Ministro do STF critica escolha de Temer para Ministério da Educação
O ministro do STF Luís Roberto Barroso defendeu neste sábado
(18) que o Ministério da Educação ficasse fora do arranjo partidário
feito pelo governo interino de Michel Temer.
Sem citar o nome do presidente interino ou do ministro da Educação,
Mendonça Filho, Barroso afirmou que “a população vai cobrar alguém mais
comprometido, mais experiente” em relação à pasta.
“A economia eles trataram com a melhor seriedade. Escolheram os melhores que encontraram. Na educação, não foi esse o critério. De novo, nenhum desapreço específico à pessoa que está lá. Ali foi uma divisão partidária e não uma divisão de conhecimento”, afirmou Barroso, em Oxford, durante o Brazil Forum UK 2016, evento organizado por estudantes brasileiros no Reino Unido.
“A economia eles trataram com a melhor seriedade. Escolheram os melhores que encontraram. Na educação, não foi esse o critério. De novo, nenhum desapreço específico à pessoa que está lá. Ali foi uma divisão partidária e não uma divisão de conhecimento”, afirmou Barroso, em Oxford, durante o Brazil Forum UK 2016, evento organizado por estudantes brasileiros no Reino Unido.
A declaração foi dada em resposta a uma pergunta da plateia sobre a universalização da educação no Brasil.
“Nada contra o atual ministro da Educação. As escolhas são escolhas políticas […]. Educação deveria estar fora disso”, afirmou o ministro.
“Nada contra o atual ministro da Educação. As escolhas são escolhas políticas […]. Educação deveria estar fora disso”, afirmou o ministro.
Em manifestação ao STF tornada pública nesta sexta (17), o
procurador-geral da República, Rodrigo Janot, afirmou que “foram
encontrados indícios de possível recebimento de propina” pelo ministro
da Educação.
Mendonça Filho teria recebido R$ 100 mil em vantagem indevida, disfarçada de doação eleitoral na campanha de 2014, segundo o procurador, o que ele nega.
Mendonça Filho teria recebido R$ 100 mil em vantagem indevida, disfarçada de doação eleitoral na campanha de 2014, segundo o procurador, o que ele nega.
Foi a segunda crítica de Barroso ao governo Temer feita a um grupo de estudantes.
Neste sábado, o ministro comentou também o episódio no qual foi
flagrado, em março, dizendo “Meu Deus do céu! Essa é a nossa alternativa
de poder” ao ver uma foto de líderes do PMDB celebrando o rompimento do
partido com o governo Dilma Rousseff.
Na ocasião, ele afirmou que o Brasil enfrenta um problema de “falta de alternativa”.
FolhaPress

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