04/11/2025

RESUMO DE NOTÍCIAS


*Em ação conjunta, as polícias Civil e Militar cumpriram, nesta terça-feira (4), dois mandados de prisão preventiva contra criminosos suspeitos de participar do assassinato de Luana Jamilly Lopes de Souza, em Santa Cruz. A ação faz parte da segunda fase da Operação Moscou, que vem desmantelando uma facção criminosa atuante na região. De acordo com as investigações, o crime ocorreu em 28 de abril deste ano. A jovem foi executada de forma brutal por integrantes da facção. Desde então, a polícia intensificou as buscas e já havia prendido outros dois envolvidos na primeira fase da operação. Os novos presos, de 23 e 25 anos, foram localizados no estado de Pernambuco, com apoio das polícias Militar e Civil dos dois estados. Após os procedimentos legais, eles foram encaminhados ao sistema prisional, onde ficam à disposição da Justiça. Mesmo com as prisões, as investigações continuam. A Polícia Civil pede que informações que possam ajudar na elucidação total do crime sejam repassadas, de forma anônima, pelo Disque Denúncia 181.


*O ministro Alexandre de Moraes, do STF, já teria escolhido o destino de Jair Bolsonaro: uma cela especial na Penitenciária da Papuda, em Brasília. Segundo informações do Metrópoles, Moraes viu imagens do local e deu o aval para a “acomodação” do ex-presidente — com paredes brancas, ar-condicionado e televisão. Bolsonaro cumpre atualmente prisão domiciliar, mas aliados acreditam que o STF pode determinar a transferência já na próxima semana, depois de rejeitar os recursos apresentados pela defesa. A cela teria sido adaptada especialmente para recebê-lo, o que alimenta críticas sobre o tratamento diferenciado dado a políticos e poderosos no sistema prisional. A expectativa é que a estadia do ex-presidente na Papuda seja curta. Até mesmo ministros próximos a Moraes apostam que o STF vai voltar atrás e permitir o retorno à prisão domiciliar, alegando “motivos de saúde” — o mesmo argumento que beneficiou Fernando Collor, em maio, condenado por corrupção. Bolsonaro foi sentenciado a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado e outros quatro crimes. Ele usa tornozeleira eletrônica e é investigado ainda por coação no curso de processo, num inquérito aberto após seu filho, o deputado Eduardo Bolsonaro, tentar pressionar autoridades brasileiras com o apoio do governo dos Estados Unidos.


*Após criticar a Operação Contenção no Rio de Janeiro e defender que policiais poderiam neutralizar bandidos armados com fuzis usando somente pedradas, a professora do Departamento de Segurança Pública da Universidade Federal Fluminense (UFF) Jacqueline Muniz pediu proteção ao governo Lula (PT), relatando estar sendo alvo de ameaças nas redes sociais. Segundo informações da colunista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, a solicitação foi enviada ao Ministério dos Direitos Humanos nesta segunda-feira (3) por meio do gabinete do vereador Leonel de Esquerda (PT), coordenador da Comissão de Favelas da Câmara Municipal do Rio. No documento, Muniz pede para ingressar no Programa de Proteção dos Defensores de Direitos Humanos da pasta. O sistema foi criado em 2019 com o objetivo de fornecer segurança a pessoas ameaçadas devido à sua atuação em prol dos direitos humanos. De acordo com a professora, as ameaças foram estimuladas por parlamentares de direita, como os deputados federais Nikolas Ferreira (PL-MG) e Gustavo Gayer (PL-GO). Cientista política e antropóloga, Muniz causou polêmica durante uma entrevista enquanto comentava a operação policial que deixou 121 mortos no Rio de Janeiro, sendo quatro deles policiais e os demais ligados ao Comando Vermelho (CV), de acordo com o governo do Rio. – O criminoso tá com o fuzil na mão, ele é facilmente rendido por uma pistola, até por uma pedra na cabeça. Enquanto ele tá tentando levantar o fuzil e colocar o fuzil pra atirar, alguém joga uma pedra e já derrubou o sujeito – disse ela.


*O apresentador Ratinho defendeu a operação policial realizada no Rio de Janeiro no último dia 28, e cobrou das autoridades um recrudescimento contra o crime. Em pronunciamento realizado durante seu programa, no SBT, o comunicador afirmou que “tá muito fácil para bandido aqui neste país”, e está na hora de os governantes tomarem providências contundentes no âmbito da segurança pública. Na ocasião, o apresentador expôs o resultado de uma pesquisa de opinião feita com a audiência do programa. De acordo com os dados, 94% disseram ser a favor da Operação Contenção, e 6% contra. – Sinal de que o povo está muito descontente com o jeito que está a violência no Brasil, realmente está muito violento, viu? Tá muito violenta, eu acho que nossos governos e principalmente os nossos juristas, deputados, deveriam mudar um pouco a lei. Tá muito fácil pra bandido aqui neste país. Tá na hora de vocês fazem alguma coisa. Não é culpa de uma ou duas pessoas, não. O Congresso tem que votar leis mais duras para bandido aqui – frisou.


