10/08/2026

ISSO SÓ ACONTECE NUMA ZONA CHAMADA BRASIL

Influenciadora é condenada por frase sobre Duda: “É um cara que diz que é uma mulher trans, mas é casado com uma mulher e tem um filho ou filha”

A influenciadora Bianca Barreto foi sentenciada pela Justiça da Bahia a dois anos de reclusão em regime aberto e ao pagamento de R$ 20 mil por danos morais, depois de se referir à deputada federal trans Duda Salabert usando pronomes masculinos. A magistrada entendeu que o ato configurou transfobia, enquadrada na Lei do Racismo, e determinou que a pena seja cumprida inicialmente em liberdade. A decisão ainda não é definitiva, pois a defesa já anunciou a intenção de recorrer.

O processo teve origem em um vídeo publicado em 2024, no qual Bianca Barreto criticava a condenação do deputado Nikolas Ferreira por declarações semelhantes contra Duda Salabert. Na gravação, a influenciadora afirmou que continuaria tratando a parlamentar no masculino, argumentando que “homem é homem, mulher é mulher”. Ela também mencionou que a deputada é casada com outra mulher e tem um filho, reforçando sua posição de recusa em reconhecer o gênero social de Salabert.

A juíza Eduarda de Lima Vidal, titular da 9ª Vara Criminal de Salvador, concluiu que o uso intencional do gênero masculino para se referir à deputada trans ultrapassou o escopo da liberdade de expressão. Na sentença, ela ressaltou o entendimento do Supremo Tribunal Federal de que atos de homofobia e transfobia se enquadram na Lei do Racismo, equiparando-os a práticas discriminatórias graves.

No texto da decisão, a magistrada afirma que “o uso deliberado do gênero biológico de nascimento para ridicularizar e desqualificar a identidade social de uma mulher trans em arena pública não é mero exercício de opinião”, mas sim uma forma de negar o reconhecimento de sua identidade e cidadania. Esse entendimento reforça a proteção legal conferida a minorias sob o marco da Lei do Racismo.

Em nota, a defesa de Bianca Barreto informou que irá recorrer da condenação, argumentando que a influenciadora “jamais defendeu qualquer forma de violência, perseguição ou ódio” e que o caso deve ser analisado sob as garantias constitucionais de liberdade de expressão, consciência, crença e manifestação religiosa. O recurso deverá ser apresentado às instâncias superiores para reavaliação da aplicação da Lei do Racismo no contexto da liberdade de opinião.

Bianca comentou sua condenação:

“Uma mulher branca quem me condenou por racismo contra outra pessoa branca. Eu sou a negra da história.”

JCO

DURANTE SHOW NO RJ CANTORA COLOCA BOLSONARO E LULA A PROVA - VEJA RESULTADO

Cantora põe Lula e Bolsonaro a prova em pleno show e reação do público é fulminante

Na sexta-feira (7), durante apresentação em Bom Jardim (RJ), a cantora Juliana Bonde fez uma enquete informal no palco mencionando os nomes de Lula e Jair Bolsonaro.

A reação do público foi muito mais expressiva quando Bolsonaro foi citado. Gritos e manifestações de apoio ao ex-presidente se destacaram em relação à resposta da plateia ao nome de Lula.

Veja o vídeo:

FIZERAM DO BRASIL UM PAÍS DE ANALFABETOS

Brasil perde 7 milhões de leitores em 5 anos


O brasileiro nunca teve tanto texto ao alcance dos olhos. Livros inteiros cabem no celular, bibliotecas podem ser acessadas pela internet e ferramentas digitais praticamente eliminaram as antigas barreiras para encontrar, comprar ou publicar uma obra. Mesmo assim, o país está lendo menos.

Entre 2019 e 2024, o Brasil perdeu 6,7 milhões de leitores, segundo a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, realizada pelo Ipec com 5.504 pessoas de 5 anos ou mais em 208 municípios. Pela primeira vez, os não-leitores tornaram-se maioria: 53% dos entrevistados. Apenas 47% haviam lido ao menos parte de um livro no período considerado pelo levantamento.

Os números brasileiros fazem parte de um fenômeno mais amplo, discutido na Edição 334 da Revista Oeste. Em artigo publicado pela revista norte-americana The Atlantic, a jornalista Rose Horowitch investiga o enfraquecimento do hábito de leitura e questiona se a sociedade caminha para uma era “pós-literária”.

Os sinais aparecem também nos Estados Unidos. Menos da metade dos adultos norte-americanos declarou ter lido pelo menos um livro em 2022. Apenas 38% leram um romance ou conto. A parcela da população que lia por prazer em um dia qualquer caiu de 28%, em 2004, para 16%, em 2023.

O brasileiro abandona os livros

No Brasil, o problema fica ainda mais evidente quando se observa quanto (e o quê) as pessoas efetivamente leem. Somente 27% dos entrevistados disseram ter terminado um livro no período analisado. Entre os brasileiros alfabetizados, apenas 7% afirmaram ler literatura por vontade própria todos ou quase todos os dias. Outros 11% fazem isso pelo menos uma vez por semana.

Por sua vez, 62% não leem literatura espontaneamente. A quantidade de obras consumidas também ajuda a dimensionar o fenômeno. Ao considerar toda a população, a média de literatura lida por vontade própria ficou em apenas 1,17 livro por ano. Em 2024, 29% dos brasileiros declararam não gostar de ler; cinco anos antes, eram 22%.

