12/09/2026

RESUMO DE NOTÍCIAS

Resumo

*A defesa do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) fez pedidos ao Supremo Tribunal Federal (STF) que a investigação sobre o financiamento do filme “Dark Horse” fosse transferida do ministro Flávio Dino para André Mendonça. A defesa diz que houve erro na distribuição do caso para Flávio Dino, que ficou com a investigação por sua relação com emendas parlamentares, suspeita também levantada no financiamento do filme. A defesa afirma também que a distribuição para Dino criou uma espécie “prevenção artificial”, já que a relação entre os processos seria apenas indireta, não havendo conexões suficientes para justificar que Dino seja o relator da investigação. Vale lembrar que Flávio Dino foi indicado ao cargo de ministro do STF pelo presidente Lula, enquanto Mendonça foi indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. Ambos trabalharam como ministros dos respectivos governos antes de chegar aos cargos de ministros da Suprema Corte.


*Senadores criticam o que consideram um “silêncio” do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), diante da crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF), a Polícia Federal e o caso Banco Master. Enquanto Alcolumbre evita levar o tema ao plenário, parlamentares da Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência (CCAI) preparam requerimentos para ouvir autoridades. “Há um silêncio do Alcolumbre e o Senado está fechado até para discursos”, afirmou o senador Eduardo Girão (Novo-CE). “A quem interessa o Senado calado nesse momento? Só ao Alcolumbre”, acrescentou. A CCAI deve analisar no início da semana a convocação do ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, e o convite ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Os requerimentos foram preparados pelo senador Esperidião Amin (PP). A ideia dos senadores é pedir que o ministro da Justiça preste esclarecimentos sobre o afastamento e a posterior recondução de Andrei ao comando da PF. Já o diretor-geral deverá ser ouvido sobre a produção de relatórios de inteligência usados pelo ministro Alexandre de Moraes para pedir uma investigação contra André Mendonça. A movimentação ocorre em um contexto de pressão feita por congressistas para a abertura de um processo de impeachment contra Moraes após a divulgação de mensagens trocadas entre o ministro e Daniel Vorcaro. Alcolumbre já declarou ser contrário à iniciativa neste momento.


*Em campanha pelo Norte Fluminense, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aproveitou neste sábado (12) a abertura das investigações contra ele para desafiar o Supremo Tribunal Federal (STF) a fazer o mesmo com os processos que alcançam Lula (PT), seu filho Fábio Luís, o Lulinha, e integrantes do governo. Flávio afirmou que está sendo investigado há dois meses e que nada foi encontrado capaz de sustentar as acusações usadas pelos petistas contra sua candidatura à Presidência. “Graças a Deus, o sigilo foi afastado de tudo e está às claras para todo mundo ver”, disse. “O que surgiu contra mim? Nada. Esse é o maior atestado de idoneidade.” Flávio também cobrou a divulgação das investigações sobre as relações de Lula, Fernando Haddad e Gabriel Galípolo com Daniel Vorcaro e o Banco Master. O senador citou uma reunião de Lula com Vorcaro, Augusto Lima, Haddad e Galípolo para tratar do futuro do banco após a troca no comando do Banco Central. “A contrapartida dada ao Banco Master quem tem que explicar é o Lula”, disparou. o candidato também exigiu acesso às investigações sobre o roubo bilionário de aposentados e pensionistas do INSS: “Quanto do dinheiro roubado foi parar na conta do filho do Lula, o Lulinha?”.


*A crise diplomática entre Brasil e Estados Unidos está dificultando a cooperação entre os dois países no combate ao crime organizado transnacional. Segundo informações do jornal ‘The New York Times’, o Departamento de Estado dos EUA reteve os vistos de dois agentes da Polícia Federal que deveriam trabalhar em Miami e Nova York com a Homeland Security Investigations e outras agências americanas. Em resposta, o Brasil também bloqueou o visto de um agente americano que seria enviado ao país. A reportagem afirma que os impasses ocorrem em meio ao desgaste das relações bilaterais e à aparente disposição do governo Donald Trump de apoiar Flávio Bolsonaro (PL), candidato de direita que disputa a Presidência contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições de outubro. O jornal também relata que os Estados Unidos recusaram um pedido de visita de quase uma dúzia de agentes da Receita Federal brasileira envolvidos em investigações sobre lavagem de dinheiro e contrabando de armas. A justificativa apresentada foi uma agenda cheia até novembro. Segundo o jornal, os dois agentes da PF já haviam sido selecionados e avaliados por autoridades dos dois países no início do ano. Um deles substituiria Marcelo Ivo de Carvalho, expulso dos Estados Unidos em abril e acusado pelo governo Trump de ser alvo de uma “caça às bruxas política” por seu papel na prisão de um ex-chefe da inteligência brasileira. A expulsão levou o Brasil a revogar as credenciais de um agente americano que trabalhava em Brasília. Agora, de acordo com autoridades brasileiras, o país condiciona a concessão do visto ao substituto desse agente à liberação dos vistos dos policiais brasileiros. As negociações entre os dois governos continuam.


*Morreu aos 80 anos Paulo Angioni, executivo de futebol com passagens por diferentes clubes brasileiros ao longo de quatro décadas dedicadas ao futebol. O dirigente estava no Fluminense, seu time do coração. Angioni tratava um câncer no pâncreas desde o início de setembro. Ele estava no tricolor das Laranjeiras desde 2018, para sua quarta passagem, e foi um dos responsáveis pelas maiores conquistas do clube, como a Libertadores e a Recopa. Angioni iniciou a carreira no início dos anos 1980, quando deixou o clube Municipal, na Tijuca, para trabalhar no Vasco, onde permaneceu por 14 anos. Ao longo da carreira, passou por alguns dos principais clubes do país, entre eles Flamengo, Palmeiras, Corinthians, Bahia, Olaria e Fluminense. Também trabalhou na CBF e foi supervisor da Seleção Brasileira em 1989 e 1990. O Fluminense, seu último clube, divulgou nota de pesar após a morte do dirigente: “O Fluminense FC comunica o falecimento do tricolor e diretor executivo de futebol, Paulo Sérgio Scudiere Angioni, aos 80 anos, na madrugada de hoje, no Rio de Janeiro. Em sua carreira, uma das mais longevas e bem-sucedidas do futebol brasileiro, foi pioneiro na função de diretor executivo no Brasil. Com passagem pela Seleção Brasileira e outros grandes clubes, ele reuniu inúmeras conquistas esportivas e se destacou, fundamentalmente, pela coleção de amigos que acumulou ao longo de sua trajetória. À frente do departamento de futebol do Fluminense nesta quarta passagem pelo clube, a partir de 2018, foi um dos principais responsáveis pela conquista dos títulos da Taça Rio de 2020, Taça Guanabara de 2022, 2023 e 2026, Campeonato Carioca de 2022 e 2023, Conmebol Libertadores e Recopa. Títulos que ajudaram o clube a retomar seu protagonismo e se destacar no cenário mundial recente. Sua contribuição à formação dos jovens será lembrada por muitos e suas lições permanecerão entre nós como exemplo de vida, compaixão e solidariedade. À sua família e amigos, nossos sentimentos mais elevados.”

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