Resumo
*No próximo sábado (25), o Partido Liberal (PL) realizará, em São Paulo, a convenção que deve oficializar a candidatura de Flávio Bolsonaro (RJ) à Presidência. Até o momento, o partido ainda não definiu quem será o candidato a vice na chapa e mantém negociações para ampliar alianças nacionais. A estratégia de Flávio busca atrair o Republicanos e a federação União-Progressista, formada por União Brasil e Progressistas. Caso o Republicanos integre a coligação, a chapa também poderá aumentar o tempo de propaganda eleitoral gratuita. Pelas regras da Justiça Eleitoral, a divisão do tempo de campanha no rádio e na televisão considera, entre outros critérios, a representação dos partidos na Câmara dos Deputados. Por isso, as negociações por alianças também fazem parte da estratégia eleitoral. Entre os nomes citados para ocupar a vice estão Daniella Marques (Republicanos), ex-presidente da Caixa Econômica Federal e coordenadora do programa econômico de Flávio, e a senadora Tereza Cristina (PP-MS), ex-ministra da Agricultura no governo de Jair Bolsonaro (PL).
*O ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência, Ronaldo Caiado (PSD), afirmou nesta terça-feira (21) que o produtor brasileiro precisa de Green Card para “entrar no mercado americano sem pagar pedágio”. Apesar de não citar Eduardo Bolsonaro, a publicação ocorre um dia após o ex-deputado receber o benefício. — Precisamos valorizar e fortalecer o agro do nosso país, defender a indústria e proteger os empregos do Brasil. Não é turismo, é sobre autoridade moral pra governar! — disse Caiado no X. O Green Card é um documento concedido pelo governo dos Estados Unidos que autoriza estrangeiros a morarem no país com direitos semelhantes aos dos cidadãos americanos. Além de Eduardo, sua esposa e filhos também foram beneficiados com a medida. O caso repercutiu na imprensa nesta segunda-feira (20) por ocorrer em meio à crise nas relações entre o Brasil e os EUA. A crise diplomática se agravou na semana passada, quando o governo Donald Trump concluiu a investigação do Escritório Comercial dos Estados Unidos (USTR) e determinou que produtos brasileiros recebessem uma tarifa de 25%. Na esteira da decisão, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, ainda fez críticas públicas ao governo brasileiro e afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) “priorizou seu próprio ego em detrimento de um acordo que vise ao bem-estar do povo brasileiro”. O Itamaraty reagiu e classificou as declarações como “grosseiras” e “arrogantes”. Eduardo Bolsonaro vive nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025. Em entrevista à Rede Comunica Brasil nesta terça, o ex-deputado federal afirmou que o processo de obtenção do Green card durou mais de um ano, exigiu a contratação de advogado e a abertura de contas bancárias para comprovar a origem de recursos. Disse ainda que precisou demonstrar notoriedade e potencial de trazer benefícios à sociedade americana. O ex-deputado federal foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a quatro anos e dois meses de reclusão por coação, devido à sua atuação nos Estados Unidos para intimidar o Judiciário e impedir a análise da tentativa de golpe.
*Embora parte importante das exportações brasileiras do agronegócio tenha ficado de fora do tarifaço anunciado pelos Estados Unidos, o setor não está livre dos efeitos da medida. Ao Diário do Poder, o advogado especialista em Direito do Agronegócio e CEO do João Domingos Advogados, Dr. Leandro Marmo, alerta para uma série de impactos indiretos capazes de elevar os custos de produção e reduzir a competitividade do agro brasileiro. Segundo o especialista, a isenção concedida a diversos alimentos e commodities estratégicas não representa uma garantia de estabilidade para o setor. “Existe uma percepção de que os produtos isentos estão protegidos, mas essa leitura é incompleta. O agronegócio funciona dentro de uma cadeia global altamente integrada. Quando uma potência econômica altera suas regras comerciais, os reflexos atingem toda a cadeia produtiva, inclusive quem não foi diretamente tarifado”, explica. De acordo com Marmo, um dos primeiros reflexos deve ocorrer na logística internacional. A reorganização das rotas marítimas e do fluxo de cargas tende a aumentar os custos de frete, armazenagem e seguros, pressionando a margem de lucro dos exportadores brasileiros. “O produtor pode continuar vendendo para o mercado americano, mas pagará mais caro para colocar sua produção no navio. São custos invisíveis que acabam reduzindo a rentabilidade da operação”, afirma. Outra preocupação recai sobre os insumos empregados na produção agrícola. O especialista destaca que o agronegócio brasileiro depende significativamente da importação de fertilizantes, defensivos agrícolas, tecnologias e equipamentos. Em um ambiente de maior volatilidade cambial e de reorganização das cadeias globais de suprimentos, esses itens tendem a ficar mais caros. “O aumento do dólar e os impactos sobre a indústria mundial podem encarecer fertilizantes, defensivos, máquinas agrícolas e peças de reposição. Ou seja, mesmo quem exporta produtos isentos poderá enfrentar uma elevação expressiva dos custos dentro da porteira”, ressalta. Diante desse cenário, Leandro defende que produtores, cooperativas e empresas do setor reforcem o planejamento financeiro e adotem medidas preventivas para reduzir riscos. “Mais do que nunca, será necessário revisar custos, utilizar instrumentos de proteção cambial, negociar fretes com antecedência e buscar novos mercados consumidores. A competitividade do agronegócio dependerá da capacidade de gestão diante desse novo ambiente de comércio internacional”, avalia. Para o especialista, o atual cenário também reforça a necessidade de ampliar a presença dos produtos brasileiros em mercados como Ásia, Oriente Médio e América Latina, diminuindo a dependência das decisões comerciais de um único parceiro. “O tarifaço mostra que o produtor rural precisa olhar além da alíquota de importação. A verdadeira disputa será pela eficiência na gestão dos custos e pela capacidade de proteger a rentabilidade diante das mudanças no comércio global”, conclui.