*O governo federal discute se vai prestar assistência aos familiares dos 117 suspeitos mortos na megaoperação policial feita pelo governo do Rio de Janeiro, sob gestão de Cláudio Castro (PL). A ação ocorreu no Complexo da Penha, na Zona Norte da capital fluminense. De acordo com o Metrópoles, a ministra dos Direitos Humanos, Macaé Evaristo, defende que a União apoie formalmente as famílias afetadas. Ela visitou a comunidade na quinta-feira (30) para ouvir relatos de moradores e classificou a operação como “um fracasso”. A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, também participou da visita. Apesar da pressão de setores do governo, o Palácio do Planalto trata o tema com cautela. A avaliação é que uma ação direta da União poderia gerar desgaste político e associar o governo Lula ao tráfico e ao crime organizado. Por isso, a tendência é que a ajuda, se houver, seja responsabilidade do governo estadual. O presidente Lula (PT) comentou o caso em entrevista a veículos internacionais nesta terça-feira (4). Ele chamou a operação, que deixou 121 mortos, de 'desastrosa' e afirmou que o país viveu “uma matança”.

PRESIDENTE DA CPI DO CRIME ORGANIZADO TEM PETISTA COMO PRESIDENTE

Senador do PT é eleito presidente da CPI do Crime Organizado

A comissão parlamentar de inquérito (CPI) que vai investigar o crime organizado foi instalada, nesta terça-feira (4), com os senadores Sergio Moro (União Brasil-PR), Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e dois parlamentares do PT como titulares: Rogério Carvalho (PT-SE) e Fabiano Contarato (PT-ES).

Proposta pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE), a comissão terá 120 dias para investigar o crescimento das facções e milícias no país. A instalação da CPI foi anunciada dois dias após a megaoperação policial que deixou 121 mortos nos Complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro.

O colegiado contará com 11 integrantes titulares e sete suplentes. Nem governo nem oposição deverá ter larga maioria nas primeiras votações, assim como ocorreu na CPI do INSS.

Um dos representantes do PT na CPI, Fabiano Contarato foi delegado de polícia por 27 anos, eleito senador pelo Espírito Santo em 2018, pela Rede Sustentabilidade. Em dezembro de 2021, ele deixou o partido pelo qual venceu o pleito e ingressou no PT. Entre 2022 e 2023, ele foi líder da sigla de Lula no Senado.

Em maio do ano passado, foi único senador do PT que votou a favor da derrubada do veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao projeto de lei que pôs fim à “saidinha” de presos. O partido ainda conta com o senador Rogério Carvalho, como titular, e o ex-governador da Bahia, senador Jaques Wagner (PT-BA).

Titulares:

– Alessandro Vieira (MDB-SE);
– Márcio Bittar (PL-AC);
– Marcos do Val (Podemos-ES);
– Otto Alencar (PSD-BA);
– Angelo Coronel (PSD-BA);
– Jorge Kajuru (PSB-GO);
– Flávio Bolsonaro (PL-RJ);
– Magno Malta (PL-ES);
– Rogério Carvalho (PT-SE);
– Fabiano Contarato (PT-ES);
– Hamilton Mourão (Republicanos-RS).

Suplentes:

– Sergio Moro (União Brasil-PR);
– Eduardo Girão (Novo-CE);
– Veneziano Vital do Rego (MDB-PB);
– Jaques Wagner (PT-BA);
– Randolfe Rodrigues (PT-AP);
– Esperidião Amin (PP-SC).

Com informações AE

E ELE SABE FAZER OUTRA COISA?

Lula adota ações controversas e ‘ameaça manchar imagem do Brasil’, diz New York Times

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem tomado decisões controversas no combate à crise climática e na redução da destruição da Floresta Amazônica. É o que afirma o The New York Times, em reportagem publicada nesta terça-feira (4).

De acordo com o jornal, quando Lula retornou ao poder em seu terceiro mandato como presidente, tinha como objetivo restaurar a imagem do Brasil como um país exemplar em ações climáticas. O veículo cita que Lula prometeu reduzir drasticamente as emissões de gases de efeito estufa, arrecadar fundos globais para combater a crise climática e conter a destruição desenfreada da Amazônia.

O New York Times destaca que o presidente colocou áreas da Amazônia sob proteção federal, sendo esse um processo que foi paralisado durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, e fortaleceu as agências responsáveis pela fiscalização de crimes ambientais, que haviam sido sucateadas pelo governo anterior.

Segundo a reportagem, porém, três anos após sua posse, Lula tomou ações ambientais que se contradizem. Sob seu governo, o presidente flexibilizou leis ambientais e permitiu, poucas semanas antes da COP30, a perfuração de petróleo perto da foz do rio Amazonas pela primeira vez.

“Essa controvérsia ameaça manchar a imagem do Brasil no exterior e enfraquecer sua influência nas negociações climáticas este ano na COP30, em um momento crucial, enquanto as nações se preparam para debater o abandono dos combustíveis fósseis para limitar o aumento das temperaturas globais”, afirma o jornal.

O New York Times ressalta que Lula tem sido um firme defensor da exploração de petróleo na Amazônia, argumentando que o mundo ainda precisará da commodity por muitos anos, e que o projeto seria uma forma de gerar empregos e investimentos para o desenvolvimento da região Norte do Brasil.

Valor Econômico

COP30: PQP - CHEGA LULA, OS JORNALISTAS ESTRANGEIROS FORAM ROUBADOS!

