11/09/2026

A VERGONHA SUPREMA

Moraes fez duas edições no contrato de R$ 131 milhões de escritório com Master, diz PF

As cláusulas do contrato de R$ 131 milhões entre o Banco Master e o escritório de advocacia da família do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), foram revisadas e editadas ao menos duas vezes pelo próprio ministro, segundo perícia da Polícia Federal. O acordo previa, entre outros pontos, sigilo integral sobre o contrato e pagamentos mensais de pró-labore no valor bruto de R$ 3.646 529,77.

As edições de Moraes e as 51 mensagens que Daniel Vorcaro enviou ao ministro, reveladas pelo Estadão, pautarão a sessão do STF da próxima terça-feira, 15, quando o plenário vai avaliar se abre uma investigação ou arquiva tudo o que foi revelado sobre a relação entre ele e o banqueiro.

O ministro não se manifesta sobre o teor do relatório da Polícia Federal desde 1º de setembro, quando o Estadão revelou as mensagens e o sigilo, posteriormente, foi levantado pelo ministro André Mendonça, relator do caso Master.

O escritório Barci de Moraes confirmou que o ministro Alexandre de Moraes acessou e editou o contrato. Segundo o escritório, o setor de compliance pediu ao ministro informações sobre eventuais impedimentos legais à contratação pelo Banco Master da banca de Viviane Barci de Mores, mulher do ministro.

A primeira edição do contrato atribuída a Moraes ocorreu antes mesmo de o documento ser enviado ao banqueiro Daniel Vorcaro.

Como mostrou o Estadão em julho, Viviane Barci de Moraes encaminhou a minuta ao banqueiro pelo celular pessoal em 11 de janeiro de 2024, às 17h23. Na mensagem, escreveu: "Prezado Daniel, boa tarde. Conforme conversamos, estou enviando minuta de contrato de prestação de serviços para sua análise. Estou à disposição para qualquer esclarecimento. Abraço. Viviane Barci de Moraes".

Os metadados do arquivo, intitulado "MINUTA DE CONTRATO", registram como autor um usuário identificado como "GUILHERME BENAZZI" - administrador do escritório Barci de Moraes - e apontam que a última modificação antes do envio foi feita por um perfil denominado "Ministro Alexandre de Moraes", às 16h30 daquele mesmo dia - 53 minutos antes de Viviane encaminhar o documento a Vorcaro.

Foi a primeira edição atribuída ao ministro, segundo a PF.

Quatro dias depois, em 15 de janeiro de 2024, às 21h22, Vorcaro devolveu a minuta a Viviane pelo WhatsApp, com marcas de revisão, segundo a investigação. "Boa noite! Segue o documento preenchido. Foi incluída apenas a cláusula I.3. Por favor, nos indique se está adequada. Caso estejam de acordo, combinamos a assinatura! Um abraço", escreveu o banqueiro.

Depois da devolução, o documento voltou a ser aberto e modificado em um sistema Office 365 associado ao ministro. Os metadados registram nova alteração feita por um perfil também identificado como "Ministro Alexandre de Moraes", às 23h04 de 15 de janeiro - cerca de 1 hora e 40 minutos depois de Vorcaro ter enviado a versão revisada a Viviane.

De acordo com a perícia, Foi a segunda edição atribuída ao ministro.

Os registros coletados pela Polícia Federal apontam duas intervenções distintas de um perfil identificado como "Ministro Alexandre de Moraes": a primeira, às 16h30 de 11 de janeiro, antes do envio inicial da minuta a Vorcaro; e a segunda, às 23h04 de 15 de janeiro, após o banqueiro devolver o contrato com alterações e marcas de revisão.

Esses registros ficam armazenados na aba de propriedades de documentos manipulados no Office 365, sistema da Microsoft, e reúnem informações técnicas como autoria, datas, horários e histórico de modificações do arquivo.

Além das edições, o Estadão detalhou as principais vertentes da relação entre Vorcaro e Alexandre de Moraes, incluindo pedidos reiterados do banqueiro para que o ministro interviesse junto ao delegado Andrei Rodrigues, e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, para travar as investigações sobre negócios fraudulentos do Master; a participação de Moraes na edição de um contrato de R$ 131 milhões de Viviane Moraes com Vorcaro; conversas sobre uma possível saída do banqueiro do País antes de sua prisão; cobranças relacionadas a pagamentos ao escritório Barci de Moraes; e a autorização de cartões de crédito com limite de R$ 300 mil para os filhos de Moraes.

