Resumo
*O fim da escala 6×1 pode provocar aumento de até 15% nas taxas de condomínio e levar à redução de serviços em prédios de todo o país. Segundo o Sindicato da Habitação, os gastos com mão de obra representam até 70% das despesas condominiais. Para manter a qualidade dos serviços, muitos condomínios terão de contratar mais funcionários. Outra alternativa é reduzir a frequência de atividades, como a limpeza. A avaliação é do especialista em Direito Imobiliário Ronan Lelis, que aponta ainda o pagamento de horas extras como uma possibilidade para adequar as escalas. As estimativas indicam que novas contratações podem elevar os custos em 6,9%. Já o pagamento de horas extras representaria um aumento de 8,6%. As mudanças na jornada começam em 15 de dezembro, quando o limite semanal cairá de 44 para 42 horas. Um ano depois, a carga horária será reduzida para 40 horas semanais.
*O cumprimento das promessas de campanha de Lula (PT) para a educação exigirá pelo menos R$ 7,2 bilhões adicionais no orçamento do Ministério da Educação (MEC). O valor considera apenas a ampliação do Pé-de-Meia para todos os estudantes do ensino médio público e a criação de bolsas para universitários. A expansão do Pé-de-Meia deverá consumir mais R$ 5 bilhões por ano, elevando o custo do programa de R$ 12 bilhões para R$ 17 bilhões. Já o Pé-de-Meia Universitário tem custo inicial estimado em R$ 4,6 bilhões, com previsão de atender 485 mil estudantes por meio de bolsas mensais de R$ 700 e uma poupança anual de R$ 2.500. Outras promessas também pressionam as contas da educação, mas ainda não têm custos definidos. Entre elas estão a ampliação da rede de institutos federais, a retomada do Ciência sem Fronteiras — com foco em tecnologia e inteligência artificial — e a universalização do ensino em tempo integral. O projeto de orçamento de 2027 prevê R$ 246 bilhões para o MEC, aumento nominal de 6% em relação a 2026. O valor, porém, ainda depende de aprovação do Congresso e enfrenta a pressão de despesas já existentes e de outras promessas do governo. O MEC afirma que estuda alternativas para viabilizar as iniciativas, enquanto o Ministério da Fazenda diz que eventuais ajustes serão encaminhados ao Congresso, respeitando as regras fiscais e a meta de resultado primário.
*O youtuber Helder Maldonado, do canal Galãs Feios, estimulou apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a incendiar bandeiras de Israel presentes em igrejas evangélicas. A declaração consta em vídeo que circula nas redes sociais desde o fim das eleições deste ano. Helder incluiu os evangélicos em uma “ideia de sociedade que precisa ser frontalmente combatida”. “Tem bandeirinha de Israel na tua [sic] igreja? Tem? Tá preso, caralho”, declarou Maldonado, ao chamar de “traidor da pátria” quem exibe o símbolo israelense em locais de culto. “Bandeirinha de Israel. Só tem duas formas aqui nesse país, a partir de agora. Ou você tira ou a gente bota fogo, porra.” Na última sexta-feira, 30, a Frente Parlamentar Brasil-Israel do Congresso Nacional e as frentes evangélicas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal divulgaram uma nota conjunta de repúdio às declarações. “É inadmissível que líderes religiosos e comunidades de fé sejam alvo de manifestações de intolerância e incitação à violência em razão de suas convicções ou dos símbolos que adotam”, afirmaram os congressistas.
*Filha de mãe brasileira, a universitária Isabela Casahuga-Lemgruber gravou um vídeo com pedido de desculpas após a repercussão dos comentários que fez em tom de deboche no fim de setembro sobre o assassinato do ativista conservador norte-americano Charlie Kirk. A nova aparição de Isabela tem circulado nas redes sociais desde este sábado (31). No novo vídeo, a universitária reconhece que suas falas foram ofensivas, assume responsabilidade pelo episódio e pede perdão à família do ativista e ao palestrante Christian Collins, diante de quem fez as provocações. No pronunciamento, Isabela afirma que decidiu se manifestar após um período de oração e reflexão. Ela começa direcionando o pedido de desculpas a Erika Kirk, viúva do ativista, aos filhos do casal e aos demais familiares, reconhecendo a dor provocada pela morte de Charlie. – Minhas palavras foram profundamente insensíveis, para dizer o mínimo, especialmente considerando a perda inimaginável que sua família sofreu – declarou. A estudante também se dirigiu diretamente a Christian Collins, ativista conservador que apresentava o evento no qual ela fez a declaração controversa, e reconheceu que o comportamento dela foi inadequado. O evento, chamado Pick Up the Mic (Pegue o Microfone, em português), é uma iniciativa que incentiva estudantes de universidades americanas a debaterem temas como aborto, religião e feminismo. – O que eu disse no seu evento foi extremamente inadequado e ofensivo; por isso, peço sinceras desculpas – afirmou. Em outro trecho, Isabela condenou a violência política e disse que não existe justificativa para transformar a morte de uma pessoa em motivo de piada. – Não há nada aceitável ou engraçado na violência política, e muito menos na perda de uma vida humana – disse.
*A Câmara Municipal de São Paulo avalia a denúncia que pode levar à abertura de um processo de impeachment contra o prefeito Ricardo Nunes (MDB). A primeira sessão foi realizada na quinta-feira (29). Apresentada no último domingo (25) pelos vereadores do PSOL Amanda Paschoal, Celso Giannazi e Silvia da Bancada Feminista, a representação aponta supostas irregularidades administrativas e crimes de responsabilidade durante o segundo turno das eleições de 2026. O documento reúne duas acusações centrais: o suposto descumprimento da ordem judicial que determinava a circulação integral da frota de ônibus da capital e a possível utilização da máquina pública para mobilizar servidores em atividades de campanha. Sobre o transporte público, os parlamentares questionam o fato de apenas 9.892 dos 13.790 ônibus disponíveis estarem nas ruas às 13h20 do domingo de votação, o equivalente a 71,7% da frota. Os outros 3.898 veículos permaneciam nas garagens, apesar de uma decisão da 1ª Zona Eleitoral, emitida em 23 de outubro, determinar a operação de todos os ônibus, com gratuidade e frequência semelhante à dos dias úteis. A ordem previa multa de R$ 100 mil para Ricardo Nunes e para o presidente da SPTrans, Victor Hugo Borges, em caso de descumprimento. Na avaliação dos autores da representação, a redução da frota comprometeu o acesso dos eleitores aos locais de votação e contrariou a determinação da Justiça Eleitoral. A Prefeitura, por sua vez, alegou que orientou as concessionárias a cumprir a decisão, mas afirmou que recebeu a notificação do TRE-SP apenas às 13h10 de sábado (24), encaminhando o comunicado às empresas às 13h59. Segundo a administração municipal, o prazo de 49 minutos não foi suficiente para reorganizar as escalas de trabalho. A gestão também informou que as empresas responsáveis pelo transporte poderiam sofrer sanções contratuais caso deixassem de cumprir a determinação judicial. O vereador Rubinho Nunes (União) foi eleito o presidente da Comissão Especial da Câmara Municipal de São Paulo que analisa o pedido de impeachment.

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