Jornalistas estrangeiros que estão em Belém para COP são roubados

Dois jornalistas estrangeiros — uma argentina e um chileno — foram vítimas de um roubo no tradicional Mercado Ver-o-Peso, em Belém (PA), na tarde do último domingo (2). Os profissionais de imprensa viajaram à capital paraense para cobrir os preparativos da COP30, conferência climática que será realizada na cidade neste mês.

De acordo com a Polícia Civil do Pará, os repórteres caminhavam em direção à Estação das Docas quando foram abordados por dois homens armados com uma faca e um facão. Sob ameaça, as vítimas entregaram um colar, um relógio e uma carteira com documentos. Ninguém ficou ferido.

O crime foi presenciado por dois policiais rodoviários federais à paisana, que decidiram intervir. Os agentes perseguiram os suspeitos, que tentaram fugir. Um deles se jogou no rio, mas acabou alcançado e preso. O outro conseguiu escapar e segue sendo procurado. Os pertences foram recuperados e devolvidos aos jornalistas.

Em nota, a Polícia Civil do Pará afirmou que o suspeito preso foi levado à Seccional de São Brás e autuado em flagrante. As vítimas receberam atendimento na Delegacia de Proteção ao Turista (DPTur).

CALENDÁRIO TURÍSTICO OFICIAL DO BRASIL AGORA TEM O CARNATAL INCLUSO

Carnatal é incluído no calendário turístico oficial do Brasil

O Carnatal foi oficialmente incluído no calendário turístico nacional. A aprovação ocorreu nesta terça-feira (4) na Comissão de Desenvolvimento Regional (CDR) do Senado, em decisão terminativa.

O Projeto de Lei 3.034/2023, de autoria do ex-deputado e atual prefeito Paulinho Freire (União-RN), teve relatório favorável do senador Rogério Marinho (PL-RN) e segue agora para sanção presidencial.

“O Carnatal fortalece o comércio, os serviços e toda a cadeia do turismo potiguar”, destacou Rogério Marinho no parecer.

Reconhecido como um dos maiores carnavais fora de época do país, o evento reúne cerca de 1 milhão de foliões por quatro dias, no início de dezembro.

Além do destaque cultural, o Carnatal é um importante motor econômico: segundo o Instituto Fecomércio-RN, a edição de 2024 movimentou R$ 112 milhões, um aumento de 51,8% em relação a 2023.

O gasto médio diário dos turistas superou R$ 1,5 mil, reforçando o impacto do evento na geração de emprego e renda.

Com informações de Agência Senado

COP30: LULA PROMETE VINHO QUE NÃO É VINHO

O vinho que Lula quer oferecer na COP30 não é vinho

Em uma entrevista recente, Lula disse que pensa seriamente em fazer uma surpresa etílica às autoridades estrangeiras. Segundo ele, nenhum dos convidados do evento vai precisar tomar vinho francês, italiano ou espanhol. “Eles vão tomar vinho de açaí”, prometeu o presidente, defendendo a escolha como uma forma de prestigiar os produtos da Amazônia.

Não se sabe ainda se a ideia realmente irá para frente, mas uma coisa é certa: a rigor, o vinho que Lula quer servir às autoridades estrangeiras na COP30 não é vinho. Por definição, vinho é o suco (mosto) fermentado de uvas, sejam vitis viníferas, responsáveis pelos vinhos finos, que é a denominação usada para os secos, ou vitis americanas, que faz os vinhos de mesa, ou suaves (doces). O que presidente anunciou que vai servir é uma bebida fermentada de fruta, no caso de açaí, produzida no Macapá (AP), no sítio Flor de Samaúma, pelo ex senador João Capiberibe.

Antes que os brasilianistas ferrenhos venham apedrejar esta colunista, aviso que não provei, mas fiquei curiosa e interessada no projeto. Segundo análises da Embrapa Agroindústria Tropical, do Ceará, a bebida apresenta características físico-quimicas e sensoriais semelhantes a alguns vinhos tintos. Sensorialmente, o Açaí Tinto teve aprovação de 50 provadores, que são consumidores habituais de vinho, segundo os testes da entidade. “Apesar de não ser um vinho de uva, a bebida de açaí está na faixa de acidez apresentada pelos vinhos de uvas Touriga Nacional, Tempranillo e Petit Verdot”, observou Gustavo Saavedra, chefe-geral da Embrapa Agroindústria Tropical.

O interesse de João Capiberibe por vinho começou quando esteve exilado no Chile, com a mulher Janete e os três filhos pequenos. A família morou em Talca, na região de Maule, em duas vinícolas. “Nós fazíamos o nosso vinho com as uvas que sobravam das carretas que levavam a safras colhidas para as bodegas”, lembra. Assim, tornou-se um bebedor de vinho habitual. Na pandemia, ele recebeu de um amigo um vinho feito de açaí, produzido por um mestre cervejeiro do Acre, e naquele exato momento decidiu iniciar os testes para ele mesmo produzir a bebida.