Na quinta-feira, 10, o ministro marcou um pronunciamento no plenário da Primeira Turma do STF, mas cancelou a fala poucos minutos depois. O movimento ocorreu um dia depois de Moraes ser retirado da relatoria do inquérito das fake news pelo presidente da Corte, Edson Fachin, que assumiu o caso.

Estadão Conteúdo

APÓS FURTO DE CELULAR E NOTEBOOK EM ESTACIONAMENTO MULHERES SERÃO INDENIZADAS EM NATAL

Mulheres serão indenizadas após furto de celular e notebook em estacionamento de shopping em Natal

A Justiça do Rio Grande do Norte determinou que duas mulheres sejam indenizadas por um shopping em Natal após o celular e o notebook que pertencia a elas serem furtados dentro do carro que estava estacionamento no local. As informações foram divulgadas pelo TJRN nesta sexta-feira (11).

De acordo com os autos, no dia 23 de dezembro de 2024, as autoras deixaram o veículo no estacionamento do shopping e entraram no estabelecimento. Ao retornarem ao local onde o carro estava, constataram que o automóvel havia sido violado e que um celular e um notebook tinham sido furtados. Os itens são de propriedade das autoras, conforme foi comprovado por notas fiscais. As autoras contaram que, no mesmo dia, preencheram um relatório para o shopping informando o ocorrido.

Elas relataram que, após isso, o coordenador do estabelecimento entrou em contato com as autoras e solicitou que elas enviassem o boletim de ocorrência e notas fiscais. Ambas fizeram o que foi solicitado, no entanto, o shopping não retornou e não apresentou nenhuma solução para resolver a situação. As autoras também foram informadas que as imagens das câmeras de segurança só poderiam ser disponibilizadas após a apresentação de um requerimento judicial.

Análise

A sentença que condenou o shopping a pagar indenizações por danos morais e materiais para as autoras foi proferida pelo Juizado Especial Cível da Comarca de Ceará-Mirim, que não aceitou os embargos do réu. O juiz Peterson Fernandes, responsável pelo caso, pontuou na primeira sentença que a responsabilidade pelo fato do serviço está caracterizada pela segurança falha ou deficiente no estabelecimento comercial, que poderia impedir ou dificultar a ação do criminoso.

“Cumpre ademais salientar que os estabelecimentos comerciais, assim como o Shopping Réu ao fornecerem estacionamento aos seus clientes, atraem cada vez mais consumidores em busca de comodidade e segurança, e, portanto, assumem o dever de guarda e vigilância dos bens que lhe foram entregues em confiança, devendo responder pela sua preservação”, escreveu o magistrado na sentença. Com isso, ficou comprovada a responsabilidade do estabelecimento no caso em questão.

Os pedidos das autoras foram julgados parcialmente procedentes, com o shopping sendo condenado a pagar indenização por danos materiais nos valores de R$ 3.059,10, referente ao celular, e R$ 1.788,00, referente ao notebook. As quantias deverão ser corrigidas monetariamente pelo IPCA.

Além disso, ainda na primeira sentença, o shopping também foi condenado a pagar indenização por danos morais no valor de R$ 4 mil, que também deverá ser corrigido monetariamente.

Rejeição de embargos de declaração

O juiz Peterson Fernandes julgou de maneira improcedente os embargos de declaração opostos pelo shopping da capital potiguar contra uma ação de indenização proposta. A sentença considerou não existir os vícios elencados pelo shopping no recurso.

Nos embargos de declaração apresentado pelo shopping, o réu alegou a existência de omissões e contradições no julgado, afirmando que o juízo incorreu em omissão quanto à falta de legitimidade da autora para mover a ação judicial diante das notas fiscais emitidas em nome de terceiros; omissão sobre a necessidade prova robusta do dano; e inaplicabilidade automática da Súmula 130 do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

O juiz Peterson Fernandes pontuou que, após análise dos autos, o recurso não merece acolhimento. “A sentença embargada enfrentou a matéria expressamente no tópico preliminar, assentando que as condições da ação são verificadas à luz da teoria da asserção, a partir das asserções deduzidas na petição inicial, tendo as autoras demonstrado pertinência subjetiva direta com a lesão patrimonial e anímica sofrida”, destacou.

Além disso, o juiz também esclareceu que a sentença anterior assentou expressamente que o furto de pertences no interior de veículo sob custódia de estacionamento oferecido ao público se insere na cadeia de risco-proveito do fornecedor, qualificando-se como fortuito interno conexo à própria atividade lucrativa e ao dever de vigilância assumido perante o cliente.

