05/10/2026

RESUMO DE NOTÍCIAS

Resumo

*O ex-presidente Michel Temer (MDB) declarou nesta segunda-feira (5) apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em declaração enviada à imprensa, Temer afirmou que o resultado das urnas no primeiro turno mostrou que o eleitorado “deseja mudança”. Ao justificar o apoio, Temer também afirmou que as urnas demonstraram que a população busca “atenção e respeito” e relacionou o resultado presidencial à nova composição do Congresso Nacional. “A sociedade não quer fórmulas repetidas e discursos grosseiros. Quer novas ideias, novas atitudes, novos projetos e um caminho diferente”, disse. O apoio é uma posição pessoal de Temer. No primeiro turno, o MDB não declarou apoio a nenhum candidato à Presidência e liberou seus diretórios estaduais para estabelecer alianças conforme as disputas locais.


*O Partido dos Trabalhadores (PT) não elegeu nenhum deputado federal em sete Estados nas eleições deste domingo (4). A legenda ficou sem representantes próprios na Câmara em Alagoas, Acre, Amapá, Amazonas, Rondônia, Roraima e Tocantins. Ao todo, o PT elegeu 70 deputados federais para a legislatura que começa em fevereiro de 2027, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Apesar de não ter representantes próprios nesses sete Estados, a Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, terá 88 deputados na próxima legislatura. Pela regra eleitoral, os votos das três legendas são considerados conjuntamente para a distribuição das cadeiras, embora os parlamentares permaneçam vinculados aos seus respectivos partidos. No Acre, por exemplo, o PT não conquistou nenhuma das oito cadeiras destinadas ao Estado. O PCdoB, que integra a federação, elegeu um deputado. No Amapá, a federação também garantiu uma vaga por meio do PcdoB.


*O resultado do primeiro turno das eleições indicou uma redução significativa na votação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em todas as regiões do país. No somatório nacional, o petista perdeu 3.379.966 votos na comparação direta com o desempenho obtido no pleito de 2022. A maior retração do chefe do Executivo ocorreu na região Sudeste, com uma diminuição de 1,8 milhão de apoios. No Nordeste, a queda foi de 258.555 votos. Percentualmente, o recuo em votos válidos alcançou 5,5 pontos no Sul e registrou 5,21 pontos percentuais na região Centro-Oeste. Há quatro anos, o atual presidente foi eleito utilizando uma plataforma centrada na união política, que reuniu o apoio de diferentes correntes partidárias e de antigos adversários, a exemplo do seu vice, Geraldo Alckmin. Contudo, essa estratégia não manteve a mesma eficácia em 2026. Em contrapartida, o senador Flávio Bolsonaro registrou desempenho superior ao obtido por Jair Bolsonaro em todas as regiões brasileiras. O parlamentar adicionou 5.032.158 votos ao total nacional, impulsionado pelo Nordeste (+1.611.579) e pelo Sudeste (+1.429.080). O avanço do senador do PL nos dois maiores colégios eleitorais do país foi determinante para que ele ficasse à frente de Lula no resultado nacional. Na votação realizada neste domingo (4), 158.745.463 pessoas foram às urnas. Além da disputa presidencial, a eleição definiu 27 governadores, 54 senadores, 513 deputados federais, 1.035 estaduais e 24 distritais. Em apenas seis estados e no Distrito Federal, nenhum candidato atingiu a maioria absoluta dos votos válidos, e haverá disputa em 2º turno.


*O presidente do Partido dos Trabalhadores (PT), Edinho Silva, disse nesta segunda-feira (5) que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) “quer muito ir aos debates” no segundo turno da campanha e pretende ir ao máximo de debates possível. O petista já entra no segundo turno com desvantagem numérica em relação a Flávio Bolsonaro (PL). – Lula sempre defendeu os debates e ele vai aos debates no segundo turno. Não sei quantos convites vão chegar, mas dentro da possibilidade ele vai ao maior número possível de debates. Ele quer confrontar o projeto que ele representa e o que o Flávio representa. Lula quer muito ir aos debates fazer o confronto – disse, em entrevista à GloboNews. No primeiro turno, Lula recusou os convites para os debates presidenciais. Não compareceu ao debate promovido pela Band no início da campanha. No fim, cancelou também a participação no debate da Globo. Este último acabou cancelado pela emissora após a desistência de Flávio Bolsonaro (PL) e de decisões judiciais sobre o evento. Edinho também reconheceu um erro da campanha de Lula em relação à distribuição de materiais de campanha. O presidente do PT é o coordenador da campanha de Lula. – A campanha cometeu um equívoco ao descentralizar a produção de materiais. Nós descentralizamos para que os Estados produzissem os materiais e conteúdo. Infelizmente isso não funcionou. Há Estados que têm estruturas e outros não. Cometemos um erro e corrigimos imediatamente – afirmou.


*O deputado federal reeleito Kim Kataguiri (Missão-SP) afirmou que não pretende renunciar ao mandato, apesar de ter lançado um desafio público relacionado ao desempenho eleitoral de Renan Santos, candidato à Presidência pelo mesmo partido. No último sábado (3), durante um ato com apoiadores, Kim havia declarado que deixaria o cargo caso Renan alcançasse 3% dos votos nas eleições, percentual que, segundo ele, era indicado por pesquisas eleitorais divulgadas antes da votação. "Eu já vou começar a fazer um desafio para o Datafolha e para a Quaest. Se domingo a gente tiver 3% no Datafolha, eu renuncio o meu mandato na frente da Folha", prometeu na ocasião. Com a conclusão da apuração, Renan Santos terminou a disputa presidencial com 2,24% dos votos, abaixo dos 3% mencionados por Kim no desafio feito antes da votação. Diante do resultado, o deputado afirmou que a condição estabelecida por ele não havia sido atingida e explicou por que permanecerá no cargo. "Eu disse que renunciaria se ele fizesse 3 [%], ele fez 2", justificou.

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