A fabricação se inicia com a extração da polpa do açaí, uma espécie de moagem, igual a que se faz para aquele que se come com granola. Depois, para fazer o mosto, acrescenta-se água, açúcar e leveduras. A fermentação pode levar de suas a três semanas e, após esse período, a bebida envelhece em tanque com chips de madeira de carvalho francês. “Testamos com barris de carvalho, mas não funcionou”, conta o enólogo da floresta. Atualmente, João também oferece cursos de produção de vinho para a população ribeirinha. “A floresta em pé sempre foi a minha bandeira, fazer esse vinho é uma maneira de parar de exportar riqueza e ficar com a pobreza”, diz.

Hoje, o empreendimento conta com 10 rótulos, oito feitos de açaí e dois brancos, um de cupuaçu e taperabá. Os secos Amazônia, sem envelhecimento, custam R$ 64,90, e o Curupira, que está há um ano e quatro meses envelhecendo, sai por R$ 150. A fazenda, que também faz passeios ecológicos, costuma receber muitos franceses encantados com a floresta. “Na hora de provar o vinhos, eles chegam de nariz arrebitado, mas logo ficam surpresos”, conta João.

Em tempo: apesar da declaração de Lula prometendo servir vinho de açaí, até agora não houve nenhuma encomenda para abastecer a COP30. O produtor ainda não perdeu as esperanças. “Eu tenho aqui prontas pelos menos 3.000 garrafas, espero vender todas pra ele”, diz João. Como último apelo, ele faz questão de citar o passado político: sim, ele já votou algumas vezes no presidente.

Veja

CEARÁ-MIRIM: BLACK MAIS REDEMAIS OPÇÃO - MAIS BEBÊ - OFERTAS DE 04 A 09/11/2025

 



ARREGÃO

Lewandowski alega conflito de agenda para faltar à audiência na Câmara

O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, informou na manhã desta terça-feira (4) que não irá à Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados.

Ele havia sido convocado para esclarecer o asilo que o Brasil concedeu à ex-primeira-dama do Peru Nadine Heredia, condenada no país vizinho.

Na condição de convocado, o ministro é obrigado a comparecer ao colegiado, a menos que apresente uma justificativa. A sessão estava marcada para às 14h30 desta terça.

Em ofício enviado à comissão, o Ministério da Justiça diz: “Lamentamos que não será possível o seu comparecimento à referida Comissão, no dia 04 de novembro de 2025, às 14h30, em razão do prazo exíguo e dos compromissos assumidos anteriormente”.

O Ministério da Justiça também informou no ofício que uma semana antes da apresentação e aprovação do requerimento de convocação, Lewandowski compareceu à Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara, e respondeu sobre o tema.

“O asilo foi concedido por questões humanitárias, segundo o chanceler Mauro Vieira, porque ela porta um câncer, que está evoluindo, passou por uma operação na coluna, tem seu marido preso, e, se fosse presa, deixaria um filho menor sem quaisquer cuidados”, começou o ministro.

“Então, numa decisão soberana, que leva em conta razões humanitárias e razões de Estado, foi concedido asilo diplomático a essa senhora, e quem tem obrigação de cuidar de que, eventualmente, aqueles que sejam perseguidos pela polícia não se evadam do território nacional é o Poder Executivo, e o Poder Executivo peruano concedeu um salvo-conduto para que ela viesse ao Brasil”, continuou.

Segundo Lewandowski, ao ingressar no Brasil, “ela se dirigiu ao representante da imigração que se encontrava em Guarulhos, e, como mais de 20 mil pessoas no ano passado, 2024, e mais de 70 mil pessoas em 1973, ela apresentou um formulário solicitando o refúgio”.

O documento é assinado por Marivaldo Pereira, secretário nacional de Assuntos Legislativos do MJ, que também declara que a pasta está à disposição para prestar outros esclarecimentos e para receber os deputados que integram a comissão “para tratar dos temas relacionados ao Ministério da Justiça e Segurança Pública”.

Quem é Nadine

A ex-primeira-dama peruana Nadine Heredia chegou a Brasília em 16 de abril deste ano em um avião da FAB (Força Aérea Brasileira) após ter asilo diplomático concedido pelo governo brasileiro.

A CNN Brasil apurou que a defesa de Heredia alegou perseguição política na solicitação ao Brasil. Também foi levado em consideração um câncer que ela enfrenta.

A ex-primeira-dama e seu marido, o ex-presidente Ollanta Humala, foram condenados a 15 anos de prisão pela Justiça peruana, acusados de recebimento ilícito de verba da empreiteira brasileira Odebrecht (hoje Novonor) para campanhas eleitorais. A defesa pretende contestar a decisão em instância superior.

CNN

OPERAÇÃO POLICIAL CONTRA O COMANDO VERMELHO NA BAHIA TEM 1 MORTO E 30 PRESOS

Um suspeito morre e mais de 30 são presos na Bahia em operação policial contra o Comando Vermelho

Um suspeito morreu em Salvador, 34 foram presos na Bahia e outros dois foram presos no Ceará, na manhã desta terça-feira (4), durante uma operação policial contra o tráfico de drogas. O objetivo da Operação Freedom era desarticular o núcleo armado e financeiro da organização carioca Comando Vermelho na Bahia.

A operação na Bahia acontece apenas seis dias após a megaoperação contra a mesma facção criminosa nos complexos da Penha e do Alemão, no Rio de Janeiro. Quatro policiais e 117 suspeitos morreram na ação.