“O decisum explicitou que as autoras trouxeram aos autos acervo indiciário harmônico e verossímil, com boletim de ocorrência, comunicação administrativa imediata e comprovantes de permanência no estabelecimento comercial, transferindo-se legitimamente à ré o ônus de comprovar fato desconstitutivo mediante as imagens das câmeras sob sua guarda exclusiva”, escreveu o magistrado, que manteve a sentença embargada.

TN

ATENÇÃO, LUZ PARA TODOS PODE LEVAR TESOURADA DE R$ 1 BILHÃO PROPOSTA POR LULA

Governo Lula propõe tesourada de quase R$ 1 bilhão no Luz para Todos

O governo federal propôs reduzir em R$ 967 milhões o orçamento do programa Luz para Todos em 2027. A previsão é destinar R$ 1,61 bilhão à iniciativa, que leva energia elétrica principalmente a comunidades rurais, indígenas e áreas isoladas.

Os recursos serão divididos entre 15 estados (Acre, Amazonas, Amapá, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Piauí, Rio de Janeiro, Rondônia, Roraima e Tocantins).

A proposta foi colocada em consulta pública pelo Ministério de Minas e Energia e ainda poderá sofrer alterações antes de entrar em vigor. O programa é financiado pela Conta de Desenvolvimento Energético, fundo bancado por encargos cobrados nas contas de luz.

AS COBRAS ESTÃO SE 'COMENDO'

Toffoli revela que foi a evento de Vorcaro a convite de Moraes

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), jogou no colo do colega de toga Alexandre de Moraes a sua ida a Londres, em evento bancado por Daniel Vorcaro, do Banco Master. Segundo o ministro, sua presença se deu a convite de Moraes.

Foi nesta viagem a Londres que ocorreu um jantar em homenagem a Alexandre de Moraes, com a famigerada degustação de uísque Macallan.

O jantar, em 25 de abril de 2024, ocorreu no clube privado Annabel’s e teria custado cerca de 400 mil libras (aproximadamente R$ 2,7 milhões). Durante a noite, os convidados participaram de uma degustação do uísque Macallan.

Após o jantar, foi organizado um “after party” (a festa depois da festa, em tradução livre) para um grupo restrito de convidados. Conforme relatos citados em reportagens, alguns participantes receberam broches que davam acessos a encontros íntimos.

Entre os convidados estavam os ministros do STF Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, o então ministro da Justiça do governo Luiz Inácio Lula da Silva, Ricardo Lewandowski, o diretor-geral da Polícia Federal do Brasil, Andrei Rodrigues, e o procurador-geral da República, Paulo Gonet.

A afirmação de Toffoli sobre ter sido convidado por Moraes se deu à Revista Piauí que, nesta quinta-feira (10), publicou matéria mostrando a dimensão da proximidade do ministro com Vorcaro.

A assessoria do magistrado enviou nota ao veículo dizendo que “jamais teve qualquer relação de amizade e muito menos amizade íntima” com o ex-banqueiro. Também nega que tenha recebido dinheiro de Vorcaro ou de seu cunhado, Fabiano Zettel.

De acordo com a revista, a Polícia Federal elaborou um relatório de 196 páginas sobre os vínculos entre os dois. O documento teria permanecido sob sigilo no STF por aproximadamente sete meses e, segundo a reportagem, levanta a hipótese de que Toffoli seja o beneficiário final do fundo Arleen.

A estrutura financeira era sócia do resort Tayayá, no Paraná, empreendimento que também contava com a Maridt Participações, empresa da família do ministro da qual ele é sócio com os irmãos.

A PF teria identificado cerca de R$ 35 milhões em transferências de Vorcaro para o fundo, que posteriormente teria repassado os ativos a uma offshore nas Ilhas Virgens Britânicas. O relatório também registra 12 encontros entre Toffoli e Vorcaro em Brasília, São Paulo e Londres e levanta a possibilidade de influência sobre uma decisão do ministro envolvendo precatórios do setor sucroalcooleiro, área na qual o Banco Master mantinha exposição bilionária.

pleno.news

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CABO DEYVISON PODERÁ FICAR FORA DA DISPUTA POR UMA VAGA FEDERAL

TRE-RN adia julgamento que ameaça mandato de candidato pelo PL

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN) adiou o julgamento da ação que pode levar à cassação do mandato do vereador de Mossoró Cabo Deyvison por infidelidade partidária. O parlamentar, que atualmente é candidato a deputado federal pelo PL, deixou o MDB em abril, no último dia da janela partidária, para disputar as eleições pela nova legenda.
O processo estava na pauta da sessão plenária desta quarta-feira (9), mas o desembargador eleitoral Eduardo Pinheiro não levou o caso a julgamento. A ação foi apresentada após a mudança de partido do vereador, que ocorreu em meio a um conflito político com o MDB.

