*Dezenas de corpos de manifestantes mortos foram flagrados em frente a um necrotério em Teerã, em imagens que chocam o mundo. A onda de protestos contra o regime dos aiatolás já deixou mais de 500 mortos e mais de 10 mil presos, segundo a ONG Human Rights Activists News Agency, que opera nos EUA. Os mortos incluem centenas de civis e dezenas de membros das forças de segurança. Jovens, mulheres e até menores de idade estão entre os detidos, enquanto o governo corta internet e telefonia para tentar conter a revolta. Os protestos começaram no fim de dezembro, motivados pela crise econômica e pelo descontentamento popular. Rapidamente, a indignação se transformou em oposição direta ao regime, espalhando-se por centenas de cidades do país. Enquanto o mundo assiste, o Irã mostra seu rosto mais duro: repressão, censura e sangue nas ruas. A luta dos manifestantes escancara a fragilidade de um governo que tenta controlar o povo pelo medo.
*O primeiro turno das Eleições de 2026 será realizado no dia 4 de outubro, quando milhões de brasileiros voltarão às urnas eletrônicas para escolher o presidente da República, governadores, senadores e deputados federais, estaduais e distritais. Ao todo, o eleitor fará seis escolhas, obedecendo à seguinte ordem de votação: – Deputado federal; – Deputado estadual (ou distrital, no caso do Distrito Federal); – Senador (primeira vaga); – Senador (segunda vaga); – Governador e vice-governador; e – Presidente e vice-presidente da República. De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), caso nenhuma candidatura alcance a maioria absoluta com mais de 50% dos votos válidos, o segundo turno das disputas para presidente da República e governadores será realizado no dia 25 de outubro.
*Nesta segunda-feira (13), o senador Magno Malta (PL-ES) protocolou um ofício na Superintendência Regional da Polícia Federal, no Distrito Federal, solicitando autorização para a realização de uma vistoria institucional e de uma visita humanitária ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está sob custódia da corporação. O documento foi destinado ao delegado Alfredo Junqueira, superintendente regional da PF no Distrito Federal. No ofício, o parlamentar fundamenta o pedido no exercício do mandato e na prerrogativa constitucional de fiscalização dos atos do Estado, além de sua atuação como membro titular da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado Federal. A solicitação tem como objetivo verificar as condições humanitárias da custódia, com foco na integridade física, psicológica, médica e material do ex-presidente, assegurando o cumprimento dos direitos fundamentais previstos na legislação brasileira, especialmente na Lei de Execução Penal. Ao se referir à situação, Malta afirmou que a iniciativa está estritamente vinculada às atribuições do mandato parlamentar.
*O pastor Silas Malafaia criticou o ator Wagner Moura nesta segunda-feira (12), em publicação na rede social X, após declarações feitas pelo artista durante a coletiva do Globo de Ouro 2026, nos Estados Unidos. Na postagem, Malafaia comentou a diferença de tratamento pelo governo Lula (PT) com a classe artística e com os professores. – Wagner Moura! Para esse artista cretino, governo bom é dar aumento de R$ 18 para professores e R$ 18 bilhões para o que eles chamam de cultura – alfinetou o pastor. E continuou: – Na verdade, é compra de consciência e propaganda de governo. Você está morando no lugar errado, ao invés de EUA, vai morar em Cuba, seu esquerdista de araque! A manifestação do pastor ocorreu depois de Wagner Moura vencer o prêmio de Melhor Ator de Drama pelo filme O Agente Secreto e usar o momento para criticar o ex-presidente Jair Bolsonaro. Na ocasião, o ator afirmou que o país precisa seguir produzindo obras sobre o período militar e declarou: – A ditadura ainda é uma cicatriz aberta na vida brasileira. Isso aconteceu há apenas 50 anos. Nós recentemente tivemos, de 2018 a 2022, um presidente de extrema-direita, fascista, que é uma manifestação física dos ecos da ditadura. Então, a ditadura ainda está muito presente no cotidiano brasileiro.
*O filme brasileiro O Agente Secreto, vencedor do Globo de Ouro de melhor filme de língua não inglesa, recebeu R$ 7,5 milhões do governo via Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), administrado pela Ancine. O longa teve orçamento total de R$ 27,1 milhões e também contou com R$ 5,5 milhões da iniciativa privada e apoio de França, Alemanha e Holanda. Nenhum recurso da Lei Rouanet entrou no projeto. Foi a primeira vez que um filme brasileiro faturou duas categorias na mesma edição: melhor filme de língua não inglesa e melhor ator, com Wagner Moura. Apesar do prêmio, a vitória virou palanque político. O diretor Kleber Mendonça Filho aproveitou para criticar o ex-presidente Jair Bolsonaro, dizendo que ele foi “epicamente irresponsável” e que o cinema serve para expressar insatisfações sociais, conforme O Antagonista. O caso levanta o debate sobre o uso de dinheiro público em produções artísticas que acabam politizando o próprio conteúdo. Enquanto isso, o cinema brasileiro celebra o reconhecimento internacional, mas o custo da consagração — com dinheiro do contribuinte — não passa despercebido. Para muitos, a pergunta é inevitável: vale pagar milhões para premiar filme que também virou plataforma política?

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