O homem morto na operação ainda não teve o nome divulgado. Segundo a Polícia Civil, ele reagiu à abordagem policial no bairro do Uruguai e foi baleado. Ele foi socorrido para o Hospital Geral Ernesto Simões Filho, mas não resistiu aos ferimentos.

Entre os presos na operação estão:

Luís Lázaro Santana Alves, conhecido como "LL" - apontado como o chefe da facção no bairro da Liberdade, em Salvador;

Marielle Silva Santos - companheira de Luís Lázaro, apontada como a responsável financeira da organização criminosa.

O casal estava escondido na cidade de Eusébio, na Região Metropolitana de Fortaleza, no Ceará.

Na mesma operação, foi preso um homem procurado no Rio de Janeiro. Ele não teve a identidade divulgada.

Ao todo, foram 90 mandados de prisão, sendo 46 deles mandados de busca e apreensão, cumpridos em cinco bairros de Salvador, no sistema prisional de Salvador, nas cidade baianas de Aratuípe e Ilhéus, e no Ceará. (Veja na imagem acima)

Além dos mandados de prisão e busca e apreensão, 51 contas bancárias de alvos da operação foram bloqueadas pela Justiça. Também foram apreendidas, armas, porções de maconha, crack e cocaína.

De acordo com a Polícia Civil, os investigados na Operação Freedom são suspeitos de homicídios e da expansão do tráfico de drogas em Salvador e outras cidades. A partir dos cumprimentos dos mandados judiciais, há a expectativa de resolução de pelo menos 30 assassinatos ocorridos na capital baiana.



g1

UMA FILHA DE CEARÁ-MIRIM/RN QUE BRILHA NA CAPITAL

Uma cearamirinense que brilha

Silvia Eveliny Silveira





Silvia Eveliny Silveira é assistente social na prefeitura de Natal, ela escreveu um projeto no ministério de ação social, sendo classificado como a segunda melhor nota entre as capitais e cidades do Brasil, conseguindo com isso recursos por volta de 5 milhões para a cidade de Natal.

Na próxima semana, a convite do ministério de ação social, ela irá participar de reuniões em Brasília.

É uma filha de Ceará Mirim/RN que brilha fora do nosso município... hoje a mesma exerce um cargo de confiança na secretaria de ação social do município de Natal, ligada diretamente a primeira dama, atual secretaria.

Pois é, uma filha da terra que se destaca fora de nossa cidade, onde aqui não foi lhe ofertada oportunidades. 

Ela tem especialização e mestrado em serviço social.

Silvia é filha do amigo Sérgio Silveira e neta do saudoso Dr. José Honório da Silveira, um dos mais famosos dentistas que Ceará Mirim já teve!

Sucesso a nossa competente conterrânea!

IBGE: VEJA O RANKING DOS 30 SOBRENOMES MAIS POPULARES DO BRASIL

IBGE divulga pela 1ª vez os sobrenomes mais populares do Brasil; veja o ranking

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta terça-feira (4), pela 1ª vez, a lista de sobrenomes mais comuns do Brasil.

O sobrenome mais popular do Brasil é Silva, com 34 milhões de brasileiros, ou 17% da população. Derivado do latim, o nome significa selva o floresta e, segundo o IBGE, é provável que as pessoas que passaram a usar o sobrenome viessem de áreas florestais ou de vegetação abundante.

O 2º sobrenome mais popular do Brasil é Santos (21,4 milhões, 10,5% da população). Abreviação de Todos os Santos, era atribuído a quem nascia no Dia de Todos os Santos (1º de novembro) e foi amplamente adotado por convertidos ao cristianismo durante a Inquisição, segundo o IBGE.

Veja abaixo o ranking dos 30 mais populares na lista abaixo ou consulte os 4 mil mais populares no infográfico que vem a seguir.


01- Silva: 34.030.104
02- Santos: 21.367.475
03- Oliveira: 11.708.947
04- Souza: 9.197.158
05- Pereira: 6.888.212
06- Ferreira: 6.226.228
07- Lima: 6.094.630
08- Alves: 5.756.825
09- Rodrigues: 5.428.540
10- Costa: 4.861.083
11- Sousa: 4.797.390
12- Gomes: 4.046.634
13- Nascimento: 3.609.232
14- Araújo: 3.460.940
15- Ribeiro: 3.127.425
16- Almeida: 3.069.183
17- Jesus: 2.859.490
18- Barbosa: 2.738.119
19- Soares: 2.615.284
20- Carvalho: 2.599.978
21- Martins: 2.576.764
22- Lopes: 2.337.914
23- Vieira: 2.102.389
24- Rocha: 2.044.495
25- Dias: 2.035.387
26- Gonçalves: 2.028.298
27- Fernandes: 1.835.974
28- Santana: 1.815.982
29- Andrade: 1.707.452
30- Batista: 1.703.130

Clique no link abaixo e veja a matéria completa: 

ACABOU A QUÍMICA QUE NUNCA EXISTIU

Itamaraty vê clima esfriar para nova conversa com os EUA sobre o tarifaço

Depois da reunião entre Lula e Donald Trump na Malásia, ficou acertado que o trio de ministros Mauro Vieira (Relações Exteriores), Fernando Haddad (Fazenda) e Geraldo Alckmin (Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços) faria uma reunião em Washington com seus homólogos americanos – os secretários Marco Rubio (de Estado) e Scott Bessent (Comércio) e o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer.

