No final do filme, todos morrem: Reflexões sobre poder, perseguição política e o futuro do povo
A história recente do Brasil começou a mudar com o rastro de destruição de Mariana e Brumadinho. Mas foi na pandemia que o cenário político virou uma guerra implacável. Diante de uma população com medo da morte, ficou fácil para o sistema fabricar um culpado por uma doença que veio da natureza. Com a desculpa da saúde, fecharam a economia, trancaram as pessoas em casa e usaram a crise sanitária como arma para acusar e tentar destruir o adversário político — cuja rejeição real nunca foi comprovada nas ruas.
Essa obsessão em destruir o ex-presidente começou durante o mandato dele e continuou, de forma ainda mais agressiva, após a tomada do poder pela atual gestão.
Hoje, toda a máquina do Estado — sustentada pelo dinheiro dos nossos impostos, blindada pela grande mídia e apoiada por quem lucra com o sistema — está de joelhos para garantir a sobrevivência desse grupo. O plano de bastidores é escancarado: aprovar novas regras de censura disfarçadas de proteção e usar o cancelamento para manter a oposição refém do medo. Tudo isso serve a um único objetivo: garantir a reeleição do atual mandatário, para que ele termine sua vida pública com "chave de ouro", blindado pelo poder.
O perigo não é um fantasma do futuro; o risco está em curso agora, diante dos nossos olhos. O vale-tudo para manter o controle da máquina pública sobre a população está ativo. Se nada for feito agora, se a sociedade continuar calada e acuada, assistiremos inertes e impotentes à vitória esmagadora do sistema sobre o povo brasileiro.
Mas os poderosos se esquecem de uma regra básica: nenhum trono é eterno. Governos passam, impérios caem e homens que se julgavam intocáveis viram poeira. No final do filme da vida, todos morrem. O que sobram são as feridas abertas, as famílias destruídas e o estrago que ficará de herança para os nossos filhos. A História cobra a conta, e os homens passam, mas as consequências permanecem.
Bernadete Freire Campos - Cidadã brasileira, especialista em neurociência, estudiosa do comportamento humano no contexto político.
JCO

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