Mas há um paradoxo. A redução da leitura de livros não significa necessariamente que as pessoas estejam lendo menos palavras. Celulares despejam diariamente sobre seus usuários mensagens de WhatsApp, publicações em redes sociais, legendas, comentários, notificações, e-mails e uma sucessão praticamente infinita de pequenos textos. A diferença está na forma como esse conteúdo é consumido.

Muitas palavras, pouca leitura

É aí que aparece uma das questões levantadas pela reportagem da Revista Oeste: a leitura fragmentada das telas consegue substituir a concentração exigida por um livro?

A tecnologia tornou possível carregar uma biblioteca inteira no bolso. Ao mesmo tempo, criou um ambiente dominado por vídeos rápidos, frases isoladas e conteúdos construídos para capturar a atenção por alguns segundos. A inteligência artificial adiciona uma nova camada a essa transformação. Resumos automáticos, traduções instantâneas e sistemas capazes de produzir ou condensar textos reduzem cada vez mais o esforço necessário para chegar à informação.

A escrita, contudo, desempenhou durante milhares de anos uma função que vai além de simplesmente transportar dados. Ela permite registrar ideias, estabelecer conceitos, confrontá-los e desenvolver raciocínios extensos sem depender da memória ou da comunicação presencial. A humanidade pode estar diante de outra transformação na maneira de transmitir conhecimento. Ainda não se sabe até onde essa mudança irá.

O mundo realmente caminhando para uma sociedade “pós-literária”? O que a leitura fragmentada faz com nossa capacidade de concentração? E a tecnologia ameaça os livros ou apenas está mudando a maneira como lemos?

revistaoeste

TRISTE: HOMEM SE ENTREGA A POLÍCIA APÓS MATAR AS FILHAS DE 3 E 5 ANOS E DEIXAR CORPOS NO CARRO

Homem mata as filhas de 3 e 5 anos, deixa os corpos no carro e se entrega à polícia

Duas crianças, de 3 e 5 anos, foram encontradas mortas dentro de um carro na manhã deste domingo, 9, na zona sul de São Paulo.

O pai das vítimas, de 24 anos, foi preso em flagrante sob as acusações de homicídio e violência doméstica.

O homem se apresentou no 48º Distrito Policial, na Cidade Dutra, e indicou o local onde os corpos estavam.

Após o relato, policiais militares foram até o endereço indicado, na Rua Luiz Supertti, 25, no Jardim Guanabara, na zona sul paulistana. Lá, localizaram as duas crianças já mortas dentro do carro.

Imagens de uma câmera de segurança do local mostra que o suspeito estacionou o carro às 19h48 de sábado (8) e ficou dentro do veículo até 2h47 de domingo, quando saiu andando e deixou o veículo com as crianças estacionado.

Veja o vídeo:

NA COSTA RICA PRESIDENTE LINHA DURA MANDA RETIRAR TOMADAS DE TODAS AS CELAS DOS PRESÍDIOS

Presidente linha dura da Costa Rica manda retirar tomadas de todas as celas dos presídios

Uma nova medida do governo da Costa Rica promete dificultar ainda mais o acesso de detentos a aparelhos eletrônicos dentro das penitenciárias. A presidente Laura Fernández determinou a retirada das tomadas elétricas das celas, após uma grande operação que recolheu centenas de equipamentos.

Segundo informações divulgadas pelo Ministério da Justiça, 352 televisores e 238 fornos de micro-ondas foram retirados das celas em uma ação nacional. Diante dos números, Fernández questionou por que os pontos de energia continuariam disponíveis onde esses equipamentos já não deveriam permanecer — e ordenou sua remoção.

A determinação foi encaminhada pelo ministro da Justiça, Gabriel Aguilar, à administração penitenciária e à Polícia Penitenciária. Equipes passaram a retirar tomadas, fiações e componentes elétricos das áreas destinadas aos presos.

A medida, porém, não significa desligar completamente a energia das prisões. Áreas coletivas, postos de segurança e setores administrativos continuarão abastecidos normalmente.

O governo afirma que um dos principais objetivos é combater celulares introduzidos ilegalmente nos presídios. Sem tomadas disponíveis nas celas, manter esses aparelhos carregados e utilizá-los para coordenar atividades criminosas se torna muito mais difícil.

A decisão rapidamente repercutiu nas redes sociais, misturando apoio, críticas e ironias. Entre os comentários, ganhou força a brincadeira de que o governo estaria finalmente “fechando o call center” das penitenciárias costa-riquenhas.

09/08/2026

CEARÁ-MIRIM: NA ÓTICA DINIZ A PROMOÇÃO CONTINUA - COMPRE ÓCULOS DE GRAU E GANHE ÓCULOS SOLAR

 É só na Diniz que você se sente feliz! 

URGENTE: TEM MAIS FUNCIONÁRIO DE LULA QUE RECEBIA DINHEIRO DE LOBISTA

Outro funcionário de Lula recebeu dinheiro de lobista além de Marcola

O colunista Lauro Jardim, do O Globo, afirmou que além de Marcola, a PF encontrou outro nome do Planalto que recebeu dinheiro de lobista.

Eis o que diz o artigo:

'Não é só o Marcola. As investigações da PF sobre as andanças de Roberta Luchsinger pelos corredores graduados do governo chegaram a pelo menos mais um nome no Palácio do Planalto a quem a lobista generosamente "emprestava" dinheiro.'

