O Salvador da Pátria
Artigo, por Ricardo de Moura Sobral, advogado.
A expressão título do artigo é empregada no sentido popular, fruto da dinâmica da língua viva falada pelo povo - “última flor do lácio, inculta e bela”.
Dir-se-á, pois, tratar-se de alguém a quem se atribui – somente a esse alguém – a condição de salvar algo de situação difícil, complicada, aparentemente insolúvel.
Como a arte imita a vida (Aristóteles) e a vida imita a arte (Oscar Wilde), até a teledramaturgia já se socorreu da expressão. Lembram da novela (1989) com o mesmo título do artigo, desenrolando-se o drama em torno da figura de Sassá Mutema, envolvido na política?
O RN passa por um momento difícil, que demanda a atuação do salvador da pátria. Não o salvador da arte cênica, mas o salvador da vida real, que foque na solução sem ter interesse próprio a defender, sem ser candidato, sem postular outra coisa senão botar o trem nos trilhos outra vez.
Ele existe e tem nome!
Antes, porém, é preciso lembrar que o buraco em que se encontra o “elefante” não foi cavado pela sindicalista que hoje lhe governa.
Não, não foi! Entretanto, não se pode negar que ela não enfrentou o problema e agravou o desequilíbrio fiscal, aprofundando assim o fosso, optando pelo populismo econômico, por pauta de costumes onerosa, por agradar a militância, e por onerar as finanças públicas com despesas que o erário é incapaz de suportar, em que pese a crescente arrecadação de tributos.
Henrique Eduardo poderia ser o governador da transição, ou como queiram, do mandato tampão.
Governaria cuidando da administração da coisa pública sem se envolver na campanha que se avizinha, equidistante das correntes que disputam a eleição.
Conhece o caminho das pedras no Planalto.
Sozinho, tem mais prestígio e articulação no centro do poder do que toda a bancada federal reunida.
É o nome talhado para o momento.

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