A saída do partido aconteceu depois que o MDB decidiu apoiar Allyson Bezerra (União) para o Governo do Estado. À época, Cabo Deyvison fazia oposição à gestão de Allyson, então prefeito de Mossoró.

Em março, antes de deixar a legenda, o vereador havia solicitado uma medida liminar para se desfiliar sem risco de perder o mandato, alegando justa causa. Em maio, porém, o TRE-RN considerou o pedido improcedente.

Na contestação apresentada ao processo, o MDB sustentou que a alegação de Deyvison não tinha respaldo na legislação eleitoral nem na jurisprudência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Para a legenda, o vereador apresentava apenas “insatisfações pessoais e divergências políticas” com a direção partidária.

O partido argumentou ainda que essas divergências não poderiam ser confundidas com uma ruptura objetiva e substancial do programa partidário — requisito previsto na legislação eleitoral para caracterizar justa causa para a desfiliação.

Diante disso, o MDB pediu que, caso Deyvison deixasse a legenda sem o reconhecimento de uma justa causa — o que acabou ocorrendo —, fosse declarada a infidelidade partidária, com as consequências legais previstas, incluindo a possibilidade de perda do mandato.

Disputa começou após aproximação com Allyson

Cabo Deyvison foi eleito vereador de Mossoró em 2024 pelo MDB, que apoiou Lawrence Amorim (PSDB) na disputa pela Prefeitura. A coligação também reunia PDT, PSDB/Cidadania, PT/PCdoB/PV e PSB.

Durante o mandato, Deyvison passou a exercer a liderança da oposição na Câmara Municipal. Segundo relatou no processo, a relação com o partido mudou quando a direção estadual do MDB decidiu apoiar Allyson Bezerra, então prefeito de Mossoró e seu adversário político.

O vereador também alegou ter enfrentado dificuldades para formalizar administrativamente sua saída da legenda. Segundo ele, o diretório municipal do MDB em Mossoró estava inativo, enquanto a sede estadual havia mudado de endereço. Deyvison afirmou ainda que não recebeu resposta às comunicações encaminhadas à direção estadual.

Após deixar MDB, vereador aderiu oficialmente ao bolsonarismo

Ao anunciar a saída do MDB, Cabo Deyvison afirmou que escolheu o PL por ter espaço para contribuir com o plano de governo de Álvaro Dias, candidato do partido ao Governo do Estado. Na época, porém, declarou ao Blog do Barreto que discordava do radicalismo da legenda, comandada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre pena por tentativa de golpe de Estado.

“Não comungo com o radicalismo do PL. A minha luta continua pelo desenvolvimento social da periferia”, afirmou em abril.

Atualmente, Deyvison apoia a chapa bolsonarista nas eleições do Rio Grande do Norte. Além de Álvaro Dias na disputa pelo Governo do Estado, a composição tem Styvenson Valentim e Coronel Hélio como candidatos ao Senado.
Atentado em junho

Em junho, Cabo Deyvison foi vítima de um atentado enquanto fazia uma transmissão ao vivo em frente à Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) do bairro Alto de São Manoel, em Mossoró. O assessor Alyson Dyego de Oliveira Morais, que estava com o vereador no momento do ataque, morreu.

Deyvison gravava do lado de fora da unidade quando foi alvo dos disparos. Após o ataque, ele foi socorrido na própria UPA e, posteriormente, transferido para o Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM). O vereador recebeu alta poucos dias depois.

Dois suspeitos foram presos e confessaram participação direta no atentado.

Saiba Mais

CADEIA NESSE RACHADINHA USADOR DE VIBRADOR COM LEITE MOÇA

Prisão de Janones nas mãos de Mendonça

Uma petição dirigida ao STF decidiu levar os precedentes de Moraes a sério.

O advogado Paulo Faria aplicou a Janones os argumentos usados contra Daniel Silveira.

Veja o que acontece quando devolvem ao Supremo a sua própria lógica: Em vídeo postado em suas redes, Janones chama Mendonça de “vagabundo” e o acusa de afastar o chefe da PF para impedir que uma investigação chegasse ao ministro.

Mas... atacar um ministro não era atacar a instituição?

Ocorre que Janones foi além do xingamento:

Entre os gritos e ameaças, Janones anuncia uma “missão” à militância: compartilhar o vídeo contra Mendonça. Diz com todas as letras que “a guerra começou”.