Lauro Jardim (O Globo)

POR DESCUMPRIR MEDIDA PROTETIVA EX-MARIDO DE MARIA DA PENHA É PRESO EM NATAL

Ex-marido de Maria da Penha é preso em Natal por descumprir medida protetiva

O ex-marido da ativista Maria da Penha, Marco Antônio Heredia Viveros, foi preso neste domingo 9, em Natal, por descumprir medidas protetivas determinadas pela Justiça. A prisão preventiva foi solicitada pelo Ministério Público do Ceará (MPCE) e cumprida pelo Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN), com apoio da Polícia Militar.

A decisão de prisão havia sido decretada no sábado (8). Desde 2024, Heredia estava proibido de divulgar informações relacionadas ao processo e de publicar o nome ou a imagem de Maria da Penha e das duas filhas em qualquer meio de comunicação ou plataforma digital.

Segundo o MPCE, a medida foi descumprida após Heredia conceder uma entrevista sobre o caso ao programa Domingo Espetacular, da TV Record. Chamadas e trechos do material já haviam sido divulgados nas redes sociais.

A Justiça considerou haver indícios de descumprimento de medida protetiva, conduta prevista como crime pela Lei Maria da Penha, e determinou a prisão preventiva para garantir o cumprimento das restrições e evitar novas violações.

Além da prisão, a Justiça determinou a retirada do conteúdo relacionado à entrevista e proibiu sua exibição ou divulgação em qualquer plataforma. Em caso de descumprimento, foi estabelecida multa diária de R$ 100 mil.

IMAGEM DE LULA COM O MESMO DESTINO DE MADURO É PUBLICADA POR CONGRESSISTA AMERICANO

Congressista americano publica imagem de Lula com o mesmo destino de Maduro

O congressista americano Carlos Gimenez publicou uma imagem chocante de Lula tendo o mesmo destino de Nicolas Maduro.

Além da imagem gerada por IA, recentemente o parlamentar chamou o petista de 'corrupto e criminoso que destruiu o Brasil'.

Boa ideia, os brasileiros torcem desesperadamente por esse momento único.

Veja a publicação:

ELEIÇÃO NO RN: ÁLVARO CONTRA TODOS

Defesa de Allyson rebate reportagem sem citar a condenação unânime no TRE — e não explica o que o e-mail da Secom faz no cadastro do perfil

A defesa de Allyson Bezerra respondeu à reportagem do Blog do Dina sobre a rede de perfis pró-Allyson com uma nota de oito pontos, assinada por três advogados. É um texto bem construído — e é por isso que vale lê-lo com os documentos do lado. A nota explica com desenvoltura o que a reportagem não perguntou, concede o que não pesa e silencia, do primeiro ao último parágrafo, sobre o fato mais incômodo para a sua tese central.

A tese central da nota é jurídica: cidadão pode manifestar apoio a pré-candidato, e responsabilizar o beneficiário por conteúdo de terceiros “exige prova de autoria ou de prévio conhecimento”, nos termos do artigo 40-B da Lei das Eleições — não havendo, cita a nota, “dever geral de vigilância” sobre o que terceiros publicam. O que a nota não conta é que, para essa mesma rede de perfis, o TRE-RN já considerou o requisito do prévio conhecimento preenchido. Em 9 de julho, ao julgar representação sobre um jingle veiculado por quatro dos cinco perfis, o tribunal condenou Allyson, por unanimidade, a multa de R$ 10 mil por propaganda antecipada — fixando a tese de que o prévio conhecimento do beneficiário “pode ser extraído de elementos contextuais da internet”, como as biografias dos perfis apontando para a conta oficial dele e as marcações diretas. Some-se o placar da rede: cinco liminares deferidas e três perfis suspensos por ordem judicial até 15 de agosto. As palavras “condenação” e “multa” não aparecem na nota.

O registro completo pede a outra ponta do placar: em 5 de agosto, o TRE negou pedidos apresentados contra o perfil oficial de Allyson. O placar acima é o da rede “espontânea” — não o da conta dele.

O documento define o próprio campo

O ponto mais técnico da nota é a releitura do Business Record da Meta. Diz a defesa que o campo onde aparece o e-mail da Secom de Mossoró “não informa quando o endereço foi vinculado àquele perfil, e sim o histórico daquele endereço dentro da plataforma”.

O documento discorda. O mesmo Business Record que registra o e-mail traz, impressa, a definição da Meta para o campo: “Registered Email Addresses” exibe “a lista de endereços de e-mail registrados pelo titular da conta” (“registered by the account holder”); e-mail “Verified” é aquele “que foi adicionado a uma conta”, com data e hora. Registrado pelo titular. Adicionado à conta. Não há, na definição, “histórico do endereço dentro da plataforma” — e a preposição pesa: o campo descreve, por definição, um ato de quem controla a conta.

E o ponto que a releitura da defesa não alcança: seja qual for o significado exato da data de 2019 — anomalia que a reportagem registrou desde a primeira versão —, no retrato que a Meta gerou em junho de 2026 o e-mail institucional da prefeitura está listado entre os endereços registrados do perfil. A nota explica a data. Não explica a presença.

A cronologia que piora o quadro

A defesa argumenta que dezembro de 2019 é anterior ao mandato: Allyson era deputado estadual, e a comunicação de Mossoró “era conduzida por administração adversária”. A cronologia está correta — e devolve duas perguntas piores do que a que pretendia responder.