O encontro, no entanto, segue sem data para acontecer. Havia a expectativa de que as negociações pela reversão do tarifaço fossem retomadas nesta semana. Mas fontes da diplomacia brasileira relataram ao Radar que o cenário atual é de silêncio no rádio. E não há nenhuma movimentação para viabilizar uma reunião na capital americana nos próximos dias.

Na última quinta-feira, Greer disse que o governo dos EUA está “analisando o formato” do possível acordo comercial com o Brasil, mas esse processo poderia demorar “algumas semanas ou meses”. E acrescentou: “Queremos ter certeza de que os brasileiros (…) estejam prontos para colaborar.”

O governo Lula já colocou na mesa a possibilidade de reduzir as tarifas cobradas sobre a importação de etanol americano – que é, inclusive, um dos produtos em que de fato os Estados Unidos têm déficit comercial com o Brasil (algo totalmente diferente das constantes declarações de Trump de que os americanos sofrem um “enorme” déficit no comércio bilateral como um todo).

Mas um assunto que promete ser mais espinhoso gira em torno da regulação das big techs proposta pela administração petista. Trump vê medidas de endurecimento de controle de conteúdo e multas por descumprimento como ataques à liberdade de expressão de empresas americanas e, até, o “roubo” de dinheiro delas.

Além disso, cresce no Itamaraty a percepção de que pode demorar mais que o Brasil gostaria para se obter algum avanço nas tratativas bilaterais com os Estados Unidos, com Washington evidenciando que tem outras prioridades na política externa, sendo a principal delas evitar a deflagração de uma guerra comercial com a China.

Mesmo na América Latina, o maior foco de Trump é hoje ostentar a presença militar perto da costa da Venezuela, com um discurso ambíguo sobre o real objetivo de ataques a barcos em águas internacionais sob o pretexto de combater o narcotráfico – de fato, o presidente americano não faz questão de esconder o desejo de ver a queda do regime de Nicolás Maduro.

A escolha de Marco Rubio como o principal negociador americano semeou incertezas entre autoridades brasileiras sobre quão linha-dura o republicano descendente de cubanos seria nas tratativas. Na verdade, a aparente falta de disponibilidade do secretário de Estado dos EUA para receber a comitiva do governo Lula já está se mostrando, em si, um empecilho para o desenrolar das negociações.

Veja

NA CERIMÔNIA DE ENTREGA DAS FAIXAS DO MISS UNIVERSO 2025, MISSES SE RETIRAM EM APOIO AO MÉXICO

Miss Universo 2025: misses se retiram em apoio ao México após crise histórica

A cerimônia de entrega das faixas do Miss Universo 2025, realizada nesta terça-feira (4), terminou em uma confusão histórica. Fatima Bosch, do México, alegou ter sido desrespeitada por Nawat Itsaragrisil, dono da franquia na Tailândia e do Miss Grand International (MGI) – também um dos maiores concursos de beleza do mundo. Após a confusão, ela se retirou do local, juntamente com outras candidatas e a Miss Universo 2024, Victoria Kjær Theilvig.

Eliezer Junior, especialista em concursos de beleza, disse nunca ter visto “nada igual” no Miss Universo nestes mais de 40 anos que acompanha a competição.

Segundo ele, a confusão teria tido início após a Miss México não concordar em gravar vídeo para divulgar um jantar, que não faz parte da programação oficial do concurso, promovido por Nawat. Este evento, inclusive, levou o Miss Universo, assim como o presidente Raul Rocha, a se manifestarem.

CEARÁ-MIRIM: DEPÓSITOS DE OVOS SÃO PEDRO - NO VAREJO OU NO ATACADO O PREÇO É BOM

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Ceará-Mirim/RN   

A PALAVRA DE DEUS PARA ESTA TERÇA-FEIRA (04) - POR PADRE BIANOR JR.

Padre Bianor Jr.


Natal/RN, terça-feira, 4 de novembro de 2025

“O Senhor é fiel para sempre, faz justiça aos oprimidos e dá pão aos famintos.”

(Sl 145[146],6-7)

Evangelho: Lc 14,15-24

Jesus contou a parábola de um homem que preparou um grande banquete e convidou muitos. Mas todos começaram a dar desculpas para não ir. Então o dono da casa mandou chamar os pobres, os aleijados, os cegos e os coxos, para que sua casa ficasse cheia.

Irmãs e irmãos,

O convite de Deus é para todos, mas nem todos acolhem com prontidão. Muitas vezes, as ocupações, o comodismo e as desculpas nos afastam da alegria de participar do banquete do Reino.

Deus, porém, insiste em nos chamar — especialmente os esquecidos e os últimos — para nos mostrar que no coração de Cristo há lugar para todos.

O verdadeiro discípulo é aquele que responde com prontidão e alegria ao chamado do Senhor, sem deixar que as distrações do mundo abafem sua voz.

Proposta do dia:

Diga “sim” a um convite de Deus hoje — na oração, no serviço ou no amor ao próximo.