Imaginem essa linguagem na boca de um deputado de direita.

O caso Daniel Silveira ajuda a examinar essa régua.

Em 16.02.2021, Moraes mandou prender Daniel Silveira após um vídeo com ofensas e bravatas. Mas como justificou o flagrante necessário para prisão preventiva?

Pelo fato de que vídeo continuava na internet. Surgia assim, no direito brasileiro, o Flagrante Perpétuo.

Para Moraes, o vídeo de Daniel Silveira disponível na internet mantinha a infração e o flagrante por período indefinido.

A petição contra Janones retorna à essa lógica: vídeo no ar, então o flagrante está em curso?

O botão de play renovando a urgência da prisão. E a fiança?

Para prender Daniel Silveira, Moraes usou os motivos para prisão preventiva para afastar a fiança. Com o flagrante, abriu a exceção para prender um deputado.

A nova petição contra Janones pede o mesmo caminho.

Mas deputado não tem imunidade?

No caso Daniel Silveira, o STF disse que imunidade não serve de escudo para ilícitos e exige vínculo com o mandato.

A petição contra Janones cobra o mesmo critério. Ou será que a Constituição tem preferência por usuários?

Paulo Faria vê o absurdo e zomba da hipocrisia:

A petição dele contra Janones chama Moraes de “filósofo jurídico” e pede prisão com base no caso Daniel Silveira.

O advogado devolveu ao STF o vocabulário usado pela própria Corte.

Difícil reclamar do figurino sem reconhecer quem o confeccionou.

E agora?

Em 2022, após a prisão de 2021, Daniel Silveira recebeu 8 anos e 9 meses por ameaça ao Estado Democrático de Direito e coação no curso do processo.

Considero a pena absurda e também critico o fundamento do flagrante.

Janones deve pagar por isso? A resposta é simples.

É óbvio que não, por maior que seja a minha vontade de ver Janones respondendo por seus verdadeiros crimes, como a rachadinha.

Hoje, quem deve pagar é Alexandre de Moraes ...


Veja o vídeo:

QUEM ESTÁ DIZENDO É A PF - E AGORA, QUAL MEDIDA SERÁ TOMADA?

Para PF, Toffoli tem dinheiro de Vorcaro em paraíso fiscal

Um relatório da Polícia Federal (PF) indica a suspeita de que o ministro Dias Toffoli seja o “beneficiário final” ou “proprietário de fato” do fundo de investimento Arleen, que recebeu repasse de R$ 35 milhões de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. O documento da PF foi mantido em sigilo há sete meses sob a relatoria do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça e revelado pela revista Piauí nesta quinta-feira (10).

Segundo o relatório, o repasse de R$ 35 milhões, revelado ainda em fevereiro, teria ido parar nas Ilhas Virgens Britânicas, paraíso fiscal do Caribe, por meio de uma transação com a holding Egide I. O ministro já negou ter amizade com o banqueiro ou ter recebido valores dele. Procurado pelo Estadão na manhã desta sexta, ainda não se manifestou sobre a posse de recursos no exterior.

Segundo o relatório, o fundo Arleen era sócio do resort Tayayá, no interior do Paraná, ligado à família de Toffoli e pertencia a Vorcaro, mas mudou de proprietário, sendo assumido por um empresário amigo do ministro do STF. Meses depois, transferiu seus ativos para o paraíso fiscal no Caribe.

– Foram identificados diversos elementos de informação que, analisados de forma conjunta, apontam no sentido de que o ministro José Antonio Dias Toffoli possa ter figurado como beneficiário final ou proprietário de fato do FIP Arleen, bem como de seus ativos – afirma o relatório revelado pela revista.

O ministro é sócio da empresa Maridt, que tinha participação societária em dois resorts da rede Tayayá. A empresa vendeu parte de sua participação a fundos de investimento que tinham Fabiano Zettel, o cunhado de Vorcaro, como acionista.

Em maio de 2024, Vorcaro perguntou por mensagem de WhatsApp a Zettel sobre a situação dos repasses ao resort do ministro.

– Você não resolveu o aporte do fundo Tayayá? Estou em situação ruim = escreveu o banqueiro.

O cunhado respondeu:

– Te perguntei se poderia ser semana que vem e você disse que sim.

Meses depois, em agosto de 2024, Vorcaro novamente relatou ao cunhado as cobranças de pagamentos.

– Aquele negócio do Tayayá não foi feito? – perguntou o banqueiro.