Como um endereço de uso interno da prefeitura — sob qualquer gestão — aparece vinculado a um perfil dedicado a promover Allyson?

E por que o endereço — de uma caixa administrada, segundo o Google, pelo setor de TI da própria prefeitura — ainda constava no cadastro no retrato de junho de 2026, depois dos cinco anos, de janeiro de 2021 a março de 2026, em que a Secom respondeu a Allyson? A nota não toca em nenhuma das duas. E não vale responder que os dados estavam congelados por ordem judicial: a ordem de preservação, de 22 de junho, obriga a Meta a guardar os registros — não impede o dono da conta de mexer no cadastro. Prova disso está nos próprios autos: no mesmo dia da ordem, um e-mail novo foi adicionado ao perfil.

“Pertence” não era a pergunta

A nota abre afirmando que nenhum e-mail, telefone ou IP dos perfis “pertence a Allyson Bezerra ou a ele remete”. Pertencer, é verdade, nenhum pertence — a reportagem nunca disse o contrário. Remeter é outro verbo. Uma conta da rede foi criada sob o nome “Allysson Prefeito”, com a data de nascimento dele. A chave de recuperação dessa conta bate com a de uma ex-assessora do Gabinete do Prefeito — e o telefone que ela declarou como seu em petição de 2022 é o número verificado no perfil que usa essa conta, embora, na operadora, a linha conste em nome de outra pessoa. O e-mail pessoal da mulher que ele nomeou secretária de Comunicação está verificado no perfil mais antigo. A nota responde ao verbo fácil e deixa o difícil intacto.

Há ainda o item em que a defesa afirma que “todos os responsáveis” pelos perfis comparecem “espontaneamente” à Justiça e “afirmam atuar por iniciativa própria”. A nota não diz quem são os todos. Se incluem a ex-secretária e a ex-assessora que os registros ligam à rede — e que nunca se pronunciaram publicamente —, quem afirma por elas é a defesa do político beneficiado. Se não incluem, os vínculos das duas seguem exatamente onde estavam: sem resposta. Em julho, o administrador confesso de um dos perfis disse ao Diário do RN que estava “aguardando ser intimado”; na nota, o comparecimento de todos é espontâneo.

Onde a nota tem razão

Em dois pontos, o registro é devido. A nota diz que “não há uma única credencial comum a dois perfis” — e a reportagem não afirmou que houvesse. O que os documentos mostram é outra coisa: o e-mail verificado de um perfil em 2023 é o nome exato de outro perfil que só nasceria em 2026, e uma mesma pessoa aparece ligada a dois perfis por contatos distintos. E a nota lembra que data de nascimento é pública e cadastro de e-mail é declaratório — verdade, e por isso a reportagem não afirmou autoria. Mas “admiração”, a explicação que a nota oferece, não explica por que a chave que recupera a conta está com uma ex-assessora do gabinete.

O extrato que vem aí

Há uma parte deste caso que nenhuma nota alcança. A Justiça Eleitoral já determinou que a Meta entregue os dados de impulsionamento dos cinco perfis: contas publicitárias, valores gastos, formas de pagamento. Quando esses dados chegarem aos autos, a discussão sobre espontaneidade deixa de ser um debate de teses. Vira extrato.

Leia a íntegra da nota da defesa de Allyson Bezerra:

NOTA DA DEFESA

Em razão da matéria publicada em 8 de agosto de 2026, e diante do espaço de manifestação aberto pela própria publicação, a defesa de ALLYSON LEANDRO BEZERRA SILVA vem esclarecer o seguinte.

1. Os documentos citados na reportagem foram produzidos por determinação da Justiça Eleitoral, no âmbito de processo movido contra o pré-candidato, e o seu resultado é exatamente o oposto do que a matéria sugere. Nenhum endereço de e-mail, nenhum número de telefone e nenhum endereço de IP dos cinco perfis pertence a Allyson Bezerra ou a ele remete.

2. Os registros mostram cinco perfis criados ao longo de quase seis anos, em datas distintas, com credenciais próprias e endereços de conexão diferentes entre si, parte deles indicando inclusive operadoras diversas. Não há uma única credencial comum a dois perfis. Não se trata de estrutura montada para a eleição de 2026, e sim do acúmulo, ao longo dos anos, de perfis de apoiadores e de humor em torno de figura pública com projeção estadual, fenômeno ordinário das redes sociais.

3. Quanto ao endereço de e-mail institucional mencionado na reportagem, é preciso corrigir a leitura do documento. A própria matéria registra que a data ali indicada, 22 de dezembro de 2019, é anterior à criação da conta, ocorrida em 19 de setembro de 2020. Uma conta não pode ter recebido um endereço de e-mail antes de existir. O campo, portanto, não informa quando o endereço foi vinculado àquele perfil, e sim o histórico daquele endereço dentro da plataforma.

4. Ainda que assim não fosse, a data de dezembro de 2019 é anterior ao mandato. Allyson Bezerra tomou posse como prefeito de Mossoró em 1º de janeiro de 2021. Em dezembro de 2019 ele exercia mandato de deputado estadual, e a comunicação da Prefeitura de Mossoró era conduzida por administração adversária. A insinuação de uso de estrutura pública se desfaz na própria cronologia apresentada pela reportagem.

