04/11/2026

RESUMO DE NOTÍCIAS

Resumo

*O artigo Pluriversalizar a inteligência artificial: caminhos contracoloniais desde o Sul Global, desenvolvido pela estudante de Jornalismo da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Ana Beatryz Fernandes, em parceria com o professor Antonino Condorelli, do Departamento de Comunicação (Decom), foi aprovado para apresentação no 9º Congresso Internacional Media Ecology and Image Studies (MEI), que acontecerá de 16 a 19 de novembro de 2026, em formato virtual, e conta com a participação de oito países. A pesquisa questiona a suposta neutralidade das tecnologias, abordando a concentração de recursos, a exploração de dados e a predominância de perspectivas ocidentais no desenvolvimento da IA. Como alternativa, propõe a construção de ferramentas que reconheçam diferentes culturas, saberes e formas de conhecimento. A aproximação de Ana com o tema surgiu durante sua experiência no mercado jornalístico, ao observar a repetição de estruturas e conteúdos em portais e blogs locais. A partir do diálogo com o orientador, a inquietação foi ampliada para uma investigação sobre algoritmos, colonialidade digital e relações de poder. Para a estudante, a aprovação no congresso representa um marco na trajetória acadêmica e reforça o desejo de seguir na pesquisa científica. Ela também destacou a oportunidade de levar a produção da UFRN e do Rio Grande do Norte ao debate internacional sobre inteligência artificial e sociedade. “Quando você vai para os eixos locais, você sente que os blogs, os portais parecem que está todo mundo copiando o outro. Parece que é uma notícia só que todo mundo saiu replicando”, relata a estudante sobre uma das inquietações que motivaram a pesquisa.


*O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que prefere enfrentar derrotas eleitorais do que permitir que o Irã desenvolva armas nucleares. Ele deu declarações, nesta quarta-feira (4), após ser questionado por jornalistas na Casa Branca. A imprensa indagou se a guerra tinha valido a perda de controle do Senado. O republicano reconheceu que a guerra contra o país do Oriente Médio contribuiu para o desempenho de seu partido nas eleições desta terça-feira (3). – Sim, acho que sim. Não havia outra escolha. Se eu tivesse que fazer tudo de novo, faria novamente, porque, no longo prazo, essa é a única solução. Não podemos permitir que o Irã tenha uma arma nuclear – respondeu Trump. Para o presidente norte-americano, é em grande parte verdade que o conflito fez com que o preço da gasolina subisse um pouco, no curto prazo. – Acho que isso é em grande parte verdade, porque fez o preço da gasolina subir um pouco no curto prazo – comentou.


*O governo argentino negou expressamente qualquer colaboração na saída do senador brasileiro Flávio Bolsonaro (PL-RJ) do Brasil. Fontes da Casa Rosada disseram à CNN que não houve nenhum envolvimento no trâmite migratório, mas frisaram que não existia impedimento legal ou alerta restritivo contra a entrada do parlamentar no país. Flávio atravessou a Argentina a caminho do Equador antes de desembarcar nos Estados Unidos no último dia 27. Os integrantes do governo argentino declararam que o procedimento de controle seguiu os trâmites regulares e foi “idêntico” ao exigido de qualquer cidadão brasileiro. A entrada ocorreu formalmente com documentos válidos pela Ponte Internacional Tancredo Neves, ligação entre Foz do Iguaçu e Puerto Iguazú. De lá, Flávio partiu em voo privado rumo a Guayaquil e, posteriormente, aos Estados Unidos. Durante coletiva de imprensa realizada nesta terça (3), o porta-voz da Casa Rosada, Adrián Ravier, classificou como “irrelevante” a questão sobre um possível auxílio de Milei e declarou desconhecer se o presidente tinha ciência do trajeto do senador.


*Envolvido no lance que terminou na morte do atacante Jesús de Miguel na partida entre Tenerife e Andorra, o goleiro Jesús Owono se pronunciou pela primeira vez sobre o caso nesta quarta-feira (4) e fez um desabafo. O Bastante abatido, o atleta afirmou estar vivendo os dias mais difíceis da sua vida. Owono participou da dividida De Miguel em um jogo da segunda divisão espanhola na segunda-feira quando a partida já estava nos acréscimos. Após sofrer uma parada cardíaca em campo, o atacante teve uma piora no quadro neurológico de madrugada e não resistiu. A morte foi confirmada na manhã desta terça-feira. "Estes estão sendo os dias mais difíceis da minha vida. Tenho dificuldade em encontrar as palavras e é muito difícil assimilar qualquer coisa do que aconteceu", declarou o goleiro do Andorra em sua mensagem sobre o trágico episódio. "Sinto uma dor enorme pela perda de Jesús. Penso nele, em sua família e em todas as pessoas que gostavam dele", acrescentou. Owono está ciente de que "haverá muitas questões a abordar. Enfrentarei o que vier com todo o respeito".Na disputa da bola, ele atingiu o atacante com um forte impacto. O ogador do Tenerife caiu imóvel no chão e logo os atletas das duas equipes pediram a entrada dos médicos para o atendimento de urgência. "No entanto, neste momento, sinceramente, não consigo pensar em outra coisa a não ser em Jesús e na dor que estamos vivendo. Descanse em paz, Jesús", conclui a mensagem de Owono. Neste momento delicado, o Andorra, clube do goleiro, vem prestando auxílio a seu atleta. A diretoria pediu a "máxima sensibilidade e respeito" no tratamento ao jogador. O Tenerife planeja agora realizar neste sábado uma homenagem a De Miguel em seu estádio. O clube suspendeu por seis dias todas as atividades em sinal de luto pela morte de De Miguel. O sepultamento do jogador está previsto para esta quinta-feira em Navahermosa, região central da Espanha.


*O policial federal Jorge Chastalo Filho, que atuou como carcereiro de Lula (PT) durante os 580 dias em que o petista ficou preso na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, descreve no livro Banho de Sol conversas em que o então ex-presidente demonstrava forte ressentimento e decepção com ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) indicados por ele e por Dilma Rousseff. A informação foi divulgada primeiro pela colunista Monica Bergamo, da Folha. Os principais alvos das críticas eram Cármen Lúcia, Edson Fachin e Luiz Fux. Na época, o STF rejeitava sucessivos pedidos de liberdade, restringia entrevistas e adiava julgamentos que poderiam anular as condenações de Lula na Operação Lava Jato. Críticas a Cármen Lúcia - Em julho de 2018, quando o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) analisava se Lula poderia se candidatar à Presidência, o petista teria chamado a ministra de “falsa humilde”. Segundo o relato de Chastalo, Lula lembrou de uma conversa prévia à indicação dela ao STF, em 2006: “A Cármen é uma falsa humilde, Chastalo. Conhece esse tipo de gente? Em uma conversa comigo, para que eu a indicasse ao STF, começou dizendo que seu primeiro brinquedo foi uma boneca de sabugo. E que seu pai tinha as mãos calejadas de trabalhar. E que aprendeu com seu pai que uma coisa muito importante na vida é a gratidão. E eu caí nessa!” Em outro momento, Lula teria dito que foi dormir com “um ódio muito grande da Cármen Lúcia” e a chamou de “miserável”, além de afirmar que ela estava “insegura, fazendo merda”. Ataques a Fachin e Fux - Sobre Edson Fachin, Lula teria dito que ele “é um filho da puta mesmo”. O petista afirmou que não o indicou durante seu governo porque não confiava nele, e que Dilma Rousseff o consultou antes de nomeá-lo. Lula ainda criticou o perfil religioso do ministro, comparando-o a alguém que “come hóstia hoje, mas faz merda amanhã”.

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