Zettel respondeu que já tinha transferido para o intermediário responsável por efetivar o pagamento, mas que o aporte final dependeria dessa pessoa.

Por causa disso, Vorcaro se irritou.

– Cara, me deu um p*** problema. Onde tá a grana? – disse ao cunhado.

Zettel respondeu:

– No fundo dono do Tayayá. Transfiro as cotas dele.

Para prestar contas diante das cobranças, Vorcaro pediu a Zettel que levantasse todos os aportes realizados no Tayayá.

– Me fala tudo que já foi feito até hoje – disse.

– Pagamos 20 milhões lá atrás. Agora mais 15 milhões – respondeu Zettel.

AE

ALÔ CEARÁ-MIRIM, ATENTAI-VOS!

“Rolezinho” é interrompido em Natal com 16 motos removidas e 9 condutores sem habilitação

Uma operação do Comando de Policiamento Rodoviário Estadual (CPRE) interrompeu, na madrugada desta quinta-feira (11), um “rolezinho” de motociclistas na Zona Leste de Natal.

A ação, realizada pelo Batalhão Rodoviário com apoio do Esquadrão Águia, resultou na remoção de 16 motocicletas. De acordo com o CPRE, nove condutores não possuíam Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

Durante a fiscalização, em Areia Preta, um adolescente de 16 anos que pilotava uma motocicleta com escapamento barulhento desobedeceu à ordem de parada e acabou sendo interceptado após perder o controle do veículo.

A operação teve como objetivo coibir práticas delituosas e irregularidades no trânsito da capital durante a madrugada.

96 FM

A PARTIR DESTA SEXTA-FEIRA (11) TRABALHADORES DOS CORREIOS ENTRAM EM GREVE

Trabalhadores dos Correios entram em greve em todo o país a partir desta sexta

Trabalhadores dos Correios aprovaram uma greve por tempo indeterminado, com adesão de sindicatos de todos os estados do país, informou a Federação Interestadual dos Empregados da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Findect).

As assembleias que aprovaram a paralisação ocorreram na noite de quinta-feira (10). Segundo a Findect, a decisão "marca uma nova etapa da Campanha Salarial, após as negociações terminarem sem acordo".

Em nota, os Correios disseram ter adotado um "Plano de Continuidade de Negócios" para reduzir os impactos da greve aos clientes.

"Entre as ações estão o remanejamento de equipes, o reforço das atividades operacionais e a adoção de medidas logísticas específicas para preservar a regularidade das entregas em todo o país", disse. (Leia a íntegra ao final da reportagem).

A Findect afirma que um dos principais impasses nas negociações é o plano de saúde dos funcionários. Segundo a entidade, a direção dos Correios pretende fazer alterações no benefício.

Clique no link abaixo e veja a matéria completa:

DEU NO X

Deu no X



- Ei Flavio Dino, ja que voce ta tao interessado em repasse de emendas para ONGs ligados a parlamentares, hoje ja te apresentamos o caso Manuela D'avila, agora voce é apresentado ao caso Erika Hilton.Esperamos a mesma dedicação, beleza?




- AGORA A FACÇÃO NA BAHIA TEM NOTA NA IMPRENSA PRÓPRIA. O DIABO: ''MEU DEUS".




- A SUPREMA VÁRZEA: A ESBÓRNIA EM QUE SE TRANSFORMOU O STF Os brasileiros seguem perplexos pelos dias diante da esbórnia em que se transformou a maior corte de Justiça do país, o STF. O grande responsável por tudo isso responde pelo nome de Alexandre de Moraes.




- A conta do filho de Moraes numa rede social teria sido hackeada, e um contrato de R$ 77 mil numa estadia no Uruguai foi exposto. Para uma família que fatura dezenas de milhões em apenas um contrato, R$ 77 mil não é nada...




- JUIZ DO PRÓPRIO CASO? O ministro Alexandre de Moraes indicou que pretende votar na sessão do STF que vai decidir o seu próprio futuro. O plenário analisará na próxima semana se ele será investigado por seu envolvimento com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro no Caso Master.




- Não pode ser...

CEARÁ-MIRIM: NA ÓTICA DINIZ COMPROU ÓCULOS DE GRAU GANHOU RELÓGIO

Comprou, ganhou!



Regulamento

A PALAVRA DE DEUS PARA ESTA SEXTA-FEIRA (11) - POR PADRE BIANOR JR.

Padre Bianor Jr.


NATAL/RN | Sexta-feira, 11 de setembro de 2026

📖SETEMBRO | MÊS DA BÍBLIA E DO DÍZIMO

📖 EVANGELHO DO DIA | Lc 6,39-42

«Pode acaso um cego guiar outro cego?»

