10/08/2026

PT E PL REFORÇAM CAIXA APOSTANDO NA AMPLIAÇÃO NO SENADO

PT e PL ampliam aposta no Senado e reforçam caixa de candidatos

PT e PL deram maior prioridade às candidaturas ao Senado na distribuição do Fundo Eleitoral de 2026. A estratégia ocorre em uma eleição na qual serão renovadas 54 das 81 cadeiras da Casa, responsável por analisar pedidos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), aprovar autoridades indicadas pelo presidente da República e votar propostas centrais para o próximo governo.

As duas legendas receberam as maiores parcelas do fundo neste ano. O PL ficou com R$ 881,7 milhões, enquanto o PT recebeu R$ 615 milhões. Os recursos públicos são distribuídos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) conforme critérios legais, entre eles o tamanho das bancadas partidárias no Congresso.

No PT, a fatia reservada às candidaturas ao Senado passou de 2,48% em 2022 para 10,08% em 2026. Em valores, o montante cresceu de aproximadamente R$ 12,5 milhões para R$ 62 milhões. A direção nacional ainda definirá a divisão entre candidatos e Estados e poderá fazer ajustes para cumprir as cotas previstas em lei.

O PL modificou sua fórmula de distribuição e passou a atribuir peso específico à bancada de senadores. Dos 70% do fundo destinados aos Estados, até 15% serão repartidos de acordo com o número de integrantes do partido no Senado. Essa parcela pode alcançar R$ 92,6 milhões. A decisão final caberá à Executiva Nacional, que poderá considerar pesquisas, competitividade e estratégias regionais.

Atualmente com 16 senadores, o PL pretende lançar candidatos em 24 unidades da Federação. O presidente da legenda, Valdemar Costa Neto, projeta a eleição de mais 20 nomes. “Então, nós devemos fazer mais 20 senadores”, afirmou. A ampliação da bancada é uma das prioridades do bolsonarismo, que defende a anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro e a abertura de processos de impeachment contra integrantes do STF.

O objetivo já havia sido manifestado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. Em julho de 2025, ao mencionar o poder do Senado para aprovar ou rejeitar indicados ao Supremo, ele declarou: “Com metade do Senado, vou mandar mais que o presidente da República”. O presidenciável Flávio Bolsonaro também vem associando o fortalecimento da bancada à intenção de ampliar a pressão sobre a Corte.

O PT lançou 18 candidatos ao Senado e pretende ampliar sua representação para facilitar a aprovação das propostas do governo e evitar novas derrotas no Congresso. “Será fundamental para o PT para o próximo ciclo formar uma boa quantidade de senadores”, afirmou o deputado Jilmar Tatto (PT-SP), coordenador do Grupo de Trabalho Eleitoral da sigla.

Entre as pautas de interesse do partido está o fim da escala de trabalho 6×1, aprovado pela Câmara e ainda pendente de votação no Senado. Uma bancada maior também ajudaria o governo na aprovação de indicados para instituições como o STF, a Procuradoria-Geral da República, o Banco Central e as agências reguladoras. Em abril, a Casa rejeitou a indicação de Jorge Messias ao Supremo, impondo uma das principais derrotas do governo Lula no Congresso.

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