*A tropa da comunicação da “pré”-campanha de Lula está em polvorosa com a taxação promovida pelos Estados Unidos a produtos brasileiros, que avalia ter rendido dividendos eleitorais ao petista. O problema agora é administrar a língua nervosa de Lula, para que o presidente não erre o tom nas críticas e o eleitorado associe o tarifaço a uma eventual má-condução das negociações. A estratégia é velha e conhecida, apostar no fator “ataque de um inimigo externo” para faturar com a união nacional. Isolamento preventivo - Fala do chanceler Mauro Vieira já é parte da estratégia de preservar Lula e afastar o presidente de bate-boca com auxiliares de Donald Trump. - Trump malvadão - Lula vai usar o tarifaço na campanha, claro. Mas deve reforçar críticas ao presidente dos Estados Unidos, na linha “imperador do mundo”. Sem envolvimento - O presidente nem mesmo deve tomar frente nas negociações, que vão ficar com o Ministério da Fazenda, Itamaraty e Indústria e Comércio. Boca de sacola - Lula tem histórico de falar demais e azedar relações, como o caso do “Holocausto” (2024) e declarações sobre a guerra da Rússia e Ucrânia.
*Uma professora casada está sendo acusada de ter vendado e amarrado à cama que dividia com o marido um aluno de 10 anos durante abuso sexual ocorrido há 35 anos. O caso parou na Justiça em 2024, após a vítima resolveu relatar o que viveu com Deborah Franklin, atualmente com 65 anos, contou o “Sun”. O denunciante contou aos jurados, emocionado, que tinha apenas 9 anos quando desenvolveu uma “forte amizade” com a sua professora — descrita como “muito sociável” —, que também se tornou sua professora particular em Hertfordshire (Inglaterra), no início da década de 1990. A relação rapidamente evoluiu para “sussurros” e “piadas” de cunho inapropriado. “Ela falava sobre drogas, cigarros, sexo. Coisas muito adultas”, alegou ele, acrescentando ser a “vítima perfeita”. Num episódio, contou a vítima, Deborah zombou dele após perder uma aposta: “Ela disse: ‘Estou muito surpresa que seja isso o que você quer. Eu teria pensado que você queria me ver sem roupa'”. Embora hoje perceba que foi vítima de “muita manipulação”, o denunciante disse que à época Deborah fazia com que ela se parecesse “sua namorada”. Ele afirmou que ela o beijou na boca pela primeira vez na garagem dele — e logo depois: “Lembro-me de que ela estava sem roupa e me ensinando como tocar uma mulher”. “Lembro-me de ela apenas me dizer o que fazer, e eu simplesmente fazia”, testemunhou ele. O denunciante declarou que eles tiveram “relações sexuais” quando ele tinha apenas 10 anos, tanto no quarto do irmão dele quanto na própria casa da professora. Um dia foi destacado: “Ela me pediu para subir na cama. Acho que era a cama de casal dela. Lembro-me de ela me amarrar. De amarrar meus braços. Ela tinha uma pena. Uma espécie de luvas com penas e pele. Ela fazia cócegas em mim. Lembro-me de estar amarrado à cama e de olhos vendados. Acho que eu não fazia ideia do que estava acontecendo. Eu simplesmente deixava rolar e confiava nela.” Eles continuaram mantendo relações sexuais por cerca de quatro anos — incluindo uma vez em que “a professora chamou pelo nome do marido”.

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