08/11/2026

RESUMO DE NOTÍCIAS

Resumo

*A expectativa de maior tensão política marca a avaliação dos brasileiros sobre a relação entre governo Lula e o Congresso Nacional. Pesquisa Quaest divulgada neste domingo (8) mostra que 70% acreditam que o quarto mandato do presidente terá mais conflitos com o Congresso do que o atual. O percentual representa um aumento em relação a 2022, quando 48% esperavam mais atritos entre o governo Lula e o Legislativo. Naquele levantamento, 30% previam menos conflitos, 8% acreditavam que a relação seria igual e 14% não souberam responder. A pesquisa também identificou uma expectativa de maior tensão entre o governo e o Supremo Tribunal Federal (STF). Para o próximo mandato, 46% dos entrevistados preveem mais conflitos, enquanto 35% esperam menos atritos. Outros 6% acreditam que a relação ficará igual e 13% não responderam. Em 2023, no início do terceiro mandato, o cenário era diferente: 33% esperavam mais conflitos com o STF, enquanto 45% previam uma relação menos conflituosa. A pesquisa Quaest ouviu 2.004 pessoas entre os dias 30 de outubro e 2 de novembro. Margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.


*O tema da redação do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) de 2026 é: “A valorização do Sistema Único de Saúde (SUS) como direito universal”. A informação foi revelada pelo ministro da Educação, Leonardo Barchini, neste domingo (8), dia da primeira etapa de aplicação da prova. Além da redação, o primeiro dia do Enem conta com 90 questões, sendo metade de linguagens (língua portuguesa, literatura, língua estrangeira, artes, educação física e tecnologias da informação e comunicação) e metade de ciências humanas (história, geografia, filosofia e sociologia). No total, os candidatos têm 5h30 para completar o exame.O segundo dia, que será no próximo domingo (16), também é composto por 90 questões, das quais metade são de ciências da natureza (química, física e biologia) e metade de matemática. Os candidatos terão 5h para resolver a prova. Mais de 5 milhões de pessoas se inscreveram para fazer o exame neste ano, segundo dados do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira).


*Governadores eleitos ou reeleitos com apoio de Flávio Bolsonaro (PL) defendem uma relação pragmática e institucional com o governo do presidente Lula (PT), apesar da derrota do senador na disputa presidencial. A posição é motivada, principalmente, pela necessidade de garantir investimentos federais e enfrentar dificuldades fiscais nos estados. Nenhum dos 15 governadores que apoiaram sua candidatura endossou a carta divulgada pelo senador, na qual se apresenta como “líder do Brasil” e questiona o resultado das eleições. Em São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) defendeu o respeito ao resultado das urnas e afirmou que é preciso “olhar para a frente”. Outros governadores também têm evitado manifestações sobre Flávio e concentrado suas publicações em assuntos administrativos. No Rio de Janeiro, Douglas Ruas (PL) afirmou que pretende manter um “relacionamento institucional produtivo” com o governo federal para garantir investimentos em obras e políticas sociais. Luciano Zucco (PL), eleito no Rio Grande do Sul, também defendeu o diálogo, destacando que os interesses do estado devem estar acima das diferenças partidárias. No Paraná, Sergio Moro (PL) afirmou que a eleição passou e que seu foco será fazer um bom governo. Ele, no entanto, ressaltou que manterá uma postura de oposição ao governo Lula, com cooperação em pautas consideradas positivas. Em Minas Gerais, Cleitinho (Republicanos) tem defendido o fim da polarização, enquanto enfrenta o desafio de negociar uma dívida estadual de R$ 180 bilhões com a União e um déficit orçamentário previsto em R$ 10 bilhões para 2027. No Distrito Federal, Celina Leão (PP) também precisará buscar alternativas para a situação financeira do Banco de Brasília (BRB), que enfrenta uma crise após a tentativa de compra do Banco Master. A governadora já declarou estar disposta a dialogar com Lula quando necessário.


*Três senadores brasileiros participarão da 31ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP31), que começa nesta segunda-feira (9), em Antália, na Turquia. Fabiano Contarato (PT-ES), Soraya Thronicke (PSB-MS) e Leany Lemos (PSB-DF) integram a lista de representantes do Senado no encontro, que seguirá até 20 de novembro. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), também recebeu um convite do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para integrar a comitiva presidencial. Até o momento, porém, ele não confirmou se viajará para o evento. A programação prevê a participação de Lula na Cúpula de Líderes, nos dias 11 e 12 de novembro. O presidente deverá fazer dois pronunciamentos: um na abertura, reservado a um grupo de chefes de Estado, e outro durante a programação geral da conferência, com duração estimada de três minutos. Entre os compromissos do presidente está uma reunião sobre o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF). O encontro terá a presença de representantes da Noruega, do Reino Unido e da Holanda, que devem formalizar uma contribuição de US$ 500 milhões para a iniciativa. O governo brasileiro também recebeu pedidos de mais de 15 líderes estrangeiros interessados em reuniões com Lula. De acordo com o Itamaraty, os encontros ainda dependem da disponibilidade do presidente e da organização de sua agenda durante a conferência. Um dos compromissos previstos é uma conversa com o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, anfitrião da COP31. A expectativa é que eventuais reuniões bilaterais ocorram na manhã de quinta (12), no horário local. A viagem de Lula começa na manhã de segunda (9), com saída de Brasília. O presidente deverá chegar a Antália na madrugada de terça (10). Depois da conferência, seguirá para as Filipinas, onde participará da reunião de cúpula da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean).


*Em meio às articulações pela apreciação da redução da maioridade penal pelo Congresso, o secretário nacional de comunicação do PT, Éden Valadares, elencou argumentos contra o avanço da medida. “Reduzir a maioridade penal não resolve a violência. O governo do Presidente Lula já deu saltos nos investimentos em inteligência, integração e fortalecimento do combate ao crime organizado, às milícias e facções criminosas com a aprovação da PEC, a criação do Ministério da Segurança Pública e da instituição do SUSP”, escreveu Valadares nas redes sociais. “Conjuntamente a isso, o Brasil precisa enfrentar as causas da insegurança com responsabilidade, investindo em educação, proteção social, cultura, esporte e oportunidades para a juventude. Transformar adolescentes em alvo de políticas de encarceramento não torna a sociedade mais segura. Ao contrário, enfraquece a perspectiva de inclusão e amplia desigualdades já profundamente marcadas por questões sociais e raciais”, completou. Às vésperas do primeiro turno, o senador Camilo Santana, do PT, chegou a apresentar uma emenda para ser incluída na PEC da Segurança Pública que sugeria a redução para casos de crimes hediondos. A posição chegou a dividir o partido, mas o próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva se alinhou ao ex-ministro da Educação durante entrevista concedida ao Jornal Nacional. A PEC da Segurança Pública foi aprovada nesta semana, mas os senadores decidiram que a polêmica fosse apreciada separadamente. Um texto que trata sobre o assunto está tramitando em uma comissão especial na Câmara e pode ser votado pelos deputados até o fim do ano.

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