5. Sobre a data de nascimento mencionada em cadastro de correio eletrônico, trata-se de informação pública, constante dos registros de candidatura e acessível a qualquer pessoa. Cadastro de e-mail é declaratório e não passa por validação documental de espécie alguma. O dado indica, no máximo, a admiração de quem o preencheu. Não indica autoria, não indica gestão e não indica conhecimento por parte de quem é homenageado.

6. Todos os responsáveis pelos perfis estão comparecendo espontaneamente à Justiça Eleitoral para prestar os seus esclarecimentos. Nenhum deles foi convocado por Allyson Bezerra e todos afirmam atuar por iniciativa própria. Comparecem porque entendem que a melhor resposta à suspeita é a identificação voluntária e o exame aberto daquilo que fizeram. É precisamente o contrário do anonimato que se lhes imputa, e a defesa considera que a transparência, aqui, presta serviço ao debate público.

7. O direito de cidadãos manifestarem apoio a um pré-candidato é assegurado pela legislação eleitoral, no art. 36-A da Lei nº 9.504/97, e pela Constituição da República. A responsabilização do beneficiário por conteúdo produzido por terceiros exige prova de autoria ou de prévio conhecimento, nos termos do art. 40-B da mesma lei, e não existe no ordenamento brasileiro dever geral de vigilância sobre o que terceiros publicam na internet, como reconheceu o Supremo Tribunal Federal ao julgar o Tema 987 da repercussão geral. Marcar um perfil e convidar colaboradores para uma publicação são funcionalidades acionadas exclusivamente por quem publica, sem qualquer participação de quem é mencionado

8. Allyson Bezerra não criou os perfis, não os gerencia, não elaborou as artes e não realizou as publicações. As questões relativas ao tema estão sendo discutidas no foro próprio, com absoluto respeito às decisões da Justiça Eleitoral, e é nele que a defesa seguirá apresentando os esclarecimentos devidos, como tem feito.

A defesa permanece à disposição da imprensa para os esclarecimentos adicionais que se façam necessários.

Natal, 8 de agosto de 2026.

CAIO VITOR R. BARBOSA
OAB/RN 7.719
FELIPE A. CORTEZ M. DE MEDEIROS
OAB/RN 3.640
THIAGO CORTEZ M. DE MEDEIROS
OAB/RN 4.650

DOS CANDIDATOS A PRESIDENTE LULA É CAMPEÃO EM CERTIDÕES CRIMINAIS

Lula registra candidatura com 88 certidões criminais

O presidente Lula (PT) registrou sua candidatura à reeleição no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ao apresentar a documentação, o petista anexou 88 certidões criminais.

Entre os demais candidatos que já haviam apresentado a documentação, Renan Santos (Missão) anexou cinco certidões criminais, enquanto Romeu Zema (Novo) apresentou 12. Até a manhã deste domingo, 9, ainda não havia documentos disponíveis no sistema para Ronaldo Caiado (PSD) e Flávio Bolsonaro (PL).

A apresentação de certidões criminais é uma exigência para o registro de candidatura. Segundo o TSE, os documentos devem ser fornecidos pelas Justiças Federal e Estadual e, nos casos previstos, pelos tribunais competentes.

Uma certidão positiva, porém, não significa automaticamente que o candidato esteja impedido de disputar a eleição. Quando há algum registro criminal, o candidato precisa apresentar também a chamada certidão de objeto e pé, um documento que traz informações atualizadas sobre o processo.

A partir dessas informações, a Justiça Eleitoral pode verificar o que aconteceu no caso e se existe alguma decisão que tenha consequências para a candidatura.
Patrimônio declarado por Lula

Além das certidões, Lula declarou patrimônio de R$ 4,7 milhões. O valor é 35,7% menor, em termos nominais, que os R$ 7,4 milhões informados pelo petista em 2022.

A maior parte dos bens está concentrada em dois planos de previdência privada, com saldos de R$ 1,93 milhão e R$ 1,38 milhão. Juntos, eles somam R$ 3,31 milhões, o equivalente a 69,4% do patrimônio declarado.

Lula também informou uma participação de 26,68% em um sítio em São Bernardo do Campo, avaliada em R$ 130 mil, além de um veículo de R$ 50 mil, um terreno no município avaliado em R$ 2,7 mil e outros bens.

A redução do patrimônio está principalmente relacionada aos valores declarados em planos de previdência. Em 2022, Lula havia informado R$ 5,57 milhões em um VGBL. Neste ano, os dois planos somam R$ 3,31 milhões, uma diferença de aproximadamente R$ 2,26 milhões.

Lula também apresentou um plano de governo de 84 páginas.

O Antagonista

APÓS PROIBIÇÃO DE VISITA NO DIA DOS PAIS FLÁVIO ESCREVE CARTA PARA BOLSONARO

Flávio chora ao escrever carta para Bolsonaro após proibição de visita no Dia dos Pais




O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) escreveu neste domingo (9), Dia dos Pais, uma carta ao pai, Jair Bolsonaro, após ser impedido pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, de visitá-lo.

“Estou com saudade de ouvir sua voz, sua risada, suas piadas sem graça. Mas não tem mal que dure pra sempre. Deus só está nos capacitando pra algo muito amor em nossas vidas. Até breve. Te amo. Fique com Deus”, escreveu.

Flávio também afirmou que soube da decisão de Moraes após cumprir agenda em Itapetininga (SP). Segundo ele, o pedido para que ele e os irmãos Carlos e Jair Renan visitassem o pai foi negado.