Pe. Bianor Júnior
Paróquia de Nossa Senhora da Apresentação


🕊️ Agenda de hoje:

16h30: Santa Missa na Matriz

PQP: MESMO PROTEGENDO A CORRUPÇÃO AINDA HÁ QUEM CHAME O STF DE 'GUARDIÃO DA CONSTITUIÇÃO'

Sindicalista de R$157 milhões mente muito na CPMI, mas, blindado pelo STF, nem foi preso

Os parlamentares da CPI do INSS identificaram uma profusão de “inverdades e contradições” no depoimento do presidente da Confederação Brasileira dos Trabalhadores da Pesca e Aquicultura (CBPA), Abraão Lincoln Ferreira, nesta segunda-feira (3). Assim, desde o início do depoimento, os membros da comissão levantaram a possibilidade de prisão de Ferreira, um dos investigados na Operação Sem Desconto, que apura fraudes em descontos de benefícios do INSS.

— Ao final do depoimento, eu vou escolher os motivos do pedido de prisão em flagrante por falso testemunho, por calar a verdade (…) Não vou, de forma nenhuma, questionar o motivo de ele manter-se em silêncio em perguntas que não o autoincriminam. Isso para mim vai até ajudar talvez, no final dos trabalhos — disse o relator, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), sobre o fato de o depoente não responder à maior parte dos questionamentos.

Convocado como testemunha, Lincoln compareceu com habeas corpus preventivo concedido pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão manteve sua convocação na condição de testemunha (com dever de se manifestar sobre os fatos), mas garantiu a ele o direito ao silêncio e à não autoincriminação.

Convocação

A convocação de Lincoln foi pedida em oito requerimentos, segundo informou a Agência Senado, e um deles lembrou que a CBPA, presidida por Abraão Lincoln, está entre as entidades que tiveram bens bloqueados nas ações judiciais ajuizadas pela Advocacia-Geral da União em nome do INSS.

Em outro pedido, o senador Izalci Lucas (PL-DF) apontou que a entidade presidida por Lincoln “não é uma partícipe qualquer, mas um dos eixos centrais da arquitetura criminosa”. Ele citou indícios de corrupção e lavagem de dinheiro e lembrou que o depoente já teve seus sigilos bancário e fiscal quebrados, além da indisponibilidade de seus bens decretada.

“Como um aposentado que recebe R$27 mil por ano movimentou R$157 milhões em três anos, sem esse dinheiro ser declarado? O senhor movimentou R$157 milhões — questionou Izalci, que também apontou o repasse de recursos da CBPA para empresas de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS.

O senador também citou relatório da Controladoria-Geral da União (CGU) que aponta a incompatibilidade entre a estrutura da CBPA, em uma “pequena sala comercial”, com apenas “uma secretária para atendimento”, e o número de associados. O depoente, porém, afirmou que a estrutura é compatível com o trabalho da confederação.

— Ouvimos algumas pessoas mal-informadas ou equivocadas avisarem, falarem que a CBPA tinha uma estrutura pequena aqui em Brasília. A nossa estrutura é compatível para a recepção das 21 federações, mas a nossa estrutura é grande e espalhada no país, porque ela está nas nossas representações de segundo, de terceiro e de primeiro graus. (…) Nós existimos de verdade — disse Lincoln na sua fala inicial.

Incriminação

Logo no início da reunião, o advogado do depoente, Emmanoel Campelo, se pronunciou e orientou a testemunha a não prestar o termo de compromisso. Esse termo é obrigatório a testemunhas, mas não a investigados. No entendimento da defesa, o depoente é investigado pela justiça, ainda que convocação na CPMI seja como testemunha.

A recusa do depoente de responder aos questionamentos feitos pelo relator sobre condenações anteriores, sem relação com os escândalos do INSS, gerou protestos de parlamentares, que apontaram a necessidade de respostas em questões que não incriminassem o depoente. O advogado, no entanto, afirmou que a avaliação deve ser feita pela defesa técnica, e não pelos parlamentares.

— O juízo sobre autoincriminação é feito pela defesa técnica. Isso está garantido pelo HC [habeas corpus]. Então eu poderia, por exemplo, questionar a pertinência dessas perguntas com os fatos investigados, mas não estou fazendo, porque acho que é prerrogativa do relator fazer as perguntas que entender necessárias; mas, de fato, o juízo de autoincriminação é da defesa técnica e precisamos que isso seja respeitado — disse o advogado.

A reunião chegou a ser interrompida para um entendimento entre integrantes da CPMI e a defesa do depoente.

— O senhor deve ter uma história para preservar, o senhor tem milhares de associados, o senhor disse que tem prestação de serviço, trouxe um folder. É uma pergunta tão simples!. A gente está querendo saber se isso é safadeza ou se é uma entidade séria, e o senhor se cala? O senhor, tendo a oportunidade de esclarecer para o Brasil que não meteu a mão no dinheiro de aposentado e de pensionista de forma criminosa, o senhor vai permanecer em silêncio? — questionou o relator.

Após a volta dos trabalhos, Lincoln concordou em responder parte dos questionamentos.

