CNBB é criticada por ser contra a redução da maioridade penal
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) publicou um comunicado para destacar que é é contra a redução da maioridade penal. O posicionamento gerou críticas nas redes sociais, nesta quinta-feira (15).
O texto da CNBB foi divulgado porque, na quarta-feira (14), o senador Rogério Marinho (PL-RN) apresentou uma emenda à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública para reduzir a maioridade penal de 18 para 16 anos como regra geral e para 14 anos em casos de crimes graves, como crimes hediondos, tortura, tráfico de drogas, terrorismo e participação em organização ou associação criminosa.
Nesta quinta-feira, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, retirou de pauta a votação da PEC da Segurança Pública, após divergências entre governistas e oposicionistas sobre as mudanças previstas no texto, incluindo propostas para reduzir a maioridade penal.https://www.instagram.com/p/DehhvccDK4G/?img_index=1
A CNBB destacou que em junho uma carta foi enviada aos parlamentares a fim de chamar atenção de que “a redução da maioridade penal não enfrenta as causas da violência nem oferece respostas duradouras para a segurança pública”. Os bispos pediram, na ocasião, que o Congresso Nacional “priorize políticas públicas capazes de enfrentar as causas da violência: educação de qualidade, fortalecimento das famílias, proteção da infância e da adolescência, ampliação de oportunidades para os jovens e aperfeiçoamento das medidas socioeducativas”.
– Para o Conselho Permanente, “o Brasil será mais seguro se investir na proteção, na educação e na promoção de sua juventude, e não ampliando o encarceramento precoce de adolescentes” – apontou a CNBB.


















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