos mandados de prisão e de busca e apreensão em Natal, Parnamirim, Nísia Floresta e João Pessoa, na Paraíba. Durante a operação, os policiais apreenderam armas de fogo, munições, documentos e outros materiais que passaram a integrar a investigação. Com o avanço das apurações, a Polícia Civil afirmou ter identificado uma atuação “estável e coordenada” do grupo. Ao fim do inquérito, dez pessoas foram indiciadas, de acordo com a participação atribuída a cada uma, pelos crimes de associação criminosa, constrangimento ilegal e ameaça.

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