Resumo
*A teimosia do Governo Lula em não cortar gastos se traduz em juros abusivos no cartão de crédito, financiamento da casa própria e do carro fora do alcance, crediário caro no comércio e menos empregos com o fantasma da recessão bater à porta do trabalhador. A tentativa de empurrar a culpa para o Banco Central perdeu a força com Gabriel Galípolo no comando da instituição, deixando claro que a fatura da Selic nas alturas é o preço direto que o brasileiro paga pela gastança do comando petista. Mesmo após multiplicar gastos sem qualquer critério durante a campanha e esbanjar ao longo de todo o mandato anterior, Lula segue patinando na popularidade, acumulando 45% de desaprovação. Resistindo a fazer o ajuste fiscal necessário para abrir espaço para a queda sustentável da taxa e da dívida pública, o presidente prefere alimentar ideias absurdas da ala radical, como o tabelamento de juros. Ao recusar o combate real ao déficit e ignorar o aviso claro do mercado de que uma recessão se avizinha, o petista demonstra que seu projeto pessoal continua colidindo com as reais necessidades do país.
*O marketing do Governo Lula continua a todo vapor na tentativa de ganhar o brasileiro, desta vez com a pose de linha-dura contra a criminalidade. A presidência comandada pelo PT divulgou nas redes sociais um vídeo promocional embalado pela trilha sonora do filme Tropa de Elite para comemorar a aprovação da PEC da Segurança Pública no Senado. A peça publicitária aposta em uma estética policial ostensiva — com direito a imagens de agentes armados, viaturas, suspeitos detidos e uso de gírias — em uma tentativa de faturar em cima de um tema no qual a gestão petista acumula desgaste histórico. A promessa de recriar o Ministério da Segurança Pública por MP, conseguiu a aprovação de um texto marcado por manobras e recuos estratégicos. Para aprovar a proposta sem grande desgaste com sua base ideológica, o governo articulou nos bastidores para deixar de fora medidas de enfrentamento de verdade, como a redução da maioridade penal e o endurecimento real do combate ao crime organizado.
*O Juízo da 14ª Vara Cível da Comarca da Capital do Rio de Janeiro indeferiu nesta sexta-feira (6) um novo pedido de liminar feito pela jogadora Tifanny Abreu. A atleta trans entrou com uma ação judicial contra a Confederação Brasileira de Voleibol (CBV). No pedido, Tifanny tentou reverter a decisão do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) do Voleibol, que manteve a restrição à sua participação em competições femininas nacionais. É a terceira decisão consecutiva favorável à confederação. — A mera discordância da parte autora quanto ao resultado do julgamento proferido pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva, no Mandado de Garantia nº 002/2026, não constitui, por si só, fundamento suficiente para justificar a suspensão de seus efeitos — registrou a magistrada ao rejeitar o pedido. A defesa de Tiffany sustentava que a mudança das regras violou direitos anteriormente reconhecidos à atleta, especialmente a segurança jurídica, a confiança legítima e o exercício profissional. Os advogados da atleta também questionaram a ausência de um período de transição e a utilização do marcador genético SRY como critério de elegibilidade. Além disso, a petição criticava a fundamentação do julgamento e levantava suspeitas sobre a imparcialidade do STJD.
*No decorrer da semana, a Polícia Civil do Rio de Janeiro conseguiu prender na cidade de Igaratinga (MG), um sujeito que é apontado como chefe da facção criminosa Comando Vermelho. Samuel Henrique Terra, conhecido pelos apelidos de "S", "SH" ou "Chefinho" é apontado pelas investigações como uma das principais lideranças do CV em Armação dos Búzios, no Rio de Janeiro. Na mesma ação, os policiais também prenderam a mulher dele, Maysa. O casal tinha mandados de prisão preventiva expedidos pela Justiça fluminense e foi localizado em Igaratinga. A prisão ocorreu durante um desdobramento da Operação Fruto Podre II, após cinco meses de investigações conduzidas pela 127ª Delegacia de Polícia de Armação dos Búzios. Segundo a Polícia Civil, agentes fluminenses viajaram até Minas Gerais depois que o cruzamento de dados de inteligência indicou que o casal havia fugido do Rio de Janeiro para tentar escapar do cerco policial. A captura foi realizada em conjunto com a Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Patrimoniais, a DEPATRI, da Polícia Civil de Minas Gerais. Durante a ação, os policiais apreenderam celulares, um tablet e um notebook. De acordo com a Polícia Civil do Rio de Janeiro, Samuel é apontado como comparsa de Efraim, outra liderança local da facção criminosa. Ele atuava como um dos gerentes operacionais do tráfico de drogas. O investigado responde a processos pelos crimes de homicídio, associação para o tráfico de drogas e organização criminosa. A prisão em Igaratinga dá continuidade às etapas anteriores da Operação Fruto Podre II. A primeira fase da investigação ocorreu em maio, quando foram cumpridos seis mandados de prisão. Já no dia 19 de outubro, a Polícia Civil realizou uma nova etapa da operação, com cerca de 30 mandados de busca e apreensão.
*Os estudantes da rede pública estadual do Rio Grande do Norte farão as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2026 nas próprias escolas onde estudam. Ao todo, 124 unidades de ensino em 41 municípios potiguares foram definidas como locais de aplicação pela Secretaria de Estado da Educação, do Esporte e do Lazer (SEEC), em parceria com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). O Rio Grande do Norte tem 113,9 mil inscritos no Enem 2026, considerando participantes de todas as redes de ensino. Para acompanhar a aplicação nas escolas estaduais, cada unidade selecionada indicou um profissional responsável por auxiliar na organização dos espaços, acompanhar os procedimentos e orientar os estudantes. Os 124 interlocutores já participaram de uma formação online sobre as atribuições da função. A ampliação dos locais de prova está relacionada à integração entre o Enem e o Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), definida pelo Ministério da Educação (MEC). A proposta é unificar as avaliações para os estudantes da rede pública, evitando que precisem realizar duas provas diferentes. O Enem 2026 funciona como experiência-piloto para o modelo de integração que será adotado no Saeb de 2027. A expectativa é ampliar a participação dos estudantes e reduzir a sobrecarga provocada pela realização de avaliações distintas.

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