«Tira primeiro a trave do teu olho e então enxergarás bem para tirar o cisco do olho do teu irmão.»

PARA A NOSSA VIDA

Jesus nos convida hoje a olhar primeiro para nós mesmos. É fácil perceber os erros dos outros, mas nem sempre temos a mesma disposição para reconhecer nossas próprias limitações.

Antes de querer corrigir ou julgar alguém, precisamos permitir que a Palavra de Deus transforme o nosso próprio coração. Quem aprende a olhar para si com humildade torna-se capaz de ajudar o outro com amor.

O Evangelho nos ensina que a verdadeira correção nasce da caridade, não da condenação. Deus não nos chama para apontar o dedo, mas para caminhar juntos, ajudando-nos mutuamente a crescer.

Neste mês da Bíblia e do Dízimo, deixemos que a Palavra ilumine primeiro a nossa vida. Que sejamos uma comunidade que acolhe, corrige com amor e ajuda o irmão a caminhar.

GESTO CONCRETO

Hoje, antes de apontar o erro de alguém, reconheça diante de Deus uma mudança que você também precisa fazer.


Pe. Bianor Francisco de Lima Júnior


AGENDA

🕙 10h — Santa Missa

📍 Capela Sant’Ana e São Joaquim — Hospital Onofre Lopes

🕠 17h30 — Santa Missa

📍 Matriz Nossa Senhora de Lourdes

🕡 18h30 — Reunião com a equipe da Salinha Padre João Maria

📍 Matriz Nossa Senhora de Lourdes


Paróquia Nossa Senhora de Lourdes

FABIO E VORCARO - DIÁLOGO CALIENTE

 Só piora

Vorcaro e Fabio Faria



Fábio Faria:

"Telefone na porta" e "sem tel total": A ordem era confiscar os aparelhos logo na entrada para garantir blindagem absoluta contra qualquer tipo de registo ou fuga de informação.

"Só menina nova": Vorcaro tranquiliza o ex-ministro sobre o perfil das convidadas, garantindo que metade viria do estrangeiro e que as locais eram "todas conhecidas" do grupo.

"Segurança dentro" e "zero stress": A estrutura foi desenhada para que os convidados VIP que, segundo as investigações, incluíam figuras de topo dos Três Poderes pudessem circular sem qualquer tipo de vigilância externa.

FAZEM AS MARACUTAIAS E AINDA RIEM DA CARA DO POVO

Fim de sigilo revela que contrato de R$131 milhões previa ‘consultoria estratégica’ junto à PF

Contratos firmados pelo escritório Barci de Moraes Sociedade de Advogados — que tem como sócia Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro Alexandre de Moraes — com o Banco Master e outra empresa ligada a Daniel Vorcaro foram disponibilizados no site do Supremo Tribunal Federal na madrugada desta sexta-feira (11), minutos depois de o ministro André Mendonça determinar a retirada do sigilo de inquéritos e petições do caso, atendendo solicitação do presidente da Corte, Edson Fachin.

Pelo menos dois documentos foram divulgados na íntegra. O principal, assinado em 2024, previa a prestação de serviços ao Banco Master por três anos. O objeto incluía a implantação, acompanhamento e aprimoramento contínuo de um “programa de integridade” (compliance), além de “consultoria estratégica e jurídica” em inquéritos policiais na Polícia Federal e nas Polícias Civis, bem como em procedimentos administrativos perante o Banco Central, a Receita Federal e o Cade. Também contemplava a atuação em processos judiciais em todas as instâncias. A informação foi publicada pela Folha de S. Paulo.

O contrato estabelecia a organização de cinco núcleos de atuação conjunta (estratégica, consultiva e contenciosa) junto ao Judiciário, Ministério Público, polícias, órgãos do Executivo e acompanhamento de projetos de lei de interesse do banco. Os serviços se estendiam ainda aos sócios e acionistas controladores da instituição.

Os honorários foram fixados em 36 parcelas mensais de R$ 3 milhões líquidos cada (equivalente a R$ 3.646.529,77 brutos, já considerados os tributos). O valor total previsto era de cerca de R$131 milhões. Segundo análise da Polícia Federal sobre metadados de arquivo encontrado no celular de Vorcaro, Alexandre de Moraes teria feito edições na minuta antes da assinatura.

O segundo contrato tornado público previa serviços do mesmo escritório à Viking Participações Ltda., outra empresa de Vorcaro, com pagamentos de R$50 milhões líquidos em três anos.