“Por isso, lhe escrevo, pois não poderei te dar um abraço e matar a saudade como gostaria”, declarou. A carta foi publicada em vídeo nas redes sociais, no qual Flávio aparece emocionado.

Moraes manteve a suspensão de 30 dias das visitas a Bolsonaro, permitindo apenas atendimentos médicos, fisioterapêuticos e encontros com advogados. A restrição foi imposta após Moraes entender que o ex-presidente descumpriu medidas cautelares.

CEARÁ-MIRIM: ANIVERSÁRIO REDEMAIS OPÇÃO A FESTA É TODA SUA - OFERTAS DE 01 A 10/08/2026

 

GILMAR NEGA PEDIDO DE GASPAR PARA AGILIZAR EXAME DE DNA

Gilmar nega pedido de Gaspar para agilizar exame de DNA

O ministro Gilmar Mendes, do STF, não vai aceitar a solicitação do deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), que ocupa a vaga de vice na chapa presidencial de Flávio Bolsonaro (PL).

Gaspar queria que o tribunal determinasse, em 72 horas, a coleta de material genético no processo em que aparece falsamente acusado de estupro — uma armação política nojenta, montada pelo deputado Lindbergh Farias e pela senadora Soraya Thronicke.

O magistrado apresentou como justificativa para a recusa a alegação de que a Polícia Federal ainda executa diligências no caso, e de que o objeto central da apuração é o suposto crime de estupro, e não uma eventual paternidade. Esse raciocínio, porém, não se sustenta de forma alguma. A mulher apontada como vítima nessa farsa já veio a público negar o episódio.

O uso político dessa história mereceria repúdio imediato; caso não venha, os fatos que serão expostos funcionarão como atestado de idoneidade do vice de Flávio e despertarão a revolta da opinião pública.

EXCLUSIVO: EM ENTREVISTA JORNALISTA MOSTRA A REAL DO BRASIL EM 20 ANOS DE PT

“O Brasil não saiu do lugar em 20 anos de PT: o legado é dívida, atraso e perseguição”, afirma jornalista

Em entrevista exclusiva à Revista A Verdade, o jornalista Alexandre Pittoli, voz conhecida da Rádio Auriverde, analisa o cenário político brasileiro com preocupação. Após quase 20 anos de influência do PT no poder, Pittoli faz um balanço duro do legado petista e alerta para os riscos das eleições de 2026. Ele também comenta a tensão crescente com o governo Trump, a proibição de observadores americanos, a possível perseguição a Flávio Bolsonaro, atuação do STF e deixa um recado claro ao eleitorado brasileiro.

Alexandre Pittoli: Se voltarmos a 2002, eleição de Lula, e à posse em 1º de janeiro de 2003, e começarmos a contabilizar as ações do PT, veremos que o Brasil correu na esteira: não saiu do lugar. Em alguns pontos, inclusive, piorou com velocidade acelerada. Na educação, os índices de qualidade (IDEB e PISA) só caíram. Não oferecemos nada de relevante para as próximas gerações — comprometemos o futuro do Brasil. Na saúde, o SUS só é bom enquanto tem vaga. Não adianta ter estrutura gratuita (entre aspas, porque já pagamos via impostos) se a pessoa espera um ano e oito meses por uma mamografia. As estradas federais só se deterioram, colocando vidas em risco. Mas o pior legado, para mim, é a dívida pública. Comparando o mesmo período (42 meses de Bolsonaro até junho/2022 e 42 meses de Lula 3 até junho/2026), passamos de R$ 5,95 trilhões para mais de R$ 10 trilhões. Hoje a dívida compromete quase 82% do PIB. Esse é o grande desastre deixado pelo PT.

Revista A Verdade: A tensão entre o governo Lula e o governo Trump se intensifica. Recentemente Lula proibiu observadores americanos de acompanhar as eleições no Brasil. O que significa essa proibição? E certamente teremos alguma reação do governo Trump...

Alexandre Pittoli: Essa proibição reforça a falta de transparência. O mesmo Lula que em 2022 dizia que jamais usaria sigilo de 100 anos é o que mais usa. Proibir observadores americanos é um sinal claro para os EUA de que o processo eleitoral brasileiro carece de auditoria e clareza — exatamente o que defendemos com voto impresso e contagem pública dos votos. Desde o início do governo Lula 3, o Brasil desceu do lado errado do muro diplomático: recebeu navios iranianos, teve dificuldade em condenar o Hamas como terrorista, alinhou-se a Putin, Khamenei e, especialmente, à China. As retaliações virão. Pode ser ampliação da lei Magnitsky, tarifas ou cobrança sobre transparência eleitoral. Lula erra ao desafiar Trump e Marco Rubio. Quando o inimigo erra, o correto é deixá-lo continuar errando.

Revista A Verdade: Quais são suas perspectivas para essa eleição? Você acha que podem tirar Flávio Bolsonaro da corrida eleitoral? Em nome da ‘soberania’ e da ‘democracia’?

