Juíza que autorizou busca na casa do filho de Lula deixa a Operação Zelotes
Uma semana após autorizar a deflagração de uma nova fase da Operação
Zelotes, que incluiu prisões e busca e apreensão na firma de um filho do
ex-presidente Lula, a juíza federal substituta da 10ª Vara Federal do
DF, Célia Regina Ody Bernardes, não responde mais pelos processos e
inquéritos relativos à investigação. A juíza deixou o caso porque o juiz
titular da vara, Vallisney de Souza Oliveira, regressou nesta
quarta-feira (4) do órgão em que atuava desde novembro de 2014, o STJ
(Superior Tribunal de Justiça).
Durante um ano, Oliveira exerceu a função de juiz instrutor do
ministro Napoleão Maia. Segundo o juiz, sua atividade no STJ tinha um
prazo inicial previsto de seis meses e foi renovada por uma vez, até o
início deste mês. Ele reconheceu que, pelas regras em vigor, poderia
continuar no STJ até novembro de 2016, com mais duas renovações de seis
meses, mas decidiu regressar à vara federal porque considerou que seu
trabalho no tribunal “já estava feito”. “Foi pura coincidência, pura
coincidência”, disse o juiz Vallisney Oliveira à reportagem nesta
quarta-feira. Ele disse que a juíza Célia Regina fez “um bom trabalho” e
que ela “deu esse impulso todo” à investigação.
“Eu sou o juiz natural do processo, esse inquérito sempre foi meu,
atuei nele dez meses, dei um monte de quebras [de sigilo] e outras
medidas. Esse inquérito já está há algum tempo aqui [na vara]. Agora ele
vai ter que ir mais rápido por causa das prisões, tem réus presos. E
vamos conduzir com tranquilidade o inquérito”, disse Oliveira. O juiz
disse que tem “obrigação” de tocar o caso Zelotes. “Como ele fez parte
do meu acervo, eu não posso [deixar de julgar]. Eu tenho o deve de
aturar nele, dever de juiz”, disse o magistrado.
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