Filiações

Entre as perguntas feitos pelo relator e não respondidos pelo depoente, estão algumas sobre o crescimento repentino no número de filiados da confederação. Alfredo Gaspar afirmou que a CPBA passou de 4 tentativas de inclusão de cadastro, em maio de 2023, para 64 mil em junho. Depois, em julho, o número de tentativas de inclusão foi de mais de 196 mil cadastros. Em 2025, apontou o relator, a entidade chegou a 757 mil cadastros.

Além disso, o relator apontou tentativas de incluir como filiados 40 mil pessoas que já morreram. Não houve resposta do depoente sobre a estratégia usada pela entidade para conseguir filiações.

O relator também apontou o recebimento, pela CBPA, de R$221 milhões em descontos associativos, numa média de R$ 10 milhões a R$ 11 milhões mensais. Gaspar questionou para onde ia o dinheiro. O depoente disse não ter de cabeça o detalhamento sobre os dados e afirmou que poderia mandar os contratos, notas e extratos para a comissão depois.

De acordo com o presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), 99,5% dos filiados à CBPA não reconheceram os descontos. O depoente afirmou que, após auditoria, mandou suspender todos os descontos que estavam com suspeitas.

Relação com investigados

Abraão Lincoln não quis responder sobre quem era o maior destinatário das transferências feitas pela confederação, mas o relator afirmou que a CBPA pagou R$ 25 milhões à Plataforma Consultoria e R$ 15 milhões à Titanium Pay, ambas de Philippe André Lemos, que seria ligado a um dos núcleos investigados pelas fraudes. O depoente não esclareceu quais foram os serviços prestados.

Também houve questionamentos não respondidos sobre a relação do depoente e da CBPA com outros investigados pelas fraudes, como Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS. Empresas ligadas a Antunes, como a Brasília Consultoria, a ACDS Call Center e a Plural Intermediações, teriam recebido recursos da CBPA.

Lincoln confirmou ter passado uma procuração para Adelino Rodrigues Junior (que seria sócio de uma das empresas investigadas) para movimentar uma conta da CBPA. A finalidade, de acordo com o depoente, era devolver valores a filiados que reclamavam sobre cobranças no call center contratado para esse fim.

O depoente afirmou que as movimentações dessa conta eram de valores baixos. Porém, de acordo com o relator, houve, por exemplo uma transferência de R$ 37 mil para Thaisa Hoffmann, esposa do ex-procurador-geral do INSS Virgílio Oliveira Filho. Os dois prestaram depoimento à CPMI em outubro.
Políticos

As relações do depoente com políticos também foram alvo de questionamentos dos parlamentares. O relator afirmou que o depoente deveria responder às perguntas para evitar possíveis injustiças.

— A gente vai começar a falar da parte política. Eu acho uma injustiça muito grande com quem for ser citado o senhor não esclarecer, porque vai recair suspeição, e suspeição é a pior coisa que existe para um político.

Tanto Gaspar quanto o vice-presidente da comissão, deputado Duarte Jr. (PSB-MA), apontaram o repasse de cerca de R$ 5 milhões da CBPA para o deputado estadual Edson Cunha de Araújo (PSB-MA). De acordo com o depoente, Araújo é vice-presidente da CBPA.

O repasse teria sido feito por Gabriel Negreiros, tesoureiro da CBPA, com quem o depoente disse ter apenas relação institucional. Duarte Jr. no entanto, apontou que Gabriel é padrinho do neto do depoente e afirmou que ele mentiu e que poderia ser preso pela comissão.

— Quero reiterar, ao final da oitiva, ao final da fala de cada deputado e senador, o pedido de prisão por falso testemunho, porque o senhor mentiu e não adianta pedir desculpa depois que nós comprovamos. Eu reitero o pedido de prisão por falso testemunho — disse o vice-presidente da CPMI, que informou que pedirá a expulsão do deputado maranhense do seu partido.

Outros pagamentos feitos pela CBPA apontados por Alfredo Gaspar foram à empresa Network , que depois teria depois repassado dinheiro a familiares do deputado federal Silas Câmara (Republicanos-AM) e a empresas ligadas a eles.

Entre os nomes citados pelo relator estão Jônatas Câmara, Heber Tavares Câmara e Milena Câmara. Ele não esclareceu os serviços prestados, mas afirmou que Milena, filha de Silas Câmara, trabalha como advogada da CBPA.

Para a deputada Adriana Ventura (Novo-SP), o depoente está “blindando poderosos”.

— O senhor está blindando poderosos, parlamentares e outras pessoas que, sinceramente, se o senhor pensasse um pouco no futuro do seu neto, o senhor não protegeria desse jeito.
Balanço

O presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), fez um balanço sobre a atuação da CPMI. Ao todo, foram 21 reuniões que somaram 153 horas, já descontadas as suspensões. Foram 2.421 requerimentos apresentados; 23 depoentes ouvidos; 648 ofícios expedidos e 2.055 documentos recebidos, totalizando cerca de 200 GB em informações disponíveis.

— A Previdência fez um acordo com um banco, que vai devolver perto de R$ 7 milhões para os aposentados, já se antecipando ao nosso trabalho que vai começar, se Deus quiser, em fevereiro do próximo ano. Então, nós estamos empurrando as soluções. Isto é parte do nosso trabalho: o Parlamento dando clareza e dando soluções ao Brasil — disse Viana.

DP

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