Alexandre Pittoli: Isso nos remete diretamente ao que Nicolás Maduro fez na Venezuela. Antecedendo a eleição, Maduro perseguiu opositores (María Corina Machado ficou inelegível no mesmo dia que Bolsonaro). No Brasil, já vimos Bolsonaro, Carla Zambelli, Eduardo Bolsonaro, Alexandre Ramagem e outros importantes nomes da direita fora da disputa — não por escolha do povo, mas por decisão da Justiça. Flávio Bolsonaro entra na mira com a questão do filme Dark Horse, com o processo por suposta injúria contra Lula. Sim, corremos risco real de novas cassações até outubro, especialmente com os observadores americanos de olho. Eles querem limpar o caminho antes que o escrutínio internacional aumente.

Revista A Verdade: Como vc vê essa postura antiamericana do governo Lula? E qual seria o papel da China por trás disso?

Alexandre Pittoli: É um desalinhamento completo com o Ocidente. Lula permite delegacias chinesas em solo brasileiro, relações trabalhistas que burlam nossas leis, influência no agronegócio e até células de Hezbollah, Hamas e Al-Qaeda atuando no país. A China interfere em eleições (EUA e Venezuela) e hoje dá as cartas no Brasil. Essa postura antiamericana só traz prejuízo e isolamento.

Revista A Verdade: De acordo com a jornalista Malu Gaspar, o STF estaria monitorando as pesquisas de intenção de voto para o Senado, tendo em vista os cerca de 100 pedidos de impeachment que tramitam na Casa. Qual sua opinião sobre isso?

Alexandre Pittoli: É gravíssimo. Mostra o quanto o STF age politicamente. A eleição para o Senado é fundamental justamente para barrar excessos e viabilizar impeachments. A chegada de Alexandre de Moraes à presidência do STF em setembro de 2027 pode piorar muito o quadro de perseguição.

Revista A Verdade: Você e a Rádio Auriverde tem sofrido perseguição ou censura pelo trabalho que realizam? Quais os riscos para a liberdade de expressão no Brasil e para o jornalismo livre, caso Lula seja reeleito?

Alexandre Pittoli: Desde o inquérito das fake news vivemos sob pressão constante. Fomos desmonetizados no YouTube por 16 meses após as eleições de 2022. Hoje o principal problema é a autocensura. O artigo 220 da Constituição, que garante a liberdade de expressão e de imprensa, foi para o fundo do baú. Uma nova vitória de Lula seria ruim, mas a chegada de Alexandre de Moraes à presidência do STF seria ainda pior. A pressão tende a aumentar.

Revista A Verdade: Que recado você poderia deixar para o povo brasileiro nesse momento?

Alexandre Pittoli: O recado é: a eleição de 2026 (deputados estaduais e federais, dois senadores, governador e presidente) é a mais importante das nossas vidas. O voto precisa ser construído com responsabilidade. Analise as redes e o histórico de quem pede seu voto: como se posicionou na pandemia? Contra o confinamento e o fechamento do comércio? Como agiu durante a perseguição a Bolsonaro? Qual foi sua posição sobre o 8 de janeiro e a prisão de inocentes? Como reage aos escândalos do governo Lula (INSS, Banco Master, etc.)? Escolha gente alinhada com a defesa da liberdade, da economia responsável e da soberania real. Não caia em pegadinhas. Essa escolha vai definir o futuro do Brasil.

JCO

TAXAÇÃO DAS BLUSINHAS PODERÁ VOLTAR EM SETEMBRO SE MEDIDA PROVISÓRIA NÃO FOR APROVADA

Taxa das blusinhas: se medida provisória não for aprovada, taxação volta em setembro

A chamada "taxa das blusinhas" – cobrança de imposto de importação, de 20%, sobre as compras com valor abaixo de US$ 50 – retornará em setembro se a medida provisória sobre o assunto não for votada.

Publicada em 12 de maio deste ano, a MP transferiu ao ministro da Fazenda, Dario Durigan, a competência para alterar as alíquotas do imposto de importação das remessas postais internacionais, inclusive reduzindo a zero a tributação de até US$ 50.

No começo de julho, a medida foi prorrogada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre — e tem validade assegurada somente até 8 de setembro.

➡️Sem a aprovação da MP pelo Congresso, ou edição de outra norma legal que mantenha a desoneração, o ministro da Fazenda perde a autorização para zerar a alíquota e a tributação volta a vigorar depois que a medida provisória perder eficácia — a partir de 9 de setembro.

Entenda

Medidas provisórias têm força de lei assim que publicadas, ou seja, entram em vigor imediatamente.

Entretanto, precisam ser analisadas posteriormente pelo Congresso Nacional, que pode confirmá-las, alterá-las ou até mesmo barrar a proposta. O prazo máximo é de 60 dias, prorrogável por igual período.

🔎Em meio à corrida eleitoral, a MP ainda aguarda instalação de comissão mista para emitir parecer sobre a proposta. Depois, ainda tem de ser aprovada pela Câmara e, também, pelo Senado. Se o Senado modifica o texto da Câmara, a proposta retorna para nova análise dos deputados.

➡️Independente da decisão do Congresso Nacional, a taxação de encomendas com valor abaixo de US$ 50 retornará em 2027 por meio do tributo federal criado no âmbito da reforma tributária sobre o consumo.
➡️A alíquota a ser cobrada, entretanto, ainda não está definida. Cálculo da consultoria Roit aponta para uma taxa de 9,43% em 2027.
➡️Em junho, o primeiro mês completo sem a incidência da taxação, o número de encomendas internacionais disparou.

Conflito entre os setores e no Congresso

Polêmica, a "taxa das blusinhas" era reprovada por grande parte dos consumidores brasileiros por encarecer produtos populares de baixo valor e reduzir a atratividade de plataformas internacionais.

