SpaceX cita STF e bloqueio no Brasil como risco em documento
A SpaceX citou o Supremo Tribunal Federal como um possível risco aos seus negócios em documentos apresentados à Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC) para abertura de capital na Bolsa norte-americana.
No documento de requisição de oferta pública inicial, a empresa de Elon Musk afirmou que operações globais podem ficar sujeitas a decisões de governos e autoridades jurídicas consideradas “instáveis, maliciosas ou arbitrárias”. O Brasil aparece como exemplo no documento.
A companhia mencionou diretamente o episódio de agosto de 2024, quando a Starlink teve ativos bloqueados por decisão do ministro Alexandre de Moraes em meio ao processo envolvendo a rede social X, também controlada por Musk.
Segundo a SpaceX, o caso demonstraria que ativos podem sofrer medidas judiciais mesmo em situações não ligadas diretamente às operações da empresa.
“Conforme evidenciado pela apreensão de bens no Brasil, podemos estar sujeitos a ações adversas por parte de agentes governamentais”, afirma o documento apresentado à SEC.
SpaceX quer estrear na Nasdaq
A SpaceX informou que pretende listar suas ações no índice de mercado Nasdaq sob o código SPCX. O pedido de oferta pública inicial foi divulgado pela SEC na quarta-feira, mas ainda sem estimativa oficial de preço para os papéis.
A companhia projeta aumento de US$ 581 milhões em receitas ligadas ao segmento de inteligência artificial em 2025. O crescimento seria impulsionado por publicidade, assinaturas do chatbot Grok, operações da rede social X e contratos de licenciamento de dados.
Segundo a imprensa norte-americana, a empresa espera levantar cerca de US$ 75 bilhões com a oferta pública.
revistaoeste

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