O escritório Barci de Moraes afirma que não houve irregularidades. Em notas anteriores, a banca informou que o setor de compliance consultou o ministro Alexandre de Moraes, na condição de marido da sócia-diretora, para verificar eventuais impedimentos legais — como processos do Master sob sua relatoria. Como ele nunca julgou causas envolvendo o banco, o contrato foi assinado e os serviços prestados entre fevereiro de 2024 e novembro de 2025, quando o Banco Central liquidou a instituição. A equipe teria realizado 94 reuniões (79 presenciais na sede do banco) e produzido 36 pareceres, com 15 advogados do escritório e apoio de outras bancas especializadas. A defesa reitera que nunca atuou em processos do Master no STF.

O Banco Master, controlado por Daniel Vorcaro, foi alvo da Operação Compliance Zero, que apura supostas fraudes financeiras e lavagem de dinheiro. Vorcaro foi preso e a instituição liquidada em novembro de 2025. O caso gerou intensa disputa no STF sobre sigilo de documentos e proximidade entre envolvidos.

DP

O ABC SÓ RENOVARÁ CONTRATOS COM SEIS ATLETAS DO 'ACESSO'

Apenas seis atletas do acesso, terão os contratos renovados com o ABC

Nada mais do que seis atletas. Este é o número de renovações com que o executivo de futebol do ABC, Gustavo Cartaxo, trabalha para formar o novo elenco do clube. Entre os nomes considerados imprescindíveis está o do atacante Wallyson, tratado internamente como um “patrimônio” alvinegro. A diretoria garante ter assimilado as lições deixadas por erros cometidos em temporadas anteriores e promete aumentar o rigor nas escolhas para montar um grupo forte o suficiente para disputar o título estadual e, principalmente, buscar espaço na parte de cima da Série C do Campeonato Brasileiro.

Apresentado oficialmente na terça-feira, o treinador João Burse já participa diretamente desse processo. Mesmo antes de desembarcar em Natal, ele vinha mantendo contato com Cartaxo e analisando o elenco que conquistou o acesso em 2026. O trabalho agora é definir quem será aproveitado e quais as características que os futuros reforços terão de apresentar para vestirem a camisa abecedista.

“Desde o acerto estamos trabalhando a todo vapor. Estamos nos reunindo agora pessoalmente, mas já havíamos conversado por telefone. Estaremos o tempo todo fazendo os ajustes para colocar em prática aquilo que estamos planejando. Temos tempo e isso é bom. Mas, no futebol, não podemos demorar muito, principalmente nas contratações e na busca por situações que possam fortalecer o nosso grupo”, afirmou Burse.

Uma das prioridades é a permanência do volante Jonathan, um dos destaques da campanha do acesso. O jogador está emprestado pelo Santa Cruz de Natal ao ABC até setembro e possui vínculo com o clube tricolor até 2028. As duas diretorias já realizaram uma conversa inicial para discutir a prorrogação do empréstimo por mais uma temporada.

As situações dos atacantes Brunão e Rikelmi também estão encaminhadas para 2027. Outro nome colocado no radar é Igor Bahia. O atacante deixou o ABC para defender o Londrina, mas continua nos planos da diretoria, que pretende trabalhar pela sua volta no início da próxima temporada.

A estratégia, porém, não passa pela manutenção de grande parte do elenco. A tendência é preservar uma pequena base do grupo que conquistou o acesso e completar o plantel com jogadores identificados dentro do perfil definido pela comissão técnica e pelo departamento de futebol. Burse ressalta que as decisões serão tomadas sem fugir da capacidade de investimento do clube.

O treinador também deixou claro que a busca por reforços não poderá provocar desequilíbrio financeiro. O orçamento estabelecido pelo presidente Eduardo Machado e pela direção de futebol será o balizador das contratações.

“De forma muito criteriosa, vamos analisar tudo o que será importante para o nosso planejamento. Os atletas que possam renovar e aqueles que possam chegar para reforçar a equipe serão avaliados dentro de um planejamento do clube, sem extrapolar nada. O nosso presidente possui um limite financeiro, junto com o Gustavo Cartaxo, e vamos seguir isso à risca para fazer com que o ABC esteja ainda mais forte”, disse.

A palavra que Burse mais associa ao processo é “assertividade”. Com um calendário mais amplo em 2027, o ABC sabe que uma escolha equivocada na formação do elenco pode gerar reflexos durante toda a temporada. Por isso, treinador, executivo e demais integrantes do departamento de futebol pretendem dividir responsabilidades na avaliação dos nomes.

TN

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