Críticos argumentavam também que turistas de viagens internacionais tinham vantagem ao não recolher o tributo em determinada cota de compras ao voltar ao país.

Por outro lado, varejistas brasileiros avaliam que a isenção favorece as importações, que têm taxação menor em outros países, e pedem "isonomia tributária", ou seja, tributação semelhante para proteger os empregos no país.

Esse impasse também adentrou o mundo político. A decisão do governo federal de tributar as compras de baixo valoa foi alvo de críticas da oposição que classificou a medida como mais um “aumento de imposto” e criticou o que chamou de “sanha arrecadatória” do Executivo.

Foi preciso muita articulação do governo e dos varejistas brasileiros para que a medida fosse aprovada no Congresso.

Já a decisão de editar em maio uma MP revogando a taxa das blusinhas foi vista por quadros do Centrão e da oposição como uma medida eleitoreira deixando a pressão sobre o Congresso de converter em lei ou não uma MP com grande apelo popular.

A MP foi editada na esteira da principal derrota de Lula no Congresso em 2026: a rejeição da indicação do Advogado-Geral da União, Jorge Messias, para o Supremo Tribunal Federal (STF).

E é justamente a crise entre Alcolumbre, principal articulador da derrota de Messias, e Lula que deixa a votação da MP da taxa das blusinhas incerta. Cabe ao presidente do Senado despachar a MP para a votação na comissão mista, na Câmara e no Senado.

Desde o episódio, Lula e Alcolumbre não se falaram até um encontro promovido na semana passada pelo ministro do STF, Alexandre de Moraes. Apesar da reabertura de diálogo, os dois não discutiram temas específicos e as pendências, incluindo a MP, devem ficar para depois das eleições.

A dificuldade em votar a MP passa também pelo calendário. Em meio ao período eleitoral, Alcolumbre definiu somente duas semanas de esforço concentrado no Senado: entre 10 e 14 de agosto, e outra de 31 de agosto a 3 de setembro.

Clique no link abaixo e veja a matéria completa: 

O RUSSO QUE LULA RECEBEU FORA DA AGENDA

O homem misterioso de Lula

Na terça-feira passada, um homem de 75 anos que não pode entrar nos Estados Unidos nem na União Europeia atravessou o Palácio do Planalto e apertou a mão do presidente. 

O encontro não constou da agenda oficial. O Planalto não divulgou nota, não divulgou foto, não anunciou nada. Quem contou ao mundo que aquilo tinha acontecido foi a embaixada da Rússia. 

O nome dele é Nikolai Patrushev. Dirigiu o FSB, herdeiro da KGB, de 1999 a 2008, e é assessor direto de Putin desde 2024. 

Em 2016, o inquérito público britânico sobre a morte de Alexander Litvinenko, envenenado com polônio-210 em Londres, concluiu no parágrafo 10.16: “a operação do FSB para matar o senhor Litvinenko foi provavelmente aprovada pelo senhor Patrushev e também pelo presidente Putin”. 

É por isso que está na lista de sancionados do Tesouro americano e da União Europeia. 

Há ainda uma acusação mais antiga, e ela precisa ser tratada pelo que é. Em setembro de 1999, prédios residenciais explodiram de madrugada em Moscou e em mais duas cidades, perto de trezentos mortos. 

Em Ryazan, moradores flagraram sacos de explosivo e um temporizador num porão, e o ministro do Interior anunciou um atentado evitado. No dia seguinte, Patrushev disse na televisão que era um exercício e que os sacos tinham açúcar. Dali nasceu a acusação de que o próprio FSB teria armado os atentados. Nenhum tribunal jamais julgou isso e a Duma nunca abriu investigação. É acusação, e continua sendo. 

Foi esse homem que o Brasil recebeu. 

Oficialmente, veio tratar do reator nuclear do submarino Álvaro Alberto e de construção naval. Passou pela Defesa, pelo Itamaraty, pelo comando da Marinha e pelo Arsenal de Marinha. No mesmo dia, o presidente telefonou para Putin, e segundo o Kremlin a ligação partiu do lado brasileiro. 

Agora repare na semana escolhida. 

Milei chamou Lula de presidiário num palanque em São Paulo, e o Itamaraty chamou o embaixador de volta, deixando vazia a embaixada em Buenos Aires. 

Washington taxou parte relevante do que vendemos, o Brasil negou visto a dois funcionários do Departamento de Estado e, na mesma terça, cancelaram o visto da nossa embaixadora. Nove dias antes, Lula falara mais de uma hora com Xi Jinping, e o comunicado chinês registrou que a China se opõe à interferência externa. 

A aproximação com Moscou tampouco é nova. Em 2025, com a guerra em curso, Lula assinou acordos nucleares com a Rosatom. Em 2026, Celso Amorim disse, de Moscou, que na Ucrânia o Brasil não tem que tomar partido. E a Rússia é hoje a principal fornecedora do diesel que importamos. 

A pergunta é outra: por que um encontro desses fica fora da agenda oficial, e por que quem informa o brasileiro sobre o que se passou no Planalto é a embaixada de outro país. 

Fontes: The Litvinenko Inquiry (juiz Robert Owen, 2016, §10.16); lista SDN do Tesouro dos EUA; comunicados do Kremlin, do Itamaraty e do governo chinês; ANP.