“O Brasil não saiu do lugar em 20 anos de PT: o legado é dívida, atraso e perseguição”, afirma jornalista
Em entrevista exclusiva à Revista A Verdade, o jornalista Alexandre Pittoli, voz conhecida da Rádio Auriverde, analisa o cenário político brasileiro com preocupação. Após quase 20 anos de influência do PT no poder, Pittoli faz um balanço duro do legado petista e alerta para os riscos das eleições de 2026. Ele também comenta a tensão crescente com o governo Trump, a proibição de observadores americanos, a possível perseguição a Flávio Bolsonaro, atuação do STF e deixa um recado claro ao eleitorado brasileiro.
Alexandre Pittoli: Se voltarmos a 2002, eleição de Lula, e à posse em 1º de janeiro de 2003, e começarmos a contabilizar as ações do PT, veremos que o Brasil correu na esteira: não saiu do lugar. Em alguns pontos, inclusive, piorou com velocidade acelerada. Na educação, os índices de qualidade (IDEB e PISA) só caíram. Não oferecemos nada de relevante para as próximas gerações — comprometemos o futuro do Brasil. Na saúde, o SUS só é bom enquanto tem vaga. Não adianta ter estrutura gratuita (entre aspas, porque já pagamos via impostos) se a pessoa espera um ano e oito meses por uma mamografia. As estradas federais só se deterioram, colocando vidas em risco. Mas o pior legado, para mim, é a dívida pública. Comparando o mesmo período (42 meses de Bolsonaro até junho/2022 e 42 meses de Lula 3 até junho/2026), passamos de R$ 5,95 trilhões para mais de R$ 10 trilhões. Hoje a dívida compromete quase 82% do PIB. Esse é o grande desastre deixado pelo PT.
Revista A Verdade: A tensão entre o governo Lula e o governo Trump se intensifica. Recentemente Lula proibiu observadores americanos de acompanhar as eleições no Brasil. O que significa essa proibição? E certamente teremos alguma reação do governo Trump...
Alexandre Pittoli: Essa proibição reforça a falta de transparência. O mesmo Lula que em 2022 dizia que jamais usaria sigilo de 100 anos é o que mais usa. Proibir observadores americanos é um sinal claro para os EUA de que o processo eleitoral brasileiro carece de auditoria e clareza — exatamente o que defendemos com voto impresso e contagem pública dos votos. Desde o início do governo Lula 3, o Brasil desceu do lado errado do muro diplomático: recebeu navios iranianos, teve dificuldade em condenar o Hamas como terrorista, alinhou-se a Putin, Khamenei e, especialmente, à China. As retaliações virão. Pode ser ampliação da lei Magnitsky, tarifas ou cobrança sobre transparência eleitoral. Lula erra ao desafiar Trump e Marco Rubio. Quando o inimigo erra, o correto é deixá-lo continuar errando.
Revista A Verdade: Quais são suas perspectivas para essa eleição? Você acha que podem tirar Flávio Bolsonaro da corrida eleitoral? Em nome da ‘soberania’ e da ‘democracia’?
Alexandre Pittoli: Isso nos remete diretamente ao que Nicolás Maduro fez na Venezuela. Antecedendo a eleição, Maduro perseguiu opositores (María Corina Machado ficou inelegível no mesmo dia que Bolsonaro). No Brasil, já vimos Bolsonaro, Carla Zambelli, Eduardo Bolsonaro, Alexandre Ramagem e outros importantes nomes da direita fora da disputa — não por escolha do povo, mas por decisão da Justiça. Flávio Bolsonaro entra na mira com a questão do filme Dark Horse, com o processo por suposta injúria contra Lula. Sim, corremos risco real de novas cassações até outubro, especialmente com os observadores americanos de olho. Eles querem limpar o caminho antes que o escrutínio internacional aumente.
Revista A Verdade: Como vc vê essa postura antiamericana do governo Lula? E qual seria o papel da China por trás disso?
Alexandre Pittoli: É um desalinhamento completo com o Ocidente. Lula permite delegacias chinesas em solo brasileiro, relações trabalhistas que burlam nossas leis, influência no agronegócio e até células de Hezbollah, Hamas e Al-Qaeda atuando no país. A China interfere em eleições (EUA e Venezuela) e hoje dá as cartas no Brasil. Essa postura antiamericana só traz prejuízo e isolamento.
Revista A Verdade: De acordo com a jornalista Malu Gaspar, o STF estaria monitorando as pesquisas de intenção de voto para o Senado, tendo em vista os cerca de 100 pedidos de impeachment que tramitam na Casa. Qual sua opinião sobre isso?
Alexandre Pittoli: É gravíssimo. Mostra o quanto o STF age politicamente. A eleição para o Senado é fundamental justamente para barrar excessos e viabilizar impeachments. A chegada de Alexandre de Moraes à presidência do STF em setembro de 2027 pode piorar muito o quadro de perseguição.
Revista A Verdade: Você e a Rádio Auriverde tem sofrido perseguição ou censura pelo trabalho que realizam? Quais os riscos para a liberdade de expressão no Brasil e para o jornalismo livre, caso Lula seja reeleito?
Alexandre Pittoli: Desde o inquérito das fake news vivemos sob pressão constante. Fomos desmonetizados no YouTube por 16 meses após as eleições de 2022. Hoje o principal problema é a autocensura. O artigo 220 da Constituição, que garante a liberdade de expressão e de imprensa, foi para o fundo do baú. Uma nova vitória de Lula seria ruim, mas a chegada de Alexandre de Moraes à presidência do STF seria ainda pior. A pressão tende a aumentar.
Revista A Verdade: Que recado você poderia deixar para o povo brasileiro nesse momento?
Alexandre Pittoli: O recado é: a eleição de 2026 (deputados estaduais e federais, dois senadores, governador e presidente) é a mais importante das nossas vidas. O voto precisa ser construído com responsabilidade. Analise as redes e o histórico de quem pede seu voto: como se posicionou na pandemia? Contra o confinamento e o fechamento do comércio? Como agiu durante a perseguição a Bolsonaro? Qual foi sua posição sobre o 8 de janeiro e a prisão de inocentes? Como reage aos escândalos do governo Lula (INSS, Banco Master, etc.)? Escolha gente alinhada com a defesa da liberdade, da economia responsável e da soberania real. Não caia em pegadinhas. Essa escolha vai definir o futuro do Brasil.
JCO

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